Depois de, na passada segunda-feira, termos constatado o desaparecimento das manchas rosadas na fraldinha da Joana eis que, por volta das 23:00, cerca de uma hora e meia depois da Bolotinha adormecer, surge um suspeito e ingrato vomitar. Normalmente, antes dela dormir, damos-lhe um biberon. Pensamos que ela poderia estar mal-disposta ou que a sopinha de peixe do jantar lhe tivesse caído mal. Depois de dois vómitos, trouxemo-la para a nossa cama. Ela dormitava e, passados 10 minutos, vomitava mais um pouco. A princípio, o vomitado tinha uma coloração esbranquiçada mas quando a Joana começou a vomitar uma substância aquosa e amarelo-mostarda não hesitamos e fomos a caminho das urgências pediátricas do HCD. Vestimo-nos, preparamos o saco da Joana e, no meio do sono, chegamos ao hospital. A sala de espera estava praticamente deserta, à excepção de duas crianças e respectivos pais que se aí se encontravam. A Joana vomitava compulsivamente. Estava de tal forma cansada que pousava a cabecinha dela nos nossos ombros. Fomos atendidos por um enfermeiro e, de seguida, por uma pediatra. Depois de uma observação geral, repetimos a análise à urina que a Joana fizera no Domingo através de um exame mais invasivo mas também mais sólido no binómio rapidez dos resultados versus precisão dos mesmos: a cistografia. Trata-se de um exame em que é inserida uma sonda na uretra até chegar à bexiga por forma a recolher uma amostra de urina. Confesso-vos que chorei muito por dentro ao ver as lágrimas da Joana. Enquanto o pai segurava nos joelhos dela, eu rodeava-lhe a cabecinha e dava-lhe muitos beijinhos. Quantas vezes eu sufoquei um soluço...olhava para o tecto, onde estava um painel do Noddy e depois olhava para a minha Bolotinha, cansada no meio do sono e do incómodo que estava a sentir. Depois da cistografia seguiu-se uma recolha de sangue. A Joana, de quando a quando, vomitava e, apesar dos resultados de ambas as análises não terem detectado qualquer valor anómalo, a Joana teve que ser internada. Quer eu quer o pai ficamos muito consternados. Pensávamos que a situação, embora nos parecesse grave, não fosse tão crítica que justificasse um internamento. Mas agora, olhando para trás e sobretudo para a evolução da Joana, constamos que foi a melhor solução. Aguardamos cerca de quinze minutos para a preparação do quartinho da Joana, o número 12, no piso 4, que corresponde à ala das crianças. Enquanto o pai tratava do internamento na secretaria, eu fui com a Joana para o quarto, onde a colocaram a soro. Os vómitos cessaram quase de imediato. Inicialmente a 56, o soro foi sendo gradualmente reduzido para 45 e depois para 20.
Terça-feira que foi, certamente, o dia mais maçador para a Joana. Passou o dia entre o chá e um Miltena (terapêutica hidroelectrolitica), sendo que ambas as bebidas não reuniam de todo o consenso dela.
Na primeira tentativa, a Joana bebeu algum chá mas depois começou a recusá-lo. Uma das enfermeiras teve a ideia de lhe dar o chá através de uma seringa de plástico. Pior o resultado: a Joana cerrava os lábios e chorava.
Durante o dia, houve lugar a pequenos soninhos, sendo que a noite de terça para quarta foi a mais difícil de todas: para além de ter feito febre, o sono dela era muito leve, pelo que qualquer movimento a acordava. Assim, a cada entrada de uma enfermeira no quarto, a Bolotinha chorava desalmadamente. Eu, exausta de sono (já não dormia desde que demos entrada nas urgências), tive que telefonar ao Pedro para ele vir ter ao HCD. Para além disso, discuti com uma enfermeira que estava a fazer o turno da noite. Ela estava constantemente a entrar no quarto, a medir-lhe a febre, a ajustar o cateter do soro, a baixar e a subir as grades na caminha da Joana. Tudo bem, precaução e cuidado requerem-se nestas situações. Mas eu acho que a enfermeira não teve o bom-senso de constatar que a Joana precisava de dormir. Era certo que a Joana estava com fome. Até então ainda não tinha feito mais nada que não o chá e o Miltena e com resultados precários. Eu, sem hesitar, pego num biberon e faço-lhe 120 ml de leite. A Joana bebeu, quase sofregamente o leite. Quando a enfermeira me disse que eu não lhe podia dar leite eu “explodi”. Perguntei-lhe que se a terapêutica utilizada passaria por deixar a minha filha passar fome. É claro que se nós, adultos, passássemos um dia a chá, definharíamos e não teríamos forças para arrebitar. Daí ela diz-me que eu tinha que ser mais forte que a minha filha. “Mas o facto de ser mais forte não quer dizer que não seja sensível às necessidades da minha filha. Se eu constato que ela tem fome pode ter a certeza que lhe vou dar leite, quer queiram quer não. Eu sou a mãe, sou eu quem decide o que é melhor para a minha filha”, respondi-lhe. Estava alterada, é certo. Estava cansada, muito. Mas a arrogância da enfermeira tirou-me do sério. Ainda rematei que, se a terapêutica do chá e do Miltena se prolongasse, não hesitaria em assinar um termo de responsabilidade e levar a minha filha para outro hospital. Pois sabem o que é que aconteceu passados trinta minutos? A mesma enfermeira entra no quarto (pela enésima vez), dizendo que podemos dar à Joana 30 ml de leite...! Então agora já era permitido?! Enfim...
Na quarta-feira, fizemos uma ecografia e um raio-X abdominal. Repetimos as análises de sangue, sendo que os três exames não detectaram qualquer irregularidade. Logo, estávamos perante um quadro viral e não perante uma gastroenterite, como inicialmente pensamos, pois a Joana não chegou a fazer diarreia.
Ao almoço de ontem, a Joana comeu um creme de cenoura e, ao lanche, meio boião de fruta e uma bolacha Maria. Estava mais predisposta à brincadeira mas também muito carente de colo. Quantas vezes eu e o pai não adormecíamos com ela ao colo, sentados em frente ao berço...
Curiosamente, no dia durante o dia de ontem, quer eu quer o pai também começamos a apresentar um quadro de vómitos. Eu não conseguia ter nada no estômago. O pai também não. O meu jantar foi uma trinca num pão com fiambre e durante a noite bebi imensa água. Felizmente já nos encontramos bem, apesar de, por vezes, sentirmos uma espécie de pedra no estômago.
A noite passada a Joana fez um sono óptimo: adormeceu pelas 21:30 e acordou às 06:00. Sem interrupções. Foi algo que já não acontecia há alguns meses, eu imagino o cansaço que ela tinha acumulado.
Às 10:30, a pediatra vem observar a Joana e diz-nos que temos alta. Que maravilha, a tão esperada noticia chegara!
No meio de dias tão desgastantes, houve três marcos que fizeram a diferença. O primeiro (e mais importante!) foi que a Joana começou a chamar “ma-ma”, sempre que me via afastar ou quando queria colo. Quando ouvi este chamamento pela primeira vez confesso que fiquei muito emocionada. A Joana estava sensível, carente, estranhava o ambiente, queria a sua caminha e estava cansada de ser tocada aqui e ali, incessantemente, por pessoas que ela não conhecia. O facto de ela se apegar ainda mais aos nossos carinhos fez-me pensar na simplicidade e grandeza do amor entre pais e filhos. Ali estava ela, pequenina e ainda mais dependente de nós. Não sei traduzir este sentimento por palavras, tal é a imensidão do mesmo...penso que, durante os dias e as noites que estivemos juntas, a batalhar por uma causa comum, o seu bem-estar, ficamos ainda mais unidas, como se fossemos uma só. Eu saía do quarto para comer e logo regressava para ser acolhida por um sorriso e por uns bracinhos que reclamavam colo.
O segundo marco prende-se com a crescente interactividade nas brincadeiras da Joana que eu fui constatando: esta manhã, brincamos com o mordedor da Nuk - eu colocava-o na minha boca, mexia a cabeça para um lado e para o outro e ia em direcção à Joana (e que boas gargalhadas ela dava às minhas aproximações!). Ela tirava o mordedor da minha boca, ria-se, olhava para mim e voltava a pô-lo na minha boca!
Por último, já perto da nossa saída do quarto, a enfermeira colocou-lhe um pensinho azul com um coelhinho e cenouras. Pois não é que a Joana tocava nas cenouras e depois num botão cor-de-laranja que ela tinha na saia e assim sucessivamente?! Toca a associar as cores!
Chegamos a casa por perto das 12:30. A Joana olhava para tudo reconfortada. Quando ligamos a televisão no Baby TV ela ficou extasiada (no nosso quarto só havia o canal Panda) a ver os seus bonecos preferidos através do Parque Lúdico, com montes de brinquedos que ela ia tocando um a um, como se não os visse há muito tempo.
Nos próximos dias a Joana vai fazer mais refeições durante o dia, com quantidades menores de sopa, fruta, papa e leite. Inserir alimentos novos ou fazer sopas com legumes “fortes”, como o feijão-verde, está fora de questão. Tudo muito leve, sem forçar, por forma a que a Joana “reaprenda” a comer nas quantidades habituais para a idade dela. Para terem uma ideia, até segunda-feira, a Joana fazia biberons de 210 ml. Agora retornamos aos 90 ml para não agredir muito o estômago. É claro que ela protesta quando o leite acaba mas é melhor comer menos mas ficar no estômago do que comer mais e depois vomitar.
Os sacos já estão todos vazios, tenho roupa a lavar e daqui a nada vou tomar um banho porque cheiro a hospital! Que saudades tinha eu de casa!
Amanhã regresso ao trabalho e a Joana fica com os meus pais. Levo um justificativo de assistência familiar e, apesar de estar no novo emprego desde o início de Maio, faltar pode não ser muito favorável para a imagem de um trabalhador que está na empresa há pouco tempo. Mas primeiro está a minha filha. Acima de tudo, ela e só ela!
quinta-feira, 31 de Julho de 2008
Bem-vinda a casa, amor!
Etiquetas: internamento, pais e filhos, pediatria, viroses
Viroses
Narizinho entupido, tosse, espirros, dor de garganta, diarreia, vómitos e até febre. Ela chegou: a primeira virose. A época em que os bebés mais sofrem com as infecções virais situa-se entre Abril e Agosto. E o principal motivo não é a temperatura, mas sim a aglomeração de pessoas em locais de pouca ventilação. Logo, um cenário perfeito para a rápida proliferação dos vírus. A maior incidência de viroses em bebés ocorre quando a mãe volta ao trabalho e o a criança começa a frequentar a creche. Além de ter iniciado o desmame exactamente nesse período, a criança passa a ter contacto com outras e assim com vários tipos de vírus. As viroses mais comuns são as respiratórias, como a constipação e a gripe. Outro risco para os bebés são as viroses intestinais, e para essas o cuidado deve ser redobrado por devido à desidratação. Mas com o tratamento adequado e aguardando entre 3 e 10 dias, tudo volta ao normal na vida do bebé.
Vários tipos de vírus
Tratamento
Em suma:
1 - Quais os principais tipos de virus?
Fonte: http://revistacrescer.globo.com
segunda-feira, 28 de Julho de 2008
As fraldinhas da Joana
Em primeiro lugar quero dirigir-vos um grande beijinho de obrigada pelas palavras amigas e reconfortantes que deixaram no texto relativo à ida da Joana às urgências pediátricas. Podem crer que as vossas palavras acalmaram um pouco o meu coração preocupado!
Durante a madrugada e dia de hoje as fraldinhas da Joana não apresentaram qualquer vestígio de sangue, o que é um bom indicio. Passei o dia angustiada, é verdade. Não dormi o suficiente (tive um sono de passarinho) e encontro-me ansiosamente à espera do resultado final da recolha de urina da Bolotinha.
No entanto, e enquanto estou com a Joana, varro a preocupação e encho-a, ainda mais, de miminhos. Quero transmitir-lhe a maior tranquilidade possível porque, para preocupados, bastam os pais...Como vos referi, amanhã saio do trabalho (a correr!) e vou directa ao HCD com a Joana. Não sei a que horas chegarei a casa mas logo que possa dar-vos-ei a conhecer o diagnóstico final. Que corra tudo bem, é tudo aquilo que eu peço, nada mais!
Etiquetas: urgências pediátricas
Porque brincam as crianças?
Uma criança responderia que “brinca porque sim, porque gosto, para brincar”. Por isso, brincar é uma actividade a partir da qual um bebé ou uma criança obtém prazer e na qual participa porque esse é o seu desejo, ou seja, é algo que fazem porque gostam. Tem inúmeras vantagens….
Permite
• Obter prazer
• Libertar o excesso de energia de uma forma positiva
• Expressar a forma como vê e experimenta o mundo
• Arriscar e explorar
• Desenvolver a criatividade
• Promover a independência e a iniciativa
• Aprender de forma fácil enquanto se diverte
No entanto a vida das crianças não pode ser um turbilhão de actividades. As crianças precisam de alturas agitadas assim como de alturas de sossego, de rotina bem como de desafios, de tarefas mais sérias bem como de divertimento, para que possam crescer e tornar-se pessoas equilibradas.Os pais desempenham um papel de extrema importância nas brincadeiras dos filhos e por isso é importante lembrarem-se de:
1. Observar o bebé ou a criança e aprender como é o seu modo de brincar, de interagir, o que gosta de fazer, quais são os seus sentimentos, etc – cada criança é única e tem características e interesses próprios (cresce ao seu ritmo)
2. Regularmente disponibilizar tempo para brincar com a criança dando à brincadeira ou jogo a sua devida atenção – construir com a criança um tempo especial de partilha em que pais e criança estejam disponíveis para interagir
3. Proporcionar à criança um contexto lúdico seguro e brinquedos com as características ideais e adequadas ao seu nível de desenvolvimento
Por isto tudo, vale a pena entrar nesta viagem pelo mundo do brincar…. Brincar é a arte de fazer sonhar!
Por:
Dosinda Laranjeira
Especialista Dobebé
Psicóloga & Instrutora de Massagem Infantil certificada pela IAIM I international Association of Infant Massage
PROJECTO BEBÉ+
Etiquetas: brinquedos
Dói-Dói Trim-Trim e Urgências Pediátricas
Ontem ao fim da tarde, quando tirei a fraldinha da Joana para lhe dar banho, notei a presença de sangue na fraldinha. Não tinha a cor característica mas estava algo esbatida, assemelhando-se a uma coloração rosada. Fiquei alarmada. Chamei o pai. Pedi-lhe que telefonasse de imediato para o Dói-Dói Trim-Trim. Enquanto eu dava banho à Joana, a secava e vestia, o pai ia respondendo a perguntas de diagnóstico que lhe iam sendo colocadas. No entanto, a hipótese que nos foi apresentada foi a de que se poderia tratar de uma infecção urinária. A enfermeira pediu-nos que verificássemos, de novo, a fralda da Joana. Novamente algumas pintas rosadas de sangue.
Não hesitamos e rumamos às urgências pediátricas do HCD. Eram perto das 19:00 quando chegamos e, passados dez minutos, já estávamos a ser atendidos. Depois de observada na zona vaginal e abdominal, a pediatra solicitou uma recolha de urina da Bolotinha. Passamos para uma salinha anexa onde uma enfermeira lavou abundantemente a zona vaginal da Joana, colocando-lhe de seguida um saquinho. A Joana não refilou, esteve sempre muito atenta a olhar para todo e qualquer movimento à sua volta. Voltamos a colocar-lhe a fraldinha sendo que deveríamos avisar de imediato a enfermeira quando verificássemos que a Joana já tinha feito chichi.
Regressamos à sala de espera que, entretanto, já se enchera de pais e crianças. Muitos pais dormitavam nas cadeiras (!), havia crianças sentadas à mesa a desenhar e, junto da Joana, um pretendente de 2 anos chamado Filipe! O Filipe estava acompanhado pela mãe e pela avó e, quando viu a Joana, quis pegar-lhe e fazer-lhe festinhas. A Joana não se fez rogada. Aliás, ela adora crianças! Mas, para além das festinhas mimosas, ela gostou igualmente do fio colorido pelo qual a chupeta do Filipe estava suspensa. De início, o Filipe não gostou muito da ideia, tentando proteger a chupeta das mãos curiosas da Joana. Mas, depois, deixou que ela mexesse nas figurinhas coloridas de madeira que compunham o fio. Esta foi uma interacção deliciosa de se ver e que, de certo modo, nos distraiu da nossa ida às urgências.
A Joana demorou a fazer chichi sendo que, depois de brincar com o Filipe, só queria andar de um lado para o outro. Nada de estar ao colo ou sentada. Chão é que era!
Passada meia hora, sensivelmente, o saquinho já continha uma amostra generosa de urina que seguiu para análise. Enquanto aguardávamos na salinha de espera, o pai foi ao café do hospital comprar duas baguettes de frutos do mar. Eu petisquei apenas. Não tinha fome.
Cerca de vinte minutos depois, a pediatra voltou a chamar-nos. A análise à urina indicava, de facto, a presença de pigmentos sanguíneos, sendo que os níveis de hemoglobina, leucócitos e eritrócitos estavam nos parâmetros normais. Quanto ao quadro que infecção urinária, e baseando-nos na recolha efectuada, não foi possível concluir a sua presença, pelo que a amostra regressou para o laboratório para uma análise mais fina, análise esta que estará pronta amanhã.
No entanto, a pediatra sossegou-nos, disse-nos que a presença de sangue poderia, de facto, ser um sinal de infecção urinária mas também de uma (re)organização hormonal. Por conseguinte, o ideal seria aguardarmos até amanhã para podermos concluir o quadro sintomático da Bolotinha pois não valeria a pena estar já a prescrever-lhe um antibiótico quando poderíamos muito bem não estar perante uma infecção urinária. Assim, se for, o caminho será o antibiótico. Se não for, a Joana terá que fazer exames complementares mas, segundo a pediatra, nada que justifique ela ficar internada.
Regressamos a casa perto das 21:00. A Joana adormecera no carro. Eu não jantei, a fome dissipara-se.
Estou com o coração pequenino devido à incerteza do resultado da análise à urina. Estou preocupada porque não quero que a Joana sinta qualquer incómodo. Ela parece-me bem, não tem febre e brinca imenso. Mostra-se, no entanto, algo aflita com os dentinhos que aí vêm, metendo tudo à boca. Paralelamente, o apetite dela também não foi muito exímio durante o fim-de-semana.
O que me causa maior apreensão é a presença de sangue na fraldinha. Nunca me deparei com este cenário e, quando cheguei a casa, mergulhei nos livros à procura de alguma pista. Amanhã, depois do trabalho, seguirei de imediato para o HCD com a Joana, indo o pai lá ter e, qualquer que seja o resultado, espero que este seja o menos penoso para a minha Bolotinha. Quantas vezes desejaria ser eu a fazer análises e não ela...
Etiquetas: urgências pediátricas
domingo, 27 de Julho de 2008
8:36
Hoje, marcava o relógio 8:36, estava eu no quarto com a Joana. Ela estava sentada na sua caminha de grades e eu estava a organizar a roupa na cómoda.Quando olho para a Joana eis que a vejo de pé, com ambas as mãos a segurar o rebordo da cama.
Eis que a Bolotinha se pôs de pé pela primeira vez, sem qualquer ajuda!
Etiquetas: pais e filhos
Segurança nas piscinas
O afogamento, ou acidente por submersão, é a 2ª causa de morte acidental nas crianças. Ocorre em ambientes familiares como a banheira, piscina, lago de jardim, poço, tanque de lavar a roupa ou de rega, rio, praia ou mesmo baldes e alguidares. É um drama que começa num segundo e acaba em poucos minutos. E não se ouve barulho. A criança não esbraceja, nem grita com a cara dentro de água: afoga-se em silêncio absoluto.
O afogamento de uma criança é um acontecimento trágico, rápido e silencioso. Saber agir para o evitar, ou em caso de submersão, está na mão de todos nós.
Em Portugal, o número de acidentes em piscinas tem aumentado, à medida que aumenta também o número de piscinas. A título de exemplo, o Algarve assistiu a um aumento do número de acidentes por submersão em crianças entre 1998 e 2001. Apesar dos seus 150 Km de praia, 79% destes acidentes acontecem em piscinas e 85% na população não residente.
Nalguns países, existe legislação que obriga a que todas as piscinas, quer sejam particulares ou não, estejam devidamente protegidas de forma a dificultar a aproximação desapercebida de uma criança. No nosso País, existe apenas alguma regulamentação para a protecção de poços e tanques de rega. Por isso, a APSI elaborou algumas recomendações para vedações de piscinas uma vez que se trata de uma medida eficaz na prevenção do afogamento, mais frequente durante os meses quentes do fim da Primavera e do Verão.
Mesmo que não tenha filhos, pense que muitas crianças poderão ter a oportunidade de aceder à sua piscina, tanque ou poço. A simples presença de água é um polo de atracção para os filhos dos seus vizinhos, dos seus amigos, dos seus familiares. Além disso, o proprietário é responsável pela protecção de uma zona de perigo existente na sua propriedade, por isso, não corra riscos desnecessários.
Pode adoptar sistemas sofisticados, electrónicos, coberturas rígidas automáticas ou manuais, alarmes sonoros, mas o mais eficaz e simples, é erguer uma barreira física dificilmente transponível por uma criança com menos de 5 anos. Nenhum sistema é totalmente à prova de criança nem é esse o objectivo de qualquer tipo de barreira. O que se pretende é atrasar o acesso à água, dando mais tempo ao adulto para detectar uma criança que escapou por segundos à sua vigilância.
Uma vedação eficaz tem que ter as seguintes características:
· não permitir a passagem de uma criança por cima, por baixo ou através dela
· não ser escalável: não deve ter elementos que sirvam de apoio para os pés ou para as mãos
· ter um portão (ou cancela) que se feche e tranque automaticamente, sempre que alguém o utilize
· ter o fecho do portão fora do alcance de mãos curiosas e persistentes, ou um mecanismo de fecho só possível de abrir através de duas acções distintas e coordenadas
· não ter intervalos que permitam a passagem da cabeça duma criança
· ser sólida e estável
Ou seja, a vedação deve ter:
· no mínimo, 110 cm de altura, sem qualquer ponto de apoio para pés (na prática, poderá ter que ser 120 cm, a não ser que se trate de um painel sem aberturas, assente no solo)
· no mínimo, 110 cm de distância entre o bordo inferior e o bordo superior, sem elementos que possam servir de apoio para trepar (nas redes, as aberturas devem ser inferiores a 3 cm)
· no máximo, 10 cm de distância entre elementos verticais
· no máximo, 8 cm entre o pavimento e o bordo inferior da vedação. No caso do pavimento ser deformável (tipo areia), não deve existir qualquer intervalo entre a vedação e o chão
· um portão com abertura para o exterior (do recinto da piscina), com um sistema de fecho automático
· o fecho (manípulo ou puxador) colocado na face interna do portão (do lado da piscina), a 10 cm abaixo do bordo superior da vedação (permite que um adulto de pé abra facilmente o trinco passando o braço sobre o portão, mas dificulta significativamente o acesso de uma criança ao trinco, sobretudo se ela estiver do lado de fora)
· alguma transparência, de forma a que o recinto da piscina seja visível do exterior
Outros factores importantes para uma vedação segura:
· o fecho e os rebordos do batente e do portão não devem ser susceptíveis de causar entalões graves, seja pelo peso do portão, pela força com que fecha ou pela agressividade dos rebordos.
· não devem existir arestas, pregos, parafusos, juntas mal vedadas, farpas, elementos móveis ou outros que possam provocar cortes, perfurações, entalões ou, mais grave, amputações de dedos.
· o acabamento superior da vedação não pode ser susceptível de provocar ferimentos numa criança mais ousada ou ágil (de preferência, deverá ser liso).
Cuidados adicionais:
Nenhuma vedação ou barreira substitui a supervisão. Quando houver festas com muita gente, estabeleça um sistema de vigilância, que pode ser rotativo para não sobrecarregar ninguém, no qual há sempre um adulto designado para a tarefa exclusiva de olhar pelas crianças que se aproximam da zona da piscina. Já agora, deverá ser um adulto que saiba nadar e agir em caso de emergência. Se tem uma piscina em casa, mesmo que vedada, tire um curso de socorrismo ou, pelo menos, aprenda a praticar reanimação cardio-pulmonar (suporte básico de vida).
Retire da piscina todos os brinquedos flutuantes e apelativos que possam atrair a criança; habitue as crianças a andar de braçadeiras junto à piscina, tendo consciência de que estas podem cair com um mergulho. Se está a vigiar as crianças, não interrompa para atender o telefone. Tenha um telefone sem fios à mão, ou entregue essa tarefa a outra pessoa, mas não interrompa a vigilância nem por um segundo.
As piscinas insufláveis contêm água suficiente para o afogamento de uma criança pequena. Se a cara cair dentro de água, a criança não consegue levantar a cabeça sozinha.
Para saber quais os cuidados a ter junto de outros espaços com água, visite o site da APSI, onde poderá consultar todas as informações sobre segurança na água www.apsi.org.pt
Helena Cardoso de Menezes
Consultora em Segurança Infantil e Avaliação de risco
Associação para a Promoção da Segurança Infantil
sábado, 26 de Julho de 2008
9 meses
...os pássaros do teu olhar
...a flor do teu sorriso
...o fruto do teu abraço
...a árvore do teu ser
...o céu do teu despertar
...o sol dos teus dedos
...as ondas do mar do teu cabelo
...o mundo transformado em ti.
Para ti, filha, desenho estas linhas no dia em que completas 9 meses de vida.
Para ti, filha, renasço mãe e enrolo-me em ti, como se fosse um búzio, que murmura até ao infinito um “Amo-te!” de embalar.
Parabéns, filha!
Etiquetas: 9 meses
Os meus 9 meses
Hoje faço 9 meses e estou muito contente por poder celebrá-lo maioritariamente de pé! De facto, cada vez menos quero estar sentada ou deitada. De pé, a exercitar os meus primeiros passos (e, sobretudo, a verificar onde eles me levam), é tão divertido!
Adoro brincar, palrar, rir e passear. Sou capaz de, com uma mão, segurar um brinquedo e, com a outra mão, segurar outro diferente. Levo tudo à boca e babo-me cada vez mais. O pai e a mãe estão ansiosos por verem um dentinho nas minhas gengivas. Eu acho que, quando ele vier, não virá sozinho, mas isto sou eu a falar com os meus botões.
Palro pelos cotovelos, com monossílabos combinando diferentes consoantes e vogais, sobretudo o “d”, o “t”, o “g”, o “p”, o “b”, o “m”, o “a”, o “i” e o “e”.
Quando estou deveras entusiasmada, dou gargalhadas, guinchinhos e abano os braços para cima e para baixo. Bato palmas, estendo os braços quando quero colo, rebolo e consigo colocar-me de joelhos. Tento erguer-me sozinha mas, de facto, ainda não consigo, apenas agarrada aos pais.
Gosto de comer, sem dúvida, e também de ter comigo uma colher que, alternando com a da mãe, vou levando à boca para trincar. Gosto de beber água e ainda não me esqueci de quão bem sabe um leitinho de vez em quando, sobretudo ao adormecer.
Gosto de tomar banho mas quando a mãe me tira da banheira reclamo. E de que maneira! O mesmo sucede com a muda de fraldas. Não sei porquê mas começo a barafustar quando a mãe me deita no muda-fraldas. Normalmente sossego quando a mãe me dá uma fralda para a mão para eu abaná-la vezes sem conta!
Não gosto de estar muito tempo no ovo pelo que brevemente os pais irão comprar-me uma cadeirinha de viagem para o carro. Gosto do meu carro de passeio, do colo dos pais, das brincadeiras de esconde-esconde, de crianças, de cães e de carros. É verdade, fico fascinada a olhar para os carros sempre que eles passam por mim!
Durante os dias úteis da semana, quando estou em casa dos avós maternos, adoro brincar com o Óscar, o nosso cocker spaniel. “Chamo” por ele com guinchinhos e mal o deixo dormir :-)
Começo a reconhecer-me ao espelho e a constatar que a mãe ou o pai, para além de estarem reflectidos no espelho, também me seguram ao colo. Logo, são uma e a mesma pessoa! De vez em quando ainda tenho a tentação de tentar espreitar por detrás do espelho para ver se está lá alguém...é a minha curiosidade a falar mais alto!
Não gosto mesmo nada de ser contrariada: aprendi a gritar mas os pais, quando me dizem para eu não o fazer, eu sossego e rabujo apenas. Aceito bem o não e quando o ouço páro a olhar para o pai ou para a mãe.
Gosto de ver a Baby TV e já tenho bonecos preferidos: quando eles passam na televisão, paro o que estou a fazer e fico absorta a assistir; do mesmo modo, se estou ao colo, a minha cabeça espreita por cima do ombro para ver melhor os bonecos animados.
Faço sestas breves durante o dia (2 a 3 horas, duas a três vezes por dia) e, durante a noite, acordo em média 2 vezes. Mas adormeço facilmente e os pais nunca me levantam da caminha. Excepto, claro está, se eu estiver desperta ou então se precisar de mudar a fralda. Mas é muito raro eu dar más noites de sono aos pais.Em suma, em 9 meses cresci imenso. Já pedi aos pais para tirar a carta de condução para os levar a passear mas, por ora, eles dizem-me que terei tempo de o fazer. Agora, a minha “profissão” é brincar, dormir, comer, andar e divertir-me!
Etiquetas: 9 meses
sexta-feira, 25 de Julho de 2008
O que são os EEs?
Sempre que o consumidor dispensa alguns minutos para analisar o rótulo das embalagens dos produtos alimentícios, depara-se com uma lista de ingredientes e aditivos utilizados na sua composição. Muitas vezes ocorre que, a dúvida aumenta em vez de diminuir com relação à função e inocuidade dos ingredientes que encontra.
É bem verdade que o domínio de tal “nomenclatura” utilizada nos rótulos dos alimentos apenas é do conhecimento, na maioria das vezes, de um grupo restrito de pessoas embora esta informação devesse ser do conhecimento de todo o consumidor... Para a ajudar a desvendar tais "segredos", este post tem como objetivo esclarecer para que servem os aditivos tão presentes na alimentação moderna e tornar os consumidores mais conscientes do que estão a ingerir.Em 1º lugar é importante saberem que os E's (aditivos alimentares) não contêm fonte nutritiva nenhuma, ou seja, são utilizados pela indústria alimentar simplesmente para alterar a composição do alimento, seja para ficar com mais cor ou mais sabor ou para se conservar durante mais tempo, etc.O primeiro algarismo do código E representa, geralmente, a característica principal do aditivo, pelo que se podem definir as seguintes categorias:
E1: Corantes alimentares de E100 a E180
E2: Conservantes de E200 a E297
E3: Antioxidantes de E300 a E321
E3: Antioxidantes, emulsionantes e estabilizantes de E322 a E385
E4: Emulsionantes, espessantes, gelificantes e estabilizantes de E400 a E485
E5: Ácidos, alcalis, sais, etc., de E500 a E585
E6: Intensificadores de sabor de E620 a E640
E9: Diversos (os edulcorantes vão do código E950 ao E967)
Os códigos E7 e E8 não são ainda utilizados.
Aditivos inofensivos E-100; 101; 103; 104; 105; 111; 121; 122; 132; 140; 151; 160; 162; 170; 171; 175; 180; 181; 200; 201; 202; 236; 237; 239; 260; 261; 270; 280; 281; 282; 290; 293; 300; 301; 302; 304; 305; 306; 307; 308; 309; 322; 325; 326; 327; 331; 332; 334; 335; 336; 337; 401; 402; 403; 404; 405; 406; 408; 410; 411; 413; 414; 420; 421; 422; 440; 470; 471; 472; 473; 474; 475 e 480. Aditivos Cancerígenos E-102; 110; 120; 124; 127; 131; 142; 210; 211; 212; 213; 214; 220; 225; 230; 251; 311; 330; 407; 450.
Aditivos que provocam: perturbações intestinais: E-330; 339; 340; 341; 400; 461; 462; 463; 466 e 467.
Aditivos que provocam perturbações da pele: E-220; 231; 232; 233.
Aditivos que provocam perturbações e alteração na digestão: E-330; 339; 340; 341; 400; 461; 462; 463; 466; 467. cálculos renais: E-447.
Aditivos que provocam acidentes vasculares: E-230; 251; 252 (produtos de charcutaria)
Aditivos que destroem vitamina B12: E-220.
Aditivos que incrementam os níveis de colesterol: E-320; 321.
Aditivos que incrementam o aparecimento de aftas:E-330 .
Aditivos que contribuem para diarreia:E-407.
A maior parte dos aditivos alimentares só pode ser utilizada em quantidades limitadas definidas para cada tipo de género alimentício e é aí que reside o problema. Existe um valor máximo de utilização num produto, mas infelizmente hoje em dia tudo tem aditivos e comemos essa quantidade permitida x um numero imenso de produtos que consumimos ao longo do dia. Por outro lado, é importante não esquecer que os aditivos são testados individualmente, prevendo-se que o cocktail das suas combinações exacerbe e altere os efeitos inicialmente previsto. Ou seja:
1 - Os estudos realizados analisam o aditivo isolado e não quando misturado com outros aditivos, nomeadamente os corantes...tão tipicos nas guloseimas...
2 - O aditivo ao ser estudado, analisa-se o seu efeito isolado no organismo, não o associando ao alimento em si ...
3 - As crianças são um grupo de risco e portanto os seus efeitos serão mais fortes e/ou com efeitos mais intensos.Muitas vezes as mãmãs queixam-se que as suas crianças estão irritadas ou apresentam borbulhas anormais no corpo, por exemplo. Quando me deparo com estas situações penso logo no efeito cruzado, e maléfico, dos aditivos...por isso fiquem atentas! Agora há um problema...os industriais já perceberam que o consumidor mais informado não quer a letra E na lista dos ingredientes e por isso optou a modalidade de pôr o nome completo...mas é fácil de os apanharmos!
- Nome esquisito;
- Como é sempre adicionado em pequenas quantidades, está sempre no final da lista de ingredientes.Saliento ainda que hoje em dia é muito dificil, senão impossível, encontrar-se um produto alimentar sem EE's na sua composição, tratam-se de adjuvantes dos processos industriais que visam prolongar a durabilidade do tempo de prateleira e diminuir o risco de intoxicação alimentar.No entanto, é absolutamente importante que o consumidor esteja atento à inocuidade, ou não, dos alimentos que ingere e dá ao seu filhote também...Pensem nisso.Este post foi realizado em parceria com a mãmã e amiga Zenite.
Draª Solange Burri
Licenciada em Microbiologia
Pós-Graduada em Segurança Alimentar
Univ. Católica Porto
Especialistas dobebé
Fonte: www.dobebe.com
Etiquetas: alimentação
Consulta de pediatria dos 9 meses
Ontem ao fim da tarde a Joana teve a consulta de pediatria dos 9 meses no HCD.
Chegamos cerca de 5 minutos antes da hora da consulta e a ala de pediatria estava praticamente deserta. A salinha de estar com as mesas e cadeiras em ponto pequeno estava vazia. Os brinquedos encontravam-se alinhados em cima de uma mesa, como se por ali não tivesse já passado uma mão cheia de crianças durante o dia.
Fomos imediatamente atendidos por uma assistente que pesou e mediu o perímetro cefálico bem como a estatura da Joana. Ao contrário da última vez, em que a Joana barafustou por lhe tirarem as medidas, ontem nem refilou. Mantemos o P75 no peso (8860grs) e na estatura (72cm). O perímetro cefálico aumento do P75 para o P90 (46cm).
Com a pediatra a relação foi igualmente muito positiva, sendo que a Joana só choramingou um pouco aquando da auscultação. Tirando este senão, a Bolotinha palrou imenso, quis mexer em tudo aquilo que se encontrava em cima da mesa da pediatra e olhava, de quando a quando, muito séria para a médica, como quem diz: “Sim, estou a acompanhar aquilo que estás a dizer!”
Desta consulta resultaram, pois, as seguintes recomendações:
- Uma sopa com carne e outra com peixe (o que já estamos a fazer);
- A partir dos 10 meses, introduzir metade de uma gema de ovo, duas vezes por semana, em substituição da carne;
- A partir dos 11 meses, introduzir a laranja;
- Antes dos 12 meses não introduzir grão, feijão ou ervilhas na sopa do bebé devido à flatulência que provocam; - Ingerir muita água, sobretudo nos dias de mais calor (já fazemos);
- Vestir roupa 100% algodão, que é a que permite uma melhor respiração da pele do bebé (já fazemos, desde que a Joana nasceu);
- Nos dias de maior calor não há qualquer inconveniente no facto do bebé dormir apenas com a fraldinha (já fazemos).
Paralelamente, a pediatra facultou-nos um folheto relativo à prevenção de acidentes domésticos, com várias dicas de segurança para cada uma das divisões da casa. Segundo a médica, a partir dos 9 meses, e com a crescente mobilidade do bebé, a casa deixa de ser um espaço totalmente seguro para a criança, sendo a cozinha um local “proibido”. Assim, frisou a importância do Parque Lúdico (ainda bem que o compramos!), no qual a criança pode estar segura a brincar enquanto os pais não estiverem junto dela.
Brevemente irei colocar aqui os conselhos de segurança patentes no folheto que nos foi facultado pois nele constam conselhos imprescindíveis.
E, agora, voltamos a ver a pediatra aos 12 meses. Já vamos a caminho do primeiro ano de vida...preciso que me belisquem pois não sei como é que o tempo passou...!
quinta-feira, 24 de Julho de 2008
As amigdalites
A amigdalite geralmente ocorre num quadro de infecção geral da garganta e pode ser causada por diversas bactérias ou vírus. Nas crianças pequenas a doença pode manifestar-se por perda de apetite, e febre ligeira. Na criança mais velha começa com febre a 38º, dores na garganta, especialmente ao engolir, arrepios de frio, e aspecto enfraquecido.
Sinais e sintomas
As amígdalas são aglomerados de tecido chamado linfóide, que se situam dos dois lados da zona posterior da garganta. São órgãos de defesa da parte superior das vias respiratórias, fazendo parte, junto com os adenóides, amígdala lingual e outras formações do mesmo tecido, do que se designa como “Anel de Waldayer” .Amigdalite é a inflamação e ou infecção das amígdalas. Estas podem estar aumentadas de volume, vermelhas, com pontos brancos e recobertas, no todo ou em parte, com membrana que pode ser amarelada, cinzenta ou esbranquiçada. Nas crianças pequenas a doença pode manifestar-se por recusa do mamar ou biberão, e febre ligeira. Na criança mais velha começa com febre a 38º, dor na garganta, especialmente ao engolir, arrepios de frio, e mau aspecto geral da criança. Pode haver perda de apetite e gânglios aumentados e dolorosos na parte lateral do pescoço.
Descrição
A amigdalite geralmente ocorre num quadro de infecção geral da garganta (faringite). Pode ser causada por diversas bactérias ou vírus e habitualmente ou sintomas são os mesmos, qualquer que seja o agente causador. A determinação deste é efectuada por cultura do exsudato da garganta (colheita indolor a que habitualmente se designa por “zaragatoa”) A bactéria que habitualmente se pesquisa é o “streptococcus b hemolítico do grupo A” Para além de ser a mais frequente, ela também é a mais susceptível de dar complicações gerais quando há amigdalites de repetição. De entre os vírus que podem causar amigdalites, os mais frequentes são os adenovírus (muito comuns nos primeiros meses, vírus influenza, vírus Epstein-Barr (mononucleose), parainfluenza (croup), laringite, etc.), enterovírus ( herpangina) etc.
Duração
O período de incubação (desde a infecção ao aparecimento dos sintomas) é de 2 a sete dias para as amigdalites estreptocócicas. No caso das amigdalites víricas vai de 18 horas (influenza) a 5 a 8 semanas (Epstein-Barr). Quando a causa é um estreptococus, e a medicação é adequada, a febre começa a diminuir ao segundo dia e desaparece ao 5º-6º dia. O tratamento deve prolongar-se ate ao 12º dias. As amígdalas e gânglios do pescoço ainda levam algumas semanas a voltar ao normal. Quando o agente causal é um vírus, em regra em 5 dias tudo volta ao normal, excepto com o vírus da mononucleose, em que a dor de garganta aumenta até ao sétimo dia, mas melhora 8 a 10 dias mais tarde.
Contagiosidade
A amigdalite é uma doença contagiosa, especialmente em ambiente familiar ou de creches, infantários, escolas, etc. O contacto faz-se de criança a criança, ou de adulto a criança, através de dos fluidos nasais ou faríngeos. Quando a bactéria é o streptococo, é de prever que um ou mais membros da família sejam portadores sãos, o que deve levar a um despiste em toda a família.
Prevenção
Deve evitar-se o contacto com doentes com amigdalite aguda. Em casa evitar o contágio com utensílios de comer e beber, que dever ser separados do resto da família e depois bem esterilizados. Lavagem cuidadosa e frequente das mãos. Evitar os beijos e carinhos mais íntimos com o doente. Não frequentar o infantário ou escola.
Quando consultar o médico
Deverá consultar o seu médico sempre que a criança apresentar os sintomas de amigdalite. Se já estiver em tratamento e a criança apresentar qualquer destes sintomas: dor de ouvidos, erupção cutânea, e se após alguns dias de normalização a temperatura voltar a subir, tosse com mucosidades, descarga nasal com muco com sangue, dor no peito, convulsões, dores nos ossos ou articulações, náuseas ou vómitos, consultar imediatamente o médico.
Tratamento médico
Quando o agente da doença for o estreptococo, o seu médico vai trata-la com antibióticos. O mesmo não sucederá se a causa for um vírus. Para determinar qual o micróbio, o seu médico pedirá um exame bacteriológico (zaragatoa). Actualmente já o seu médico poderá fazer um teste “instantâneo) que poderá em 30 minutos saber se é infecção estreptocócica e iniciar imediatamente o tratamento. O antibiótico de eleição é a penicilina de preferencia injectável. No caso de alergia à penicilina ele prescreverá outros antibióticos de substituição. O tratamento de ser completo afim de prevenir complicações (febre reumática, abcesso periamigdalino, etc.) No caso de amigdalites de repetição, por vezes há a necessidade de recorrer à intervenção cirúrgica, para ablação das amígdalas.
Tratamento em casa
A amigdalite provoca dor ao engolir. A criança deve ingerir mais líquidos e alimentos moles, sopas, batidos com leites, etc. Medir a temperatura de 12 em 12 horas. Deve ficar em repouso no leito e tomar medicação para as dores. Se a criança for mais velha, pode fazer gargarejos com desinfectantes ou agua salgada morna. Se a criança manifestar secura de garganta, humidificar o ambiente do quarto.
Fonte: Pink Blue
Dentinhos à vista?
No passado Domingo, a Joana deu-nos a pior noite de sempre: acordou por volta das 01:00 e só adormeceu perto das 04:30. Estava desperta mas, aqui e ali, pairava o sono. Sentimos que ela não sabia como voltar a adormecer. Felizmente, durante o dia, a Joana dormiu algumas sestas: foi o que nos valeu para repormos o sono!
De facto, a Joana tem estado cada vez mais bicho-carpinteiro, quer morder tudo (desde o bico do patinho do banho ao meu ombro) e baba-se cada vez mais, em doses industriais. Observando as gengivas encontro-as esbranquiçadas, sem altos. Mas toda esta baba intriga-me...as fezes também estão mais moles mas o apetite mantém-se e nada de febre.O pai diz que poderá vir aí um dentinho. Eu também penso que sim mas não para os dias imediatos...se agora é o incómodo da comichão nas gengivas como é que será que a Joana irá suportar a dor do dente a romper? Só de pensar fico com um nó na garganta...
Etiquetas: dentes
quarta-feira, 23 de Julho de 2008
Uma gotinha salvadora
Através de uma simples análise de sangue podem detectar-se de forma precoce algumas doenças que podem ter efeitos muito sérios na evolução do bebé.
O chamado teste do pezinho é muito simples de realizar. Efectua-se entre o 4º e o 8º dia de vida, no centro de saúde da área da residência ou no hospital caso ainda estejam internados nessa altura. O objectivo da análise é detectar a presença de duas das principais doenças congénitas que podem causar sérios danos neurológicos: o hipotiroidismo e a fenilcetonuria. É fundamental que os pais conheçam a existência (ou não) de alguma destas doenças antes que o bebé tenha um mês.
O hipotiroidismo congénito é uma doença não hereditária produzida pelo desenvolvimento anormal ou pela ausência da glândula tiróide. Esta glândula - situada no pescoço- produz a hormona tiroideia, que intervém no crescimento e desenvolvimento. Quando esta glândula falta ou se desenvolveu anormalmente, não se produz a hormona tiroideia, que é fundamental para o desenvolvimento do sistema nervoso nos primeiros momentos de vida. A sua falta durante as primeiras semanas de vida produz graves danos ao cérebro, que causam incapacidade mental (atraso mental). Por este motivo, é importante que se detecte e trate de forma precoce, e assim evitar danos neurológicos sérios.
Como esta doença não tem sintomas, é necessário detectá-la através de uma prova de laboratório. O tratamento consiste em suprimir a carência de hormona tiroideia que o bebé tem, e para isso administra-se-lhe um comprimido diário. Trata-se de substituir o que a glândula tiroideia não é capaz de produzir. Com a administração desta hormona de forma precoce, os bebés crescerão totalmente normais. Na maior parte dos casos esta doença é definitiva, ou seja para toda a vida, embora uma pequena percentagem possa recuperar-se.
Fenilcetonuria
A fenilcetonuria é uma doença provocada pela incapacidade do organismo de metabolizar uma substância (aminoácido) chamada fenilalanina, que se encontra nas proteínas de alguns alimentos. Devido a não ser metabolizada, a fenilalanina vai acumulando-se no organismo. Esta acumulação lesa o cérebro do bebé e deixa graves sequelas neurológicas. Se não se detectar a tempo, produz diferentes graus de incapacidade mental.
Se a doença for detectada de forma precoce, os seus efeitos podem prevenir-se totalmente, mas o tratamento deverá fazer-se durante toda a vida, uma vez que não tem cura. Não obstante, seguindo a dieta, as crianças serão totalmente normais. O tratamento da fenilcetonuria consiste numa dieta especial pobre em fenilalanina, para evitar a sua acumulação no organismo.Os alimentos que contêm maior quantidade de fenilalanina são as carnes, os ovos e o leite, o que quer dizer que a dieta será bastante semelhante a uma dieta vegetariana. Como o leite materno também contém fenilalanina, até há algum tempo também era contra-indicado o aleitamento nos recém-nascidos que sofriam desta doença. A tendência actual é que os bebés recebam uma alimentação mista, ou seja, que continuem a tomar leite materno mas com um complemento que seja pobre em fenilalanina. Esta doença afecta um em cada 8.000 a 10.000 recém-nascidos e é definitiva, ou seja, para toda a vida.
O diagnóstico precoce também é importante para um conjunto de outras doenças que contudo não se realiza de forma sistemática em Portugal, ao contrário de outros países. Destes destacamos :
Fibrose quística
Embora hereditária, trata-se de uma doença do tipo recessivo, que afecta uma em cada 2.500 crianças. As pessoas que a padecem – devido a causas genéticas – falta-lhes algum tipo de secreções (o que quer dizer que alguma substância do organismo não funciona bem). A fibrose quística pode ter diferentes graus, desde formas muito leves até às muito severas, nas quais geralmente aparecem dificuldades respiratórias e intestinais. Embora não exista um tratamento para evitar os seus efeitos, eles podem ser melhorados. Mesmo nos casos mais severos, com uma detecção atempada e tomando medidas preventivas poder-se-á melhorar muito. Detectá-la de forma precoce faz com que os pais tenham um melhor assessoramento pediátrico para tomar as medidas de prevenção mais importantes face a uma constipação, uma diarreia, etc., e assim poder proporcionar aos seus filhos uma melhor qualidade de vida.
A galactosemia
É uma doença hereditária caracterizada pela impossibilidade de degradar a lactose, que é um açúcar que se encontra no leite. Se for detectada a tempo – antes do primeiro mês de vida – com uma dieta livre de lactose o bebé poderá levar uma vida normal. Caso contrário, esta doença pode produzir atraso no crescimento, problemas hepáticos e renais, e atraso mental. Esta é a menos frequente de todas as doenças das quais se faz pesquisa neonatal (aproximadamente um em cada 60.000 nascimentos).
Hiperplasia supra-renal congénita
É uma doença hereditária devida a um defeito nas glândulas supra-renais que, se não for detectada a tempo, pode produzir problemas de desidratação, de crescimento e de desenvolvimento. O diagnóstico precoce e o tratamento previnem os quadros graves e melhoram o crescimento dos bebés afectados. O tratamento consiste – assim como no caso do hipotiroidismo – na administração de uma hormona.
No caso do hipotiroidismo congénito e da fenilcetonuria, a realização da análise é obrigatória. Estes estudos realizam-se em todos os países desenvolvidos e progressivamente esta prática vai-se alargando aos restantes. Em Portugal existe uma lei que contempla a obrigatoriedade quanto à prática do teste do pezinho ou diagnóstico precoce, entre o 4º e o 8º dia de vida.
Fonte: Sapo Bebé
Etiquetas: análises ao sangue
De pé!
A Joana só quer estar de pé: no chão, sem nada para lhe servir de apoio, a não ser os braços dos pais; em cima do sofá, agarrada às costas do mesmo; agarrada ao rebordo do Parque Lúdico; no chão do quarto, agarrada ao rebordo da cama...
E quando a tentamos sentar faz birra. Não quer e não adianta contrariarmo-la!Eis três fotografias em que a Bolotinha está agarrada ao rebordo do Parque Lúdico (duas primeiras fotografias) e, no chão, agarrada ao sofá, sem qualquer apoio da nossa parte (apenas atenta supervisão):


Etiquetas: andar
A bola
O mais recente brinquedo da Joana é uma bola: ela adora-a!
Não a larga, para além de ser um óptimo mobile para ela investir no gatinhar. Mas, sinceramente, o que a Bolotinha gosta mesmo é quando eu a seguro de pé e ela dá os primeiros passitos em direcção à bola. Aqueles pezitos e os primeiros movimentos bruscos do pé de encontro ao chão são tão amorosos :-)
Etiquetas: brinquedos
terça-feira, 22 de Julho de 2008
Novas causas explicam morte súbita
Novas causas acabam de ser avançadas para explicar a morte súbita do lactente. Segundo um estudo publicado na revista “Science”, este problema poderá dever-se a uma anomalia do desenvolvimento neuronal. A equipa do Laboratório Europeu de Biologia Molecular, que estudava os efeitos comportamentais da serotina, conseguiu mostrar que perturbações desta substância que permite a comunicação entre os neurónios podem provocar a morte. Por seu turno, o Hospital Infantil Great Ormond Street e o Instituto de Saúde Infantil de Londres descobriram que talvez algumas bactérias, como a Estafilococos aureus ou a Escherichia coli, sejam as causadoras da morte. Os investigadores analisaram 546 bebés que morreram repentinamente e sem explicação e detectaram em muitos deles a presença de níveis elevados destas bactérias.
Etiquetas: sono
Meta: Mãe!
Upa, força nos braços...
E dou meia volta...
Estou quase a chegar à mãe...
Mãe, consegui!
Etiquetas: gatinhar
segunda-feira, 21 de Julho de 2008
Nova técnica ajuda prematuros
A Colômbia, país que “inventou” o método canguru (o contacto pele com pele do bebé com a mãe que melhora o estado de saúde do prematuro), criou um novo sistema para ajudar os bebés nascidos antes do tempo: espreguiçadeiras de 50 a 60 colocadas dentro da incubadora que ajudam os bebés a relaxar e a dormir melhor, ao mesmo tempo que evitam lacerações na pele. Além disso, ao sentirem-se totalmente protegidos, os bebés recordam a sua estada no útero materno, o que os ajuda a descansar melhor e, assim, a evoluir positivamente.
Fonte: Bebé d’hoje
Etiquetas: prematuridade
Carrinho de passeio
Ontem montamos o carrinho de passeio da Chicco uma vez que o ovo já está pequeno para a liberdade de movimentos que a Joana faz questão, e muito bem, de exercitar.
A Joana adorou a sua nova “poltrona”, fazendo inclusive uma birra quando a tiramos do carrinho, ainda em casa, depois de ajustarmos os cintos de segurança.
Ao final da tarde fomos passear até aos jardins de Belém, em frente ao Mosteiro dos Jerónimos. Este local é muito especial para nós pois, nos dias quentes de Verão do ano passado, íamos passear nestes mesmos jardins: eu com a minha barriga charmosa, habitualmente protegida com um vestido e sandálias nos pés. Sabia tão bem sentir o fresquinho do entardecer!
E assim, ontem, regressamos a casa com a mesma sensação de passeio revigorante. E a Joana também adorou!

Etiquetas: pais e filhos
domingo, 20 de Julho de 2008
Miminho inspirador
Fomos hoje presenteados com um miminho que muito agradecemos à mamã do Martim (http://paratimartim2.blogspot.com/) e que desejamos dedicar a todas as nossas leitoras e respectivos filhotes!
Obrigada, mamã Carina, obrigada Martim!
Etiquetas: miminhos
O salmão
Ontem introduzimos na sopa do almoço da Joana um novo peixe, o salmão.
Depois das primeiras duas colheres, em que esteve a explorar o novo sabor, decidindo se gostava ou não, a Bolotinha acabou por comer a sopa quase toda. Penso que ela ficou a gostar mais de salmão do que de pescada. E eu também porque, para além do sabor, o salmão não deixou qualquer tipo de cheiro na cozinha, o mesmo não acontecendo com a pescada, apesar do exaustor ligado.
Segundo o portal da Nestlé, o salmão é classificado como um peixe gordo, possuindo um teor elevado de ácidos gordos polinsaturados. Possui proteínas de elevado valor biológico, destacando-se ainda o teor de vitaminas lipossoluveis: A,D,E e K bem como o seu conteúdo em vitaminas B6 e B12. Nos minerais destacam-se o fósforo e magnésio.
O salmão, como qualquer outro peixe, deve conservar-se a baixas temperaturas para evitar o crescimento bacteriano responsável pela sua putrefacção.
A fim de saber se está fresco, importa verificarmos se a consistência é firme. Caso esteja inteiro verifiquemos se as guelras estão vermelhas e os olhos brilhantes e não fundos.Para se manter em condições óptimas, o salmão deverá ser comprado imediatamente antes de voltar para casa. Devemos conservá-lo no frigorífico, na parte mais fria, não mais de 48H. Caso o consumo não se verifique neste período de tempo, deveremos conservar o salmão no congelador, mantendo as suas qualidades nutricionais durante dois a três meses.
Etiquetas: diversificação alimentar, sopa
sábado, 19 de Julho de 2008
Os dias (contados) de um livro?
"As mochilas podem ter os dias contados. O mote do projecto “Caderno Digital” não é “Aprender sem livros”, mas a sugestão assenta-lhe como uma luva. No início do próximo ano lectivo, os alunos do ensino básico da Maia vão poder aceder a todos os conteúdos leccionados e trabalhos realizados nas aulas através de uma simples pen drive. Todo o peso dos livros e cadernos pode agora ser substituído por uma pequena caneta USB facilmente transportável no estojo, pendurada ao pescoço ou até no bolso.A iniciativa, pioneira no país, pretende simplificar o processo de estudo aos alunos – através de uma maior interacção multimédia com as novas tecnologias – e, também, expandir a ligação entre pais, educandos, professores e município."
Ao ler este artigo, publicado no Jornal “Público”, não pude deixar de sentir uma certa nostalgia em relação aos deliciosos livros escolares.
Os meus pais guardaram a maioria dos meus livros escolares, pelo menos até ao 7ºano, sendo que a partir daí fui eu a guardar os livros das minhas disciplinas preferidas. Os de Matemática dava-os sempre à biblioteca da escola ou iam para filhos de colegas de trabalho dos meus pais.
Ao olhar para os livros, sobretudo para os mais antigos, deparo-me com ilustrações magníficas, textos mágicos, simples e ternurentos.
Perante esta noticia pergunto-me se os livros escolares poderão vir a estar em vias de extinção. Sou a favor dos avanços tecnológicos mas defendo que estes não deverão por em causa uma fonte desenvolvimental tão primordial como é um livro. Um livro lê-se mas também se sente. Há algo melhor do que abrir um livro e respirar o cheiro do papel?Há algo melhor do que desfolhar um livro?Há algo melhor do que ir “engolindo” páginas e páginas quando o enredo nos envolve completamente?Onde ficarão estas sensações se colocarmos um livro dentro de uma pen?Ler um livro num computador é a mesma coisa do que ler um livro nas nossas mãos?
Claro que, actualmente, os alunos têm (cada vez) mais manuais escolares. As mochilas são cada vez maiores, o que, na minha opinião, é errado, precisamente porque, ao albergarem mais, pesarão mais, logo a coluna dos alunos estará seriamente comprometida. Para isso existem os cacifos. Para isso existem os manuais propriamente ditos e os manuais de exercícios. Porque é que os dois tipos de manuais têm que (ou deveriam) acompanhar o aluno diariamente? Se este tiver 5 disciplinas por dia irá trazer consigo 10 livros?Aqui a questão da pen é pertinente. Como suporte, sim. Mas não como substituta exclusiva dos livros. Para além de ser uma acérrima defensora dos direitos das crianças e dos direitos dos animais, sou também uma acérrima defensora dos livros. Ainda me lembro o quão impressionada ficava quando alguns colegas meus da escola diziam que, no final do ano, queimavam sempre os livros...e, hoje em dia, já me aconteceu oferecer um livro a algumas pessoas e ter como resposta um morno sorriso, acrescentado de “Aaaahhhh, um livro...”. Digo-vos que, em ambas as situações, caiu-me o coração aos pés. No fundo, inquieta-me a indiferença com que os livros são tratados. No fundo, inquieta-me saber que as pessoas dispensam um livro em prol de uma qualquer gadget tecnológica. Felizmente cresci rodeada de livros. Felizmente dou a conhecer o mundo dos livros à Joana porque defendo que um livro é uma das melhores e maiores fontes de formação de uma pessoa. Mesmo sabendo que as novas tecnologias são deveras apelativas penso que tudo poderá coexistir numa serena harmonia. É uma questão de equilíbrio e, no fundo, de bom-senso.
Etiquetas: livros
O papel do pai na amamentação
Actualmente falamos muito em Aleitamento Materno mas sempre na perspectiva da Mãe. No entanto, penso que é importantíssimo incluír o pai neste processo.Em Portugal sabemos que apenas 40% das mães atinge 6 meses de aleitamento materno (ainda que cada vez mais as recomendações da Organização Mundial de Saúde sejam divulgadas: 6 meses de amamentação em exclusivo e complementar até aos 2 anos ou mais) .
As causas que levam a esmagadora maioria das mães a desistir da amamentação prendem-se com a insegurança, a falta de informação e a crença de que o seu leite não é suficiente em quantidade ou qualidade para alimentar o bebé.
Posto isto, o pai desempenha aqui um papel fundamental na transmissão de segurança à sua companheira. Se o próprio pai do bebé não for o primeiro a incentivar a amamentação e a conhecer os seus benefícios, a mãe sentir-se-à muito menos confiante.
Deixo-vos, então, um belíssimo texto do pediatra Marcus Renato[1] sobre a participação do pai neste período tão importante na vida do bebé e da sua mãe:
Dez Passos para a participação efectiva e afectiva do PAI no apoio ao Aleitamento Materno
1. Encoraje e incentive a sua mulher a amamentar: Por vezes ela pode estar insegura da sua capacidade de aleitar. O seu apoio será fundamental nessas alturas.
2. Divida e partilhe as mamas da sua mulher com o bebé: Mesmo que seja difícil aceitar, lembre-se que a amamentação é um período passageiro. Dê prioridade ao seu filho(a).
3. Sempre que possível, participe do momento da amamentação: A sua presença, carícia e toque durante o acto de amamentar são factores importantes para a manutenção do vínculo afectivo do trinómio mãe+filho(a)+pai.
4. Seja paciente e compreensivo: No período de amamentação é pouco provável que a sua mulher possa manter a casa, as refeições e o seu próprio aspecto de formas impecáveis. As necessidades do recém nascido são prioridades nesta fase.
5. Sinta-se útil durante o período de amamentação: Coopere nas tarefas do bebé na medida do possível: trocar fraldas, ajudar no banho, vestir, embalar, etc. Quando a mãe estiver a amamentar, ofereça-lhe um copo de sumo de frutas ou de água, ela vai adorar!
6. Mantenha-se sereno: Embora o aleitamento traga muitas alegrias, também traz muitas dificuldades e cansaço. Por vezes a sua mulher pode ficar impaciente. Mostre carinho e compreensão neste momento. Evite discussões desnecessárias para não prejudicar psicologicamente a descida do leite.
7. Procure ocupar-se mais dos outros filhos (se os tiverem): Para que não se sintam rejeitados com a chegada do nov(a)o irmã(o). Isto permitirá à sua mulher dedicar-se mais ao recém-nascido.
8. Mantenha o hábito de acariciar as mamas da sua mulher: Se costumava fazê-lo. Estudos demonstram que quanto mais uma mulher é sensível às carícias do companheiro, mais reagirá à estimulação rítmica de seu bebé.
9. Fique atento às variações do apetite sexual da sua mulher: Algumas mulheres reagem com um aumento da libido, outras com uma diminuição, são alterações normais. Esta é a ocasião para o casal vivências novas experiências e hábitos sexuais, adaptando-se ao momento.
10. Não traga para casa latas de leite, biberões ou chuchas: O sucesso deste período, em grande parte depende, da sua atitude. O Aleitamento Materno exclusivo até aos seis meses e o seu carinho são tudo o que o bebé necessita para crescer inteligente e saudável.
O Pai na Amamentação, por Dr. Marcus Renato
[1] Marcus Renato de Carvalho é formado em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em medicina preventiva e social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com mestrado em saúde pública pela Escola Nacional de Saúde Pública/Fio Cruz, é pós graduado em manejo clínico da lactação pelo Welistart International San Diego e especialista em amamentação pelo International Board Certified Lactation Consultant, além de pediatra docente do Departamento de Pediatria da UFRJ e editor do site (www.aleitamento.com).
Sofia Carvalho
Etiquetas: amamentação, pais e filhos
sexta-feira, 18 de Julho de 2008
Telemóveis – Parte II
E contra a minha expectativa, o telemóvel preferido da Joana é mesmo o dela, sem margem para dúvidas. Fiz várias tentativas (liguei os telemóveis e mudei-os de posição) e a mão nunca vacilou no caminho para o telemóvel mais colorido. Bom gosto, filha!
Etiquetas: diversos, pais e filhos
Telemóveis – Parte I
Na fotografia ao lado podem ver, da esquerda para a direita:
O telemóvel do pai;
O telemóvel da mãe;
Um telemóvel que já foi da mãe mas que agora é da Joana;
O telemóvel (a sério!) da Joana
Pergunto-vos: qual dos telemóveis é que, na vossa opinião, reúne a preferência da Joana?
Etiquetas: diversos, pais e filhos
A colher tomou banho
A Joana acabara de comer a sopa. Como sempre, dou-lhe uma colher para a mão pois ela adora levá-la à boca por si mesma. Primeiro a colher dela, depois a minha, que leva consigo a sopa. Término da refeição. Toca a tomar banho! Dispo-a, lavo-lhe a carinha, os olhos e as orelhas com soro fisiológico. Banheira. Tudo isto com a colher na mão. Sem a largar!
É caso para perguntar: será a colher a próxima rival dos patinhos na banheira?!
Etiquetas: banho
quinta-feira, 17 de Julho de 2008
Promoção da literacia precoce
Ler um livro... a partir dos seis meses de idade. Sabemos hoje que o desenvolvimento das potencialidades de uma criança que a vão tornar mais capaz em termos de linguagem, de leitura e de escrita, se processa desde o primeiro ano de vida.
Por isso, todas as oportunidades de cantar, contar histórias, fazer puzzles, garatujar, pintar, ou ler livros, são decisivas para o seu futuro.
Na verdade, a partir dos seis meses de idade as crianças começam a interessar-se por figuras e imagens e a associá-las a sons. É por isso que a partir desta idade se devem introduzir os primeiros livros (feitos de materiais seguros, como cartão grosso, esponja, pano ou de plástico), que devem conter figuras simples, coloridas e facilmente identificáveis. O adulto deve introduzir o jogo de apontar e nomear a figura, associando uma imagem e um som.
A introdução precoce dos livros infantis e adequando sucessivamente a técnica de leitura e o tipo de livros às diversas idades fomenta a familiaridade com o objecto livro e do seu manejo tornando-o numa referência quotidiana.
No que se refere ao conteúdo, diversifica e amplia a linguagem utilizada com a criança, amplia a realidade, estimula a imaginação, a associação de ideias, a capacidade de concentração, ajuda a lidar com emoções e medos, transmite regras e sistemas de valores.
O livro é também uma ponte emocional entre as crianças e os adultos, ajudando-os a interagir e a estar juntos, ajuda a criar um ambiente de segurança; contribuindo para a vivência do livro como algo emocionalmente compensador e pode pertencer ao ritual de transição na hora de dormir.
A idade com que se inicia a leitura de livros às crianças é um factor que decididamente favorece o desenvolvimento da linguagem e do interesse e prazer que aquelas terão nessa actividade no futuro.
A estimulação precoce com livros e a interacção com os adultos no ambiente familiar está associada a um maior desenvolvimento da linguagem, a um maior interesse precoce por livros e a um desenvolvimento de aptidões essenciais para o futuro da criança.
Por isso a leitura de livros em voz alta às crianças (e a partir dos seis meses de idade), é a tarefa individual com mais impacto na capacidade de leitura e de adaptação escolar.
O grau de literacia relaciona-se directamente com os anos de sobrevivência, com a capacidade de entender mensagens na área da saúde, com a auto-estima, com a capacidade de melhorar os estilos de vida, de auto-manejo nas doenças crónicas, etc
Por estas razões, não se esqueça de ler uma história ao seu filho(a) todos os dias. Poucos gestos tão simples têm tão grande repercussão. Por isso ler às crianças é uma recomendação do seu médico. Porque a educação faz bem à saúde.
Os médicos que trabalham com crianças(Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral, Sociedade Portuguesa de Pediatria), em parceria com o Plano Nacional de Leitura e em articulação com a DGS e o Alto Comissariado para a Saúde, estão a elaborar um projecto de promoção da literacia precoce, pelo que em breve, poderemos esperar noticias no ramo da promoção da literacia precoce.
Fonte: Sociedade Portuguesa de Pediatria
Etiquetas: livros
Joana, a exploradora
Vejamos o que é que eu vou escolher daqui...

Acho que é a bola cor-de-rosa...

Não...afinal mudei de ideias...


Etiquetas: brinquedos, pais e filhos
Comprinhas da avó paterna
Um conjunto da Gant, composto por calças, camisolinha e sapatilhas:


Etiquetas: calçado infantil, vestuário infantil
quarta-feira, 16 de Julho de 2008
Quero o meu corpo de volta!
Quase todos os dias aparecem na imprensa cor-de-rosa as figuras públicas que acabaram de ser mães - sejam elas actrizes, modelos ou só famosas «porque sim». À fotografia desfocada, tirada à socapa, à saída da maternidade, segue-se, passado pouco tempo, o mínimo possível, a fotografia que marca o regresso à vida pública e mostra, invariavelmente, uma fantástica forma física e uma silhueta invejável. Numa sociedade onde o ideal de beleza passa pela magreza extrema, esperar seis meses a um ano para voltar a ser o que se era antes de engravidar (período considerado necessário pelos especialistas) parece uma eternidade para um número crescente de mães. Toda a gente pergunta quantos quilos se ganhou, quantos quilos já se perdeu, toda a gente lê revistas e vê as fotografias dos anúncios. E a frustração aumenta quando se têm como modelos as tais estrelas de cinema que conseguem ostentar aquele «corpinho» duas ou três semanas após o parto. Acontece que, na vida real, é impossível recuperar num abrir e fechar de olhos - partindo do princípio de que é irreal para quase toda a gente passar todos os dias horas a fio num ginásio, pagar tratamentos sofisticados em centros de estética e o acompanhamento de um nutricionista ou fazer cirurgias plásticas para pôr rapidamente «tudo no sítio». É normal e saudável que uma mulher se preocupe com a sua aparência, com a sua forma física, com a sua dieta. É normal que sinta alguma frustração por não conseguir vestir o número que vestia antes. Não é normal nem saudável que, depois de o bebé nascer (ou em qualquer altura da vida) faça dessa preocupação o centro da sua existência e que os sentimentos negativos em relação ao seu corpo se tornem a única coisa capaz de sentir. Entrar em dietas loucas, vomitar a seguir às refeições, passar horas no ginásio, chorar descontroladamente, perder o sono, isolar-se, não querer sair de casa são alguns dos sinais que podem alertar quem está mais próximo para um problema grave. Escusado será dizer que todas as relações - com o marido, com o bebé, com outros filhos - sairão afectadas por este mal-estar psicológico. Dar a volta ao problema é quase sempre possível e inquestionavelmente urgente. Em Portugal não há números que retratem esta realidade, nem se sabe quantas mães desenvolvem distúrbios alimentares no pós-parto, mas segundo um inquérito divulgado recentemente na Grã-Bretanha, a maior parte das mães está descontente com o seu corpo no período pós-parto.
Fonte: Pais&Filhos
Às 19:29 de ontem...
...a Joana gatinhou pela primeira vez! Foi apenas um “degrau” para a frente, articulando braços e pernas mas já temos uma nova etapa a caminho de ser conquistada.
De igual modo, a Joana já se põe de joelhos, agarrando-se a nós ou a algum apoio alto, por forma a erguer-se. Força, filha!
Etiquetas: andar, desenvolvimento infantil, gatinhar
A origem das palavras...
...está, segundo a Bolotinha, na boca. Pois claro! A Joana adora observar a forma como articulamos as palavras, observando o movimento dos nossos lábios. Fica de tal modo intrigada que mete os seus dedos nas nossas bocas, como que querendo agarrar os sons!
Etiquetas: pais e filhos
terça-feira, 15 de Julho de 2008
O meu filho range os dentes
Felizmente, os pais podem ficar descansados em relação a este problema, já que os especialistas são unânimes em dizer que o bruxismo isolado, que ocorre numa criança saudável, resolve-se espontaneamente e não a acompanha para a idade adulta.
• A criança queixa-se frequentemente da face ou mandíbula doridos pela manhã.
Fonte: Educare
Etiquetas: dentes
No hipermercado
Durante o passado fim-de-semana fomos às compras, como habitualmente sucede. A diferença foi que madrugamos (ou, melhor, a Joana madrugou!) e chegamos ao hipermercado pouco depois da hora de abertura. Foi óptimo fazermos as compras sem grandes multidões, sem dúvida. Quando estávamos a colocar as compras no tapete rolante, a Joana desenrola uma “conversa” infindável: no meio de guinchinhos, abanar de braços, “pedalar” de pernas, a Joana colocou as pessoas das caixas limítrofes a olhar para nós, dado o seu discurso eloquente. Quer eu quer o pai não conseguimos conter a diversão e também o orgulho, verdade seja dita! As pessoas também sorriam, comentavam divertidas a genica da Bolotinha e acenavam-lhe ao que ela respondia com um palrar ainda mais animado!
Etiquetas: pais e filhos, palrar
Aos olhos do pai
Depois dos beijinhos, do pedido de colinho e do prelúdio do acenar, o gesto preferido do pai é quando a Joana abana a cabeça para um lado e para o outro, como se estivesse a dizer “Não!”.Assim, quando estamos os três a brincar e a Joana, ainda involuntariamente, abana a cabeça, o pai ri-se desmedidamente. E eu também porque a expressão da Bolotinha fica mesmo catita: é um “Não!” despreocupado mas ao mesmo tempo acompanhado de um olhar muiiiiito charmoso :-)
Etiquetas: pais e filhos
segunda-feira, 14 de Julho de 2008
Crianças sobredotadas: Nasce-se inteligente
Acabem-se os mitos! As crianças sobredotadas não são génios nem têm necessariamente de ter as notas mais altas da turma. Saiba ainda que essas crianças não têm obrigatoriamente de ser boas em todas as áreas, “As crianças sobredotadas reúnem capacidades significativamente acima da média, em alguns domínios”, explica a Prof. Doutora Helena Serra, professora coordenadora da Escola Superior de Educação Paula Frassinetti e presidente da Associação Portuguesa de Crianças Sobredotadas (APCS). Normalmente, estas crianças apresentam uma grande criatividade, um bom desenvolvimento intelectual, pensamento criativo e uma aptidão académica específica. São crianças extremamente curiosas e devem ser motivadas para que não surja qualquer espécie de desinteresse pelas actividades que desenvolvem. “Estes miúdos podem revelar altíssimas capacidades a que correspondem desempenhos múltiplos de inteligência”, explica a presidente da APCS.
Sinais que não devem ser ignorados
Alguns estudos científicos efectuados noutros países indicam que há entre 3 a 5% crianças sobredotadas. No entanto, ainda não existem estudos nacionais que nos indiquem a sua prevalência em Portugal. “Estamos com vontade de fazer este estudo baseado numa amostra significativa”, comenta Helena Serra. As manifestações surgem quando as crianças são ainda muito pequenas. “Muitas vezes, os próprios pediatras apercebem-se que a postura, a atitude e a maneira de reagir da criança na consulta de pediatria é diferente. Há pais que são alertados pelos próprios pediatras para procurarem orientação para a educação dos filhos. Isto pode acontecer quando as crianças têm dois, três anos”, explica Helena Serra. Os sinais mais frequentes e a que os pais devem estar atentos podem passar por desempenhos desenvolvidos a nível do vocabulário, da adjectivação e da estrutura da frase. “Há crianças que apresentam uma grande riqueza de frases e outras têm uma grande aptência por números ou símbolos. Por exemplo, em idades muito pequenas, são capazes de decorar matrículas e marcas de automóveis”. Outras desenvolvem capacidades de leitura fora do comum ou caracterizam-se por competências a nível musical ou de outro tipo de artes. “Noutros casos, as crianças revelam-se em vários campos em simultâneo, podendo caracterizar-se por inteligências múltiplas”. Quando comparadas com grupos culturais e de faixa etária equivalentes, estão claramente acima da média.
O que prevê a lei
Algumas pessoas pensam que as crianças sobredotadas, por serem mais inteligentes que outras crianças da mesma idade têm a vida completamente facilitada e não têm de se esforçar minimamente. Helena Serra chama à atenção para os perigos de tal ideia preconcebida. “Este é um preconceito que deve ser completamente destruído. Estas crianças têm de ser correspondidas nessas competências e há sempre áreas que não acompanham este nível de eficiência fora do normal”. Por isso mesmo, os domínios onde a criança não é tão eficaz devem ser acompanhados de perto. Helena Serra defende que, em todos os agrupamentos do País, devem existir professores com formação nesta matéria. “O professor e a escola têm a responsabilidade de tomar conta destas crianças e propor actividades que as estimulem”. As crianças sobredotadas são protegidas pela lei. Em Portugal, destaca-se o decreto-lei n.º 50/2005, de 9 de Novembro, cujo artigo 5º prevê que as mesmas possam beneficiar, nas escolas, de um plano de desenvolvimento que individualize o currículo e as estratégias pedagógicas no quotidiano escolar. “Há, no entanto, que atender urgentemente ao facto de, o decreto-lei n.º 319/91 (que previa a antecipação da entrada no ensino regular, isto é, as crianças precoces podiam entrar, um ano mais cedo, no início da escolaridade), ter sido revogado. Isto implicaria que a legislação que o substitui previsse tal medida, o que não sucedeu, isto é, o decreto-lei n.º 3/2008 de 7 de Janeiro não prevê essa possibilidade, pelo que neste momento se verifica uma lacuna a colmatar”, defende a presidente da APCS.
Acompanhamento regular precisa-se!
“É recomendável que estas crianças sejam inseridas em turmas de bom nível”, explica Helena Serra. Um aspecto fundamental na escola é o desenvolvimento de actividades em grupo. “Estas crianças têm de se socializar pela afectividade e pelo jogo. A APCS está empenhada na luta para a colocação, em cada agrupamento, de uma dupla composta por um psicólogo e um pedagogo para acompanhar os casos que vão surgindo”. Se estas crianças não forem devidamente encaminhadas, o indivíduo “pode vir a transformar-se num fardo para a sociedade e passar a depender de medicamentos para andar equilibrado. Não acompanhar de perto estes casos é um grande desinvestimento social e um risco que se corre”, fundamenta Helena Serra, acentuando a necessidade das escolas investirem nestas crianças.Torna-se fundamental integrar as crianças sobredotadas em actividades de grupo que têm a finalidade de as colocar ao mesmo nível sócio-afectivo de outras crianças. “Não tenho dúvida que estas crianças serão bem sucedidas a nível profissional, mais tarde, desde que o envolvimento social seja bem estruturado na fase de crescimento”, conclui a presidente da APCS.
Precisa de apoio?
Procure ajuda especializada!A Associação Portuguesa de Crianças Sobredotadas foi fundada em 1986, no Porto. O objectivo geral é assumir a defesa dos direitos e necessidades das crianças sobredotadas e suas famílias. Conta com uma média de 150 a 200 associados e promove o programa “Sábados Diferentes”, em parceria com a Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti com o objectivo de fomentar actividades de enriquecimento para estas crianças e para os seus pais. Se precisar de algum tipo de apoio, não deixe de contactar a APCS.
Contactos
Rua Gil Vicente, 138-1404000-255 Porto
Telf. 225 573 420/5
Fax. 225 508 485
Site. www.apcs.co.pt
Mãe tem três filhos sobredotados
Chama-se Cristina Barros e não tem um, nem dois, mas sim três filhos sobredotados. Como tem uma família muito grande e também eram conhecidos casos semelhantes no seio familiar, Cristina ignorou alguns dos sinais que as outras pessoas lhe iam dando a propósito dos seus filhos. “Lembro-me que a enfermeira do infantário ficou muito espantada porque ele conseguia imitar um burro, com apenas dez meses”, diz-nos. Confessa que o seu filho mais velho, Rodrigo (nome fictício) sempre se caracterizou por ter um sentido de humor incrível e que essa característica o diferenciava de outros meninos da mesma idade. “Nunca pensámos que poderíamos ter um filho sobredotado”. Mais tarde, a família foi viver para os EUA e os filhos de Cristina aprenderam a falar inglês através dos desenhos animados da Disney que davam na televisão. “Achava que tudo isto era absolutamente normal e justificava sempre os sinais pelo facto de terem uma vivência muito rica e por se integrarem numa família grande”. De regresso a Portugal, os sinais voltaram a evidenciar-se e, mais uma vez, Cristina foi chamada à atenção para o facto dos filhos estarem mais avançados que outras crianças. A procura especializada deu-se mais tarde. “A minha irmã tinha uma amiga que era aluna na Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti. Na altura, ela reconheceu alguns sinais e chamou-nos à atenção para o facto das crianças serem sobredotadas. Mais tarde, houve também uma professora que nos disse que o nosso filho estava num patamar muito diferente dos colegas”. Foi então que Cristina procurou ajuda especializada e levou os dois filhos mais velhos, Rodrigo e Marta (nomes fictícios) a uma consulta. “A APCS foi uma grande ajuda”. Lá por casa, nunca houve problemas de notas. “Os meus filhos sempre se integraram muito bem e sempre tiveram uma capacidade muito grande em se ajustarem aos diferentes ambientes”. Nenhum deles apresenta um dom especial por uma arte concreta mas caracterizam-se por uma inteligência geral, em vários domínios. Cristina Barros deixa a seguinte mensagem a pais de crianças sobredotadas: “É essencial estarem atentos aos primeiros anos de escola. A primeira e segunda classe são absolutamente decisivas, assim como as abordagens que as crianças fazem. Julgo que os pais devem dar um espaço de manobra, de expressão e de liberdade em casa”.
Fonte: Jornal do Centro de Saúde
Etiquetas: desenvolvimento infantil
Mamã-dependente
É como tem estado a Joana desde a passada semana. Mais do que nunca, a Bolotinha reclama o meu colo, mesmo quando está ao colo do pai. Basta ver-me para se entusiasmar de tal modo que, inclinada para a frente, move os braços, as mãos e os pés para vir ter ao meu abraço. Fico derretidíssima mas o pai exclama, com ar divertido, que a paixoneta da Joana por ele já não é o que era...!
Etiquetas: pais e filhos
As crianças e eu
A Joana adora crianças, de qualquer idade!
Olha para elas, ri-se e solta guinchinhos. Mesmo nas revistas, aproxima a cara do bebé e dá-lhe beijinhos ou então, com as mãos, tenta “agarrá-lo”...penso que quando a Joana começar a frequentar a creche não irá apresentar grandes dificuldades em socializar com as demais crianças. Inclusive, o pai presenciou um beijinho que a Joana deu ao primo António, de 18 meses. E sabem qual foi a resposta que o António deu à Joana, segundo o pai: empurrou-a ligeiramente...ai estes miúdos!
Etiquetas: crianças
domingo, 13 de Julho de 2008
O peixe
Como os nove meses da Bolotinha se aproximam a passos largos, introduzi hoje ao almoço o peixe na sua sopa. Optei pela pescada, por ser um peixe recomendado para as primeiras sopas deste novo componente. O aroma não era dos mais agradáveis mas penso que a minha opinião é algo suspeita pois nunca fui grande apreciadora de pescada. No entanto, e depois de estranhar as primeiras duas a três colheres, a Joana comeu a sopa quase toda, o que me deixou bastante satisfeita.
Assim, a Joana continua a fazer prevalecer o seu bom apetite!
Cada vez mais a Joana quer pegar, ela própria, na colher e levá-la à boca, o que me leva a considerar, muito fortemente, a hipótese de lhe comprar babetes king-size para proteger a roupa das “pingas” de sopa. Por ora, a Joana tem babetes que lhe dão até meio da barriga, são largos mas não compridos. O que eu tenho feito é colocar um babete e depois, em cima das perninhas dela, uma fralda de pano. Tenho outra fralda de pano comigo, para lhe ir limpando a cara e as mãos. Mas penso que o mais prático será comprar dos babetes maiores e em plástico que já avistei nos hipermercados.
Outra coisa que a Joana adora fazer é mergulhar as mãos na papa e na sopa. Eu deixo-a fazê-lo q.b. pois, segundo li nalguns livros e revistas, este “estado de sitio” faz parte do desenvolvimento alimentar do bebé uma vez que, para conhecer os alimentos, há que os sentir também. Concordo com esta premissa, apesar da atenção redobrada em relação a roupas (da Joana e da minha também) e em relação à cadeira da papa, que fica com o tampo e parte do estofo lateral devidamente sinalizado! No entanto, a Joana porta-se muito bem na sua cadeirinha e durante as refeições. Aqui e ali pode fazer uma birra, especialmente quando já não quer estar mais tempo sentada, mas nada de significativo. Quando já não quer mais, vira a cara, afasta a minha mão, encerra os lábios ou, a forma mais infalível, chora! E, assim, toca a tirá-la da cadeira e rumar ao quarto onde lhe limpo as mãos e a cara. Raramente tenho que lhe mudar a roupa, felizmente.
Etiquetas: diversificação alimentar, peixe
O Sono da Criança: “Diz-me como dormes e eu dir-te-ei quem és”
O sono, como todos os equilíbrios da vida, reflecte o equilíbrio total da criança, em particular da sua vida afectiva e relacional.A neurociência de hoje sustenta que as capacidades psíquicas consubsantiadas nas emoções, nos sentimentos e na consciência derivam do equilíbrio homeostático, fundamentalmente biológico. Por isso dizemos, muitas vezes, que grão a grão , o bebé constrói o seu sono. É corrente associar-se o nascimento de um bebé à “tortura” do sono, que os pais vão passar a sentir “na pele”.Ora isto não é obrigatório e acaba por não acontecer muitas vezes. O sono é um equilíbrio biológico fundamental, mas é um equilíbrio frágil, que se constrói progressivamente nos primeiros meses de vida .Tem relação com a maturação cerebral, dos neurónios corticais ( e daí a sua relação com a idade gestacional, isto é se é um bebé pré-termo ou “ de tempo”), e com o estabelecimento de múltiplas conexões entre as células do sistema nervoso ( sinapses).O sono do feto, na sua alternância imobilidade/actividade é exactamente o dos prematuros que entretanto tiveram de nascer. Sabemos, depois, que no primeiro mês de vida o bebé pode dormir em média 16-18 horas por dia e já nesta fase podemos identificar os muito ou pouco dorminhocos. Porém, mais do que o número de horas de sono, é o modo como o bebé controla e organiza os seus estádios (vigília/sono) que nos permitem caracterizar, logo com horas de vida apenas, o quem é cada bebé. Através da NBAS (“Neonatal Behaviorcada bebé de organizar os seus estádios de sono/vigília, e a sua habituação a estímulos exteriores que lhe vai permitir adormecer sem ligar à algazarra da sua festa de baptizado por exemplo Esta escala permite-nos com acuidade avaliar as diferenças e o quem é quem cada bebé. É esta regulação que permite a um bebé de um mês dormir cinco a seis horas e a partir dos 3 meses, nove horas ou mais em cada noite. O bebé vive ao ritmo do seu relógio interior, contribuindo para isso primordialmente, os seus neuro-reguladores cerebrais.È através do núcleo supraquiasmático, numa engenharia química regulada por genes, pela produção de melatonina e de popipéptidos reguladores que se estabelece a arquitectura do sono, designadamente do sono REM e do sono não REM. Mas para além desta química complexa da neuro-regulação, existe um fantástico modelo relacional projectado à vida do bebé e com ele à vida da família. O estabelecimento e a manutenção de padrões estáveis de sono nocturno é da maior importância para a criança e para os pais; para a criança , um sono adequado de noite é uma pré-condição essencial para um bom alerta durante o dia e para uma boa resposta a interacções sociais e outros estímulos ambienciais. De facto estabelecer um ritmo e estar acordado de dia e dormir de noite, é uma importante aquisição do bebé; de acordo com Schaffer, torna muito mais fácil viver com ele…Há que ser realista e ter a noção que de facto, 20-30% dos bebés e crianças pequenas têm problemas de sono. Mas as causas podem ser tão variadas como problemas perinatais, temperamento do bebé, amamentação, stress familiar, modos de adormecer, fases do desenvolvimento motor do lactente, muitas mais.
Mais do que tentar consertar um problema de sono na criança, que desarranja toda uma família que no dia seguinte irá trabalhar ensonada e irritada, há que prevenir a instalação desse problema e aí é essencial a filosofia “touchpoints”. Se um bebé de 4 meses que até aí dormia celestialmente, passa a não adormecer como até então ou a acordar infinitas vezes em cada noite, os pais vão pedir umas pequenas gotas milagrosas para repor os anteriores comportamentos sono-vigília de modo a poderem descansar durante a noite. Precisamos então desse outro modelo, para perceber as alterações do relógio, as mutações inexplicáveis, enfim, para conseguir ler através da janela que é o comportamento humano. O modelo” touchpoints” ensina-nos então que é aos quatro meses, quando o bebé começa a ficar extasiado com tudo o que passa a ver à sua volta que faz com que se “esqueça “ de dormir. Do mesmo modo, cerca do ano de vida, o envolvimento fantástico do bebé para dar os primeiros passos, essa excitação que é deslocar-se sozinho, não deixa obviamente que o bebé “perca tempo” em adormecimentos ou sonos. A filosofia “touchpoints” permite-nos entender o comportamento e assim intervir adequadamente no apoio à parentalidade.Se por um lado é melhor ser realista e achar que se o bebé acordar várias vezes é normal, também há que ser flexível e entender que não há soluções perfeitas, que no entanto não deverão passar pelas tais gotas milagrosas.E, depois desta se ter construído, já será mais fácil lidar com episódios relacionados com as fases do seu desenvolvimento crescente ou intercorrências fáceis de interpretar. É fundamental assumir que esta autonomia “aprende-se” porque se educa, numa atmosfera de paixão.Aprender a dormir de noite é, resumindo, uma tarefa relacionada com a maturação do sistema nervoso central, com o temperamento do bebé, e com a aprendizagem; e o sono é o reflexo do equilíbrio global da criança.Enfim, o sono é uma janela do desenvolvimento humano por onde prescutamos o modo de ser, isto é, o comportamento de cada bebé. Este comportamento é a sua “linguagem” e é, por sua vez, esta linguagem que tem de inspirar a nossa comunicação com o bebé e com a sua família.Se desde que o bebé sai da maternidade, tiver um ambiente calmo, com rotinas e rituais, como o banho antes da hora de dormir, a canção de embalar ou mais tarde a história antes de adormecer (e não até que o adulto adormeça!), o pequeno urso ou outro objecto de transição, o adormecer sozinho sem ser ao colo ou na cama dos pais, irá certamente adquirir uma autonomia do sono.
Etiquetas: sono
A primeira correspondência da Joana...
...foi “O Livro do Bebé”, enviado pelo “Clube do Bebé”, da Nestlé, na primeira semana de Julho, seguindo-se, alguns dias depois, dois cadernos relativos a duas etapas desenvolvimentais – tudo informação preciosa!
Etiquetas: diversos
sábado, 12 de Julho de 2008
Novas papas
Quando a Joana fez 8 meses, começamos a variar o menu das papas, introduzindo, para além das papas Milupa e Cerelac, a Blédipapa, da Blédina (grupo Danone).
Digo-vos que, de todas as marcas, é esta última que reúne a predilecção da Joana, quer no sabor Multifrutos, quer no sabor Bolachas. É uma papa muito cremosa, que não deixa grumos e que tem um aroma que até a mim me abre o apetite!
Etiquetas: papas
Outdoor 2008
Há precisamente uma semana participei no Outdoor da empresa onde trabalho, Outdoor esse que teve lugar na simpática localidade de Atouguia da Baleia, mais precisamente junto à Barragem de São Domingos.
O dia prometia e estava recheado de actividades com vista ao convívio e consolidação do espírito de equipa. Assim, por volta das 10:00, as pessoas começaram a juntar-se junto à Barragem e foram divididas em quatro grupos com 20 pessoas cada. O meu grupo, que tinha a fitinha preta (como podem ver na imagem acima), começou pela prova de canoagem. Nunca tinha “comandado” uma canoa pelo que atravessar o rio de uma margem à outra foi um bom desafio, tanto para mais que soprava um vento que me desafia a remar com mais vigor, por forma a manter a canoa o mais recta possível. Vestia um colete e, comigo, levava a minha coordenadora. Ao todo, eram quatro canoas, cada uma a tentar chegar à margem oposta e regressar o mais rapidamente possível. Não fizemos um mau trabalho e os meus braços agradeceram!
De seguida, passamos para os jogos tradicionais: enquanto metade da equipa procurava tapar todos os buracos de um cano furado com os dedos, a outra metade ia e vinha a correr ao rio encher garrafas de água com o objectivo de encher esse mesmo cano e trazer para fora uma bola que fora colocada lá dentro. Novamente aqui fizemos uma óptima prestação.
Dos jogos tradicionais passamos para o tiro ao alvo e, bem, que pontaria a minha. Acertei no alvo chamado “ervas altas”! Ainda bem que foram outros membros da equipa a pontuar porque senão desgraçava a honra do convento!
Entretanto, foi montada uma mesa de almoço com frango assado, rissóis, croquetes, chamuças, pastéis de bacalhau, saladas, batata frita de pacote, sumos diversos e água, muita água.
Durante a tarde cada equipa foi incumbida de construir uma jangada com o auxilio de bidons, tábuas e cordas. Aqui e ali tínhamos algumas dicas dos monitores, especialmente no que tocou à união dos bidons e fixação dos eixos com cordas. Esta foi, sem dúvida, a minha prova preferida. No fim, deitamos a jangada ao rio e, em cima da mesma, remamos durante cerca de 10 minutos, em direcção a um ponto pré-definido alguns metros mais à frente. Para terem uma ideia, éramos 20 pessoas em cima de uma jangada que nos mesmos construíramos. Excelente! Todos nós tínhamos coletes vestidos e fizemos uma imensa algazarra, enquanto remávamos e nos destacávamos das restantes equipas rumo à vitória!
Com a jangada em terra partimos para uma caminhada de 3 horas. Sim, leram bem! Munidos de um mapa que indicava o percurso a percorrer, tínhamos que procurar e angariar cartões com a cor da nossa equipa que estavam espalhados por diversos pontos de referência. Estes pontos de referência eram fotografias de casas, de ruínas, de paisagens, de caminhos que, ao longo do percurso, tínhamos que identificar, com recurso a um caderninho de imagens que nos foi facultado com o mapa. Foi uma caminhada árdua, por caminhos íngremes, repletos de ervas altas ou de terra. Muitas vezes tive que me segurar a canas para não escorregar mas, mesmo assim, cheguei a cair, esfolando o joelho esquerdo e a mão. Mas nada de especial.
O relógio marcava as 19:30, sensivelmente, quando acabamos o dia com uma prova de slide e, depois, com um merecido jantar.
Cheguei a casa estafada, cheia de pó e com um escaldão que não vos vou contar...apesar de estar constantemente a colocar um protector solar F30, fiquei com os braços, pernas, pés, peito e nariz muito, muito vermelhos. Neste momento, a pele já se encontra a regenerar mas, mesmo assim, ainda me lembro da quantidade de creme hidratante que apliquei nas áreas mais afectadas com vista à diminuição da irritabilidade e sensibilidade cutâneas.
Em suma, foi um Outdoor muito divertido, em que tive a oportunidade de conhecer os colegas fora do ambiente de trabalho. O grande senão foram as saudades da minha Bolotinha que,no entanto, me veio buscar com o pai ao fim do dia, fazendo um sucesso tremendo entre todos os participantes: riu-se para todos e, claro, só queria o meu colo!
Etiquetas: diversos
sexta-feira, 11 de Julho de 2008
Pronto/a para deixar a fralda?
Terry Brazelton, o mais conceituado pediatra da actualidade, alerta os pais para a importância de esperar que a criança esteja preparada para deixar de usar fralda. O seu método centra-se na criança, ou seja, ela deve ser a protagonista neste processo. Na sua opinião, tal nunca deve acontecer antes dos dois anos de idade. Existirão crianças que conseguem deixar as fraldas com sucesso mais cedo, mas ao tentá-lo com a generalidade das crianças estamos a sujeitar muitas delas a um mal-estar psicológico não negligenciável: «Quando as crianças são pressionadas antes de estarem preparadas para serem bem-sucedidas, os insucessos resultam em problemas sérios como a retenção das fezes, a incontinência fecal ou a enurese nocturna» (A Criança e a Higiene, de T. Berry Brazelton e Joshua D. Sparrow, Presença). O importante será então, na opinião de Brazelton, ter a certeza que a criança está preparada e permitir que esta seja uma conquista sua e não uma imposição dos pais. Para tal, é preciso esperar que surjam os primeiros sinais que revelam a maturidade necessária. Os mais importantes são: já não querer estar sempre de pé e a andar de um lado para o outro; a linguagem estar bastante desenvolvida; saber dizer Não; saber pôr as coisas no sítio certo; começar a imitar os pais e irmãos mais velhos; começar a manter-se seca durante uma ou duas horas; fazer cocó a horas certas; estar a tomar consciência do seu corpo. Estes sete sinais eleitos por Brazelton como essenciais revelam que o controlo dos esfíncteres é uma capacidade complexa e que está relacionada com uma série de outras aquisições. Deixar as fraldas depende de aspectos fisiológicos, mas também cognitivos, psicológicos e emocionais. Assim, deverá avaliar, separadamente, alguns parâmetros do desenvolvimento do seu filho, para perceber se ele estará pronto para mais este grande passo.
Aspectos fisiológicos e de motricidade
Os músculos dos esfíncteres (genital e anal) têm de ter atingido maturidade suficiente de modo a permitirem que a criança «aguente» algum tempo entre sentir que têm vontade de ir à casa de banho e estar a postos para fazer chichi ou cocó. Essa maturidade muscular acontece algures entre os 12 e os 24 meses, segundo a Sociedade Americana de Pediatria. Por volta dos 12 meses, a criança começa a reconhecer a sensação que precede a eliminação dos chichis e cocós. É possível observar como pára antes de fazer, como se coloca por vezes em certas posições em que se sente mais confortável. Mais tarde, os esfíncteres atingem a maturidade que permite à criança reter por algum tempo chichis e cocós. Este processo tem uma sequência: primeiro, a criança deixa de fazer cocó durante a noite, depois consegue controlar chichi e cocó durante o dia e, por fim, consegue deixar de fazer chichi também durante a noite. O facto de a criança manter a fralda seca durante períodos cada vez maiores - algumas horas - e até de acordar por vezes da sesta sem ter feito chichi durante o sono são sinais de que, fisiologicamente, estará pronta para iniciar o processo de deixar as fraldas. Mais tarde, quando começar a acordar de manhã com a fralda seca, é o sinal de que já consegue também deixar de fazer chichi durante a noite. Após começar a andar, por volta dos 12 meses, a criança não pára. Quer estar sempre em pé, como diz Brazelton. Mas quer também correr e testar a sua nova habilidade. Só depois desta fase estará disponível para outras conquistas, ao nível da motricidade fina, conquistas essas que são importantes na hora de deixar as fraldas. A coordenação motora que lhe permite despir-se, tirar a sua fralda, baixar e levantar as cuecas é outro sinal de que está preparada.
Sinais de que o seu filho está pronto para deixar as fraldas:
· demonstra estar consciente das suas necessidades, antes de fazer: agachando-se, escondendo-se
· já não faz cocó durante a noite
· mantém-se com a fralda seca durante longos períodos, talvez até durante a sesta
· faz uma grande quantidade de chichi (menos vezes) e não pouquinho de cada vez (muitas vezes)
· adopta hábitos regulares para fazer cocó
· consegue despir-se sozinho
· domina o vocabulário envolvido no processo de deixara as fraldas
· compreende instruções complexas
· gosta de repetir o que ouve
· demonstra desejo de agradar aos pais
· revela auto-domínio
· quer fazer tudo o que fazem as crianças mais velhas, para ser crescido e se sentir integrado
Desenvolvimento cognitivo e linguagem
A descoberta do corpo é fundamental para conseguir dispensar as fraldas. A criança começa a mostrar curiosidade sobre os seus órgãos genitais e outras partes do corpo, percebe as suas funções e nomeia-os. Estar pronta para o grande passo significa que tem de conseguir associar uma sensação que o corpo lhe envia a uma resposta apropriada e complexa, pois é-lhe exigido várias coisas ao mesmo tempo: contrair os esfíncteres de forma a reter algum tempo o chichi ou cocó, avisar um adulto que precisa de ir à casa de banho, esperar que a dispam e sentem na sanita ou bacio e só então descontrair os músculos. É precisa concentração. O seu filho tem também de perceber tudo o que lhe diz e saber comunicar quando tem vontade. Só assim poderá entender todos os passos do processo. Apreender o vocabulário envolvido é um passo prévio que não deverá descurar. Aprender a controlar dos esfíncteres e aceitar que terá de ir sempre, várias vezes por dia, ao bacio ou à sanita exige, portanto, maturidade a nível cognitivo. É preciso que a criança tenha já capacidade de abstracção e pensamento simbólico, capacidade de resolver problemas e de memorizar.
Aspectos emocionais e sociais
Auto-domínio e desejo de agradar aos pais são ingredientes não menos importantes em todo este processo. O desejo de fazer sozinho é um bom indicador de maturidade. Revela que a criança vai sentir-se orgulhosa por conseguir ultrapassar com sucesso mais esta importante etapa.
Mas esta é também a «idade do Não», ou seja, a criança está a afirmar-se enquanto senhora da sua vontade. Isso pode dificultar o processo, pois se percebe que os pais fazem muita questão, pode marcar a sua posição recusando-se a colaborar. Se o seu filho está no auge desta fase, o melhor é esperar que passe. Largar as fraldas não pode ser mais um ponto de discórdia, mas sim uma conquista positiva. A consciência social é também um ponto prévio importante. Ou seja, a vontade de fazer como os outros e de ser crescido. É por isso que crianças com irmãos mais velhos têm tendência para deixar as fraldas mais cedo. Tal como é mais fácil uma criança cooperar quando está na creche e distrair-se quando está em casa. O temperamento da criança também interfere nesta questão. Se for muito sensível ao toque, pode demorar mais algum tempo até estar disposta a sentar-se, sem fralda, numa superfície fria. Uma criança demasiado activa pode ter dificuldade em estar sentada quieta no bacio. Neste caso, pode ser útil a brincadeira de pôr primeiro o boneco preferido a fazer, baixar e levantar as cuecas dele.
Fonte: Pais&Filhos
Etiquetas: fralda
O colchão
Certamente que deseja para o seu bebé um bom sono, e, para o garantir deve escolher um colchão adequado às suas necessidades. Não se esqueça que o primeiro colchão deverá servir para os dois ou três primeiros anos. Por isso, a consistência do colchão deve ser o mais importante a ter em conta, para segurança e conforto do bebé.
O colchão de molas é o que mais se parece com um colchão de adulto, mas em ponto pequeno. É feito de pequenas molas de metal cobertas por várias camadas de estofo.
Vantagens deste tipo de colchão:
Oferece um suporte que pode variar nas várias partes do corpo da criança e nos seus vários níveis de crescimento, resistindo ao aumento de tamanho e peso.
Não se deformar tão rapidamente como os colchões de esponja, e tem uma duração mais prolongada. Pode ainda, mais tarde, ser adaptado a uma cama.
Desvantagens:
Os colchões de molas são mais pesados que os de esponja, o que dificulta a mudança de
lençóis, a remoção do colchão ou a sua limpeza.
Quando conseguem manter-se de pé, as crianças podem usar a impulsão das molas para tentar saltar para fora do berço.
A qualidade dos colchões, que se reflecte no seu preço, pode verificar-se pelo número de molas no seu interior. Quanto mais molas, mais firmeza e maior estabilidade. As molas mais resistentes são feitas de aço e as melhores costuras são as de fio, em vez de vinil, cosidas muito juntas para não se separarem.
O colchão de esponja é feito de uma peça única de esponja, de altura variável.
Vantagens:
· É muito leve.
· Os cantos cortados em ângulo recto ajudam a manter os lençóis direitos.
Desvantagens:
Dura menos tempo que o colchão de molas.
Como é mais mole, tende a abater com o peso da criança e a ficar deformado, impedindo que o corpo do bebé se mantenha direito.
Outras características a considerar:
Existem colchões de esponja de melhor qualidade, feitos de espuma mais densa. Este material pode tornar os colchões mais rijos e ortopédicos, mas também mais pesados. Por vezes, podem ter várias camadas, de diferente espessura, e um reforço nas extremidades.
A cobertura, que pode ser de plástico ou de tecido, para evitar as manchas e a humidade da urina ou do vómito no colchão. Deve ser resistente para aguentar várias lavagens e, permitir a respiração do corpo do bebé.
Saídas de ar nos lados, para garantir a respiração do colchão e prevenir o rompimento das costuras quando sujeito a mais peso.
Garantia anti-alergia: o fabrico dos colchões deve ser feito com materiais completamente anti-alérgicos e com garantia reconhecida dos fabricantes, visível no colchão e na embalagem.
Anti-bacteriano: apesar de ser normalmente adicionado aos colchões um produto químico que pretende repelir os germes, esta qualidade pode não se manter. Por isso, é aconselhada uma
cobertura plástica para que se possa assim limpar frequentemente. O colchão deve ser virado regularmente e devem ser seguidas as instruções do fabricante para o limpar, de vez em quando: fazê-lo com um pano e um pouco de sabão diluído, removendo depois o sabão com um pano húmido em água.
NOTA: Por motivos de higiene, cada bebé deve começar por ter um colchão novo. A escolha do primeiro colchão deve seguir-se à compra do berço para se adequar às suas medidas. Os bebés devem dormir sempre de barriga para cima ou de lado. Foi observado por cientistas que o Síndroma da Morte Súbita pode ser provocado por sufocação quando o bebé dorme de barriga para baixo.
Fonte: Clix-Canal Bebés
Dada-aga-ada-atá-adi-dignhi...
...apa...paa...paa...ta...tji...adi...abaaa.
É este o discurso da Joana quando está a brincar ou a “conversar” connosco.
Para além de dominar muito bem o “a” e as consoantes “p”, “b”, “t” e “d”, a Joana começou a treinar, com uma frequência crescente, o “i” e o “g”.
E sempre que lhe digo “Mamã, papá e Joana”, a Bolotinha fica muito concentrada a olhar para mim e ri-se!
Huuuum, cá para mim tu já sabes “dizer” estas palavras, queres é que seja surpresa, não é filha?!
Etiquetas: palrar
Um momento nosso...
...acontece depois de darmos banho à Joana ou depois de jantarmos e consiste em sentarmo-nos ou deitarmo-nos na cama com a Bolotinha, enchendo-a de beijinhos, de cócegas e de risadas.
É um dos melhores momentos do dia e, curiosamente, inauguramos este ritual por acaso, depois de um dia termos dado banho à Joana. Ela adorou ter ambos os pais só para ela e nós também nos sentimos plenos, esquecidos do tempo e dos afazeres.
Assim, todos os dias, saltam mil-e-um beijinhos de colo em colo, de abraço em abraço, de olhar em olhar e sabe tãaaaoooo bem!
Etiquetas: pais e filhos
quinta-feira, 10 de Julho de 2008
Era uma vez...
Contar uma história a um bebé ou cantar-lhe uma canção faz parte, geralmente, da rotina do ir para a cama. Se a criança está ansiosa ou muito agitada, a história ou a canção fazem com que se acalme, transportando-a para o mundo do sonho.
Quando e como começar a contar histórias
O interesse das histórias
As histórias desenvolvem o vocabulário da criança, ao mesmo tempo que alimentam a sua imaginação. Levam o bebé a seguir um pensamento lógico, em que determinadas acções têm um desfecho esperado ou surpreendente. Mas as histórias proporcionam ainda mais do que isso ao bebé: enquanto despertam a sua inteligência e a sua imaginação, ajudam-no a ver mais claro dentro de si próprio. Há personagens de determinadas aventuras nas quais a criança se reconhece, as histórias permitem-lhe imaginar soluções possíveis para os seus medos e os seus conflitos interiores, fazendo com que se sinta mais confiante, uma vez que não é a única pessoa naquela situação. Nos contos em que as boas personagens são realmente boas e as más realmente más, a criança sente-se feliz porque os bons triunfam. A sua visão de um mundo justo começa a ter força.
O que contar
Existem muitas colecções de livros de contos ou de histórias para os bebés. Os funcionários das livrarias poderão aconselhá-la sobre os melhores livros para a criança. Os contos tradicionais (o Capuchinho Vermelho, a Branca de Neve, etc.) têm sempre grande êxito junto das crianças, mas há também boas histórias de diferentes partes do mundo que podem ser contadas. As histórias mais recentes são igualmente apreciadas pelas crianças. Os bebés gostam muito de histórias de animais com os seus filhotes, com os quais se identificam. Os contos com crianças pequenas são também aconselhados, uma vez que fazem o bebé sentir-se menos só: também as outras crianças fazem asneiras, têm dificuldades e se sentem incompreendidas. Se fizer parte daquele grupo de pessoas capazes de inventar histórias, o seu bebé apreciá-las-á muito mais, pois esse tipo de contos tem a vantagem de ser mais pessoal e o bebé pode identificar-se ainda mais com as aventuras.
Como ler uma história
As crianças gostam e frequentemente “vivem” a história. É necessário utilizar todos as entoações possíveis, como no teatro, para que o bebé vibre, espere, tenha medo, se sinta emocionado, preocupado ou divertido. Convém que o bebé se surpreenda com os eventos para que sinta o alívio de um final feliz. Caso o texto seja um pouco complexo, nunca deverá hesitar em adaptá-lo de forma a que seja melhor compreendido pelo bebé. Pode mudar-se uma palavra, tudo isso faz parte da sua liberdade e criatividade. Quando gostam muito de uma determinada história, as crianças adoram ouvi-la várias vezes, chegando mesmo a decorar algumas passagens. Caso você sinta que o bebé gostou de um conto, não deve ter receio de o repetir porque ele vai vibrar de cada vez que o ouvir como se fosse a primeira vez. É aconselhável que o bebé tenha acesso aos livros mesmo quando está sozinho, uma vez que pode ter prazer em folheá-los e em contar as histórias que conhece bem, para si mesmo. Os livros serão, no início, rasgados e desenhados, mas, com o tempo, poderá ensinar o seu bebé a respeitá-los e a guardá-los com carinho.
As canções
As crianças pequenas adoram que alguém cante para elas. Gostam que as façam saltar nos joelhos ao ritmo da música ou de serem embaladas enquanto a escutam. Caso não conheça canções, pode sempre pedir aos seus próprios pais (avós do bebé) que lhe ensinem algumas. Os avós conhecem muitas canções e as melhores são as que são acompanhadas sempre com os mesmos gestos, pois o bebé antecipa a acção e ri-se imenso, ao mesmo tempo que aproveita para aprender vocabulário. Por outro lado não pode esquecer-se que o que o bebé mais aprecia é a alegria que, através de uma canção, partilha consigo.
Fonte: PinkBlue
Etiquetas: livros, pais e filhos
O desenvolvimento social do bebé
Fonte: Revista “Mãe Ideal”
O ser humano é um ser social e a sua socialização inicia-se no momento em que nasce.
Embora no primeiro mês tenha reacções instintivas, o bebé começa também a apresentar alguns sinais da sua aprendizagem. Se a mãe o pega ao colo, parece feliz e é capaz de fixar os seus olhos quando ela aproxima o rosto do seu. Todavia, ainda não se adapta às rotinas.
Com 2 meses
Durante este período o bebé dá um grande passo na sua socialização. Mostra-se mais feliz quando vê as pessoas do que os objectos. Demonstra satisfação no banho e quando a mãe se aproxima, agita os bracinhos.
Aos 3 meses
O bebé começa a adquirir as rotinas da alimentação e do sono e se a mãe se atrasa numa toma, já consegue suportar o atraso. Sorri para a mãe e chora menos. Fica francamente feliz quando vê a mãe, o pai ou a pessoa que o cuida.
Com 4 meses
Se o colocam em frente a um espelho, interessa-se pelas imagens que este reflecte. Chora se lhe retiram um brinquedo que tem à sua frente e pelo qual se interessa (o mobile, por exemplo). Pode demonstrar a sua preferência pelos estímulos de cores fortes ou por brinquedos que produzam sons. Gosta que o acariciem.
Aos 5 meses
Quando lhe falam, sorri e tenta vocalizar. Pode parar uma crise de choro se a mãe lhe fala. Gosta de brincar com os pais, se estes lhe fazem cócegas ou lhe tocam no nariz e fazem “trim-trim”.
Com 6 meses
Sorri para o espelho quando vê a sua imagem reflectida, de preferência ao colo dos pais. Começa a demonstrar as suas emoções através da forma como palra.
Aos 7 meses
Já aprendeu a entreter-se sozinho e brinca com o ursinho ou com a roca. Todavia, fica muito feliz quando brincam com ele.
Começa a entender se os papás estão contentes ou zangados pelo seu tom de voz.
Com 8 meses
Não gosta de ficar sozinho e quando os pais estão longe, chora. Se quer companhia ou chamar a atenção, pode gritar.Começa a rejeitar os estranhos e até é capaz de não ir para o seu colo sem chorar.
Aos 9 meses
Presta muita atenção às conversas. Se a mãe finge que chora, pode começar a chorar. Se tem um irmão e este chora à sua frente, também pode chorar. Se brincam com ele e se riem, pode soltar umas gargalhadas.
Com 10 meses
Durante o banho gosta de bater e chapinhar com a água. Pode começar a sentir medo de locais que desconhece. Necessita de muita atenção dos adultos e requer a sua presença.
Aos 11 meses
Consegue manter-se já muito tempo a brincar com o mesmo brinquedo. Entende quando os adultos se zangam. Antes de arremessar um brinquedo ao chão, tenta a aprovação dos adultos, .mas arremessa e espera que lho devolvam É capaz de colaborar num jogo, como por exemplo o esconde-esconde.
Com 12 meses
Se a mãe se afasta fica triste e começa a chorar. Tem as primeiras reacções de carinho. Na hora de se deitar, tenta resistir, especialmente se quer a presença dos adultos.
A socialização no infantário
Se a criança está desde cedo integrada no infantário, é natural que a sua socialização se faça com um ritmo mais acelerado. A criança aprende por imitação e o contacto permanente com outras crianças pode abreviar alguns processos. Também nas crianças que têm irmãos, o processo de socialização pode ser mais efectivo, visto que a estimulação das crianças é diferente da dos adultos. As crianças gostam da companhia dos seus iguais e sempre que a criança vive entre eles, pode demonstrar precocemente acções que não são visíveis naquelas crianças que vivem apenas num mundo de adultos.
Etiquetas: desenvolvimento infantil
Miminho!
Recebemos este miminho da mamã da Rafaela (www. mama-et.blogspot.com), a quem muito agradecemos o carinho e, sobretudo, a sua presença sempre tão querida e generosa!
Etiquetas: miminhos
Só visto!
O que é que a Joana se lembrou de idolatrar? Adivinhem...
Ora, nem mais nem menos do que o ferro de passar a roupa!
Felizmente contamos com a ajuda preciosa de uma empregada que nos faz o serviço doméstico mas, de vez em quando, passo algumas peças de roupa e, quando o pai me vai “visitar”, com a Joana ao colo, ao quartinho de passar a ferro, ela fica extasiada a olhar para o ferro. Ri-se e não tira os olhos do vaivém constante do ferro :-)
Etiquetas: pais e filhos
Ciau-ciau!
A Joana começou, há cerca de uma semana e meia, a querer dizer adeus com a mão: de bracito erguido, abre e fecha a mão quando lhe acenamos.
Irresistível!
Etiquetas: pais e filhos
quarta-feira, 9 de Julho de 2008
Como evitar intoxicações
- Antes de manipular os alimentos, lavar sempre bem as mãos com água e sabonete, sobretudo depois de ir à casa-de-banho, de atender o telefone, de mexer em dinheiro ou de se assoar;
- Consumir imediatamente os molhos e não aproveitar o molho que sobra, especialmente se levar ovo na sua composição;
- Cozinhar bem carnes, peixes e moluscos. O interior do alimento deve alcançar pelo menos 70º durante a cozedura que é a temperatura a que morrem os microorganismos;
- Conservar no frigorifico a menos de 7º os alimentos que não se vão consumir imediatamente ou mantê-los quentes a mais de 60º;
- Aquecer as sobras na temperatura máxima antes de as servir;
- Congelar os peixes que se comem crus a uma temperatura inferior a 20º abaixo de zero durante, pelo menos, 24 horas;
- Lavar com água potável abundante as frutas e as verduras que se ingerem cruas;
- Respeitar os prazos de validade;
- Evitar o contacto de alimentos crus com alimentos cozinhados. Um alimento bem cozinhado é estéril, mas pode contaminar-se se se colocar ao pé de outro cru que contenha gérmenes;
- Limpar bem a cozinha todos os dias, incluindo panos, bancadas e esfregões;
- Não consumir leite não pasteurizado sem ser fervido;
- Manter os alimentos fora do alcance de insectos, roedores e mosquitos;
- Não interromper a cadeia de frio em alimentos congelados ou refrigerados;
- Rejeitar os alimentos que venham em embalagens danificadas, abauladas ou oxidadas;
- Colocar o caixote do lixo fechado e mantê-lo afastado da comida;
- Em estabelecimentos públicos, rejeitar os alimentos que não estejam conservados em condições sanitárias adequadas.
Fonte: Revista “Bebé d’hoje”
Etiquetas: alimentação
Telemóvel na gravidez causa hiperactividade
As mulheres grávidas que usam telemóvel podem ter mais probabilidades de ter filhos com problemas de comportamento, como a hiperactividade, segundo revelou um estudo realizado pelas universidades da Califórnia e de Aarhus, na Dinamarca.
Segundo o estudo, filhos de mães que utilizam o telemóvel, pelos menos duas a três vezes por dia durante a gestação, estão mais propensos a ter distúrbios comportamentais quando chegam á idade escolar, riscos que parecem aumentar se o seu uso é mais frequente.
Fonte: Revista “Bebé d’hoje”
Etiquetas: gravidez
Um novo Parque Lúdico
No dia 28 de Junho decidimos renovar o Parque Lúdico da Joana.
Com efeito, no Natal a Bolotinha recebera um da Imaginarium cujas fronteiras eram quatro grandes rolos insufláveis. Ora, com a crescente mobilidade da Joana, verificamos que, apesar das almofadas que colocávamos em seu redor, ela caia para a frente ou para trás nas suas “manobras” de se deitar de barriga para baixo com vista a gatinhar.
Assim, compramos na Chicco o Parque “Tapete Mágico” que inclui:
- 4 pegas para ajudar o bebé a erguer-se;
- Uma rede de malha fina de segurança;
- Um fundo acolchoado, composto pelo “Tapete Mágico”, enriquecido com actividades manuais, sonoras e anéis de dentição em forma de flor.
Cada personagem do “Tapete Mágico” oferece uma actividade diferente: as asas da avestruz e a orelha do elefante produzem “ruidinhos”, a barriga do hipopótamo e da avestruz fazem “squeak” e o arbusto esconde uma roca. Por último, temos ainda um espelho disfarçado no lago.
A primeira reacção da Joana ao Parque foi de desconfiança mas a adaptação foi rápida e agora sinto que ela está mais segura quando tenho que me deslocar a outra divisão da casa.
Confesso que no inicio senti alguma estranheza em vê-la “enclausurada” dentro de um Parque mas o facto da Bolotinha brincar em segurança e poder exercitar o gatinhar e o erguer-se dissipou a minha primeira impressão. Sei igualmente que este foi um investimento que não será muito prolongado no tempo porque, daqui a alguns meses, a Joana quererá explorar pelos seus próprios pés os quatro cantos do mundo.

Etiquetas: Parque Lúdico
terça-feira, 8 de Julho de 2008
Vaidosa?Quem?!
Eis os mais recentes “moradores” do guarda-fatos da Joana:
1 T-shirt da Disney, oferecida pela avó paterna: 
1 vestido, oferecido pela bisavó paterna: 
Detalhe do vestido: 
1 camisolinha, também oferecida pela bisavó paterna: 
Detalhe da camisolinha: 
Não temos, por conseguinte, uma Joana vaidosa...loooonge disso :-)
Etiquetas: vestuário infantil
Falta de descanso e televisão a mais causam obesidade
As crianças que dormem menos de 12 horas e que vêem muita televisão têm maior tendência para ter peso excessivo antes da idade escolar, segundo um estudo realizado pela Escola de Medicina de Harvard.
Os cientistas estudaram 915 crianças, das quais 586 dormiam uma média de 12 horas ou mais por dia e 329 dormiam menos de 12 horas. Entre as primeiras, a incidência de obesidade era de sete por cento aos 3 anos, mas entre as segundas a incidência crescia para os doze por cento.
Quando considerada a permanência em frente à televisão durante duas ou mais horas diárias, a percentagem de obesos subiu para 17%.
A explicação pode estar no efeito que o sono tem ao nível hormonal. Isto porque, segundo uma investigação anterior, os adultos privados de sono produzem uma hormona que promove a sensação de fome e menos leptina, outra hormona, que transmite a sensação de saciedade.
Etiquetas: televisão
Especialistas recomendam vacina anti-rotavirus
A Sociedade Europeia de Infecciologia Pediátrica recomendou a vacinação contra rotavirus, responsável pela maior parte das gastroenterites, a todas as crianças a partir dos 6 meses.Em Portugal, esta vacina não é comparticipada, sendo o seu custo entre €160 a €180. Em declarações ao Diário de Noticias, o presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, Luís Januário, reconheceu que a inclusão desra vacina num plano de vacinação “não está em cima da mesa”.
Etiquetas: vacinas
PC Clinic
Depois de, na passada quinta-feira, termos instalado o Mcafee, o Antispyware e o VundoFix (3 programas anti-virus), eis que, no dia seguinte, o meu portátil voltou a “congelar”. Apenas a homepage do Sapo e respectivos blogs estavam acessíveis, sendo que para as restantes páginas o computador ficava uma eternidade à espera para, por fim, devolver-me uma mensagem de erro.
Fiquei furiosa! Eu a pensar que a lentidão do computador se devia à existência de vírus...pelos vistos não só!
Assim, no passado fim-de-semana, levamos o computador à PC Clinic. Demonstramos com alguns exemplos práticos o que se passava com o computador e o primeiro dado que o técnico de informática nos devolveu foi que o Internet Explorer 7 estava a ocupar mais memória do que seria habitual.
O que tinha, então, o portátil? Tinha um bloqueio no sistema de arranque que demorou dois dias a ser reparado.
Durante os dias em que estive sem aceder ao blogspot ainda pensei criar um blog temporário e paralelo, pedindo a alguém para colocar um aviso da nova “morada” no blogspot. Mas depois pensei na questão da migração dos textos e, como não queria correr o risco de os perder, apostei no seguro e aguardei, ainda que a contra-gosto.
Assim, praticamente desprovida de Internet, aproveitei para cultivar um dos meus maiores prazeres: ler! Assim, comecei e acabei o último romance da escritora italiana Sveva Casati Modignani, “Lição de Tango”, que adorei, à semelhança dos restantes livros da sua autoria.
Ao longo das 436 páginas do livro, não houve uma que me deixasse de surpreender. Aliás, a partir de certo ponto, o enredo tornou-se viciante e eu dei por mim a dizer: “Este é o último capitulo que leio hoje, depois tenho que dormir!” para, de seguida, ler mais um capitulo, e outro e mais outro!
A Joana está óptima e, a cada dia, presenteia-nos com uma nova conquista que nos deixa extasiados!Taaaantas coisas para vos contar... :-)
Etiquetas: diversos
quarta-feira, 2 de Julho de 2008
Palminhas!
Fez duas semanas no passado Sábado, marcava o relógio poucos minutos do meio-dia, quando a Joana bateu, pela primeira vez, palminhas!
Estava sentada ao meu colo, em frente ao computador, quando une as duas mãos, começando a bate-las ritmicamente.
Um amor :-)
Etiquetas: pais e filhos
Saudades, saudades, estamos de volta!
Depois de três dias de interregno, eis que voltamos com um computador acabadinho de sair do médico!
A semana que antecedeu a nossa ausência já denunciava que, provavelmente, teríamos que pôr o meu portátil a reparar. Com efeito, no sábado quis aceder ao blogspot e não me foi possível. Aliás, dado curioso, só conseguia aceder à homepage do Sapo e visitar os blogs com conta no Sapo. Tudo o resto parecia que tinha sido engolido por um buraco negro: o computador ficava uma eternidade à espera para depois me devolver uma mensagem de erro. Para não falar dos episódios em que ele se desligava por si...
Mas, no meio disto tudo, tivemos sorte pois o Pedro conseguiu, no seu local de trabalho, que o departamento informático analisasse o computador, o que nos salvou de pagar uma soma avultada, a avaliar pelas centenas de vírus que o portátil afinal trazia consigo. Sim, leram bem, centenas de vírus! Este portátil tem 3 anos e tinha vindo a coleccionar estes “amiguinhos” indesejáveis...
Tenho muiiiiitas saudades de escrever, de publicar textos, de saber de vocês, de vos visitar!
Etiquetas: diversos











