sexta-feira, 31 de Julho de 2009

Novo estudo sobre as cólicas

Que mãe nunca sofreu ao presenciar uma crise de cólicas de seu filho recém-nascido? Por mais que se tenha cuidado com a alimentação - dela e do bebé - em algum momento o desconforto intestinal aparece. No entanto, uma descoberta feita por pesquisadores da University of Texas Health Science Center, em Houston, promete melhorar a situação daquelas crianças que sofrem frequentemente com este problema. Depois de analisar o organismo de 36 bebés, o estudo descobriu na bactéria Klebsiella uma possível causa das cólicas intestinais no início da vida. Os recém-nascidos sem cólicas, apresentavam diversos tipos de “boas” bactérias, enquanto aqueles com incômodo intestinal expunham apenas uma grande quantidade da Klebsiella e inflamação intestinal. Com a pesquisa, a bactéria entra para a lista de possíveis causas de dor intestinal em crianças com menos de 1 ano. Mas, as causas anteriores ainda são levadas em consideração. Alguns pediatras afirmam que o motivo das cólicas - que atingem cerca de 15% dos recém-nascidos e costumam se manifestar no final da tarde ou no começo da noite - é a imaturidade do sistema digestivo. "No recém-nascido, os movimentos peristálticos (contrações da musculatura do intestino) ainda não estão coordenados e são um dos fatores para as cólicas dos bebés", diz o pediatra Moisés Chencinski. Outra hipótese para o problema é o ar deglutido pelo bebé ao mamar no peito ou na mamadeira. Esse ar passa para o intestino, causando dor e fortes contrações. Por isso, os pediatras sempre recomendam que a mãe faça o bebé arrotar depois das mamadas. E, ainda, a alimentação da mãe pode contribuir para o desconforto do bebé. Os médicos aconselham que sejam evitados alimentos que provocam gases, como chocolate, leite de vaca e seus derivados. Segundo o estudo da University of Texas Health Science Center, cólicas podem preceder problemas de intestino mais graves, como a síndrome do intestino irritável e a doença celíaca. Por isso, é importante tomar medidas que amenizem este desconforto. “Um paciente que tem muitas cólicas deve ser observados durante os dois primeiros anos de vida”, explica Hamilton Robledo, pediatra do Hospital São Camilo, em São Paulo.


Amamentar previne cólicas

O leite materno possui lactobacillus bifidus que impedem o crescimento bacteriano no organismo da criança. “Ele também é rico em imunoglobulina A, que protege a mucosa intestinal”, diz Hamilton Robledo. Além disso, o leite estimula o funcionamento do intestino pois é rico em lactose, o que faz com que o bebé evacue várias vezes e elimine muitos gases.

Na hora da dor

•Nunca deixe o seu bebé a chorar sozinho no berço. Pegue-o no colo e acalente-o, cantando músicas de ninar e fazendo movimentos suaves e ritmados.

•Ande pela casa, afague sua cabeça e faça massagens com uma leve pressão em sua barriguinha. •Coloque-o de bruços sobre um lugar quentinho, que pode ser sua barriga ou um saco de água morna envolto numa fraldinha.

•Experimente dar um chá morno de erva-doce, sem açúcar. Ele quebra as moléculas dos gases e facilita a eliminação.

•Não perca a calma. Tenha em mente que seu bebé não está doente e que esse desconforto passará em pouco tempo.


Fonte: Revista Crescer (edição Brasileira)

É já amanhã!

E eu não resisto em deixar-vos alguns pormenores do baptizado da Joana. Ai que as emoções já estão ao rubro!

A vela (comprada no El Corte Inglès):




A toalha (comprada no El Corte Inglès):


O segundo vestido, para depois da cerimónia religiosa (comprado na Papo d'Anjo):
A frente do vestido com decote redondo e manga cava

As costas do vestido com decote em V


Os sapatos (comprados no El Corte Inglès):


Os ganchinhos em forma de laço (comprados no El Corte Inglès):



O vestido do baptizado (comprado na Papo d'Anjo):



A gola


Pormenor da manga


As costas


O vestido no seu todo. Na cintura, uma faixa em organza que dá um laço atrás.

quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Andar em bicos dos pés

"Os bebés podem andar em bicos de pés quando começam a andar e, depois, começam gradualmente a andar com os pés bem assentes no chão", explica a Dra. Donna Daily, pediatra especializada em desenvolvimento infantil no Monroe Carell Jr Children’s Hospital da Universidade Vanderbilt.
"Andar em bicos de pés" é especialmente comum quando os bebés aprendem a caminhar com apoios (deslocam-se numa sala usando os móveis como apoio) durante os primeiros meses de caminhada, especialmente num chão sem alcatifa.
A maior parte dos bebés perde esse hábito à medida que vai ganhando velocidade, afirma Daily, mas alguns bebés continuam a caminhar sobre em bicos de pés, o que não causa qualquer problema.
Contudo, se o seu bebé mantiver esse hábito passados os 2 anos de idade, consulte o pediatra, pois andar em bicos de pés pode estar associado a um problema de desenvolvimento.


Fonte: Sapo Bebé

Pooh, Pooh!

Sabem quantos anitos tem este Winnie de Pooh? Quem adivinha?

Eu digo: vai fazer 11 anos em Outubro! Trouxe-o numa viagem à Indonésia (nunca retirei a etiqueta, como podem ver!) e como ele estava no Porto pedi aos meus pais que o trouxessem para a Joana. Ela gostou do urso e agora, sempre que o vê, nem que seja à distância, chama-o com um "Pu-Pu"!
Mas sem dúvida que a sua perdição é o Noddy e, mais recentemente, o Ruca. De vez em quando fala no Hopla mas este coelhinho vai ficando cada vez mais esquecido à medida que outras personagens que falam vão entrando no quotidiano da Joana. É que os diálogos vão ficando cada vez mais apeteciveis!

quarta-feira, 29 de Julho de 2009

Poluição vs Q.I.

Durante cinco anos, investigadores do Columbia Center for Children's Environmental Health seguiram o desenvolvimento de 249 crianças que vivem na zona densamente populada do Harlem e do Bronx, em Nova Iorque.


O estudo revelou que a exposição a poluentes tóxicos resultantes da queima de gasolina, gasóleo, carvão ou gás, tiveram efeitos adversos no Quoficiente de Inteligência (QI) destas crianças desde a gestação. O estudo revelou que as crianças expostas a altos níveis destes compostos tóxicos têm um QI cerca de 4.31 a 4.67 pontos abaixo do QI de crianças que não foram expostas aos poluentes.

Para os investigadores esta diferença é preocupante porque pode ter uma repercussão no desempenho escolar. O QI é um importante prenúncio da performance académica futura e este tipo de composto poluente e tóxico está espalhado em ambientes urbanos em todo o mundo.

Contudo a esperança destes investigadores é que os constantes controlos, as políticas de intervenção e as energias alternativas venham diminuir a concentração deste composto tóxico na atmosfera.
Fonte: Agence France-Presse

O que é que vocês acham deste estudo? Será que a sensibilização atmosférica poderá ganhar um novo peso?

A menina dança?

Sim, também! Mas a Joana também amua. E sabem como? Cruza os braços, encosta o queixo ao peito e faz beicinho…

Uiiii!

terça-feira, 28 de Julho de 2009

É uma menina!

Lembram-se de, durante o mês de Junho, vos ter contado que a minha colega de trabalho, a Helena, se encontrava grávida e do facto de ambas termos o "sexto sentido" de que seria uma menina?

Pois bem, hoje a Helena fez uma amniocentese no HSFX, por volta das 14:15 da tarde. Correu tudo muito bem e a médica que lhe realizou o exame disse-lhe que viria uma menina a caminho! Recebi a noticia uma hora depois, por sms, e ao fim da tarde estivemos as duas ao telefone, eu a saber dela e do exame, ela a partilhar as suas emoções e algumas dúvidas naturais acerca da maternidade.

Estou muito feliz por ti, Helena, e claro, pelo papá Bruno! Hoje completas 16 semaninhas de gestação e um dia destes começarás a sentir a tua princesa, que se irá chamar Beatriz :-)


Miminho!

Recebemos este miminho muito especial da mamã Marisa (http://experienciadoser.blogspot.com/), da mamã do Afonso (http://defeijocaaprincipe.blogspot.com/), da mamã da Madalena (http://umaervilhachamadamadalena.blogspot.com/) e da mamã da Carolina e do António (http://defeijocaaprincipe.blogspot.com/).

Como já muitos blogs foram nomeados (apenas podemos nomear 10), gostariamos de o dedicar a todas vocês, sem reservas porque todas vocês o merecem!


O que é que o nosso filho pode fazer em casa?

Desde cedo que noto que os miúdos adoram andar com as vassouras, baldes e panos, imitando os adultos na lida da casa até… a hora de terem de fazer tudo isso a sério! Quer a sua criança seja ou não uma promissora “fada do lar”, é importante envolver os miúdos nas tarefas domésticas desde cedo. Mas isso não é “trabalho infantil”, através da limpeza do pó ou da lavagem da louça, ensine-lhes a terem responsabilidades e organização.

2 aos 3 anos

Os mais novos adoram “ajudar”, embora muitas vezes parece que “atrapalham” mais. Mas, como o que conta é a intenção e mantê-los envolvidos nos afazeres de casa para que aprendam desde cedo, saiba que terá que ajudá-los, passo a passo, a completar grande parte das actividades. Mesmo assim, viva a diversão… e a paciência!

Tarefas domésticas apropriadas para esta idade:

Arrumar brinquedos e livros.

Levar a roupa suja para a zona da lavandaria, colocando-a dentro da máquina.

Ajudar a alimentar os animais de estimação.

Limpar o pó – em vez de lhes dar um pano normal, enfie uma meia velha nas mãos.

Ajudar a limpar comida espalhada ou bebidas entornadas.

4 e 5 anos

As crianças desta idade querem estar constantemente a aprender e a experimentar novas tarefas domésticas, em grande parte porque algumas destas actividades já podem ser feitas sem supervisão adulta – embora seja boa ideia ir “espreitando” de vez em quando.

Tarefas domésticas apropriadas para esta idade:

Ajudar a fazer a cama.

Arrumar brinquedos e livros.

Ajudar a pôr e a levantar a mesa.

Levar a roupa suja para a zona da lavandaria, colocando-a dentro da máquina.

Ajudar a alimentar os animais de estimação.

Limpar o pó.

Ajudar a limpar comida espalhada ou bebidas entornadas.

Passar a esfregona, talvez com a ajuda de um adulto.

Ajudar a arrumar as compras de supermercado.

Participar na preparação das refeições.

6 a 8 anos

Quando chegarem a esta idade as crianças tanto podem manter o entusiasmo em relação às tarefas domésticas, como já terem percebido que talvez não são tão divertidas como pareciam. Esta é também uma fase em que os miúdos valorizam a sua independência, daí a importância de lhes conferir actividades domésticas que possam iniciar e terminar sozinhos; e porque não atribuir uma semanada ou mesada para “compensar” o facto de assegurarem as suas responsabilidades. Deste modo, aproveita ainda para ensinar-lhes o valor do dinheiro e da poupança.

Tarefas domésticas apropriadas para esta idade:

Fazer a cama.

Arrumar brinquedos e livros.

Ajudar a pôr e a levantar a mesa.

Levar a roupa suja para a zona da lavandaria, colocando-a dentro da máquina.

Ajudar a estender e apanhar roupa.

Alimentar os animais de estimação.

Limpar o pó.

Ajudar a limpar comida espalhada ou bebidas entornadas.

Passar a esfregona e aspirar, talvez ainda com a ajuda de um adulto.

Ajudar a arrumar as compras de supermercado.

Participar na preparação das refeições.

9 a 12 anos

A partir desta idade, as crianças são perfeitamente capazes de aumentar as suas responsabilidades e cumprir as suas obrigações, desde que o façam de forma contínua. Pode ser útil estabelecer uma rotina em que é sempre ela que lava a louça do pequeno-almoço ou aspira o seu quarto. É fundamental que os miúdos percebam quais as consequências de não executar as tarefas domésticas a si destinadas e, claro, quais as recompensas para um trabalho bem feito.

Tarefas domésticas apropriadas para esta idade:

Fazer a cama.

Arrumar brinquedos e livros.

Pôr e levantar a mesa.

Lavar louça.

Levar a roupa suja para a zona da lavandaria, colocando-a dentro da máquina.

Ajudar a estender e apanhar roupa.

Arrumar a roupa nos locais apropriados uma vez passada a ferro.

Alimentar e tratar dos animais de estimação.

Limpar o pó.

Limpar comida espalhada ou bebidas entornadas.

Aspirar e passar a esfregona.

Limpar a casa de banho.

Ajudar a arrumar as compras de supermercado.

Participar na preparação das refeições.

Levar o lixo.

Ajudar a lavar o carro.

Ajudar na limpeza e manutenção do exterior da casa e jardim.

Texto da autoria de Inês Rodrigues, in Dobebé.com

Olha, olha, olha!

Joana: Olha, mãeiiii!

Eu: Diz, filha…


Joana: É papa!


Eu: Sim, filha, é a papa, vamos papar.


Joana: Olha, é tóia! (apontando para um livro)


Eu: É o livro, uma história muito gira. Vamos ler o livro depois de comermos a papa!


Joana: Olha papo! (aponta para o pato na capa do livro)


Eu: Um pato amarelo. Como é que faz o pato?


Joana: Cá-cá, cá-cá (quá-quá, quá-quá)


Eu: E como é que se chama o pato?


Joana: Papo!


Eu: Sim, é o pato mas temos que pensar as duas num nome para ele, não achas?


Joana: Xi! (Sim)…olha, tol (sol)


Eu: Um sol muito brilhante, muito quentinho…


Joana: Olha papa!


Eu: Sim, vamos papar uma papa muiiiito boa!


Este é um dos exemplos da fase do "Olha, olha, olha!" da Joana.

E sabem que eu penso que existe uma fase percursora da idade dos porquês?! É a fase dos "Qié?" continuos. No passado domingo, quando vinhamos do Alentejo, em plena Ponte Vasco da Gama, a Joana perguntava, apontando para um barco no rio:

- Qié?


Eu: É um barco


- Qié?


Eu: É um barco, filha


- Qié?


Eu: É um barco que está no rio


- Baco…


Eu: Sim, um barco pequenino!



No segundo depois, vira-se para o outro lado e lá vai uma nova corrente de "Qié?"…bendita curiosidade, filha!

segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Como enfrentar as birras

Não se oponha se não tiver a certeza que será capaz de ir até ao fim. Se decidir enfrentar a birra, deverá fazê-lo com calma e firmeza. Firmeza não implica ser agressivo, pelo contrário, alie a firmeza à suavidade.


A maioria das crianças entre os 18 meses e os 4 anos têm aquelas birras quase incontroláveis que deixam os seus pais sem saber como agir. Quem não teve que enfrentar uma birra do filho em plena rua ou no supermercado ou no jantar com os colegas do trabalho? O local e o momento não poderiam ser mais inconvenientes! Nesta fase, as crianças testam ao máximo os limites dos seus pais.A birra resulta da percepção que a criança tem de si como ser individualizado com vontades, mas que ainda não entende que para viver em sociedade tem que ceder. Esta fase da 'afirmação do eu' faz parte do crescimento normal da criança, do conquistar de uma identidade própria. Trata-se de um conflito no interior da criança entre a procura da autonomia e a dependência dos pais. É um claro sinal de crescimento! E é nestes momentos que muitos pais se questionam sobre as suas capacidades educativas. A maior dificuldade que os pais enfrentam é a de conciliar a compreensão, que visa proporcionar as trocas afectivas de que ela necessita, com uma determinada firmeza.Em primeiro lugar, não se oponha se não tiver a certeza que será capaz de ir até ao fim. Se decidir enfrentar a birra, deverá fazê-lo com calma e firmeza. Firmeza não implica ser agressivo, pelo contrário, alie a firmeza à suavidade.Nesta fase, torna-se muito importante que os pais aprendam a não ter receio de dizer 'não', deixando bem claro que o amor que sentem pelos filhos é incondicional. A disciplina é também uma forma de amor. Pratique-a sem ignorar os gostos da criança. Não necessita de se tornar um general. A disciplina é, depois do amor, o mais importante que se pode dar a uma criança. Explique sempre a razão do 'não': 'Não, porque te podes magoar ou magoar os outros ou estragar o brinquedo...' Expresse empatia e diga-lhe que compreende perfeitamente o que ela está a sentir: 'Quando era pequena, a avó também não me deixava comer todos os doces que eu queria e eu ficava muito triste. Acontece que se comeres os doces todos vais ficar com uma valente dor de barriga, mas a mamã gosta muito de ti e não quer que te doa a barriguinha.' Toque no seu filho numa tentativa de o reconfortar: afague os seus cabelos ou abrace-o. É preciso que você o ensine que as birras não farão mudar a opinião dos pais e que o seu amor por ela não se alterará. Após a birra, felicite-a por se ter decidido pelo bom comportamento.Se mesmo assim não resultar, ignore-a por alguns minutos e continue o seu percurso. Muitas birras terminam quando as crianças deixam de ter público. É claro que nem sempre é possível, por exemplo, poderá tornar-se perigoso se o fizer na via pública. Neste caso será preferível conduzi-la pela sua mão e avisá-la que mais tarde será penalizada. As penas deverão ser adequadas à idade da criança e levadas até ao fim.No caso das birras ao deitar, repare se o ambiente não é demasiado ruidoso. Leve-o para o quarto pela mão e conte-lhe uma história. As birras são também frequentes nas horas da refeição. Não insista ou valorize de mais a situação. Quando o seu filho tiver fome, com certeza vai comer tudo num ápice. Numa atitude de despero pode sentir-se tentado a oferecer alimentos mais atraentes mas não caia em tentação.A birra permite também à criança lidar com os seus sentimentos e a auto-controlar-se. Incentive-a a fazê-lo com os seus próprios recursos. Aprender que tudo tem limites abre caminho para um convívio saudável com a sociedade e a uma boa integração na comunidade. As regras são fundamentais.Só com firmeza as crianças aprendem a respeitar as regras propostas pelos pais. No mundo em que vivemos, que se rege por regras, o melhor é aprender a aceitá-las logo desde pequenino.


Texto da autoria da Dra Susana Nunes, interna complementar de Pediatria in Educare

Até à última!

Ou quase...!

Saímos de Lisboa na sexta-feira, ao fim da tarde, rumo ao Alentejo, onde passamos o fim-de-semana. O tempo esteve soberbo e aproveitamos os dois dias de praia. Só não nos aventuramos a tomar banho, a água estava um bocadinho fria...


Ontem, como vos contei, a Joana completou 21 meses e se no sábado tinhamos ido à praia ao fim da tarde, no domingo aproveitamos a manhã. A maré estava vazia, o areal imenso. Aos poucos, a Joana aventurou-se na areia molhada. Vitória! Sim, ela perdeu o medo da areia :-) Era vê-la correr, pular, aproximar-se com curiosidade das pequeninas piscinas escondidas entre as rochas ou castelos entretanto construídos na areia, por pais que igualmente madrugam com os seus filhotes!


Chegamos a Lisboa perto das 21:00, imersos numa pacatez indescritivel que só o campo confere. Que bem que nos sabem estes fins-de-semana de Verão!

domingo, 26 de Julho de 2009

De ti

Fico assim, enfim, de olhos cheios quando penso em ti. Quando escrevo sobre ti. De coração repleto de rosas, quando te sinto, quando te abraço. De sorriso rasgado em sol quando contigo brinco. De ser entregue ao que chamamos de vida, de realização, de divino, quando cuido de ti. E assim fico, entregue à beleza da sinfonia que se vai desenrolando ao longo da tua existência. Coloco a alma ao vento e com ele vêm as estrelas do teu céu. Vinte e uma estrelas. Vinte e um meses.
Parabéns, amor!

Tenho 21 meses!

Estou mais vaidosa do que nunca. Quando me dizem que estou linda, que sou bonita, que sou princesa, desfaço-me em sorrisos! Só não sou princesa em provar roupa e calçado novos, ui, é um suplicio.
Adoro passear, andar de carro e a pé, descobrindo cada pedra do passeio. Gosto de flores, de pássaros e, claro está, de cães.
Os livros são a minha paixão, gosto imenso de folhear páginas, de descobrir cores, texturas e objectos escondidos. Gosto igualmente de cantar e o meu dançar são pulinhos!
De quando a quando uso chucha, especialmente para adormecer e/ou quando a mãe me vai buscar à creche e eu sou acometida por uma avalanche de "mimo-agudo". Durmo bem, acordo em média uma a duas vezes durante a noite e adormeço facilmente. Comecei a adormecer mais tarde, por volta das 21:00, dado preferir andar em brincadeiras pegadas com o pai e a mãe. Bem eles tentam sossegar-me, com uma história, com uma música relaxante mas para adormecer depressa tenho que estar mesmo com sono, caso contrário ainda "converso" um bocadinho antes. E por falar em "conversar", já disponho de um bom dicionário para a minha idade. Quando não sei o nome de algo pergunto "Qié?" e o que eu mais gosto de identificar são os animais (o nome e os sons) e alguns desenhos animados, como o Ruca, o Hopla, o Pocoyo e o Noddy.
Sabiam que eu já estou do mesmo tamanho que o meu primo António, que tem mais um ano do que eu?! Ninguém me dá, de facto, a idade que eu tenho, pensam que eu já tenho 2 anos. Ena, que grande estou! Gosto de brincar com o meu primo e eu já aprendi uma coisa com ele: "É meu!". Daqui a pouco tempo terei a Catarina, a irmã do António, com quem brincar. Por ora ainda não sou muito ciumenta, quando vejo bebés digo apenas "bebé" mas quando quero colo, faço-o vincar bem pois o meu biquinho é irresistivel!
Comecei, devagarinho, a habituar-me ao "nico". Por ora, sento-me nele mas ainda não o associo ao futuro "substituto" da fralda. Pressa não existe, por isso, tenho muito tempo para deixar a fralda. O meu tamanho continua a ser o 5 e as minhas preferidas a Activity Plus da Dodot.
Agora o canal BabyFirst está mais interessante, didáctico e lúdico. Quando os bonecos falavam inglês não compreendia e acabava por não lhes ligar mas agora que o BabyFirst está em português já reconheço bonecos e músicas. Para além disso, a partir das 19:00, se não estou em erro, há música calmante combinada com imagens de paisagens e elementos da natureza. Muito giro!
Telemóveis e computadores? Um must para mim! Estou a ver que serei uma adepta acérrima das novas tecnologias. Hoje faço 21 meses e os pais prepararam uma surpresa para mim: não os iremos celebrar em Lisboa! Parabéns para mim!

sábado, 25 de Julho de 2009

Como aumentar as hipóteses de engravidar

Já ouviu dizer que os hábitos alimentares podem ajudar a mulher a engravidar? Durante cerca de metade da sua vida, a mulher prepara-se mensalmente para a reprodução, uma função muito influenciada pelos nutrientes que ingerimos. Vários estudos debatidos no VII Congresso de Nutrição e Alimentação (painel À Mesa no Feminino, intervenção Nutrição, Fertilidade e Gestação) comprovam que, embora não exista uma “dieta da fertilidade”, uma alimentação equilibrada pode aumentar a fertilidade.
A mulher deve assim dar especial atenção ao consumo de alguns nutrientes, como as proteínas, que aparecem em grande quantidade nos peixes, carnes, ovos e produtos lácteos. Uma adequada ingestão de proteínas é fundamental para garantir a função reprodutiva, já que elas constituem a base de todas as nossas células. O consumo de gorduras também não deve ser descuidado, uma vez que elas fazem igualmente parte das células - incluindo as hormonas sexuais. Sabia que quando se elimina da dieta quase toda a gordura o nível de hormonas se altera, diminuindo as hipóteses de engravidar? Mas existem gorduras a evitar, as saturadas e as trans, conhecidas como as “gorduras más”, que se encontram nas carnes e nas margarinas. Quando consumidas em excesso alteram o organismo, podendo afectar negativamente a ovulação. Por isso, devemos privilegiar apenas as “gorduras boas”, compostas maioritariamente por ácidos gordos polinsaturados e monoinsaturados, presentes em grande quantidade nos peixes gordos, como o salmão ou a sardinha, óleos vegetais e azeite.
Os alimentos ricos em antioxidantes, sobretudo em vitaminas A e E, como os frutos e legumes frescos, folhas verdes, nozes, amêndoas e pinhões, protegem da mesma forma a integridade de todo o aparelho reprodutor, favorecendo a fertilidade.
Na realidade, existem muitos mitos sobre os alimentos que podem aumentar a fertilidade, mas a verdade é que não se deve apostar apenas no consumo de um ingrediente mas, de forma geral, numa alimentação variada e equilibrada. Numa primeira fase, a nutrição da mulher prepara o organismo para iniciar a gravidez, tornando-se em seguida a base de desenvolvimento do feto.


Autoria do texto: Dra Manuela Nona (Nutricionista) in Dobebé.com

"Nino" e "Nina"

As duas novas palavras da Joana para "menino" e "menina".

"Anana" é "Joana" mas por vezes, quando ela vê uma imagem sua, diz "nina"!


E sabem o que é que ela diz quando alguém espirra?! "Aúde". Com quem diz: "Saúde!"

Dia do Amigo

Foi comemorado no passado dia 20 de Julho. À madrinha virtual da Joana devo a recordação deste dia, cuja existência desconhecia. Para o efeito, recebemos este selo, acompanhado do desafio de enumerarmos 8 caracteristicas pessoais. Quais são as minhas?


1. Amiga dos meus amigos;

2. Alegre;

3. Persistente;

4. Organizada;

5. Boa ouvinte;

6. Meiga;

7. Tolerante;

8. Sincera.


Dedico a todas vocês este miminho, levem-no para os vossos cantinhos :-)

sexta-feira, 24 de Julho de 2009

Como comprar carne

A carne representa uma excelente fonte de proteína animal, e nutricionalmente favorece-nos pela sua riqueza em ferro hémico e vitamina B12, sendo que o seu teor de gordura saturada apresenta uma das actuais razões que evidencia a necessidade de reduzir o seu consumo. Esta é também uma das principais razões porque hoje se aconselhe a redução de proteína animal e a outra razão é que, quando consumida em excesso numa refeição, leva à produção de ácido úrico no organismo, sobrecarregando os rins para a sua filtração. Este facto está na origem da meticulosa recomendação para que as crianças mais precoces consumam pouca carne/peixe/ovo, protegendo assim o seu imaturo sistema renal.
Por outro lado, o teor nutricional que a carne possui, chama também a atenção de umas pequeninas criaturas que deambulam no ar: as bactérias! Por isso, considero hoje neste artigo os principais cuidados que devem respeitar para, satisfatoriamente comprar uma carne de qualidade e com a máxima segurança!
Então os principais cuidados a seguir quando for comprar carne são:

1 - Comprar num ponto de venda com bastante rotatividade

Este aspecto é fundamental e compromete todo o resto! Apesar de não ser fácil para algumas pessoas, ou até porque não gostam, a verdade é que o melhor sítio para comprar a carne é nos supermercados maiores porque:
a) Apresenta um estado superior de frescura, pois o elevado movimento das lojas garante uma rotatividade constante dos stocks, assegurando assim a renovação diária. Poderá verificar o estado de frescura no

rótulo: além da interessante sugestão de preparação (estufado, assado, cozido), a rotulagem permite avaliar a data de abate do animal e a data de corte. E mais importante ainda: o prazo máximo para a consumir que, se a congelar em casa, interrompe essa recomendação, retomando esse prazo (a passos largos!) apenas quando entra em processo de descongelação;
b) A carne merece o melhor corte que pode comprometer a sua textura, e resultado final. Muitas vezes não compreendemos como um bom bife, assim o comprámos!, se encontra rijo...este facto está relacionado com o corte deficiente executado. Saiba, no entanto, que a prática apresentação de já se encontrar cortada (bifes, frango em pedaços...) acelera o risco de se contaminar. Por isso, carne cortada, deve ser cozinhada/congelada/temperada mais rapidamente que uma peça inteira (ex. frango inteiro versus frango em pedaços);
c) É embalada em quantidades médias. Se queremos mais carne, levámos mais embalagens. E em casa, abrimos as embalagens à medida das necessidades tendo o cuidado de manter a carne, para consumo a curto prazo, nas embalagens de origem. Na grande parte dos casos, a carne é embalada em sistema de atmosfera modificada que consiste na remoção do oxigénio (que favorece as bactérias) e é substituído por azoto e/ou dióxido de carbono. Estes gases são inócuos para o consumidor, não comprometem o consumo da carne e destinam-se a prolongar a degradação da mesma. Portanto o ideal é que uma vez aberta uma embalagem, cozinhe e/ou congele o quanto antes toda a carne nela contida. Pode deixar a carne fresca alguns dias mais no
frigorifico, pode, mas saiba que o risco de contaminação é elevadíssimo, quebrada a atmosfera modificada e aberta a embalagem. Mais vale congelar logo ou cozinhar tudo de uma vez! Lembre-se: as bactérias adoram carne...e se se multiplicarem até níveis inseguros poderão NÃO alterar o aspecto/sabor da carne...e podem comprometer a saúde da família ao mínimo descuido na sua preparação culinária. Além disso, o tipo de embalagem á adequado para este alimento, já que o filtro que quase sempre existe por baixo da peça de carne destina-se a absorver sucos e impedir que acelerem o processo de degradação. A embalagem a vácuo merece a máxima credibilidade e aumenta consideravelmente o tempo de vida da carne assim embalada;
d) Toda a carne, por dose, é embalada individualmente. Excelente forma de garantir a sua menor manipulação possível. Se comprar "a granel" e se for servindo, estará a abrir a embalagem de cada vez, introduzir mais oxigénio para as poucas bactérias que lá estão e a introduzir ainda mais nas mãos e/ou acessórios que use (faca, garfo...). Portanto, se comprar deste modo porque fica sempre mais económico, quando chegar a casa, prepare os sacos de congelação, identifique-os e separe por doses. Remova o ar aos sacos com carne, feche bem, e congele 3 meses se for crua, 5 meses se for cozinhada... vale a pena, ou não, cozinhar tudo de uma vez? Poupa tempo, energia/gás e ainda aumenta o seu prazo de validade...boa? Além disso, não fica exposta às correntes de frio que os expositores de peças inteiras possuem, evitando assim queimaduras de frio na carne bem como alguma desidratação;
e) Apresenta interessantes, e confiáveis, preços. Chamo a atenção, em todo o caso, para o cuidado que deve ter ao comprar a carne em promoção. Verifiquem no rótulo se o prazo de validade é diminuto. Em caso afirmativo, verifiquem depois se a data do abate do animal é extensa (mais de um mês), e comprem apenas se esta condição não se verificar. Uma coisa é certa: organize-se para, nesse mesmo dia, cozinhar ou temperar a carne. Desse modo, garantem que o vosso atractivo investimento não irá trazer riscos acrescidos.

2 - Cumprir os cuidados de armazenamento


Terminado o processo de compra, no local de venda, e sabendo que deve comprar estes alimentos no final da lista de compras, assegure que usa um saco térmico e refrigera a carne, logo que chega a casa. Dica: se sabe que não vai logo para casa, compre alguns congelados de alimentos não preparados (ex. peixe para cozer) garantindo assim que preservam o frio, no interior da embalagem, por mais tempo. Claro está que, chegada a casa, estes alimentos em processo de

descongelação devem ser cozinhados o quanto antes...

3 - Cumprir os cuidados de preparação


Tenha em atenção que a carne veicula SEMPRE bactérias. Por isso é necessário assegurar sempre que não se desenvolvem até níveis que atinjam o consumidor, que variam de espécie para espécie de bactérias, umas mais patogénicas do que outras! Por isso, decorrido pouco tempo após a sua compra, e menos tempo ainda após a sua

descongelação, deve cozinhar o tempo suficiente para que, no centro da peça de carne, seja assegurada uma temperatura alta que assegure o seu cozimento. Isto é particularmente crítico nos fritos e grelhados, quando a técnica para conseguir o máximo sabor é lume forte no início, que confere a capa crocante, dourada e lume brando depois, assegurando a cozedura interior. Por isso, cumpra esta excelente dica culinária que dará mais sabor aos seus cozinhados, tornando-os mais suculentos, mas não apresse a 2ª fase do processo, quando reduzir a temperatura. Claro está que há adeptos dos espectaculares bifes mal passados (eu!) mas nesse caso, ordem máxima para comprar o mais próximo possível da data do consumo!

4 - Consumir rapidamente


Ainda assim, após o processo culinário, a carne continua a ser atractiva para as bactérias...Por isso, trate de a consumir o mais rápido possível, seja na próxima refeição ou até transformando a sua apresentação, aproveitando sobras.

Dicas a ter em conta:


1 - Nem sempre há vontade de cozinhar, decorridos por vezes, extenuantes processos de compras e tudo o mais para fazer a seguir...Então deve congelar logo as embalagens que não precisa para esse ou para o dia seguinte;
- O que tem que cozinhar em breve, merece a sua maior preocupação:
a) Se está em processo de

descongelação, guardo na parte mais fria do frigorifico, nos combinados corresponde à prateleira acima da gaveta dos legumes. Assim, ganha mais 1-2 dias até que o alimento esteja totalmente descongelado. Depois disso ainda tem, admitindo que conhece a sua frescura, mais 1-2 dias para a sua preparação;
b) Se está fresco, guarde também na zona de maior frio. Mas neste caso a prioridade é máxima: deve cozinhar até ao dia seguinte. Mas para ficar mais tranquila, tempere a carne, adicionando
vinho, ervas aromáticas e alho fresco. Mas existe uma regra de ouro: o sal só deve ser acrescentado após o momento da confecção, nunca antes. Porque remove água à carne tornando-a mais rija. Isto é particularmente sério nas excelentes peças de novilho/vitela cujo sal lhes extrai muito sal, estragando a sua suculência que se pretende no final;2 - Nunca guardar sobras por mais de 24 horas. Dê asas à imaginação e invente! Pique, refogue, acrescente cogumelos e um pouco de farinha maizena, no final, para incorpar um pouco. Algumas ervas aromáticas, e faça um puré, uns rissóis de carne ou uma reciclada massa à bolonhesa...ou um souflée de carne!
3 - Se não tem sítio no congelador, não compre. Senão vai ficar agarrada ao fogão se não é isso que nesse momento deseja.4 - E porque há pressa para armazenar tudo, seja no frigorifico seja no congelador, peça amavelmente ao senhor do talho para ter a gentileza de a cortar para o fim que deseja...os homens gostam de nos agradar certo? Então porque não dizer-lhes que eles cortam a carne como mais ninguém o faz? Se não houver muito movimento, aumente a quantidade do pedido.

E como saber que a carne está fresca...?

Existem alguns indícios que evidenciam se a carne já se encontra sem qualidade:
- Apresenta, em alguns casos, um cheiro forte;
- Apresenta, por vezes, alteração da cor, nas extremidades;
- Mas infalível, é quase sempre o toque, que ao apresentar-se "melado", demonstra que a carne se encontra em processo de degradação. Nesse caso, reclame, não se acanhe!


Texto da autoria da Dra Solange Burri, portal BabySol in http://www.solangeburri.blogspot.com/

O fim da licença de maternidade

O fim da licença de maternidade é como um presente que a maioria de nós receia abrir. Encaramos o laço que envolve esse presente com sensibilidade, ansiedade e angústia. Após a licença integral ou não, somos soterradas por questões que teimam em instalar-se dentro de nós de armas e bagagens. Questões como: Como é que eu me vou separar do meu bebé? Como é que eu vou aguentar as saudades? Será que o meu bebé vai sentir saudades minhas? Será que as pessoas que tomarão conta dele estarão, de facto, à altura?
Enquanto existem mães que desejam parar o tempo, outras encaram o regresso ao trabalho de forma positiva e outras ainda tomam a decisão de ficar em casa, tomando conta do seu bebé.
Infelizmente, no nosso país, algumas mulheres que regressam de licença de maternidade, são transferidas de função laboral, o que constitui, uma infracção legal. De um modo geral, a mulher não acciona os direitos que a assiste ou porque não deseja dispender tempo e/ou dinheiro, ou porque necessita do emprego, ou porque encontra um outro. Para o efeito, existe um órgão que nos poderá auxiliar que é o CITE (Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego) em http://www.cite.gov.pt/cite/Conceitnorm/conceitos08_01.htm .

No meu caso, o meu regresso ao trabalho foi penoso. Sentia saudades colossais da minha filha. O facto dela ter ficado com os meus pais até aos 10 meses tranquilizou-me mas quando ela começou a frequentar a creche fui invadida por mil e uma questões. Apesar de ter escolhido criteriosamente a creche. Apesar de ter gostado da mesma, do seu projecto educativo e do pessoal. É natural. É um medo comum. Afinal, são pessoas "estranhas" que irão tomar conta dos nossos filhos. Ponderei ficar em casa. Ponderei a sério. Mas mentalizei-me que seria uma mais-valia eu garantir a minha independência económica e, a nivel do desenvolvimento da Joana, seria benéfico ela conviver desde cedo com outros meninos e desenvolver actividades pedagógicas que uma creche proporciona. Agora que o primeiro ano de creche está quase a chegar ao fim, digo-vos que foi uma escolha acertada. Todas as minhas dúvidas, receios e ansiedade tinham, no seu timing, a sua razão de ser pois todas elas fazem parte da nossa natural expectativa, misturada com angústia, quando a licença de maternidade chega ao seu término.
Como é que foi o vosso regresso ao trabalho? O que vos fez optar por escolher uma creche ou uma ama? Ou por deixarem o vosso bebé entregue aos avós ou, ainda, por ficarem em casa?
A licença de maternidade é demasiadamente curta e existem poucas empresas "mum-friendly"? Qual é a vossa opinião e quais são as vossas experiências relativamente ao regresso aos vossos empregos?

quinta-feira, 23 de Julho de 2009

A importância da sesta da criança

Elas precisam de dormir mais do que um adulto. Mas nem sempre damos muita importância à sesta, na escola e em casa. E, no entanto, durante a sesta as crianças sonham e...crescem.É aos três anos que, em regra, as crianças ingressam no ensino pré-escolar.Naturalmente que muitas frequentam a creche desde os primeiros meses de vida, mas para outras os três anos marcam o primeiro contacto com a escola. Uma nova experiência que corresponde a alguma mudança de hábitos, ao contacto com outras crianças da mesma idade, à presença de um adulto estranho com o qual conviverão boa parte do dia, e ao fim de algumas rotinas que até então mantinham em casa, dos pais ou dos avós.Uma dessas rotinas - e porque as crianças até essa idade necessitam de dormir pelo menos 12 horas diárias - era a sesta. A seguir ao almoço, uma a duas horas de pausa é o mínimo indispensável, sob pena de o dia se tornar demasiado longo e cansativo.Na escola, muitas vezes este hábito perde-se. No pré-escolar público é praticamente inexistente, até por incompatibilidade do horário de funcionamento e por imposição do número de horas diárias que cada educadora deve dedicar a actividades lectivas.


Sono diurno importante como o nocturno

No sistema privado, porém, o panorama é diferente: com horários extensivos, muitos dos jardins de infância proporcionam às crianças o descanso que o seu pequenino corpo pede. A solução encontrada passou por alargar a hora de almoço das educadoras, de maneira a sobrar algum tempo útil após a sesta para as actividades pedagógicas. O sono diurno é tão importante como o sono nocturno. Aos três anos, o corpo precisa de ver satisfeita a sua necessidade de um intervalo para descanso. Até porque dificilmente à noite dormem as 12 horas consideradas retemperadoras nesta idade.Poucos serão os pais que deitam os filhos às oito da noite e os acordam às oito da manhã...Devido aos horários laborais, que pouco se compadecem com as necessidades infantis, muitas crianças acabam por adquirir os hábitos de vida dos pais - deitar tarde e acordar cedo. Para elas, a sesta diária é indispensável.Sem a sesta, crianças que logo às oito da manhã entram na cruel engrenagem do stress quotidiano ficam rabugentas, implicam umas com as outras, cabeceiam - fazem tudo menos prestar atenção às propostas das educadoras, por mais lúdicas que sejam. Em suma, não dão rendimento.O que se compreende. A verdade é que o sono é tão importante como a alimentação. O descanso é fundamental para o equilíbrio da criança. É a hora da intimidade, o período em que a criança recorda as actividades que fez, em que se tranquiliza com as imagens das pessoas de que mais gosta.

A sesta dá saúde e faz crescer

É durante o sono que as crianças sonham e, fazendo-o, é como se recarregassem as pilhas do seu sistema nervoso. Hora e meia a duas horas depois, acordam como novas, bem dispostas, prontas para o lanche para as actividades que se seguem até à hora de regressar a casa. Uma criança que não dorme a sesta acaba inevitavelmente por adormecer a caminho de casa. E quando isso acontece a "culpa" não é dos balanços do autocarro ou do carro: é tão só porque estão esgotadas. É claro que há excepções, mas a sesta deve ser a regra em casa e na escola, embora naturalmente o período de sono vá regredindo. É a criança que o encurta espontaneamente e aos cinco anos já nem sequer quer dormir, até que com a entrada no ensino básico (a antiga primeira classe) este hábito se perde.Mas até lá há que insistir. Criando na escola um ambiente propício ao descanso. Depois de almoço e de lavados os dentes, as crianças devem voltar calmamente à sala, ajudando a educadora a preparar o espaço para dormirem. As janelas devem ser ligeiramente cerradas, mas deixando entrar luz suficiente para que afugentar os medos próprios destas idades e para que as crianças distingam o sono diurno do sono nocturno.A sala deve ter uma temperatura agradável e as crianças devem dormir entre lençóis e não apenas tapadas por um cobertor. Na hora de acordar, a educadora deve ir abrindo as janelas, falando baixinho com as crianças para as despertar, aliciando-as para as brincadeiras que se seguem.À medida que crescem, é natural que uma ou outra criança não queira dormir, o que lhe deve ser permitido desde que não perturbe os demais. Assim como as refeições têm horário, também a sesta deve ter a sua rotina, embora de vez em quando possa ser suprimida. Uma regra válida para a escola e para casa. Também aqui é importante a criação de um ambiente tranquilo, mas isso não implica a cessação das conversas e dos ruídos habituais numa casa. Não é preciso desligar a televisão nem o telefone.O ideal é que a criança durma a sesta no seu quarto, mas se ela preferir o sofá, deve ser-lhe permitido, de modo a que a sesta seja vista como atractiva e não como uma imposição dos pais. Para que a criança adormeça mais facilmente, pode estabelecer-se um pequeno ritual, do tipo contar uma história ou cantar uma canção. Mas mais breve do que à noite, porque o sono também é mais breve.


Fonte: Sapo Bebé

Biblioteca in crescendo

Eu estou proibida de ir à FNAC nos próximos tempos. Excepção feita, claro está, perto do meu dia de anos! No passado fim-de-semana, perdi-me na secção de livros infantis e comprei para a Joana esta mini-biblioteca:








Por ora, o seu preferido é mesmo o do Noddy, que contém janelas para abrir e descobrir objectos escondidos!

Os titulos:

- "Observo as palavras". Colecção Primeiras Imagens. Edições Ambar

- "O cãozinho no jardim". Colecção À procura de. Editorial Estampa
- "A estrela mais brilhante". Colecção Noite Estrelada. Edições Zero a Oito
- "Noddy aprende as cores". Verbo Editora
- "O dia a dia dos pequeninos" e "As cores". Colecção Dicionário por imagens dos pequeninos. Edições Fleurus, Livros e Livros.

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

As razões da privatização

Do meu segundo blog: www.baleiadetrapos.blogspot.com

Saúde infantil em manual para mães emigrantes

Está a ser lançado, a nível nacional, o primeiro manual de saúde Infantil para as mães de comunidades imigrantes residentes em Portugal. “Como cuidar do seu bebé”, é um manual pedagógico bilingue disponível em português/francês, inglês, romeno, russo ou chinês, idealizado por um grupo de profissionais ligadas à área de saúde infantil.
“Como cuidar do seu bebé” é um projecto idealizado pela pediatra Cândida Mendes e enfermeiras Fernanda Areias, Lúcia Feito Cano e Núria Simões, que conta com o patrocínio científico do Alto Comissariado da Saúde e da Sociedade Portuguesa de Neonatologia, o apoio do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural e o patrocínio da Angelini Farmacêutica.
Segundo últimos dados estatísticos, 10% da população activa em Portugal são imigrantes, 5% dos quais oriundos de mais de 150 países de todo o mundo. No acolhimento às grávidas e mães estrangeiras, os profissionais de saúde deparam-se por diversas vezes com uma barreira: a língua.
Para Cândida Mendes, “colmatar a dificuldade linguística, que em última instância, prejudica o acompanhamento e a aplicação correcta de cuidados de saúde é o objectivo principal para a criação do manual ‘Como cuidar do seu bebé’. Diariamente, chegam aos serviços de saúde nacionais, grávidas e mães imigrantes que não se conseguem fazer compreender e que não entendem as orientações passadas pelos profissionais que as recebem. Essa dificuldade de comunicação afasta muitas mães imigrantes do acesso a cuidados essenciais, o que não pode nem deve acontecer”, esclarece a pediatra.
Núria Simões, enfermeira e uma das profissionais responsáveis pelo projecto, explica que “estes manuais bilingues ensinam, de forma simples, os primeiros cuidados a ter com o recém-nascido ao nível da desinfecção do cordão umbilical, mudança de fralda, cuidados de higiene, amamentação, cólicas, manobras de desengasgamento e do teste do pezinho” .
Os manuais de saúde infantil ‘Como cuidar do seu bebé’, em versão francês, inglês, romeno, russo, chinês ou ucraniano, estão a ser disponibilizados gratuitamente em centros de saúde, hospitais e associações de imigrantes de todo o país, com maior incidência nas regiões centro e sul onde mais se concentra a população estrangeira.
De futuro, está já projectada a criação de um manual em crioulo.


Fonte: Dobebé.com

É meu!

Di-lo tal e qual. Inauguramos a fase dos possessivos. Do meu, meu, meu!

Mas, por vezes, a Joana esquece-se e deixa escapar um "É teu" :-)

terça-feira, 21 de Julho de 2009

Ressonar e diabetes

O que é que uma coisa tem a ver com a outra? Uma investigação revelou que as grávidas que ressonam têm mmais riscos de desenvolver diabetes.


O estudo foi realizado na Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, e concluiu que as grávidas que ressonam três ou mais noites por semana têm um risco de 14,3 por cento de desenvolver idabetes gestacional. Entre as grávidas que não ressonam esse riscos é de apenas 3,3 por cento.
A relação pode ser explicada pela inferior oxigenação no sangue que se dá ao ressonar. Este défice provoca uma subida da tensão arterial, inflamações, mudanças metabólicas no organismo que acabam por aumentar o risco da diabetes, avançam os investigadores.
O aumento de peso e a retenção de líquidos são as causas mais prováveis para que algumas mulheres comecem a ressonar quando estão grávidas. Isso explica também por que é que o problema é mais comum à medida que a gravidez avança. Ou seja, há mais grávidas no final do tempo de gestação que ressonam (16,5 por cento) do que as que relatam esse distúrbio no início da gravidez (11 por cento).
As conclusões deste estudo foram apresentadas recentemente no 23º Encontro Anual da «Associated Professional Sleep Societies», nos Estados Unidos.

Fonte: IOL Mãe

A fase de apresentação...

...ao bacio ou "nico" como lhe chamamos aqui em casa. Inauguramos a fase 0, sem metas nem prazos pré-estabelecidos. É a Joana quem vai comandar o desfralde!

Assim, aproveitamos os dias quentes do fim-de-semana para lhe tirarmos, por breves instantes, a fraldinha. Com o consentimento da Joana.

- Filha, a mãe pode tirar-te a fraldinha durante um pouquinho?

A Joana olha para a barriga, levanta a camisa, segura o rebordo da fralda.

- A mãe tira. E olha, o "nico" está aqui!

A Joana puxa o "nico" para junto de si. Tiro-lhe a fralda devagarinho. Ela puxa a camisa para cima. Ri-se. Mexe as pernocas. Senta-se no "nico". Brinca um pouco.

- Mas que bom, a Joana está no "nico"! E o que é que nos fazemos no "nico"? Fazemos chichi e cócó.

A Joana continua a brincar. Até que se levanta. Vai até a um dos sofás, o mais próximo do "nico". Faz ao lado do mesmo. Tudo bem, toca a limpar tudo. Com calma, sem penalizações. Para a primeira vez foi bom, filha. Temos tempo!

segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Toc, toc, toc, maestro!

Oiá boia ané, oiá boia ané, iemboiá, fugiiiiúúú


Transcrição feita pela mãe, o mais fielmente possivel, da parte do refrão da canção "Olha a bola Manel", tendo como maestro e cantora a Joana e os pais como espectadores!




Insónia versus Depressão pós-parto

Os três primeiros meses a seguir ao parto são caracterizados pela contínua mudança nos hábitos do sono. É por isso que, durante este periodo em particular, as mulheres se sentem tão cansadas. No entanto, este cansaço poderá indiciar alguns sintomas depressivos.

Esta é a conclusão de um estudo que sugere que a depressão pós-parto pode agravar os transtornos do sono nas mulheres que já sofriam deste problema antes do parto mas que, por si só, podem ser um sintoma de depressão.

O estudo levado a cabo por investigadores de uma universidade norueguesa defende que o sono é um elemento que modera o resto dos factores de risco associados à depressão pós-parto e por outro lado, pode contribuir para o desenvolvimento da depressão em mulheres que sofrem de alterações dos padrões do sono.

A falta de sono surge associado à depressão ao combinar-se com outros elementos como ter sofrido depressão antes da gravidez ou ter vivido situações de stress.


Por esta mesma razão, e na minha opinião, é fundamental existir uma boa rede de apoio familiar nos primeiros meses de vida de um bebé no que toca à lide de casa, por exemplo. E, sobretudo, é importante a mãe se deixe ajudar porque nenhuma de nós deverá vestir o fato de super-mulher mal regressa a casa do hospital ou da maternidade!

A Tirania do Prato Limpo

Li o artigo de um fôlego. Esplêndido! Em poucas palavras, desconstrói o dilema que por vezes sentimos perante um prato meio cheio: “Será que o nosso filho comeu o suficiente? Será que não poderia ter comido mais um colher? Só mais uma? Uma assim pequenina?”.

Pamela Cytrynbaum, uma mãe como todas nós, com vitórias e receios, escreve no portal Psychology Today (
http://www.psychologytoday.com/blog/because-im-the-mom) sobre a Tirania do Prato Limpo. Isto é, sobre a quase-obsessão de alguns pais em que os filhos comam tudo o que está no prato. Mesmo que não lhes apeteça. Mesmo que, para comerem tudo, haja caras feias à mesa.
Eis um excerto de uma carta que esta mãe juntou à lancheira de Leah, a sua filha:

“Caro (professor, auxiliar, alguém com conhecimento de causa): obrigada por cuidarem tão bem da Leah. Aqui está o seu lanche. A regra em nossa casa é a de que é a Leah quem decide quanto é que ela quer comer. Hoje a Leah disse-me que ao lanche lhe pediram para ela comer tudo o que estava na lancheira. Ora, tendo em conta os estudos mais recentes sobre os hábitos alimentares saudáveis nas crianças, nós queremos que a Leah ouça o seu corpo e decida quando parar quando estiver saciada. Forçá-la a comer é algo que nós não aceitamos. Se ela regressar a casa com uma lancheira meia cheia, tudo bem, não há qualquer problema.
Obrigada por nos ajudarem a garantir uma Leah saudável e feliz!
Mãe da Leah.”

Pessoalmente, tive oportunidade de ler os conhecimentos de dois pediatras que eu considero excepcionais: o Dr Berry Brazelton, nos EUA, e o Dr Mário Cordeiro, em Portugal. Mesmo antes da Joana nascer interiorizei a ideia de que as crianças não devem ser forçadas a comer, mesmo que nós pensemos que elas pouco ou nada comeram. Porquê? Porque o forçar vai necessariamente conduzir a caras feias. A um clima de refeição tenso, nada agradável. E o que é que sucederá nas refeições subsequentes? A criança irá encará-las como momentos negativos e, aí sim, irá oscilar entre dois extremos: ou continua a comer pouco (porque, simplesmente, o ambiente à mesa não propicia ou apetite) ou então vai comer para além do seu apetite, receando represálias
por parte dos pais, os seus modelos educativos por excelência. Num oposto ou noutro, a criança irá celebrar um casamento pouco saudável com a comida. E que frutos nascerão desse casamento no futuro? Distúrbios alimentares (anorexia, bulimia, obesidade infantil). Ausência de auto-estima (“Só gostarão de mim se eu comer tudo...”). Como diz a mãe da Leah, a comida não é moeda de troca. Nem a palavra “dieta” significa restrição. Dieta significa “o que cada um come”, na proporção saudável versus não saudável.
Qualquer pai (leia-se pai e mãe) se preocupa quando o filho deixa mais comida no prato do que é habitual. Quando nota que o filho tem pouco apetite. Seja porque está doente, porque foi às vacinas, porque lhe está a nascer um dente, ou por qualquer outra razão. Tendemos a associar o apetite a algo positivo (“Ele comeu muito bem!”) e não negativo (“Ele hoje não está a comer nada...assim não pode ser...”). Precisamente por isso raramente nos questionamos: “Se o nosso filho comeu menos naquele dia é porque, pura e simplesmente, já estava saciado”.

O facto de, durante a gravidez da Joana, ter lido em inúmeras fontes de que a criança não deverá ser forçada a comer não quer dizer que eu não vacilasse. Claro que sim. Claro que houve momentos em que quis que a Joana comesse mais. Nomeadamente quando, aos nove meses, ela teve uma gastroenterite. A recuperação foi lenta mas a pediatra alertou-me para respeitar o ritmo dela. Caso contrário o seu estômago rejeitaria a porção que estivesse a mais. Umas vezes seguia à risca o que a pediatra me dizia. “Sim, apenas 60ml de leite”. Mas, por vezes, não resistia e tentava mais: “Vou tentar os 90ml, talvez...”. E a Joana vomitava...tinha que regressar à estaca zero. Começar de novo. Sem “experiências”. Degrau a degrau. Penso que esta é a melhor contra-prova que ilustra a Tirania do Prato Limpo e que, no fundo, mais me ensinou sobre a alimentação infantil e o saber respeitar o apetite individual. Mais tarde, quando a Joana começou a frequentar a creche e diminuiu de percentil no peso, resolvi fazer eu mesma as refeições dela em casa para ela levar. Durante poucos meses assim foi. Até ela recuperar o seu peso. A partir daqui, sei que quando a Joana me diz “Iá tá” ou “Naum” quando já não quer comer mais, é porque já está saciada. Se deixou mais comida no prato? Umas vezes sim, outras vezes não. Mas é o apetite dela. E é meu dever respeitá-lo. Mesmo quando por vezes há uma vozinha no meu sub-consciente que me diz: “Será que ela não comia mais uma colherzinha?”. É natural, são preocupações comuns a todas nós. Penso que elas nos acompanham sempre, em maior ou menor grau.
Como refere o Dr Berry Brazelton, “forçar uma criança a comer é o modo mais eficaz para criar um problema. Para que a alimentação represente um prazer para a criança, é necessário que seja ela a controlá-la – no que diz respeito a opções, a recusas e ao momento de parar de comer” (fonte: “O grande livro da criança”).
E, por último, deixo-vos uma deliciosa receita prescrita pelo Dr Mário Cordeiro, n’ “O grande livro do bebé” sobre a hora da refeição:


“- 200 grs de bom senso
- 200 grs de calma
- conselhos do médico ou de alguém experiente – um naco pequeno
- ausência de qualquer pitada de ansiedade
- 100 grs de divertimento
- alegria q.b.
- flexibilidade – um pacotinho
- determinação – nas mesmas quantidades que o ingrediente anterior
- afecto – q.b.”


Bom apetite!

domingo, 19 de Julho de 2009

Filhos mais velhos sofrem mais pressão

O site netmums.com realizou um inquérito sobre a ordem do nascimento (posição na família em relação aos irmãos) e como esse factor influencia ou não a personalidade, o comportamento e o desempenho escolar das crianças. Cerca de 10 mil mães responderam às perguntas e, sendo uma amostra tão alargada, vale a pena olhar para os resultados:


A ordem do nascimento é relevante?

Se os pais acreditam que é, será. 77 por cento acredita que a ordem do nascimento tem influência na formação de uma pessoa. Apenas 23 por cento considera que tal factor não é relevante. Se agimos em função do que acreditamos, é possível que esta convicção das mães acabe mesmo por tornar real ou mais preponderante a influência deste factor. A forma como nos relacionamos com a criança mais velha, com a do meio, com a mais nova, as expectativas que formamos em relação a elas é que são determinantes. Se as formamos de acordo com a ordem de nascimento, então este será um factor determinante.

Qual será o mais bem sucedido na escola?

35 por cento das mães respondeu que será o filho mais velho. Seis por cento considera que será o do meio, e 15 por cento pensa que o mais novo terá mais sucesso na escola. 44 por cento das inquiridas respondeu que não sabe. Outros estudos demonstraram que o filho mais velho tende a ter um QI mais elevado do que os irmãos. A teoria mais amplamente aceite relaciona esta tendência com o facto de os pais passarem mais tempo com o mais velho nos primeiros anos, quando ainda é filho único. Mas se a expectativa dos pais é tão diferente em relação aos filhos mais velhos, é de admitir que este seja também um factor determinante para o sucesso escolar. Os pais acabam por pressionar mais os primeiros filhos no sentido de terem boas notas, investindo mais nesse objectivo.

Pais dentificam-se mais com filho mais velho

À pergunta «Com qual dos seus filhos se identifica mais?», 39 por cento das mães respondeu «com o filho mais velho». Apenas sete por cento se identifica mais com o do meio e 16 por cento identifica-se mais com o mais novo. 38 por cento não consegue decirdir-se. Esta maior identificação com o filho mais velho pode justificar as maiores expectativas em relação ao seu sucesso. Projectar as suas aspirações no primeiro filho é frequente.

Qual será mais propenso a depressão e ansiedade?

Não é difícil adivinhar: 45 por cento das mães respondeu «o filho mais velho». Para o do meio vão as maiores preocupações de sete por cento das mães e para o mais novo de seis por cento. 42 por cento não sabe, não faz ideia. As maiores expectativas que temos em relação aos mais velhos, a maior pressão que fazemos no sentido de eles serem os melhores, poderão torná-los mais susceptíveis a depressão e ansiedade? Revelou-se, pelo menos, que os pais acreditam que sim.

Qual será o mais feliz?

Para 35 por cento das mães, o adulto mais feliz será o filho mais novo. Apenas sete por cento acredita que o mais velho será mais feliz do que os outros, percentagem idêntica para o filho do meio. 51 por cento não dá palpites. Os filhos mais novos não estão sujeitos a tanta pressão na infância, por isso os pais acreditam que podem ser mais felizes. Ou seja, se os mais velhos ganham em inteligência e sucesso, os mais novos ganham em felicidade. Pelo menos, são essas as expectativas dos pais. Os do meio, como sempre, nem uma coisa nem outra...


Vacina da Gripe A só em Fevereiro

O anúncio foi feito pelo subdirector-geral da Saúde José Robalo. Crianças e grávidas só deverão receber a vacina contra a Gripe A (vírus H1N1) em Fevereiro, dois meses depois do resto da população, por razões de segurança.

É que este grupo obriga a testes mais rigorosos, avança José Robalo e só depois de assegurar que a população saudável reage positivamente à vacina será possível partir para testes que garantam a segurança nestes grupos, explicou este responsável.

Ao todo Portugal conta, até agora, com 111 casos confirmados e o governo já aprovou uma verba de 45 milhões de euros para aquisição de três milhões de vacinas contra a Gripe A, correspondentes a seis milhões de doses. Os grupos de risco vão ser vacinados de forma gratuita, mas só quando as vacinas estiverem disponíveis, o que acontecerá, segundo a Ministra da Saúde Ana Jorge em Dezembro ou no início do Janeiro, por uma questão de segurança.

Cuidados a ter contra o vírus

O vírus da gripe A H1N1, assim como outros, poder ser transmitido quando se toca em superfícies onde muitas pessoas põem as mãos: corrimões das escadas, pegas dos carrinhos de compras, maçanetas das portas e ratos do computador, que são fontes de contágio de microrganismos, como o vírus da Gripe A, que só poderá evitar-se com uma frequente lavagem das mãos, alertam os especialistas.

Mário Durval, da direcção da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública (ANMSP), explicou à agência Lusa que são aos "milhões" os microrganismos que vivem nas superfícies mais tocadas pelas pessoas. Esses microrganismos podem sobreviver mais do que as oito a dez horas que normalmente resistem no ar quando são transmitidos através das gotículas que saem da boca e fossas nasais, por meio de tosse ou espirros. "Os vírus dessas gotículas sobrevivem no ar entre oito a dez horas", disse Mário Durval, adiantando que estes passarão de pessoa a pessoa se estiverem a menos de um metro de distância. Contudo, estes microrganismos sobrevivem mais tempo nas superfícies, disse o especialista, chamando a atenção para a facilidade com que essas áreas são tocadas por um grande número de pessoas.

Além dos exemplos já referidos também as caixas de Multibanco podem ser “reservatórios” de microorganismos que só se consegue combater uma frequente e correcta lavagem das mãos pode evitar até 80% do contágio. Quando tal não for possível, podem ser usados toalhetes descartáveis, soluções e gel de base alcoólica, que se adquirem nas farmácias e nos supermercados.

Gripe A: Grávidas e bebés devem ficar em casa

O ministério da Saúde britânico deverá divulgar este domingo um novo pacote de medidas de combate à gripe A, mas, de acordo com a imprensa inglesa, uma das recomendações é destinada a grávidas e pais com bebés, que são aconselhados a não saírem de casa.
O Royal College of Midwives (parteiras) e o Royal College of Obstetricians and Gynaecologistas também recomendam uma mudança no estilo de vida, aconselhando as pré-mamãs a limitar os seus movimentos e os dos outros filhos, designadamente evitar multidões e viagens desnecessárias em transportes públicos, para evitarem trazer o vírus H1N1 para o seio da família.
O novo pacote completo de medidas deverá ficar disponível para consulta pública ainda hoje, no site do Serviço Nacional de Saúde britânico.
No Reino Unido, foram hospitalizados um total de 650 pessoas, diagnosticadas com gripe A. Entre elas encontraram-se mais de duas centenas de crianças. Já morreram no país várias vítimas mais novas, duas delas sem apresentarem quaisquer outras complicações paralelas à doença, o que intrigou os especialistas.


Fonte: Sapo Noticias

Consegui


Colocar um gancho no cabelo da Joana!

Sim, o primeiro sem ser "abanado" veementemente e em três segundos fora dos seus cabelos :-)

sábado, 18 de Julho de 2009

Arrumar os brinquedos: dicas

Imagine que o seu pimpolho não tem aquela tendência para ser arrumado que a sua casa parece um campo de guerra. Ouve respostas como 'já vou' ou 'agora não posso', ou o"arruma tu"! Está a ver o filme? Nós também, relaxe e leia aqui algumas dicas!


O que se deve fazer:

Mostrar que nada se arruma sozinho;

Habituar a criança a arrumar os brinquedos ou outros objectos mal acabe de os usar;

Estipular prazos e mostrar à criança que estes lhe permitem ter mais tempo livre para brincadeiras.

O que não se deve fazer:

Ser inconstante - arrumar o quarto pela criança e no outro dia exigir que ela o faça;

Trocar arrumações por prémios;

Comparações - a criança pode sentir que fracassou;

Forçar ou ameaçar

Para facilitar estas tarefas existem um conjunto de ideias:

- Caixas práticas e coloridas para organizar os brinquedos, atribuindo um tipo de brinquedo a cada recipiente;

- Adquira uma cama com gavetas, onde a criança poderá arrumar os brinquedos sem ter de revirar tudo;

- Aplique um cabide na porta do quarto, onde poderá pendurar a mochila e os casacos;

- Opte por cortinas de arrumação;

- Coloque prateleiras ao alcance do seu filho;

- Ofereça-lhe copos coloridos e com bonecos para lápis, canetas e outros materiais de pintura.


Fonte: DoBebé.com

Gosto...

…dos dias compridos, cheios de sol;

…de passear à beira-mar;


…de sumos naturais;


…de um bom chocolate, de um pão acabadinho de sair do forno, barrado com manteiga, de queques e bolas de berlim;


…de mangas curtas e sandálias;


…de ser criança sempre que brinco com a Joana ou quando a vou buscar à creche e tenho vários meninos à minha volta;


…de um bom livro;


…do fim-de-semana!



E o que é feito das cartas manuscritas, agora que nos habituámos a escrever emails, a falar ao telemóvel, a estar no MSN, no Facebook ou no Twitter?

sexta-feira, 17 de Julho de 2009

A memória do bebé

A partir de agora, todas as vezes que conversar com seu bebê, você vai saber que ele se lembrará do que você está falando – pelo menos durante os 10 minutos seguintes. Esta é a ideia de um estudo publicado na edição de julho do jornal Child Development. Cientistas holandeses – do Maastricht University Medical Centre e do University Medical Centre St. Radboud – concluíram que o bebê possui a capacidade de memorizar acontecimentos ainda dentro do útero da mãe. O estudo testou a memória e o aprendizado de 93 bebês entre a 30ª e a 38ª semanas de desenvolvimento por meio da repetição de estímulos acústicos. No primeiro teste, a equipe de estudiosos repetiu o estímulo a cada dez minutos. O resultado mostrou que, a partir da 30ª semana, os bebês possuem a chamada memória curta. É possível que fetos ainda mais novos possuam esta habilidade, mas ainda não há comprovação, pois o estudo abrange apenas aqueles com idade gestacional igual ou maior a 30 semanas. No decorrer dos testes, os cientistas perceberam que a frequência dos estímulos feitos para os fetos com 34, 36 e 38 semanas poderia ser reduzida. Ao final do ciclo de experimentações, concluiu-se que, a partir da 34ª semana de gestação, os bebês apresentam a capacidade de captar informações e recuperá-las durante as quatro semanas seguintes. Se, antes, conversar com seu filho ainda no útero era uma indicação relevante, agora é fundamental. Além de trazer benefícios para o desenvolvimento afetivo da criança, ainda ajuda no aprendizado.


Naum!

- Filha, vamos comer?
- Naum!
- Vamos comer, é bom!
- Naum!
- Sim!
- Nnnnnnn….Naum!
- Vamos ver o Hopla, o Hopla vai comer com a Joana, vai ser tão giro!

A Joana parece reconsiderar…

- Vamos, filha?
- Xi!


E quando a Bolotinha não gosta de algo? Sabem o que é que ela diz, de sobrolho franzido? "Áííííí!"

Já a formiga tem catarro, querem ver?!

quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Acidentes durante o banho

Estudos sobre acidentes durante a hora do banho concentraram-se até hoje em causas como queimaduras pela temperatura da água ou afogamentos. Contudo, um novo estudo publicado na edição online da “Pediatrics” incidiu a sua atenção na frequência de incidentes como o adormecimento ou quedas.

Segundo esse mesmo estudo, 120 crianças sofrem quedas em chuveiros e banheiras ou adormecem todos os dias, sendo que este número tem sido consistente ao longo de 18 anos de pesquisa. Os investigadores analisaram cerca de 791,200 incidentes, entre 1990 e 2007, com jovens até aos 18 anos em banheiras e concluíram que mais de metade dos incidentes ocorreram com crianças até aos quatro anos, e mais de 90% dos acidentes aconteceram em casa, sendo 71% em banheiras.

Os investigadores alertam os pais para que fiquem atentos durante todo o periodo do banho dos seus filhos e à indústria para que produza banheiras mais seguras. Os especialistas advertem que a maior parte destes acidentes podem ser prevenidos e os mais vigilantes devem ser os pais, pois a morte por afogamento é rápida e silenciosa, pelo que bastam alguns segundos para o desfecho mais trágico...



Novas palavras

- Iáá (girafa);

- Boô (bolo);

- Tês (três);

- Cacu (quatro);

- A-úl (azul);

- Papato (sapato).

quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Mãe, tenho medo do escuro!

Quase todos nós na infância, na hora de dormir, lançamos apelos sucessivos para não ficarmos sós e, sobretudo, às escuras. Talvez a maioria de nós já não recorde esses momentos aflitivos. Mas quem tem filhos pequenos sabe, decerto, como o medo do escuro é perturbador.
O medo é, aliás, uma emoção que nos acompanha desde o nascimento. E que se manifesta muito cedo, através da chamada ansiedade da separação. O bebé receia ser separado da mãe: e, em consequência, chora quando ela se afasta do seu campo visual, reacção que mais tarde vai dar origem aos protestos quando a mãe se afasta efectivamente, quer esteja noutra dependência da casa, quer se ausente mesmo.
Este medo primordial só passa quando o bebé consegue representar a mãe na sua ausência física e compreender que, mesmo não estando à vista, a mãe existe e vai voltar.
É um caminho progressivo, no qual se vão encontrando outros medos. O do escuro está-lhe intimamente ligado: a criança que é deixada na sua cama para dormir reage quando a luz se apaga ou a porta se fecha - é o sinal de uma ausência que ela procura evitar a todo o custo, reclamando mais um carinho, o último beijo. Ou reclamando uma luz de presença, para atenuar o momento em que os contornos familiares se desvanecerão na noite: no escuro é como se não houvesse protecção...não se vêem sequer as paredes ou o tecto... Este é um medo que vai evoluindo com a idade.
É mais primário entre os 18 meses e os três anos, associado a monstros e seres aterrorizadores (é o famoso "papão"). Já dos quatro aos dez anos, é mais complexo. O medo do escuro é associado a um vazio que irá ser preenchido por criaturas desconhecidas e misteriosas, mais abstractas.
O que permanece em comum é a impotência da criança perante estes perigos.

Tranquilizar acima de tudo


O escuro pode ser verdadeiramente assustador para uma criança, quer no momento de adormecer, quer se acordar durante a noite. O mais provável é que procure o consolo dos pais, tentando dormir com eles - aí encontra a segurança, conseguindo esquecer o seu medo.
Perante uma criança a braços com o medo do escuro a primeira preocupação dos pais deve ser tranquilizála. O que implica ouvi-la, deixá-la expressar as suas emoções, resistindo sempre a desvalorizar. Há que compreender a importância do medo, fazendo-a sentir que é normal: e, para isso, nada melhor do que evocar algumas histórias de infância, mostrando que também os adultos tiveram os seus próprios medos.
E porque o momento de dormir é particularmente difícil é útil rodeá-lo de algumas rotinas tranquilizadoras: deixar uma pequena luz acesa, a porta entreaberta, o boneco preferido na cama (para tomar conta e afastar os monstros), contar uma história ajuda e muito.



E se o "monstro" aparecer, porque não procurá-lo debaixo da cama ou no roupeiro, pegar-lhe por uma orelha, abrir a janela e espantá-lo? É mais eficaz do que o melhor dos discursos: dizer que não existem monstros nem papões até pode convencer a criança a deitar-se, mas não faz desaparecer o medo.
Com o tempo, o medo do escuro acaba por desvanecer-se. Mas pode persistir até à adolescência, sem que seja sinal de um problema: afinal, é um medo simbólico. E é no escuro que algumas interrogações se colocam, sobretudo na idade de todas as dúvidas e todas as certezas.

Medos para todas as idades


Ter medo é natural. E é mesmo uma reacção que acompanha a infância nas suas diferentes etapas, logo a partir do nascimento:
• Até aos seis meses, o bebé tem medo dos ruídos bruscos, das luzes fortes, de cair e de perder o apoio;
• Dos sete aos doze meses, tem medo dos rostos desconhecidos, de quem o possa separar da mãe, dos objectos que surgem bruscamente no seu campo visual;
• Pelos dois anos, começa a ter medo do escuro, dos animais, das máquinas, das mudanças no seu ambiente, dos trovões;
• Dos três aos seis anos, domina o medo do escuro e, com ele, o medo de dormir só, de ser separado dos pais; surge o medo da doença e da morte;
• Dos seis aos doze anos, os medos são mais reais: acidentes, incêndios, ladrões e ainda a morte; a criança é impressionável pelo que vê e ouve, colocando questões sobre o que a rodeia, preocupando-se com o que lhe possa acontecer e sendo incapaz de relativizar os perigos.






Fonte: Médicos de Portugal in http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2804/?textpage=1

Apresento-vos...


...o trono da Joana. Foi amor à primeira vista!

terça-feira, 14 de Julho de 2009

Orientações sobre a Gripe A

No portal da Direcção Geral de Saúde: http://www.dgs.pt/

Penso que é o portal mais completo sobre o tema que mais nos assusta ultimamente...

Manual de e para todas nós!

Estou, há cerca de um mês, aos poucos e poucos, a elaborar um pequeno manual de dicas e sugestões para as futuras mamãs e para as mamãs de bebés de tenra idade sobre temas variados: gravidez, parto, amamentação/alimentação, sono, higiene, desenvolvimento, lazer...gostaria de poder contar com as vossas experiências por forma a enriquecermos estes e outros temas. Sintam-se livres para deixarem aqui as vossas dicas ou, então, se preferirem, poderão enviá-las por email. Há tempo, não tem que ser hoje, porque o manual ainda vai a meio :-)

segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Na hora de adormecer falar com o bebé?

Segundo um grupo de investigadores da UCLA School of Public Health, conversar com o bebé na hora de adormecer é bem mais eficaz do que ler-lhes uma história pois as respostas que uma criança dá no seio de uma conversa reveste-se de uma maior riqueza comunicacional do que o mero escutar de uma história.
Pergunto-me: será que uma conversa não irá despertar o bebé? Eu penso que uma história é mais calmante e igualmente rica para o desenvolvimento linguístico do bebé.O que é que vocês acham?

Em torno do umbigo

Sabes, filha, por vezes a mãe sente medo. Angústia, talvez. Nó na garganta. Também. Encontro-me numa espécie de corrida contra ao tempo. Como se estivesse numa pista de corrida de um estádio chamado vida. Todos os dias, quando olho para o teu umbigo, não sei se ainda vou a tempo de o procurar corrigir. Não sei se ainda vou a tempo de evitar que sejas operada a uma hérnia umbilical. É uma operação simples, já me asseguraram. Terás alta no próprio dia, já me tentaram sossegar. Não sentirás nada (ou quase nada). Já me afirmaram. Mas o que é certo é que eu continuarei a correr naquele estádio. A saltar por cima de barreiras, a correr os 100 metros, a maratona, o que seja. Porque quero evitar que sejas operada. Não por uma razão estética. Não por seres ainda de tenra idade e a recordação futura ser diminuta. Mas porque a mãe tem medo que entres numa sala de operações, por muito que possa confiar na equipa médica. Posso ir também? Posso ser eu a deitar-me na cama de operações? Podem operar-me a mim e dar à Joana o meu umbigo? Eu fico com o dela. Façam em mim o que tiverem que fazer. Mas não a façam chorar. Porque eu choro também.
Todos os dias a mãe coloca-te a banda umbilical (este fim-de-semana comprei uma nova para ti porque a última já estava a perder alguma elasticidade) e tem esperança. Corro em torno do teu umbigo. Corro, corro, corro. Na consulta dos dois anos vou procurar uma segunda opinião médica. Será a melhor das opiniões, de acordo com o especialista que será. Ele ditará o sim, o não ou o aguarde mais um tempo. Sabes, filha, por vezes a mãe sente medo. Talvez sofra por antecipação. Sim. Talvez. Poderia deixar de correr no estádio? Sentar-me na cadeira, olhar para a pista, parar? Talvez. Mas na verdade, filha, a mãe vai continuar a correr. Porque não te quero ver chorar. Porque não quero ver nos teus olhos, quase a adormecer, um “Ó mãe, não me deixes entrar sozinha naquela sala...”. Porque é meu dever fazer o que estiver ao meu alcance para chegar à meta. Ontem, hoje e amanhã. Para tudo e em tudo. Porque sim. Porque a mãe ama-te. Assim, superlativamente. Assim, desmesuradamente.

domingo, 12 de Julho de 2009

Uso de chupetas não prejudica amamentação materna

Não temam as chupetas. As mães que se preocupam com a possibilidade de que permitir que os bebês usem chupetas prejudique o amamente materno deveriam relaxar, afirma um novo estudo. Em artigo publicado pela Archives of Pediatric & Adolescent Medicine, pesquisadores afirmam não ter encontrado provas convincentes de uma conexão entre o uso de chupetas e a amamentação.
"As chupetas tradicionalmente são vistas como inimigas das melhores práticas de amamentação", escreveram os pesquisadores, da escola de medicina da Universidade da Virgínia. Nos anos 80, as autoridades de saúde norte-americana desencorajavam seu uso.
Mas nos últimos anos os pesquisadores descobriram indícios de que os bebês que usem chupetas ao dormir podem ser menos suscetíveis à síndrome de morte infantil súbita. A Academia Americana de Pediatria agora recomenda o uso de chupetas, por esse motivo.
Para os médicos, isso significa que existem duas necessidades aparentemente opostas: a de encorajar a amamentação materna, que é o método mais saudável de nutrir bebês, e a de reduzir o risco de mortes súbitas.
Para o estudo, os pesquisadores revisaram 29 estudos, realizados em 12 países, que tratavam de amamentação e do uso de chupetas. A diretora da pesquisa foi a Dra. Nina O¿Connor, do programa de residência da Clínica Familiar Chestnut Hill, de Filadélfia. Os pesquisadores constataram que as mulheres cujos filhos usavam chupetas pareciam deixar de amamentá-los mais cedo do que outras mulheres, mas ao que parece as chupetas não são o motivo.
Um dos redatores do estudo, a Dra. Fern Hauck, recomendou que chupetas comecem a ser usadas quando o bebê chega a três ou quatro semanas de idade.


Fonte: DoBebé.com

A minha "croquinha"


E não é que a Joana gostou nas suas sandálias de praia?!

Pés

No campo...


Ou para a praia...



O que gostamos mesmo é de andar de pé ao léu!

O vestido do baptizado

Foi comprado ontem à tarde, na Papo d' Anjo, no Chiado.
Depois de irmos à Bonpoint, onde experimentamos dois vestidos, um em linho e outro em seda selvagem, decidimos ver mais opções, e o que é certo é que todos nos apaixonámos por um vestido branco, com uma saia em organza e tule, na Papo d' Anjo. Menos a Joana, que choramingava devido aos sucessivos despir e vestir. Podem ver o vestido em
http://www.papodanjo.com/Dresses-Skirts_6. O da Joana é o "Swiss Dot Party Dress". Para além disso, compramos um vestido para a Joana vestir depois do baptizado, que é o "V-back sundress". Tudo em tamanho 2 anos. No próprio dia do baptizado da Joana prometo que coloco aqui as imagens dos dois vestidos!
Ficaram a faltar os sapatos que iremos ver posteriormente. Faltam igualmente a vela e a toalha.
A caminho vamos nós!

sábado, 11 de Julho de 2009

A importância do auto-conceito

Ter um bom autoconceito é fundamental para o equilíbrio emocional da criança.
Uma criança com uma boa auto-estima e confiar nas suas capacidades irá apresentar perante o mundo que a rodeia uma atitude positiva e de descoberta essencial para o seu desenvolvimento cognitivo e afectivo. Por outro lado, uma criança que não sinta confiança nas suas próprias capacidades, que tenha demasiados medos e se sinta muito insegura, verbalizando frequentemente sentimentos de incompetência, irá diminuir o número de experiências sobre o meio que a rodeia, não arriscando e desistindo, o que trará consequências negativas para o seu desenvolvimento. Quando se avalia o autoconceito há que ter em conta diversos critérios que concorrem para que cada criança desenvolva uma autopercepção mais ou menos positiva: aparência física, competência atlética, competência académica (aquisição de competências formais e/ou informais), aceitação social e sentimento geral de bem-estar.


Como se pode definir?

Na literatura existem diversas definições para o autoconceito, como por exemplo a de de Pajares e Miller (1994) que consideram o auto-conceito como um conjunto de crenças de autovalorização, associadas à competência percebida de um sujeito. Desta forma, o auto-conceito pode ser entendido como a atitude valorativa que um indivíduo tem sobre si mesmo e o quanto ele se sente capaz de realizar alguma tarefa. Outra definição, igualmente interessante, é a de Villa Sanchez e Murachco (1999) que definem o autoconceito como o conjunto de atitudes que um indivíduo tem para consigo mesmo e que é composto por elementos cognitivos, afectivos e comportamentais com uma influência decisiva na maneira como cada um percebe os acontecimentos, os objectos e as outras pessoas no seu meio ambiente.



Como se constrói?

Os alicerces de um bom autoconceito baseiam--se nas relações que a criança estabelece com os seus cuidadores durante os três primeiros anos de vida, nomeadamente a partir do sentimento de ser profundamente amada, aceite e valorizada pelas pessoas significativas. O amor incondicional e a aceitação experienciada nos primeiros três anos de vida criam a estrutura emocional para o amor-próprio posterior, e tornam a criança mais segura e com mais capacidade para lidar com críticas ocasionais e avaliações negativas que geralmente acompanham a socialização da criança na comunidade.
À medida que ela cresce, a sociedade começa a impor critérios mais rigorosos e condições para dar amor e aceitação. Se os sentimentos precoces de amor e aceitação recebidos dos pais e de outros cuidadores foram verdadeiros e saudáveis, estarão profundamente enraizados na personalidade da criança de forma que ela terá condições de resistir com mais facilidade às prováveis rejeições, incompreensões e repressões dos anos posteriores.
Da mesma forma, influências negativas presentes na nossa infância podem conduzir a um baixo autoconceito, tais como: críticas, rejeições, humilhações, abandono, desvalo-rizações e perdas. É importante frisar que a construção dessa percepção negativa de si mesmo é o resultado de interacções sociais (familiares, escolares, entre outras...) onde a criança vivencia situações onde é colocada numa posição em que se sente inferiorizada e com sentimentos de incapacidade.
Efectivamente, as crianças não decidem como querem ser ou como vão reagir perante determinada situação, mas formam auto-imagens baseadas fortemente na forma como são tratadas por pessoas significantes, como os pais, professores, irmãos e amigos. Se as relações estabelecidas nos primeiros anos não forem seguras e gratificantes, a criança po-derá tornar-se um indivíduo que age tentando agradar aos outros para evitar rejeições, conflitos e confrontos, construindo um conceito negativo sobre as suas próprias capacidades. Se o nosso objectivo é criar crianças felizes que se transformem em adultos realizados, será então fundamental que estas sintam confiança nas suas capacidades e que gostem de si.


Uma criança que se sinta amada e valorizada, com espaço para aprender com os seus erros e continuar a evoluir, capaz de perceber os limites, mais facilmente se sentirá integrada nos espaços sociais em que se movimenta - família, escola e amigos. Sem um bom autoconceito, dificilmente ela enfrentará os seus aspectos mais desfavoráveis e as eventuais manifestações externas. Já a criança com autoconceito positivo é mais activa, desenvolve melhores competências sociais, tem sentido de humor, participa activamente na vida diária da família e da escola, lida melhor com o erro, sendo globalmente mais feliz, confiante, alegre e afectiva. A felicidade das crianças passa pelo amor, não pelos bens materiais.
Há que estimular a criança mais para o ser do que para o ter - assim desenvolverá competências emocionais e pessoais que a ajudarão toda a vida a construir mais momentos de felicidade. Ajudarmos os mais pequenos a ter um bom autoconceito passa por mostrar-lhes quanto eles são importantes, fazê-los acreditar que são capazes, nunca fazer pela criança mas dar-lhe oportunidades para experimentar e aprender; como diz um antigo provérbio chinês: “não dar o peixe, mas ensinar a pescar”, aproveitando as rotinas e as oportunidades do dia-a-dia para que cada criança goste de si e esteja bem consigo própria de forma a poder querer estar com o outro e descobrir o mundo.


Como se desenvolve

Como podemos ajudar a criança a desenvolver um bom autoconceito? Siga estes conselhos:
– Transmitir à criança amor incondicional. Em situações em que a crítica se torna necessária, usá-la construtivamente, focalizando-a no comportamento e nunca nas características negativas da criança.
– Encorajar a criança a desempenhar algumas tarefas sozinha, desde que adequadas ao seu nível de desenvolvimento; deixá-la experimentar, deixá-la errar, encarando sempre os insucessos como oportunidades de aprendizagem (erro construtivo). Deste modo, a criança irá aceitar-se a si própria com as suas virtudes e limitações, estando assim a alimentar a sua auto-estima.
– Acompanhar e reforçar os sucessos da criança, valorizando o esforço em detrimento do resultado final, encorajando-a nos momentos de maior dificuldade a atingir objectivos - sejam eles de aquisição de competências ou relacionais, procurando que não desista ou, em determinados casos, ensiná-la a lidar com a frustração (desenvolvendo a resiliência).
– Estimular a criança de forma positiva, fazendo-a pensar em objectivos, capacitando-a para sonhar, sendo um agente facilitador desse processo, nunca substituindo a criança.
– Procurar diminuir o número de “nãos”, estando, pelo contrário mais atentos aos comportamentos adequados da criança que devem ser reforçados positivamente. – Ser um modelo positivo: pais e educadores com um bom autoconceito vão transmitir imagens positivas à criança.
– Estilos educativos democráticos, com limites e regras firmes e com padrões de justiça e não de opressão, ajudam a criança a desenvolver a confiança em si própria pois sentir-se-á segura do ponto de vista emocional. Modelos educativos baseados no autoritarismo ou na permissividade contribuem para desenvolver um baixo autoconceito.
– Ajudar a criança a desenvolver um sentido crítico e a saber optar, desenvolver o julgamento moral, valorizar a capacidade de pensamento, reflectindo em conjunto sobre as soluções possíveis, permitindo que a criança tome decisões e enfrente as consequências dessas decisões.
- Encontrar momentos verdadeiros de comunicação, na família e em meio escolar, onde todos os elementos podem comunicar vivências e partilhar emoções, os seus sucessos e insucessos, devendo os adultos actuar enquanto modelos positivos. Desenvolver actividades conjuntas, onde adultos e crianças tenham efectivamente prazer promoverá uma maior coesão e, como tal, maior bem-estar.




Autoria: Dra Filomena Santos Silva, Psicóloga in Sapo Bebé (http://familia.sapo.pt/crianca/emocoes/coisas_de_crianca/1002194.html)

Nos nossos sapatos


Nos do pai



Nos da mãe



Claro está...para variar!

sexta-feira, 10 de Julho de 2009

O vosso feedback

Recebi há instantes o feedback de duas mamãs relativamente ao dificil acesso ao meu blog: parece-me que dá erro, ou que demora muito tempo a abrir ou até que o blog foi removido...estranhíssimo, pois eu entro nele todos os dias!

Mais alguém se tem deparado com alguma dificuldade de acesso?


Obrigada!

Amamentação de bebés que bolçam

A maioria dos bebés bolça, ou seja, rejeita algum do leite ingerido, ou a seguir à mamada ou algum tempo depois. Este facto denomina-se de refluxo fisiológico e deve-se à imaturidade do sistema digestivo, em particular do esófago (tubo que faz a ligação entre a boca e o estômago), que não consegue evitar que algum do conteúdo estomacal suba até à boca. Apesar de parecer que o leite rejeitado é em grande quantidade, a mãe não deve preocupar-se se o bebé apresenta um ar saudável, se continuar com dejecções e micções frequentes e se se verificar o seu continuado aumento de peso.No caso do bebé que é amamentado, surge uma particular tensão com este problema fisiológico pois a mamã receia que o seu bebé perca alimento e não possa, em pouco tempo, repô-lo.
Saiba que, para os bebés que bolçam, pode ter os seguintes cuidados:


- Mamadas mais frequentes (sempre que o bebé der sinais de interesse em mamar), assim o leite ingerido será menor e de digestão mais fácil;


- Dar de mamar numa posição mais inclinada, mantendo o bebé quase sentado;


- Para os bebés mais irrequietos a mamar, tente o máximo de contacto pele a pele, amamente em andamento (andando ou embalando o bebé com movimentos suaves), no banho ou enquanto o bebé dorme;


- Uma boa pega é importante para diminuir a entrada de ar durante as mamadas;


- Permitir ao bebé esvaziar o primeiro peito antes de oferecer o outro, deixando que seja este a largar o peito ou que pare de mamar e não interrompendo a mamada para trocar de peito, alternar de peito várias vezes ou cedo demais pode fazer com que o bebé bolce mais;


- Para os bebés que querem mamar frequentemente, tente oferecer uma mama em cada mamada, em vez das duas mamas na mesma mamada;


- Deixe o bebé mamar o tempo que desejar, mesmo que já não esteja a ingerir leite, pois isto faz com que o bebé acalme e esvazie o estômago mais facilmente;


- Evite movimentos rápidos e desnecessários a seguir à mamada;


- O bebé pode sentir-se mais confortável se mantiver uma posição vertical a seguir à mamada, deitá-lo apenas algum tempo depois de mamar e elevar a cabeceira da cama podem ser boas ajudas.Todos os bebés são diferentes, por isso deve estar atenta aos sinais do seu bebé para avaliar quais das dicas sugeridas aliviam os sintomas do refluxo.

O que pode a mãe fazer para diminuir o refluxo do bebé?



- Amamentar! O refluxo é menos comum em bebés amamentados, e mesmo os bebés amamentados que têm refluxo, têm menos episódios de refluxo e estes são mais curtos, e o refluxo à noite é menos grave. O leite materno sendo de mais fácil digestão, é facilmente encaminhado para o intestino, deixando o estômago vazio e impedindo assim o refluxo;


- Acalme-se, e assim o bebé estará mais calmo, logo terá menos refluxo;


- Eliminar a exposição do bebé a ambientes com fumos, pois é um factor que contribui para o refluxo;


- Reduzir ou eliminar a cafeína, excesso de cafeína na dieta da mãe pode contribuir para o refluxo;


- Alguns bebés poderão ter refluxo devido a alergia a algum alimento na dieta da mãe, a maioria poderá ser causado devido ao leite de vaca. Neste caso, experimente retirar o leite de vaca ou o alimento de que suspeite durante duas semanas da sua alimentação. Fique atenta às melhoras: se notar melhorias evite ou elimine esse alimento, substituindo por outros alimentos com semelhante valor nutricional. Contudo, tratando-se de alergia, o bebé pode ter outros sintomas além do refluxo;


- Altere a posição do seu bebé: o refluxo é pior se o bebé estiver completamente deitado. Utilize um porta-bebés para manter o bebé erecto durante mais tempo;


- Evite comprimir o abdómen do bebé, mantendo a roupa larga e a fralda pouco apertada podem ajudar; evite posições em que tenha de dobrar o bebé, por exemplo vire o bebé de lado, em vez de aproximar os pés da barriga quando muda a fralda;


- A posição que diminui melhor o refluxo é de barriga para baixo, mas esta apenas deve ser utilizada se o bebé estiver acordado e sempre vigiado por um adulto. Poderá colocá-lo de lado sob o lado esquerdo, pois a pressão do estômago assim é menor.Mais uma vez, recomenda-se que verifique o que resulta melhor com o seu bebé e vá adaptando as recomendações conforme verificar melhorias, ou não, no seu bebé.
Segundo o Dr. Carlos Gonzalez: “A amamentação é particularmente recomendável nestes casos, pois diminui a duração dos episódios de refluxo. Por outro lado, os alimentos espessados (como os leites anti-regurgitantes) são praticamente inúteis no tratamento do refluxo. Constitui um erro grave desmamar uma criança para lhe dar um destes leites.” – Manual Prático do Aleitamento Materno, página 231.
O refluxo vai diminuindo com a maturidade do sistema digestivo, e a maioria dos bebés deixa de bolçar até ao primeiro ano de idade. A Organização Mundial de Saúde recomenda que os bebés sejam amamentados em exclusivo até aos 6 meses e complementando com outros alimentos até pelo menos aos 2 anos, e os bebés com refluxo devem também seguir esta recomendação, pois as vantagens da amamentação sobrepõem-se aos incómodos do refluxo.






Autoria: Patrícia PaivaConselheira em Aleitamento Materno (OMS/UNICEF) in BabySol (http://www.solangeburri.blogspot.com/)

As minhas poupanças


Começam aqui, neste porta-moedas da Hello Kitty, já com dois cartões (expirados): um da CGD e outro da FNAC. Ah, e uma moeda de 50cts que a mãe me deu!


quinta-feira, 9 de Julho de 2009

É daqui a um mês...

...que eu vou ser bebé!

Sempre fui uma criança pequena relativamente aos meus anos: fico entusiasmada, com borboletas na barriga, a fazer a contagem decrescente para o dia 09/08 :-)

E para descobrir as surpresas?! Ui...sou terrivel!

Viciantes!


Estas bolachas, marca Jumbo, com sabor a canela. Comemos uma e não conseguimos parar...! Crocantes, redondinhas, com um aroma irresistivel...vou ali buscar mais uma, se não se importam... :-)

Apanhar a sombra!


A Joana descobriu quão bonita é a sua sombra.

Toca a tentar apanhá-la :-)

quarta-feira, 8 de Julho de 2009

A amizade na primeira infância

Desempenha um papel fundamental no desenvolvimento harmonioso da criança, contribuindo para um maior equilíbrio na idade adulta.

A maioria de nós recorda com saudade as amizades do início de vida. Alguns têm a sorte de conservá-las até à vida adulta, enquanto outros nem sequer se lembram dos nomes, no entanto foi com essas pessoas que compartilhámos as nossas primeiras descobertas, descobrimos um significado mais abrangente para palavras como estima, camaradagem e entendimento.
Embora a criança até os quatro ou cinco anos de idade esteja a vivenciar um mundo muito centrado nela mesma, nas suas percepções e sensações sobre tudo, as experiências relacionadas com as amizades desempenham um papel fundamental para o desenvolvimento posterior, e as lembranças sobre amigos queridos, dias felizes e brincadeiras agradáveis serão fundamentais para um crescimento saudável.
Nos primeiros meses de vida a criança relaciona-se basicamente com a sua família mais íntima, tais como pais, irmãos, avós e tios. Ao ingressar nas creches e infantários dá-se início ao processo de socialização e começam a estabelecer-se laços afectivos fora do núcleo familiar.
É um momento de descoberta! Crianças pequenas, grandes, semelhantes, diferentes, gentis, hostis, alegres, tristes. Quantas personalidades! Primeiro, é o momento de observar, o que pode levar minutos ou dias. Depois inicia-se a interacção com aproximações mais arrojadas, ou mais tímidas…

A importância do modelo familiar
Nesta etapa é muito importante o modelo que se faz a partir dos pais, dos seus amigos e da relação que têm com eles. Crianças que convivem com pessoas diferentes no seu ambiente e cuja família valoriza os amigos, apresentam maior facilidade em estabelecer laços de amizade.
Acredita-se que a amizade estimula o psiquismo, produzindo benefícios tanto para a saúde física como para a saúde mental, pois são activadas áreas do cérebro e libertadas hormonas que favorecem a alegria e o bem-estar.
Em especial nos primeiros anos de vida, a experiência da amizade ajuda-nos a crescer e amadurecer, colaborando na formação da nossa personalidade e no estabelecimento das relações com os que nos rodeiam. Pesquisas nesta área demonstram que a colaboração, o intercâmbio e o reconhecimento do outro diminuem a agressividade, a desconfiança ou a própria tensão.
A alegria compartilhada e o apoio emocional vivenciado activam o sistema imunológico e, por conseqüência, a homeóstase, que é a tendência à estabilidade do meio interno do organismo. A amizade na primeira infância desempenha um papel fundamental, pois são esses laços de afecto que nos sustentam a vida inteira. A infância é um momento onde, através das brincadeiras, aprendemos o que significa o conforto nos momentos tristes, o dividir as nossas alegrias, o sentido de cooperação, a lealdade e a solidariedade.


Da infância, à idade adulta… a mesma resposta emocional
Ao relacionar-se com os outros, a criança descobre que algumas regras devem ser obedecidas e, assim, começa a consciencializar-se de muitos aspectos sobre a convivência em grupo, tais como a percepção de estar junto com o outro, o respeito, os limites, a frustração, a necessidade de se expressar melhor, o compartilhar.
Começa então a adquirir um conhecimento melhor de si mesma e do Mundo, na medida em que também vai amadurecendo. Observa-se, nas amizades na infância, dois lados opostos nos relacionamentos: um positivo, que se refere à cooperação e apoio social, e um negativo, que evidencia os conflitos e a agressividade. Também se pode observar a competitividade, a qual parece ser maior entre amigos do que em actividades com estranhos.
E igualmente se acredita existir uma atração entre as crianças agressivas, de onde resulta que os conflitos entre elas também sejam grandes. A tendência é a constante tentativa de dominação por parte dos agressivos, que leva ao afastamento das crianças mais dóceis e de fácil cooperação, que não compreendem esse tipo de comportamento.
Os mais tímidos e menos reactivos, são muitas vezes subjugados pelos mais agressivos. Tais reacções comportamentais são os primeiros indícios de como será a resposta emocional dessas crianças quando forem adultas. Portanto, é importantíssimo que saibamos orientá-los, nesta fase, para a melhor atitude…


Aceitar as crianças especiais
Os amigos são uma importante fonte de apoio emocional. A amizade interfere diretamente na qualidade de vida da criança, inclusive daquelas com necessidades especiais. A presença de deficiência física e/ou mental dificulta o estabelecimento e a manutenção das amizades devido às diversas limitações existentes.
Embora muitas crianças tenham atitudes favoráveis em relação àquelas com deficiências, elas rapidamente percebem as dificuldades que existem na manutenção da relação e às vezes acabam por afastar-se, por não sentirem/perceberem a contrapartida.
Cabe aos pais e educadores esclarecer que nem todos reagem da mesma maneira, e que determinados gestos são o melhor que uma pessoa pode dar. Conscientes disso, as crianças não colocam barreiras aos relacionamentos.
Vale a pena citar o psicanalista Jorge Forbes: "A amizade de infância não é qualquer uma, tem um diferencial ligado ao facto de ter sido estabelecida numa época anterior aos julgamentos e preferências da idade adulta, quando todos sofrem interferência dos interesses sociais".
De facto, uma amizade de infância é uma lembrança boa que nos irá acompanhar pelo resto de nossas vidas e trazer um sorriso aos lábios sempre que nos recordarmos dela. Estimule a sua criança, para que também ela possa ter essa vivência feliz.


Como ajudar a criança a fazer amizades
Como detectar se ela tem problemas em estabelecer amizades:


1. Verifique junto aos educadores como é que sua criança se comporta na sala de aula e nas horas de intervalo, onde há a possibilidade para participar em brincadeiras e cultivar amigos. Pergunte se ela se relaciona com os demais, ou se é tímida.
2. Observe o que acontece quando você sai com o seu filho. Numa ida ao parque, ele aproxima-se de outras crianças? Como é que ele se relaciona com as crianças da família? Como reage quando recebem visitas?


O que fazer para ajudara criança a libertar-se da timidez?


1. Em primeiro lugar, lembre-se de que cada um de nós tem uma forma de expressar a sua personalidade, e nem sempre pais extrovertidos terão filhos iguais - e vice-versa. Não exija que o seu filho tenha de ser igual a si… Respeite-o pela forma como ele é.

2. Outros lugares onde o seu filho pode formar amigos são as aulas de desporto, canto, dança ou idiomas. Inscreva-o numa dessas actividades, mas verifique primeiro se isso lhe dá prazer e se existem outras crianças da idade dele.


3. Convide amiguinhos para um lanche ou almoço. Mais uns anos e os amiguinhos podem passar um dia, uma noite, na sua casa. E também vai chegar o momento do seu filho ir dormir na casa do colega...

4. Leve-o às festas dos amiguinhos. É importante, para que o vínculo da amizade ultrapasse a escola.


5. Nas férias, dê preferência a lugares onde existam actividades em grupo para crianças. Um ambiente novo pode ser um bom estímulo aos relacionamentos.

Autoria: Thaís Delboni, Psicóloga e Terapeuta Floral in Sapo Bebé

Shop until you drop!

E fizemos jus a esta expressão britânica no passado Sábado, em que passei a tarde com a minha mãe no El Corte Inglès. Fenomenal, obrigada mãe, apesar de termos ficado com as pernas e os pés numa lástima! Até eu me sentava nas escadas rolantes :-)


Primeira tarefa: escolher o meu vestido para o baptizado da Joana. Penso que percorremos as marcas quase todas. Calvin Klein, Carolina Herrera, Adolfo Dominguez, Fátima Lopes, Lanidor, Ralph Lauren, Burberry, Purificación Garcia...não estava fácil, nada mesmo. Tamanhos havia, eu é que sou muito criteriosa a escolher. Finalmente, encontrei uma marca que começarei a seguir mais de perto: Roberto Verino. Estilista espanhol. Sem palavras. Cada peça, cada preciosidade. Poderão consultar o portal em www.robertoverino.es, apesar do meu vestido não constar no mesmo. É um vestido cor-de-rosa, de alças. Até à cintura o padrão é entrelaçado e depois, até aos joelhos, temos os folhos:




Os sapatos são da Rosa Clará (branco-pérola):




E os brincos serão em prata, pois o ouro ficaria muito pesado no conjunto.

O pai, mais prático, já tem tudo tratado pela Rosa&Teixeira.

Depois de me mimar, toca a mimar a Joana:



Fitinhas várias para o cabelo


Um conjunto Barbie e os cães


Um conjunto de animais do Zoo


Um triciclo






Dois pares de sapatos



Um vestido


Um par de crocks, lindas!

O vestido de baptizado da Joana...aaaahhh, pois é...está guardado no segredo dos deuses!

terça-feira, 7 de Julho de 2009

Sondagem DoBebé.com

A pedido do portal DoBebé (http://www.dobebe.com) eis que vos apresento uma sondagem que está a decorrer e que incide sobre as revistas de puericultura e respectivos temas.

Todas as vossas respostas são da máxima importância, pelo que desde já agradeço a vossa participação:

1- Compra Revistas de Puericultura? Quais?
2- Quais as secções que mais gosta de ler? (especifique tanto quanto possivel...saúde,beleza, etc)
3- Que outras secções gostaria que a sua revista favorita tivesse? (especifique tanto quanto possivel...saúde,beleza, etc)
4- Quais os temas que mais lhe interessam? (especifique tanto quanto possivel...saúde,beleza, etc)
5- Acha que as revistas estão caras?
6- Tem outras sugestões que gostaria de nos enviar acerca de Temas ou Novas Secções para revistas de Puericultura.

Todas as respostas deverão ser enviadas para
aras@icetone.net

Obrigada!

Mitos da gravidez - Parte II

Inicio este texto com um obrigada pelo vosso feedback relativamente ao tema relativo aos mitos da gravidez. Realmente alguns deles são mesmo inusitados! Quando eu engravidei, disseram-me igualmente que se a barriga fosse bicuda eu poderia esperar um menino; que se a minha cara parecesse inchada que seria uma menina; que, se tivesse muita azia, teria um bebé com muito cabelo. Penso que o conselho mais fundamentado que recebi foi o de lavar legumes e frutas em Amukina, para evitar enchidos e carnes mal passadas (incluido fiambre e afins) uma vez que não sou imune à toxoplasmose.
Como já tive ocasião de vos contar, a minha colega de trabalho Helena encontra-se grávida e como a nossa equipa é apenas composta por mulheres, todos os dias falamos sobre o tema da gravidez.
Como em tudo, existem conselhos pertinentes e outros que geram autênticos debates. Vejamos alguns exemplos:

- "Não posso comer cenoura porque tem muito açúcar";

- "Não posso comer alface porque sou imune à toxoplasmose";

- "Não posso comer doces nem salgados";

- "A Trissomia 21 é detectada na eco morfológica, quando se medem as "bolsas cerebrais" (este conselho foi dado por uma colega);

- " Para quem fuma, mais vale fumar um cigarro do que ficar numa "ansiedade tremenda" porque a ansiedade faz pior do que o fumo do tabaco. É que o liquido amniótico e a placenta protegem o bebé de substâncias nocivas...".

E outros "conselhos" que entretanto compilei contemplam:

- Não se pode deixar os animais colocarem o focinho nas nossas barriguitas, pois o bebé nascerá com o sítio onde o animal tocar cheio de pêlos iguais ao dito animal;

- Não andar com cintos porque o bebé nasce com o cordão à volta do pescoço;

- Não fazer a cama antes do bebé nascer;

- Não cheirar flores;

- As grávidas não podem ser madrinhas de baptismo porque um dos bebés morre...;

- Se te pedem para mostrar as mãos e mostras as palmas, é menino;

- Se ficas com borbulhas, é menina;

- O agrião pode provocar aborto;

- A grávida não deve comer coelho porque este provoca problemas de visão.

Penso que, mais importante que comprarmos um bom livro sobre a gravidez (e a minha "biblia" foi esta):


é confiarmos e discutirmos todas as dúvidas com o nosso obstetra, que é a pessoa que melhor nos conhece, fisiológica e psicologicamente.

segunda-feira, 6 de Julho de 2009

O temperamento

“És igual ao teu pai: para adormecer era um castigo!” ou “Também não gostas que se aproximem muito de ti, a tua mãe esperneava de imediato quando era assim pequenina como tu!”.Quem de nós ainda não se deparou com observações semelhantes, sobretudo de familiares, em relação ao temperamento do nosso bebé? Basta retrocedermos às primeiras horas de vida do nosso filho para ouvirmos um “É a cara do pai” ou “Tem a boquinha da mãe”. Depois destes e de outros traços físicos, primeiramente enunciados, seguem-se, à medida que o bebé se desenvolve, observações acerca das características de personalidade do bebé.O que entendemos, então, por temperamento? Segundo os autores Alexander Thomas e Stella Chess (1977), temperamento é o modo característico da pessoa de abordar ou reagir a pessoas ou situações. Assim, o temperamento é um conceito deveras útil para os pais na medida em que estes poderão avaliar, prever e compreender as reacções do filho com uma crescente facilidade.De acordo com o pediatra T. Berry Brazelton (2006), os pais saberão assim quando o bebé está a agir de acordo com o seu “eu usual” e quando não está. Por exemplo, o bebé poderá não estar a agir de acordo com o seu “eu usual” quando está doente, quando está mais agitado (quantos bebés não se ressentiram com a agitação característica de quadras festivas, como o Natal?) ou quando está iminente um salto desenvolvimental.Existem nove componentes na avaliação do temperamento do bebé:


1. Nível de actividade: como e quanto o bebé se movimenta;


2. Rítmica ou regularidade: a previsibilidade dos ciclos biológicos de fome, sono e eliminação;


3. Aproximação ou afastamento: como o bebé responde inicialmente a estímulos novos, tais como um brinquedo, alimentos ou pessoas novas;


4. Adaptabilidade: quão facilmente uma resposta inicial é modificada perante uma situação nova ou alterada;


5. Limiar de responsividade: que quantidade de estimulação é necessária para evocar uma resposta?;


6. Intensidade de reacção: quão vigorosamente o bebé responde;


7. Qualidade do humor: o bebé é positivo ou negativo nas suas reacções?;


8. Distractibilidade: quão facilmente um estimulo irrelevante pode alterar ou interferir com o comportamento do bebé;


9. Tempo de atenção e persistência: quanto tempo é que o bebé dedica a uma actividade e a mantém perante obstáculos.



Estes componentes foram identificados graças a um estudo longitudinal desenvolvido por Alexander Thomas, Stella Chess e Herbert Birch, que acompanhou 133 bebés até à idade adulta, o Estudo Longitudinal de Nova Iorque (NYLS).Os nove componentes acima referidos deram, posteriormente, origem a três grandes padrões de temperamento:



1. Criança fácil


- Tem um humor de intensidade ligeira a moderada, geralmente positivo;


- Responde adequadamente à novidade e à mudança;


- Desenvolve rapidamente horários regulares de sono e alimentação;


- Aceita facilmente novos alimentos;


- Sorri a estranhos;


- Adapta-se facilmente a novas situações;


- Aceita a maioria das frustrações com pouca rabugice;


- Adapta-se rapidamente a novas rotinas e às regras de jogos novos.



2. Criança difícil


- Manifesta frequentemente humor intenso negativo; chora muitas vezes e alto; também se ri alto;


- Responde mal à novidade e à mudança;


- Dorme e come com irregularidade;


- Aceita lentamente novos alimentos;


- É desconfiada com estranhos;


- Adapta-se lentamente a novas situações;


- Reage às frustrações com birras;


- Ajusta-se lentamente a novas rotinas.



3. Criança de aquecimento lento


- Tem reacções de intensidade moderada quer positivas quer negativas;


- Responde lentamente à novidade e à mudança;


- Dorme e come com mais regularidade do que a criança difícil mas com menos regularidade do que uma criança fácil;


- Revela uma resposta inicial moderadamente negativa a novos estímulos (um primeiro encontro com uma pessoa nova, um local ou uma situação);


- Desenvolve gradualmente prazer por novos estímulos após exposições repetidas e sem pressão.



De acordo com os autores do estudo longitudinal, 40% das 133 crianças eram consideradas crianças fáceis, 10% crianças difíceis e 15% crianças de aquecimento lento. No entanto, 35% das crianças não se enquadravam em nenhum dos três grupos, sendo antes uma mistura de dois ou de todos.Se a Joana tivesse participado neste estudo, ela seria uma mistura dos três grupos. Por exemplo, tem um humor de intensidade ligeira a moderada, geralmente positivo (criança fácil), reage às frustrações com birras (criança difícil) e desenvolve gradualmente prazer por novos estímulos após exposições repetidas e sem pressão (criança de aquecimento lento).Refira-se igualmente que a categoria de “criança fácil” não é sinónimo de ausência de “problemas” desenvolvimentais ou de sucesso na vida adulta, tal como uma “criança difícil” não está destinada ao ostracismo ou a comportamentos desviantes.De acordo com os autores acima enunciados, a chave para um ajustamento saudável é o grau de (melhor) ajustamento, isto é, o encaixe entre o temperamento da criança e as exigências/constrangimentos ambientais com os quais a criança se depara no seu dia-a-dia.Assim, quando os pais reconhecem que o seu bebé age de um determinado modo não por preguiça, vontade ou perrice, mas principalmente devido ao seu temperamento, têm menos tendência a sentirem-se culpados, ansiosos, rígidos e impacientes. Assim, poderão avaliar, prever e ajudar a criança a adaptar-se ao contexto envolvente. Por exemplo, uma criança difícil necessita de uma ambientação mais prolongada à creche do que uma criança fácil.O temperamento, como já referimos acima, é inato. Mesmo no útero, os fetos demonstram em parte características de personalidade, através dos níveis de actividade e frequências cardíacas. Este facto foi demonstrado por estudo desenvolvido por Costigan&Johnson (1996), estudo esse que contou com relatos de futuras mães sobre a actividade dos seus filhos in útero.Para além da sua natureza inata, o temperamento é igualmente considerado estável, se bem que factores ambientais, como os cuidados parentais, poderão provocar alterações no temperamento do bebé. Por exemplo, o modo como a mãe se sente em relação aos seus diferentes papéis (mãe, esposa, filha, trabalhadora), afecta o temperamento da criança. Numa análise de dados do estudo longitudinal mencionado neste texto, as mães que estavam insatisfeitas com o seu emprego ou que estavam em casa permanentemente, tinham mais tendência para demonstrar intolerância, desaprovação ou rejeição em relação ao comportamento dos seus bebés de 3 meses, e as crianças “rejeitadas” estavam mais aptas a tornarem-se “crianças difíceis”. No entanto, a desaprovação não é necessariamente negativa. Num estudo desenvolvido em 1997 por quatro estudiosos, Park, Belsy, Putman e Crnic, crianças pequenas, primogénitos do sexo masculino, que tendiam a ser mais tímidas, tinham mais probabilidades de permanecerem desse modo aos 3 anos de idade, se os pais aceitassem bastante bem as reacções da criança. Se os pais eram mais críticos e pressionavam os seus filhos para novas situações, estes tendiam a tornar-se menos inibidos. Em suma, o que este estudo sugere é que os pais não precisam de aceitar passivamente o temperamento das crianças. Por vezes, ao tornarem-se mais “intrusivos” e menos “sensíveis”, eles poderão impulsionar a criança a ultrapassar determinados traços com vista a uma maior e melhor adaptabilidade aos diferentes contextos de vida.Em suma, temperamento é a predisposição inata, relativamente estável e sensível a aspectos do meio ambiente, da criança agir perante os estímulos com os quais se depara bem como o modo como os processa.Existem nove componentes na avaliação do temperamento do bebé bem como três grandes padrões de temperamento. Mais do que três grupos de classificação do temperamento, poderíamos sugerir um quarto grupo, pois que uma grande parte dos bebés manifestam traços dos diferentes grupos.O temperamento do bebé reveste-se de uma importância fulcral para os pais e educadores da criança uma vez que funciona como que um barómetro de como a criança reage perante os variados factores do meio circundante: a presença de estranhos, a aceitação de novos alimentos, os padrões de sono, entre muitos outros.Se para nós, pais, é essencial que os nossos filhos venham a desenvolver uma personalidade o mais saudável e adaptativa possível, é igualmente importante estarmos atentos à forma como o temperamento dos nossos filhos se manifesta. Por exemplo: O nosso filho gosta de brincar com as demais crianças ou prefere brincar sozinho?; O nosso filho reage negativamente a pessoas estranhas ou sorri-lhes com facilidade?.


Penso que uma das formas que está ao nosso alcance e que seguramente funciona é dar espaço e tempo ao bebé. O facto da criança preferir brincar sozinha não significa que ela tenha tendência para se isolar. A partir do momento em que tal começa a interferir com a sua sociabilidade, aí sim, poderemos assumir uma atitude mais activa, por exemplo, convidando alguns amiguinhos para brincarem com ela em sua casa, o espaço por excelência em que ela se sentirá segura o suficiente para “arriscar” novos comportamentos.Se o nosso filho reage negativamente a pessoas estranhas, importa dar-lhe espaço e tempo, tornando as aproximações pequenas e não súbitas, suaves e não forçadas.Muitas vezes penso no temperamento como sendo o nosso tempero. Imaginem um tempero a mais (por exemplo, sal a mais), sob a forma de pressionarmos a criança a algo para o qual ela ainda não se encontra preparada...o resultado não será, concerteza, positivo! Quer para nós, pais, mas sobretudo para a criança.



E que experiências é que vocês, pais, têm relativamente ao temperamento dos vossos filhos?

Mitos da gravidez - Parte I

Recordam-se quando engravidaram? Todas de nós, umas em maior grau do que outras, fomos presenteadas com inúmeros conselhos, sugestões, "do's" e "don'ts".

Alguns são pertinentes, enquanto muitos revelam-se infundados ou até mesmo surreais.


Quais foram os conselhos mais "estranhos" que receberam?


Este texto terá uma continuidade, como puderam ver pelo titulo...eu é que não sou a grávida! Mas penso que é de extrema utilidade debatermos estes temas entre nós, mães, e entre as futuras mamãs.

domingo, 5 de Julho de 2009

Xuch!


Ou, melhor dizendo, chucha! Pega a chucha, ursinho!

Como falar sobre a morte

Siobhán é uma garota que vive em um casarão em Dublin, Irlanda, com seu pai. Sua mãe morreu quando ela tinha apenas três anos e, agora, a menina está se esquecendo da fisionomia dela...”Já havia procurado em todos os cantos da casa. Encontrou velhos livros da mãe, uma echarpe e um par de extravagantes sapatos verdes, mas nenhuma fotografia”. Esse é um trecho de É a Cara da Mãe (Galerinha Record), livro de Roddy Doyle que aborda um tema nada fácil de abordar com as crianças: a morte. Como afirma o próprio autor, ele partiu de uma experiência de sua mãe para escrever esse livro. “Minha avó morreu quando minha mãe tinha a mesma idade da personagem. Eu cresci sabendo disso, até que resolvi escrever essa história”, diz. A dificuldade em falar sobre o tema, inclusive, é retratada na história, por meio do silêncio do pai de Siobhán, “um sujeito legal, mas meio parado e muito triste”, que não gostava de conversar. E que nunca disse à garota uma palavra sobre sua mãe. “Na verdade, ninguém jamais falou sobre a mãe com Siobhán”. Cabe à garota, portanto, encontrar um jeito próprio de não se esquecer... Quando chega o momento de falar sobre morte com as crianças, os pais se enchem de dúvidas: devo contar que o avô está muito doente e pode morrer? Como explicar o que é uma perda como essa? Como diz Cristina Mendes Gigliotti, psicóloga clínica do Hospital M´Boi Mirim, em São Paulo, a primeira atitude é contar a verdade. “É preciso explicar para a criança o que é a morte. Deve-se dizer que faz parte do ciclo da vida, que é inevitável”, afirma. Para ela, as explicações de que a pessoa “foi viajar” ou “foi passear” não são indicadas. “Quem viaja, geralmente volta. E a criança também pode pensar ‘por que ele não se despediu de mim?’”, diz. Aliás, isso também deve acontecer no caso de um bicho de estimação – situação em que, geralmente, a criança tem o primeiro contato com a perda. Aproveite a situação para já explicar sobre o ciclo da vida. Mas, como explica Cristina, a melhor maneira de a criança entender o que é a perda é explicar de uma maneira lúdica. Você deve contar a verdade, mas à resposta para a tradicional pergunta “e para onde ele foi?”, vale usar a criatividade. “Muitas crianças acham que a pessoa virou uma estrela ou que foi para o céu...nessa hora, o simbolismo é fundamental”, afirma a psicóloga. Ou seja, a criança vai entender o que aconteceu à maneira dela. O processo de luto, como diz Cristina, tem diversas fases. Assim como os adultos, as crianças passam por isso também. “Começa com a negação, passa por uma época de muitas perguntas, depois por uma tristeza profunda, e só então chega à aceitação”, diz. Portanto, se você está preocupada por seu filho estar mais agressivo ou mais isolado depois de uma perda, saiba que esse comportamento é normal. “Se, por exemplo, a criança chora à noite, antes de dormir, é algo natural nesse processo e até uma maneira de defesa”, diz. O alerta só vale em caso de exagero, quando a tristeza passa a atrapalhar o dia a dia. Mais uma vez, e sempre, a conversa é o mais importante. Quando o caso é de alguém doente, a preparação deve começar ainda no leito do hospital (ou em casa). Em O Guarda-chuva do Vovô (editora DCL), livro de estreia de Carolina Moreyra na literatura infantil, a personagem principal, que também é uma garota, diz como percebeu que algo estava acontecendo com seu avô. “Um dia achei o vovô diferente e perguntei pro meu pai se ele estava encolhendo”. Para a psicóloga Cristina, se o hospital permitir a entrada de crianças, elas devem, sim, visitar o doente. “É uma maneira de fechar um ciclo e de a criança vivenciar os últimos momentos com aquela pessoa querida”, diz. Os pais precisam, no entanto, tomar certos cuidados. “As visitas não devem atrapalhar a rotina e também não dá para voltar do hospital e deixar seu filho sozinho ou ocioso...é preciso conversar, explicar o que está acontecendo, e depois, propor alguma outra atividade. Os livros, desenhos e filmes são bons aliados nessas horas”, diz. O pai da garota de É a Cara da Mãe, apesar de não gostar de conversar, às vezes lia para ela. “Toda sexta-feira ele trazia um livro novo para casa. Quando percebia que a menina estava olhando para ele, o pai sorria...”. Outra maneira de confortar a criança é definir um “objeto de amor”. Assim como os chamados objetos de transição, pode ser uma peça de roupa, um objeto pessoal, acessório ou até mesmo um livro que tenha ligação com a pessoa que morreu. Ou então, um livro ou filme que serviu de amparo nesse momento. “Esse objeto é o que vai representar o vínculo com aquela pessoa que seu filho perdeu e pode dar uma sensação de segurança. É algo que ajuda a não se sentir tão sozinha. No caso de morte de pais ou mães, principalmente, esses objetos são muito importantes”, diz Cristina. Em o O Guarda-chuva do Vovô, o “objeto de amor” está no título. E a escolha não foi feita por acaso, como diz a autora. Ela escreveu o livro por causa da morte de seu próprio avô. “Ele ficou muito doente e faleceu um pouco depois do meu primeiro filho (hoje com três anos) nascer. Como estava com um bebê muito pequeno, não pude me despedir dele e fiquei com algo entalado dentro de mim. Em um dia de chuva, acabei pegando o guarda-chuva dele emprestado. E ficava pensando, ‘puxa, isso é tudo o que eu tenho do meu avô’...”, conta. Carolina afirma que a obra foi uma maneira de ela mesma botar um sentimento para fora. Como não pôde se despedir do avô da maneira que gostaria, decidiu fazer isso por meio da literatura. Na hora de escolher a maneira de descrever esse sentimento, não teve dúvidas: colocou-se na situação de uma criança, a partir de um interesse crescente por literatura infantil. “Como eu vinha pensando sobre essa linguagem há algum tempo, vesti a pele da criança que provavelmente eu fui e passei a descrever o que via desse novo ponto de vista”, diz. Escrever, como ela conta, foi fácil, e o livro saiu de uma só vez. “Sentei na frente do computador, ainda com meu filho no peito, e escrevi todo o texto”.


Como a criança entende a morte em diferentes idades

Até 6 anos: O vínculo afetivo maior é com os pais (ou os cuidadores) e os irmãos. Quando ocorre uma morte fora desse círculo, a criança vai perceber que algo aconteceu, mas o sentimento de perda não será tão grande. De acordo com Cristina, não é indicado ir a velórios e enterros até essa idade. “Não há regras, pois cada criança tem uma sensibilidade diferente. Cabe aos pais decidir. Mas, no geral, os menores ainda têm muitos medos e fantasias”, diz.

A partir de 7 anos: A criança começa a criar outros vínculos (na escola, principalmente) e, com isso, passa a sentir mais intensamente as perdas fora do círculo familiar. Ela passa a compreender melhor a morte, e é possível falar mais abertamente com ela sobre o assunto.

Livros para criança que falam sobre perdas

O Guarda-chuva do Vovô, de Carolina Moreyra e ilustrações de Odilon Moraes Editora DCL Obra vencedora do prêmio FNLIJ nas categorias Criança e Escritor Revelação

É a Cara da Mãe, de Roddy Doyle e ilustrações de Freyia Blackwood Galerinha Record

Menina Nina, de Ziraldo Editora Melhoramentos

Vovó Nana, de Margaret Wild e ilustrações de Ron Brooks Brinque-Book

A Poltrona Vazia, de Sandra Saruê e ilustrações de Marcelo Boffa Editora Melhoramentos

O Jogo da Amarelinha, de Graziela Bozano Hetzel e ilustrações de Elizabeth Teixeira Editora Manati

A Velhinha que Dava Nome às Coisas, de Cynthia Rilant e ilustrações de Kathryn Brown Editora Brinque-Book Mas Por quê?! A História de Elvis, de Peter Schössow Editora Cosac Naify

Era Uma Vez um Reino Sonolento, de Leo Cunha e Ricardo Benevides Ilustrações de André Neves Editora Record

A Vida Íntima de Laura, de Clarice Lispector e ilustrações de Flor Opazo Editora Rocco

O Segredo é não ter Medo, de Tatiana Belinky e ilustrações de Guto Lacaz Editora 34

Sapato Furado, de Mario Quintana e ilustrações de André Neves Editora Global


Fonte:Cristina Mendes Gigliotti, psicóloga da área de Oncologia Clínica do Hospital M´Boi Mirim, em São Paulo/ Revista Crescer (Edição Brasileira) in http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI79831-15151,00-COMO+FALAR+DE+MORTE+COM+SEU+FILHO.html

Novos tickers

A serem descobertos aqui: http://www.dobebe.com/ticker/

Vrum, vrum!


Por aqui também se brinca com carrinhos!

sábado, 4 de Julho de 2009

Quero um animal de estimação!

Os animais de companhia completam um desejo humano básico ao oferecerem amor e afecto incondicional, e a sua dependência faz-nos sentir importantes por proporcionarem uma amizade intocável e sem julgamentos.

Está estimado em 1,9 milhões o número de cães e em 1,5 milhões o número de gatos existentes em Portugal. Quase metade dos lares portugueses têm um ou mais animais de estimação, o dobro da média europeia.Os animais de companhia completam um desejo humano básico ao oferecerem amor e afecto incondicional, e a sua dependência faz-nos sentir necessários e importantes por proporcionarem uma amizade intocável e sem julgamentos. Além de tudo isto, e contrariamente ao que muitas pessoas julgam, ajudam-nos a viver mais felizes e saudáveis.As crianças, de uma maneira geral, gostam de animais e por vezes são elas as primeiras a pedir para que um animal de estimação seja adoptado pela família. A resposta a este pedido tem de ser muito bem ponderada, tendo sempre em linha de conta o estilo de vida da família e o que cada elemento da família pensa e está disposto a fazer, pois um novo animal pode alterar a estrutura familiar e portanto terá que ser aceite por todos.Adquirir um animal de estimação é, sem dúvida, um facto marcante na nossa vida e, como tudo, tem prós e contras. Mas estes últimos podem ser perfeitamente contornados.


1. Um animal de estimação é uma forma de promover a comunicação quer na criança quer no adulto, e entre adultos e crianças, facilitando a interacção social e sendo um tema de conversa seguro entre as pessoas.


2. Os animais são companheiros e ouvintes, com quem podemos desabafar problemas, medos e preocupações, sem recear qualquer tipo de censura. A verdade é que estes nossos amigos podem ser verdadeiros terapeutas silenciosos.


3. Os animais de companhia podem proporcionar tempos de qualidade e diversão, pois são companheiros incomparáveis e incansáveis de brincadeira. Este facto pode ser particularmente importante para levar as crianças para espaços ao ar livre e retirá-las de casa, da frente dos computadores e dos televisores, promovendo uma vida mais saudável, melhorando a sua saúde e prevenindo certas doenças como, por exemplo, a obesidade. Além disto, brincar é um processo essencial no crescimento social, intelectual e cívico das crianças.


4. O contacto com animais ajuda a relaxar e a diminuir os índices de ansiedade, estando provado que acarinhar um cão ou um gato é um acto inconsciente de meditação, que diminui o stress, ajudando a reduzir os valores de tensão arterial, melhorando os indicadores de stress a nível cardiovascular, comportamental e psicológico.


5. Segundo os estudos mais recentes, a exposição precoce (desde o nascimento ou durante o primeiro ano de vida) da criança a animais diminui a probabilidade de virem a sofrer de alergias. Inclusivamente, acredita-se que a exposição da mãe a animais de companhia durante a gravidez pode ser relacionada com maior resistência imunitária do bebé e menor probabilidade de este vir a sofrer de asma.


6. É certo que o animal de companhia será obviamente mais uma sobrecarga de trabalho para os pais (pois serão eles que mais frequentemente terão de cuidar do animal de companhia), mas é também uma forma de responsabilizar a criança por funções que deve realizar, ganhando senso de independência e disciplina que a ajudará a amadurecer e a tornar-se num adulto responsável. Fazê-la-á também compreender o quão valiosa é uma vida que depende de nós e o quão valiosos são os nossos amigos.


7. Os animais de companhia ajudam a criança a preparar-se para as situações da vida, como por exemplo o nascimento, a reprodução, a doença, a morte, os acidentes, aprender a partilhar o pai e a mãe com um irmão, lidar com assuntos médicos/de doença (com as visitas ao veterinário), etc.





Concluindo, quer seja junto de um adulto, de uma criança ou de um idoso, um animal de companhia promove um sentimento de preenchimento interior, de bem-estar geral e diminui os sentimentos de isolamento e solidão. Há inclusivamente estudos que indicam que as crianças que têm animais de companhia, nomeadamente cães, são em geral menos egocêntricas.



Autoria: Dária Rezende (Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga) e Jorge Ribeiro (Veterinário, Clínica de Animais de Companhia do ICBAS - Universidade do Porto) in Educare

A minha pianista


…os primeiros passos nas notas musicais!

sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Plásticos perigosos

Uma investigação recente sugere que a exposição das mulheres a um composto químico existente em plásticos presentes em brinquedos, embalagens de comida ou de shampoos, poderá estar ligado ao baixo peso dos bebés aquando do parto.

O estudo que vai ser publicado no “The Journal of Pediatrics” encontrou níveis elevados do composto, que é usado para tornar mais maleável e flexível o plástico rijo, na corrente sanguínea em mais de 70% das crianças incluídas no estudo.

Os maiores níveis foram encontrados em recém-nascidos com baixo peso. Este problema é um factor de risco e causa de morte em crianças até aos cinco anos. Complicações cardiovasculares em idade adulta foram também associadas ao baixo peso de bebés recém-nascidos.

O estudo levado a cabo pela Universidade médica militar de Shanghai testou 201 bebés e respectivas mães, onde 88% dos recém-nascidos tinham baixo peso.

O assumido...assumido está!

Gosto de ser mãe galinha. Mãe leoa, mãe babada e mãe babosa também. Acho fantástico este sentimento que nos invade, que nos põe os olhos a brilhar e que coloca no nosso sorriso uma gargalhada de criança.
Como vos contei, irá fazer amanhã uma semana que tivemos a reunião de pais na creche da Joana. Chegamos cerca de quinze minutos antes da hora prevista. Não era um dia igual aos demais. Era um dia especial. Crianças e pais todos juntos, numa sala. Com a educadora e a auxiliar. Numa das paredes, um placard enorme, com as caras dos nossos filhos coladas e com vestimentas que os pais posteriormente coloriram com o auxilio de marcadores e lápis de cor. O mote: “Hoje os meus pais são os artistas!”. Junto à janela uma mesa que nos dava pelos joelhos. Copos e pratos de plástico. Garrafas de sumo. Bolachas variadas. Mousse de manga feita pelos pequenos na véspera. Uma delicia!
No centro da sala o habitual tapete acolchoado. À frente um móvel pequeno com um computador portátil que nos devolveu um filme sobre os nossos filhos envolvidos em actividades diversas: brincadeiras, pinturas, refeições, sestas. Não fui preparada para chorar. Mas chorei. Impossível de evitar. Ao ver a Joana em múltiplos cenários e, sobretudo, ao vê-la feliz, sorridente, a crescer, a desenvolver-se, a imitar, a fazer macaquices, a dormir, a segurar os talheres, a besuntar-se com tintas e comida, não pude deixar de sentir uma profunda gratidão pela equipa que acompanhou a Joana ao longo do ano lectivo 2008/2009. Penso que a imagem que mexeu mais comigo foi ver a minha filha a dormir aquele sono que só as crianças dormem. Nunca a tinha visto dormir senão em casa ou na nossa presença. E lá estava a mesma face serena, com a chucha, envolta em sonos bons, enquanto a mãe e o pai trabalham.
A educadora chorou ao ver os “seus” meninos, ao ouvir o nosso obrigada. A auxiliar abraçou-nos com um olhar de 14 anos de experiência a lidar com bebés e crianças. E eu ali, junto ao pai, com a Joana ao colo, quase a adormecer, a pensar quão extraordinário foi o desenvolvimento da minha filha desde que entrou para a creche. Em tão pouco tempo, tanta coisa. Em tão pouco tempo, tantos laços que se criaram. Em Setembro, a sala dos 2 anos. Já. E eu aqui, rendida à evidência de que o desenvolvimento dos nossos filhos se faz a uma velocidade incrível e que tão ou mais importante do que todas as conquistas que eles fazem se encontra o afecto que recebem. Como é que se agradece tudo isto? Como é que agradecemos a pessoas que cuidam dos nossos filhos com o máximo rigor, disponibilidade, paciência e carinho enquanto nós, pais, trabalhamos?
Fiquei assim, perdida nestas divagações, no meio das minhas lágrimas. Ainda bem que a sala estava na penumbra. Se não estivesse, chorava na mesma. Mas a penumbra devolveu-me uma certa privacidade, uma intimidade que eu naquele momento procurei por estar a ver a minha filha, captada pelo olhar atento de alguém, que não eu ou o pai.
O conceito de tudo estava ali: um filho, fruto do amor de duas pessoas, com uma personalidade própria, a desenvolver-se dia após dia. Hoje uma conquista, amanhã outra. Ontem os dias de Inverno, agasalhados, hoje os dias de Verão, sandálias e mangas curtas. O tempo passa mas as pessoas que fazem a diferença ficam, como as estrelas que estão sempre ali, no céu, quase à distância de um esticar do dedo.
Um obrigada não chega. Sinto que não chega. Mas é tudo quanto a minha pessoa consegue, neste momento, exprimir. Possivelmente, no último dia de aulas, irei agradecer com um olhar que tudo dirá. Com um abraço que tudo irá exprimir.

E agora lembro-me da véspera do primeiro dia de creche da Joana. No quão pequenino estava o meu coração. Penso na ansiedade que senti nos primeiros dias. Olhos para trás. A minha filha cresceu. Tanto. E eu também. As saudades estão aqui, todos os dias. Continuo a não gostar de regressar ao carro vazio depois de deixar a Joana na creche. Contudo, existe o outro lado da balança: a independência crescente da Joana. O desenvolvimento dela que é fruto de um trabalho em equipa: pais, familia, educadora, auxiliar, creche, amiguinhos e amiguinhas. Ai, se um obrigada chegasse...! Os 2 anos esperam-nos. E eu aqui, envolta no meu sentido de mãe galinha. Mãe leoa. Mãe babada e mãe babosa. Tudo isto e muito mais!

Conforme prometido, ficam alguns dos trabalhos feitos pela Joana durante o passado ano lectivo:


quinta-feira, 2 de Julho de 2009

A vinculação

Perante o conceito de vinculação, certamente pensaremos em sinónimos tais como vínculo, união ou laço duradouro.De facto, a vinculação mais não é do que uma relação recíproca e duradoura, entre o bebé e a figura de vinculação, em que cada um contribui para a qualidade da mesma.Esta semana decidi abordar o tema da vinculação entre pais e filhos, não só por estar intimamente relacionado com o texto anterior, que versava sobre o temperamento, como também por ser, para mim, umas das temáticas mais interessantes em psicologia infantil.Assim, neste campo, encontramos Mary Ainsworth e John Bowlby como nomes incontornáveis e cujas investigações em muito contribuíram para a proliferação de estudos sobre a temática da vinculação.Se vos perguntar quando é que começaram a sentir-se vinculadas ao vosso bebé, provavelmente a maioria das respostas apontará para o período da gravidez. Sem dúvida que sólidos laços afectivos e emocionais se estabelecem entre a futura mamã e o seu bebé durante o período gestacional e, também aqui, a expressão de que a gravidez é um estado de graça adquire um significado ainda maior: a de que estamos a gerar uma vida que amamos incondicionalmente desde o primeiro instante.Praticamente qualquer actividade levada a cabo pelo bebé que desencadeie uma resposta por parte de um adulto de referência, como a mãe e/ou o pai, poderá ser considerado um comportamento de procura de vinculação: chorar, sorrir, chupar, abraçar e olhar para esse mesmo adulto de referência.Segundo Ainsworth (1969), logo na oitava semana de vida, o bebé tende a dirigir alguns destes comportamentos mais à mãe do que a qualquer outro adulto. E quando a mãe responde calorosamente e oferece ao bebé contacto físico frequente bem como liberdade para explorar, então poderemos dizer que a procura de vinculação por parte do bebé foi bem sucedida, contribuindo para o estabelecimento da segurança em si, nos outros e no mundo que o rodeia.De um modo geral, existem quatro estádios, em parte sobrepostos, do comportamento de vinculação durante o primeiro ano de vida:


1. Antes dos 2 meses, os bebés respondem indiscriminadamente a qualquer pessoa;

2. Entre as 8 e as 12 semanas, os bebés choram, sorriem e balbuciam mais para a mãe do que para outra pessoa, mas continuam a responder aos outros;

3. Entre os 6 e os 7 meses, os bebés demonstram uma vinculação à mãe bem definida. O medo de estranhos poderá surgir entre os 6 e os 8 meses;

4. Entretanto, os bebés desenvolvem uma vinculação com uma ou mais figuras familiares, como sejam o pai e os irmãos.

No núcleo de todos os estudos sobre os padrões de vinculação está a Situação Estranha, um procedimento desenvolvido por Ainsworth em finais da década de 1970.O que é, pois, a Situação Estranha? Esta técnica consiste numa sequência de 8 episódios com uma duração inferior a 30 minutos. Durante esse período, a mãe deixa, por duas vezes, o bebé numa sala não familiar, a primeira das vezes com uma pessoa estranha para o bebé. Na segunda vez, deixa o bebé sozinho e a pessoa estranha regressa à sala antes da mãe o fazer. A mãe, então, encoraja o bebé a explorar e a brincar novamente e providencia-lhe conforto se o bebé parecer necessitar (Ainsworth, Blehar, Waters&Wall, 1978). Acrescente-se ainda que a Situação Estranha contou com a colaboração de bebés entre os 10 e os 24 meses.Por conseguinte, temos duas variáveis que irão, certamente, provocar uma resposta por parte do bebé: um espaço estranho e uma pessoa estranha. De especial interesse, neste procedimento, é a resposta do bebé de cada vez que a mãe regressa.E é com base nessa mesma resposta que Ainsworth e os seus colaboradores, identificaram quatro padrões principais de vinculação: a vinculação segura, a vinculação ambivalente/resistente, a vinculação evitante e a vinculação desorganizada/desorientada.Assim sendo, os bebés com uma vinculação segura (a categoria mais comum, na qual se enquadram 66% dos bebés americanos), choram ou protestam quando a mãe sai e saúdam-na com alegria quando regressa. Esta alegria pode ser também um choro de contentamento. Os bebés com uma vinculação segura, usam a mãe como base segura, deixando-a para irem explorar, mas regressando, de vez em quando, para obterem confiança. São geralmente cooperantes e relativamente sem manifestações de raiva.Bebés com uma vinculação evitante (20%) raramente choram quando a mãe sai e evitam-na no seu regresso. Tendem a ficar zangados e a não se aproximarem em momentos de necessidade. Não gostam de ser pegados ao colo, mas ainda gostam menos de serem colocados no chão.Bebés com uma vinculação ambivalente/resistente (12%) ficam ansiosos mesmo antes da mãe sair, ficando muito perturbados quando ela sai. Quando a mãe regressa, demonstram a sua ambivalência procurando contacto com ela e, ao mesmo tempo, resistindo, dando pontapés ou gritando. Estes bebés exploram pouco e são difíceis de acalmar.Por último, os bebés com uma vinculação desorganizada/desorientada (2%), muitas vezes revelam comportamentos inconsistentes e contraditórios. Saúdam efusivamente a mãe quando esta regressa mas depois afastam-na ou aproximam-se, sem olharem para ela. Parecem confusos e com medo. Segundo Main&Hesse (1990), este poderá ser o padrão menos seguro, parecendo ocorrer em bebés cujos pais sofreram um trauma não resolvido, como perda ou abuso.

Como referi acima, quase toda a investigação sobre a temática da vinculação gira em torno da Situação Estranha. No entanto, alguns investigadores questionam a sua validade porque a Situação Estranha é, efectivamente, estranha e artificial para o bebé. De igual modo, tem sido sugerido que a Situação Estranha poderá não ser adequada para estudar a vinculação em crianças cujas mães trabalham, na medida em que estas crianças estão habituadas a rotinas de separação das suas mães e a outras figuras que cuidam delas (Clarke-Stewart, 1989; L.Hoffman, 1989). Contudo, uma comparação de 1153 bebés aleatoriamente seleccionados em 10 cidades americanas que tinham recebido quantidades, tipos e qualidades variadas de prestação de cuidados em creches revelou que não há evidência de que a Situação Estranha seja menos válida para crianças com experiência prolongada de creche do que para as que não têm (NICHD-Early Child Care Research Network, 1997).Assim sendo, a Situação Estranha continua a ser a técnica, por excelência, para estudar os padrões de vinculação em bebés de tenra idade, para além de existir uma outra técnica, denominada de Q-sort, que visa complementar a Situação Estranha na observação de bebés em contextos naturais. Para crianças a partir dos 20 meses de idade, temos ainda um outro instrumento de avaliação da vinculação, a Avaliação da Vinculação no Período Pré-Escolar (PAA), que tem em conta a complexidade das relações interpessoais bem com as competências linguísticas das crianças em idade pré-escolar.Regressando ao conceito de vinculação, tanto as mães como os bebés contribuem para a segurança da vinculação através da sua personalidade e comportamento. Na base das interacções entre o bebé e a mãe, aquele desenvolve, segundo Ainsworth, um modelo interno dinâmico do que ele poderá esperar dela. Os vários padrões de vinculação que vimos acima, resultam das expectativas que o bebé tem relativamente ao modo como a sua mãe responde aos seus comportamentos e solicitações. Paralelamente, as mães que são consistentes na sua resposta, contribuem para que o modelo de vinculação do bebé se mantenha, enquanto que mães que alteram o seu comportamento repetidas vezes poderão provocar alterações no modelo de vinculação do bebé, logo no sentimento de segurança que este nutre em relação à mãe.Muitos estudos revelam que as mães de bebés com uma vinculação segura tendem a ser sensíveis e responsivas (Ainsworth, Blehar, Waters&Wall, 1978; De Wolf&van Ijzendorn, 1997; Isabella, 1993; NICHD-Early Child Care Research Network, 1997). No entanto, a sensibilidade não é o único factor importante. Igualmente importantes são os aspectos da actividade maternal como a interacção mútua, a estimulação, uma atitude positiva, calor humano, aceitação e apoio emocional (De Wolff&van Ijzendorn, 1997).De igual modo, factores contextuais combinados com a actuação da mãe poderão influenciar a vinculação. Um desses factores é o emprego materno. Num estudo (Stifter, Coulehan&Fish, 1993), bebés de mães que trabalhavam e que eram muito ansiosas pelo facto de não estarem em casa, tendiam a desenvolver uma vinculação evitante, avaliada aos 18 meses pela Situação Estranha. Mas atenção: o emprego materno, por si só, não está na base de um padrão de vinculação evitante. É antes o sentimento em relação ao emprego e a separação que este provoca. De facto, algumas mães (e não todas, sublinhe-se) que trabalham podem ser excessivamente controladoras, na medida em que sentem que necessitam de compensar as suas “ausências” frequentes. Assim, estes e outros estudos poderão ajudar essas mesmas mães a libertarem-se do peso que a separação dos seus filhos lhes provoca. Não é certamente fácil mas o facto de não nos conseguirmos desprender da ansiedade de não estarmos com os nossos filhos poderá, quando estivermos reunidos com eles, interferir na relação que com eles temos, sem muitas vezes nos apercebermos de tal.Como referi no inicio deste texto, a temática da vinculação encontra-se intimamente relacionada com o temperamento da criança. Recordam-se dos 3 grandes padrões de temperamento referidos no artigo anterior (criança fácil, criança difícil e criança de aquecimento lento)? Ora, num estudo com 114 mães e seus filhos com idades entre os 2 meses e meio e 13 meses, os bebés com uma vinculação insegura (avaliada através da Situação Estranha), choravam mais, exigiam mais atenção e demonstravam mais tristeza e raiva do que os bebés com uma vinculação segura. E eis que entra agora as relações entre pais e filhos de que vos falei no artigo anterior: as mães dos bebés inseguros também se sentiam mais inseguras e desamparadas. Estavam mais zangadas e tristes, embora estivessem menos abertas a revelar esses sentimentos do que as mães dos bebés seguros, que tendiam a ser mais sociáveis, carinhosas e reveladoras de empatia. Temos, pois, aqui, um ciclo vicioso: o comportamento dos bebés inseguros poderá ter levado as mães a sentirem-se tristes, zangadas e incapazes; por sua vez, o comportamento materno provavelmente afectou a resposta do bebé e assim sucessivamente.Um exemplo prático: vamos imaginar uma criança de temperamento difícil, cujas principais características recordarei de seguida:

- Manifesta frequentemente humor intenso negativo; chora muitas vezes e alto; também se ri alto;

- Responde mal à novidade e à mudança;

- Dorme e come com irregularidade;

- Aceita lentamente novos alimentos;

- É desconfiada com estranhos;

- Adapta-se lentamente a novas situações;

- Reage às frustrações com birras;

- Ajusta-se lentamente a novas rotinas.


Como é que imaginam, de um modo geral, a mãe e/ou o pai de uma criança considerada “difícil”? Não terá ela e/ou ele também reacções mais intensas ao comportamento do seu filho? De facto, não será tarefa fácil manter um saudável equilíbrio entre o comportamento de uma criança “difícil” e a resposta dos pais. Aqui, teremos que fazer um esforço de descentração do aqui-e-agora para pensarmos nas consequências futuras do padrão de vinculação dos nossos filhos. Assim, e compilando vários estudos, temos que as crianças com um padrão de vinculação seguro:

- São mais sociáveis com os pares e com os adultos não familiares;

- Dos 3 aos 5 anos, as crianças seguras são mais curiosas, competentes, empáticas, resilientes e auto-confiantes, dão-se melhor com as outras crianças e têm tendência para formar relações de amizade próximas;

- Interagem mais positivamente com os pais, com as educadoras e com os pares e são mais capazes de resolver conflitos;
- São mais atentas e participativas nas aulas, obtendo melhores resultados escolares;

- São mais independentes, procurando a ajuda dos professores apenas quando dela necessitam;

- Na adolescência, tendem a ser mais eficazes a estabelecer e a manter amizades e a funcionarem em grupo. São igualmente mais auto-confiantes, revelam segurança nas suas acções e manifestam uma melhor coordenação física.

Assim sendo, se as crianças, com base na experiência nos primeiros tempos de vida, têm expectativas positivas acerca da sua capacidade de se relacionarem com os outros, de se envolverem na troca social e se pensarem de forma positiva acerca de si próprias, poderão criar situações sociais que tendem a reforçar esses mesmos comportamentos. E se as crianças, enquanto bebés, tiveram uma base segura e contaram com a responsividade dos pais ou de outras figuras parentais, tendem a sentir-se suficientemente confiantes para se envolverem activamente no mundo onde estão inseridas.Por último, será que o modo como uma mãe recorda as suas relações de vinculação com os pais poderá predizer a qualidade da relação de vinculação que o filho virá a estabelecer com ela? O que é que vocês acham? Pois bem, a resposta parece ser afirmativa. Pais com um modelo de vinculação seguro tenderão a fomentar esse mesmo padrão nos seus filhos, por exemplo. No entanto, importa retermos que o facto de reconhecermos que os nossos pais foram, em alguns momentos, menos responsivos para connosco, poderá contribuir para que estejamos mais alertas no sentido de não deixar que esses mesmos momentos se repitam com os nossos próprios filhos. Por exemplo, um pai poderá dizer: “Eu lembro-me quando era criança e chegava da escola. Fazia os meus trabalhos de casa e depois queria brincar. Lembro-me perfeitamente...a minha mãe estava habitualmente a fazer o jantar e o meu pai estava na sala a ver televisão. Quando lhe pedia para brincar comigo aos comboios, dizia-me que estava muito ocupado, que não podia ser, que ficava para depois...só que esse depois nunca chegou...agora que sou pai não quero que isso aconteça com o meu filho...procurarei brincar com ele sempre que ele me pedir...”.Temos, pois, que a temática da vinculação não se esgota nas idades mais tenras: atravessa a nossa existência, conhece os nossos próprios filhos e assim sucessivamente. Se desejarem aprofundar esta temática, poderei sugerir-vos o seguinte livro, da autoria de Nicole Guedeney e Antoine Guedeney, um dos melhores livros de Psicologia que tive o prazer de ler:




Bibliografia:

Ainsworth, M. (1969). Object relations, dependency and attachment: A theoretical review of the infant-mother relationship. Child Development, 40, 969-1025.
Ainsworth, M., Blehar, M., Waters, E. & Wall, S.(1978). Patterns of attachment: A psychological study of the strange situation. Hillsdale, NJ: Erlbaum.

Vaidooooosa!

Ui, nem imaginam, a Joana bate-me aos pontos: sempre que lhe dizemos que ela está muito bonita, ela meneia a cabeça de um lado para o outro e desfaz-se em sorrisos.
E, por falar em "vaidosices", eis as novas comprinhas para o guarda-roupa da Joana:





Vestido, calções, corsários e T-shirt (Zara Kids)




T-shirt e casaco-pólo Hello Kitty (Victoria Couture)

Baptizado: preparação feita!

Sim, concluimos ontem a preparação para o baptizado da Joana. Já temos a "Atestação", documento que autoriza a transição de paróquia para efeitos de baptismo, assinada e o documento da paróquia onde a Joana será baptizada preenchido. Falta agora reunir as certidões de nascimento dos padrinhos, bem como as certidões de baptizado e fotocópias dos respectivos bilhetes de identidade. Ufa!

Como leitura adicional, recebemos o livro que ilustra este texto: "Preparai o meu baptizado".


Aqui vamos nós, na contagem decrescente para o baptizado da Joana!

quarta-feira, 1 de Julho de 2009

As senhoras-donas-birras

De acordo com Susana Nunes, interna complementar de Pediatria do Hospital de São Marcos, em Braga, a birra resulta da percepção que a criança tem de si como ser individualizado com vontades, mas que ainda não entende que para viver em sociedade tem que ceder. A criança deseja mexer em tudo, fazer tudo, chegar a todos os sítios, mas as suas próprias limitações físicas impedem-na. Além disso, muitas das vezes a criança quer pedir algo e não pode, porque a sua linguagem ainda é escassa e faltam-lhes as palavras (embora tenhamos, sobretudo as mães, uma capacidade assombrosa para descodificar o que ela nos quer dizer!).Esta fase da 'afirmação do eu' faz parte do crescimento normal da criança, da conquista de uma identidade própria. Trata-se de um conflito no interior da criança entre a procura da autonomia e a dependência dos pais.Este é um saudável sinal de crescimento. No entanto, quando as birras surgem, muitos pais questionam-se sobre as suas capacidade educativas sobretudo na dialéctica compreensão e firmeza. Na gestão das birras é importante que o “Não” tenha uma conotação de não-cedência, ao mesmo tempo que é transmitido à criança que a amamos incondicionalmente, com ou sem birras. Educar uma criança não é fácil mas pensemos que a disciplina é, também ela, uma forma de amor, de carinho, uma âncora, um porto-seguro. As crianças, tal como necessitam de amor, necessitam igualmente de disciplina. Provavelmente já aconteceu com os vossos filhos que, ao tentarem algo que não podem/devem fazer, olham primeiro para nós em tom de desafio. Este desafio mais não é do que um pedido de disciplina. Como se a criança nos dissesse: “Então, não me dizes nada?Eu sei que não posso fazer, mas necessito que o reforces...”.É fundamental que o “Não” não surja isolado. Um “Não, porque não!” não é resposta. É preciso explicar esse mesmo “Não”: porque te podes magoar ou magoar os outros, porque podes estragar ou partir isto...Para além de explicarmos a razão de ser do “Não” é importante expressarmos empatia e mostrar aos nossos filhos que compreendemos o que eles estão a sentir: “Eu sei que te apetece muito mexer nos botões do fogão mas não posso deixar que faças isso porque podes magoar-te muito...eu sei que te parece divertido mas é perigoso, muito, e eu não quero ver-te com uma ferida grande que te vai fazer chorar...”. Para além da explicação, da empatia, é importante darmos um miminho ao nosso filho: um beijinho, um abraço, uma festinha na cabeça.Depois da birra, urge felicitar o nosso filho por se ter decidido pelo bom comportamento. Mas felicitar não quer dizer recompensar com uma guloseima ou com outro presente porque na gestão de birras o que está em causa não é “Eu não vou fazer para receber um presente” mas um “Eu não vou fazer porque posso magoar-me”. Deste modo, temos que a birra permite à criança lidar com os seus sentimentos, construindo uma noção cada vez mais sólida de auto-controlo, que mais não é do que um recurso, criado por si mesma, para resolver o conflito que se opera entre o “Eu quero” e o “Eu quero mas se o fizer posso magoar-me”.De igual modo, comportamentos como chorar, gritar, pontapear, atirar-se ao chão são muitas vezes a forma que a criança encontra de exprimir o seu cansaço, stress, frustração, desconforto ou simplesmente a necessidade de nos ter por perto. As crianças são muito sensíveis a acontecimentos de vida, que por muito insignificantes que sejam aos nossos olhos e ao nosso sentir, podem ser causa de uma grande frustração e tristeza à sensibilidade de uma criança. Importa, pois, que estejamos atentos e avaliemos, antes de mais, a situação para perceber o que provocou a birra. Cada birra tem que ser tratada de forma diferente em função da causa. Por exemplo, se a criança está triste ou desapontada com alguma coisa, mais do que ser punida, precisa de conforto e de nos ouvir dizer que compreendemos a sua tristeza.

Eis alguns truques que poderemos utilizar perante uma birra (alguns deles foram adaptados da revista Bebé d’hoje):

- O primeiro grupo de regras deve aplicar-se antes que a birra aconteça. Consiste em prevenir, sempre que possível. Muitas vezes é fácil adivinhar quais as situações que as podem provocar e, consequentemente, escapar-se a tempo. Por exemplo, deve evitar-se o cansaço ou a excitação em demasia, parar com as actividades antes que a criança fique demasiado cansada ou muito excitada e, com isso, controlar as suas emoções. Não devemos dar-lhe tarefas demasiado complicadas procurando mudar o cenário antes que fique frustrada por não poder fazer o que quer. Se, por exemplo, fica frustrada porque uma determinada tarefa ou um brinquedo são demasiado complicados para ela, podemos dar-lhe outra coisa para fazer ou guardar o brinquedo até que esteja preparada para brincar com ele. Ou ajudá-la a rodar o carrinho que resiste ou a encaixar a peça do puzzle;

- Com a birra já instalada, o primeiro passo passará por respirar fundo e manter a calma. Só assim conseguiremos manter um raciocínio claro e congruente;

- Antes de exigirmos que a criança se comporte de uma determinada maneira, devemos ensinar-lhe e explicar-lhe o tipo de comportamento que esperamos dela. Um jogo só pode ser jogado se previamente todos os jogadores conhecerem e integrarem as regras. Ensinar comportamentos positivos ou desejados a uma criança requer tempo e paciência. Quando a criança apresentar o comportamento desejado deve ser elogiada;

- Explicar à criança que há situações em que não se faz o que nos apetece. Há alturas em que temos de dizer não e não é por ela fazer birra que vamos mudar de opinião. Mas mostremo-nos satisfeitos quando a criança exibe os comportamentos positivos;

- Distrair a criança com outras coisas. Pode-se oferecer um objecto ou fazer outra actividade para que a criança esqueça a frustração da proibição;

- Não devemos bater, castigar ou gritar mais alto do que a criança. Também não é eficaz tentar o diálogo nesses momentos: a criança, embrenhada nas suas emoções, é pouco acessível ao diálogo quando está em pleno choro. As explicações podem ser oportunas, mas uma vez superada a crise. O que é absolutamente proibido é ceder quando a birra é fruto duma proibição dos pais que, por sua vez, acham ser a atitude mais correcta. Isto não quer dizer que sejamos inflexíveis. Às vezes podemos apercebermo-nos que fomos demasiado rígidos ou que o desejo da criança, afinal, não era assim tão descabido. Em algumas ocasiões pode inclusivamente decidir que não vale a pena desencadear uma birra. Mas o que é preciso evitar é que descubra nestas uma forma de "levar a sua avante";

- Baixarmo-nos ao nível da criança e dizer-lhe com clareza e alguma firmeza para parar de chorar ou gritar. Se a birra continuar, podemos tirar a criança do local onde se encontra. Esta pode ser uma boa opção se estiver em locais públicos. Pegando neste último contexto, não nos devemos preocupar com o facto de outras pessoas estarem a presenciar a situação, por mais embaraçoso que seja para os pais. As pessoas sabem que é uma criança e, se alguém não o entende, esse é um problema que não é nosso. Às vezes é possível prevenir as birras em público evitando confrontar a criança com situações que de certeza não vai suportar: um dia de compras demasiado comprido, por exemplo. No entanto, se tal suceder, podemos solicitar a sua colaboração e comentado tudo o que estamos a fazer;

- Se a criança está com um comportamento de birra podemos optar por ignorar e continuar a fazer o que estava a fazer, sem lhe prestar grande atenção. Não deixemos a criança sozinha se for pequena, mas criança mais velhas (idade escolar) podem ser mandadas para o quarto até se acalmarem;

- Deixar que a criança aprenda que a birra tem um "preço" e se ela insiste nesse comportamento tem que acarretar com as consequências (pode perder um privilégio, ou qualquer outra coisa, mas não nos esqueçamos de que a criança deve previamente saber quais as consequências do seu comportamento);

- Quando a criança começa a dar sinais de que tudo está a passar devemos mostrar-lhe a nossa satisfação. Devemos elogiar o comportamento positivo e evitar repreensões depois de a tempestade ter passado, até porque a criança pode ficar muito vulnerável e precisa de sentir que o nosso amor por ela é independente do "bom" ou "mau" comportamento.

Por último, importa retermos que há crianças que raramente fazem birras e há outras que têm estes comportamentos muito frequentemente. Tal depende do seu temperamento e da sua educação. Portanto, não há que ter vergonha se são muito frequentes, nem orgulhar-se se são raras pois as birras fazem parte do desenvolvimento de cada criança.

Olá, Ruca!


A Joana descobriu o Ruca, através da revista de actividades que lhe comprei no passado fim-de-semana, e agora, sempre que vê o boneco, chama: "Ruca, Ruca, Ruca!"
Ai que o Hopla ganhou um concorrente de peso :-)