sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

Sobre a lenda da cegonha...

...que surgiu na Escandinávia e se espalhou pelo mundo durante o século XIX, através dos contos do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.
Conta-se que, na época em que os bebés costumavam nascer em casa, as mães diziam aos filhos que estes eram trazidos pela cegonha, também para justificar o “aparecimento súbito” de um irmão.
E, para explicar o descanso da mãe depois do parto, dizia-se que, antes de partir, a cegonha tinha bicado a sua perna.
A escolha da cegonha enquanto símbolo prende-se com o facto deste animal transmitir características dóceis e protectoras. Paralelamente, a cegonha estaria associada ao carinho que presta às outras aves, aves essas doentes ou mais velhas.
Curiosamente, e intimamente relacionado com este último ponto, os Romanos criaram uma lei que incentivava as crianças a cuidarem dos idosos, lei essa denominada Lex Ciconaria (Lei da Cegonha).
Uma vez que a cegonha faz o seu ninho ao lado das chaminés das casas ou noutro local alto, voltando sempre para o mesmo local para pôr os ovos e cuidar dos seus filhotes, associamos à imagem da cegonha características de generosidade e fidelidade.
E, realmente, a cegonha é um dos meus animais preferidos.

Como é que as vossas mães explicaram o vosso nascimento quando vocês ainda eram pequeninas/os? A minha foi recorrendo, precisamente, a uma cegonha vinda de Paris...!

Para vocês, futuras mamãs e papás!

Trocar uma fralda é fácil? Que cuidados deverei ter na hora do banho? O que é que poderei fazer para favorecer o arrotar do meu bebé?
Durante a minha gravidez, sobretudo nas últimas semanas, em que já lera muitos livros, ouvira conselhos de outras mamãs e familiares, algumas dúvidas continuavam a chegar, umas vezes ás pinguinhas, outras vezes em catadupa.
Por isso, a pensar nas futuras mamãs e papás, decidi reunir neste texto algumas informações que considero poderem vir a ser úteis, informações essas relativas à mudança da fralda, ao banho e ao arrotar. Sublinho ainda que este texto encontra-se aberto às vossas próprias experiências!

* Vamos trocar a fralda?


Depois de limpar os genitais e o rabinho do bebé com água arrefecida fervida ou um produto semelhante (eu utilizo a “1er eau”, da Uriage), de secar com uma compressa e de colocar o creme anti-assaduras, podemos seguir os seguintes passos:

1. Com os dois pés juntos, erguer as pernocas do bebé, colocar a fralda aberta por baixo do seu rabito, por forma a que a cintura do bebé coincida com a parte alta da fralda, onde se situam as cintas adesivas;
2. Aconchegar a fralda à cintura e colar os adesivos sem que fique demasiado apertada. De facto, quando o bebé está deitado, a sua cintura é mais delgada e, ao sentar-se ou levantar-se, a pressão na barriga aumenta e o bebé pode sentir-se desconfortável se a fralda estiver apertada.

Algumas dicas adicionais:
a) Ao abrir a fralda suja, enrolem-na da frente para trás e mantenham-na debaixo do rabito do bebé, por forma a prevenir a ocorrência de “surpresas” entre o retirar da fralda suja e o colocar da fralda nova.
b) Levantando as pernitas do bebé para limparmos os seus genitais e rabito, há que ter presente o seguinte: se for menino, há que prestar uma atenção suplementar à limpeza da zona entre o escroto e a coxa, limpando também sob o escroto. Se for uma menina, limpar sempre da frente para trás;
c) Com um recém-nascido, em que o cordão umbilical ainda não caiu, há que faber uma dobrinha na parte superior da fralda, colocando-a por baixo da mola que segura o cordão.

* Vamos tomar banho?


No arquivo de Novembro, mais precisamente no dia 28, poderão encontrar um texto sobre os procedimentos a seguir no banho do bebé, pelo que, desta vez, concentrar-me-ei sobre algumas dicas para um banho seguro:

1. Nunca deixar o bebé sem supervisão. Campainhas, telefones ou telemóveis a tocar podem esperar! :Um bebê pode afogar-se em 3cm de água e em menos de 60 segundos...;
2. A temperatura da casa de banho ou da divisão da casa onde o bebé toma banho deverá rondar os 25ºC e a temperatura da água do banho os 37ºC.
3. Por forma a evitar a exposição do bebé a grandes diferenças de temperatura, poderemos dar banho, secar e vestir o bebé no mesmo local;
4. Para recém-nascidos e bebés até 6 meses, nunca colocar mais que sete a dez cm de água na banheira.

* Vamos arrotar?


Durante as refeições, os bebés engolem pequenas quantidades de ar, pelo que depois do aleitamento ou da amamentação, o bebé deverá ser colocado numa posição vertical para facilitar a eliminação do ar deglutido em excesso.
Podemos também sentar o bebé no nosso colo, apoiando o seu peito com uma mão, enquanto que, com a outra mão, batemos ao de leve nas costas do bebé.
Outra posição que facilita o arrotar é deitar o bebé sobre o nosso braço, de barriga para baixo, ao mesmo tempo que batemos ao de leve nas suas costas. No entanto, esta posição favorece mais o bolçar.
Se o bebé sofre de cólicas, podemos deitar o bebé sobre o seu lado direito, pois esta posição facilita a eliminação do ar retido no estômago. Quando adoptarem esta posição, certifiquem-se de que os braços do bebé estão ambos para a frente, a fim de evitar o risco de ele se virar de barriga.
Por último, importa não esquecermos de colocar sobre o nosso colo ou ombros uma fralda de pano pois, ao arrotar, o bebé pode bolçar enquanto arrota.

Espero que estes tópicos e, quiçá, outros adicionados por mais mamãs vos tenham sido úteis!

quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

O horóscopo das árvores

Há dias encontrei um horóscopo interessante, no qual, à nossa data de anos, corresponde um tipo de árvore...é curioso!Podem consultar este horóscopo em: http://loucuraerisosemjuizo.planetaclix.pt/arvores.html

O meu primeiro telemóvel

Na nossa última visita à Chicco, não resistimos a comprar o primeiro telemóvel da bolotinha!
Havia vários modelos em exposição mas o que podem ver na imagem ao lado foi o que reuniu a nossa preferência e aquele que conquistou a Joana. De facto, ao experimentar os sons dos diferentes telemóveis, mostramos à Joana as “funcionalidades” de cada um e, perante este, ela emitiu um sorriso rasgado! Pronto, estava escolhido :-)
Apesar de ser um brinquedo indicado para crianças a partir dos 6 meses, é muito apelativo em termos de cores e sons, características pelas quais a Joana nutre uma imensa curiosidade. Para além disso, e como acontece com qualquer brinquedo que não seja macio, o contacto da bolotinha com estes brinquedos é sempre supervisionado ou por mim ou pelo pai.
Assim, este telemóvel possui quatro botões com a forma de um animal: um passarinho, um cãozinho, um peixinho e um sapinho. Ao pressionar cada botão, ouvimos uma melodia precedida pelo som desse mesmo animal.
No centro do telemóvel, encontra-se um outro botão, cor-de-laranja, que ao ser premido, emite o som de um telefone a tocar, seguido de um “Estou? Quem fala?”
Acima, temos um botão mais largo que faz girar uma bola colorida, o “mundo”, ao mesmo tempo que emite a seguinte lengalenga:
“Gira gira mundo,
todo redondinho.
Voa o passarinho,
nada o peixinho,
A rã dá um salto
e corre o cãozinho
A rã dá um salto
e corre o cãozinho.”
Esta é, sem dúvida, a melodia preferida da bolotinha, o que ela se ri!
O telemóvel, para além de ser um brinquedo bilingue (podemos seleccionar se queremos ouvir as melodias em português ou em inglês), factor que favorece a sensibilidade linguística, dispõe de uma função automática de stand-by que se activa passado 1 minuto de não utilização. Imediatamente antes do telemóvel entrar no modo stand-by ouvimos um “Adeus!”.

Quando compramos este brinquedo para a Joana, foi-nos dito para, em casa, retirarmos uma fita de plástico que se encontra na parte de trás do telemóvel, por forma a reduzir o seu volume, evitando assim possíveis lesões no aparelho auditivo do bebé.
De facto, segundo a funcionária da Chicco, já sucedeu por várias vezes os pais não retirarem essa mesma fita e colocarem o telemóvel de encontro ao ouvido do bebé, como se este fosse um adulto...como em tudo, há que existir bom senso e, sobretudo, vontade de ler o livrinho de instruções que refere precisamente este ponto como sendo primordial na utilização óptima do brinquedo!
E, por último, quando a Joana começar a sentar-se na sua cadeira de passeio, podermos fixar nela o telemóvel, graças a uma fivela que o acompanha.

Por ora, melhor telemóvel que este não existe: a Joana pode “falar” com os pais ao telefone nos próximos anitos sem termos de nos preocupar com o saldo!

quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Anos 80

Todos os dias, ao conduzir, sintonizo a rádio na estação M80 que se concentra nos melhores êxitos das décadas de 70, 80 e 90.
Como sou uma grande apreciadora das músicas dos anos 80, não resisti a comprar o CD duplo “O melhor dos anos 80”! Qual não foi a minha surpresa ao abrir a caixa e deparar-me com um pequeno livrinho sobre essa mesma década: o que aconteceu no mundo, como foi o Portugal de 80 e como se caracterizaram os mundos da música e do cinema nos anos 80. Adorei!

Preparativos para as papas

Enquanto escrevo este texto, penso para comigo: “Eu ainda vou ter saudades do tempo em que a bolotinha aceitava, impávida e serena, o seu biberon de leitinho em exclusivo...” mas, por outro lado, não posso deixar de sentir um entusiasmo crescente perante esta nova etapa desenvolvimental da Joana.
Até agora, a bolotinha tem revelado gostar do contacto com a colher quando lhe damos o Vigantol ou um pouquinho de água e eu espero que ela não saia aos pais no campo das papas! Isto porque quer eu quer o pai éramos autênticos quebra-cabeças para os nossos pais na fase das papas e sopas: enquanto eu salpicava tudo de papa, o pai fechava a boca e fazia finca-pé com a colher, demorando décadas a comer...em suma, era mais a papa fora da boca do que dentro!
Nas últimas semanas, temos comprado alguns artigos para a Joana, tais como:


Duas colheres “Easy meal” da Chicco, em silicone, uma com cabo angulado e outra com cabo convencional.



Uma colher da Neobaby, também ela em silicone:



Duas colheres, também em silicone, da Bébéconfort (na fotografia abaixo os cabos apareceram cortados, não sei o que se passou...):


Estas cinco colheres vêm juntar-se às duas da Nuk que eu comprei poucos dias depois de regressar ao trabalho:

Compramos também um prato térmico da Chicco, com uma ventosa anti-deslizante na base:


Para nos guiarmos na preparação das papas e sopas, e seguindo a recomendação de várias mamãs, compramos na FNAC o livro “1,2,3 uma colher de cada vez: um guia para crianças dos 4 meses aos 3 anos”, com mais de 150 receitas de papas, sopas, purés e menus mais elaborados, bem como recomendações acerca da introdução dos alimentos e uma caracterização das alergias alimentares.


Por último, temos um presente dos avós maternos da Joana, uma varinha multi-usos:


Chegados até aqui pergunto-vos: quando é que começaram a sentar os vossos filhotes na cadeirinha e que modelos é que aconselham?
E, em relação aos pratos para as papas, sopas e afins, pergunto-me o seguinte: será melhor investirmos unicamente em pratos brancos? Isto porque, com a esterilização ou lavagem de pratos coloridos, será que as cores não começam a “diluir-se”, soltando fragmentos que se misturam com o alimento?

Obrigada pelas vossas experiências e conselhos!

terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Auto-retrato aos 4 meses

Hoje acordei bem-disposta, à semelhança dos restantes dias.
Mas hoje foi um dia especial pois completei quatro meses de vida!
E nada melhor do que passar grande parte do dia a beber leitinho, a dormir, a fazer uma ou outra birra de sono, a sorrir, a “dialogar” e a redigir o meu auto-retrato!
Vou começar pelos meus calcanhares de Aquiles e terminar nas minhas preferências e constatações:

O meu calcanhar de Aquiles:

* Quando estou acordada, não gosto de estar muito tempo sozinha. Começo logo a chamar a atenção, sobretudo através de guinchos e “palavras”;

* Não gosto quando o carro pára nos semáforos ou numa fila de trânsito, acordo quase de imediato e rabujo como uma autêntica buzina!;
* As minhas birras de sono continuam a dar-me verdadeiras dores de cabeça: não as consigo evitar, sobretudo ao fim do dia! Com muita paciência e persistência, os pais conseguem que eu adormeça, mas o meu adormecer acontece quase exclusivamente ao colo e com a chucha das girafinhas.

As minhas preferências e constatações:

* O colo dos pais continua a ser o meu refúgio quando preciso de miminhos. Mas, agora que já tenho 4 meses, o colo é, para mim, um miradouro privilegiado para observar tudo e todos;

* Reconheço à distância os meus pais e a voz deles, mesmo quando estão noutra divisão;

* A chucha continua a ser a minha amiga inseparável mas está gradualmente a perder terreno para as minhas mãos: adoro chuchar nos dedos, na mão inteira, no lençol, no cobertor, na fralda...;

* Cada vez mais trinco a chucha ou a tetina e a baba continua a estar presente, quer sobre a forma de mil bolhinhas, quer através de verdadeiros riachos;

* O meu “vocabulário” expandiu-se consideravelmente e já sou capaz de manter um breve “diálogo” com os pais ou com pessoas que me sejam familiares, com direito a expressões faciais e tudo!;

* Dou gargalhadas com guinchinhos, que fazem as delicias de todos!;

* Adoro quando os pais me contam histórias e gosto muito de ver televisão, especialmente a Baby TV;

* Já estou mais familiarizada com a espreguiçadeira, mas a minha preferência vai para o Parque Lúdico e para o ginásio;

*
Seguro muito bem a cabeça, viro-a de um lado para o outro, e quando estou de barriga para baixo, já apoio a palma das minhas mãos e ergo-me nos braços para ver melhor o que me rodeia;

* Adoro brinquedos que emitam luzes e sons, bem como as macaquices dos pais;

* Adoro mudar a fralda e estar de rabito ao léu!;

* Quando deitada, adoro “andar de bicicleta” com as pernas; umas vezes, alterno, outras vezes são as duas ao mesmo tempo e, inclusive, já dou saltinhos!;

* Continuo a perder cabelo, especialmente na zona da nuca...mas nada que não me retire o meu charme natural!;
* Gosto muito de sentir a textura da colher, não a rejeito e os meus pais acreditam que isto poderá ser um bom prenúncio para as papas que se avizinham...pois, eu ainda não vos posso dar certezas porque...é surpresa!;

* Suspiro;

* Começo a querer virar-me de lado;

* Espreguiço-me quando acordo e, logo a seguir, emito um sorriso de orelha a orelha! De facto, tenho um excelente acordar!;

* Quando tenho sono e me encontro ao colo dos pais, esfrego o nariz de encontro ao peito deles e levo as mãos aos olhos. Bocejo eu, boceja a mãe e boceja o pai!.


Digam lá se, com quatro meses, não estou irresistível?!

Hoje...

...às 16:07, estávamos aqui:
Com efeito, decidi tirar a tarde no trabalho para estar com a minha bolotinha.
E foram tão boas estas horas repletas de sol na companhia da Joana!
Quando o relógio marcou as 16:07, dei um grande beijinho de parabéns na bochecha da minha pequenina e as lágrimas vieram-me aos olhos...enfim, são momentos únicos em que relembrei quão brutalmente feliz foi o nascimento da minha filha!

Era uma vez...

...uma joaninha chamada Joana e que vivia num jardim muito especial: o jardim dos pais.
Todos os dias, e independentemente da estação do ano, o sol brilhava no jardim pois não resistia aos encantos da joaninha Joana.
De facto, quando o sol despontava no horizonte, a joaninha dava-lhe das boas-vindas com um sorriso capaz de desabrochar qualquer flor. E mesmo quando o sol dava lugar à sua amiga lua, a joaninha Joana era o que de mais extraordinário vivia no jardim dos pais.
Hoje, a nossa joaninha Joana completa 4 meses de vida e todo o nosso jardim respira um amor já muito enraizado.
Parabéns, filha, pelos teus 4 meses que são, ao mesmo tempo, teus e nossos pois que, sem ti, a realização plena e daria que sentimos não teria lugar.

Às 16:07 de hoje completarás 2928 horas de vida e, nós os três, 175680 segundos de um amor sem igual!

segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

A história do lápis

“O menino olhava para a avó que se encontrava a escrever uma carta e perguntou:

- Estás a escrever uma história sobre mim?
A avó parou de escrever, sorriu e comentou:
- É verdade, estou a escrever sobre ti. No entanto, mais importante do que as palavras é o lápis que eu estou a usar. Gostaria que fosses como ele...!
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que eu já vi...
- Tudo depende do modo como tu olhas para as coisas. Há cinco qualidades neste lápis que, se tu conseguires mantê-las, serás sempre uma pessoa em paz com o mundo.
Queres saber que cinco qualidades são essas?
O menino anuiu, ao que a avó prosseguiu:
- Primeira qualidade: tu podes fazer grandes coisas, mas não deverás esquecer que existe uma mão que guia os teus passos;
Segunda qualidade: de vez em quando, eu preciso de parar de escrever e usar o afiador. Isto faz com que o lápis sofra um bocadinho mas, no fim, ele estará mais afiado. Portanto, tenta lidar bem com a dor porque também ela te ajudará a ser uma pessoa melhor;
Terceira qualidade: o lápis permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente negativo, mas sim importante, porque todos nós aprendemos com os nossos erros.
Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou a sua forma exterior, mas o carvão que está dentro dele. Por isso, presta sempre muita atenção aos teus sentimentos e à tua intuição.
Finalmente, um lápis deixa sempre uma marca. Da mesma maneira, tudo o farás na vida deixará traços e é muito importante estarmos sempre conscientes de cada acção e suas consequências. Traça o teu caminho com integridade, com amor, com dedicação e nunca, mas nunca deixes de ser tu próprio!”

Autoria: Paulo Coelho

Já lá vai o tempo...

...em que a bolotinha bebia o seu biberon serenamente!
Este fim-de-semana a Joana esteve mais irrequieta para comer e, apesar de ter fome, virava a cabeça de um lado para o outro e dava pontapés no ar. Enfim, cada refeição era uma aventura!
A nossa joaninha está a crescer, sem dúvida: já não é mais bebé-bebé mas uma bebé mais interactiva, curiosa e também determinada.
Já lá vai o tempo em que a bolotinha se aninhava por completo no nosso colo: agora quer espreitar aqui e ali, quer segurar os nossos dedos e olhar em direcção a tudo aquilo que emita sons e luzes.

E amanhã já fazemos quatro meses de vida...!

domingo, 24 de Fevereiro de 2008

Se eu fosse...

Encontrei este desafio interessante no blog da Lau (www.anjinhalau.blogspot.com) e decidi dedicar-lhe um tempinho:

Se eu fosse um mês seria... Agosto

Se eu fosse um dia da semana seria... Sexta-feira

Se eu fosse um número seria... 9

Se eu fosse um planeta seria... Terra

Se eu fosse uma direcção seria... Norte

Se eu fosse um móvel seria... Poltrona ou Chaise-longue

Se eu fosse um liquido seria... Água

Se eu fosse um pecado seria... Gula

Se eu fosse uma pedra seria... Diamante

Se eu fosse um metal seria... Ouro

Se eu fosse uma árvore seria... Macieira ou um Pinheiro

Se eu fosse uma fruta seria... Kiwi

Se eu fosse uma flor seria... Rosa

Se eu fosse um clima seria... Temperado

Se eu fosse um instrumento musical seria... Piano

Se eu fosse um elemento seria... Fogo

Se eu fosse uma cor seria... Vermelho ou Azul

Se eu fosse um animal seria um... Cão

Se eu fosse um som seria... Uma gargalhada de um bebé/criança

Se eu fosse uma letra de música seria... “Imagine”, John Lennon

Se eu fosse uma canção seria... “Somebody to love”, Queen, “Kiss from a rose”, Seal ou “Isn’t she lovely”, do Stevie Wonder

Se eu fosse um estilo de musica seria... ligeira ou clássica

Se eu fosse um perfume seria... Qualquer um da Laura Biagiotti ou Anais Anais, da Cacharel

Se eu fosse um sentimento seria... Amor

Se eu fosse um livro seria… "Vai aonde te leva o coração”, de Susanna Tamaro

Se eu fosse uma comida seria… Rojões à moda do Minho

Se eu fosse um lugar (cidade) seria ... Sydney, Hong Kong, Nova Iorque...

Se eu fosse um gosto seria... Doce

Se eu fosse um cheiro seria… O aroma da minha filha

Se eu fosse uma palavra seria… Amor ou Mãe

Se eu fosse um verbo seria… Amar

Se eu fosse um objecto seria…. Um livro

Se eu fosse uma roupa seria… O meu vestido de noiva!

Se eu fosse uma parte do corpo seria…Olhos

Se eu fosse uma expressão seria… Um sorriso

Se eu fosse um desenho animado seria… Noddy ou Ruca

Se eu fosse um filme seria… “Uma Mente Brilhante”, o “Clube dos Poetas Mortos, “As Horas”...

Se eu fosse forma geométrica seria… Um círculo

Se eu fosse uma estação seria… O Verão

Se eu fosse uma frase seria… “Para ser grande, sê inteiro/Nada teu exagera ou exclui/Sê todo em cada coisa/Põe quanto és no mínimo que fazes” (Fernando Pessoa).

É uma questão de tempo...

...até a bolotinha começar a chapinhar na água da sua banheirinha.

Ontem assisti aos primeiros movimentos, ainda pequenos e acidentais mas que, brevemente, começarão a ter um significado bem “simpático”!

Divulguem!

O gigante global de jogos Parker Brothers está a promover uma eleição mundial para descobrir as 22 maiores cidades do mundo a serem incluídas no novo jogo “Monopólio Edição Mundial”, que estará à venda a partir de Setembro.
Lisboa já está entre as 68 cidades mais votadas por fãs do jogo!
Até ao dia 29 deste mês poderão deixar o vosso voto online no site:
www.hasbro.com/games/kid-games/monopoly, indicando as 10 cidades mundiais que reúnem a vossa preferência.

Participem, vamos colocar Portugal no tabuleiro do “Monopólio”!

sábado, 23 de Fevereiro de 2008

Eloquência!

Desde ontem que a nossa bolotinha fala pelos cotovelos, mantendo um “diálogo” assaz eloquente connosco. Tudo nela é expressividade, desde os sons até às expressões faciais! Parece que nos diz: “Eu explico!” ou “É assim, por isto e por aquilo!”.
Hoje, eram 9:30, acordamos nós com a Joana a discursar. Depois de beber o seu leitinho, deitamo-la no meio de nós. Decorridos alguns instantes, temos a Joana a conversar connosco. O que nos rimos, enquanto “respondíamos” às suas “frases” e “perguntávamos-lhe” coisas relacionadas com os bonecos, com o leitinho, com o sono, com o tempo...

Acordar mais maravilhoso do que este não existe!

Para os mais cresciditos: vamos arrumar!

“Filho/a, vamos arrumar os brinquedos?”, “Filho/a, já arrumaste o quarto?”
Penso que todos os pais, em qualquer momento, dão por si a enfatizar a importância da arrumação junto dos seus filhos.
Há dias li um artigo interessante sobre o tema, artigo esse que aponta algumas dicas para promover o sentido da ordem e da arrumação junto dos pequenotes (
www.portaldafamilia.org):

* Desde os primeiros meses, os pais, ao brincarem com os filhos, poderão dizer-lhes: “Agora, vamos arrumar o bonequinho neste baú”, “Vamos pôr os carrinhos dentro da caixa para que eles fiquem todos arrumadinhos”, “O que é que vamos fazer com esta bolinha? Vamos arrumá-la! Sabes onde? Nesta caixinha!”;

* Quando a criança é maior, poderemos envolvê-la na tarefa de arrumar apelando ao seu sempre desperto sentido de solidariedade. Um “Ajudas-me a limpar o teu quarto?”, pode ter bons resultados. Assim, a criança aprenderá a distinguir o que poderá ir para lavar, os brinquedos que deverão ser arrumados e onde, ao mesmo tempo que se sentirá importante. No futuro, a criança poderá colocar um empenho natural em arrumar ela mesma o seu quarto;

* Quando arrumamos com a criança o seu guarda-roupa, por exemplo, poderemos explicar-lhe que as roupas sujas são para lavar pois que no armário só arrumamos roupas limpas; do mesmo modo, dobramos a roupa para que ela não fique engelhada, separamos as meias das cuecas, entre outros critérios de arrumação que os pais considerem pertinentes;

* Para ensinarmos a criança a ser arrumada, deveremos indicar-lhe o lugar das coisas. De facto, seria completamente contraproducente que houvesse apenas um baú de arrumação, onde se misturassem várias coisas. Assim, por exemplo, os livros vão para a estante, os carrinhos para uma caixa, os jogos ficam numa gaveta espaçosa, etc;

* Para facilitar a arrumação, poderemos decorar o quarto da criança com baús coloridos, cestos, caixas forradas e estantes. Cada um estará destinado a um tipo de brinquedo;

* Será mais divertido e fácil de identificar a que baú pertence um brinquedo se, naquele, colocarmos um autocolante ou um desenho com uma imagem de uma boneca, de jogos, de carrinhos, etc;

* Para a criança, arrumar deverá ser como um passo a mais, inseparável das suas actividades diárias: depois de brincar com um brinquedo e antes de brincar com outro, há que arrumar o primeiro; depois de fazer um desenho, há que arrumar os lápis ou os marcadores; depois de brincar com os Lego ou outros jogos, há que arrumar as peças numa caixa...;

* O passo seguinte será ver com a criança se, o que se arruma, se encontra em bom estado. Por exemplo, afiar os lápis de cor antes de os arrumar, conferir as peças de um puzzle quando o desmontamos e arrumamos, ver se falta algum botão na camisa, etc;

* Se algo se partiu ou sujou, há que incentivar a criança a consertá-lo primeiro ou dar a alguém para o compor...as peças pequeninas e soltas são um perigo para qualquer criança, especialmente para as mais pequenas ou quando existem irmãos mais novos;

* Todos os móveis, estantes ou prateleiras deverão estar bem fixos à parede de forma a não tombarem sobre a criança se esta se apoiar neles ou tentar trepar. De igual modo, os baús e outras caixas de arrumação deverão ter cantos arredondados por forma a que a criança não se magoe.

Mamãs, que experiências de arrumação é que vocês têm com os vossos filhotes mais crescidos?

sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

Foi hoje...

...que eu ouvi a primeira gargalhada da Joana, com um guinchinho pelo meio!
À semelhança dos restantes dias úteis, fui almoçar a cada dos meus pais e, quando cheguei, estava a bolotinha na sala, na sua espreguiçadeira, juntamente com a largatinha, o seu bonequinho preferido da espreguiçadeira. O que ela “falava”!
Quando me aproximo e faço soar o guizo da lagartinha, ao mesmo tempo que falo com a Joana, ela solta uma senhora gargalhada :-) Memorável!
Ao fim do dia, pouco depois de termos chegado a casa, a Joana, no meio das “macaquices” do pai, volta a dar uma gargalhada deliciosa, deixando-o todo babado...Neste preciso momento, a Joana está no Parque Lúdico e “fala” pelos cotovelos...vamos lá descodificar o “bebéguês”!

Estalidos, chiadeiras e xi-corações!

Tudo o que emita som atrai a atenção da bolotinha: melodias dos brinquedos, bonecos que chiam, estalidos com a língua e beijinhos sonoros!
É dizer-lhe “Filha!” e ela vira a cabecita para ouvir os nossos beijinhos sonoros ou as macaquices do pai!

Daqui a algum tempo vamos ter risotas a dobrar, ai vamos vamos :-)

quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

Cartão Uriage

Na parafarmácia onde costumamos pesar a Joana e onde somos clientes habituais, temos um cartão Uriage que se vai preenchendo com os códigos de barras de produtos dessa marca. Assim, ao fim de oito produtos adquiridos, temos o nosso cartão cheio, o que significa que receberemos em casa um produto Uriage. Optamos por escolher a “1er Eau” da Uriage, que é o produto que mais utilizamos com a bolotinha.

É uma atenção, bem sei, porque o total dos oito produtos que adquirimos prefaz €63,46!

Detalhes

Quem tem a mão e o pé mais bonitos do mundo? A Joana, pois claro!
Estes pequenos pormenores deliciam-me no dia-a-dia e, quando estou a mudar a fralda à bolotinha, dou por mim a dar-lhe muitos beijinhos nos pés, enquanto ela me agarra as mãos :-)


E ontem, pela primeira vez, vi a força que a Joana já tem nos bracitos quando colocada de barriga para baixo: ergue-se muito bem e vira a cabecita de um lado para o outro...!

Como o mundo é diferente de diversos ângulos, não é filha?!






quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

A mãe em diferentes idades

No passado fim-de-semana li um breve e curioso texto sobre as diferentes imagens de uma mãe, consoante a idade do nosso filho.
Então,

Aos 4 anos de idade, o nosso filho pensa: “A minha mãe é capaz de fazer tudo”;
Aos 8 anos de idade, o nosso filho exclama: “A minha mãe sabe muitas coisas”;
Aos 12 anos de idade, o nosso filho conclui: “A minha mãe não sabe tudo”;
Aos 14 anos de idade, o nosso filho determina: “Sem dúvida que a minha mãe não sabe isto”;
Aos 16 anos de idade, o nosso filho suspira: “A minha mãe é tão antiquada!”;
Aos 18 anos de idade, o nosso filho decide: “A minha mãe está tão fora do assunto...”;
Aos 25 anos de idade, o nosso filho cede: “Bem, pode ser que a minha mãe saiba um pouco mais do que aquilo que eu pensava...”;
Aos 35 anos de idade, o nosso filho pondera: “Antes de decidir, porque não pedir uma opinião á minha mãe?”;
Aos 45 anos de idade, o nosso filho reflecte: “O que é que será que a minha mãe pensaria sobre isto?”;
Aos 65 anos de idade, o nosso filho sonha: “Quem me dera poder partilhar isto com a minha mãe...”.

Deixa-me ver melhor...!

A nossa filhota é, decididamente, muito observadora!

No sábado, a bolotinha acordou às 06:00 e eu, ainda ensonada, fui preparar-lhe o primeiro biberon do dia. Enquanto passeávamos pelo quarto, na tarefa de arrotar, aproximamo-nos do pai, que dormia a bom dormir....pois não é que, ao meu colo, a Joana inclina-se para a frente para ver melhor o pai?! Como quem diz: “Pai, o que é que estás aí a fazer?! Toca a levantar!”

terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

Amizade

Para mim, o Kahlil Gibran é uma referência no mundo da poesia.
Há dias, li uma reflexão deliciosa sobre o significado da amizade que quero partilhar com vocês:

“O nosso amigo é o campo onde semeamos com amor e colhemos com agradecimento. É o nosso lar, a nossa mesa.
Quando ele estiver calado, nós sabemos que, mesmo assim, os dois corações continuam a conversar.
Quando tivermos que nos separar dele, não soframos. Porque veremos melhor a importância da amizade por causa dessa ausência, da mesma maneira que um montanhista vê melhor a paisagem à sua volta distante da planície.
Que o que tivermos de melhor possamos dividir com o nosso amigo.Permitamos que ele conheça e participe não apenas dos nossos momentos de alegria mas também dos momentos de tristeza. E importa termos presente que um amigo não está ao nosso lado para nos ajudar a matar o tempo mas sim para nos ajudar a viver plenamente!”

A pensar nas papas...

...comprei as duas primeiras colheres para a Joana!
O dia estava a começar e eu, acabada de chegar ao trabalho, estava já com muiiitas saudades da minha bolotinha. Assim, dirigi-me a uma farmácia que existe junto á companhia onde trabalho e encontro estas duas colheres da Nuk que me pareceram muito úteis, quer no formato quer no material em que são feitas.
Por vezes dou por mim a imaginar a primeira papa da Joana, como correrá, se ela fará caretas, se vai gostar dos novos sabores...de uma coisa tenho já a certeza: ela gosta muito de colheres! Costumo dar-lhe o Vigantol numa colher pequenina de plástico e ela abre muito bem a boquinha, lambendo e por vezes chuchando na colher.

Já é um bom sinal, não acham?!

segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

A tosse

Durante a semana passada, convivi com um rescaldo da minha constipação não muito agradável: uma tosse de bradar aos céus!
Não raras as vezes, durante o trabalho, era acometida por autênticas “crises de tosse”, que me deixavam com a face lavada em lágrimas e com uma dor de cabeça brutal! Era, pura e simplesmente, impossível de a controlar, parecia que tinha uma pena na garganta que teimava em não me largar, quer de dia, quer de noite...ainda estou para descobrir como é que a bolotinha não acordava com a minha tosse!
Assim, na quarta-feira, acabada de estacionar junto ao meu trabalho, dirigi-me a uma farmácia para comprar um xarope ou algo que aliviasse a minha tosse. Indicaram-me o “Mucosolvan” em xarope que tem sido, de facto, um auxiliar precioso!
Normalmente, em casos de tosse, costumo preparar em casa o xarope de cenoura mas, desta vez, ele não resultou...
Quer eu quer a bolotinha estamos melhor da constipação que se abateu sobre nós e eu não podia deixar de agradecer a vossa preocupação e carinho!
Passando da minha tosse para a tosse em bebés e crianças, aproveito o tema deste texto para vos deixar algumas informações sobre a tosse nos mais pequenitos, tendo como fontes “O Grande Livro do Bebé”, do Dr Mário Cordeiro, e o site “Médicos de Portugal” (
www.medicosdeportugal.pt).
A tosse surge, de facto, de mansinho, mas é com força que ela se instala!
A tosse é um mecanismo de defesa do organismo, quando confrontado com substâncias que podem congestionar as vias respiratórias, nomeadamente, a expectoração, as poeiras ou o fumo do tabaco. “Trata-se de um acto reflexo, que protege da acumulação de muco nos pulmões, ao mesmo tempo que promove a secreção de substâncias estranhas ou irritantes”, explica o Dr. Armando Fernandes, pediatra.
Caso a tosse permaneça mais do que três semanas, será necessário, junto do médico pediatra, perscrutar a sua origem. De acordo com o especialista, estas são “situações particulares e crónicas”, que necessitam de uma observação mais atenta, por poderem denunciar a presença de uma patologia subjacente: asma, doença cardíaca ou fibrose quística.


Segundo o Dr Mário Cordeiro, existem quatro tipos de tosse:

A tosse produtiva, com expectoração (embora a criança a engula), com origem baixa (brônquios);
A tosse irritativa, provocada por agressões à árvore respiratória e que é uma tosse seca, repetitiva, muitas vezes quase “ladrada” (“tosse de cão”);
A tosse alérgica, semelhante à anterior, mas acompanhada de olhos a lacrimejar, sensação de comichão na garganta, espirros, pieira, etc;
A tosse nocturna, por acessos, que corresponde ao deslizar das secreções dos adenóides para os brônquios.

Segundo o Dr Armando Fernandes, a criança pequena dificilmente expectora. Através do vómito – um mecanismo indirecto de libertação – “expele, involuntariamente, o conteúdo gástrico e as secreções brônquicas deglutidas previamente”.Os tratamentos, tal como indica o pediatra, devem estar direccionados ao tipo de tosse, tentando, “sempre que possível, eliminar a sua causa”. No entanto, algumas receitas caseiras podem ajudar a resolver o problema. “Em bebés com menos de um ano, pode-se administrar um xarope de milho. Em crianças mais crescidas, os pais podem recorrer ao tradicional ‘ xarope de cenoura’, que consiste numa fórmula simples: bater a cenoura num liquidificador, coar, adicionar mel e ferver o preparado, até ficar com um aspecto mais espesso ”, esclarece o especialista.Existem estudos recentes que demonstram os efeitos benéficos do mel na atenuação da tosse. Aliás, como aconselha o Dr.Armando Fernandes, a ingestão de líquidos mornos, como seja o chá de limão, complementados com mel, podem ajudar a acalmar a tosse. Em situações de corrimento nasal, os pais devem, sempre que possível, “reforçar os recursos hídricos, aplicando soro fisiológico ou água do mar esterilizada”. Os habituais xaropes para a tosse – os antitússicos – “raramente são úteis”, diz o pediatra, acrescentando que, por outro lado, “alguns expectorantes ajudam a soltar as secreções”, nomeadamente em situações de tosse seca.

Outro tipo de tosse é a tosse convulsa, de natureza irritante, dolorosa e persistente no tempo. A tosse convulsa, considerada “uma doença altamente contagiosa e perigosa para as crianças”, provocada pela bactéria Bordetella pertussis, é passível de prevenção, através da vacina. Como explica o Dr. Armando Fernandes, a vacinação é, até ao momento, “a única medida eficaz, capaz de erradicar esta patologia”.Segundo o especialista, a tosse convulsa – principalmente em lactentes com idade inferior a meio ano – apresenta uma taxa de 1% de mortalidade nos dois primeiros meses de vida. Os sintomas iniciais de tosse convulsa não se revelam “muito inquietantes: constipação, tosse, um pouco de febre”. Mas, à medida que os sintomas se avolumam, “as crises sucessivas e violentas dificultam a respiração, até à altura em que a criança emite uma espécie de silvo agudo (respiração ruidosa)”. Esta doença, “em geral, não é especialmente grave, mas é longa – pode ter uma duração de 6 a 8 semanas – e fatigante para a criança”, adianta o pediatra. E prossegue: “Para um bebé, sobretudo se tem menos de 3 meses, é mais perigosa. As crises de tosse tornam a respiração mais difícil e produzem vómitos que podem desidratar ou, pior, conduzir à asfixia.”

Por isso, Sra D.Tosse, distância!

O maravilhoso mundo das mãos

A nossa bolotinha está, a cada dia, mais apaixonada pelas suas mãos!
É ouvi-la chuchar nos dedos, é vê-la com a mão quase toda na boca ou com as duas mãos envoltas em baba...


Os pés começam também a querer levantar-se, se bem que ainda muito dissimuladamente, e a Joana já está a treinar o virar-se de lado com mais afinco: dobra as pernitas, apoia os pés numa superfície segura e toca a virar...!


domingo, 17 de Fevereiro de 2008

Miminho bom!

A mamã do André e do Salvador, a Sara (www.maeprincesa2.blogspot.com), presenteou-nos com este miminho que muito agradecemos.

E que regras estão subjacentes a este miminho?



1.Este prémio deverá ser atribuído aos blogs que considerem ser bons, isto é, os blogs que visitem regularmente e onde deixem comentários;
2.Ao receber o prémio “É um blog muito bom, sim senhora!”, deveremos escrever um post incluindo: a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog, a tag do prémio, as regras e a indicação de outros 7 blogs merecedores desse mesmo prémio;
3.A tag do prémio deverá ser exibida no blog, de preferência com um link para o post em que fala dele.


Considerando as regras, irei fazer algo de diferente. Isto é, em vez de colocar aqui os blogs premiados, irei a esses mesmos blogs entregar este miminho! Surpresa :-)

72 horas...

...depois da administração das vacinas MencI e da segunda dose da Prévenar, a bolotinha não registou a maioria dos sintomas que se lhe apresentaram aquando da toma das primeiras vacinas, isto é, febre, diminuição de apetite, sonolência, birras/irritabilidade e “revoltas intestinais” sob a forma de diarreia. No primeiro dia, apenas fez diarreia e, ontem, soninhos prolongados durante o dia.
Na passada quarta-feira, pelas 18:30, chegamos ao HCD, onde a Joana é acompanhada. Ela estava bem desperta e, na salinha de espera, aproveitamos para mudar a fraldinha, enquanto o pai foi à cafetaria comprar um chocolate para a mãe (ai a minha gulodice!).
Pouco tempo chega um casal que me era familiar, casal esse que se sentou ao nosso lado. Pois quem eram?! Os pais do Diogo (
www.aminhaestrelinhalinda.blogspot.com)! Foi uma coincidência tão feliz, como o mundo é pequeno...conversamos sobre os nossos filhos e assistimos a uma “mega-birra” de uma menina que não deveria ter mais que dois anos, a Sara. A qualquer contrariedade, atirava-se para o chão e chorava, chorava, chorava...até a bolotinha ficou admirada a olhar para toda aquela agitação!
Eram 19:00 quando a Joana entrou na sala de enfermaria para as duas vacinas, uma em cada pernoca. Enquanto a enfermeira resumia os possíveis sintomas secundários das vacinas, o pai ia despindo a parte de baixo do babygrow da Joana. Era a primeira vez que ele nos acompanhava e posso dizer-vos que ele ficou bastante impressionado ao ver a Joana chorar porque assistiu à introdução das pequenas agulhas nas pernitas da bolotinha. Eu, nestes casos, prefiro não olhar. Rodeio a cabeça da Joana com os meus braços, vou conversando com ela e, quando as lágrimas começam a chegar, dou-lhe muitos beijinhos...claro que o meu coração fica apertadinho mas penso que logo logo tudo passará.
Depois de vestirmos a bolotinha, aguardamos 30 minutos por forma a podermos observar a ocorrência de possíveis sintomas nefastos, como o bebé ficar inanimado, roxo ou com dificuldades em respirar. Enquanto esperávamos, demos um biberon à bolotinha que, a pouco e pouco, se rendia ao sono, tal como sucedeu aquando das primeiras vacinas. Durante os dias que se seguiram, a bolotinha esteve sempre muito bem-disposta, muito sorridente e comunicativa. Teve apenas dois ou três episódios de diarreia e uma ou outra birrita de sono. Portanto, podemos dizer que, desta vez, a Joana reagiu melhor ás vacinas.

Agora, estaremos de regresso no dia 12, para uma consulta de pediatria, seguida das vacinas...

Onde está a mãe?

Esta manhã a bolotinha acordou por volta das 07:30 para o seu primeiro biberon do dia.
Enquanto eu estava na cozinha a prepará-lo, o pai pegou na Joana e dançava com ela pelo quarto. A dada altura, pergunta à bolotinha: “Onde é que está a mãe?”
Pois não é que a Joana tira a cabecita do colo do pai e começa a olhar à sua volta, a procura da mãe?!


Digam lá se isto não faz um dia de domingo como este?!

sábado, 16 de Fevereiro de 2008

Eu quero, logo agarro!

Durante esta semana, constatamos que a Joana já segura intencionalmente bonecos e o biberon com as duas mãos!
A fotografia ao lado atesta o momento em que ela agarrou num bonequinho branco com ambas as mãos (uma delas está escondida...) enquanto lhe mudava a fralda...e não é que a bolotinha, por vezes, também dirige a mão para a fralda?!
É com grande curiosidade que ela segura na fralda e olha para a barra horizontal de bonequinhos...pois é, filha, uma fralda nova é outra coisa!
Quanto aos biberons, a Joana começou a tocar-lhes, com a mão espalmada, a partir dos dois meses. Agora, a questão é bem diferente: quer ser ela a segurar na sua garrafinha-mágica e a determinar quando já chega, empurrando com as mãos, o biberon...temos uma bolotinha determinada!

A não perder!

Já compraram este chocolate? Não?!

Então experimentem-no e depois digam-me se gostaram :-)
O pai trouxe-o ontem do supermercado e posso dizer-vos que já pouco resta da tablete de 250grs...mas atenção: eu só comi duas barrinhas,eheheh!

sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Reflexões...

Desafio aceite!
Desta vez o desafio partiu da mamã da Érika (
www.gaiatah.blogspot.com) e quero endereçá-lo a vocês que nos lêem neste momento!
Vamos lá então...


Vida: Um mistério, um desafio, uma dádiva suprema;

Amor: O que nos impulsiona, o que confere cor à vida, a nossa melhor vitamina!;

Casamento: A celebração formal de uma união;

Família: O que de mais precioso existe;

Dinheiro: O que confere poder de compra de bens materiais. Quanto a todos os outros bens, não há dinheiro que se lhes equipare!;

Homem: Para mim existem dois: o meu pai e o meu marido!;

Mulher: A obra-prima de Deus!;

Desejo: Uma meta, um projecto, um sonho...nunca desistir é o lema!;

Sucesso: O que nos realiza, pessoal ou profissionalmente. É o resultado do nosso esforço e empenho;

Profissão: O que exercemos com dedicação e integridade;

Saúde: Um bem precioso!;

Internet: Um mundo infinito, onde conhecemos pessoas incríveis, como vocês, mamãs e papás!;

Presente: Aqui e agora...o que aprendemos hoje?;

Passado: Para sempre recordar;

Futuro: Uma auto-estrada ao amanhecer...;

Política: A arte das entrelinhas;

Portugal: O meu país, com as suas qualidades e defeitos;

Arte: O mundo dos significados, um dicionário de sentimentos;

Opinião do desafio: Excelente!

Pára-sol

No passado domingo, o pai substituiu o pára-sol junto do ovo da bolotinha por um mais escuro, que filtra melhor os raios solares.
De facto, anteriormente tínhamos no carro um pára-sol com joaninhas (muito apropriado!), em fundo verde-claro, oferta da revista “Pais&Filhos”.
Contudo, verificamos que este pára-sol, por ser em cores claras, não filtrava muito bem a luminosidade, pelo que compramos um conjunto novo que é, realmente, mais eficaz.
Pessoalmente, gosto mais dos pára-sóis com bonecos (mas não muitos!) mas penso que estes não servem tão bem o seu propósito como os pára-sóis escuros.
E, assim, a bolotinha vai também mais segura!

quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Hoje é Dia dos Namorados...

...e nós estamos apaixonados por ti, filha!
A cada dia que passa o nosso coração cresce mais um bocadinho e maravilha-se com cada detalhe do teu ser.
Contigo, o Dia dos Namorados tem um significado mais pleno e faz-nos perpetuar este namoro para uma vida inteira!

Alerta

Ontem à tarde, uma colega de trabalho enviou-me, a mim e a muitas outras pessoas que trabalham na mesma companhia, um email que eu divulgo aqui dada a sua importância:

“Aviso da PSP com pedido de retransmissão

Cuidado com as pessoas estrangeiras que se encontram nos sinais luminosos em Braga, no Porto, em Lisboa e em Coimbra.
Aconteceu na semana passada, na Avenida Marechal Gomes da Costa, no Porto, em plena luz do dia.
Seriam umas 15:30. Um automobilista, ao parar nos semáforos, foi abordado por um senhor nativo de um país do Leste Europeu, que tocava acordeão. Este senhor tinha um ar simpático e abeirou-se do automobilista, tocando o seu instrumento musical. O automobilista decidiu dar-lhe 50 cêntimos, abriu o vidro e, quando estendeu a mão com a moeda, o senhor puxou-o violentamente e apontou-lhe imediatamente uma faca ao pescoço, obrigando-o a dar-lhe o telemóvel e a carteira, pondo-se imediatamente em fuga.
Atenção, pois, a estes casos que ocorrem principalmente junto aos semáforos. Habitualmente, as pessoas que aqui se encontram tocam violino ou acordeão, servindo-se deste instrumento para abordar os condutores. Esta rede também se dedica ao tráfego de crianças e roubo de bebés. Em Espanha, já houve queixas de que estes indivíduos retiraram bebés do banco traseiro do carro: enquanto um toca ao lado do condutor, um cúmplice vai por trás e retira a criança, vendendo-a posteriormente a pais que desejem adoptar noutros países.
Por favor, transmita esta informação a um maior número possível de pessoas.
Urge que os senhores condutores tranquem sempre as portas e fechem os vidros das janelas do carro quando se imobilizarem nos semáforos.

Tenente António Santos Alonso – Comando Central da PSP Porto”


De facto, há um ou dois anos, tomei conhecimento, através dos meios de comunicação social, de casos desta natureza e, a partir daí, comecei a trancar as portas do carro sempre que conduzia. Com o nosso carro actual, as portas ficam automaticamente trancadas quando o carro começa a andar, pelo que as portas só se abrem por dentro e nunca por fora...todo o cuidado é pouco!

O que se passa com a nossa sociedade que, a cada dia que passa, fica mais violenta?

quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

Mas que bom!

A mamã do João, a Mara (www.mara-barriguitas.blogspot.com), é uma pessoa que eu adoro e que, através do seu blog, nos dirigiu este miminho especial.
Não conheço a Mara pessoalmente, mas os seus textos são sempre uma delicia de ler :-)
Dizem as “regras” que deveremos dar este prémio a 10 pessoas cujos blogs nos tragam alegria e inspiração, fazendo-nos sentir felizes na blogosfera. Há que avisar essas mesmas pessoas, portanto um comentário nos seus respectivos blogs, para elas o poderem passar.Regras são regras, tudo bem.

Mas perante este miminho, temos que abrir uma excepção e dedicá-lo a todas as pessoas que nos visitam e que contribuem, elas mesmas, para a nossa felicidade!

Os sapinhos que não são príncipes!

Conhecem o conto da menina que dá um beijo num sapo e este se transforma em príncipe?
Pois, lamento informar-vos, mas não é verdade!
Aquando da administração das primeiras vacinas, no início de Janeiro, a bolotinha fez um pouco de febre nesse mesmo dia, o apetite ressentiu-se, a necessidade de mimo aumentou e o trânsito intestinal dela deu uma grande reviravolta, dando lugar a uma diarreia corrosiva.
E o adjectivo “corrosivo” é, de facto, o mais apropriado pois eu tinha que estar sempre com uma fralda nova a postos para ir mudando múltiplas vezes ao dia.
Mesmo com todos os cuidados de higiene aquando da muda da fralda e mesmo com a sua mudança intensiva, reparei que no meio das perninhas da Joana, mesmo nas preguinhas, começaram a surgir minúsculos pontinhos brancos. Ora, a Joana nunca tivera semelhante coisa pelo que associei o aparecimento desses pontinhos à acidez das fezes. E, de facto, a pediatra confirmou-o.
Ainda pensei que pudessem ser sapinhos, mas sempre ouvira e lera que a sua ocorrência se centra na cavidade bocal. Dermatite das fraldas também não era pois a pele da bolotinha não estava vermelha e/ou irritada.
Excluídas as hipóteses de sapinhos e de dermatite das fraldas, concentrei-me nos cremes anti-assaduras. Qual deles poderia eliminar aqueles pontinhos brancos?
Segundo a pediatra da Joana, para termos a certeza da eficácia ou não de um dado creme no tratamento dos ditos pontinhos brancos, temos que o usar durante 3 dias consecutivos. Assim: Uriage, nada; Halibut, nada; Lauroderme, nada; D’Aveia, nada; Pasta lenitiva protecção intensiva da Chicco, nada e Eryplast da Lutsine igualmente nada.
Entretanto, li num site (cujo nome já não me recordo), que o creme Daktarin seria muito eficaz no tratamento dos tais pontinhos brancos. Dirigi-me então à farmácia e comprei o produto. No entanto, quando chego a casa e começo a ler o folheto informativo, assusto-me e, até hoje, o tubo permanece fechado...senão vejam: “A hipersensibilidade ao Daktarin pode ser identificada através de comichão, vermelhidão, sensação de queimadura, falta de ar e/ou cara inchada após uma aplicação.” Imaginem...
Volto a contactar a pediatra, informando-a da ineficácia dos 6 cremes que já usara. Então, ela indica-me um creme chamado Zimycan (€6,00) que foi o que realmente acabou com os pontinhos brancos em 3 dias. Uma maravilha!Hoje, ao fim do dia, a bolotinha vai tomar o reforço da vacina MencI e a segunda dose da Prévenar. Talvez à noite ou amanhã a Joana faça um pouco de febre e apresente alguns dos sintomas que descrevi acima...a ver vamos se os pontinhos brancos voltam a surgir. Se aparecerem, terei o Zimycan a postos!

terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Uma aventura na banheira

Este fim-de-semana constatei que a banheira que compramos para a Joana, que até nem é das mais pequenas, já começa a restringir um pouco os movimentos da bolotinha.
Ela ainda não começou a chapinhar com as pernitas na água mas, quando lhe lavamos as costas, ela já quer manter-se de pé...faz uma força nas pernas e nos pés que é incrível!

A banheira da bolotinha está assente num tripé e eu pergunto-me: quando será a melhor altura para levar a banheira dela para dentro da banheira dos pais?

A maçã por descobrir

Antes da Joana nascer, optámos por comprar mais do que um resguardo lateral para a sua caminha, por forma a ir alternando sempre que um se encontra a lavar.
O resguardo que podem ver na fotografia ao lado foi comprado no El Corte Inglès do Porto e tem uma maçã muito vermelhinha que a bolotinha ainda não descobriu!Essa maçã dispõe, no seu interior, de um guizo.

Já estou a imaginar o deleite da Joana quando descobrir este detalhe sonoro na sua caminha...!

segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Querem ver que já temos clube?!

Ontem ao serão o pai decidiu ver o jogo Benfica-Passos de Ferreira, enquanto eu estava ao pé da bolotinha, a brincar com ela no Parque Lúdico.
Pois não é que, quando o pai se aproxima da Joana, perguntando-lhe: “Queres ver o Benfica com o pai?”, ela devolve-lhe um sorriso todo desdentado?
Querem ver que já temos dois adeptos do Benfica em casa?!

O meu primeiro ginásio

Ontem ao serão, antes do jantar, eu e o pai montámos o presente oferecido à bolotinha pelos avós maternos no Natal, nomeadamente o “Ginásio Duo” da Chicco, indicado para crianças dos 3 aos 18 meses.
Segundo a descrição do folheto informativo, este ginásio promove o desenvolvimento da coordenação motora e as capacidades auditiva e visual da criança. Paralelamente, o brinquedo pode ser utilizado em duas posições, para a criança poder brincar de barriga para cima ou de barriga para baixo.
A posição de barriga para cima é indicada a partir dos 3 meses porque a criança começa a efectuar os primeiros movimentos para tentar alcançar e agarrar os objectos, move as pernas com vigor e começa a levantar a sua cabecita. Quando o bebé move as pernas alternadamente, toca num painel com o formato de dois pés, produzindo sons que poderão estimular a criança a mover ainda mais as suas pernitas!
A posição de barriga para baixo é indicada a partir dos 5 meses, quando a criança já levanta a cabeça e o tórax.
Posso dizer-vos que a Joana adorou este novo brinquedo. No início, quando nos via a tirar as peças da caixa, olhava para tudo atentamente, como quem diz: “Huumm, o que é que vocês estão a fazer? O que é que vai sair daí?”
Mas quando viu o painel luminoso a emitir melodias e os vários bonequinhos coloridos que constam desse mesmo painel (uma flor, uma borboleta, dois fantasminhas – um verde e outro violeta -, uma esfera semi-transparente com bolinha coloridas e ainda dois bonecos pendulares), começou a rir e a dar às pernocas. Conclusão, era música por todo o lado: do painel luminoso e de um outro painel com o formato de dois pés que, de cada vez que a bolotinha dava um pontapé, accionava um som particular.Quando a música parava, a Joana “manifestava-se” e lá ia um de nós accionar novas melodias! E, enquanto ela olhava para um novo jogo de luzes, “falava” para o painel, talvez dizendo: “Um dia destes chego aí com as minhas mãos e não te dou descanso!”




A Joana com um dos brinquedos pendulares na mão

O que ela "pedalava"...!


A bolotinha muito atenta a olhar para os botões luminosos

domingo, 10 de Fevereiro de 2008

Huuummm...sopa!

Desde sexta-feira que só me apetece comer sopa, de qualquer género: creme de marisco, creme de espargos, sopa de alho francês, sopa de cebola...!
Nunca fui muito de comer sopa, confesso, mas acho que estou a aprender a gostar e talvez a antecipar a “aventura” da Joana no mundo das sopas :-)

Viva o zapping!

E agora?!

sábado, 9 de Fevereiro de 2008

O desenho da criança

O desenho da criança é um dos temas que mais interesse desperta em mim no campo da Psicologia por ser, simultaneamente, um veiculo de comunicação simples e complexo.
O desenho traduz a compreensão que a criança tem do mundo e também uma tentativa de conferir ordem, sentido e conhecimento a tudo aquilo que a rodeia.
De um modo geral, podemos definir os seguintes estádios da produção artística da criança:

* A criança de 2 anos garatuja. Existem 20 garatujas básicas, sendo as mais comuns as linhas verticais, horizontais e em ziguezague. Neste primeiro estádio, a criança interessa-se principalmente pela colocação das garatujas.
No estádio dos rabiscos, o entusiasmo motor é quem comanda e a criança não está minimamente preocupada com a aparência final do seu desenho, se bem que fique agradada com o facto dos seus movimentos vigorosos deixarem marcas visíveis no papel. O facto da criança estar a desenhar sobre manchas e linhas que acabou de fazer não deve ser alvo de preocupação por parte do adulto, pois a criança está a explorar os limites dos seus movimentos;
* Por volta dos 3 anos, temos o estádio da forma, em que a criança desenha 6 formas básicas: círculos, quadrados, rectângulos, cruzes, X’s e formas irregulares. O estádio da forma dá rapidamente lugar ao estádio do design, em que a criança combina duas formas básicas num padrão abstracto mais complexo (por exemplo, um circulo com uma cruz ou um quadrado dentro de um rectângulo).
Nestes estádios, a criança manifesta uma grande dose de concentração e cuidado na elaboração de formas geométricas. Algumas crianças começam, aqui, a deitar a língua de fora enquanto desenham!
* Entre os 4 e os 5 anos, encontramos o estádio pictórico, em que os desenhos sugerem objectos reais ou pessoas.
A partir deste estádio, o desenho da criança é progressivamente mais detalhado e diferenciado (por exemplo, desenhar um menino e uma menina, desenhar um bebé e uma pessoa idosa...).
Diz-nos Golomb, um estudioso da temática do desenho da criança, que os desenhos mais precoces de humanos e de animais são muito semelhantes e é esta falta de diferenciação que estimula a criança a alterar a figura, a juntar marcas definidoras que distingam a pessoa do animal. Por exemplo, a pessoa tem dois pés e é desenhada num plano vertical e os animais são desenhados num plano horizontal porque têm quatro patas.
Independentemente da criança estar a fazer desenhos e pinturas mais simples ou mais detalhadas, importa estarmos atentos àquilo que a criança desenhou e não àquilo que ela não desenhou pois: a) a criança pode considerar uns aspectos prioritários e outros acessórios, não contemplando estes últimos no seu desenho; b) a criança pode não ter espaço suficiente na sua folha para acomodar os aspectos em falta e c) o item poderá ser difícil de representar, pelo que a criança o poderá substituir por uma descrição verbal.

São muitos os pais que se preocupam com a elaboração artística dos seus filhos: “Ele/a já tem x anos e só rabisca...” ou “Quando sugiro ao/à meu/minha filho/a que ele/a desenhe isto ou aquilo, ele/a parece que não sabe como o fazer e o pior é que já tem idade para isso...!” ou “Quando peço um desenho ao/à meu /minha filho/a, ele/a diz que não sabe desenhar...parece que desiste antes de tentar.”.
Como poderemos nós, pais, auxiliar os nossos filhos a reproduzir no papel a sua imaginação ou a sua elaboração mental de tudo aquilo que os rodeia?

Eis algumas sugestões:

* Dar à criança uma grande quantidade de papel: folhas brancas ou de rascunho, de diferentes tamanhos, incluindo até rolos de papel;
* Colocar à disposição da criança uma ampla gama de materiais para pintura e desenho: tintas, pincéis, marcadores, lápis de cor, lápis de carvão...;
* Dar tempo e apoio para que a criança explore e ganhe competência com os materiais de desenho: tal com um arquitecto esboça primeiro o seu projecto, a criança experimenta as cores e os traços antes de começar a usar os materiais para reproduzir imagens que representem objectos ou pessoas. Assim, torna-se necessário proporcionar á criança tempo para esta exploração. De facto, este tempo é essencial para a criação de significados, para o desenvolvimento de uma compreensão profunda e rica das propriedades físicas e visuais dos materiais;
* Enquanto a criança pinta e desenha, observemos e ouçamos o que ela diz: é importante que o adulto descubra, a partir da criança, aquilo que ela está a desenhar e a pintar. Uma das formas de o fazer é sentarmo-nos junto da criança e limitarmo-nos a ver e a ouvir. Ouvir e observar o trabalho em progresso dá-nos uma visão daquilo que o desenho significa para a criança. O facto de a estarmos a ouvir a criança enquanto ela desenha (por exemplo, “Agora vou desenhar um cavalo...”), confere-lhe um extraordinário sentido de competência e de valorização por parte dos adultos, sobretudo os pais, que são os seus modelos de referência;
* Falar com a criança sobre os seus desenhos: com frequência, quando a criança termina um desenho, deseja mostrá-lo a alguém que tenha tempo suficiente para olhar para ele e demonstrar o seu apreço pelo que foi feito. Quando o nosso filho nos traz um desenho e/ou nos chama para ver a sua criação, temos em mão uma oportunidade muito rica para nos envolvermos num diálogo sobre o que a criança desenhou. Ao “estudar” com a criança o que ela desenhou, podemos compreender os seus pensamentos e aquilo que tenta ou tentou expressar.
Por exemplo:
“Criança: Olha!
Adulto: (Olha para e observa o desenho da criança)
Criança: Esta é a mãe...e o bebé.
Adulto: Estou a ver. A mãe e o bebé.
Criança: O bebé está a segurar a cauda da mãe...não se quer perder.
Adulto: Quer estar ao pé da mãe.
Criança: Pois, por causa dos crocodilos.
Adulto: Ah, estou a perceber...A mãe e o bebé têm riscas.
Criança: É porque são zebras! Têm riscas...a relva também tem riscas...
Adulto: As riscas da zebra são como as riscas da relva...”


Sem dúvida que o reconhecimento e o feedback positivos são essenciais para reforçar o sentido de competência da criança;
* Quando dermos um passeio com os nossos filhos, podemos pedir-lhes, ao chegar a casa, que desenhem o que mais lhes agradou nesse mesmo passeio. Por exemplo: “Hoje fomos ao jardim zoológico! Gostaste? O que dizes a um desenho sobre o que gostaste mais de ver no jardim zoológico?;
* Oferecer à criança modelos que ela possa reproduzir para uma folha de papel. Por exemplo: “Ontem fomos ao supermercado e compramos maçãs. Vamos desenhar uma maçã? Vou buscar-te algumas maçãs de cores diferentes...pode ser que queiras olhar para elas enquanto desenhas...”;
* Se os pais tiverem um animal doméstico em casa, podem seguir o exemplo acima e pedir à criança que faça um desenho do cão, do gato, do peixinho...com ou sem modelo, conforme agradar mais à criança;
* Expôr num local visível os desenhos da criança, por exemplo, na porta do frigorífico, num placard do escritório...tal reforça o sentimento, por parte da criança, que os pais valorizam as suas obras de arte, o seu esforço e o seu sentido de competência.

Por último, deveremos optar por um livro para colorir ou pelas folhas brancas, que incentivam ao desenho livre? Penso que ambas as modalidades são bem-vindas. O livro para colorir ajuda a criança a desenvolver a concentração. As linhas de demarcação pré-definidas não a limitam na sua imaginação, longe disso! Essas mesmas linhas poderão, inclusive, servir de trampolim para que a criança tome a iniciativa de desenhar formas mais elaboradas. Para além disso, as linhas demarcadas reforçam a ideia de que, também na vida, há contingências a respeitar. A folha branca dá livre curso à imaginação e, por isso, deverá ser o mais ampla possível para que a criança exprima a sua visão do mundo, mundo esse que concerteza não será pequeno!

Esta manhã...

... estava a Joana deitada ao lado do pai, depois de beber o primeiro leitinho do dia, quando eu saio do quarto para levar o biberon para a cozinha.
Ao regressar, a bolotinha segue-me com o olhar, vira-se ligeiramente e dirige-me o braço com uma mãozinha aberta!Ao dar-lhe os meus dedos, ela agarra-os com força e começa a sorrir...foi a primeira vez que a bolotinha chamou a minha atenção deste modo, sem recurso a “palavras”. Adorei!

sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

E como estamos nós?

Chegamos a sexta-feira, finalmente!
Porque é que será que, quando estamos com os nossos filhos em casa, de licença de maternidade, o tempo voa e, quando regressamos ao trabalho, o dia parece nunca mais acabar?!
Esta foi uma semana algo sui generis, pois a bolotinha constipou-se e eu segui-lhe o exemplo. A Joana está melhor mas ainda tosse bastante durante a noite, apesar de ter a cabeceira da cama erguida e de estar a tomar o antibiótico “Nurofen”, receitado pela pediatra que atendeu a minha filha nas urgências do HCD na passada quarta-feira. Seguindo a sugestão da mamã Sara (www.maeprincesa2.blogspot.com) sobre o recurso a antibióticos em bebés de tenra idade, telefonei para o Dói-Dói Trim-Trim, expus a situação, fizeram um diagnóstico exaustivo do quadro clínico da Joana e tranquilizaram-me quanto à toma do “Nurofen”. De qualquer modo, obrigada Sara pelo teu carinhoso alerta!
Na quarta-feira também comecei a sentir a garganta seca e o corpo dorido, sobretudo os braços, as costas e as pernas. Pensei para comigo: “Queres ver que na minha primeira semana de regresso ao trabalho vou contemplar a companhia com uma ausência por constipação ou gripe?!”
Pois é, são factos que infelizmente não controlamos...
Durante o dia de hoje senti muitas, muitas saudades da minha bolotinha. Estive de cama durante a manhã, quase afónica, enquanto o pai levara a Joana a casa dos avós por volta das 08:00 para depois ir trabalhar. A meio da manhã, a minha mãe telefonou-me a perguntar como é que eu estava e disse-me que a bolotinha estava num dia “não”, apesar de ter entrado em casa a sorrir: mostrou-se muito inquieta, dormiu pouco e não colaborou muito a beber o leitinho...
Eu não almocei grande coisa, o apetite não era muito, confesso. Quando estamos doentes é difícil “seduzir” o estômago. A excepção é o meu pai: diz-me ele que, quando está constipado, fica com uma fome descomunal...o meu pai é o máximo!
Às 16:00, já estava eu levantada (estar de cama é muito ingrato, de facto...e o pior é quando se torna imperativo que assim seja), os meus pais trazem-me uma bolotinha de olho aberto, na alcofa. Que saudades, filha!
Sinto-me algo melhor (estou a tomar o antibiótico Clamoxyl pois só tenho dor de garganta e alguma tosse) e a Joana também me parece que está a recuperar bem. Há instantes dei-lhe mais um biberon, que foi todo (boa, filha!) e agora adormeceu placidamente na sua caminha.

E, com ela em casa, tudo me parece tão mais preenchido...!

Pensamento

"Amar, é olhar para dentro de nós mesmos e dizermos 'Eu quero'! É viver intensamente e sonhar. E perdermo-nos no meio de tantos sonhos...

É estar presente até na ausência. É vencer através do silêncio. Amar é ser adulto e criança ao mesmo tempo. É viver a vida em versos. É a maior e mais emocionante experiência humana. Amar é ter o sol e querer apenas uma estrela. É ter o mar e querer apenas uma gota de água. É ter o mundo e querer apenas o amor e um sorriso!"

Desejos?!

Há cerca de quinze dias que, por vezes, sou assaltada por uma vontade incontrolável de comer batatas fritas de pacote com sabor a presunto...
No final da minha gravidez, petisquei-as muito raramente, devido ao sal e à presença de gorduras poli-saturadas.
Será que existem desejos pós-parto ou poucos meses depois do nosso bebé nascer?!É que são mesmo desejos intempestivos...!

quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

Uma questão de...joelho!

Pois bem, há mais um aspecto em que a bolotinha sai à mãe: ela não gosta que lhe façam festinhas no joelho, começa a ficar com cócegas e a contorcer a perna, como que a desviá-la das festinhas...!

E depois da bolotinha...

...foi a vez da mãe ficar constipada! Bem, será que o pai vai sair “ileso”?!
Para evitar que eu e a Joana entremos num ciclo vicioso de constipações, comecei hoje a usar uma destas máscaras, à venda na farmácia:



Pois não é que, de manhã, a Joana não me ligou nenhuma com a máscara?! Snif,snif...Para tornar o dia mais agradável, os avós maternos da Joana compraram-lhe na Chicco um conjuntinho todo catita, obrigada avós!

quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

A minha primeira constipação

Esta noite a minha bolotinha fez muita tosse, uma tosse seca, deveras parecida com uma tosse alérgica, com se tivesse uma pena a fazer-lhe cócegas na garganta...
Há cerca de uma semana, a Joana começou a tossir, se bem que muito ocasionalmente, pelo que não atribuímos grande significado à tosse. Aliás, os diversos livros sobre bebés que tenho em casa indicam que a tosse, por si só, não é motivo de alarme, correspondendo a uma defesa do organismo em resposta à expulsão de partículas “ingratas” que se alojam na árvore respiratória.
No entanto, esta manhã o meu instinto disse-me que a tosse da bolotinha não seria para desvalorizar. Ela acordara muito bem-disposta, a sorrir e a dar às pernocas, como sempre faz. No entanto, a tosse ganhava terreno e o aleitamento tornou-se uma tarefa muito difícil. A Joana bebia cerca de 50-70ml de leitinho e depois recusava-se a beber mais, cerrando os lábios, apesar de todas as manobras de diversão que fiz.
A meio da manhã, medi-lhe a temperatura, estava com 37,2ºC. Parecia-me muito sonolenta e, entretanto, a tosse seca deu lugar a uma tosse com expectoração e a alguns espirros.
Não pensei duas vezes, telefonei ao pai e seguimos os dois para as urgências do HCD, onde fomos prontamente atendidos por uma pediatra, a Dra Olga Grunina, cuja língua materna me pareceu ser o Russo mas que falava fluentemente Português.
Esta pediatra foi espectacular no atendimento e informações que posteriormente nos facultou.
Começou por pegar na bolotinha com todo o carinho, deitou-a na marquesa, despiu-a e auscultou-a (tudo bem). De seguida, apalpou-lhe a zona abdominal por forma a despistar a existência de uma bexiga dilatada, pois um dos sintomas da falta de apetite poderá ser a existência de uma infecção urinária (tudo normal). Partiu para a observação dos ouvidos, olhos e nariz da Joana. E, quando estudou a garganta com uma espátula (que a Joana quis empurrar com a língua!), constatou a presença de uma inflamação que necessitaria de antibiótico.
Lembram-se do texto que eu escrevi no domingo, quando fomos com a Joana às urgências dada a falta de apetite da bolotinha e dada a já presença da dita tosse? Pois bem, nessa altura fomos atendidos pela Dra Isabel Lamy que se limitou a verificar o peso da Joana, a auscultá-la e a apalpar-lhe a zona abdominal. Nem sequer observou a garganta da Joana. Quem sabe se, nessa altura, a bolotinha não tinha já a garganta inflamada? Se ela comia menos será que não se prendia com o facto de, a partir de certo ponto, ela não conseguir engolir mais?! Enfim, a comparação dos dois atendimentos é flagrante e não vou deixar de redigir uma observação ao HCD, expondo a situação. Penso que o pediatra, genericamente falando, deverá dedicar toda a atenção à criança e excluir todas as hipóteses. O que, de facto, não sucedeu no domingo...
Mas, passando à frente, a pediatra apontou-nos a necessidade da Joana fazer de imediato uma sessão de 10 minutos de aerossolterapia. Assim, dirigimo-nos para uma salinha só com aparelhos de aerossóis, quentinha, com luz difusa e com lugar para cerca de 5 a 6 crianças e respectivos pais. Na altura em que entramos na salinha, apenas estavam 2 crianças e 2 mães cuja sessão de aerossolterapia terminou pouco depois. Assim, ficamos os 3 na salinha, durante 10 minutos. Uma enfermeira entregou-nos uma máscara (que eu, a título de brincadeira, disse que era de astronauta!) e explicou-nos como funcionava a máquina de aerossóis. A bolotinha não simpatizou nada com a máscara, virava a cabeça de um lado para o outro, queria morder as pontas, esticava os elásticos laterais, até que a enfermeira auxiliar nos informou que poderíamos colocar a chucha para que a Joana sossegasse. Teríamos era que manter a Joana sentada ou ao alto, nunca na posição de horizontal de colo porque assim as secreções nasais ficariam na mesma alojadas na árvore respiratória.
Pois bem, quando demos a chucha à bolotinha, ela adormeceu de pé, algo de inédito!
Decorridos 10 minutos, a Joana voltou a ser observada pela Dra Olga que, mesmo despindo-a novamente, não conseguiu acordá-la por completo!
Em suma, em vez do soro que esta manhã apliquei nas narinas da bolotinha para que ela pudesse mamar melhor, vamos começar a fazer aerossolterapia, 3 vezes ao dia, durante 10 minutos, independentemente de ser antes ou depois das refeições. A pediatra aconselhou-nos a comprar a “Pic Project”, cujo preço oscila entre os €110 e os €130, dependendo da farmácia ou parafarmácia. Para as sessões de aerossóis, vamos utilizar soro fisiológico e uma seringa. Por forma a garantir a esterilidade do soro, espetamos uma seringa no topo do fraco, enchemo-la e depositamos o soro na “Pic Project” até atingir o nível desejado. No fim, convém taparmos o minúsculo buraquinho da seringa no frasco do soro com uma compressa, por exemplo.
Para a garganta inflamada, a Joana irá tomar, durante 3 dias, de oito em oito horas e após as refeições o antibiótico “Nurofen” (€2,47). Este antibiótico faz-se acompanhar de uma seringa plastificada que deveremos introduzir no orifício do frasco, tirada a tampa. A dose será de 2,5 ml.
Por último, a pediatra dirigiu-nos as seguintes recomendações:

* Desligar todo e qualquer tipo de aquecedor ou aquecimento no quarto da Joana: mesmo com uma tacinha de água ao lado do aquecedor, o ar fica muito viciado e seco, o que só favorece a manutenção da constipação. Assim, é preferível vestir-lhe mais um casaquinho ou colocar mais um cobertor na cama;
* Arejar e limpar rigorosamente e numa base diária o quarto da Joana, o que já fazemos;
* Erguer a cabeceira da cama da Joana num ângulo de 30º, colocando por baixo do colchão uma almofada ou uma toalha dobrada: de facto, a Joana tosse e espirra mais quando deitada. Assim, ligeiramente inclinada, as secreções nasais ou quaisquer partículas “ingratas” no aparelho respiratório não ficam a “boiar”, sendo que a inclinação da cabeceira da cama facilita a respiração (pois os bebés de tenra idade não sabem respirar pela boca...);
* Passear com a Joana ao ar livre, pois tal favorece a criação de mais defesas imunitárias. Confesso que, com a vaga de constipações que tem havido, não temos arriscado a sair muito com a Joana ou, se saímos, não demoramos muito.Mas aproveitaremos os dias de sol para o fazer com mais frequência;
* O aspirador nasal (Narhinel) só deverá ser utilizado em SOS e sempre antes das refeições.

Eram cerca das 14:30 quando chegamos a casa, sendo que o pai regressou ao trabalho. Como podem imaginar, eu hoje faltei ao trabalho. Não me importo se fica “mal” ou não faltar ao segundo dia de regresso ao trabalho porque, em primeiro lugar, está a saúde da minha filha e, enquanto ela não estiver bem, eu também não estarei bem e com concentração suficiente para conduzir o meu trabalho da melhor forma possível.
A Joana dormiu toda a tarde, só acordando por volta das 17:15 horas. Digo-vos que a tarde me pareceu eterna. Como nunca tinha visto a bolotinha tão cheia de sono, tão parada, fui vê-la vezes sem conta ao quarto. Não sei que medo é que se apoderava de mim ao vê-la assim tão entregue ao sono e, por vezes, dava por mim a tocar-lhe ao de leve na face e nas mãos para ver se elas estavam quentinhas...sim, estavam!
Esta tarde, a Joana tinha os reforços das vacinas MencI e Prevenar mas estes tiveram que ser reagendados dada a constipação da bolotinha. É horripilante, mas sabem que uma vacina administrada num bebé constipado ou com febre pode ter um resultado fatal? Nem quero pensar nisso...
São agora 20:36, a Joana bebeu um biberon de 180ml à tarde, de rajada, mais 60 ml há instantes. Disse-nos a Dra Olga que as oscilações de apetite são naturais, não devendo nós, pais, forçar a ingestão de leite. De facto, mais vale ter pouco no estômago mas ficar lá, do que ingerir muito e depois bolçar...


Veremos como passará a bolotinha a noite e amanhã será um novo dia, com melhoras de certeza!



A máscara de aerossóis facultada pelo HCD

A "Pic Project"


O soro e seringa a utilizar na "Pic Project"


O antibiótico da bolotinha, cujo aroma não se assemelha ao dos rebuçados!

E depois dos biberons...

...foi a vez das chupetas!
Sim, porque a bolotinha não se contenta com uma chupeta qualquer...ontem tinha as suas chupetas preferidas a esterilizar e, a cada nova chucha (experimentei umas 3 ou 4), a Joana mordiscava-as e empurrava-as para fora com a língua.
Pois quando chegou uma das suas chupetas favoritas, a bolotinha agarrou-se a ela com todo o vigor.Não era fome (a Joana acabara de comer) e ela queria chucha para adormecer. Só que queria “aquelas” chuchas e não outras. Todas as que temos em casa são da Chicco, todas são em borracha natural e indicam que são apropriadas a partir dos 0 meses.

Mas as chuchas das girafinhas são, para a Joana, insubstituíveis!

terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

Quando é que foi a última vez...

...que eu fui ao cinema? E quando é que foi a última vez que eu vi um DVD? Já não me recordo...
No sábado à tarde, contudo, eu e o Pedro vimos o DVD do Ratatui e gostamos imenso.

Se bem que com algumas pausas pelo meio, para dar o leitinho á Joana, mudar a fralda e adormecê-la, soube tão bem estarmos os dois sentadinhos no sofá a ver um filme!

Vamos às compras, Joana?

No sábado de manhã fomos comprar alguns produtos que, na segunda-feira, levei para casa dos avós maternos (um frasco “1er eau” da Uriage e compressas), bem como 3 babygrows para a faixa etária compreendida entre os 3 e os 6 meses, um babete impermeável para quando a bolotinha iniciar a sua diversificação alimentar, uma embalagem de soro em doses individuais, cotonetes para bebé, uma caixa de 60L para colocar as roupas que entretanto deixaram de servir à Joana e ainda duas embalagens de 148 fraldas Dodot, tamanho 3. Ora, estas duas embalagens, que perfazem um total de 296 fraldas, darão para pouco mais que um mês (37 dias), se tivermos em conta que a bolotinha usa, em média, 8 fraldas por dia.

E, um dado curioso que li n’ “O grande livro do bebé” do Dr Mário Cordeiro: sabem quantas fraldas se usam, por dia, em Portugal? Cerca de 1.600,000!


Fiquei assim...

...a vê-la dormir.

Foi ontem à noite, quando me sentei à beira da cama e assim fiquei, a contemplar a minha preciosidade e a sentir a paz que a presença da minha bolotinha me devolvia...

segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

O “primeiro” dia de trabalho enquanto mãe

Em primeiro lugar quero dizer a todas que me deixaram uma palavrinha de ternura no meu texto anterior um muito obrigada, vocês não existem! Ou melhor, ainda bem que existem!
O dia começou cedo, eram 06:30 quando o despertador anunciou o começo da semana. Eu, o pai e a bolotinha saímos de casa por volta das 07:45, rumo à casa dos avós maternos, onde chegamos cerca de 20 minutos depois. Comigo levava o Saco do Bebé, produtos de higiene da Joana, uma muda de fralda, os biberons, o aquecedor dos biberons e o saco com os seus brinquedos preferidos. Sabia e sei que ela está muito bem entregue mas não pude deixar de sentir um nó na garganta quando aguardava a chegada do elevador e via a bolotinha a olhar para mim ao colo da avó. Aliás, quando estava a sair do quarto da Joana, agarrei-me à minha mãe a chorar...acho que a emoção juntou-se, isto é, a “separação” da minha filha e o facto da minha mãe fazer anos. Quando a olhei nos olhos também ela tinha lágrimas, certamente por sentir que agora é a filha a confrontar-se com separações que, para ela, também foram assaz difíceis.
Entrei no carro e apetecia-me chorar de saudades! Olhei para o céu e, curiosamente, reparei num arco-íris...tentei não pensar muito, apenas seguir o dia tal como ele se me apresentava.
Deixei o pai à porta do seu trabalho e depois encaminhei-me para o meu. Para afastar a nuvem cinzenta que pairava sobre a minha cabeça, liguei a rádio na M80 e deixei-me “embalar” pelas músicas até estacionar junto ao meu local de trabalho.
Eram 8:45 horas quando entrei no “open-space”. Cerca de 15 minutos depois já eu estava a ter formação na minha nova função. Formação, como quem diz, aprender os procedimentos “side-by-side”...
A manhã acabou por passar depressa mas confesso que, por vezes, dava por mim a olhar para o relógio e a desejar pelas 13:00, altura em que iria almoçar. Para além das 18:00, este será o momento mais agradável do dia!
Às 13:00 rumo então para casa dos avós maternos para ver a Joana e para almoçar. Literalmente, “voei” na A5, mas com segurança!
Estaciono o carro e, com passadas largas e um grande sorriso, dirijo-me para o prédio onde os meus pais moram. No momento em que cheguei, a Joana estava a mamar um biberon mas emitiu vários sorrisos rasgados com a tetina na boca. “Aqueles “ sorrisos que nos fazem o dia...!
A minha hora de almoço será, doravante, assim: todos os dias vou percorrer no total cerca de 40km para estar um pouco com a minha filhota.
Regressada ao trabalho, já mais animada (pois a tarde é, para mim, mais fácil de suportar), continuei com a formação.
Às 18:00, quando saí da empresa, tinha os meus pais à minha espera, com a bolotinha. Nem imaginam a emoção que senti quando a voltei a ver, desta vez para a levar para casa!
Com efeito, e muito agradeço este gesto aos meus pais, eles prontificaram-se a trazer-me a Joana todos os dias às 18:00 por forma a eu não ter que ir e vir na A5 rumo a casa. É um tempo precioso que se poupa! Com a bolotinha no ovo, fui a conversar com ela o tempo inteiro até chegar ao trabalho do pai. Sim, também do pai tinha saudades pois, com o meu regresso ao trabalho, deixamos de almoçar juntos...
Regressamos a casa às 18:45, sensivelmente. Mas que bom! Foi um dia comprido mas que já passou. A partir de agora, tenho presente que será tudo uma questão de habituação...
Se custa? Custa! Se dói? Dói e muito! Se sentimos muitas saudades? Imensas! Se nos ocorre o pensamento de dar meia volta e ir embora? Sim. Se as lágrimas ameaçam cair-nos a qualquer momento? Sim. Se queremos telefonar a toda a hora para sabermos da/o nossa/o filha/o? Sim. Eu telefonei a meio da manhã e obriguei-me a não telefonar a meio da tarde...!

Existem muitos livros que abordam a ansiedade de separação em crianças. E sobre a ansiedade de separação dos pais?!

Regresso ao trabalho

Hoje regresso ao trabalho, no mesmo dia em que a minha mãe faz anos. Parabéns, querida mãe!
Acordei triste e algo angustiada, antecipando uma separação mais ou menos prolongada da minha bolotinha. O meu sono também não foi muito reparador, verdade seja dita...

Vá, pensamento positivo Sofia, vai correr tudo bem!

domingo, 3 de Fevereiro de 2008

Para os mais cresciditos: a obstipação

Quando estive nas urgências com a Joana, guardei um folheto informativo sobre a obstipação.
Achei-o bastante elucidativo e prático e, por isso, decidi transcrever as ideias-chave desse mesmo folheto.
Assim, podemos afirmar que para além das doenças que podem causar obstipação, a maioria das situações de obstipação devem-se a factores genéticos, factores ambientais, como por exemplo o tipo de alimentação e ainda a ingestão insuficiente de líquidos.
O que poderemos nós, pais, fazer?
“Incentivar a ingestão de líquidos (água fora das refeições);
Fazer as refeições a horas certas;
Fazer uma alimentação rica em fibras de forma a aumentar os movimentos intestinais e a manter as fezes moles (cereais, vegetais, fruta);
Reduzir a ingestão de alimentos como o arroz, a cenoura e a banana;
Evitar a ingestão de gorduras (batatas fritas, hamburgers, entre outros alimentos) ou de alimentos ricos em açúcar (bolos, rebuçados, entre outras guloseimas);
Incentivar a criança a praticar exercício físico;
Estabelecer uma rotina regular de ida á casa-de-banho, preferencialmente após uma refeição e incentivar a criança a não reprimir a vontade de evacuar.”

E quando é que os pais deverão consultar o médico?
“Se a criança está vários dias sem evacuar;
Se a criança evacua com grande esforço e se as queixas de obstipação forem continuas e persistentes, apesar de uma dieta correcta.”

Por último, dois conselhos primordiais: para que a criança consiga evacuar sem dificuldades, o ambiente onde ela se inscreve deverá ser pautado pela tranquilidade. Se, porventura, a criança não conseguir evacuar, os pais não a deverão recriminar ou penalizar porque tal só aumentará a frustração e sentimento de incompetência por parte da criança. Neste caso, o reforço positivo é essencial: “Agora não conseguiste mas não te preocupes. Para a próxima vamos tentar outra vez...”


Como em tudo na vida, o reforço negativo é contraproducente, uma perda de tempo e, mais que tudo isto, um desrespeito pelas idiossincrasias de cada criança.

Urgências

Esta manhã fomos ás urgências do HCD, onde a bolotinha é seguida.
Com efeito, a Joana acordara com uma tosse que nos pareceu alérgica e, juntando a isto a diminuição no número de biberons por dia, não pensamos duas vezes em procurar um parecer médico.
O que chovia quando saímos de casa...há já algum tempo que não via chover torrencialmente.
Depois de termos efectuado o pré-diagnóstico junto de um enfermeiro (curiosamente foi o mesmo que me atendeu na véspera da Joana nascer!), fomos prontamente atendidos por uma pediatra, a Dra Isabel Lamy.
Nada de febre e nada de constipação. Fomos pesá-la e a nossa pituquinha está prestes a atingir as 6000grs. Pesa actualmente 5960 grs, colocando-a no percentil 75. Realmente, pesá-la com ou sem roupa faz muita diferença (ela ontem, na fármacia, registou um peso de 6170grs).
A tosse poderá dever-se ao facto do Óscar estar muito próximo, o que não é conveniente pelo menos até ao bebé ganhar mais defesas. A par disto, o facto de ser um cão com muito ou pouco pêlo faz muita diferença e, na mudança de estações, quando os cães perdem mais pelo, convém manter o quarto ou as divisões onde o bebé está impecavelmente limpas, várias vezes ao dia. As lambidelas estão mesmo fora de questão, por mais vacinado e desparasitado que o cão esteja (o que é o caso do Óscar).
Paralelamente, o bebé pode estar mais propenso a desenvolver alergias quando os próprios pais conhecem episódios de alergia ou quando existe um quadro de asma na família nuclear. E, de facto, assim é: eu sou alérgica a pólens e o pai, em criança, teve episódios de asma.
Para a tosse da bolotinha, poderá também ter contribuído o facto da avó estar a curar uma constipação e de, neste momento, apresentar uma tosse com expectoração...
Quanto à diminuição do número de refeições (nomeadamente de 5 para 4 biberons de 180ml), a pediatra aconselhou-nos a começar a educar o apetite da Joana. Isto é, durante o dia dar-lhe biberons de 150ml e ao deitar, um biberon de 180m por forma a dar resposta ao período de sono nocturno, que é o mais prolongado.
E, realmente, a Joana, num dia, bebia um biberon de 180ml ou talvez dois, não mais que isso, deixando habitualmente 50ml...de facto, era alimento a mais para um estômago pequenino e para uma metabolização ainda em aperfeiçoamento.
Relativamente aos dentitos, as gengivas da Joana ainda não apresentam sinais de quererem receber “visitas”. Segundo a médica, ainda é muito cedo!
Durante toda a consulta, a Joana portou-se muito bem, “falou” com a médica, deu às pernitas (reduzindo a “migalhas” o lençol de papel da marquesa!) e quis a chucha!
Regressamos a casa bem mais descansados e com a convicção de que cada pediatra tem a sua sentença! De facto, a pediatra da Joana referiu na última consulta que, até aos 4 meses o máximo que ela poderia ingerir era biberons de 210 ml!
Vamos tentar agora o método dos 150 ml, pensamos que este poderá ser o mais correcto.

Às 13:10 a bolotinha ficou bem com o “novo” biberon e, depois de uma famosa birra de sono, adormeceu!

sábado, 2 de Fevereiro de 2008

Hoje foi a excepção...

...quando fomos pesar a bolotinha.
Na semana passada, com fraldinha, body e babygrow, o peso rondava as 6200grs; hoje, registamos uma ligeira diminuição, para 6170grs.
Vou entrar em contacto com a pediatra da Joana para esclarecer este ponto e também um outro que poderá estar relacionado com esta perda ligeira de peso: há cerca de 3 ou 4 dias, a bolotinha começou a fazer 4 biberons de 180ml cada, por dia, ao invés dos habituais 5 biberons...e mesmo assim, é capaz de fazer um ou dois biberons em que beba efectivamente os 180ml pois habitualmente deixa ficar entre 50 a 30 ml.
Não sei o que esta diminuição poderá indiciar e se será melhor anteciparmos a consulta da Joana que está marcada para o início de Março, quando a bolotinha estará com 4 meses e meio...
Há instantes tentei telefonar para o telemóvel da pediatra, que não me devolveu sinal. Enviei então um email e recebi um “Out of Office reply”, dizendo que a pediatra estará ausente até ao dia 11 e, para qualquer caso, os pais dirigirem-se às urgências pediátricas.Vou aguardar mais uns dias para verificar se o apetite da Joana se mantém e se haverá mais alguma perda de peso...tirando estes factos, a bolotinha está bem-disposta, dorme bem, continua a adorar brincar e a solicitar a nossa incondicional atenção!

Está confirmado!

O Óscar está “apaixonado” pela bolotinha!
Ontem à tarde, a minha mãe contou-me que, nessa manhã, o Óscar fora com um boneco na boca e rabito a abanar até ao quarto da Joana, na esperança de a ver e de lhe mostrar o boneco.
Ao fim da tarde de ontem, pouco antes de regressarmos a casa, estava a Joana ainda deitada em cima da sua caminha, entra o Óscar no quarto, coloca o focinho por entre as grades da caminha e começa a lamber o pé do babygrow!Esta “paixoneta” é recíproca: de cada vez que a Joana está ao colo e o Óscar por perto, ela fica a contemplá-lo, nem que para isso tenha que se contorcer no colo para conseguir um melhor ângulo de visão...Mais: ontem sorriu para o Óscar!


P.S.: A imagem mostra-vos o Óscar quando ele era ainda "bebé", tão fofo :-)

sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

Futuras mamãs e mamãs recentes: este texto é para vocês!

O momento que antecede o parto e o parto propriamente dito continuam, sem dúvida, a merecer toda a atenção e ansiedade por parte da futura mãe.
Contudo, penso que pouco se fala ou escreve sobre o pós-parto e, por isso, quis reunir aqui algumas informações úteis para as futuras ou para as recentes mamãs, sendo uma das fontes o site da MAC (www.mac.min-saude.pt/clinica/cuidadosposparto.html):

Alimentação

Podemos dizer que o período logo após o parto, ou puerpério, dura em torno de 6 a 8 semanas e só termina com o retorno do período menstrual e quando os órgãos reprodutores readquirem o seu tamanho normal.
Os primeiros alimentos que são ingeridos após o parto deverão ser preferencialmente líquidos e de fácil digestão, precisamente porque depois do parto os vómitos ou enjoos são naturais, sendo estes mais acentuados quando tem lugar uma cesariana. Lembro-me perfeitamente da minha primeira refeição ter sido uma sopa e um sumo. Poucas horas depois, já tinha a sopa na minha camisa de dormir...de resto, a comida foi sempre sem sal mas muito boa!
Nos dias seguintes, uma dieta equilibrada que forneça em torno de 2500 calorias/dia é fundamental para a manutenção de um bom estado nutricional, para o regresso gradual ao peso pré-gravidez, para um bom funcionamento intestinal e para uma adequada produção de leite. 0 consumo de proteínas deve ser maior, incentivando a ingestão de carnes magras, peixes, leite, queijo, ovos e leguminosas como a soja e o feijão. Podemos encontrar fibras vegetais nos legumes, frutas, germe ou farelo de trigo. Sais minerais e vitaminas encontram-se em carnes magras, leite, queijo, ovos, cereais integrais, legumes e frutas.
É muito importante bebermos líquidos em abundância, principalmente leite, sumos de fruta e água, pois a amamentação favorece a sede.
Importa evitar o excesso de açúcar, as farinhas refinadas, as gorduras animais, os fritos, os alimentos condimentados, a cebola e o chocolate.
No pós-parto é igualmente frequente a utilização de suplementos vitamínicos, principalmente aqueles que contêm ferro.

Peso corporal

Imediatamente após o parto, pela saída do recém-nascido (mais ou menos 3,5 kg), da placenta (mais ou menos 0,5 kg), do líquido amniótico e de sangue (mais ou menos 1 kg), ocorre uma diminuição em torno de 4,5 a 5,0 kg. Outros 1,5 a 2,0 kg adicionais serão perdidos nos próximos 10 dias pela eliminação do líquido retido no organismo ao longo da gravidez.

Higiene

O dia a seguir ao parto, especialmente quando este foi por cesariana, conhece algumas tonturas, derivadas da aplicação da anestesia, tonturas essas que diminuem de intensidade e frequência ao longo do dia.
Quando me levantei da cama no dia seguinte ao nascimento da Joana, recordo-me de ter visto tudo a andar à roda. Fiquei um pouco assustada mas a enfermeira tranquilizou-me, dizendo que as tonturas eram ainda fruto da anestesia e que iriam diminuir ao longo do dia. E assim foi: a meio da tarde já eu andava de pé e vestida!
No dia do parto, a mulher é incentivada a levantar-se logo que se sinta segura, podendo fazer uma higiene básica, como lavar os genitais.
A partir do dia seguinte, é incentivado um duche rápido.
Quanto à higiene íntima, é muito importante trocarmos com frequência os pesos.
Algumas semanas após o parto, pode ocorrer uma perda acentuada de cabelo, sendo que o cabelo retomará o seu ciclo de crescimento normal a curto prazo.

Vestuário

Um a dois soutiens de amamentação são deveras úteis e práticos. Para além disso, a utilização de um soutien diminui a flacidez dos seios.
Quanto ao uso de cintas e faixas, não existe muito consenso entre os vários obstetras. A minha obstetra recomendou-me a utilização de uma faixa pós-parto, a usar nos primeiros dias pós-parto e durante pelo menos um mês. Nos primeiros dias estranhei a faixa, achava-a desconfortável, especialmente quando estava sentada, mas passada uma semana já me habituara e digo-vos que fez maravilhas à minha zona abdominal!
Refiro ainda que, quer para soutiens, quer para a faixa pós-parto, recorri à linha da Chicco.
De um modo geral, o vestuário a usar no pós-parto deverá ser o mais confortável possível e em algodão. Roupa e calçado apertado são de todo desaconselhados.

Hábitos e visitas

Uma das coisas mais importantes e também mais difíceis de conseguir é o descanso. A mãe poderá e irá necessitar de ajuda em casa de forma a não ficar exausta. Assim, importa não rejeitarmos ajuda do nosso marido ou companheiro, de familiares ou amigos. Nada é mais errado do que pensarmos que somos “super-mulheres” e que iremos conciliar tudo...
Apesar da disponibilidade e concentração da mãe estar centrada no bebé, é uma boa ideia a mãe procurar sair e caminhar diariamente, aumentando progressivamente os percursos a pé. Tal é um hábito saudável, “obrigando” também a mãe a sair de casa!
No que diz respeito às visitas, tanto na maternidade ou hospital como em casa, apesar de serem sempre agradáveis, não deverão ser muito prolongadas por influenciarem a rotina da mãe e do bebé.
Há que aproveitar os dias em que se está na maternidade ou hospital para descansar tanto quanto possível. Todos os dias a mãe é visitada pelo/a seu/sua obstetra, pediatras e enfermeiros que poderão esclarecer e ajudar acerca do novo papel de mãe. Poderemos ainda aprender aspectos relacionados com amamentação, banhos e fraldas do bebé, de forma a sentirmo-nos cada vez mais confortáveis e confiantes na relação com o nosso bebé.
É igualmente importante relembrar com os técnicos de saúde as datas mais adequadas para as consultas médicas futuras, quer para nós mesmas quer para o nosso bebé.
Já em casa, o ideal seria as visitas telefonarem antes e, quando a família é numerosa, não aparecerem todos juntos mas sim em pequenos grupos ou em dias diferentes.

Dores


Após o parto, o útero continua a contrair-se por forma a evitar o sangramento excessivo. Na maioria das vezes, estas contracções são indolores mas algumas mulheres encontram algumas semelhanças entre as contracções que sentem e as cólicas, que podem ser intensas principalmente durante a amamentação. As dores abdominais resultantes de uma cesariana ou de uma episiotomia irão diminuir dia após dia e são perfeitamente controláveis através da administração de analgésicos.
Podemos aliviar as dores no períneo colocando uma almofada por baixo do abdómen e evitar estarmos com a bexiga cheia.
Outro tipo de dores que poderão ocorrer são as dores nas costas, Assim, há que evitar posições incorrectas: por exemplo, mudar as fraldas e dar banho à criança num plano ao nível da cintura (e nunca curvada) e iniciar exercícios de extensão da coluna.

Lóquios

A perda de sangue vaginal após o parto é normal e denomina-se “lóquios”. A sua duração é variável de mulher para mulher, podendo persistir entre 20 a 30 dias. O aspecto dos lóquios vai sofrendo modificações. Nos primeiros dias é vermelho vivo, tornando-se progressivamente rosado e diminuindo de quantidade; ao fim de 10-12 dias torna-se amarelado e esbranquiçado. A mãe não se deverá alarmar se tiver um aumento das perdas vaginais entre o 7º e o 10º dia, pois diminuirão de novo, gradualmente, até desaparecerem. Neste período é desaconselhado o uso de tampões.

Involução uterina


Após o parto, o útero pode ser facilmente palpável e seu fundo alcança a cicatriz. De um modo geral, o útero regride progressivamente, deixando de ser palpável cerca de 2 semanas após o parto.

Episiotomia

É o nome dado ao corte realizado na região genital com o objectivo de ampliar a passagem do bebé. É costurado imediatamente após o parto com pontos que caem espontaneamente. Geralmente, não são necessários curativos locais ou outros cuidados além da higiene. Logo após o parto pode ser colocada uma bolsa de gelo no local para aliviar o desconforto e, mais tarde, recorrer a água morna.
As dificuldades em sentar podem ser resolvidas usando uma bóia de praia insuflada até o desconforto passar.

Função urinária

A primeira micção pós-parto deve ocorrer espontaneamente nas 8 horas seguintes. As micções não devem ser dolorosas e nos primeiros dias o volume é maior devido à eliminação da água retida pelo organismo durante a gravidez.

Função intestinal

Nos primeiros dias pós-parto, poderá persistir uma obstipação acompanhada de alguns gases. A evacuação também fica prejudicada pelo receio de dor na região anal, por isso a primeira evacuação após o parto pode demorar alguns dias. Eventualmente poderão ser facultados laxantes suaves (lactulose).
Combater a obstipação passa por uma alimentação rica em fibras e ingestão de líquidos em grande quantidade (água e sumos).
Na região anal, poderão aparecer ou agravarem-se as hemorróidas. Neste caso, a melhoria consegue-se com aplicação de gelo, pomadas próprias e tentativa de as reintroduzir no ânus. Nas crises hemorroidárias mais severas é necessária outra terapêutica.

A alta

Antes de ter alta podem ser administradas algumas vacinas ao bebé. É importante saber quais foram e levar o boletim de saúde correctamente preenchido.
A alta do parto vaginal é dada ao 2º dia e a alta do parto por cesariana é dada ao 3º dia.
Chegada a altura de regressar a casa, é importante não esquecermos o transporte do bebé em segurança, usando cadeiras de transporte adequadas (preferencialmente o ovo) e verificando se os cintos de segurança estão devidamente apertados.

Os pontos

Se a mãe fez cesariana, deverá retirar os pontos por volta do 7º dia após o parto. Se a cicatriz tiver aspecto avermelhado e duro (infecção) ou tiver aberto (deiscência), a mãe deverá dirigir-se ao Serviço de Urgência do hospital ou maternidade onde teve o seu bebé.
A saída de serosidade que é diferente de pus, não é indicativa de infecção.

Actividade física

Exercícios passivos de flexão e extensão dos pés, pernas e coxas, assim como massagens nessas regiões devem ser realizadas imediatamente após o parto, com a finalidade de activar a circulação sanguínea. Nos partos em que foi aplicada somente a anestesia local a mulher pode levantar-se da cama assim que se sentir segura.
Quando uma anestesia teve lugar, deveremos aguardar que termine o seu efeito, o que ocorre após algumas horas. Antes de nos levantarmos pela primeira vez, é prudente elevar ao máximo a cabeceira da cama e assim permanecer por alguns minutos. A seguir, permanecer sentada na beira da cama com as pernas para fora, por alguns minutos, até poder levantar e caminhar, sempre auxiliada por outra pessoa, pois podem ocorrer tonturas. É importante manter uma postura correcta, principalmente na hora de amamentar para evitar que ocorram dores nas costas.

Actividade sexual

A actividade sexual poderá ser iniciada após a completa cicatrização das regiões sujeitas a pontos, sendo desejável que a consulta pós-parto tenha lugar primeiro, pois é aqui que o/a obstetra analisará a involução do útero, se existem ou não inflamações, receitando igualmente um contraceptivo feminino, habitualmente a pílula.
Durante as primeiras relações sexuais, é frequente existir secura vaginal, especialmente se a mãe está a amamentar.
É importante a mãe ter presente que pode engravidar mesmo quando está a amamentar e na ausência da menstruação. Isto significa que tem de escolher um método contraceptivo eficaz antes de voltar a ter relações sexuais!

Depressão pós-parto

Este ponto mereceria um texto à parte dado a sua complexidade.
Após a primeira semana é provável que a mãe comece a notar algumas alterações do seu humor. Vários factores contribuem para um estado depressivo: alterações hormonais, o cansaço, o facto de ser “esmagada” com as novas responsabilidades da maternidade. São sentimentos normais que desaparecem em poucas semanas e é uma fase que se designa pela tristeza do pós-parto. Contudo, algumas mulheres desenvolvem uma condição mais grave chamada a depressão pós-parto.
O parto de uma criança e as alterações que ela vem introduzir no seu mundo alterando hábitos e criando novas responsabilidades, por vezes pode entrar em conflito com ideias e valores da sua educação e com a relação com o marido ou companheiro da mãe.
Há alguns sintomas que poderão indiciar a aproximação ou presença de uma depressão pós-parto: cansaço extremo, sono perturbado, despertar precoce; ansiedade constante e/ou baixa auto-estima; falta de concentração; vontade constante de chorar; boca seca, falta de apetite e obstipação; perda da libido; rejeição do parceiro; rejeição do bebé; procura de isolamento...sempre que um ou mais destes sintomas tenham lugar, especialmente durante as primeiras duas semanas, é urgente a mãe procurar apoio médico.

O “primeiro” período menstrual

O período menstrual regressa geralmente 7 a 9 semanas depois do parto. Pode ser mais curto ou mais longo mas gradualmente vai regressando ao normal. Se a mãe estiver a amamentar pode não ter período menstrual por vários meses, até parar de amamentar.

Ginástica

Os exercícios para a musculatura em torno da bacia podem ser iniciados no dia seguinte ao parto, realizados várias vezes ao dia e praticados regularmente. Eles reforçam a sustentação da bexiga e do intestino, fortalecendo a vagina e diminuindo o risco do aparecimento futuro de problemas como perda de urina (incontinência urinária) e “queda” da bexiga.
Os exercícios físicos para corrigir a flacidez abdominal e o contorno corporal podem ser iniciados 2 semanas após um parto normal, começando com poucos minutos, até atingir 20 a 30 minutos por dia. Como em qualquer situação, o exercício físico deve ser iniciado lentamente e aumentado gradualmente. O exercício é importante para melhorar o bem-estar físico e psíquico!

Quando o parto tiver sido por cesariana, o início de exercícios físicos deverá ter lugar 6 semanas após o parto. De qualquer modo, há que consultar primeiro o/a obstetra neste sentido.
Seguem-se alguns exercícios que a mãe poderá fazer em casa, num ambiente tranquilo:

Exercício 1 - Deite-se de costas, sem almofada, com as pernas esticadas e juntas e os braços ao lado do corpo. Respire profundamente expandindo o peito e contraindo a barriga.

Exercício 2 - Partindo da posição indicada no exercício anterior, dobre a cabeça para frente e toque o peito com o queixo mantendo o resto do corpo relaxado.

Exercício 3 - Partindo da posição indicada no exercício 1 levante uma das pernas, dobrando o joelho até encostar a coxa na barriga. Faça este exercício alternando a perna direita com a esquerda.

Exercício 4 - Partindo da posição indicada no exercício 1, levante uma das pernas o mais que puder, sem dobrar o joelho. Após alguns segundos, abaixe a perna lentamente. Faça este exercício alternando a perna direita com a esquerda.

Exercício 5 - Partindo da posição indicada no exercício 1, levante as duas pernas juntas o mais que puder, sem dobrar os joelhos. Após alguns segundos, abaixe as pernas lentamente até regressar à posição inicial.

Exercício 6 - Deite-se de costas, sem almofada, com as pernas esticadas e cruze os braços sobre o peito. Sem mover os pés e as pernas, levante a cabeça e os ombros alguns centímetros do chão. Fique assim por alguns instantes e retorne a posição inicial.

Exercício 7 - Partindo da posição indicada no exercício 6, sem mover os pés e as pernas, levante o tronco até ficar sentada. Após alguns instantes retorne a posição inicial. Este exercício pode ser realizado com as mãos entrelaçadas atrás da cabeça

Exercício 8 - Deite-se de costas, sem almofada, com as pernas ligeiramente afastadas e dobradas, com os pés apoiados no chão e os braços ao longo do corpo. Levante os quadris de modo a que o corpo fique apoiado somente nos pés e nos ombros. Junte os joelhos e contraia os músculos da vagina, ânus e nádegas e retorne a posição inicial.

Exercício 9 - Apoie-se sobre os cotovelos e os joelhos, mantendo as costas direitas. Contraia a barriga, mantendo-a assim por alguns segundos. Aumente diariamente esse tempo até alguns minutos.
Espero que esta compilação de informação vos tenha sido útil!

Para além da imagem

Ontem à noite estive a fazer uma limpeza aos meus ficheiros informáticos e, ao abrir a pasta intitulada “Faculdade”, deparei-me com o seguinte ficheiro: “Exercitar o cérebro”.
Já não me recordava o que estaria ali, pelo que fui imediatamente abri-lo, deparando-me com um conjunto de imagens fabulosas, que exercitam a nossa capacidade de observação dos detalhes e também a nossa imaginação.


Por isso mesmo, deixo-vos abaixo essas mesmas imagens: