sábado, 31 de Janeiro de 2009

Ensinar disciplina e auto-controlo ao seu filho

Auto-controlo significa poder expressar e lidar com emoções fortes de forma adequada – para uma criança de 1-2 anos, isto pode significar dizer “Estou zangado contigo” em vez de morder.
O auto-controlo também envolve capacidades de reflexão, quando decidimos sobre que impulsos vamos agir.
O desenvolvimento do auto-controlo inicia-se com o nascimento e continua a desenvolver-se ao longo da vida.
É uma capacidade que é fundamental para o sucesso escolar das crianças e para um desenvolvimento saudável em geral. Permite às crianças cooperar com os outros, lidar com as frustrações e resolver conflitos.
As crianças pequenas aprendem estas capacidades através da interacção com outros e da orientação dada pelos pais e educadores.
Os bebés nascem sem qualquer auto-controlo. Têm uma capacidade praticamente nula de controlo sobre as suas emoções ou comportamentos.
No entanto, o processo de desenvolvimento do auto-controlo inicia-se nos primeiros meses de vida e continua ao longo dos três primeiros anos e mesmo depois disso:
- Um recém-nascido está a ser mudado e não está minimamente satisfeito – chora e grita. O pai diz-lhe, “Está quase, rapazinho. Eu sei que não gostas disto.
Espera mais um bocadinho, só falta vestir as calças.” Depois, o pai pega-lhe ao colo e segura-o até ele deixar de chorar.
Este bebé percebe que pode contar com aqueles que gostam dele para o ajudar a retomar o controlo quando se sente constrangido.
- Um bebé de nove meses está próximo de uma mesa baixa e pega no controlo remoto da televisão. Está feliz a carregar nos botões quando a mãe gentilmente lho retira da mão e o coloca numa prateleira mais alta, enquanto explica, “o controlo remoto não é um brinquedo, querido.
Não podes brincar com isto. Mas podes brincar com este.” Entrega-lhe uma caixa de actividades, cheia de botões que pode premir e portas que pode abrir.
Este bebé está a aprender qual é o comportamento adequado, a lidar com a desilusão e como aceitar uma substituição quando a sua primeira escolha não é possível.
- Um bebé de 2 anos quer um brinquedo com o qual o seu amiguinho está a brincar. Agarra-o; quando a outra criança começa a chorar, bate no amiguinho e começa também a chorar.
A mãe acalma-o e depois ajuda-o a devolver o brinquedo ao amiguinho. Explica-lhe que não é correcto bater e “dá-lhe” as palavras que ele necessita para pedir para brincar com o brinquedo.
Esta criança está a aprender a gerir e a expressar os seus sentimentos e impulsos; a acalmar-se e a tomar opções de comportamento aceitáveis.


Do nascimento aos 12 meses

Os bebés têm um auto-controlo quase nulo. Actuam naturalmente em função dos seus pensamentos e sentimentos sem ter a capacidade de não o fazer.
Com uma orientação sensível por parte dos pais e educadores, os bebés podem começar a aprender a gerir os seus sentimentos e acções.
- Ajude o seu filho a acalmar-se sozinho. Quanto mais calmo ele estiver, maior controlo terá. Os bebés têm diferentes formas de se acalmar.
Alguns necessitam de muito contacto físico, como ser embalados ou abraçados; outros preferem ser deixados em paz por alguns minutos.
Pode ensinar o seu filho a acalmar-se mantendo-se também calma, quando ele perde o controlo. Desta forma, a criança sente-se segura.
- Ensine comportamentos aceitáveis. Fale e demonstre ao seu filho o que pode fazer, não só o que não está autorizado a fazer. Se ele gosta de atirar com uma bola em casa, dê-lhe um cesto vazio para que possa atirar a bola lá para dentro ou leve-o até à rua e mostre-lhe onde e como ele pode atirar a bola.
Isto ajuda a criança a distinguir o que está certo e o que está errado e a canalizar a sua energia e interesses de forma aceitável à medida que vai crescendo.

Dos 12 aos 24 meses

As crianças de 1-2 anos têm uma vontade muito própria e sentimentos muito fortes que exprimem com veemência. “Não!” torna-se a sua palavra favorita e uma forma de afirmar a sua independência.
Ao mesmo tempo, as crianças desta idade ficam facilmente frustradas com muitas das coisas que querem, mas não conseguem fazer.
As rotinas são particularmente úteis uma vez que fazem com que as crianças se sintam seguras em momentos em que se podem sentir descontroladas.
- Dê ao seu filho a possibilidade de escolher. Dar às crianças, mesmo às mais pequenas, oportunidade de escolher demonstra-lhes que confia nelas e nas suas decisões.
Ajuda também a criança a sentir que controla a situação. Permita que o seu filho tome decisões sobre aquilo a que quer brincar, o que quer ler ou aquilo que quer lanchar (apresente duas opções saudáveis).
- Identifique e reconheça os sentimentos do seu filho. Demonstrar à criança que os seus sentimentos são compreendidos ajuda-a a acalmar e a retomar o controlo. Isto não significa que ceda às exigências da criança.
“Sei que estás zangado porque tens de ir para a cama, mas não me podes bater. Podes bater nesta almofada; ou então podemos ler um livro.” Identificar e reconhecer os sentimentos ajuda a criança a aprender a gerir as suas emoções, uma ferramenta importante e necessária para o posterior sucesso escolar.

Dos 24 aos 36 meses

As crianças mais velhas ainda não conseguem controlar a forma como agem em função dos seus desejos. Mais uma vez, reconhecer os sentimentos e sugerir outras formas para os expressar continua a ser a melhor resposta, nesta idade.
À medida que crescem, incentive a criança a pensar sobre o que pode fazer – lançar a bola para um cesto em vez de a lançar contra a parede. A capacidade de substituir uma acção inaceitável por outra aceitável será essencial para o sucesso escolar.
- Dê ao seu filho a possibilidade de escolher. Apresente-lhe duas opções aceitáveis e permita que a criança escolha: “Queres lavar os dentes agora ou vestir primeiro o pijama?”
Em vez de lhe dizer para calçar as galochas, ajude-o a pensar na situação: "Está a chover. Então, o que é que precisas para poderes passear à chuva com os teus colegas?"
Se a decisão for unicamente sua, então não ofereça opções. Diga, “Está na hora de ir para a cama,” e não “Estás pronto para ir para a cama?”
- Ajude o seu filho a aprender a esperar. Esperar ajuda as crianças a desenvolver o auto-controlo. E ensina-lhes que as outras pessoas também têm necessidades.
Não prolongue o tempo de espera e dê-lhe alguma coisa para se entreter. De igual forma, brincar com os amigos traz imensas oportunidades de ajudar o seu filho a aprender a esperar, a partilhar e a trocar.
Com a sua orientação e muita prática, o seu filho estará preparado para resolver os conflitos que possam surgir mais tarde na escola.


Fonte: Sapo Bebé

De mãe para mãe


Recebemos este miminho lindo, ternurento, maravilhoso, da mamã Juliana (http://mamaejuju.blogspot.com/), a quem muito agradecemos!

Queremos dedicá-lo a todas as mamãs especiais que nos visitam :-)

Hello baby, hello Kitty!

Localização: Hau Sheng Hospital, 150 quilómetros a sul de Taipei, a capital do Taiwan (Ilha Formosa).
Decoração do hospital: Hello Kitty!

Sim, falo-vos de uma noticia da Associated Press, que nos dá a conhecer este hospital, em que até os médicos vestem batas da Hello Kitty e os elevadores se encontram forrados com imagens da simpática gatinha. Segundo o director do hospital, “quando as mães se sentem mais ansiosas e/ou perdidas nos cuidados com os seus bebés, a imagem da Hello Kitty poderá relaxá-las a todos os níveis”. Acrescenta ainda que, desde que o hospital foi remodelado com a nova decoração, em 2006, nasceram mais 2000 bebés do que antes do “face-lift” decorativo.


E porque as imagens falam por si...:



sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

O meu filho precisa de ir ao psicólogo?

Nem sempre a situação é evidente. Nem sempre é fácil identificar um acontecimento desencadeante. Por vezes os pais apenas notam que o comportamento da criança «está diferente», que as suas atitudes já não são as mesmas em situações idênticas. Outras vezes são alertados pela educadora ou por uma quebra no rendimento escolar.

Alguns sinais de alarme de que a criança pode estar a necessitar de ajuda são os seguintes:

- isolamento frequente
- episódios de tristeza importante ou choro frequente «por tudo e por nada»
- falta de prazer com brincadeiras de que anteriormente gostava
- problemas de concentração quando realiza as suas tarefas domésticas ou escolares
- quebra abrupta do rendimento na escola, com notas bastante inferiores às habituais
- alterações de comportamento, como agressividade exagerada
- alterações nos hábitos de sono, seja insónia, ou querer ir para a cama com frequência (muitas vezes um sinal de isolamento)
- retrocesso em situações já conseguidas, como voltar a fazer chichi na cama ou voltar a querer chucha
- atraso no desenvolvimento, seja na linguagem ou no treino do bacio
- nos adolescentes são muitas vezes perceptíveis alterações no apetite (para mais ou para menos) ou, mais grave, sinais de dependência de drogas como o tabaco, álcool ou outras
- queixas frequentes de dores, especialmente da cabeça ou da barriga, apesar do exame médico ser completamente inconsequente

Esta lista não é de modo algum exaustiva, mas refere apenas alguns exemplos. Outras situações podem igualmente alertar os pais para que algo não está bem. Por outro lado, nem sempre a presença das alterações que referi acima significa que existe algum problema. Cada caso é um caso e cada criança é uma criança, diferente de todas as outras. O mais correcto, se tiver dúvidas, é conversar com o pediatra que habitualmente segue a criança e, na dúvida, seguir os seus instintos.

Quem pode ajudar?


Em termos gerais, a pessoa mais indicada para ajudar varia muito de criança para criança, de família para família e de acordo com a situação. A primeira ajuda deve vir do pediatra. Ele conhece os pais, conhece a criança e poderá dar conselhos que coloquem alguma luz no caminho e ajudem a resolver algumas situações. Muitas vezes é importante que as consultas de pediatria sejam apenas com a criança (com os pais na sala de espera), outras vezes que sejam apenas com um ou ambos os pais. Desta forma, muitas coisas podem ser verbalizadas mais tranquilamente, sem a preocupação de que podem ouvir outros envolvidos. Quando esta abordagem não é suficiente, outra ajuda deve ser procurada, como os psicólogos ou pedopsiquiatras.

Os psicólogos têm uma formação em psicologia clínica e não podem prescrever medicamentos. Os psiquiatras são médicos que se especializaram em psiquiatria infantil (pedopsiquiatria) e podem prescrever alguma medicação que seja necessária. Nas situações mais comuns, em que o seguimento em consulta é tudo o que a criança necessita, um psicólogo é suficiente. Nas situações mais graves, em que se prevê que a criança venha a necessitar de alguma medicação, o psiquiatra será mais indicado. Na dúvida, numa fase inicial é um pouco indiferente quem será o responsável pelo acompanhamento da criança. O mais importante é que ela consiga com ela estabelecer uma relação de confiança, pois só assim se poderá sentir à vontade para se abrir e expor o que a preocupa.

O pediatra certamente trabalha com alguns destes especialistas e poderá ajudar os pais na escolha. Mas também familiares, amigos ou colegas de trabalho podem ter referências que tenham utilizado no passado e que se podem revelar úteis. Muitos pais fogem do psiquiatra por terem a noção (errada) que isso significa assumir que a situação é grave e pelo peso social que isso poderá significar. Estes receios não têm fundamento. Se é verdade que as situações mais graves devem ser seguidas por um psiquiatra, os casos mais ligeiros podem ser seguidos pelo psicólogo ou psiquiatra, desde que a relação que consigam estabelecer com a criança (e com os pais) seja a melhor.

Quem precisa de ser ajudado?

Quando uma criança precisa de ajuda psicológica nem sempre é a única pessoa na família a dela necessitar. Muitas vezes, o pai ou a mãe também beneficiariam com algum acompanhamento. Seja porque a principal causa do stresse é a relação da criança com os seus pais, seja porque as alterações verificadas na personalidade da criança afectam igualmente os pais que podem, também eles e à sua maneira, sentirem-se um pouco perdidos. Não há que procurar ser o super-homem ou a super-mulher e o problema deve ser encarado de frente, sem rodeios.

E não é preciso mais nada?

Claro que é. Se pensa que entregou a criança ao psicólogo ou psiquiatra e que o assunto ficou arrumado, pode ir tirando o cavalinho da chuva. A solução para estes problemas envolve duas coisas fundamentais e muitas vezes negligenciadas: tempo e disponibilidade. Tempo porque nada se resolve sem a poeira assentar e a visão estar mais livre. Disponibilidade porque a criança precisa de se sentir acompanhada quando está em casa ou na escola, longe das sessões com o seu psicólogo ou psiquiatra. Os pais devem estar atentos, disponíveis para ouvir a criança sempre que ela necessitar e não cair na tentação de fazer juízos de valor. A criança precisa de ajuda, não de juízes. A paciência é uma virtude que é habitualmente posta à prova. Algumas dicas podem ajudar a criar um clima de maior confiança:

- fale frequentemente com a criança
- mostre disponibilidade para ela em exclusivo (sem a televisão ligada, sem o telemóvel a tocar e sem os irmãos nas proximidades)
- procure divertir-se com ela e com os restantes membros da família. Mostre que a vida tem também um lado divertido
- dê-lhe mimo.

Como preparar a consulta?

Muitos pais e crianças, principalmente as mais velhas, têm alguma relutância em admitir que precisam de ajuda. A conversa com a criança deve ser adaptada ao seu grau de desenvolvimento e maturidade, mas o que tem de ser dito deve sê-lo sem rodeios.

É importante que a criança saiba ao que vai, quando entra na consulta de psicologia, pelo menos que tenha alguma noção prévia. A criança deve saber que se trata de um médico especial que não vai fazer algum exame físico mas apenas conversar e brincar com ela. E que vai tentar perceber porque é que ela se sente triste, ansiosa ou simplesmente diferente do habitual, de forma a poder ajudá-la. Esta preparação inicial é fundamental e não precisa de ser exaustiva.

O psicólogo ou psiquiatra farão o resto. É importante que a criança sinta que aquilo que conversa com o psicólogo ou psiquiatra é confidencial e não vai ser transmitido aos pais. Só desta forma ela poderá estabelecer uma relação de confiança com quem a pretende ajudar. Isto mesmo deve ser dito à criança, quer pelos pais quer pelo médico.

Por: Paulo Oom, professor de Pediatria
Fonte: Pais&Filhos

Cavalinho e outras traquinices

Como vos contei anteriormente, pratiquei durante muitos anos step-aerobics. Quando engravidei e, posteriormente, quando a Joana nasceu, deixei de fazer exercício físico. Verdade seja dita: graças à minha genética, recuperei rapidamente os 15 quilos que somei durante a gravidez. Mas não só: posso dizer-vos que a Joana é a minha personal trainer! Com efeito, durante a última semana, ela descobriu quão divertido é os pais fazerem de cavalinho: é ela sentada no nosso colo, é ela sentada sobre uma das nossas pernas, é ela ao colo...cavalinho para tudo! Ontem, para não fugir à regra, estivemos a fazer cavalinho. E hoje estou com uma dor nas pernas que nem imaginam...lembram-se da primeira vez em que fizeram ginástica e os músculos ficaram de tal modo “assustados” que no dia a seguir mal se podiam mexer? Pois...aqui a mãe está assim! E não me venham dizer que é ferrugem porque eu sou bem mexida...! É apenas exercício (localizado) a mais :-)
Para além do cavalinho, a Joana adora escalar os sofás: creio que por inspiração da mesa e cadeiras que lhe compramos no Toys ‘r’ us, a Bolotinha estendeu o gosto de se sentar e descer da cadeira para o sofá. “Upa, sofá, já subi. Upa, sofá, agora quero descer!” E assim repete ela este “montanhismo” doméstico, vezes sem conta, com o nosso auxilio, batendo palmas mais quando chega ao “cume” do sofá do que quando “aterra” no chão...pegando em tudo isto, cavalinho e sofá, penso que temos ginasta. E o nosso corpo também vai agradecendo, eheheh!

quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

O pai é bebé!

Hoje o pai faz anos e os seus dois grandes amores vão mimá-lo ainda mais!

Parabéns, pai. Parabéns, amor!

Mamã-mania!

Estavamos as duas a brincar quando tu soltas um “Mamã, mamã...mamãmaía!”.

Pareceu-me um “mamã-mania”, um bom sinónimo para as expressões “mãezite (aguda)” ou “mamã-dependente” :-)

quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

O que fazem aos bebés nas maternidades

«Num parto normal, logo que o bebé é expulso é envolvido numa toalha aquecida e colocado em cima do abdómen na mãe. Nesse momento é feita a expressão das vias aéreas e a clampagem do cordão umbilical», diz Nélia Alves, enfermeira graduada da maternidade do Hospital de D. Estefânia.

«Em seguida, é explicado aos pais que o bebé vai ter de ir para a mesa, sob uma fonte de calor, para não arrefecer e lhe serem prestados os cuidados iniciais». É aqui que surge a primeira clivagem nos procedimentos. Grande parte do pessoal médico e de enfermagem defende que é imprescindível manter o bebé aquecido com recurso a fontes externas. O pediatra e pedopsiquiatra Diudonné Volker tem outra opinião. «Se o bebé nasceu bem e se a mulher também se encontra bem, não há motivo para que não permaneça os minutos que sejam precisos em cima da barriga dela, evidentemente com o corpo resguardado, mas beneficiando da melhor fonte de calor que existe: a mãe.» Momentos «irrecuperáveis que vão ser determinantes para a vinculação precocíssima entre mãe e filho, que tantos efeitos terá nos tempos seguintes. A mulher precisa de começar essa ligação e é também uma grande ajuda para o bebé, cujo ambiente físico e psicológico é completamente transformado em poucos segundos, com todo o stresse que isso acarreta», advoga o médico alemão, que presta serviço no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.

O pediatra Mário Cordeiro partilha esta argumentação. «Após o parto, a natureza faz aumentar a temperatura do peito e dos braços da mãe. E isto acontece precisamente para garantir que ele não arrefece e que pode começar a conhecer quem é a sua mãe – e, preferencialmente também o pai. Quando, eventualmente, tiver de sair do colo dela, irá muito mais sossegado e deixará também o casal mais tranquilo», defende, acrescentando: «O essencial é que, nesses preciosos primeiros momentos, o bebé não seja ‘roubado’ aos pais, sob pretexto algum. Nenhum profissional de saúde se deve outorgar o direito de querer aquela criança. Ela pertence aos pais e os pais pertencem-lhe a ela!».

Mas existem procedimentos essenciais que são possíveis de realizar, quer o bebé esteja junto dos pais, numa mesa aquecida na sala de partos – como acontece no D. Estefânia –, ou numa sala diferente daquela onde ocorreu o nascimento. É o caso do teste de Apgar, imprescindível para avaliar de forma rápida e eficaz o estado da criança que acaba de nascer. Determinar o sexo, nos casos em que ainda é desconhecido, e a observação de eventuais grandes malformações e uma primeira auscultação ao coração e pulmões são também intervenções que não dependem de nenhum posicionamento específico. «Há que ter paciência para esperar e dar tempo à família. Tal não significa que não se procure fazer uma primeira avaliação, nem que seja à distância, e manter um olhar vigilante sobre a forma como o bebé se está a comportar», diz Diudonné Volker.

Aspirar ou deixar chorar

As formas de proceder voltam a multiplicar-se quando chega o momento de avaliar outros parâmetros do recém-nascido. Existem enfermeiros e pediatras que, por norma, realizam a aspiração e a sondagem gástrica a todos os bebés. Outros avaliam o choro e a respiração e só depois optam pelos dois, por um ou por nenhum dos procedimentos. «É uma decisão que cabe ao profissional de saúde e depende de muitos factores, entre os quais a formação de base, as convicções técnicas e a experiência», afirma Nélia Alves. Por exemplo, Diudonné Volker não é adepto da aspiração em todos os casos - «existe um sistema de auto-limpeza das vias áereas que é muito eficaz na maioria das vezes», afirma – mas considera essencial garantir que não existe «uma malformação que impeça a comunicação entre a boca e o estômago», o que é realizado por sondagem.

Aspirados ou não, sondados ou não, todos os bebés que nascem no hospital ou na maternidade são, nos minutos que se sucedem ao parto, limpos do líquido amniótico e/ou do mecónio, através de lençóis e toalhas aquecidos, soro fisiológico ou água. Se existe risco de transmissão de doenças infecciosas, o recém-nascido é lavado antes de lhe serem ministradas gotas nos olhos e vitamina K. É aqui que Mário Cordeiro ressalva: «Os pais deveriam ser sempre informados sobre o que está a acontecer e ser-lhes pedida autorização para ministrar a vitamina e o colírio, não sendo confrontados com o facto consumado».

Antes de pesar, identificar e vestir o recém-nascido, o pediatra é chamado a realizar uma observação mais pormenorizada. O médico avalia o estado do sistema nervoso, explorando os reflexos do bebé; a configuração do abdómen e o posicionamento dos órgãos internos; a flexibilidade e a mobilidade dos membros; os órgãos genitais e a região anal. «Se houver necessidade de proceder a uma acção clínica imediata, como é o caso de cirurgias correctivas ou de emergência, os momentos que se seguem à limpeza do bebé são os ideais para o pediatra tomar uma decisão que pode fazer toda a diferença», afirma o pediatra Frederico Leal, que há mais de duas décadas e meia presta serviço no D. Estefânia.Segue-se a identificação do recém-nascido, realizada através de uma pulseira de plástico, de cor rosa ou azul e – nas instituições que já possuem o sistema – a colocação de uma pulseira electrónica anti-rapto num dos tornozelos. A azáfama começa a acalmar na altura da refeição inicial do bebé e aí todos os profissionais contactados pela PAIS& Filhos concordam: a agenda perfeita dos primeiros minutos culmina na mama da mãe.

A classificação de «Hospital Amigo dos Bebés» - à qual o D. Estefânia está neste momento em processo de candidatura – determina que, entre os primeiros 30 minutos e a hora de vida, seja feita uma tentativa de amamentar o recém-nascido, cabendo aos técnicos o papel de acompanhantes, formadores e incentivadores do processo. «Tal só não acontece quando a mãe está mesmo impossibilitada de o fazer, ou quando se mostra irredutível na recusa em dar de mamar. O suplemento é dado apenas em último caso, quando não existe nenhuma outra alternativa, e abandonado logo que possível», garante Nélia Alves.

Glossário


Aspiração e sondagem – Através de uma sonda, são aspiradas as mucosidades e outras substâncias da boca, nariz e garganta do bebé. Nem todos os profissionais de saúde consideram essencial esta operação, em especial nos casos em que o recém-nascido apresenta sinais fortes de que está a respirar bem. O mesmo se passa com a sondagem desde a boca até ao estômago. Há quem defenda que só assim se confirma que não existem mal-formações e que o bebé está em condições de começar a mamar. Na outra fase da moeda estão os que entendem que é preferível não sondar e só o fazer se surgirem sinais de que algo não está bem.
Clampagem ou corte do cordão umbilical – É feita com duas pinças cirúrgicas. Uma é colocada a poucos centímetros do corpo do bebé e outra um pouco mais afastada. O corte é feito entre as duas. Por norma, não se espera que o cordão deixe de pulsar para realizar o corte, mas a Organização Mundial de Saúde defende este compasso de espera, pelos benefícios a nível da oxigenação do sangue do bebé e o aumento das reservas de ferro.
Expressão das vias aéreas – É uma manobra realizada por quem recebe o bebé, que consiste em passar a mão, suavemente, do tórax à boca do recém-nascido, removendo os resíduos que possam estar a dificultar a respiração. Para alguns profissionais, esta é a única manobra que deve ser feita em bebés que respiram regularmente.
Gotas nos olhos – É administrado ao bebé um colírio, denominado clorofenicol, que se destina a prevenir eventuais infecções oculares causadas por microrganismos presentes no canal de parto. Nos casos mais graves, essas infecções podem levar à cegueira. Porém, alguns pediatras questionam a necessidade deste procedimento nos casos em que a mãe não seja portadora de doenças infecto-contagiosas.
Teste de Apgar – Foi desenvolvido pela pediatra norte-americana Virginia Apgar e é o método de avaliação global da vitalidade do recém-nascido, baseado na pesquisa dos sinais clínicos mais característicos e fáceis de detectar. Testa cinco parâmetros: frequência cardíaca, respiração, tónus muscular, reflexos e cor da pele. Cada parâmetro pode variar do 0 ao 2, sendo que 10 é o melhor resultado possível. O teste é realizado ao 1.º e 5.º minutos de vida – na esmagadora maioria dos casos – e ao 10.º minuto, nas situações em que o bem-estar do bebé apresente dúvidas.
Vitamina K – Na primeira semana, o organismo do recém-nascido não produz esta substância vitamínica, necessária à coagulação do sangue. Assim, para prevenir hemorragias – nomeadamente relacionadas com o coto umbilical e o umbigo – é ministrada uma dose por injecção intramuscular. Ne entanto, existem países onde esta administração é feita de forma oral.


Fonte: Pais&Filhos

Olha que blog maneiro!

Recebemos este simpático miminho destas mamãs lindas: http://meninosapeka.blogspot.com/ (mamã do Luís, do Lucas, do Leonardo e da Ana Luiza, a Edneia), http://mamaedoluizfelipe.blogspot.com/ (mamã do Luiz Felipe, a Juliana), http://mamaejuju.blogspot.com/ (mamã da Clarinha, a Juliana), http://www.bru-lucca.blogspot.com/ (mamã do Lucca, a Bruna), da mamã Sofia (http://eueosmeuspeixinhos.blogspot.com/), da mamã do Santiago (http://hellcat-13.blogspot.com/), da mamã do Diogo (http://umpequeninochamadodiogo.blogspot.com/), da mamã Phipas (http://mamaphipas.blogspot.com/), da mamã Sarita (http://aminhafeijoca.blogspot.com/) e da mamã da Ana João (http://anossabarriga.blogspot.com/).
E desta vez vamos cumprir as regras que são as seguintes:

1. Exibir a imagem do selo "Olha que Blog maneiro"
2. Postar o link do blog que nos premiou
3. Indicar 10 blogs da nossa preferência
4. Avisar os premiados
5. Publicar as regras
6. Conferir se os blogs indicados (isto é, que nos premiaram) passaram o selo e as regras
7. Enviar uma fotografia nossa ou de um (a) amigo (a) para
olhaquemaneiro@gmail.com , juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação; caso os blogs tenham indicado o selo e as regras correctamente dentro de alguns dias você recebera uma caricatura em P&B;
8. Só valerá se todas as regras acima forem seguidas!

O passatempo é válido até ao dia 31, por isso toca a participar!

Eis os nossos nomeados:

1. http://nadejane.blogspot.com/


2.

http://coisinhasdalili.blogs.sapo.pt/


3. http://janainakadosh.blogspot.com/


4.

http://tixapenixeiro.blogspot.com/


5. http://decasuloaborboleta.blogspot.com/


6. http://versosdemae.blogspot.com/


7. http://blo-guitos.blogspot.com/


8. http://avidacontigo.blogspot.com/


9.
http://pirataecompanhia.blogspot.com


10. http://bebeafonsinho.blogspot.com/


MM ou...mesa multi-usos!

No passado fim-de-semana fomos à Toys ‘r’us do Colombo comprar uma mesa multi-usos para a Joana. E sabem que a nossa Bolotinha, até chegar ao mundo dos brinquedos, só queria ir ao nosso colo. Pois bem, quando viu tanta bonecada junta, começou a fazer força com as pernitas para ir para o chão e ninguém a parava: ia a uma prateleira, depois a outra...o andar até se assemelhava a um correr, tal era o entusiasmo!
Decidimos comprar uma mesa multi-usos para a Joana por dois principais motivos: em primeiro lugar, porque ela, aquando das refeições, já não gosta muito de ficar sentada na cadeira alta, mesmo com as devidas adaptações para a sua idade. Agora, a Joana faz as suas refeições na sua própria mesa e já aprendeu a sentar-se e a sair da cadeira como gente grande!
Para além disso, a mesa servirá para os seus desenhos e pinturas.
Vimos várias mesas, uma da Hello Kitty, outra do Winnie de Pooh, outra com princesas, mas a que gostamos mais foi a do Mickey, que tem uma espécie de cesto com tampa amovível para onde a Joana gosta de meter peças de lego e de puzzle. As cadeiras também são muito giras, especialmente as costas, com um par de orelhas, o que facilita o manuseamento da cadeira por parte da Bolotinha.



Em suma, a mesa multi-usos, com duas cadeiras, custou-nos €70. Recomendo, é muito útil!




A mesa e as cadeiras ainda embaladas e a Joana sentadinha junto da caixa: "Pai, quando é que montas isto?"



O tampo amovivel da mesa e respectivo cesto onde cabe mil e uma coisas!

A mesa e as duas cadeiras

O sono do bebé...

...em destaque em www.temasdepsicologiainfantil.blogspot.com

terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

O espasmo do choro (ou do soluço)

O espasmo do choro (ou do soluço) constitui um fenómeno ou crise paroxística não epilépica, isto é, uma alteração súbita (por isso se designa de paroxistica) do comportamento e cuja fisiopatologia não é explicada por alterações da actividade eléctrica cerebral, mas por vários mecanismos distintos. Trata-se de uma situação benigna, transitória e que não necessita de medicação mas que convém ser vigiada.
Os episódios de perda da consciência duram alguns minutos, sendo que a recuperação da consciência se manifesta com relativa rapidez (síncope). Por vezes a estes episódios associam-se movimentos dos membros superiores e inferiores, que geram ansiedade paterna e medo por suspeita errónea de uma suposta convulsão e consequentemente epilepsia. Estes movimentos devem-se à diminuição do sangue que chega ao cérebro e não a crises epilépticas. No entanto, nem todos os episódios de perda da consciência são benignos e deverão, por isso, ser estudados. Algumas destas situações têm como base uma causa cardíaca, que é rara (6%), necessitando de posterior averiguação em meio hospitalar.
O espasmo do choro (ou do soluço), é uma situação muito frequente entre os 6 meses e os 4 anos (sobretudo até aos 18 meses), que pode surgir sob 2 formas clínicas: a forma pálida e a forma cianótica e em que existe sempre um factor desencadeante. Ocorre quando a criança é contrariada ou perante uma frustração, começa a chorar, sustém a respiração, fica “roxa”( forma cianótica ) e pode ter perda de conhecimento. Esta perda de conhecimento pode ser breve, retomando o choro ou ser mais prolongada surgindo mesmo alguns movimentos anormais ou incontinência de esfíncteres. A forma pálida “branca” tem por vezes um diagnóstico mais difícil porque o factor desencadeante é mais subtil. Acontece com algumas crianças quando na sequência de um susto ou um leve traumatismo, começam a chorar, sustêm a respiração e ficam brancas. Qualquer que seja a forma, o tão frequente espasmo do choro (ou do soluço) é uma situação benigna, ou seja a criança não vai ter complicações, estes episódios vão passar e não existe qualquer tratamento eficaz. A única forma de os evitar é manter a tranquilidade (o que por si só já reduz a frequência das crises), evitar os estímulos desencadeantes ou desviando a atenção. O evitamento da contrariedade é algo difícil pois todos nós sabemos que a contrariedade anda de mãos dadas com o desenvolvimento e educação da criança enquanto pessoa. O que poderemos fazer, isso sim, será proporcionar à criança um ambiente o mais sereno possível e falarmos com a educadora ou outras pessoas de referência que estejam com a criança durante o dia, na nossa ausência.
O diagnóstico será tanto melhor quanto melhor for a recolha da história clínica. Todos os pormenores são importantes e podem evitar consequências como submeter a criança a uma série de exames, sujeitar a criança e a família a um stress desnecessário e uma perda de tempo inútil. Convém ainda salientar que nalgumas situações de diagnóstico mais difícil, será importante aguardar a eventual repetição destas crises e se possível fazer um registo de vídeo. No início, os pais ou quem observa estas crises, pela ansiedade que estas podem causar, também poderão não estar nas melhores condições para as descrever ao médico por isso vale a pena manter a calma e aguardar. Existem um conjunto de estratégias que poderemos adoptar perante uma situação de espasmo do choro (ou do soluço): virar a criança de cabeça para baixo até ela estar bem (este procedimento não tem qualquer inconveniente para a criança), beliscar os pés, soprar para a cara dela e até mesmo para dentro da boca da criança, humedecer a sua face e inserir o nosso dedo dentro da boca da criança, mexendo na sua língua.

A consulta dos 15 meses

Ontem ao final do dia a Joana teve a consulta dos 15 meses. Enquanto esperávamos, estivemos a “conversar” com o Rodrigo, um menino de idade equivalente à Joana, que andava de um lado para o outro, a fazer mil e uma tropelias: ora tentava pegar nos brinquedos dos outros meninos, ora pegava nos desenhos que estavam em cima de uma das mesas, ora entrava para dentro da área dos gabinetes médicos ou para dentro da casa-de-banho. Bem, a genica que ele tinha! A Joana, muito admirada, estava sentada a uma mesa, a observar todos os seus passos. Tanto para mais que a mãe do Rodrigo disse-lhe por algumas vezes: “Rodrigo, olha a Joana tão sossegadinha...!”, ao que o miúdo olhava e respondia com um despretensioso “Tá!” (como quem diz: “Sim, sim, mãe, daqui a bocadinho eu penso nisso!”).
Quando fomos chamados para a ante-consulta a minha curiosidade disparou em relação ao peso da Joana. Fiquei exultante: em 27 dias, a Joana aumentou de 9655grs para 10,630grs, o que não é comum para a idade nem para a actividade que tem! Apeteceu-me mesmo dizer: “Ai as minhas ricas sopas!” mas contive-me e disse-o para dentro de mim :-) Realmente, confirmei que o almoço que a Joana leva de casa todos os dias para a creche faz toda a diferença. Assim, relativamente ao peso, encontramo-nos agora entre o P50 e o P75 (anteriormente estávamos entre o P50 e o P25). Quanto ao comprimento, a Joana tem uns elegantes 80 cm (entre o P75 e o P90) e de perímetro cefálico 47,5 cm (P90).
A consulta propriamente dita correu muito bem e, se não estou em erro, foi a primeira vez que a Joana sorriu para a pediatra. Mesmo assim, chorou desalmadamente aquando da auscultação, como sempre sucede. Quais brinquedos! A Joana não gosta que qualquer pessoa lhe mexa e ponto final. Nem mesmo a sua pediatra.
Desta consulta, para além de termos falado da higiene oral (que já fazemos) e da prevenção de acidentes domésticos (200 olhos em cima da Joana!), sublinhamos os seguintes tópicos:

- Motricidade: é fundamental que a criança, desde a aquisição da marcha, ande sem sapatos em casa (já o fazemos). Quanto ao sentar, a posição de sentar sobre as pernas é “proibida”. A posição a adoptar será, preferencialmente, a de pernas para a frente, formando um “V”;
- Alimentação e segundo prato: segundo a pediatra, é perfeitamente natural as crianças, até aos 18 meses, serem inconstantes quanto ao segundo prato, pelo que deveremos acompanhar a criança na sua vontade em “petiscar” da nossa comida, sem forçar. Deveremos no entanto evitar que ela coma a sopa e depois, mais tarde, petisque da nossa comida porque tal irá baralhar um pouco a noção da criança sobre o horário das refeições, para além de habituar mal o estômago (digestão em cima de digestão);
- Hérnia umbilical: a hérnia umbilical que a Joana tem parece não estar a querer regredir. No entanto, segundo a pediatra, vamos aguardar mais uns meses para agendarmos (ou não) uma consulta de cirurgia pediátrica. Espero, sinceramente, que a operação não seja necessária pois, só de pensar nisso, fico agoniada...;
- Pele: devido a fezes mais ácidas, a Joana tem estado com uma ligeira borbulhagem na zona do rabito, borbulhagem essa parecida com “espinhas”. Para tal, iremos aplicar, três vezes ao dia, Canesten. Se virmos que não melhora, alternamos entre Canesten e Uriage, cujo creme temos utilizado em exclusivo.

Depois da consulta, foi a vez de duas vacinas, uma em cada braço (sim, deixou de ser na pernoca...): a terceira dose da MenC e a primeira dose da VASPR (Vacina contra o sarampo, papeira e rubéola), que integram ambas o PNV. O pai não conseguiu assistir às vacinas, pelo que eu tive que engolir em seco algumas vezes quando ouvi o primeiro chorar da Joana. Horrível, fico sempre em estado de sítio com as vacinas...
Algumas recomendações especiais sobre estas vacinas:

- MenC: é natural que, nas próximas 72 horas, possa surgir, em especial, alguma febre. O procedimento a adoptar será o mesmo que nas vacinas anteriores: Ben-u-ron;
- VASPR: para mim, talvez a vacina mais “agressiva”. A febre, a surgir, terá lugar entre o 5º e o 12º dia após a administração da vacina (isto é, a partir de sábado) e poderá ser alta (em torno dos 39,5ºC). Procedimento a adoptar: Ben-u-ron e Brufen. Poderá ainda surgir alguma borbulhagem (inofensiva) e se estes sintomas se mantiverem após o 12º dia, será pertinente consultarmos a pediatra.

Agora, teremos vacinas aos 18 meses e depois damos um salto até aos 5 anos (que bom!). Quanto à próxima consulta, já está agendada para Abril.

segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Amo-te assim...

Amo-te serenamente, como o barco que repousa naquela onda singular, coberta pela luz do sol. Amo-te desmesuradamente, multiplicando cada minuto contigo por mil para, juntas, brincarmos naquela extensa avenida de estrelas que uma vez vimos quando observávamos o céu da janela dos nossos corações. Amo-te assim, demoradamente, como a linha do horizonte que voa no céu e mergulha no mar, dia após dia, descobrindo a cada segundo uma nova singularidade de ser, uma semente de vida, num salpico de mar ou num voo de uma gaivota. Amo-te assim, do inicio ao fim, desde que eras uma promessa de vida, no meu ventre, até eu perecer, sabendo de antemão que sempre morarei em ti. E tu em mim. Amo-te assim, com palavras inteiras, que sabem a seiva. Amo-te assim. Deitadas uma de encontro à outra, eu a sentir o teu coração, tu a sentires o meu e a Vida a abraçar-nos, ali, hoje e agora.


Parabéns, amor, pelos teus 15 meses de vida.

Hoje é o meu dia, faço 15 meses...

...e se fosse a escolher um primeiro adjectivo para me descrever, elegeria “traquinas”!
De facto, desde que comecei a andar que a minha actividade preferida é explorar minuciosamente o mundo que me rodeia. E parece que esta minha predilecção vai aumentando de intensidade à medida que as semanas passam. Na verdade, todos os dias descubro um pormenor novo, a juntar a todos os outros que tenho vindo a coleccionar.
Adoro mexer em tudo. E quando digo tudo, é tudo mesmo! Abro e fecho armários e gavetas, portas e caixas. De vez em quando ajudo a mãe a pôr a mesa (sempre com a sua atenta supervisão por causa dos talheres), a fazer a cama (é mais a puxar o lençol para o meu lado) e também gosto de mexer em recipientes, tampas e colheres de pau. Já começo a fazer algumas brincadeiras de faz-de-conta, como mexer com uma colher numa chávena ou levar o telemóvel ao ouvido para “falar”, habitualmente com o pai ou com a mãe. Eu digo-vos sem reservas que falo pelos cotovelos. Já junto várias palavras para formar uma frase, que só eu consigo decifrar, pelo menos por agora. Mas talvez a palavra mais utilizada por mim seja “Mamã”. É a minha paixão, quero-a para tudo e mais alguma coisa e sempre que ela se afasta eu protesto! Pai, não fiques triste, sabes que és o meu herói e olha que daqui a uns anitos sou capaz de te pedir em namoro. Acho que isto acontece com todas as meninas, não é?
Gosto imenso de brincar, de “ler” e de ouvir música. Gosto das sopas da mãe, dos purés de fruta que ela faz (e que eu nem sempre como na totalidade, mas tudo bem) e começo a querer comer sozinha. Os pais dão-me carta verde para eu me sujar (e a eles também, por estarem perto de mim), afinal ninguém aprende a comer sozinho sem se sujar, não acham? Ainda não estou muito bem adaptada ao segundo prato e, para vos ser franca, não tenho pressa. Cada coisa a seu tempo. Como eu sou uma pessoa que se conquista aos poucos (sim, não sou oferecida!), vai chegar a altura em que irei combinar a sopa com um prato mais elaborado.
Gosto de rir, de brincar às escondidas, de telemóveis, de chaves, de comandos de televisão e de estojos de maquilhagem: tubinhos de base, de batons, que giro, mas é só para mexer, nada mais...então se me derem fios, roupas e sapatos, melhor ainda, quero experimentar tudo! Será que vou ser vaidosa?!
Por acaso é engraçado porque eu gosto de experimentar a roupa da mãe, colocando, por exemplo, uma camisa, por cima dos meus ombros. Mas para vestir a minha própria roupa eu já franzo o sobrolho. Não é que reivindique muito mas por vezes fico com uma birra do tamanho do mundo que até dou pontapés no ar! Para mudar a fralda é outra aventura. Não para mim, mas para a mãe...ai, mãe, obrigada pela tua paciência, eu às vezes sou mesmo diabinha! Vejam que já sucedeu eu ter que mudar a fralda de pé por não querer estar deitada: viro, reviro, levanto-me, esperneio...não sei o porquê disto...bem, provavelmente até sei: quero é andar. Estar deitada é para os bebés mais pequeninos, eu já sou crescida!
Gosto de tomar banho, de chapinhar na água mas não gosto quando é hora de sair da banheira. Não gosto quando sou contrariada, quando os pais me pegam ao colo quando eu quero é andar ou quando me põem no chão quando eu quero é colo! Como podem ver sou muito determinada e até bato com os pés no chão :-) E por falar em colo, quem é que não gosta?! Eu adoro. Dou abraços, beijinhos (com a boca ou levando a mão à boca para soltar um beijinho no ar), digo adeus e já faço as minhas birras. Estou na idade disso! Não gosto quando tenho que ir para a creche mas passados poucos segundos fico bem. Gosto dos meus amiguinhos e começo a ter uma noção mais aprofundada do que significa a frase: “Isto é meu!”, apesar de, por vezes, partilhar de bom agrado.
Gosto de cães, de peluche ou a sério. Gosto de passear de carro e que me tirem fotografias. Aliás, eu também vou treinando a arte de bem manusear a máquina fotográfica, é tão giro!
Durmo bem, acordo em média duas vezes durante a noite mas, felizmente, adormeço rapidamente. Continuo a comer bem, se bem que a papa comece a conhecer dias, apesar da mãe variar as marcas. Gosto de iogurtes e de bolachas e não gosto de grão, apesar de ser uma fonte de ferro importantíssima. Talvez daqui a alguns mesitos, quem sabe?
Hoje tenho a minha consulta dos 15 meses e vou reencontrar as vacinas. Depois venho contar-vos como correu, combinado?
Beijinhos e...parabéns para mim!

domingo, 25 de Janeiro de 2009

Estamos com vocês, Beri!

Existe um blog que, pela sua singularidade, me emocionou desde a minha primeira visita. Trata-se do cantinho da Beri, uma mãe de quadrigémeos que nasceram no início de Outubro de 2008 (http://beriquerserfeliz.blogspot.com/). O Pablo, um dos seus filhotes, tem passado por várias operações, sendo que a sua última ida ao hospital se prendeu com uma meningite. Felizmente ele está a recuperar muito bem e concerteza que, dentro em breve, regressará a casa.
Existem muitas, muitas mães que têm apoiado a Beri desde sempre. Muitas têm publicado textos de apoio nos seus blogs, como a mamã do Lucca (http://gielucca.blogspot.com) e a mamã do Matheus (http://maedomatheusbridi.blogspot.com/), apenas para citar alguns exemplos. Ora, foi justamente esta última mamã que construiu, para todas nós, um selo de apoio à Beri e à sua familia. Por admirar esta familia, divulgo-o aqui e deixo-vos a mensagem de, se o desejarem, levarem este selo para os vossos cantinhos, formando assim uma corrente de pensamento positivo em torno de quatro crianças lindas, como são a Helena, o Pablo, o Lucio e o Heitor.

Muito obrigada.

Estamos com vocês!

Vick VapoRub: riscos do uso do produto em bebés e crianças

Uma pesquisa realizada após hospitalização de uma criança de 1 ano e meio nos Estados Unidos mostra que a pomada pode provocar inflamações nas vias respiratórias.


Depois de uma criança de 18 meses ter chegado a um hospital nos Estados Unidos com um grave desconforto respiratório por ter usado Vick VapoRub sob o nariz, pesquisadores do Wake Forest University Baptist Medical Center, na Carolina do Norte, decidiram investigar se havia riscos no uso do produto. Eles analisaram a pomada em furões, animais que, segundo eles, têm a fisiologia das vias respiratórias semelhante a dos seres humanos. O resultado sugere que o Vick VapoRub pode aumentar a secreção do muco nasal, além de inflamar as vias respiratórias. Os especialistas brasileiros entrevistados pela CRESCER para esta reportagem são unânimes em dizer que esse produto não é um medicamento, nem uma indicação médica como descongestionante. “As substâncias contidas no Vick [mentol, cânfora e óleo de eucalipto] são irritantes para as vias aéreas, por isso produzem mais muco, principalmente em crianças com problemas respiratórios, como a asma”, diz Dirceu Solé, pediatra e presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia. Segundo o especialista, não há estudos que comprovem cientificamente o benefício dos componentes da pomada. Até 1 ano e meio, diz Solé, não há descongestionante seguro. “A única indicação para todas as idades que ajuda a expectorar é a hidratação”, diz Eliane Henriques Moreira Alfani, pneumologista infantil do Hospital São Luiz (SP). A especialista ensina duas formas para os pais fazerem isso em casa. Uma delas é usar o soro fisiológico na inalação ou lavando as narinas com o produto. A outra é oferecer muito líquido para a criança. Em nota à imprensa, a Procter & Gamble, fabricante do Vick VapoRub, enfatiza que, assim como consta no rótulo da pomada, ela não deve ser usada em crianças menores de 2 anos, nem colocada diretamente nas narinas. A empresa garante que, seguindo as orientações do rótulo, o produto é eficaz no alívio dos sintomas de gripes e resfriados. A orientação dos especialistas, no entanto, continua a mesma: qualquer produto ou medicamento só deve ser usado com orientação médica.
Fontes: Dirceu Solé, pediatra e presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia; Eliane Henriques Moreira Alfani, pneumologista infantil do Hospital São Luiz (SP) e Maria Zilda de Aquino, pediatra do Hospital Sírio-Libanês (SP)

In: Revista Crescer (Edição Brasileira)

Que filme é que eu sou?





Você é "O Fabuloso Destino de Amelie Poulain" de Jean Pierre Jeunet. Você é engraçado(a), original. Uma pessoa leve e maravilhosa de se conviver.

Faça você também Que
bom filme é você?
Uma criação deO
Mundo Insano da Abyssinia


sábado, 24 de Janeiro de 2009

Os 4 anos de idade...

...em abordagem no nosso cantinho de psicologia infantil!

O meu filho não gosta disto!

Cada criança é um caso e a sua alimentação varia em função da saúde, idade, hábitos de família, etc. E, ao contrário do que muitas vezes se julga, comer muito não é o mesmo que comer bem - a qualidade está em primeiro lugar.

As crianças são inteligentes, espertas e facilmente dizem que não a algo novo, algo que desconhecem. Não conhecem, não sabem, têm receio! O mesmo acontece com a alimentação, quando dizem que não a novos alimentos, sabores e texturas sem os terem experimentado, dando um não como resposta simplesmente porque lhes apeteceu ou porque o alimento não tem um aspecto apelativo ou não passa na televisão. É muito importante que os pais não desanimem quando ouvem um não. Em vez de transformarem a situação em algo negativo, devem encará-la como um desafio e pensarem no quanto se sentirão realizados quando conseguirem levar a criança a experimentar. Sem pressas, sem forçar, com tempo e paciência e, muito importante, sem chantagens ou recompensas. Cada criança é um caso e a sua alimentação varia em função da saúde, idade, hábitos de família, etc. E, ao contrário do que muitas vezes se julga, comer muito não é o mesmo que comer bem - a qualidade está em primeiro lugar.Por isso, deve-se oferecer às crianças alimentos variados, com diferentes consistências e texturas, procurando assim despertar o paladar e a curiosidade em relação a comida.Na hora da refeição é importante que o ambiente seja tranquilo, para se poder saborear com calma a comida, respeitando o ritmo de cada um. E não se deve esquecer que o pequeno-almoço também é uma refeição, sendo tão importante como as refeições partilhadas com os mais novos.Deve dar o exemplo ao seu filho, comendo o que quer que eles comam. De que adianta dizer a uma criança para comer sopa ou legumes se os pais, que lhes servem de modelo, não o fazem? O exemplo é o melhor incentivo para as crianças.Tente fazer o prato do seu filho colorido e animado.Em resumo, deixe que o seu filho experimente alimentos diversificados, ensine-o a experimentar, mostrando-lhe os benefícios daquilo que come, e deixe que descubra os diferentes paladares, não restringindo ao seu filho aquilo que os pais comem.Permita que escolha o que prefere comer dentro do vasto leque de opções saudáveis que são oferecidas e não lhe incuta apenas os seus gostos ou preferências.


Por: Ana Rita Ferreira, nutricionista e Henedina Antunes, pediatra doutorada em Pediatria na área da Nutrição

Fonte: Educare

Obrigada, Bebé d'hoje!

E eis que foi publicada na edição de Fevereiro de uma das minha revistas preferidas, uma carta por mim redigida, sugerindo uma maior visibilidade para os babyblogs, veiculo privilegiado de partilha de informações sobre o que de melhor temos nas nossas vidas: os nossos filhos!

A ilustrar a carta está uma fotografia da Joana, com dois meses e meio...liiiinda, o meu amor :-)

Felicidade...

Fui desafiada pela querida mamã da Luiza e do Gabriel, a Lena (http://lenarosa.blogspot.com/), a discorrer sobre o que é, para mim, a felicidade.Para mim, a felicidade é como uma caixa de aguarelas: poderemos “desenhar” o que desejarmos, numa folha ampla, sem fronteiras. Felicidade é o sorriso de uma criança. Felicidade é ser mãe. Felicidade é ter uma família unida. Felicidade é ter saúde. Felicidade é um abraço, um beijo, um mimo. É dizer “Eu amo-te”, sem reservas. É ter amigos e cultivar amizades. Felicidade é partilhar e dar o nosso melhor, todos os dias. Felicidade é fazermos parte desta grande caminhada chamada Vida.

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

O melhor remédio para a depressão pós-parto é...

Falar, falar, falar. Esta é a melhor receita para evitar a depressão pós-parto, segundo sugerem dois estudos publicados na edição de Janeiro do British Medical Journal.

O problema afecta 13 por cento das mulheres durante o primeiro ano de vida dos filhos, diz Cindy-Lee Denis, professor na Universidade de Toronto, no Canadá, e autor de um dos estudos.

A equipa canadiana seguiu 701 mulheres em risco de depressão pós-parto, que tinham à sua disposição uma linha telefónica, através da qual podiam falar com outras mães que tinham passado mesmo por uma depressão pós-parto.

Após 12 semanas, as mulheres que tinham usufruído deste tipo de apoio tinham menos 50 por cento de possibilidade de entrar em depressão pós-parto do que as mulheres que não tinham recebido esse tipo de apoio. Além disso, 80 por cento das participantes no estudo afirmaram que recomendariam este tipo de apoio a outras mulheres.

Outro estudo, da Universidade de Huddersfield, no Reino Unido, levou 418 mulheres com depressão pós-parto a passar uma hora por semana com um profissional de saúde especializado em aconselhamento pós-natal. As visitas decorreram durante oito meses.

Os cientistas concluíram que as mulheres que tinham sintomas de depressão diminuíam as possibilidades de continuar com esses sintomas em 40 por cento se recebessem este tipo de assistência.

«As mulheres devem ser encorajadas a não guardarem os seus sentimentos e a falarem com outras pessoas, incluindo os seus parceiros e os profissionais de saúde», afirma Jane Morrel, uma das investigadoras da Universidade de Huddersfield.


Fonte: Pais&Filhos

Fui a tempo...


De olhar para dentro da máquina da roupa, antes de a pôr a lavar...

Mas já não fui a tempo de ver uma caixa de CD's espalhados pelo chão da sala...e mais: posteriormente migrados do tapete de actividades para o chão!





Traquiiiiinas... :-)

quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Pronto para deixar a fralda?

Deixar de usar fralda é um marco fundamental no desenvolvimento.
E, como todos os outros, deve ser uma conquista da criança, no momento em que estiver pronta.
Como em tudo o que ao desenvolvimento infantil diz respeito, não há uma data fixa para deixar de usar fraldas.
«Cada criança tem o seu ritmo» é um chavão que os pais já ouviram vezes sem conta, mas que nem sempre interiorizaram.
E por isso ficam preocupados se os filhos dos amigos conseguem atingir esta, como outras etapas, antes do seu.
Mas, nesta como noutras questões, é preciso dar tempo ao tempo. E se não podemos nem devemos forçar uma criança a comer ou a dormir, também não podemos nem devemos forçá-la a fazer chichi e cocó quando queremos e onde queremos.
Berry Brazelton, o mais conceituado pediatra da actualidade, alerta os pais para a importância de esperar que a criança esteja pronta.
O seu método centra-se na criança, ou seja, é ela que tem de ser a protagonista e não os pais. Na sua opinião, tal nunca deve acontecer antes dos dois anos de idade.
Existem certamente crianças que conseguem deixar as fraldas com sucesso mais cedo, mas ao tentar-se mais cedo, com a generalidade das crianças, estamos a sujeitar muitas delas a um mal-estar psicológico não negligenciável:
«Quando as crianças são pressionadas antes de estarem preparadas para serem bem-sucedidas, os insucessos resultam em problemas sérios como a retenção das fezes, a incontinência fecal ou a enurese nocturna» (A Criança e a Higiene, de T. Berry Brazelton e Joshua D. Sparrow, Presença).


O importante será então, na opinião de Brazelton, ter a certeza que a criança está preparada e permitir que esta seja uma conquista sua e não uma imposição dos pais.
Para tal, é preciso esperar que surjam os primeiros sinais que revelam a maturidade necessária por parte da criança.
Para ele, os mais importantes são: já não querer estar sempre de pé e a andar de um lado para o outro; a linguagem estar bastante desenvolvida; saber dizer Não; saber pôr as coisas no sítio certo; começar a imitar os pais e irmãos mais velhos; começar a manter-se seca durante uma ou duas horas; fazer cocó a horas certas; estar a conquistar a consciência do seu corpo.
Estes sete sinais eleitos por Brazelton como essenciais revelam que o controlo dos esfíncteres, ou seja, aprender a reter durante algum tempo o chichi e o cocó, é uma capacidade complexa e que está relacionada com uma série de outras aquisições. Deixar as fraldas depende de aspectos fisiológicos, mas também cognitivos, psicológicos e emocionais.
Assim, deverá avaliar, separadamente, alguns parâmetros do desenvolvimento do seu filho, para perceber se ele estará pronto para mais este grande passo: aspectos fisiológicos e de motricidade, desenvolvimento cognitivo e linguagem, aspectos emocionais e sociais, e vivência na creche.
Alguns conselhos para pais:

• não ponham fralda à criança no fim de semana só porque é mais cómodo.
• Mostrem muita satisfação de cada vez que a criança pede para fazer chichi ou cocó e faz no bacio ou na sanita. Valorizá-la e felicitá-la por uma conquista que é sua.
• Nunca repreendam a criança por uma distracção. Repreensões e humilhações podem fazer com que a criança se recuse a colaborar e deixe de querer andar sem fralda.
• Nunca forcem uma criança a estar sentada no bacio.

Por: Ana Esteves

Fonte: Pais&Filhos

Arrumar aqui, ali e ali

A Joana nutre um fascínio especial por talheres: sempre que tiro a loiça da máquina, a Bolotinha, reconhecendo o “click” da máquina a abrir, vem ter comigo toda contente, aponta para o recipiente dos talheres e toca a tirá-los. Habitualmente, dá uma voltinha com eles pela cozinha e volta a colocá-los no recipiente:


Está quase...!

Outras vezes, vem comigo pôr a mesa:


Primeiro, a faca...

Outra faca, e mais outra e ainda a colher...

Esta faca não fica aqui bem...

Pronto, aborreci-me de pôr os talheres na mesa, estou a pô-los no sofá...também dá!

E o que ela também gosta de fazer, mas só de vez em quando, é ajudar-me a fazer a cama grande: sou eu de um lado e a Joana do outro, a puxar o lençol e o edredon!

Penso que tenho aqui uma filha muito prendada :-)

quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Bruxismo nas criança: uma das causas pode ser o factor emocional

Qual o pai ou a mãe que não fica agoniado ao ver o filho ranger os dentes enquanto dorme? Para detectar os motivos que levam algumas crianças a sofrerem de bruxismo - sobrecarga de força de um dente no outro -, uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) avaliou 652 crianças de 7 a 10 anos, estudantes do ensino fundamental na cidade de Belo Horizonte. O estudo, que por meio de testes psicológicos traçou a personalidade e níveis de stress das crianças, identificou o hábito em 35,3% dos avaliados. “O perfil psicológico daquelas que têm bruxismo é ser muito responsável, cumpridor impecável de tarefas, com tendência a ser perfeccionista, bem como dificuldade de lidar com conflitos, pressões, raiva e ansiedade”, constata Júnia Serra-Negra, odontopediatra, professora da Faculdade de Odontologia da UFMG e autora do estudo - que será publicado na International Journal of Pediatric Dentistry. Nesses casos, o ranger dos dentes serve como válvula de escape dessas situações. Segundo a pesquisadora, o bruxismo nas crianças é pouco explorado, e alguns estudiosos acreditam que ele seja apenas um factor mecânico. Ou seja, como a criança tem a fase de troca dos dentes, e alguns ficam em tamanhos diferentes, a mandíbula do queixo, que é móvel, procura um ponto de equilíbrio durante essa instabilidade, daí o surgimento do hábito. Mas o resultado da pesquisa mostrou outro lado importante: o factor emocional.

Mudanças na rotina

Não pense que agora o seu filho tem de ser irresponsável para deixar o costume de lado. Mas é hora de atentar para o dia a dia da criança e perceber o que pode provocar uma sobrecarga de responsabilidade na sua vida. Actividades desportivas e artísticas aliviam a tensão, e são óptimas para quem sofre deste distúrbio. Porém, caso se transformem numa obrigação, farão o efeito inverso. A estatística do bruxismo é grande ainda naquelas crianças que têm responsabilidades que não são de sua idade, como tomar conta da casa ou do irmão mais novo, por exemplo. Segundo a pesquisa, ele atinge 80% delas. Alguns factores externos também podem agravar o problema, como dormir de luz acesa, com a TV ligada ou ficar muitas horas no computador antes de deitar. “Esses estímulos sonoros e luminosos interferem no ciclo do sono, mesmo que a criança não acorde, e podem ser um gatilho para o bruxismo”, diz a especialista. Por isso, um ambiente tranquilo para o descanso ajuda no bem-estar da criança.

A percepção dos pais

De acordo com Júnia, embora a maioria das famílias saiba o que é bruxismo, algumas ainda associam o hábito com algum fator sobrenatural, como bruxaria ou maus espíritos, por conta do nome. “Vale esclarecer que o problema nada tem a ver com essas questões, mas que há, sim, um forte componente emocional por trás dele. Por isso, um trabalho em conjunto com um dentista, psicólogo e neurologista (para descartar outros distúrbios do sono que possam levar ao hábito) é o que precisa ser feito”, diz.
Além dos desconfortos que o hábito pode trazer, como dores de cabeça, nas têmporas e enxaqueca, se o bruxismo não for tratado, além de prejudicar a estrutura do dente, pode levar à perda do mesmo. A especialista afirma ainda que placas, como as de silicone ou acrílico, usadas por adultos para proteger os dentes à noite, tem restrições para crianças, porque podem comprometer seu crescimento.


Fonte: Revista Crescer (edição Brasileira)

Q&A *

Preciso da vossa ajuda!
Sabem dizer-me onde é que eu poderei comprar marcadores laváveis como estes?:




Conhecem estes bonecos?

Pois bem, depois do Noddy, o Pocoyo tem vindo a ganhar terreno nas preferências animadas da Joana. Tenho lido que ele dá no Canal Panda. Alguém me pode dizer a que horas?

Por último, aceitei um mega-desafio da mamã Cintia (
http://aquiporcasa.blogspot.com/), que consiste em enumerarmos 16 factos sobre nós.
Aqui vão eles:
1. Ser mãe foi a minha maior realização. É curioso porque todas as pessoas, exceptuando eu e a minha mãe, me diziam que eu ia ter um rapaz (porque a cara estava assim, porque a barriga estava assado), mas o meu instinto sempre me apontou para uma menina. O teste da agulha também não acertou (dois meninos) e confesso aqui que sempre desejei ser mãe de gémeos;
2. Adoro ler. O primeiro livro que li foi “A menina do mar”, de Sophia de Mello Breyner;
3. Gosto muito de escrever. Os primeiros passos que dei no mundo da escrita foi a redacção de um livro de aventuras, era eu adolescente (o livro nunca chegou a ser publicado), e posteriormente, alguns poemas;
4. Sou psicóloga infantil de formação mas, na minha tenra infância, desejei ser bailarina, cozinheira e “médica de bebés”. Mais tarde, professora ou psiquiatra;
5. Sempre gostei de estudar mas a Matemática nunca quis nada comigo!;
6. Tenho uma excelente memória para datas mas nem tanto para faces;
7. Nasci no mês de Agosto e, sinceramente, não me estou a ver ser de outro signo que não Leão;
8. Adoro viajar. Já conheci os cinco continentes, sendo que a viagem que mais me marcou foi à Austrália. Desejo muito lá voltar, um dia;
9. Fotografia, uma paixão. Comecei aos 13 anos a tirar fotografias a preto-e-branco e, desde então, nunca mais parei. Esta paixão intensificou-se com o nascimento da Joana!;
10. Nasci no Porto mas moro em Lisboa. Clube desportivo? FCP!;
11. Comecei a praticar desporto aos 6 anos de idade, ginástica. Depois, aos 13, passei para step-aerobics que pratiquei até engravidar;
12. Adoro adormecer com o barulho da chuva a cair e não gosto nem um pouco de sair de casa quando está a chover...;
13. Não gosto de filas de trânsito nem do pouco civismo que existe nas estradas portuguesas;
14. Gosto de conduzir mas não em auto-estradas: a monotonia da paisagem dá-me sono...;
15. Sou franca, humilde, amiga, boa ouvinte, optimista, organizada, fiel, teimosa e perfeccionista;
16. Adoro chocolates de leite: costumo comer um todos os dias, à hora do lanche;
17. As minhas cores preferidas são o azul e o vermelho;
18. Nunca pratiquei desportos radicais, sendo o bungee jumping aquele que mais arrepios me provoca;
19. Não gosto de espaços fechados, de multidões ou confusões. Sou uma pessoa que gosta muito da sua tranquilidade;
20. Nunca provei comida japonesa. Não sei porquê mas a ideia de comer sushi, por exemplo, não me convence...;
21. Adoro animais, sobretudo cães. Tenho um cocker spaniel, o Óscar. Acho que ele é a personificação de uma pessoa querida, inteligente e que ama incondicionalmente;
22. Já fui vegetariana, uma “mania” de adolescente;
23. Ando sempre com o telemóvel atrás. Nunca mudei de operadora nem de número;
24. Gostaria que o dia tivesse mais horas;
25. Não gosto do fumo de cigarros ou cachimbos;
26. Tenho pavor de ficar fechada dentro de um elevador bem como de animais rastejantes;
27. Sou pontual;
28. Não sou boa nas despedidas...;
29. Gosto muito de cinema;
30. Tenho que dedicar um facto aos babyblogs, espaços de partilha e de amizade!

Ooops, eram 16 factos, certo? Deixem-me verificar...Estão a ver? Dêem-me um tema destes e eu perco a noção do tempo...!
Vamos agora nomear 16 pessoas para responderem a este desafio. Mas como é que eu vou nomear 16 pessoas? Tarefa impossivel! Assim, considerem-se desafiadas quem chegou até aqui :-)



* Q&A: Questions&Answers

Surdez infantil

Seguindo a sugestão da Sun Melody (http://ouvido-bionico.blogspot.com/), o texto que hoje publico em “A cegonha cor-de-rosa fala de...” aborda a surdez infantil, um tema pouco explorado e que está muitas vezes na base de dificuldades de aprendizagem ou de relacionamento interpessoal de algumas crianças.

terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Hoje fez-se História

Hoje fez-se História, não apenas nos Estados Unidos como também no mundo, com a eleição do primeiro presidente afro-americano, Barack Hussein Obama.
O que mais me cativa é o seu discurso, a sua inteligência, a sua humildade, a sua serenidade e a sua determinação. Penso que dispõe de todos os ingredientes para fazer um excelente trabalho enquanto presidente e espero que o mundo siga o exemplo deste homem nos seus princípios mais nobres.


Bem-haja, Barack Obama!

O pai e o bebé

Há pais que se sentem naturalmente envolvidos na tarefa de cuidar do bebé desde o primeiro momento, enquanto que outros, pelo contrário, parecem não conseguir adaptar-se ao seu novo papel. Porquê?

Trabalho de equipa

Procure, desde logo, deixar claro ao seu companheiro que a sua ajuda é importante, indispensável mesmo, quando se trata de cuidar do bebé. Por conseguinte, incentive-o a descobrir o prazer de lhe dar banho, de o pôr a dormir ou de lhe dar biberão. São tarefas muito simples que a aliviam e que fortalecem os vínculos entre pai e filho. Não hesite em pedir-lhe ajuda – afinal, não é nenhuma super-mulher – e quando o fizer, não se esqueça de o fazer educadamente. Isto porque a maioria dos novos pais é extremamente sensível às sugestões e opiniões de outras pessoas, pelo que a mais pequena crítica poderá levá-lo a desistir de tentar ajudar. Em causa, por vezes, está o preconceito secular que os homens são incapazes de cuidar dos filhos tão bem quanto as mulheres o que, saliente-se, é uma pura ilusão, que contribui para que a equipa nem sempre funcione enquanto tal. De facto, talvez tenhamos uma certa culpa na demissão que muitos pais evidenciam no que diz respeito à criação e educação dos seus filhos. Relembre-se que, à excepção da amamentação - por questões biológicas-, o pai é capaz de tratar do bebé tão bem como a mãe, sobretudo se tiver a oportunidade de praticar e, consequentemente, de ganhar experiência. É apenas uma questão de tempo... e empenho de ambas as partes. Se se esforçar, com o seu companheiro , no sentido de trabalhar em equipa, tudo nas vossas vidas ficará mais facilitado, incluindo a criação do vosso filho.


Sentimentos em relação à paternidade

Mais cedo ou mais tarde, todo e qualquer novo pai apercebe-se de que o nascimento do filho implica, invariavelmente, grandes alterações na sua vida. Por vezes, essas alterações são subtis, outras vezes nem por isso. Seja como for, o certo é que a mudança no quotidiano existe, desencadeando um conjunto de sentimentos e emoções perfeitamente legítimos que o pai procura, erradamente e em vão, reprimir.


Sensação de impotência - Não há dúvida que a paternidade é para o homem um momento de felicidade e orgulho. No entanto, apesar disso, este não consegue deixar de se sentir, nalgumas situações, um tanto ou quanto angustiado, ao não ser capaz de satisfazer ou sequer de compreender as necessidades do bebé.
Depressão - Ao contrário do que se pensa, não são somente as mães que ficam deprimidas após o nascimento do filho. Os homens também podem enfrentar um estado de depressão mais ou menos grave, devido não propriamente a uma questão hormonal (como no caso das mães), mas antes a um acordar ( quase sempre doloroso) para uma nova realidade: noites sem dormir, contas para pagar, trabalho doméstico a dobrar, responsabilidades sem fim – o suficiente para deprimir qualquer um.
Medo - Os primeiros meses de paternidade são dominados por uma série de medos. Por exemplo, o novo pai tem medo de não corresponder às expectativas dos outros no exercício do seu novo papel. Pode também recear ser incapaz de proteger e sustentar a família. Estes medos, e muitos outros, fazem parte da transição do estatuto de homem para pai. Há que procurar dominá-los e aprender a lidar com as diversas situações.
Ciúme - É inegavelmente comum o pai sentir ciúmes da relação estreita que se estabelece entre si e o seu filho. Geralmente, queixa-se que já não lhe presta tanta atenção como antes, relegando-o para um segundo plano a favor do bebé. Nestes casos, recomenda-se que o homem fale o mais abertamente possível com a mulher sobre o assunto, desabafando que precisa de mais apoio e atenção da sua parte, bem como, eventualmente, mais tempo a sós, sem a presença do bebé. Tomar este passo não é fácil: o homem pode recear que o acuse de ser piegas e intransigente, numa altura em que necessita de apoio a todos os níveis. No entanto, aconselha-se o homem a procurar superar o medo e ir em frente. Perigoso é não exteriorizar estes sentimentos, facto que pode torná-lo rancoroso em relação si e ao bebé, prejudicando irremediavelmente toda a experiência da paternidade.Ainda assim, neste âmbito, mais importante do que as palavras são os actos. Além de conversar com a mulher acerca dos seus receios e dúvidas, aconselha-se o pai a desenvolver actividades que envolvam o bebé e aliviem a mãe como, por exemplo, dar-lhe banho, deitá-lo, brincar com ele e mudar-lhe a fralda.Tudo isto contribui para a criação e consequente fortalecimento dos laços entre pai e filho.




Fonte: Pink Blue

O segundo prato e outras aventuras

A apresentação formal ao segundo prato começou ontem, à hora do almoço, na creche.
Conforme combinado, começamos com a sopa e a meio demos-lhe a provar o segundo prato. A Joana aceitou algumas colheres, depois de algumas tentativas e depois começou a abanar que não com a cabeça (como sempre faz quando não quer mais), e regressou à sopa.
Ao jantar, fiz-lhe um hamburger de vitela que misturei com massa cotovelinhos e pedacinhos de bróculos. Tal como ao almoço, 1, 2, 3, uma colher de cada vez e pronto, de volta à sopa!
Quase a coincidir com a introdução do segundo prato está a vontade da Joana em ser ela a pegar na colher para a levar à boca. Registei este momento durante a semana passada e ela adorou, exclamando “Huuum!” a cada colher que ia e vinha do prato. Como sei que agora vão chegar os salpicos e manchas de comida a todo o lado, comprei-lhe dois babetes plastificados, com uma “bolsa” que “apanha” os pedacinhos de comida que vão caindo:






Primeiro passo: mexer muito bem a sopa!



Segundo passo: Provar...huuum, isto é bom!


Terceiro passo: dar a provar a sopa ao boneco (trata-se de uma segunda colher que a mãe trouxe para mesa).

segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Miminho

Recebemos um miminho muito especial, de uma pessoa igualmente muito especial, a Nade (http://nadejane.blogspot.com/), a quem muito agradecemos o carinho, a presença e a sabedoria!
Gostariamos de o dedicar a todas vocês que nos acompanham, por isso, levem este miminho, ele é vosso!

Pais portugueses consideram os filhos felizes, enérgicos e autónomos

Os pais portugueses consideram os seus filhos enérgicos, felizes e autónomos, mas duvidam do seu bem-estar na escola. Estes são alguns dos resultados do primeiro Eurobarómetro sobre saúde mental das crianças, revelado pelo Público.


O inquérito envolveu os 27 países da União Europeia, recorrendo a uma amostra de 12 750 pais, padrastos e tutores - cerca de 500 por país – com crianças entre os seis e os 17 anos.

À pergunta «Em que medida acha que o seu filho esteve em boa forma e cheio de energia na última semana?», 80 por cento dos portugueses responderam que muito bem ou extremamente bem, colocando-se nos primeiros lugares dos países europeus e acima da média europeia: 70 por cento.

Na pergunta «Quantas vezes é que o seu filho se sentiu triste na última semana?», os portugueses ficaram no segundo lugar das respostas negativas (50 por cento), a seguir aos húngaros. Apenas 29 por cento dos europeus, em média, respondeu que isso nunca aconteceu.

Os pais portugueses são os que mais reconhecem a autonomia dos seus filhos. Quando se pergunta se as crianças tiveram tempo livre para si na última semana, portugueses e belgas obtiveram o melhor resultado, com 63 por cento de respostas afirmativas. A nota mais negativa vai para o universo escolar.

Questionados sobre o bem-estar dos filhos na escola durante a última semana, 59 por centos dos portugueses disseram que estiveram bem ou muito bem. A média europeia para esta resposta é de 74 por cento.

Fonte: Pais&Filhos

10,100grs

No passado Sábado, fomos pesar a Bolotinha. Como vos contei anteriormente, e depois da consulta do dia 30 de Dezembro último, em que a Joana registou uma ligeira diminuição de peso (9655grs), decidi que, todos os dias, ela iria levar para a creche a sopa feita por mim, bem como a fruta, para além de, à hora do lanche, a papa ser soberana.
Apesar de a ter pesado com body e uma camisolinha (mas sem fralda), fiquei tão mais aliviada! Bem ditas sopas que eu faço, todos os dias. Significa mais trabalho, mas não me importo, para mim é sinal que o almoço que ela estava a ter na creche não era o suficiente. Realmente, instinto de mãe raramente se engana...Hoje a Joana irá começar com a introdução do segundo prato. Foi algo pelo qual aguardamos até a Joana manifestar interesse por comida (mais) sólida. Esse interesse começou nos últimos dias da semana passada, pela carne picada, depois para pedacinhos de massa. Nada de especial, apenas um petiscar aqui e ali. Assim, e depois de falarmos com a educadora, o esquema a adoptar à hora do almoço será o seguinte: levamos a sopa na mesma. Começamos a dar-lhe e, sensivelmente a meio, vamos dar-lhe a provar o segundo prato. Se ela se mostrar receptiva, continuamos. Caso contrário, tentamos mais uma, duas vezes e se, mesmo assim, a reticência continuar, regressamos à sopa. E assim sucessivamente, até ela se adaptar.

A ver vamos como é que corre...

domingo, 18 de Janeiro de 2009

Os sete pecados mortais

Recebi um “Meme”*, da Nade (http://nadejane.blogspot.com/) que me pareceu deveras interessante e que consiste em discorrermos sobre um dos sete pecados mortais.


Sete Pecados

1. Gula: consiste em comer além do necessário e a toda hora;

2. Avareza: é a cobiça de bens materiais e dinheiro;

3. Inveja: desejar atributos, status, posse e habilidades de outra pessoa;

4. Ira: é a junção dos sentimentos de raiva, ódio, rancor que às vezes é incontrolável;

5. Soberba: é caracterizado pela falta de humildade de uma pessoa, alguém que se acha auto-suficiente;

6. Luxúria: desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material;

7. Preguiça: aversão a qualquer tipo de trabalho ou esforço físico.

As minhas respostas

1. Gula: eu adoro (com maiúsculas) chocolate, mais concretamente chocolate de leite. Todos os dias como um, sobretudo à hora do lanche;

2. Avareza: não me considero avarenta. Gosto de poupar, sim, sempre poupei todos os meses uma determinada importância. Graças a Deus os meus pais incutiram-me bons hábitos de poupança desde pequenina e, pelo que me recordo, nunca parti o porquinho mealheiro. Quando ele ficou completamente cheio, as minhas poupanças foram para uma conta bancária. E que orgulho eu senti neste facto!;

3. Inveja: felizmente não sou pessoa de invejar os demais pelo que são ou por aquilo que tem porque cada um faz o seu caminho. Mas penso que deva ter sentido inveja de algumas amiguinhas da escola por terem mais Barbies do que eu, deveria eu ter uns 6 ou 7 anos. Nesta idade eu amava as Barbies!;

4. Ira: fico furiosa com pessoas pouco civilizadas e com opiniões descabidas. São duas coisas que me tiram do sério;

5. Soberba: apesar de teimosa e perfeccionista, eu sou capaz de pedir ajuda quando dela preciso. Mal estaríamos nós se nos achássemos auto-suficientes...!;

6. Luxúria: para mim, luxúria consiste no dolce fare niente por associar o conceito a “luxo”, a “privilégio”;

7 .Preguiça: sobretudo ao fim-de-semana sou “assaltada” por ela!

As regras adjacentes a este “Meme” são as seguintes:
-Publicar as nossas respostas no nosso blog;
-Desafiar oito blogs à nossa escolha e avisar esses mesmos cantinhos.


Pessoalmente, gostaria de desafiar todas vocês, por isso, toca a escrever!


*Meme: Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma.

Pele atópica afecta cada vez mais crianças

Manchas vermelhas na cara e no pescoço, manchas no couro cabeludo, na barriga, nas pernas. Comichão, secura extrema, escoriações, desconforto. São cada vez mais os bebés que, desde muito cedo, por vezes com apenas quinze dias de vida, conhecem na pele os incómodos da hipersensibilidade cutânea.

Um problema que, estima-se, já afecta 15 por cento da população da Europa ocidental. As crianças mais pequenas são as mais atingidas, explica Osvaldo Correia, dermatologista: «Sessenta por cento dos casos de pele atópica [ou dermatite atópica] surgem durante os primeiros meses de vida até aos dois anos, 30 por cento aos cinco anos e apenas dez por cento ocorre entre as crianças mais velhas até à idade adulta.»

Acredita-se que, no futuro, estes números possam vir a ser ainda mais elevados: «A incidência da dermatite atópica está a aumentar», refere Osvaldo Correia, explicando que o fenómeno se deve a factores ambientais, como o pó e a poluição em geral, e alimentares, como o uso de corantes e conservantes na comida. Segundo o médico, a eliminação deste tipo de substâncias da alimentação das crianças, em particular das mais pequenas, é essencial.

A pele atópica é caracterizada pela secura (xerose) e pela hipersensibilidade. Nas fases mais agudas, tudo parece provocar reacções cutâneas. Alguns pais referem que até a saliva do bebé e o contacto da chucha com a pele causam irritação. Nas muitas peregrinações ao dermatologista e à farmácia tentam descobrir a melhor arma para acalmar o prurido e o desconforto. Mas não é fácil.

Segundo Osvaldo Correia, a secura tende a agravar-se com as condições climatéricas (vento e frio). Se a pele não for devidamente hidratada, podem surgir gretas e irritabilidade. Tudo agravado, claro, pela intensa comichão que favorece o aparecimento de ainda mais lesões. Nos bebés, a cara é a parte do corpo mais fustigada pela atopia. Mais tarde, a doença estende-se sobretudo às dobras dos membros, ao pescoço e à nuca.

A boa notícia é que, apesar de ser uma doença muito limitadora da qualidade de vida, a dermatite atópica tende a estabilizar com a idade. Cerca de 90 por cento das crianças apresentam diminuição ou desaparecimento completo das lesões antes da puberdade.

Origem imunogenética

Frequentemente, a pele atópica passa de pais para filhos. «A prevalência nas crianças é elevada - 80 por cento - quando ambos os pais têm uma história de dermatite atópica», explica Osvaldo Correia. A origem da doença é imunogenética, «com características multifactoriais», esclarece o médico, que também é professor de Imunologia na Faculdade de Medicina do Porto. Os factores emocionais também contribuem para o agravamento da hipersensibilidade cutânea. Osvaldo Correia lembra, por isso, a importância de evitar situações de stresse, «físico ou psíquico, em pessoas com pele atópica em qualquer idade».

Cuidados diários

Viver com dermatite atópica é uma tarefa desgastante. «O incómodo da comichão origina irritabilidade, sono intranquilo e traumatismos repetidos, por vezes quase automatizados, da pele já de si irritada», refere o dermatologista. A piorar a situação, por vezes as feridas infectam e há necessidade de recorrer a um tratamento anti-microbiano.

Osvaldo Correia enumera os cuidados que devem ser prestados a uma criança com pele atópica: «É fundamental uma boa hidratação da pele. Os banhos podem ser diários desde que rápidos e com água morna. Devem utilizar-se produtos não desengordurantes na higiene e compensar com emolientes (hidratantes) não perfumados, hipoalergénicos, sem conservantes e idealmente ricos em ceramidas.» Nas crises de eczema, continua o clínico, há necessidade frequente de corticóides tópicos, mas estes devem ser «de baixa potência e apenas usados em áreas limitadas, por tempos restritos e sempre sob orientação médica».

E durante o Verão? O calor e o suor agravam os sintomas da pele atópica. Não é, por isso, muito aconselhável ir à praia ou à piscina nas fases mais agudas da doença. Em tempo de acalmia, diz o dermatologista Osvaldo Correia, não há grandes riscos de apanhar sol e mar, desde que as crianças sejam devidamente protegidas. O rol de cuidados que se devem ter é o mesmo de sempre: chapéu na cabeça, creme protector de índice elevado em todo o corpo (renovado frequentemente), brincar à sombra e optar pelos horários menos agressivos (manhã e fim da tarde).

Alguns conselhos
- Retire as etiquetas do interior da roupa, para não irritar a pele do bebé;
- Vista-o com roupas de algodão, leves e confortáveis, e evite as peças de lã e à base de fibras sintéticas;
- Na mudança de estação lave a roupa que esteve guardada (a das crianças e a dos adultos);
- Peluches e objectos que acumulem pó facilmente devem ser evitados;
- Os quartos devem ser arejados e aspirados frequentemente;
- Os banhos devem ser rápidos e com água morna, evitando os sabonetes e os detergentes muito agressivos. Opte por utilizar um produto suave e hidratante, de preferência oleoso;
- No fim do banho, é essencial hidratar bem a pele do bebé, por vezes com produtos muito específicos. Aconselhe-se com o seu médico;
- Evite banhos de mar ou de piscina durante as crises mais agudas;
- A exposição solar sem protecção está absolutamente proibida. Utilize sempre um protector solar de índice elevado. Para a cara, opte por um protector à base de ecrã mineral. Na cabeça, já se sabe, o chapéu de abas largas é obrigatório;
- Recuse os alimentos com corantes e conservantes.


Fonte: Pais&Filhos

Se eu fosse uma viagem, seria...

sábado, 17 de Janeiro de 2009

Miminho

Recebemos este miminho da mamã da Clara, a Juliana (http://mamaejuju.blogspot.com/), da mamã do Gabriel e da Luiza, a Lena (http://lenarosa.blogspot.com/), da Tropezinha (http://trope-tropeca.blogspot.com), da mamã do Rafael, a Rute (http://as-minhas-petalas.blogspot.com/), da mamã do Luis, do Lucas, do Leonardo e na Ana Luiza, a Edneia (http://meninosapeka.blogspot.com/), da mamã da Beatriz, a Priscila (http://versosdemae.blogspot.com/), da mamã do Luiz, a Ju (http://mamaedoluizfelipe.blogspot.com/) e da mamã do Jorge (http://mundo-do-jorge.blogspot.com/), a quem muito agradecemos o carinho!
Dizem as regras o seguinte:


* Deveremos exibir a imagem do selo no nosso blog;

* Linkar o blog através do qual recebemos o miminho;

* Escolher outros 15 blogs a quem entregar o Prémio Dardos;

* Avisar os escolhidos.

Este prémio, por contribuir para os laços estreitos que se criam entre nós, fomentando um espirito enriquecedor de partilha, é para todas vocês, sem excepção!

Só para bebés

Programas especiais para pais e bebés com menos de um ano. Porque há coisas que não podem ser deixadas para depois...


Se o seu bebé deixou de ser recém-nascido, se ele já percebeu que há nesta vida coisas interessantes e engraçadas e outras aborrecidas e chatas, se ele já gosta de sorrir e de experimentar uma boa gargalhada, então está na altura de diversificar as suas experiências.
Há umas quantas coisas que deve marcar na agenda para fazerem juntos antes de ele completar um ano de vida.

Fazer massagens
O contacto pele com pele, o toque das mãos da mãe e do pai tem uma importância vital para um bebé. As massagens são uma forma de tocar que tem inúmeros benefícios, a todos os níveis, inclusive na promoção da vinculação.
As massagens podem tornar-se uma rotina ou um mimo para momentos especiais. A verdade é que aproximam pais e filhos e são um investimento. Não tarda o seu filho também fará massagens aos pais.

Tomar banho com o bebé

Juntar-se ao bebé na banheira é criar mais um espaço e um tempo privilegiado de contacto pele com pele. É claro que não é um programa para fazer com um recém-nascido, mas a partir de certa altura é um prazer para pais e filhos.
Vão sentir-se mais próximos da natureza, do seu corpo e do deles, sem fechos, molas e mangas a estabelecer fronteiras e com a água como relaxante natural.

Contar histórias, descobrir os livros

Nunca é cedo demais para começar a contar histórias ao seu bebé. A partir de certa altura, pode e deve mostrar-lhe livros, contar-lhe o que se passa a cada página, deixá-lo folhear e explorar, mesmo arriscando estragar.
Há livros próprios para bebés, mais resistentes e até apropriados para quem não consegue deixar de morder um cantinho.

Passear num parque natural

Ir todos os dias ao jardim do bairro é bom. Mas não deixe de dar ao seu bebé, uma vez por outra, o prazer de passear no meio da natureza em estado bruto.
Fazer uma caminhada com ele no canguru ou no carrinho TT – dependendo do percurso e da distância – é dar-lhe cheiros, cores e oxigénio que não existem em mais sítio nenhum.

Descobrir os animais

Os cães e os gatos domésticos podem tornar-se verdadeiros amigos de um bebé. Mas poder ver outros animais - um cavalo, uma vaca, uma galinha - são experiências que todos os bebés adoram. Sobretudo porque já os conhecem das histórias.
Por isso, um passeio numa quinta pedagógica, para quem não tem amigos ou família no campo, é um excelente programa para pais e bebés. Fazer uma festa ao cavalo, dar pão aos patos, ouvir a vaca mugir pode ser uma verdadeira festa.

Sujar-se

Esqueça os seus preconceitos demasiado higiénicos e deixe o bebé sujar-se à vontade. Mexer na terra, cair na relva, enterrar os pés na areia são actividades que implicam alguma sujidade, é um facto.
Mas esta é uma sujidade saudável: o bebé não vai ficar doente, (pelo contrário, pode até ficar mais resistente) e vai, com certeza, ficar feliz por conhecer um pouco melhor o mundo.

Cantar e dançar

Nunca é cedo demais para iniciar o seu bebé nos prazeres da música. Use e abuse da música, das cantigas da sua infância, das palmas, do movimento.
As lengalengas também são muito estimulantes do ponto de vista do ritmo e da linguagem. As avós e os avôs costumam ter um bom repertório e ajudar os pais nesta importante área da vida de um bebé.

Por: Ana Esteves
Fonte: Pais&Filhos

7 maravilhas do mundo

Podiam muito bem ser!
Fui desafiada pela mamã da Beatriz, a Priscila (http://versosdemae.blogspot.com/), a enumerar 7 coisas que não têm preço para mim.
Vamos lá então:


1. Ser mãe, sem dúvida a minha maior realização;

2. A minha família, sempre um porto-seguro;

3. O sorriso de uma criança, que é uma das coisas mais bonitas deste mundo;

4. A saúde, muita, por quem ela, nada feito!;

5. A Mãe-Natureza: que guarda segredos insondáveis, que nos contempla com algo tão bonito como as árvores em flor;

6. A vida, pois espero viver durante muitos anos, com saúde, sentido de humor e lucidez!;


7. A amizade, a tolerância, a humildade, a sinceridade, a compreensão, o diálogo, o amor, a paz...

sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Sapo Kids

O novo site, dirigido a crianças, inclui a ferramenta Scratch, desenvolvida pelo MIT. A parceria com o Instituto norte-americano, permite desenvolver projectos em português. O SAPO Kids possui uma Área Escola onde, em parceria com a Porto Editora, serão disponibilizados conteúdos didáticos.

Poderão visitar o novo portal em: http://kids.sapo.pt

Governo anuncia banco público de células do cordão umbilical

O Governo anunciou, na passada quarta-feira, no Parlamento a criação de um banco público de células do cordão umbilical. São células que podem ser usadas mais tarde para curar algumas doenças. As empresas privadas que já estão no negócio dizem que há lugar para todos.


Ainda não há data para a criação do primeiro banco público de células estaminais. O primeiro ministro fez o anúncio ontem no parlamento mas ainda falta todo o processo burocrático. Até agora apenas empresas privadas recolhem e conservam o sangue do cordão umbilical. Há cientistas que garantem que essas células podem ser decisivas na cura de algumas doenças. Porque as células estaminais têm a capacidade de se transformar em todos os tipos de tecidos e, em caso de doença, substituir os órgãos afectados. O projecto ainda está em estudo, mas de acordo com o ministério da Saúde deve funcionar como uma espécie de banco de sangue. Os pais, voluntariamente, autorizam, no momento do parto, a recolha e dádiva do sangue do cordão umbilical. Vai para um banco de células estaminais e, a partir daí, fica acessível a todos os que precisarem delas. A diferença em relação aos bancos privados de células do cordão umbilical, é que quem dá não espera nada em troca. Se precisar delas no futuro, nada garante que tenha exactamente as células que foram doadas pelo próprio. Raul Santos, director-geral da crioestaminal, a primeira empresa privada em portugal de criopreservação, não tem medo da concorrência porque acredita que os dois sistemas acabam por complementar-se. Há doenças em que até é vantajoso que as células estaminais sejam de outra pessoa. E se precisar de células próprias, os bancos privados dão essa garantia. As empresas de criopreservação alertam os pais para não pensarem que o Banco público vai guardar as células de todos os bebés que nascem. Se for como nos outros países, haverá apenas amostras representativas do perfil genético da população. As doações não permanecem propriedade dos dadores, ao contrário dos bancos privados. De acordo com os cientistas, o banco público vai garantir um grande número de amostras, abrindo mais possibilidades de os doentes evitarem transplantes, nomeadamente de medula óssea. No privado, este serviço custa cerca de mil euros. Guardam as células durante 20 anos.

Fonte: Noticias SIC

3,2,1...take-off!

Chegaram as birras. Ou, melhor dizendo, as Senhoras-Donas-Birras. A Joana não resistiu aos seus encantos e durante esta semana tem vindo a aperfeiçoar a sua arte.
Sempre que é contrariada, faz corpo mole, senta-se no chão e, com uma cara inconsolável, chora. Mas é um choro de perrice que rapidamente lhe passa pois começa a assimilar a nossa posição de não cedência a birras conjugado com muito amor.
Passo a explicar.
Mesmo quando a Joana era mais pequenina, eu e o pai falamos, entre outros tópicos do desenvolvimento infantil, das famosas birras que, com uma velocidade surpreendente, convidam os pais a perder a cabeça. Lemos sobre o assunto, puxei também dos conhecimentos em psicologia infantil e chegamos à conclusão de que não iríamos ceder, por muito que nos custasse. É tentador pegar nos nossos filhos e consolá-los. É tentador fazer-lhes as vontades. Mas quais as repercussões que isso trará no futuro? De que a criança pode fazer uma birra e ter o que deseja no minuto a seguir? De que o saber esperar (por uma recompensa, por exemplo) é uma grande maçada? De que o auto-controlo é algo que se aprenderá quando dele nos lembrarmos? Não estaremos, ao ceder a birras, a criar adultos com um baixo auto-controlo, altivos (“Eu quero, posso e mando!”) e com um limiar de frustração, no mínimo, assustador?
Assim, eis o plano estratégico que delineamos para estas Senhoras-Donas-Birras:
O que eu (leia-se eu, tanto a mãe como o pai) normalmente faço é dividir o meu comportamento e o da Joana em 4 fases. Primeiro tolero e profiro um "Joana, não faz, isso faz dói-dói". Numa segunda etapa, explico o meu não. Quando a fase 1 e 2 são ultrapassadas e o comportamento mantém-se no limiar do desafio, eu espero alguns minutos antes de repetir o meu pedido, desta vez com uma atitude mais firme (expressão facial mais séria). De um modo geral, e se a etapa 3 também for ultrapassada, parto para a etapa 4, que é aliciar a Joana para uma actividade alternativa, do seu agrado, o que costuma resultar. Nada de gritos, nada de “fazer de conta de que a birra não existe”. Uma coisa é ignorar a birra, outra coisa é não ceder à birra. É muito diferente deixar a criança entregue a si mesma e estar lá para a criança, mantendo a nossa posição de não cedência.
Quando a Joana apresenta uma birra, eu procuro adoptar uma posição parecida com um "Eu sei que tu querias muito mas não pode ser porque te podes magoar. A mãe compreende o teu dilema e podes acreditar que não gosto de te ver assim porque também fico triste. Mas tenho que te proteger para não te magoares.Gosto muito de ti e eu sei que tu o sabes." Dou-lhe beijinhos, um abraço e apresento-lhe uma actividade alternativa. Mas bem sei que birras maiores poderão surgir, um dia mais tarde, quando a Joana for mais crescida.
Sou adepta da estratégia de explicar, com calma, o porquê do meu “Não”, de dar um miminho, sim, mantendo no entanto a minha posição.
Perante uma birra mais violenta, o que por ora ainda não sucedeu, penso que uma boa estratégia consiste, depois de ultrapassadas as fases todas que acima referi, retirar-nos para um lado oposto da divisão da casa onde a birra tiver lugar, e esperar, sem nada dizer. A criança saberá que nós estamos ali, que o que proferimos foi o suficiente e que tem todo o espaço e tempo para se recompôr, sem a nossa intervenção. Pode chorar e isto despedaça-nos o coração. Pode aumentar a intensidade do choro, o que nos vai fazer sentir ainda mais constrangidas. Mas estamos ali, apesar de nada dizermos. Este último ponto é essencial: nada dizer. E porquê? Porque a criança, no epicentro da birra, já tem estimulos a mais a processar. Se proferirmos mais alguma coisa, estaremos apenas a descentrar a criança, é mais um estimulo que, das duas uma: ou aumenta a intensidade da birra, ou vai fazer expandi-la para outros cenários (supermercado, consultório médico, etc), ou poderá ainda ser utilizada como "arma de arremeso": isto é, a criança vem ter connosco e descarrega em nós a sua fúria. O que vem provocar uma reacção da nossa parte. Logo, é esta espiral que deveremos evitar, assumindo um comportamento o mais calmo possivel, que é o oposto ao da birra, na tentativa de equilibrarmos os pratos da balança: "Eu estou aqui, sabes que podes contar comigo, quando te sentires melhor podemos fazer alguma coisa de que gostes, nem que seja darmos miminhos uma à outra."Por ora, e como referi acima, tenho conseguido descentrar a Joana da birra com uma actividade alternativa e muita empatia, sem esquecer que o “Não” não é negociável. Eu sei que ela sente que não pode fazer sempre o que deseja e, da minha parte, confesso que me sinto pequenina por a ver chorar, sobretudo quando a expressão facial aproxima-se de um desolado “Oh, mãe, mas porquê?”. Por outro lado, penso numa frase que um dia ouvi num programa televisivo do Dr Phil, psicólogo americano: “Nós, pais, somos o primeiro exemplo dos e para os nossos filhos. E, por sermos os primeiros exemplos, temos o dever de ser o melhor dos exemplos”. E, no meio da birra, procuro respirar fundo, e lembrar-me de que, se ceder, não estarei a ser congruente com os princípios que desejo transmitir à Joana.
Por último e as birras acontecerem em qualquer lar, decidi escrever um texto mais aprofundado sobre o tema, que poderão consultar em
www.temasdepsicologiainfantil.blogspot.com

Espero que seja de utilidade para os pais que se confrontam com as Senhoras-Donas-Birras, qualquer que seja a sua intensidade. E partilhem as vossas experiências, factor sempre enriquecedor para todos/as nós!

quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

25 perguntas e respostas sobre o recém-nascido

Como qualquer mamã, seguramente terá muitas dúvidas a respeito do seu bebé recém-nascido. Falamos-lhe sobre tudo o que necessita saber para não se preocupar com coisas que são absolutamente normais em todas as crianças.


1-O meu filho tem muito pêlo fininho nas costas e ombros...
Alguns bebés podem nascer com as costas e os ombros cobertos com um pêlo fininho. Este pelinho, denominado lanugo, muitas vezes preocupa as mamãs. Mas não há porque se assustar, já que esse pelinho,que lhes cresce durante a gestação, não é definitivo e cai pouco tempo depois de nascer.
É verdade que alguns nascem com mais do que outros, porque isso depende, além do mais, da carga genética. Quer dizer que se os pais são "peludos", é possível que o bebé também o seja.
2-Porque se formam crostinhas na cabeça?
As crostinhas que se podem formar na cabeça do recém-nascido, denominam-se "crosta láctea", e dependem basicamente das características da pele do bebé. Assim, quanto mais gordurosa é, mais crostinhas se formarão. A crosta láctea não é mais do que uma secreção das glândulas seborreicas, que poderia ser comparada à caspa dos adultos, e pode ver-se no couro cabeludo, embora também possa aparecer nas sobrancelhas e detrás das orelhas.
As mamãs podem preocupar-se um pouco, já que não se torna nada estética. Mas não vale a pena desesperar-se, porque cairão sozinhas. O óleo de amêndoas ou de bebé colocado sobre as crostas, meia-hora antes do banho, ajuda a que se desprendam com mais facilidade com a ajuda de uma escovinha. De todas as formas, mais cedo ou mais tarde descamar-se-ão sozinhas.
3-Porque é que as meninas às vezes libertam um fluxo rosado?
Durante a gravidez, tanto os meninos como as meninas, estão expostos às hormonas maternas (fundamentalmente estrógenos e progesterona). E no caso das meninas, ao longo da gravidez a sua mucosa vaginal também recebe esse estímulo hormonal. Se bem que ao nascer esse estímulo termine abruptamente, parte dessas hormonas permanece na mucosa vaginal das bebés e pode originar um fluxo sanguinolento ou uma pequena hemorragia (pseudo menstruação). Quando as mamãs vêem que a bebé tem uma hemorragia, podem assustar-se muito. Mas não há que se preocupar: este episódio passará e não se repetirá.
4-Se nasceu com os olhinhos azuis, eles vão ficar assim?
Ao princípio, os olhos escuros, sejam pretos ou castanhos, apresentam uma coloração azul acinzentada. Mas isso não quer dizer que o bebé tenha olhos azuis, apenas que o tom escuro ainda não se encontra definido. Por volta dos 6 meses terá a cor definitiva dos olhitos. No entanto, quando os olhos são definitivamente azuis, vê-se claramente desde o primeiro momento, e não há dúvidas a esse respeito.
5-Porque é que quando chora, lhe treme o queixo?
Todos os bebés nascem com muitíssimos reflexos, que são movimentos involuntários. Alguns perduram para toda a vida, enquanto que outros vão desaparecendo à medida que a criança vai amadurecendo. Assim, há reflexos que desaparecem em poucas semanas e outros uns meses mais tarde. O facto de tremer o queixo quando chora é totalmente normal, e é um desses movimentos involuntários que vão desaparecendo com o tempo.
6-Se o recém-nascido espirra, significa que está resfriado?
Os recém-nascidos podem espirrar com frequência, mas isso não quer dizer que necessariamente estejam resfriados. O espirro é uma forma de limpar as fossas nasais de corpos estranhos, de limpar as secreções. Quando o bebé está resfriado tem uma clara secreção mucosa semilíquida: mas as mais duras que saem pelo nariz não se devem a um resfriado.
7-Porque boceja tanto, se dorme tanto?
O bocejo é parte do processo neurológico maturativo da criança, e nem sempre implica que tenha sono. Muitas vezes é só uma forma de se espreguiçar.
8-Porque é que poucos dias após nascer lhe apareceram escaminhas na pele?
A pele de todo o recém-nascido muda e renova-se, de modo que o bebé elimina a pele com que nasce e substitui-a por uma nova. Se bem que a substitução seja progressiva em todo o corpinho, esse processo é mais visível nas mãos, nos pés, nos pulsos (quer dizer, fundamentalmente, nas extremidades), e no abdómen.
9-Porque lhe surgem pontos brancos do nariz?
Isto está relacionado com a crosta láctea que explicámos antes. Também se deve ao desenvolvimento das glândulas sebáceas, e tanto a carita como o couro cabeludo possuem um número importante delas. Estes pontinhos brancos chamam-se "milia", e dependem das características da pele do bebé: se é gordurosa está mais propensa a que apareçam, mas desaparecem sozinhos ao longo do primeiro mês. Se é das mamãs que não consegue conter o fascínio em espremer borbulhas, suas ou de outra pessoa, NÃO deve tocar nos pontinhos brancos do bebé, por nada deste mundo!
10-Porque é que tem ramelinhas? Como é que as limpo?
É comum que os recém-nascidos tenham ramelas. Tratam-se de secreções oculares totalmente normais que pode limpar com uma gaze estéril embebida em água morna. Estas secreções não implicam conjuntivite, e não há que confundir-se, porque a conjuntivite se manifesta com abundantes secreções que colam os olhinhos a tal ponto que o bebé não pode abri-los. Nesse caso, requer uma consulta com o pediatra, para que lhe indique como proceder.
11-É normal que chore sem lágrimas?
Durante as primeiras semanas de vida, os bebés choram sem lágrimas. Isto deve-se a que as glândulas lacrimais, que são as que "fabricam" as lágrimas, estão ainda pouco desenvolvidas. À medida que vão amadurecendo, começam a funcionar. Cerca do primeiro mês, já começam a aparecer as primeiras lagrimitas.
12-Porque é que, apesar de estar agasalhado, tem os pés e as mãos geladas?
É típico que quando a mamã nota que os pezinhos estão frios, interprete que o bebé está com frio e corra a calçar-lhe um par de botinhas. E, em caso de dúvida pois talvez esteja com frio, quem sabe mais uma mantinha de lã. Mas é importante saber que todos os recém-nascidos têm as mãos e os pés frios, e inclusive podem chegar a estar azulados.
No entanto, isto não quer dizer que o bebé esteja pouco agasalhado ou que tenha frio, mas sim que as mãos e os pés têm um menor fluxo de sangue (vaso-constrição), e isso faz com que a temperatura seja menor. Quer dizer que se trata de algo normal. Deve, pelo contrário, preocupar-se quando o bebé tem as mãos ou os pés muito quentes, já que poderia estar com febre.
13-Como tenho que limpar-lhe o cordão umbilical?
O cordão umbilical não é outra coisa que uma cicatriz, e como tal, irá cicatrizando com o tempo. Para limpar-lho, deve passar-se suavemente uma gaze esterilizada embebida em álcool, em cada muda de fralda. O cordão deve limpar-se desde a base até ao extremo livre, principalmente na união com o umbigo. Desta forma, secará e cairá mais rápido.
14-Porque é que às vezes tem sangue no cordão?
Quando o cordão se desprende, é normal que apareça uma crosta sanguinolenta que pode inquietar as mamãs. No entanto, não há que ter medo de limpar-lho. Pelo cordão umbilical passava uma grande quantidade de vasos sanguíneos que ainda têm que terminar de cicatrizar. Se ao desprender-se se vê sangue, ou sangra a união do cordão com a pele saudável, devemos continuar a limpar com gaze e álcool, até que cicatrize sozinha. Mas se notar que se desprende mau cheiro ou tem secreções, é necessário que consulte o pediatra, já que poderia tratar-se de uma infecção.
15-Quando cairá o cordão umbilical?
Entre os 10 e os 20 dias posteriores ao nascimento, o cordão cairá e deixará essa marca que todos nós temos: o umbigo. O tempo que demora a desprender-se depende também da forma como foi limpo. Uma higiene correcta ajudará a que caia e cicatrize mais rápido.
16-Quando a despi para mudá-la, notei que lhe saía leite dos peitinhos. É normal?
Também pode suceder que, devido à presença de hormonas maternas, tanto as meninas com os meninos apresentem os peitinhos inflamados e um inchaço dos mamilos. E ainda que não seja muito frequente, podem ter uma secreção láctea. Não se preocupe. Com o correr dos dias, a situação ir-se-á normalizando. Mas, por favor, nunca aperte os peitinhos do bebé.
17 -É normal que regurgite?
Em primeiro lugar, não devemos confundir regurgitação com vómito. Que os bebés regurgitem é totalmente normal, que vomitem não. Nos recém-nascidos, a regurgitação deve-se ao refluxo fisiológico provocado pela ainda imatura comunicação entre o esófago e o estômago. Devido ao facto do esfíncter esofágico inferior ainda não estar totalmente fechado, como acontece com as crianças mais crescidas e os adultos, parte do leite que toma volta a subir pelo esófago e sai pela boca.
Isto é mais frequente se o bebé é muito comilão, e comeu mais do que entra no seu estômago. Mas também pode acontecer que regurgite ao mudá-lo bruscamente de posição. Por isso, depois de comer tem de dar um "bom proveito" para que elimine o ar a mais que engoliu, de maneira que não ocupe lugar no estômago, e evitar movê-lo muito.
18 - Porque tem soluços?
O soluço é outro dos reflexos próprios do recém-nascido que desaparece só com o passar dos dias. Um ditado popular diz que com um susto o soluço desaparece. Isso deve-se ao facto do susto mudar a mecânica respiratória e o soluço desaparece. Mas nos bebés essa táctica não funciona. O soluço desaparece sozinho, assim nem pensar em assustá-lo. Não serviria de nada, e o pobre bebé iria apenas levar um susto.
19 -Porque tem os testículos tão grandinhos?
Os meninos recém-nascidos podem ter os testículos muito grandes, o que pode ser mais um motivo de brincadeira por parte dos pais. De todas as formas, isso não quer dizer que conservarão essa proporção quando crescem. Não deve assustar-se, pois trata-se de uma coisa normal. A causa é que ao nascer os testículos podem conter líquido (hidrocelo), que se irá reabsorvendo com o tempo. No entanto, o tamanho deve ser idêntico durante as 24 horas. Se durante o dia os testículos aumentam e incham, é importante consultar o pediatra.
20-É normal que o cocó tenha mucosidades?
Depois da eliminação do mecónio, que acontece aproximadamente 48 horas depois de nasce, as deposições do bebé vão-se modificando: tornam-se semilíquidas e de uma cor amarelada ou esverdeada. E não é raro que as deposições tenham "mucosidades". Estas mucosidades não são outra coisa que secreções respiratórias que foram digeridas, chegaram ao intestino, e eliminar-se-ão com a matéria fecal. Estes episódios podem ser mais frequentes quando o bebé engoliu líquido amniótico durante o nascimento.
21-Quando posso levá-lo a passear?
Do ponto de vista físico, o bebé pode sair a passear desde o primeiro dia. No entanto, de acordo com a sua adaptação, é aconselhável que durante o primeiro mês não faça passeios muito longos, e muito menos que durem todo o dia. Isto representará um benefício tanto para a mamã como para o bebé. Para o bebé, porque não esqueçamos que acaba de sair do útero, alheio às condições e estímulos do ambiente, e está a adaptar-se a um novo mundo, aos ruídos da casa, às luzes, aos horários.
Por isso, é conveniente também não ir a lugares onde haja muita gente, já que além disso correria o risco de contagiar-se com alguma doença viral. Para a mamã, os passeios breves também são benéficos, dado que se encontra na etapa do puerpério: o seu corpo está a voltar à normalidade e cansa-se com facilidade. Por isso, ficar em casa ou nos arredores tranquilos durante períodos breves, será uma vantagem para ambos.
22-Arranhou a cara com as unhitas. Posso cortar-lhas?
Se o pequenito tem as unhas muito compridas convém cortar-lhas, para evitar que arranhe a cara. O ideal é limá-las com uma lima exclusiva para ele, ou, se as tiver muito compridas, podem cortar-se com uma tesoura especial para bebés (tem a ponta arredondada), previamente desinfectada com álcool. Mas atenção! Com muito cuidado para não o magoar, já que, dada a sua escassa imunidade, uma pequena ferida poderia terminar numa infecção. A lima é mais segura e a melhor maneira de evitar magoar o pequenito.
23-Quando posso dar-lhe o primeiro banho de imersão?
Dois dias depois do cordão umbilical ter caído, podemos dar-lhe o seu primeiro banho. Mas isso não quer dizer que antes não tenha de fazer a sua higiene. Há que fazê-lo, mas sem submergi-lo, para não humedecer a zona do umbigo. A melhor forma é através de um banho com algodão: em cima do trocador, pode limpá-lo com um algodão embebido em água morna e sabão adequado ao bebé.
O banho do bebé deve ser sempre de imersão, quer dizer, colocando-o numa pequena quantidade de água morna, entre 10 e 15 minutos. Entretanto, lave-o, começando pela cabeça, depois o corpo e por fim os genitais. Além de fazer a sua higiene, o banho relaxa-os e eles gostam muito. Mas tenha em atenção que o bebé se assusta muito com o duche, assim por favor, não pense nessa opção.
24-Porque é que quando lhe vou dar o peito, abre a boca enquanto abana a cabeça?
Esse é o famoso reflexo de busca, que está presente desde o primeiro momento, mas que irá desaparecendo com o tempo. Quando o bebé procura o peito, abre a boca e sacode a cabeça como que a dizer "não". Há que aproveitar esse momento e prendê-lo ao peito, para que agarre o mamilo e a auréola.
25-Parece-me que o meu bebé gosta mais do peito esquerdo do que do direito. Que faço?
Muitas mulheres têm esta sensação. Mas há que tratar de insistir em oferecer-lhe o outro peito. No entanto, se acaba não o aceitando, não deve preocupar-se demasiado, já que cada peito produzirá a quantidade de leite adequada que o bebé pede, e poder-se-á alimentá-lo exactamente do mesmo modo.

Fonte: Sapo Bebé

Tchiq-tchiq!

A Joana tomou-lhe o gosto: de máquina fotográfica em punho, fotografa tudo o que estiver em seu redor. Eleva a máquina acima da cabeça, orienta-a para mim, por exemplo, e eu exclamo: "Tchiq-tchiq!", rematando a Joana com um "Aahhh, ttssss!", dirigindo-se para o seu próximo alvo e repetindo o mesmo procedimento.

De tanto de me ver fotografar, a Joana também quer colaborar e adora andar de um lado para o outro com a máquina, como se estivesse atenta a qualquer pormenor digno de registo, nem que seja com a máquina desligada...o que interessa é a intenção, não é filha?!

quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Primeiros socorros a ter em casa

Ainda que a sua casa não seja nenhuma farmácia em ponto pequeno, convém ter determinadas coisas que poder-lhe-ão ser muito úteis em certos acidentes domésticos.
Em primeiro lugar é necessário deixar bem claro que as crianças não devem ter qualquer tipo de contacto com aquilo que em breve aqui será mencionado, quer sejam fármacos ou qualquer outro tipo de acessórios para a resolução de uma situação de acidente. É também importante discutir a lista de coisas que deve ter sempre em sua casa com o seu médico ou com algum especialista, para que não compre coisas desnecessárias e que não abdique daquelas que são imprescindíveis.
Para fazer descer a febre ou acalmar a dor de uma determinada inflamação, nada melhor do que ter em casa um antipirético, quer seja em gotas, xarope, comprimidos ou supositórios, embora esta última forma de acção seja a mais eficaz e imediata. Um exemplo de antipirético é o paracetamol, que serve para baixar a febre, embora o ácido acetilsalicílico possa provocar alergias às crianças. Para as dores de ouvidos, um calmante em gotas poderá ser o suficiente, embora o mesmo não possa ser consumido sem receita médica.
Um antiácido, em drageias, ou um antihistamínico, em pomada, são também dois dos fármacos que deve ter sempre à mão. O primeiro serve para reduzir a acidez gástrica, embora possa ser também útil em casos de cetose, enquanto que o antihistamínico é o indicado para picadas de insectos ou infecções alérgicas. Em casos de envenenamento, aconselhamo-la a ter sempre carvão activo, drageias ou compressas. Atenção que estes só podem ser administrados através de controlo médico.
Um creme com cortisona pode ser também muito útil para lesões cutâneas, inflamações ou problemas alérgicos. Deve afastá-lo ao máximo do alcance das crianças, e só aplicá-lo segundo autorização médica. O creme com cortisona não deve ser aplicado sobre as mucosas, tal como o creme ou gel antiflogístico-analgésico. Este último tem uma acção muito boa sobre as entorses, contusões, distensões musculares e hematomas. O spray ou creme antiqueimaduras é o ideal para acalmar a dor e fazer cicatrizar a pele. Não abdique dele!
Todavia, estes fármacos não bastam! Os materiais necessários para os primeiros socorros são também imprescindíveis. Assim, é imperial ter sempre junto a si um desinfectante líquido não alcoólico e um desinfectante spray. Pomadas desinfectantes, gazes esterilizadas e gazes adesivas, com vaselina, são também materiais indispensáveis para os primeiros tratamentos. Os pensos adesivos de tamanho diverso e fita adesiva em tecido não tecido de 1 e 2 cm’s de largura, tal como a fita adesiva médica em rolo para cortar, são mais alguns dos utensílios que deve ter em sua casa.
As ligaduras são também importantes. Portanto, opte por ligaduras em bases debruadas com uma altura de 5 e 10 cm, e faixas elásticas da mesma altura. O algodão hidrófilo e hemostático, o laço hemostático de borracha, com 50 cm de comprimento, e o termómetro pediátrico devem estar sempre à mão para qualquer eventualidade. Pinças, tesouras, saco para o gelo e saco de água quente completam a lista de materiais que não deve deixar que acabem, correndo o risco de piorar ainda mais alguma situação imprevista.
Agora que já tem a sua lista de utensílios para os primeiros socorros, pode começar a aconselhar-se com o seu médico sobre as quantidades, marcas e qualidade de cada um dos produtos. A importância de cada um deles é a base para começar hoje mesmo a completar a sua zona de primeiros socorros.


Fonte: ABC do Bebé

Os primeiros livros de 2009

Este foi o primeiro livro que li este ano:


Tenho todos os livros do Nicholas Sparks, adoro a sua escrita, mas sobretudo a sua sensibilidade ao abordar as relações e emoções. É-me difícil escolher o livro que gostei mais, pois todos são especiais. Mas, a eleger, escolheria o “As palavras que nunca te direi” pois fiquei a pensar no enredo durante vários dias após o término do livro.


Entretanto, comecei a ler o segundo livro de 2009:


Numa palavra: viciante.Um must-read!

E o terceiro será este:



Igualmente de uma escritora de quem eu tenho todos os livros. Gostei, particularmente do “Baunilha e Chocolate”, cujas personagens se entrecruzaram num enredo fabuloso.
Os próximos já se encontram escritos numa lista, ainda não os comprei. Um deles é “O grande livro da criança”, do Dr Mário Cordeiro, a continuação d’ “O livro do bebé”.


E vocês, que livro(s) é que se encontram a ler?

Vinculação

É o tema desta semana d' "A cegonha cor-de-rosa fala de...", em www.temasdepsicologiainfantil.blogspot.com

Este é, particularmente, um dos temas que mais gosto de abordar, é deveras interessante e que provavelmente conhecerá mais artigos futuros.

terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

A adopção

A adopção é o vínculo que, à semelhança da filiação natural, mas independentemente dos laços de sangue, se estabelece legalmente entre duas pessoas.
Existem dois tipos de adopção, a adopção plena e a adopção restrita.Distinguem-se fundamentalmente pelos seguintes aspectos:


Adopção Plena
O adoptado adquire a situação de filho do adoptante, integrando-se na sua família, extinguindo-se as relações familiares entre a criança e os seus ascendentes e colaterais naturais;

O adoptado perde os seus apelidos de origem;

Em determinadas condições o nome próprio do adoptado pode ser modificado pelo tribunal, a pedido do adoptante;

Não é revogável, nem mesmo por acordo de ambas as partes;

Os direitos sucessórios dos adoptados são os mesmos dos descendentes naturais.

Adopção Restrita

O adoptado conserva todos os direitos e deveres em relação à família natural, salvas algumas restrições estabelecidas na lei;

O adoptante poderá despender dos bens do adoptado a quantia que o tribunal fixar para alimentos deste;

O adoptado pode receber os apelidos do adoptante, a requerimento deste, compondo um novo nome, em que figure um ou mais apelidos da família natural;

Pode ser revogada se os pais adoptivos não cumprirem os seus deveres;

Pode ser convertida em adopção plena, mediante requerimento do adoptante e desde que se verifiquem as condições exigidas;

O adoptado ou os seus descendentes e os parentes do adoptante, não são herdeiros uns dos outros, nem ficam reciprocamente vinculados à prestação de alimentos.

Tanto na adopção plena como na adopção restrita podem ser adoptados os menores filhos do cônjuge do adoptante e confiados ao adoptante, mediante confiança, administrativa ou judicial, ou medida de promoção e protecção de confiança com vista à adopção. Podem, ainda, ser adoptados os menores que, à data da entrada do processo em tribunal, tenham idade inferior a 15 anos e inferior a 18 anos se não forem emancipados e tiverem sido confiados aos adoptantes ou a um deles com idade não suprior a 15 anos ou se forem filhos do cônjuge do adoptante.

Podem ser adoptantes na adopção plena:

Duas pessoas casadas ou em união de facto há mais de 4 anos e não separadas judicialmente de pessoas e bens ou de facto, se ambas tiverem mais de 25 anos;

Uma única pessoa se tiver:

Mais de 30 anos;

Mais de 25 anos, se o menor for filho do cônjuge do adoptante.

Só pode adoptar quem não tiver mais de 60 anos à data em que o menor lhe tenha sido confiado, excepto se este for filho do cônjuge;

A partir dos 50 anos, cuja diferença de idades entre o adoptante e o adoptado não pode ser superior a 50 anos, excepto se o menor a adoptar for filho do cônjuge do adoptante ou em situações especiais.

Na adopção restrita, podem ser adoptantes:

Pessoas com mais de 25 anos e até 60 anos, se completados à data em que o menor lhes tenha sido confiado, excepto se este for filho do cônjuge.

Todo este processo leva o seu tempo. A entidade competente, onde foi apresentada a candidatura, procede a uma avaliação social e psicológica do candidato, emitindo a decisão sobre a candidatura num período que não deverá ultrapassar os 6 meses. O candidato seleccionado fica a aguardar proposta de criança a adoptar. Após apresentação desta proposta, existe um período cujo objectivo é o conhecimento e aceitação mútuos entre o candidato e a criança. Quando esta fase é concluída de forma favorável, a criança é confiada ao candidato, ficando em situação de pré-adopção por um período que também não deve ultrapassar os seis meses. Este tempo serve, também, para a entidade competente proceder ao acompanhamento e avaliação da situação. Quando verificadas as condições para realmente ser requerida a adopção é elaborado um relatório que é remetido ao candidato e que deve então acompanhar o pedido de adopção ao Tribunal de Família e Menores da sua área de residência. O processo fica finalmente concluído, quando é proferida a sentença.
Poderá requerer em qualquer altura, nas seguintes entidades:

Centro Distrital da Segurança Social da sua área de residência;

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, caso resida nesta cidade;

Se residir nos Açores, no Instituto de Acção Social;

Centro de Segurança Social, se residir na Madeira.


Existem impressos próprios para dar início ao processo de adopção:

Candidatura - Mod. AS1-DGSS. (http://195.245.197.196/preview_formularios.asp?r=7490&m=PDF)


Fonte: ABC do Bebé

Dentista, oftalmologista...

...pediatra, escritora, advogada...uma destas profissões será a eleita da Joana, pelo menos para já.

Dentista porque ela adora meter os dedos nas nossas bocas, tocar nos nossos dentes e ver se a língua está no seu lugar;

Oftalmologista porque quando estamos todos deitados na cama grande, ela lembra-se de colocar o indicador num dos nossos olhos, continuando a exercer uma ligeira pressão mesmo por cima da pálpebra. O mesmo já aconteceu com o Nenuco, que teve direito a uma consulta gratuita e, diga-se de passagem, bem rápida!;

Pediatra porque o Nenuco começa igualmente a ser alvo de observações minuciosas, nem que seja à zona da suposta fralda que a Joana faz questão de verificar amiúde. E quando eu digo "Pfiiiiuuu...!" (como quem diz: "O Nenuco fez um presente bem cheiroso!"), abanando a mão para um lado e para o outro debaixo do nariz, a Joana ri-se, ri-se..."Pois é, mãe, já viste o descaramento desta criança?!";

Escritora, uma vez que a Joana adora livros, esferográficas, papéis, teclas de computador e todo o material de escritório...;

Advogada pois a Joana tem um discurso fabuloso, aliado a expressões faciais que denotam extrema concentração e convicção!

Digam da vossa justiça, qual a profissão dos vossos filhos?

segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

É só uma gastroenterite!

O Sr. Dr. disse que estou com uma gastroenterite, que é uma doença muito comum nas crianças pequeninas como eu e que, na maior parte das vezes, é provocada por um vírus.


Queridos mamã e papá:

Escrevo esta carta porque não quero que estejam tão preocupados com a minha saúde.É certo que desde ontem que estou doentinho, vomitei várias vezes, o meu cocó é líquido e frequente, tenho dores de barriga, sinto-me um pouco enjoado e, por isso, não me apetece comer.Por não me verem com aquela energia a que estão habituados, por só me apetecer estar na caminha e porque, eu sei, gostam muito de mim, estão com medo que seja alguma coisa de grave, pelo que fui hoje com vocês ao Sr. Dr.O Sr. Dr. disse que estou com uma gastroenterite, que é uma doença muito comum nas crianças pequeninas como eu e que, na maior parte das vezes, é provocada por um vírus. Como sabem, não há um tratamento específico. Por isso, não devo tomar antibióticos, nem tomar medicamentos para a diarreia e para os vómitos, porque é através destes sintomas que o meu corpinho se defende do micróbio que me fez ficar doente. É natural que ainda me sinta doentinho por mais alguns dias, por vezes até uma semana, mas mesmo que coma pouquinho e perca algum peso, não se aflijam. O que é importante é que eu nesta primeira fase beba. E lembram-se o que o Sr. Dr. disse? Há uma aguinha muito boa (solução de rehidratação) que posso beber e que me compensa a água e os 'sais minerais' que eu perco ao vomitar e com a diarreia. Quando vomitar, basta que eu fique meia hora quietinho, sem beber nem comer, e depois beba esta solução aos pouquinhos, mais ou menos uma colher de chá de 5 em 5 minutos durante mais meia hora. Depois posso beber à vontade e começar a comer em pouca quantidade e várias vezes ao dia. Podem fazer-me uma papa de arroz, dar-me frutinha (pêra ou maçã cozidas ou cruas e banana) e pão ou bolachas de água e sal. A sopa deve incluir arroz, batata e/ou massa, cenoura e frango, coelho ou peru. Devo evitar as gorduras, pelo que a canja de galinha não será o mais indicado. Posso também continuar a mamar o teu leitinho, mamã, ou beber um leite adequado à minha idade. Claro está que se eu continuar a vomitar ou com vários episódios de diarreia em muita quantidade e por muitos dias, com febre muito alta e cada vez mais doentinho, têm de me levar de novo ao Sr. Dr.Enquanto eu estiver com estes sintomas não devo ir ao infantário e devem, papás, lavar muito bem as mãos depois de me mudar a fraldinha, porque posso contagiar as pessoas que estão à minha volta e eu não quero ver quem eu tanto gosto também doentinho. Muito obrigado, papás, por tratarem tão bem de mim e não entrem em pânico porque ao ver-vos ansiosos também fico muito nervoso e mais doentinho ainda...

Uma criança

Por: Dária Rezende, interna complementar de Pediatria, Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga
Fonte: Educare

Um chá?

Vai chegar o dia, sim, em que a Joana, rodeada de pratinhos, chávenas, bules e pequeninas colheres, nos vai preparar e servir um “chá-de-faz-de-conta”.
Por ora, tenho notado que as brincadeiras de faz-de-conta começam a ganhar progressivamente terreno: muitas vezes, está a Joana na sua cadeirinha de refeições, quando dirige os dedos em pinça para uma das extremidades no tabuleiro, pega em algo como se de uma migalha se tratasse, vira-se para nós e diz: “Dá-dá!”. Estendemos a mão, “Obrigada, filha!”, ela ri-se e volta a procurar mais “migalhinhas” para nos dar.


Outras vezes, as migalhinhas são reais: pedacinhos de pão ou de bolacha que entretanto a Joana esfarelou e que partilha connosco.

Com os pratinhos e colheres que colecciona, a Bolotinha vai fazendo de conta que está a cozinhar: pega numa colher, por exemplo, e fá-la girar dentro de um pratinho, muito concentrada.

O pai, esse, já se vai questionando:

Pai: - Então e quando ela chegar à fase dos cabeleireiros?
Eu: - Aí esperam-te permanentes e rolos no cabelo...muito fashion!
Pai (a rir): - E as unhas?
Eu: - De vermelho!
Pai (a perguntar casualmente): - E se tocar a campainha?
Eu (a engolir uma gargalhada): - Vais tu atender!
Pai (já desesperado!): - Cá para mim parece-me que estou feito...

Eu (profeticamente): - Não tenhas dúvidas!

domingo, 11 de Janeiro de 2009

O quarto do bebé

A espera é longa, um novo habitante está prestes a chegar à sua casa. Desde o momento em que fica a saber que está a chegar até à cerimónia de recepção, vão mediar cerca de nove meses.
E enquanto espera, o melhor mesmo é preparar a casa para receber um habitante muito especial.

Normalmente a primeira coisa em que se pensa é no espaço e na necessidade de adquirir uma enorme quantidade de objectos e roupinhas para o recém-chegado. E por vezes uma questão bastante importante é colocada um pouco de parte: a segurança. É preciso que tudo esteja em condições para evitar acidentes. Analisar a casa do ponto de vista deste novo habitante, elaborando uma lista dos locais mais perigosos, assim como de hábitos e costumes que deve ter de mudar, para lhe proporcionar uma vida saudável e segura é uma regra de ouro a ser seguida por todos os futuros pais.

Comecemos pelo quarto da criança tendo em conta que este deveria poder obedecer aos critérios da criança em crescimento, mas tal nem sempre é possível. O quarto deveria ser grande para caberem todos os seus objectos e para lhe permitir um espaço para se movimentar à vontade.

O quarto não deverá ficar perto de zonas perigosas da casa como a cozinha, a casa-de-banho e escadas interiores para evitar acidentes motivados por uma distracção dos pais, mas não deverá ficar muito afastado para que a criança não se sinta isolada do resto da família.

O problema da poluição e do ruído também tem de ser tomado em conta, porque a criança sofre muito mais com o excesso de poluição do ar ou com o constante ruído. Se puder escolher, opte por um quarto virado para um pátio interior.

Depois da escolha da divisão da casa, deve ter em conta ainda outros aspectos como o tipo de soalho, de preferência de madeira de boa qualidade e que não se lasque com facilidade ou se levante em determinados locais. Tenha em atenção também o tipo de tratamento a que o soalho foi submetido porque alguns podem emitir vapores tóxicos mesmo meses depois da sua aplicação.

A tijoleira ou o mármore são uma boa opção, embora sejam muito frios para uma criança se sentar para brincar. Resolva o problema com uma carpete que não seja de pêlo alto, que acumulam sujidade e ácaros. As muito finas também não são aconselháveis porque podem partir com o uso. O ideal são as fabricadas em fibras naturais, sem franjas e com debruns reforçados para não esgaçarem.

O mais importante ao adquirir uma carpete para o quarto da criança é que este seja anti-inflamável (carpete da classe I) e que não atraia electricidade estática, como as de lã. Deixe a colocação a cargo de profissionais para evitar que a carpete fique com folgas ou dobras que podem vir a revelar-se obstáculos perigosos para a criança.

Na cama do bebé não deve colocar nenhuma almofada ou brinquedos grandes, pelo menos até aos dois anos de idade para evitar a sufucação ou que ele os use como degraus para sair do berço. O colchão deve ser colocado na posição mais baixa até o bebé saber colocar-se de pé.

Se o quarto possui radiador, cubra-o com uma toalha e arrume os brinquedos num móvel baixo, tendo em conta que este deve ter os cantos arredondados. Nunca prenda os brinquedos ao berço com cordas porque estas podem enrolar-se no pescoço da criança.

Atenção especial também para as janelas a que deve aplicar fechos de segurança para que apenas se abram parcialmente e as janelas basculantes devem ser apenas abertas em cima.
Tem assim preparado o espaço mais importante para o seu filho, onde ele irá passar muito tempo.


Fonte: ABC do Bebé

Como amamentar

Um óptimo artigo sobre a amamentação aqui: http://www.abcdobebe.com/amamentacao/como-amamentar.html

Oooohhhh!

Esta expressão, com direito a boquinha arredondada durante alguns segundos, é a que se encontra a competir com o “Oiá” em termos de frequência.
Quando a Joana deixa cair alguma coisa, exclama “Oooohhh!”, e olha para mim. Se a conseguir recuperar, dirige-se de imediato para lhe pegar, rematando com um “Aaahhh!”. Quando não consegue, prolonga o “Oooohhh!” até eu ir apanhar o objecto “perdido”. Ou até mesmo quando eu deixo cair alguma coisa, lá vem um solidário “Oooohhh!”. O mesmo se aplica quando ela vai a andar e tropeça, quando faz rebolar algo para baixo dos sofás ou da cama ou até mesmo quando a advertimos verbalmente de que não deve fazer algo.

Penso que pouco deve faltar para a Joana exclamar um “Oooohhh!” quando o serão de Domingo chegar, não acham?!

sábado, 10 de Janeiro de 2009

Medo do dentista

O medo de uma consulta a um dentista é quase um mito universal. As crianças, muitas vezes sem terem alguma vez vivido esta experiência, temem esta viagem ao desconhecido. Se bem que não a tenham vivenciado, parecem ter sentido os medos que os amiguinhos do colégio, o pai ou até a mãe lhes transferiram através de palavras ou expressões ao comentar as suas próprias visitas ao dentista.

O que fazer?

Se bem que este medo subjectivo se possa enquadrar num padrão normal de comportamentos, dado que é quase uma constante entre crianças ou adultos, é bom que, especialmente com as crianças, se desmistifique este “terror” hoje considerado infundado. Se até há umas décadas tratar um dente (“chumbar”, reconstituir, arrancar) podia pôr “os cabelos em pé” a qualquer um, hoje, dados os desenvolvimentos científicos e tecnológicos da prática de odontologia, qualquer sentimento de medo é infundado. Para que o seu filho vá a uma consulta odontológica sem qualquer tipo de receios, e se até hoje nunca foi, a melhor medida é levá-lo a um odontopediatra (especialista para crianças) sem que exista uma razão de emergência para o fazer. Isto é, se o seu filho tem uma grande dor de dentes, está com uma infecção grave na boca e consequentemente tem muitas dores, você terá de o levar ao médico e a criança poderá ter uma experiência menos boa, e assim, em consultas subsequentes ter sentimentos de medo e até de pânico. No entanto, se levar o seu filho ao odontopediatra numa primeira consulta de avaliação, ele certamente não terá qualquer receio numa segunda consulta.
O primeiro contacto da criança com o médico para esta primeira avaliação, além de proporcionar uma experiência saudável para a criança, permite fazer uma prevenção à cárie. Esta prevenção evitará que a criança venha a sofrer as consequências desagradáveis e dolorosas de cáries futuras, além de, nesta mesma consulta, o médico fazer um rastreio a todas as outras situações: aparecimento dos dentes, a sua colocação correcta ou outra qualquer deficiência. Convém também que você saiba que o odontopediatra é um médico que dentro da sua especialidade, tal como o pediatra do seu filho, se dedica exclusivamente a tratar de crianças e, como tal, um conhecedor da psicologia infantil. Estes profissionais sabem cativar as crianças e lidar com elas. Vá afoitamente com o seu filho à consulta e não seja você a sentir medos. As crianças são extremamente sensíveis e observadoras e, se você lhe mostrar estes sentimentos, o seu filho será certamente o mais afectado.

Fonte: Mãe Ideal

Gráfico desenvolvimental

Para as mamãs/papás que desejem obter um gráfico com o desenvolvimento do seu bebé a nível do peso, estatura e perimetro cefálico, poderão realizá-lo graças a este link: www.elbebe.com/index.php/es/servicios/percentiles

Palmadinhas nas costas...

...foi o que a minha filha me deu, mas no bom sentido!Estava eu a tossir (sim, a minha tosse regressou...) quando a Joana vai por trás de mim e bate-me nas costas.

Foi da maneira que eu parei de tossir e olhei para ela admiradíssima, a perguntar-lhe: “Onde é que aprendeste isto? É que dá mesmo jeito!”.

sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Afecto com educadores determina stress

A forma como as crianças são afectadas pelo stress pré-escolar depende não apenas das características do educador ou da turma, mas também da natureza dos laços estabelecidos entre cada menino e o seu professor. A teoria é defendida por cientistas de quatro universidades norte-americanas, que estudaram os níveis da hormona cortisol - a principal substância relacionada com o stress - em 191 crianças que frequentavam o jardim de infância. O cortisol apresenta niveis elevados de manhã, diminuindo ao longo do dia. No entanto, o estudo revelou que as crianças mais dependentes do educador aumentavam os niveis durante o dia. As que mantêm relações dificeis tendem a apresentar picos de cortisol em ocasiões especificias: resistência a ordens, percepção de inimizade ou frustração pontual. De acordo com o artigo, publicado na revista Child Development, o aumento anormal da "hormona do stress" é preocupante porque o excesso de cortisol pode ter consequências negativas, como perda de massa muscular, acumulação de gordura, fragilidade do sistema imunitário e dificuldades de memória e aprendizagem.


Fonte: Pais &Filhos

Banana, bananinha…

…a quanto obrigas!
A Joana, para comer fruta, é uma pisca: só mesmo bem camuflada na papa ou iogurte, caso contrário, nada feito!
Pois bem, há dias sentei a Joana na cozinha, enquanto eu descascava uma banana. Supostamente, seria para mim. Mas eu, toda esperançada, ia aliciando a Joana para a banana. Trinquei um pedacinho e soltei um “Huuum, que bom!”. Aproximei a banana da boquinha dela e, lá está, virou a cara para o lado, com uma careta, como sempre faz quando se depara com a fruta por si só.
Fui buscar um pequeno recipiente e um garfo. Começo a esmigalhar a banana. Volto-me para ir buscar uma outra coisa: uma colher. A Joana adora os talheres em geral, pelo que ficou contente quando viu uma colher a aproximar-se. Dei-lha e aproximei o recipiente com a banana. Pois bem, de colher em riste, eis o que aconteceu:


Aqui vou eu...


Entretanto, a colher foi à boca. Eu nem me mexi, não fosse a Joana distrair-se por isso não captei a imagem da colher na boquinha dela. Depois de uma careta, a Joana leva a mão à boca e de lá tira um pedacinho de banana para o colocar aqui:



E toca a experimentar a textura da banana com os dedos:



Afinal, era uma mera questão de lhe dar uma colher para a mão que a Joana trata do resto! Com a colher ou com a mão, conseguiu-se que a fruta escapasse ao “casamento” com a papa ou iogurte :-)

quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Bebés prematuros: o poder das massagens

Os bebés prematuros exigem muito cuidado e bastante trabalho. Cerque-o de mimos e carinhos, pois, se esta fase é difícil para si mais dolorosa é para ele.
É muito pequenino. Até dá medo pegar, porque pode partir. As suas funções vitais estão a ser controladas. Está dependente do ventilador.
Porquê? Nasceu, antes do tempo. É um bebé prematuro, e o seu nascimento exige muitos cuidados. Para além de todas as precauções fundamentais, acima de tudo, ame-o muito…
Os bebés prematuros exigem muito cuidado e bastante trabalho. Cerque-o de mimos e carinhos, pois esta fase é difícil para si, mas mais dolorosa é para ele. Tome atenção, ao seu ritmo cardíaco, à sua respiração, dando-lhe os devidos medicamentos e alimentação, caso não possa ainda mamar.
Nesta situação específica, os bebés são bastante incomodados: tem que lhes ser colocado o termómetro e a sua pele é, por diversas vezes, picada, sendo igualmente os detectores verificados sistemáticamente. O seu primeiro contacto para a vida, não é o mais favorável, fruto do seu nascimento antecipado.
As massagens, são um dos momentos predilectos dos bebés. Diáriamente, podem disfrutar de um enorme prazer, ignorando, por breves minutos, o desagradável das suas primeiras experiências, enquanto novo ser humano. Um especialista, oferece ao bebé tranquilidade e relaxamento, através do poder das suas mãos e das massagens. O corpo do bebé é coberto de um óleo de frutos, que será acariciado pelas mãos do especialista, com sabedoria. Nestes breves minutos, o bebé encontra a paz. A sua pele é um dos receptores mais bem desenvolvidos e, é por esse motivo, que a massagem lhe sabe tão bem. Aliás, não é nada que se deva estranhar, pois também um adulto não dispensa uma boa massagem, para poder relaxar e sentir-se confortável.
Nas massagens, não só a pele é importante como também o ouvido, o olfacto e a vista. Isto porque, quando o bebé ouve o técnico a esfregar as mãos com o óleo, coloca-se imediatamente, em posição para dar início à massagem. Algumas áreas são mais fáceis de massajar, como as pernas ou a coluna. O rosto é uma zona difícil de praticar a massagem, mas todas as partes do corpo constituem, de igual forma, uma sensação agradável ao bebé.
De início, os pais limitam-se a observar os especialistas a massajar os seus filhos, mas posteriormente eles mesmos produzem esta prática. A massagem é indicada especialmente, a bebés que estão entubados ou submetidos à ventilação mecânica e, este tipo de estimulação começa logo no segundo ou terceiro dia. Porém, as massagens não podem logo ser feitas na totalidade do corpo do bebé. Inicialmente, são massajadas as zonas menos fragéis e este procedimento só se prolonga, se o bebé demonstrar receptividade. Se durante a sessão fechar os punhos ou crespar os seus pequenos pés, significa que a massagem está a ser feita contra a sua vontade. Após, algumas sessões, a resposta do bebé é plena, ao esboçar leves sorrisos.
Os benefícios são, não só para o bebé como também para a família, pois é sempre uma experiência gratificante. As ligações paternais são desenvolvidas e, o stress diário, as tensões físicas e emocionais, são na maioria dos casos, amplamente ultrapassadas. A eliminação dos gases e o próprio conteúdo intestinal, são largamente eliminados. Mas, para que tudo isto se processe, é necessário que quando a pessoa que massaja dá início à sessão, esteja totalmente calma e esqueça todas as suas preocupações. A entrega deve ser total e mútua de ambos os lados, para poder desfrutar o momento na sua plenitude.
Quando a família tem um filho prematuro é sempre doloroso para eles, pois os planos que haviam feito, àcerca da criança não correspondem na sua totalidade, à realidade. O bebé está separado da famíla durante algum tempo, e isso afecta os pais, não podendo desfrutar do seu recém-nascido, vendo-o sofrer. Por isso, a massagem proporciona aos pais uma forma de contacto emocional, físico. Transmite-se amor, carinho e fala-se com eles, num tom doce e meigo, a que eles correspondem, em muitos casos, com um sorriso. E, esse momento, é único e inesquecível.
A ternura e a delicadeza devem ser demonstrados no acto de massajar. Ao proporcionar prazer ao seu filho, a mãe pode afastar possíveis culpas, que não têm qualquer fundamento, por o seu filho se encontrar nestas condições.
Este contacto, proporciona para os pais o melhor momento do dia, pois é a única possibilidade de contacto entre o recém-nascido e os seus progenitores. Apercebem-se então, que a aparente fragilidade do bebé, é possível ser esquecida durante uns instantes, enquanto disfrutam do contacto íntimo com o recém-nascido. A experiência é, sem dúvida, inegavelmente gratificante para ambos.


Fonte: ABC do Bebé

O admirável mundo (novo) do frigorífico

A Joana descobriu o fascínio do frigorífico, sobretudo as suas prateleiras e divisórias. Apesar de já conseguir abrir portas de armários de cozinha e a porta da máquina de lavar e secar roupa, a do frigorifico, como é mais pesada, fica para a mãe abrir!
Assim, há dias, estava eu na cozinha quando a Joana, do alto dos seus gloriosos 78cm de altura, entra com um “Oiá!”, segurando o comando da TV Cabo numa mão e uma caneca (oferta da Pais&Filhos) na outra mão. Vinha com um sorriso de orelha a orelha que se iluminou ainda mais quando viu a porta do frigorífico aberta. Deixei-a explorar. Por perto, ia vendo se ela não pegava em nada que se pudesse partir.


Eis alguns momentos que consegui registar:



A caneca cabe aqui, não achas mãe?




Espera...é melhor aqui, à frente desta embalagem de bifes de perú...




Huum, não me convenceu...em cima da embalagem fica mais giro!





Comando, descansa aqui um bocadinho que eu já venho...




Aaahhh, descobri uma coisa...comando, caneca: para o chão!




Eis o que eu descobri: o prato do pudim francês! Até consegui tirar um bocadinho :-)

quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Alterações na cor dos dentes

Embora muitas alterações na cor dos dentes estejam relacionadas com a deficiente higiene oral (placa bacteriana, tártaro e restos alimentares) há algumas que não estão.
Estas alterações da cor dos dentes podem ter origem estranha ao dente, e são denominadas extrínsecas, ou podem ter origem nos tecidos do próprio dente, e são denominadas intrínsecas. Enquanto as primeiras conseguem resolver-se sem grande dificuldade através de técnicas de limpeza dentária (destartarização mecânica e manual e polimento das superfícies dentárias) as segundas têm tratamento mais difícil e complexo que pode passar por técnicas de branqueamento e mesmo tratamento protéico.

As causas externas que podem alterar a cor dos dentes podem estar relacionadas:
Com algumas profissões em que se manipulam metais como o ferro (coloração acinzentada-preta) e cobre (coloração azul-verde).

Com o fumo do tabaco, dando uma coloração amarela-castanha-preta. A sua intensidade pode relacionar-se com a quantidade de cigarros fumados e com certas características da chamada "película adquirida" que envolve o dente.

Com algumas substâncias contidas nos alimentos, como o tanino da fruta, vinho, café e chá; a clorhexidina, que é um desinfectante usado na cavidade oral; aldeídos contidos em frutas e bolos e que dão uma coloração amarelo-acastanhada.

Com certas bactérias que existem na cavidade oral. São estas colorações verdes, alaranjadas, avermelhadas ou mais frequentemente negras, que aparecem mais em crianças, que alertam os pais e os levam a pedir ajuda de um profissional de saúde oral. Aparecem com mais frequência junto à gengiva dos dentes anteriores (da frente) mas podem atingir toda a superfície dos dentes.
Estes microorganismos chamam-se cromogéneos porque o seu metabolismo conduz à produção de substâncias que coram a película adquirida e a placa bacteriana que envolve o dente. As condições ecológicas específicas da flora oral de cada indivíduo proporcionam a reprodução dos microorganismos apesar de hábitos de higiene oral correctos. Assim, embora seja fácil e possível a remoção, por um dentista ou higienista, destas substâncias elas voltarão a aparecer e depositar-se nos dentes, algum tempo depois.

Como foi referido atrás, este tipo de sedimentos é frequente em crianças e desaparece espontaneamente a partir da puberdade devido provavelmente a mudanças ecológicas na placa bacteriana que conduzem a modificações da flora oral.

As causas intrínsecas da alteração da cor dos dentes estão relacionadas com cáries, decomposição dos tecidos internos do dente (necrose pulpar, traumatismo dentário, remoção incompleta aquando duma "desvitalização"), obturação com amálgama, distúrbios do desenvolvimento, algumas doenças gerais (fígado, sangue, doenças metabólicas e endócrinas) e por substâncias químicas (flúor em excesso e tratamento com tetraciclinas durante a formação do dente).


Por: Dra. Maria João Sancho,Médica Dentista, Clínica da Criança

Fonte: ABC do Bebé

Uma pequena compilação...

...de sites úteis e não só!


Na edição de Janeiro da Pais&Filhos, mais precisamente na secção de opinião dos leitores, surge uma carta que escrevi a sugerir um artigo sobre os Babyblogs, veiculo que considero riquíssimo na partilha de informação sobre a gravidez, parentalidade, entre outros temas.

Olhando para a edição de Janeiro, quer da Pais&Filhos, quer da Bebé d’hoje, descobri alguns sites interessantes que gostaria de partilhar com vocês:

www.paisefilhos.pt: um site que nunca é demais divulgar e cuja mais recente ferramenta é um fórum onde poderão ser debatidos diversos temas;
www.eusou.com/crianca: site onde poderemos encontrar jogos online para a criançada, ligações de livrarias e editoras com obras infantis, blogs de pais, fabricantes de brinquedos, páginas de personagens animadas, links de fabricantes de artigos para bebés, parques educacionais e/ou de diversões, entre outras coisas;
www.ratinhofelizbotinhaazul.blogspot.com: um site de confecção de roupinha para recém-nascidos prematuros, de baixo peso ou gémeos. Dispõe igualmente de outros artigos vocacionados para crianças entre os 0 e os 4 anos;
www.hellokitty.com.pt: para fãs da Hello Kitty, como eu!;
www.portuguesexacto.pt: portal criado pela Porto Editora e que nos permite, entre outras coisas, verificar as mudanças no Acordo Ortográfico.

De edições anteriores da revista Bebé d’hoje, gostaria de vos sugerir os seguintes portais:

www.plataformacontraaobesidade.dgs.pt: um portal sobre alimentação saudável. Existe igualmente um link sobre obesidade infantil (Projecto OI);
http://www.naturkinda.com: para quem procura cuidar do bebé em harmonia com a Natureza;
http://clubedomac.emac-em.pt: aqui encontra-se o Clube do Mac, onde é recriada uma vila com uma série de espaços interactivos de carácter lúdico e pedagógico. Um cenário virtual que fomenta preocupações ambientais entre crianças e jovens.


Espero que gostem!

A cegonha cor-de-rosa fala de...

...temperamento, mais concretamente, do temperamento do bebé, em http://www.temasdepsicologiainfantil.blogspot.com.
Não poderia deixar de agradecer o vosso entusiástico feedback sobre o novo cantinho de psicologia que hoje, oficialmente, irá iniciar a sua caminhada, percorrendo temas vários e recolhendo sempre as vossas sugestões e experiências!

“Um obrigada assim...do tamanho do mundo!”, como me disse, uma vez, uma menina de cinco anos cujo desenvolvimento eu tive o privilégio de acompanhar durante o meu estágio em psicologia infantil.


terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Dia de Reis

A nossa Rainha!



O presente feito na creche: uma caixinha pintada com os dedinhos da Joana e um queque, coroado por uma dupla fotografia: num lado, uma vista geral dos meninos no refeitório, no outro lado, uma fotografia de rosto da Joana:


Obrigada, filha!

Novas descobertas sobre a origem da asma

O mês de nascimento, a genética, o historial de alergia do pai e da mãe ou as infecções durante o primeiro ano de vida são alguns dos factores que os especialistas acreditam contribuir para o desenvolvimento da asma nas crianças. Um estudo americano, que envolveu 95 mil crianças, entre 1995 e 2000, ajudou os cientistas a chegar a estas conclusões. Se o bebé nascer durante o Outono - quatro meses antes do pino do Inverno - a probabilidade de vir a desenvolver asma aumenta em 29%. Os autores do estudo acreditam que este facto pode estar relacionado com a infecção pelo Virus Sincicial Respiratório (VRS), cuja principal complicação é a bronquiolite, e esperam que estes resultados possam impulsionar o desenvolvimento de uma vacina para o virus. Enquanto não chega a inoculação, os especialistas recomendam aos pais dos bebés nascidos no Outono que sigam alguns cuidados para evitar a bronquiolite: evitar a ida para a creche antes dos 3 meses, lavar frequentemente as mãos e manterem os bebés afastados de pessoas doentes.

O estudo foi publicado no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

Fonte: Pais&Filhos

A quattro

Como puderam ver no slide-show publicado no dia de Natal, um dos presentes da Joana foi o Quattro, da Chicco. Antes de o comprarmos, decidimos que seria a Joana a dar a sua palavra final, como aliás, quase sempre sucede com todos os brinquedos! Penso que daqui a alguns anos, poucos, esta “democracia” será substituída pelos catálogos de brinquedos, não é verdade? Mas haverá sempre o factor surpresa :-)
O que nos levou a querer que a Joana experimentasse o Quattro foram opiniões várias de mamãs que já o tinham adquirido. Umas opiniões eram favoráveis, outras nem tanto. Pessoalmente, acho um brinquedo muito giro, com uma boa pega (não acho que seja baixa) e seguro. Pelo menos, não tem havido qualquer incidente com o mesmo ou qualquer prenúncio de incidente.
A Joana gosta de se sentar ao volante mas, como em (quase) tudo, faz questão de o partilhar com os seus amiguinhos mais próximos, a Ratinha Bia (que vocês já conhecem) e o Noddy (que também recebeu no Natal. É a sua paixão mais recente!). Ao todo, quattro intervenientes, daí o titulo deste texto: o próprio brinquedo, a Joana, a Ratinha Bia e o Noddy.
As imagens falarão por si, ora vejam:




Ora bem, a segurança em primeiro lugar: 1, 2, 3, cintos em ordem?



Buzina funcional?



Ena, um compartimento para guardar coisas...interessante...! (na imagem estão a ver o telefone de um outro brinquedo Chicco, também um presente de Natal, o Videofone falante).


Vá, Noddy, tu primeiro!


Espera aí, temos que sair, reparei numa coisa...



Pois é, tens os sapatos desapertados! Vamos lá tratar disso...



A Ratinha Bia já está pronta, faltas tu, Noddy!


Noddy, se te portas mal...aperto-te o nariz! (o que eu me ri aqui...)

segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

A posição do carrinho de passeio

Virado para a frente aprecia a rua, virado de costas vê o pai ou a mãe. O que será que os bebés preferem? O pai e a mãe, claro está. As crianças que viajam no carrinho de costas para os pais podem ter atrasos no desenvolvimento, sugere uma investigação da Universidade de Dundee, na Escócia. Os cientistas analisaram o comportamento de 2700 familias em viagem e verificaram que os pais que passeiam com os seus filhos virados para si têm mais tendência a interagir com eles. Desta forma, também os bebés aprendem a interagir mais facilmente, sendo mais propensos a falar e a rir.

"À medida que as crianças crescem, tornam-se mais interessadas no que as rodeia. Poderia assim pensar-se que os carrinhos virados para rua seriam uma melhor opção. No entanto, se as crianças não puderem observar os sinais faciais e corporais dos pais perante os eventos que vão surgindo, perdem a oportunidade de perceber o que é seguro, agradável, interessante ou perigoso", comentou Suzanne Zeedyk, co-autora do estudo, acrescentando: "Os nossos dados sugerem que, para muitos bebés, andar de carrinho é uma actividade emocionalmente pobre e, possivelmente, mais stressante."



Fonte: Pais&Filhos

A cegonha e o mano

É com muita honra que hoje vos dou a conhecer o mano mais novo d’ “A cegonha cor-de-rosa”, que corresponde à concretização do Projecto 2009 de que vos falei no passado dia 17 de Novembro.

Considerem-se convidadas a descobrir e a participar neste projecto nosso e vosso em http://www.temasdepsicologiainfantil.blogspot.com/

domingo, 4 de Janeiro de 2009

O cabelo no pré e pós-parto

Entre 20 a 40% das mulheres perdem cabelo muito rapidamente após o parto, concluiu um estudo encomendado pela Viviscal, que envolveu 2350 mulheres portuguesas. Isto acontece devido ao equilibrio do ciclo capilar, à estabilização dos niveis hormonais e ao stress inerente às novas funções de mãe. O estudo demonstrou que a queda de cabelo pós-parto pode provocar distorção da auto-imagem (20% das mulheres), falta de confiança (14%), embaraço geral (13%) e mesmo depressão (11%).

Um outro estudo, desenvolvido pelo Imperial College London, alerta para o facto da exposição intensa a laca para o cabelo durante a gravidez poder aumentar o risco de hipospádia no bebé, uma malformação do trato urinário que afecta apenas os rapazes. O estudo envolveu 471 mulheres que deram à luz entre 1997 e 1998. O problema está nos ftalatos, um quimico que faz parte da composição de alguns plásticos e que pode afectar as hormonas.





Fonte: Pais&Filhos

Rhinomer versus Unimer

Temos ambos em casa, em caso de congestionamento nasal da Joana.

Mas quais as semelhanças e quais as diferenças entre ambos?

Semelhanças:


- Spray nasal à base de água do mar isotónica e estéril;
- Teor em sal diminuído por forma a ser compatível com a mucosa nasal, conservando todos os minerais e oligoelementos da água do mar (cálcio, magnésio, sulfato, etc), imprescindíveis para um bom funcionamento das fossas nasais;
- Ambos não necessitam de receita médica.

Diferenças:


- A força do jacto no Rhinomer é inferior à do Unimer;
- O Unimer é indicado para congestionamentos nasais mais acentuados;
- Por ser mais forte, as ranhocas descem mais depressa com o Unimer do que com o Rhinomer;
- O aplicador nasal do Rhinomer tem uma base de apoio mais segura;
- Para crianças a partir dos 2 anos, o Rhinomer dispõe de uma embalagem cuja força do jacto é superior, a chamada força 2. A partir dos 6 anos, existe a força 3, que corresponde à força máxima do jacto no Rhinomer;
- Preço do Rhinomer (embalagem 115ml; Força 1: bebés): €8,65;
- Preço do Unimer (embalagem 100ml): €8,72.

Precaução:


Foi-nos dito pela pediatra que os sprays nasais não deverão ser utilizados mais do que quatro vezes por dia, sob pena dos vasos sanguíneos que irrigam os aquedutos nasais serem danificados.

Terapêutica adjuvante:

Sempre que a Joana apresenta congestionamento nasal, erguer a cabeceira da cama e limpar-lhe o nariz com soro não é suficiente. Assim, recorremos sempre aos aerossóis e, das 6 marcas de soro que já experimentei, aquele que eu acho mais eficaz é o Isophy, da Uriage, em monodoses de 5ml cada.. A embalagem que temos em casa tem 18 unidades mais 6 de oferta e custou-nos €7,05.

sábado, 3 de Janeiro de 2009

Esperança no tratamento da pré-eclampsia

Uma simples análise ao sangue realizada às 12 semanas de gravidez, poderá detectar o risco de desenvolver pré-eclampsia, segundo um estudo da Universidade Bristol, no Reino Unido. Os cientistas descobriram que é possivel diagnosticar a doença a partir da medição do nivel da proteina VEGF165b presente no sangue.

As grávidas que desenvolveram pré-eclampsia não apresentaram nenhuma alteração nos valores desta proteina às 12 semanas de gravidez, enquanto as mulheres com gravidezes normais apresentaram valores mais elevados.


A doença costuma aparecer entre o segundo e o terceiro trimestre de gravidez e pode revelar-se através de proteína na urina. Os sintomas incluem um rápido aumento da pressão sanguinea, podendo ser acompanhada por falência dos rins, total ou parcial. Nos casos mais graves, pode mesmo levar à morte da grávida. Este teste permitiria um diagnóstico atempado e a possibilidade de haber um acompanhamento adequado desde o inicio da gravidez.



Fonte: Pais&Filhos

Nós

A Joana desde ontem que começou a melhorar relativamente ao apetite, o que nos deixou francamente mais aliviados. Foram muitos dias a leite e, mesmo assim, longe do que ela costuma ingerir. A garganta já não se encontra inflamada e a febre não mais deu sinais de si. O sono também tem vindo a ser reposto, o dela e o nosso!
Já há mais um dentinho a caminho, na gengiva inferior, e o pai está em crer que também viu outro a aflorar na gengiva superior. Este último ainda não o consegui ver...


Por último, a Joana, ontem, experimentou massa tipo tubinhos pela primeira vez e gostou. Primeiramente, dei-lhe um tubinho “au naturel” mas ela preferiu o nosso, com polpa de tomate. Pois claro!

sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

As crianças e o Feng Shui

O seu filho tem noites mal dormidas, é demasiado irrequieto, ou passa os dias a queixar-se de dores de cabeça e de pesadelos? Não desespere, é para a ajudar que existe a técnica milenar do Feng Shui, de que aqui falaremos um pouco.O seu filho tem noites mal dormidas, é demasiado irrequieto, ou passa os dias a queixar-se de dores de cabeça e de pesadelos? Este problema pode não ter nada a ver com o seu organismo mas sim com a direcção para onde a cama está virada ou pelo tipo de mobiliário que tem no quarto. Não desespere, é para a ajudar que existe a técnica milenar do Feng Shui, de que aqui falaremos um pouco.A origem do Feng Shui remonta a mais de 4000 anos e assenta as suas raízes no Budismo, sem no entanto se considerar como uma religião. A tradução dos caracteres chineses que representam Feng Shui, significa água e vento, mas também pode significar boa sorte, boas vibrações e bem estar e resulta de uma técnica usada para evitar os ventos, tufões e cheias através de formas de energia electromagnética.As técnicas do Feng Shui são aplicadas em muitas direcções, e uma das mais conhecidas é a decoração e disposição dos móveis numa casa.Para a decoração de uma casa, são tomados em consideração aspectos como a forma da habitação e das diferentes divisões, a disposição e a localização de portas e janelas, o tipo de mobiliário que pretende ou utiliza, e as cores com que a casa está pintada.Este artigo pretende dar-lhe algumas indicações para aplicar esta técnica milenar no quarto dos seus filhos, de forma a que o possa decorar de forma divertida e ajudá-los a descansar melhor.Os quartos das crianças deveriam estar localizados a nascente ou sudeste, de forma a absorverem a energia ascendente do sol. Oeste é também uma boa direcção, em particular para crianças hiperactivas, tal como Este, mais ligada ao desenvolvimento e ao crescimento. A direcção Norte transmite paz e tranquilidade, cura insónias mas causa demasiado relaxamento para uma criança. Para Sudoeste, verá melhorada a vida social, a comunicação e a criatividade do seu filho.Para Nordeste, as energias que dali afluem podem conduzir a pesadelos e tornar as crianças mais violentas. A direcção Sul também não é boa para crianças muito activas, porque aumenta as sensações de paixão e de energia. As energias de Noroeste produzem um sono profundo, e dão uma sensação de liderança e controle, por isso é melhor para os pais. Não coloque as cabeceiras das camas debaixo das janelas, e coloque as camas que estiverem no quarto viradas para a mesma direcção.Depois de tratar destes aspectos, cuide da iluminação, importante também para a saúde dos seus olhos. As luzes viradas para cima são as ideais. Tanto quanto possível evite candeeiros em metal, que conduzem duma forma mais acentuada a energia electromagnética e a electricidade estática.Em relação à mobília, utilize cores vivas e com os cantos arredondados, que vai evitar alguns acidentes desagradáveis. A mobília do quarto deve ser leve e simples porque os artigos pesados tornam o quarto opressivo e dão a ideia de não haver espaço suficiente.A evitar totalmente são os espelhos, que amplificam as ondas electromagnéticas e a electricidade residual, não permitindo que a criança ou o adulto acalmem.Utilize apenas algodão nos lençóis e fronhas, nunca materiais sintéticos. Os cobertores devem ser em materiais naturais e o colchão, se em algodão maciço, permite que o sono seja mais reparador e que a transpiração se dê de uma forma adequada. O algodão também deve ser o material das cortinas.Para a cor das paredes, escolha os tons de azul, alguns de verde e amarelo. Evite o uso de alcatifas, o soalho em madeira é mais saudável e mais fácil de limpar.Não deixe que os brinquedos fiquem espalhados pelo quarto, porque um quarto arrumado é mais calmante.Evite sempre que o quarto das crianças contenha material electrónico, mas se não o puder evitar, certifique-se de que elas não durmam a menos de um metro da aparelhagem, relógios digitais e computadores, que mesmo desligados, criam um campo de electricidade estática nociva para a saúde. O melhor é desliga-los da tomada durante a noite. As portas devem ficar fechadas, tal como as cortinas.Apesar dos problemas de espaço que as casas de hoje enfrentam, estes são truques simples que pode aplicar no quarto dos seus filhos, mas também no seu. Bom descanso.


Fonte: ABC do Bebé

Entre o que foi e o que será

A cada passagem de ano, mais propriamente na contagem decrescente, vocês não sentem um friozinho na barriga, uma esperança redobrada, um quase-frenesim que se propaga da cabeça aos pés? E naquele último segundo, 3, 2, 1..., nestes três pontinhos, na cadência de tempo entre o que foi e o que será, não parece que nós próprios somos, também, um fogo-de-artifício, pronto a subir ao céu? Eu sinto-me assim, vivo intensamente esta contagem decrescente, este ano em frente à televisão, devido à constipação da Joana (que depois passou para mim!). Dou pulos, bato palmas, vou perguntando se a rolha do champagne também está a postos e agarro-me aos desejos que formulo em pensamento porque não aprecio passas. E para as comer com esforço, não obrigada, porque os sonhos querem-se bem formulados, saborosos e com caminho para seguir livre curso.
Quando ouço o primeiro “bum-tcham-tcham-bum” entrego-me ao novo ano que não me conhece ainda mas não faz mal, entra naquele momento em nossa casa, diz um “Olá!”, pega nos nossos desejos e parte em direcção a outros lares, para fazer o mesmo. Encontra pessoas acordadas ou a dormir, semi-acordadas ou sentadas no sofá, entregues a doces, à sua cara-metade, a ajustar o seu chapéu festivo em forma de cone, ou agarradas ao telemóvel. Encontra pessoas, crianças, adultos, idosos e animais. Porque há certos animais que parecem pessoas, de tão astutos, emotivos, humildes, fiéis e inteligentes que são. Sonhos recolhidos, esperança e “ferramentas” distribuídas, isto é, um ímpeto ainda maior para concretizar, para amar, para recriar. O ano novo não é salvador. É impulsionador. Ficamos de pé atrás ante um ano que já foi profetizado com um ano de crise. Uma, duas, três, mil vezes. Sim, a crise económica mundial é uma realidade e afecta muitos lares, sobretudo os mais carenciados. Mas se partimos para um ano novo com receios, então ele será efectivamente crítico. Porque a nossa consciência é duplamente poderosa: ou arregaçamos as mangas e fazemos o melhor ou então deixamo-nos levar pela corrente de lama e desespero. Vamos tornear obstáculos, como a motorizada torneia as filas de trânsito. Vamos colocar empenho em tudo aquilo que fazemos, como as abelhas na preparação do mel. Vamos ser nós nas nossas realizações. Como a água transparente do regato que, apesar de ter de contornar seixos e mais seixos, mantém a sua determinação e a sua integridade. E, no dia 31 de Dezembro, voltaremos a encontrar-nos nos nossos balanços. E vão ver que irá reinar um “afinal este ano não foi tão mau como fizeram crer”. E sabem porquê? Porque vamos fazer por isso! Mesmo que, ao longo deste ano, encontrem um seixo transformado em montanha, não desistam, não voltem para trás. Porque a montanha é apenas mais alta do que nós. Com tempo chegaremos ao seu cume. Há montanhas que assumem uma “cara” agreste para assustar, para não se sentirem desafiadas. Mas o lema será continuar, com segurança, com perseverança. E sempre que um nevoeiro ameace o nosso raciocínio, vamos parar, dialogar e reformular. Precisamente com um objectivo único: superar-nos a nós próprios. Combinado?

quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

Um ano em 40 segundos

Vejam como no seguinte link : http://cosmos.bcst.yahoo.com/up/player/popup/?cl=11327764

Receita para fazer azul

Se quiseres fazer azul, pega num pedaço de céu e mete-o numa panela grande,
que possas levar ao lume do horizonte;
depois mexe o azul com um resto de vermelho da madrugada, até que este se desfaça;
despeja tudo num bacio limpo, para que nada reste das impurezas da tarde.
Por fim, peneira um resto de ouro da areia do meio-dia, até que a cor pegue ao fundo de metal.
Se quiseres, para que as cores não se desprendam com o tempo, deita no liquido um caroço de pêssego queimado.
Vê-lo-ás desfazer-se, sem deixar sinais de que alguma vez ali o puseste;
e nem o negro da cinza deixará um resto de ocre na superficie dourada. Podes, então, levantar a cor até à altura dos olhos, e compará-la com o azul autentico.
Ambas as cores te parecerão semelhantes, sem que possas distinguir entre uma e outra. Assim o fiz e deixei a receita a quem quiser, algum dia, imitar o céu.


Por: Nuno Júdice

Poema de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo, cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido (mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior) novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

Por: Carlos Drummond de Andrade