terça-feira, 30 de Junho de 2009

Música diminui dor dos bebés prematuros

A música reduz a dor e incentiva a alimentação de bebés prematuros, revela um estudo publicado nos “Archives of Disease in Childhood”.
Investigadores da University of Alberta verificaram que a música tem efeitos benéficos em determinados parâmetros fisiológicos, estados comportamentais e na redução da dor durante alguns procedimentos médicos a que os bebés prematuros são submetidos.
Investigadores liderados por Manoj Kumar analisaram dados de nove ensaios: seis deles avaliavam o efeito da música nos bebés que eram submetidos a procedimentos dolorosos, como a circuncisão e o teste do pezinho para obter amostras de sangue, um ensaio avaliava o efeito na taxa de alimentação dos bebés e os dois outros verificavam o efeito na estabilidade fisiológica e comportamental dos mesmos.
O ritmo cardíaco, a frequência respiratória, a saturação de oxigénio e a dor foram medidos para avaliar o benefício da música.
O estudo revelou que, nos ensaios que envolveram a circuncisão, a música teve efeitos benéficos no ritmo cardíaco, na saturação de oxigénio e na dor. Os ensaios que envolveram o teste do pezinho também mostraram que a música conduzia à diminuição da dor. Foi ainda observado que a música melhorava a taxa de alimentação dos bebés.De acordo com declarações de Manoj Kumar ao sítio HealthDay, "embora ainda seja necessária mais investigação nesta área, o estudo mostra que existem métodos simples e de baixo custo que podem ajudar a saúde dos bebés prematuros”.

Está a chegar!

À primeira desconfiei. À segunda dei o beneficio da dúvida. À terceira tive (quase) a certeza. Parece-me que a Joana quer experimentar o penico! Com efeito, por vezes dou com ela a flectir as pernas e, quando vou ver, eis que a fraldita se encontra suja. Bem sei que não é todos os dias que ela faz isso mas parece-me ser um bom indicio para começar a familiarizá-la com o penico.
No entanto, eis que me surgiu a seguinte dúvida: na creche, aquando do desfralde, a criança é colocada na sanita. Será melhor apostar num redutor de sanita ou num penico propriamente dito e depois fazer a transição para a sanita? E que penico? E que redutor? Quais são as vossas experiências, dicas e sugestões? Obrigada!

segunda-feira, 29 de Junho de 2009

BabyCenter

Descobri este portal merecedor de uma visita atenta, por todos os separadores: http://www.babycenter.com/?intcmp=Nav_Global_Logo&pn=Answers

Irresistível!

Crocs

Onde é que eu posso comprar uns crocs giros para a Joana, tamanho 21 ou 22? Acho que ela prefere este tipo de calçado para levar para a praia do que o chinelo de dedo :-)

A sexualidade infantil

Em termos de desenvolvimento psicossexual, a faixa etária compreendida entre os 6 e os 11 anos (1.º e 2.º ciclo) é considerada a fase de latência. A sexualidade neste período parece estar adormecida, havendo um grande investimento na aprendizagem escolar e um desenvolvimento muito marcado a nível intelectual. As mudanças biológicas, intelectuais, linguísticas e sociais, apesar de continuarem a processar-se, ocorrem de uma forma mais gradual do que até aí.A interiorização da moral sexual é, neste período, fortemente determinada pela observação do comportamento dos adultos face a inúmeras situações, e não apenas pela transmissão explícita de algumas normas, reforçadas por estímulos positivos e negativos.Face aos adultos, a criança apresenta uma certa inibição em termos de expressão sexual e um pudor crescente relativamente ao corpo. No contexto do grupo de pares é muito frequente a criança comparar o seu corpo e os seus órgãos genitais com o de outra do mesmo sexo, o que permite um melhor conhecimento do seu próprio corpo. Neste contexto de exploração corporal, surge frequentemente o "brincar aos médicos", que proporciona não só a exploração do corpo do "doente", mas também a experimentação de papéis sociais futuros. O prazer que advém destas brincadeiras não é equivalente ao prazer sexual do adulto, e possibilita à criança, de uma forma tranquila, ir aprendendo mais sobre o corpo e sobre as relações.Nesta faixa etária, a auto-estimulação também não tem uma intencionalidade erótica, embora seja fonte de prazer e, por vezes, também de culpabilidade, devido às mensagens negativas, que ainda são, com alguma frequência, associadas ao prazer sexual.A família tem um papel determinante na educação sexual da criança, devido aos laços afectivos entre pais e filhos e à influência das figuras parentais, enquanto modelos observados diariamente. Neste período, devem ser proporcionados dados que lhes permitam ter um melhor conhecimento do seu corpo, conhecer os mecanismos da reprodução humana, valorizar os laços afectivos que a ligam aos outros e compreender os modelos sociais e culturais masculino e feminino. A forma mais oportuna de passar informação neste âmbito deve ter como ponto de partida as questões concretas que a criança vai formulando. São as questões delas os melhores indicadores das suas necessidades e interesses. Se respondermos a estas questões de uma forma sincera e usarmos uma linguagem acessível à sua capacidade de compreensão, então muito provavelmente estaremos a fazer um bom trabalho.Um outro aspecto muito importante, que não deve nunca ser esquecido pelos pais, é que, apesar de este ser um período relativamente calmo, é fundamental para sedimentar a relação de confiança entre pais e filhos. Se os pais não forem percepcionados como fontes de apoio nesta fase, muito dificilmente o serão na fase seguinte, uma vez que cada vez mais os pares ganham terreno e se tornam a principal fonte de informação no âmbito da sexualidade. Face a isto, o melhor mesmo é os pais tomarem consciência de que ou perdem os pruridos e os tabus relativamente à sexualidade precocemente (desde o nascimento), ou quando a adolescência chegar já haverá pouca receptividade por parte dos filhos em recorrerem à sua ajuda.



Texto da autoria da Dra Adriana Campos in Educare

Recortes de um fim-de-semana

Aproveitamos o último fim-de-semana de Junho para sair de Lisboa e rumarmos às planicies Alentejanas. Passavam poucos minutos do meio-dia quando atravessamos a Ponte 25 de Abril e, cerca de uma hora e meia depois, estavamos a almoçar em Grândola, num restaurante chamado "A Lanterna", grande mas generoso no atendimento e no servir. Foi neste restaurante que, pela primeira vez, vimos um menu com post-its. Sim, é verdade! O que não constava na lista foi colocado em post-its pequenos, um de cada cor, pelo que, ao abrirmos o menu ficamos como que surpreendidos a olhar para o mesmo:


"- Olha, não te esqueças que há arroz de pato...!"
"- Sim, e um dos pratos do dia é migas!"
"- Ora nem mais, é isso mesmo que eu vou comer. E tu?"
"- Huuum, vou para o Bacalhau à Brás" (mesmo no Alentejo não deixas de ser alfacinha de gema, Pedro!).

Enquanto isso, a Joana, depois de ter almoçado em Lisboa, investia no pão, na manteiga, nas azeitonas e no Noddy. Sim, no Noddy, esse também comia o que a Joana lhe dava, mas só muito de vez em quando porque, nesse dia, ela resolveu que o Noddy tinha que fazer alguma espécie de dieta. Nada de exageros, claro está, porque um amiguinho à altura é aquele que, depois da refeição, vai passear com a Joana pelo restaurante, a distribuir sorrisos!

Chegamos ao nosso destino pouco tempo depois. O tempo estava estupendo. Pena que não levamos connosco os apetrechos para a praia. Onde é que eles ficaram? Boa pergunta! Pronto, vou confessar: arrumadinhos, em cima da cama, em...Lisboa. Agrrrrrhhh!

Mesmo assim, passeamos imenso, respiramos muita maresia, a Joana adorou descobrir as flores, passear na relva, saltitar connosco num calçadão junto ao mar, andar de cavalitas, fazer puzzles, mergulhar as mãos na água, beber sumos de laranja natural e comer, para além do que é hábito, porções de uma tosta mista, de um queque, de melancia, maçã e morangos.

Eis, então, alguns recortes do nosso fim-de-semana.

Acabadinhos de chegar:



No jardim:



Mãe, eu ajudo a fazer o jantar:


Próximo do pôr-do-sol:

domingo, 28 de Junho de 2009

A pele das crianças: cuidados a ter

É o nosso maior órgão que necessita de muitas atenções e carinho. Mas a pele dos mais pequenos não é igual à dos adultos, pelo que requer cuidados especiais.


A pele é um órgão nobre com funções vitais para a nossa saúde. A epiderme protege-nos do meio ambiente, particularmente do sol, impedindo uma perda excessiva de água sendo ainda fundamental na protecção contra potenciais infecções. A derme por seu lado, assegura uma protecção mecânica contra traumatismos, garante o fornecimento de oxigénio e nutrientes e a remoção de resíduos tóxicos e dá forma e estrutura ao nosso corpo. Os órgãos da derme têm funções especiais próprias, como a da regulação da temperatura corporal (através da produção do suor) e órgão dos sentidos, com as sensações de tacto, dor, calor e frio.
O conceito frequentemente reforçado por muitos pediatras que as crianças não são adultos em miniatura, é claramente exemplificado nas particularidades da pele das crianças. A pele das crianças distingue-se da dos adultos quer em termos de características quer em termos de patologias.
A pele das crianças é mais fina e tem menos pêlos. As glândulas do suor existem em menor número e há também uma menor actividade das células produtoras de pigmento que dão cor à pele (melanocitos). Sendo assim, a criança tem uma maior dificuldade em lidar com o frio e o calor, sendo que a menor espessura da pele facilita uma maior penetração de substâncias tóxicas. As crianças facilmente desenvolvem feridas ou bolhas quando a sua pele é exposta a calor excessivo, agentes químicos, situações traumáticas ou inflamatórias.

Os problemas mais frequentes

Algumas doenças de pele são exclusivas, ou pelo menos mais frequentes, nos mais pequenos, como por exemplo a dermatite das fraldas. Esta deve--se à irritação do períneo do bebé pela acção da amónia da urina ou de um pH mais alcalino das fezes, associado a uma proliferação bacteriana ou fúngica nesta região.

É uma situação que desaparece totalmente e sem tratamento quando a criança abandona o uso fraldas. Estas devem ser trocadas com a maior frequência possível por forma a evitar esta situação. Em casos mais complicados pode ser necessário recorrer à aplicação de antifúngico ou eventualmente um corticóide.O eczema, dermite ou dermatite é uma das afecções da pele mais frequentes em pediatria e caracteriza-se por secura da pele, eritema (vermelhidão) e prurido intenso. Esta situação pode aparecer nas crianças em qualquer idade e deve-se às características particulares da pele das crianças. O eczema dos primeiros três meses de vida chamado dermite seborreica é geralmente autolimitado.

O eczema atópico surge geralmente depois dos três meses e pode estar associado a outras manifestações de alergias, como a asma e a rinite. A localização das lesões do eczema atópico varia consoante a idade da criança, nos bebés é sobretudo na face e membros, na criança mais velha na face, tronco e membros e mais tarde nos adolescentes limita-se ao tronco e membros.
Na maioria dos casos o eczema atópico tende a melhorar com a idade. No entanto, pode ser agravado por alguns factores, como a utilização de produtos lavantes com muito detergente, anti-sépticos e perfumes, mudança bruscas de temperatura, contacto com alergénios e o “stress” emocional. Nas situações de “crise”, quando o eczema se agrava, deve reforçar-se a aplicação de um hidratante suavizante, já que o emoliente é uma necessidade primária da pele com eczema e fundamental para o reforço da função de barreira da pele.

Como actuar

Para as crianças com eczema, existem algumas medidas a adoptar no seu dia-a-dia para prevenção destas crises. Em crianças com eczema o banho pode ser diário já que uma pele limpa irá reduzir a possibilidade de sobre-infecções. No entanto os banhos devem ser curtos, com água tépida e os produtos de limpeza devem incluir óleos ou outros indicados pelo médico. Após o banho a pele deve ser seca delicadamente com a toalha (não aquecida) e com a pele ligeiramente húmida aplicado um emoliente adequado.
Os cuidados com a pele das crianças, sobretudo a dos bebés mais pequenos nunca são demais. Em primeiro lugar atenção às variações extremas da temperatura. Os recém-nascidos e pequenos lactentes têm uma maior dificuldade em lidar com o frio, pois possuem uma pele de menor espessura e com menor gordura subcutânea o que diminui o isolamento térmico. Os lactentes mais velhos, entre os seis e os nove meses, lidam geralmente pior com o calor excessivo, devido ao menor desenvolvimento das glândulas sudoríparas (suor) podendo surgir pequenas lesões devido à retenção do suor, chamadas “miliária”.
O banho é geralmente um momento de prazer para os pais e o bebé. A nossa pele possui um óleo que a lubrifica e protege contra as infecções. O pH normal da pele varia entre 5 a 6. Qualquer sabão tem um pH mais elevado, portanto mais alcalino e vai mudar esta característica.
Por esse motivo, os banhos em excesso, sobretudo com sabonetes fortes, são contra-indicados porque podem ori-ginar irritação e diminuir a protecção contra as bactérias. Nos recém-nascidos o banho deve ser idealmente em dias alternados pelo facto de a sua pele ser ainda mais frágil e deve ser rápido, não muito quente e com pouco sabonete aplicado preferencialmente nas zonas onde as bactérias são mais numerosas: axilas, área das fraldas, pescoço e umbigo.
A hidratação após o banho com um hidratante suave, sem perfume e sem corantes serve para ajudar a manter a protecção contra os agressores químicos e infecciosos. A utilização de cremes ou óleos para massajar o bebé pode ser um momento de interacção agradável. Nunca esquecer que e pele da criança é mais fina, qualquer produto pode ser absorvido e um simples creme pode dar efeitos colaterais a nível sistémico.
A utilização de corticóides tópicos em excesso pode diminuir ainda mais a espessa da pele da criança e a sua absorção pode levar a uma supressão da glândula supra-renal. A mensagem principal é de tratar a pele da criança com carinho. Deve ser escolhida uma gama de produtos adequados à pele e idade da sua criança e recordar que nem sempre os produtos mais caros são os me-lhores. A pele de cada um reage de forma diferente aos diversos produtos. Consultar sempre o pediatra ou médico assistente antes de colocar qualquer medicamento tópico na pele. A protecção solar é uma medida fundamental para garantir a saúde da pele no futuro.

Fonte: Sapo Bebé in http://familia.sapo.pt/bebe/saude_e_seguranca/coisas_de_crianca/999784.html

Eis a rainha "Escova de dentes"!

Depois da dedeira, compramos uma escova de dentes da Oral B com o Winnie de Pooh para a Joana. Digo-vos: ela adora escovar os dentes com a escova. Normalmente, antes dela ir para a cama, eu ou o pai vamos para a casa-de-banho com ela e escovamos em conjunto os dentes. Conseguimos que ela nos dê a escova quando é hora de lavar as mãos. Que alegria, toca a ensaboar uma mão, depois a outra e, no fim, chapinhar com as mãos!

sábado, 27 de Junho de 2009

Carrinhos de bebé: critérios de segurança

As cadeiras mais caras são as melhores? Até quando posso transportar o bebé no ovo? Será correcto transportá-lo virado para a frente? E quando crescer, como deve viajar? Com certeza que já fez todas estas perguntas mas nem sempre conseguiu uma resposta satisfatória.
Para esclarecer todas as suas dúvidas, pedimos ajuda a uma especialista em segurança rodoviária infantil. E há tanta coisa que deve mesmo saber!


Objectivo: segurança
«O uso de uma cadeira no automóvel deve começar no dia em que sai da maternidade com o seu bebé», alerta Helena Botte, da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI). As cadeiras portáteis, também chamadas «ovo», são a primeira aquisição a fazer, em detrimento das alcofas para automóvel que não garantem segurança.
Mas atenção. Não deve instalar a cadeirinha num lugar que tenha um airbag frontal activo, pois isso implica grande perigo. Por outro lado, qualquer cadeirinha deve ser colocada de forma a que o bebé fique virado para trás.

Invista no seu filho
«Os vendedores dizem aos pais que, a partir dos nove quilos, as crianças podem viajar viradas para a frente, mas isto é errado», alerta Helena Botte. Estudos de segurança rodoviária infantil comprovam que, até aos dois ou dois anos e meio, os bebés devem viajar sempre numa cadeirinha virada para trás, e que este simples procedimento, em caso de acidente, pode salvar a vida de nove em cada dez crianças.
«Infelizmente, em Portugal, não se encontram muitas cadeiras que facilitem este procedimento e as que existem são caras, com preços que rondam os 400 euros», revela a especialista. Ainda assim, vale a pena investir.

Máxima protecção
Até aos 18 meses é imprescindível que a criança viaje virada para trás pois, nos bebés pequenos, a cabeça representa cerca de um quarto do seu peso total. Os ossos são ainda muito elásticos e pouco firmes, por isso, em caso de acidente a baixa velocidade ou até mesmo uma travagem brusca, se ele estiver voltado para a frente, o seu pescoço pode ser puxado com força e esticar demasiado, danificando a espinal-medula, o que poderá deixá-lo paralítico ou até mesmo levar à morte.



Bebé seguro
Ao contrário do que se costuma pensar, o bebé pode viajar no ovo virado para trás, de forma confortável até atingir os 13 quilos.
À medida que cresce, vai ficar com as pernas dobradas, mas isso não é razão para comprar uma cadeira maior. «O bebé não se incomoda nada em ter as pernas dobradas.
Basta que o acomode bem e lhe descalce os sapatinhos que ele conseguirá mexer as pernas à vontade, levantá-las e esticá-las», explica Helena Botte, segundo a qual «as zonas que necessitam de mais protecção (a cabeça e o pescoço) estarão seguras».


Verifique a instalação
É importante que, à medida que a criança for crescendo, a cadeira em que é transportada seja adequada ao seu peso. Mas há um outro factor que não devemos esquecer: a sua instalação.
Quando a aplicar no automóvel, verifique se colocou correctamente os cintos de segurança, os da própria cadeira e os da sua viatura. Estes devem ser de três pontos e, no caso de o seu carro não dispor destes cintos, pergunte junto da marca se é possível instalá-los.
Quando terminar faça um teste. Abane-a de um lado para o outro. A cadeira deve permanecer fixa sem se mover. Puxe-a também para a frente com força.
Se não ficar bem fixa, é porque ou está mal instalada ou não se adapta bem ao seu automóvel. Neste caso, deve optar por outro modelo.

Ele já está crescido...
Dependendo da altura de uma criança, poderá substituir a cadeira por um banco elevatório, mas só se o cinto de segurança não a incomodar no pescoço. Se o seu carro não possui encostos de cabeça no banco traseiro o uso da cadeira é o mais recomendado.
Por outro lado, não deixe de usar a cadeira de apoio ou banco elevatório antes de ele ter 1,5 m de altura, 12 anos ou 36 quilos. Só assim o cinto ficará correctamente colocado. Apoiado na bacia e não sobre a barriga! «Isto é extremamente importante, pois se o cinto se apoiar na zona abdominal, em caso de acidente, poderá provocar lesões internas gravíssimas», alerta Helena Botte.
Para que possa ver o seu filho no banco traseiro quando ele viaja voltado para trás, utilize um espelho especial, à venda em lojas de puericultura e concessionários de automóveis, que se aplica na parte de trás do carro.




O melhor carrinho
Várias marcas comercializam trios, compostos por chassis ou estrutura de rodas, alcofa e cadeira tipo ovo. Se optar por um destes conjuntos, tenha em atenção os vários pontos aqui mencionados. Quanto aos carrinhos, verifique se este possibilita a posição horizontal da cadeira, para que o bebé possa dormir confortavelmente.
O tipo de chassis também é importante, pois existem modelos com rodas pneumáticas e suspensão que facilitam o transporte em pisos irregulares. Para crianças mais crescidas, escolha carrinhos com suporte para os pés.
Em relação às dimensões, confirme se consegue metê-lo facilmente na bagageira do seu automóvel. E prenda sempre a criança com os cintos de segurança!


Vamos às compras
Quando comprar uma cadeira, escolha apenas um modelo com etiqueta de aprovação. A etiqueta é a garantia de que a cadeira foi testada e aprovada de acordo com a norma internacional (o número de aprovação terá de começar pelos algarismos 03).
Na etiqueta encontrará também a indicação sobre o tipo de produto, que terá de ser universal, ou seja, poderá ser utilizada na maioria dos automóveis. A cadeira terá também de ser adequada ao peso do seu filho.
Antes de comprar, experimente-a no seu automóvel e, de preferência, com a criança que a vai utilizar. Se pretender usá-la em mais do que um automóvel, experimente-a em todos.
Se comprou uma cadeira e ao experimentá-la percebeu que fez a escolha errada, por lei, tem uma semana para a devolver à loja, com apresentação de factura e desde que o produto esteja em condições de ser comercializado.

Por: Alexandra Pereira com Helena Botte (especialista em segurança rodoviária infantil) in Revista SaberViver

Rumo ao Alentejo

Hoje, às 10:00, temos uma reunião com a educadora da Joana, na qual serão entregues os trabalhos realizados na creche. Depois dessa mesma reunião, rumamos para o Alentejo, para passarmos o fim-de-semana. Que o tempo esteja bom para irmos para a praia!

sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Maçã-coração

E a árvore sussurou à borboleta: - Já reparaste, querida borboleta, na maçã que está a nascer neste ramo? - De facto - assentiu a borboleta - é pequenina…mas, vendo melhor, é já tão vermelhinha…impressionante…não é parecida com as outras maçãs que aqui tens.
- Pois é, tens razão - concordou a árvore - e o mais curioso é que eu sinto-a respirar com um fulgor tal que todas as outras maçãs ficam a observá-la, num misto de silêncio e admiração.
Os dias foram decorrendo na mais serena pacatez. E a árvore continuava a admirar o seu fruto mais precioso: aquela maçã bem vermelha e repleta de vitalidade. Os contornos da maçã tornavam-se, dia após dia, mais precisos. Até que, numa manhã, pouco depois do sol nascer e incidir a sua luz sobre a árvore, esta exclamou:
- A maçã é um coração! Eu tenho um coração a crescer em mim. A maçã embalou-se na brisa que corria. A borboleta correu até à árvore. O sol chamou o céu.As outras maçãs, curiosas, fitaram a sua irmã.
O coração pulsava, pulsava, no seio da árvore frondosa. Era como a seiva, que percorre o âmago de todas as raizes de uma árvore. Era como os pontinhos de luz que voam pelo céu.
És tu, meu amor, o nosso coração. Parabéns pelos teus 20 meses de vida!

O marco dos 20 meses

Hoje mudo de números, para a casa dos 20, ena! Estou a aprumar o meu sentido de independência e rebeldia. Vocês nem imaginam o furacão que estou: mexo nisto, mexo naquilo, adoro desarrumar, arrumo de vez em quando, já sei onde é o lixo e aí deposito o que devo e o que não devo também! Descobri o fascinio dos tachos e panelas e dos acessórios em plástico, como espumadeiras e colheres.
Gosto de ler livros, de ver o Hopla, de brincar com jogos de encaixe e com bolas. Gosto de tratar dos meus Nenucos: dar-lhes comida, mudar-lhes a fralda, vestir, despir, colocar-lhes a chupeta e abraçá-los.
Aprendi a dar pulos, gosto de brincar ao esconde-esconde, de brincar com bolinhas de sabão e calçar sapatos que não são do meu tamanho! Gosto de chocolate (sim, já provei!), de puré de frutas (fruta crua não é comigo), de puré de batata, arroz, carne, peixe, ovos e legumes, estes últimos desde que cozidos.
Na semana passada estive uma pisca para comer mas esta semana, graças às vitaminas, já recuperei o meu apetite. Costumo comer bem na creche e lá faço sestas de uma hora e meia a duas horas. Em casa, e sobretudo aos fins-de-semana, é que faço sestas de três a quatro horas por dia.
Durmo bem à noite, apenas acordo em média uma a duas vezes, mas rapidamente adormeço. Continuo a gostar da chupeta, sobretudo para adormecer.
Sou muito vaidosa e fico toda derretida quando dizem que eu estou muito bonita ou que pareço uma princesa! Gosto de fazer de conta que estou a tirar fotografias, de "falar" ao telemóvel e de "teclar" no computador portátil. Quando vamos passear para o jardim, gosto de correr atrás dos pombos; não percebo porque é que eles fogem, mas que medricas!
O que é que eu não gosto? De ser contrariada! De sair da banheira. De, por vezes, estar sentada na cadeirinha do carro…mas, enfim, tudo isto faz parte do meu charme!

quinta-feira, 25 de Junho de 2009

7,10

Os primeiros números ditos pela Joana: "Tete" (Sete) e "Dez" (na perfeição!).

Baaaaaba!

Inovações

Babyglow. Este é o conceito pensado e posto em prática pelo britânico Chris Ebejer. Trata-se de um macacão de algodão com um dispositivo que consegue detectar, no bebé, temperaturas corporais superiores a 37ºC, mudando esse mesmo macacão de cor para alertar os pais da presença de febre nos seus bebés. Assim, o Babyglow irá ser comercializado ainda este ano, sendo disponibilizado nas cores cor-de-rosa, verde e azul. Todos ficarão brancos no caso dos bebés apresentarem febre.
Qual a vossa opinião sobre o Babyglow? Irá ter ou não sucesso? Será um concorrente de peso aos termómetros ou nem por isso?
Poderão ler a noticia na integra em http://www.engadget.com/2009/06/18/babyglow-temperature-sensing-clothing-because-youre-dumber-tha/.

Um outro estudo, oriundo da Universidade de Antuérpia, na Bélgica, diz-nos que quanto mais cedo as educadoras, nas creches e infantários, mudarem a fralda da criança, mais precocemente esta será estimulada a fazer o controlo dos seus esfíncteres e a adaptar-se ao uso do bacio ou sanita.
Assim, os investigadores decidiram colocar uma espécie de alarme nas fraldas, emitindo esse mesmo alarme uma música agradável. Nas três semanas de duração do estudo, 19 crianças (em 39), tiveram nas fraldas o alarme que soou sempre que a fralda começava a ficar suja. Ao soar o alarme, as educadoras levavam de imediato a criança para a casa de banho, para que elas fossem encorajadas a terminar o seu controlo fisiológico na sanita. Sempre que as crianças o conseguiam, eram recompensadas pelos investigadores.Segundo o estudo, as crianças que usaram o alarme na fralda conseguiram controlar os seus esfíncteres em 50% do tempo, sendo que o efeito durou mais duas semanas após o término do estudo...o que a investigação não apontou foi os seus efeitos a longo prazo e/ou se este método também foi aplicado em casa e/ou durante o controlo nocturno dos esfíncteres e/ou qual era a recompensa e/ou qual o efeito sem a recompensa...

Os 4 anos de idade

Conquistas emocionantes e esmagadoras. Rápido crescimento intelectual. Maior consciencialização do impacto que provoca naqueles que a rodeiam. Interrogações constantes. Fantasias e medos. Elaboração de soluções (possíveis ou imaginárias) para os quebra-cabeças com os quais se depara. Egocêntrica. Actua e fala muitas vezes sem pensar. Pouca receptividade a criticas. Gosta de ser elogiada e auto-elogia-se.Eis, em traços gerais, algumas das principais características de personalidade de uma criança de quatro anos. Esta idade, em particular, constitui um período de inquietação constante que pode parecer uma regressão para os pais. Daí, muitos deles, questionarem-se sobre alguns comportamentos dos seus filhos, comportamentos esses que, na sua opinião, não deveriam ter lugar porque já se manifestaram em idades anteriores ou assemelham-se a condutas de crianças mais pequenas.A criança de quatro anos, segundo o conceituado pediatra norte-americano T. Berry Brazelton, sente-se dividida entre a sensação de dependência dos pais e o desejo de dominar o seu mundo. Tudo a intriga e a criança deseja compreender e dominar tudo aquilo que a rodeia. De tal forma que ela envolve-se com um entusiasmo sem limites em cada novo projecto.

O temperamento da criança e estratégias para os pais

Em qualquer idade, deveremos ter em consideração o temperamento da criança: se ela é tímida, se é facilmente excitável, se é impulsiva, se oscila entre comportamentos agressivos e dóceis, entre outras nuances que cada pai certamente saberá identificar ao descrever o seu filho.Vamos imaginar uma criança impulsiva, que rapidamente se sente frustrada quando não consegue alcançar o seu objectivo. Uma estratégia que poderemos utilizar com a criança é a da linguagem. Isto é, ensiná-la a dizer em voz alta, antes de agir, o que lhe vai na alma. Por exemplo: “Estou mesmo zangado, apetece-me bater-lhe...”. Neste caso, ao verbalizar os seus sentimentos, a criança está a utilizar a linguagem não apenas para se exprimir mas também para compreender as suas próprias emoções. E, mais importante, como as “trabalhar” num sentido positivo. É como se a verbalização das emoções negativas travassem as acções menos abonatórias.Podemos também oferecer à criança um veiculo alternativo de escape aos seus comportamentos mais agressivos. Por exemplo: “Quando te apetece dar um murro à tua irmã, que tal, em vez disso, dares um murro num saco de brincar? Compreendo que por vezes desejes bater-lhe porque ela chora muito ou não te deixa brincar. Mas não podes, eu não posso deixar que a magoes. Nem tu podes deixar-te a ti próprio. Vem cá e diz-me o quanto estás zangado. Vamos falar sobre isso e, se quiseres, podes bater à vontade neste saco grande...”.A criança, ao ouvir as nossas palavras, tenderá a dissipar a sua raiva. E porquê? Porque as nossas palavras oferecem um modelo de auto-controlo com o qual a criança pode aprender. Uma criança nesta idade molda-se a si própria através dos exemplos que lhes damos. É por isso que, como primeiros exemplos dos nossos filhos, temos a obrigação de sermos os melhores exemplos!Imaginemos agora uma criança tímida. De um modo geral, a timidez é vista como um handicap na nossa sociedade, sendo provável que uma criança tímida seja considerada uma perdedora, sobretudo pelos seus colegas, o que a atinge profundamente, fazendo com que ela se retraia ainda mais. Uma estratégia que poderá ser adoptada não passará por forçar a criança a “dar-se mais” com os seus colegas. Passará antes por encontrar uma outra criança tímida com a qual o nosso filho possa brincar. Serão, pois, como os dois pratos de uma balança. Com este equilíbrio, a criança tímida irá, progressivamente, aventurar-se em mais interacções, de complexidade crescente.De facto, quando se tenta mudar o temperamento de uma criança não se consegue. E, quando se tenta fazê-lo, estamos a dizer à criança que não gostamos da maneira como ela é. São, pois, várias as implicações que esta mensagem tem na auto-estima e auto-conceito da criança. Assim, e regressando ao exemplo da criança tímida, será preferível encontrarmos um equilíbrio confortável para a criança do que a forçarmos a algo para o qual ela ainda não está preparada.Quando a criança é facilmente excitável ou hipersensível, poderemos prepará-la com antecedência para as mudanças que se avizinham. Por exemplo, “Dentro de dez minutos vamos ao supermercado”. Tal ajudá-la-á a, gradualmente, preparar-se para um novo contexto e estímulos, logo, para novos comportamentos.Em suma, perante qualquer tipo de temperamento da criança, é muito importante fazermos sentir-lhe que estamos presentes, que valorizamos os seus esforços para avançar e recuar como forma de auto-protecção, e que juntos, poderemos encontrar soluções com as quais a criança se sinta bem.A criança de quatro anos facilmente leva as suas exigências ao máximo e, quando tal sucede, os pais devem trazê-la de volta à terra. É como se a criança tivesse um motor que funciona por si só e sobre o qual ela tem pouco ou nenhum controlo. Ora, como é que poderão os pais agir? O primeiro e principal ingrediente será lidar com a criança de forma sensível, sem levantar a voz ou perder a paciência: poderemos sentarmo-nos com a criança para conversar sobre aquilo que ela queria, dar-lhe toda a nossa atenção ou até mesmo um bocadinho de colo.Cada criança tem uma forma peculiar de lidar com um ambiente desafiante para si. Segundo T. Berry Brazelton, uma característica importante do temperamento individual é o modo especifico da criança de se sintonizar ou dessintonizar a fim de amortecer as sensações e as exigências que a rodeiam. Todas as crianças aprender a adaptar-se às suas sensibilidades e a controlar a ruptura motora ou sensorial que se segue a uma sobrecarga de estímulos. Qual o papel dos pais? Os pais podem (e devem) oferecer a sua compreensão sobre o estado de espírito do seu filho. Se se podem prevêr “explosões”, as crianças podem aprender a mantê-las sob controlo. Vamos ver como é que isso é possível e visualizemos a seguinte curva:



Vamos imaginar que no lado ascendente da curva encontramos os pontos 1 e 2 e no lado descendente os pontos 3 e 4.

Ponto 1: Como é que está a criança, em termos comportamentais, quando tudo corre bem;

Ponto 2: Que tipo de comportamento precede uma “explosão” (a criança começa a ficar inquieta, rabugenta, retrai-se...?);

Ponto 3: O que é que caracteriza uma “explosão”? (a criança atira com os bonecos para o chão, bate com a porta, fala demasiadamente alto, auto-agride-se...?);

Ponto 4: O que é que ela precisa dos outros para se recompôr? Como é que ela própria contribui para isso e como é que ela se comporta depois?

Para uma criança tímida, uma “explosão” equivale a um recuo nas interacções com as outras crianças. Com uma criança impulsiva, a sobrecarga de estímulos transforma-se num comportamento agressivo.Ora, em que é que uma curva como a que acima está patente nos poderá ajudar? Poderá ajudar-nos a explicar à criança o comportamento que antecede a “explosão” (ponto 2), dando-lhe a oportunidade de interromper o crescendo. Estratégias? Por exemplo, quando a criança tímida começa a sentir-se desconfortável, pode socorrer-se de um objecto que lhe seja querido (como um brinquedo preferido); quando a criança impulsiva começa a manifestar alguma turbulência, poderemos aliciá-la para uma actividade do seu agrado, oposta à natureza da situação que está a ter lugar. Por exemplo, a criança começa a ficar aborrecida por não conseguir desenhar o que quer e está a encher a folha de riscos cada vez mais ferozes. Podemos pôr um ponto final neste crescendo propondo uma tarefa alternativa: “Vamos passear até ao jardim” ou “Vamos ver o que podemos fazer para o jantar. Vá, tu ajudas-me a escolher, combinado?”, rematando com um “Depois terminamos o desenho”.Assim sendo, a nossa contribuição tem de ser acompanhada por respeito, paciência e compreensão. Se nós ajudarmos a criança a descobrir a sua própria forma de controlar o seu comportamento, estaremos a transmitir essencialmente três mensagens: que respeitamos o temperamento dela; que ela pode olhar para o seu comportamento sem vergonha e que ela é capaz de controlar os seus comportamentos negativos.

Os medos

Os medos, resultantes da exuberante fantasia de uma criança de quatro anos, são perfeitamente naturais nesta idade.Perante qualquer medo, por mais insignificante que possa parecer, os pais deverão adoptar uma atitude activa e de compreensão, não ridicularizando a criança ou desmistificando os seus medos com um “Oh, os fantasmas não existem...!Vá, toca a ir para a cama!”. Uma boa estratégia passará, antes, por ir com a criança ao quarto e procurar por todo o sitio pelos fantasmas e monstros: debaixo da cama, dentro do armário e gavetas, atrás dos cortinados...e fazê-lo com calma, sem pressas, para que a criança sinta que estamos, efectivamente, empenhados a descobrir qualquer monstro ou fantasma que lhe faça mal. Quando chegamos à conclusão de que, afinal, não restam quaisquer perigos no quarto, poderemos deitar a criança, aconchegá-la, dar-lhe um brinquedo e, consoante a reacção da criança, ficarmos mais uns instantes por perto (por exemplo, contando-lhe uma história) ou então sairmos calmamente, deixando a porta entreaberta.Nesta idade não é raro a criança ter medo de ir ao médico. E porquê? Porque associa muitas vezes o médico a uma pessoa que vai descobrir algo de errado nela. E se o “erro” for encontrado, a culpa será exclusivamente da criança. É esta a leitura que ela faz de todo o processo. A somar a este sentimento está a tenebrosa bata branca, sinónimo de dor. Há crianças para as quais a ida ao médico ou a bata branca não constituem, por si só, alarmes. Mas a maioria fica ansiosa, em maior ou menor grau. É por isso que, gradualmente, vamos assistindo à substituição da bata branca por batas coloridas ou à ausência completa de bata. Porque o médico é, essencialmente um amigo, que vai confirmar a nossa saúde (porque é o médico que tem todos os instrumentos para ver a nossa saúde, por dentro e por fora) e ajudar-nos se, por exemplo, estivermos doentes.Outros medos comuns incluem o medo de cães, de sirenes, de carros de bombeiros, de ambulâncias, isto é, de barulhos intensos.

Os amigos imaginários e o faz-de-conta

Muitos pais interrogam-se se o amigo imaginário é um conceito saudável para a criança, sobretudo porque receiam que ela se feche num mundo só dela, com diálogos e relações que só ela (e mais ninguém) controla.Os amigos imaginários funcionam, para a criança, como um escape de emoções e vivências. É um amigo fiel, sempre pronto para nos defender, para nos encorajar, para continuar a fantasiar connosco. Os desejos são realizados e as ansiedades tornam-se palpáveis. A criança sente-se mais segura, sendo que os amigos imaginários podem oscilar entre dois pólos: o amigo imaginário pode ser um herói ou alguém muito, muito tímido. E, assim sendo, o amigo imaginário herói alicia a criança para novos comportamentos (por exemplo, para participar mais nas aulas de ginástica, “porque assim vou ser mais forte”) ou o amigo imaginário tímido entrega à criança o controlo de tudo, o que lhe confere um extremo sentimento de confiança em si mesma (“Eu sei que tu tens medo de mergulhar na piscina mas vamos os dois e vais ver que vai ser divertido. Não te vai acontecer nada porque eu estou contigo!”).Assim sendo, é importante que os pais incentivem as fantasias dos filhos. Porque elas fazem parte desta idade, nada mais!O mesmo se aplica ao faz de conta: faz de conta que eu sou um bombeiro, faz de conta que eu sou professora, faz de conta que eu sou a mãe e tu és a filha. As brincadeiras de faz de conta são veículos importantíssimos de imitação de padrões comportamentais, conferindo à criança um sentimento de identificação com determinados papéis. São ainda formas que a criança dispõe para tornear algumas situações do seu quotidiano. Vamos imaginar que a criança não teve um dia bom no jardim de infância. Pode acontecer que ela chegue a casa e deseje brincar às professoras, assumindo o papel de professora e o seu amigo imaginário o de aluno (isto é, ela mesma, há poucas horas atrás). O que irá suceder é a criança reviver a situação: ou ensina meigamente o amigo imaginário ou então “castiga-o” porque não aprendeu bem a lição. De uma forma ou de outra, será a criança a finalizar a situação. E de uma forma ou de outra, o sentimento que ficará será positivo porque a criança rebobinou o que vivenciou e fê-lo à sua maneira. Ela teve o controlo sobre tudo, logo ela saiu-se vitoriosa e acabou por fechar os seus medos ou angústias a sete chaves. Estará pronta para mais situações novas porque resolveu, por fim, a que, a seu ver, tinha ficado a meio.No faz de conta também podemos fazer referência aos contos de fadas, um veiculo de partilha do mundo maravilhoso da magia. Os temas da vida de uma criança (raiva, diferenças entre meninos e meninas, o desejo de ser um bebé, entre outros), então todos retratados nos contos de fadas que permitem à criança sonhar e resolver os seus medos.

Diferenças entre os sexos e a sexualidade

A criança de quatro anos, por ser uma observadora nata, é capaz de comparar, contrastar e formar categorias. A oportunidade que se lhe apresenta de se identificar com cada um dos pais (por exemplo, através das brincadeiras de faz de conta que abordamos acima), fornece à criança comportamentos, sentimentos, defesas e imagens de si própria eu estão direccionadas para o longo processo de desenvolvimento da sua sexualidade.É perfeitamente natural que uma menina deseje experimentar os sapatos de salto alto da mãe ou os seus brincos e que o menino deseje colocar uma gravata e o casaco de um fato.Mas o que é que acontece quando uma criança imita o comportamento e o modo de vestir do sexo oposto? O que a literatura nos mostra é que esta imitação do sexo oposto é temporária e tem pouca importância na futura orientação sexual da criança. É um mero experimentar, como se comparasse ambos os papéis e os pais não deverão preocupar-se com este facto. Se ridicularizaremos a criança, ela sentir-se-á angustiada e envergonhada, retraindo-se nas suas brincadeiras, tão salutares nesta idade. Não haverá qualquer problema no facto do menino brincar com bonecas porque é a forma que ele tem de manifestar comportamentos docéis e carinhosos, imitando a forma como os seus próprios pais cuidam deles. Não temos nós duas facetas, uma mais séria e outra mais carinhosa? Então porquê reprimir uma ou outra nas crianças?Aos quatro anos, as raparigas e os rapazes têm consciência das suas diferenças físicas. Assim que os bebés deixam as fraldas, ambos os sexos investigam os seus órgãos sexuais que estiveram, até então, escondidos. As raparigas descobrem que explorarem-se a si próprias pode ser gratificante. É provável que insiram objectos no interior das vaginas para “descobrir a profundidade da abertura”. E o que é que nós, pais, poderemos fazer ou dizer? Na verdade, muito pouco. É mais provável que a criança sinta que completou as suas explorações se se deixar que ela sinta que estas são as suas explorações privadas. No entanto, uma criança que pareça absorta pela masturbação durante períodos prolongados, pode ter uma necessidade especial de se acalmar a si mesma. Ela pode precisar de ajuda para aprender outras formas de se acalmar ou pode estar a indicar aos pais que foi excessivamente estimulada. Nestes casos, a compreensão dos pais aliada à procura de orientação junto de um psicólogo infantil poderá fazer toda a diferença.Por sua vez, um rapaz descobre rapidamente que o seu pénis transmite sensações intensas. Muitos meninos começam a segurar o pénis ao mesmo tempo que chucham no dedo. Este comportamento é, para eles, reconfortante e excitante. Os adultos tendem a reagir com reprovação o que mais não faz do que reforçar esse comportamento na criança.À medida que as crianças descobrem os seus próprios órgãos genitais, surgirá certamente o impulso de se explorarem umas às outras: “Porque é que as meninas não têm pilinha?”, “Porque é que a minha pilinha é mais pequena do que a do meu amigo Jorge?”, “Porque é que as meninas fazem chichi sentadas?”, “Como é que o bebé chega (e sai) da barriga da mãe?”, entre outras questões.De um modo geral, aconselha-se aos pais a não entrar em demasiadas explicações nem a tornarem as suas respostas mais complicadas do que a criança consegue compreender (podemos saber se a criança está ou não a compreender o que lhe estamos a explicar observando os seus olhos e o seu rosto). Urge encorajarmos as crianças a colocar as suas próprias questões e facultarmos respostas sinceras. Assim, a criança depositará em nós confiança suficiente para nos tornarmos os seus confidentes, no presente e no futuro.

Mentiras e fantasia

A mentira e a fantasia andam, muitas vezes, de mão dada. Os desejos são tão intensos, as fantasias tão importantes e as formas de apreender a realidade tão limitadas que, no meio de todo este processo, é natural que a mentira surja.A criança poderá emitir um “Foi sem querer”, reconhecendo o seu erro, ou então reagir agressivamente quando lhe chamamos a atenção. Mas porque é que a criança fica zangada? Não deveria ser ao contrário, isto é, os pais estarem zangados com a criança por ela ter mentido? Ora, a criança pode manifestar comportamentos agressivos como meio de defesa em relação ao sentimento de culpa que a invade por ter mentido. Isto é, a mentira, nesta idade, é bastante transparente e fácil de detectar por parte dos pais (“Eu não sei porque é que o pacote das bolachas está vazio na despensa...”). E a criança sabe que mente e isso suscita-lhe uma dualidade interna: “Eu sei que estou a mentir mas eu quero tanto isto...”. A esta dualidade junta-se-lhe rapidamente um sentimento de culpa por estar a mentir. E quando a mentira é descoberta pelos pais, há crianças que reagem agressivamente, como se tivessem sido apanhadas em flagrante. A melhor forma para lidar com estes casos é manifestarmos a nossa compreensão à criança: “Eu sei que te sentes culpada e nós ficamos tristes por teres mentido. Agora, tu sabes que fizeste mal e, como tal, deves pedir desculpa. Quando erramos pedimos desculpa, não há mal nenhum nisso. E não ficamos a gostar menos de ti por teres mentido. Mas queremos que saibas que mentir não é bonito e, por isso, vamos fazer com que não volte a acontecer, combinado?”. Isto é, falamos calmamente com a criança, fazemo-la ver que agiu erradamente, mostramos-lhe uma solução (pedir desculpa e evitar mentir) e oferecemos-lhe a nossa disponibilidade futura para lidar com situações embaraçosas, como é o mentir.

Roubar

O roubo faz certamente cada pai ficar zangado ou até mesmo assustado. Vemo-nos forçados a abdicar da inocência do nosso filho. Aos quatro anos, a criança tem que saber que, embora os pais compreendam os seus motivos e as suas fantasias, eles não podem permitir-lhe que roube: “Roubar é uma coisa muito feia. Todos nós desejamos coisas que não nos pertencem mas isso não significa que as roubemos. Muito pelo contrário. Quando isso acontece, temos que devolver o que tiramos porque não nos pertence. Podemos pedir ao pai, à mãe, mas nunca, em caso algum, roubar. “Encarar a culpa de uma criança de quatro anos não é fácil, tanto para ela própria como para os pais. Os pais enfrentam uma tarefa difícil ao terem, por um lado, evitar a vergonha do seu filho ter roubado e, por outro lado, minimizar, de modo protector, a má acção. Mas a lição que uma criança aprende, ao assumir a responsabilidade de pedir desculpas e remediar a situação é importante. Nós estamos a ajudá-la a estabelecer fronteiras entre os desejos e a realidade.

A disciplina

Uma vez que já abordamos as birras num texto anterior, irei apenas referir algumas directrizes sobre a auto-disciplina:

1. Disciplinar é ensinar e não castigar: isto é, disciplinar é explicar o porquê de determinados comportamentos, quais os que são positivos e quais os que são negativos e facultar explicações claras sobre os mesmos;

2. O objectivo é desenvolver o auto-controlo, isto é, reconhecer quando é que se está zangado, retirar-se, respirar fundo e voltar a ler a situação posteriormente, com mais calma;

3. As crianças sentem culpa e precisam de reparar o seu erro: tal remete-nos para o comportamento positivo, que irá corrigir o erro e, consequentemente, mitigar o sentimento de culpa por parte da criança;

4. As crianças precisam de uma abordagem que não as envergonhem porque tal irá constituir um obstáculo à construção de comportamentos mais adaptativos;

5. Cada “não” precisa de um “sim”: isto é, há sempre boas alternativas para um comportamento menos abonatório;

6. Os pais têm de ter em conta os seus próprios sentimentos: isto é, importa sermos congruentes nos valores que regem a disciplina dos nossos filhos;

7. Importa compreendermos o significado do comportamento dos nossos filhos para que lhes possamos facultar alternativas, ouvi-los serenamente e ajudá-los de um modo mais consistente, se necessário for;

8. Uma resposta firme e consistente a um mau comportamento revela interesse;

9. É importante partilhar responsabilidades com a criança por forma a encontrar, em conjunto, soluções;

10. Uma abordagem carinhosa e compreensiva é o melhor ingrediente nas relações entre pais e filhos.

A recompensa das boas maneiras

Com a consciência crescente da criança de como ela afecta os outros que estão à sua volta, surge a oportunidade da criança apreciar o efeito positivo que tem o seu comportamento ao cumprimentar e agradecer aos demais. O elogio, o reconhecimento das boas maneiras por parte dos adultos são a melhor recompensa que a criança pode receber ao proferir um “Obrigada”, por exemplo.As boas maneiras ensinam-se mas não se manifestam de um dia para o outro. Poderemos esperar contrariedades mas urge não desistirmos porque os pais que desistem estão a privar os filhos de oportunidades de reconhecimento em interacções sociais.

Rivalidade entre irmãos

É natural uma criança nesta idade manifestar comportamentos regressivos quando nasce um irmão ou uma irmã. A frustração da criança mais velha ao ver o seu espaço invadido, não só aquando do nascimento do irmão mas também quando tem que partilhar os seus brinquedos e o tempo dos pais, não é tarefa fácil para o irmão mais velho. A rivalidade é uma forma de comunicação previsível entre irmãos, sendo o objectivo desta rivalidade envolver os pais que, vulneráveis, costumam pensar que não conseguem chegar aos dois de igual modo em termos de afecto e carinho.No entanto, amor e competição entre irmãos são duas faces da mesma moeda e os dois alimentam uma relação intensa e saudável. O melhor que os pais têm a fazer é manterem-se afastados dessa rivalidade porque quando nos envolvemos estamos a acrescentar um estimulo à excitação (como foi referido, por exemplo, no texto sobre as birras). A não ser, claro está, que o irmão mais novo seja ainda muito pequeno e corra o risco de ser ferido.Será sempre aconselhável o irmão mais velho ser implicado nos cuidados com o irmão mais novo desde cedo. Se ele não o desejar, importa não o forçarmos. Com o tempo ele certamente irá manifestar o seu afecto pelo irmão mais novo. Paralelamente, importa passarmos um tempo com o nosso filho mais velho, em exclusivo. Podemos, por exemplo, pedir ao pai ou a um dos avós que, por poucas horas, tome conta do irmão mais novo para que assim possamos ir passear com o nosso filho mais velho, deixando-o escolher o que deseja fazer.

Deixo-vos, por último, uma listagem de actividades que a criança nesta faixa etária certamente achará interessantes e nas quais poderão (e deverão) participar os pais:

- Jogos de memória;
- Recorte e colagem (papel picado, grãos, contas);
- Confeccionar colares;
- Pintar com os dedos e/ou com o pincel;
- Fazer jogos de mimicas;
- Dançar;
- Fazer corridas num parque;
- Reconhecer e nomear partes do seu corpo e dos outros;
- Brincar com água, terra, argila,areia, barro;
- Reconhecer os sabores;
- Reconhecer as temperaturas;
- Fazer pequenos teatros e construir fantoches com pasta de papel, novelos de lã, botões, etc;
- Representar, por meio de gestos, sem utilização de objectos,: o fechar portas, calçar sapatos, receber uma visita, cozinhar, lavar, etc.
- Andar ao mesmo tempo que se equilibra um objecto na mão, na cabeça, etc (por exemplo, o jogo do ovo na colher);
- Brincadeiras com bolas e balões para desenvolver a percepção tridimensional, a percepção de distância e a orientação espacial;
- Ensinar a criança a identificar as roupas que usa e os diferentes passos no processo de vestir e despir;
- Imitar o pulo do sapo e do coelho, o som do macaco, o peixe a nadar, a minhoca a arrastar-se e outros sons de animais conhecidos;
- Desenhar um caracol no chão: a criança deverá andar em cima da linha, no sentido de ir e voltar;
- Conversar muito com a criança, aproveitando todos os momentos.

Bibliografia:

Brazelton, T.B. & Sparrow, J.D. (2003). A criança dos três aos seis anos: o desenvolvimento emocional e do comportamento. Editorial Presença.

Diz que é uma espécie de fonte…na sala!

A seguinte sequência de acções teve lugar na sala e teve como personagem principal a Joana e como personagens secundárias a mãe, uma garrafa meia cheia de água e o copo de água da Joana.


Primeiro passo: tirar a tampa da garrafa...


Mãe, segura na garrafa que eu vou enchê-la (ainda mais)



Bingo, estamos a conseguir!



Tampinhas, para o meu lado: tampinha da garrafa primeiro, depois a tampa do copo. Sim, as duas lado a lado!

quarta-feira, 24 de Junho de 2009

O bebé e a música

A música pode ter efeitos muito positivos no seu bebé. Se nunca pensou nisso muito a sério, saiba que a música é fundamental no desenvolvimento de estímulos para os bebés.
Certamente já ouviu falar da musicoterapia, o encontro do som e da música com a harmonia, exercendo efeitos terapêuticos às crianças. “O encanto da música com efeitos sedativos é provocado pelas canções de embalar, cantadas pelas mães ao adormecer os seus bebés.
O som faz parte do meio que nos rodeia, é absorvido desde o nascimento, ou mesmo antes, com a memória do ritmo do coração materno, produzindo uma sensação de segurança e bem-estar”, fundamenta a Dra. Cláudia Madeira. Se a leitora costumava cantar ao seu bebé enquanto ele ainda estava na sua barriga, nunca deixe de o fazer.
Ele certamente identificará os “acordes” da sua voz. “Através do som, o ser humano poderá alcançar um auto-conhecimento que permite dar e receber, sobretudo agora, num mundo sem tempo, podendo partilhar e tornar-se presente no desenvolvimento dos seus filhos”.


A partir de que idade a música é importante para o desenvolvimento de um bebé?
A música é importante desde a vida intra-uterina, devendo esta ser utilizada durante a gravidez e proceder num continuum após o nascimento. Está provado que as mães que ouvem música específica durante a gravidez e mantêm a sua prática no pós-natal, têm crianças que apresentam níveis de inteligência e de capacidade de aprendizagem superiores às crianças que não mantêm a prática da música.

Qual a importância da música no crescimento de bebés dos seis aos doze meses?
Tal como disse anteriormente, os resultados adquiridos por um bebé que é acompanhado com a música permite sem dúvida favorecer o seu desenvolvimento, quer cognitivo, quer afectivo, despertando-o para as emoções.

Gostaria que me descrevesse os cursos que lecciona e que se relacionam com a musicoterapia? Onde podem os pais frequentá-los?
O Baby Music é um curso de música para bebés, personalizado e exclusivo, especialmente desenvolvido pela Psy HealthyLife e por profissionais com especialização em musicoterapia. Os cursos são desenvolvidos num espaço próprio que estimula a criança e os seus sentidos, com jogos interactivos e afectivos, sempre através da junção do som com o comportamento e a relação com os outros.
O objectivo é que os pais aprendam a como utilizar a música com os filhos no seu meio familiar, começando eles a sentir a música de quando eram bebés. Os cursos de música para bebés dependem da sua idade, sendo disponibilizados diferentes cursos consoante as faixas etárias. Actualmente, os cursos são desenvolvidos na Clínica das Conchas, podendo efectuar a inscrição neste local.

Quais os tipos de estímulos desenvolvidos pela música para os bebés?
Os cursos e workshops de música para bebés têm por objectivo sensibilizar o Ser Humano para a importância do desenvolvimento afectivo através do som e do toque, mas sobretudo, para a importância do desenvolvimento da interacção e competências relacionais.

Como é que os pais podem proporcionar concertos de músicas para bebés em suas casas?
Nos dias de hoje, o tempo escasseia, é utilizado no trabalho e no investimento individual e quando se trata de partilhar, é com dificuldade que esta partilha se sente com afecto e emoções. Existem compensações materiais, mas afectivas… Assim, através da música e da massagem, esta “falha” é compensada, promovendo quer o desenvolvimento individual das crianças e dos adultos, quer do seu relacionamento. E é para ajudar os pais que estes cursos são desenvolvidos, ensinando-os a procurar as suas crianças e a partilhar as emoções.

Que tipo de música é recomendado para crianças pequenas? Existem diferentes estilos consoante as faixas etárias dos bebés?
Não são apenas os sons que podem ser diferentes, mas também a forma como são utilizados e com que objectivo. O facto de desenvolver cursos com idades diferentes está associado precisamente com esta situação, podendo corresponder às diferentes capacidades do bebé, consoante a sua idade e estádio de desenvolvimento infantil.

Como é que os bebés comunicam através da música?
A comunicação é fundamental na relação com o ser humano, daí ser explorada e desenvolvida nos cursos de música para bebés. Esta comunicação, muitas vezes difícil de partilhar entre os adultos, é expressada com gestos, escolhas, brinquedos, objectos e atitudes das crianças e não apenas com a fala. E é com os gestos que podemos abraçar e aprender que partilhar as emoções faz crescer uma criança saudável e com um sorriso para o mundo.

A porta de casa

A Joana já conhece a porta do prédio onde moramos. Sempre que estacionamos na rua, ela encaminha-se para a entrada do prédio e, se estiver ao colo, quer tocar nas campainhas todas. Fantástica é a ginástica que eu tenho que fazer para que ela não chegue aos botões enquanto eu abro a porta de entrada! Já em frente à porta de casa, eu deixo-a tocar à campainha e, no hall, dou-lhe o telefone para fazer de conta que ela está a abrir a porta de entrada do prédio. Mal o pai chega a casa, é ela a fechar a porta com um "Iá tá!" para depois se lançar nos braços dele com os beijinhos da praxe!

terça-feira, 23 de Junho de 2009

Portal das Escolas

O Portal das Escolas, representado pelo site www.portaldasescolas.pt é um dos projectos-chave do Plano Tecnológico da Educação, destinando-se a toda a comunidade educativa pré-escolar e dos ensinos básico e secundário. A apresentação oficinal do referido portal ocorreu hoje, dia 22 de Junho, na Fundação Centro Cultural de Belém.

No Portal das Escolas, docentes, alunos, pais e encarregados de educação poderão ter acesso a serviços personalizados e a noticias de relevo sobre a educação em geral.


A visitar!

Novas regras para parques infantis a partir de 19 de Junho

Os parques infantis vão ter de estar vedados e ter barreiras que limitem a passagem junto aos baloiços a partir de Junho.O diploma publicado durante o mês de Maio em Diário da República, que complementa um outro publicado em 1997, visa reforçar a segurança das crianças nos espaços de jogos e recreio, estabelecendo regras e obrigações às entidades responsáveis pelos espaços, quanto às condições de vigilância e de informação e em relação às condições físicas.A partir de 19 de Junho passa a ser obrigatória a existência de «uma vedação ou outra barreira física» que delimite os parques infantis e impõem-se soluções técnicas que limitem a passagem juntos dos baloiços e outros equipamentos que incluam balanço com vista a reduzir o risco de acidentes.

Qé e aúm qé!

A Joana já diz da sua justiça: quer ou não quer. Por ora, impera o "aúm qé!", uma vez que a fase do negativismo, caracteristica dos 2 anos, começa a imperar. No entanto, estamos a tentar contrariar o não, inserindo mais vezes no nosso discurso a palavra "Sim". E a Joana lá vai repetindo com um "Xim". Assim, em vez de um "Joana, não atires com o boneco, ele fica com dói-dói", por exemplo, dizemos "Joana, faz assim…" (e demonstramos como colocar o boneco devagarinho no chão). "Agora tenta fazer como a mamã fez", e a Joana reproduz a acção, ainda que muitas vezes a sua "paixão brutal" prevaleça!

segunda-feira, 22 de Junho de 2009

O sono do bebé

Li, há dias, um artigo muito interessante, da autoria do pediatra norte-americano William Sears, sobre o sono do bebé. Decidi partilhá-lo com vocês, adaptando-o e enriquecendo-o com informações adicionais.Deixo-vos igualmente a homepage, deveras interessante, deste pediatra para que possam consultar este e outros temas: http://www.askdrsears.com/

Segundo William Sears, existem 5 princípios sobre o sono do bebé que deveremos considerar:

1. Como é que os bebés adormecem: quantas vezes nós estamos a embalar ou a amamentar o nosso filho quando reparamos que as pálpebras dele começam a fechar-se, em sinal de sono? Quando a Joana era pequenina, ela adormecia muitas vezes aninhada no meu colo e, mal a deitava na alcofa, ela abria os olhos e despertava. Parece que adivinhava que iria sair do meu colo. Umas semanas mais tarde, estava eu a ler o livro do pediatra Mário Cordeiro (“O grande livro do bebé”), quando me deparo com um dado curioso: é natural que o bebé desperte se o deitarmos na sua caminha ou alcofa antes de passarem cerca de 20 minutos depois de adormecer. E porquê? Porque antes deste período, o bebé ainda está no chamado sono leve, em que qualquer movimento o desperta. Tentei este método com a Joana e resultou. Agora, viremo-nos para o ritual nocturno: neste caso, urge acrescentarmos mais 20 minutos aos 20 minutos iniciais. É quase uma hora mas o que sucede é que muitas vezes pensamos que o bebé já está a dormir, deitamo-lo e ele acorda. O que é que significa? Que temos que voltar ao ponto zero novamente. Por isso, para os bebés mais pequeninos, vale a pena experimentarmos este método.Paralelamente, há bebés que precisam dos pais para dormir, outros que são colocados na sua caminha ainda acordados e adormecem por si. Nenhum bebé é igual ao outro e o facto dele adormecer ou não sozinho ou de acordar mais ou menos vezes, depende do seu temperamento e dos seus ciclos de sono: de facto, os bebés mais sensíveis tendem a demorar mais tempo a adormecer, enquanto que os bebés mais calmos conciliam melhor o sono. Para além disso, há bebés que caem num sono profundo mais rapidamente do que outros, ultrapassando com relativa brevidade os 20 minutos de sono leve.E para os bebés que acordam várias vezes durante a noite? Vejamos os pontos seguintes;

2. Os bebés têm ciclos de sono mais curtos do que um adulto e há bebés cujos ciclos de sono são interrompidos por despertares nocturnos. Façam a seguinte experiência: permaneçam junto à caminha do bebé enquanto ele dorme. Cerca de uma hora depois dele ter adormecido, ele começa a encolher-se, vira-se, as suas pálpebras mexem, esboça um sorriso, a respiração torna-se irregular, os seus músculos contraem-se. O bebé está a entrar na fase de sono leve. O tempo de transição entre o sono profundo e o sono leve é um período vulnerável durante o qual muitos bebés acordam se houver algum estímulo desconfortável ou irritante, como fome ou ruido. Se o bebé não acordar, ele permanecerá neste período de sono leve durante os próximos 10 minutos e retorna novamente ao sono profundo. Os ciclos de sono dos adultos (passagem de sono leve para profundo e depois de volta ao sono leve) duram em média 90 minutos. Os ciclos de sono dos bebés é mais curto, durando 50 a 60 minutos. Assim sendo, é natural que alguns bebés despertem algumas vezes durante a noite. Quando o bebé entra no ciclo de sono leve, o que poderemos fazer é colocar uma mão carinhosamente nas costas dele e cantar-lhe uma canção, baixinho, fazer-lhe festinhas na cabeça ou sussurrar um ligeiro “Shhh” (mas não perto do ouvido do bebé). Assim, será pouco provável o bebé acordar durante a transição de ciclos de sono. Alguns bebés "auto-suficientes" podem superar o período vulnerável sem despertarem completamente e se eles acordam, podem voltar ao sono profundo sozinhos. Outros bebés não. O mais importante é mantermos uma atitude calma, positiva, reconfortante para o bebé, mesmo que acordemos várias vezes durante a noite e mesmo que, no dia seguinte, tenhamos que ir trabalhar, como é aliás, a realidade mais comum entre nós, pais. Se acordarmos mal-dispostos, contrariados, acabamos por passar este estado de espírito para o bebé que, em vez de relaxar, vai ficar estimulado (pela negativa), demorando ainda mais tempo para adormecer;

3. Acordar durante a noite traz benefícios à sobrevivência do bebé. Nos primeiros meses de vida, as necessidades do bebé estão no limite máximo, mas a sua habilidade em comunicá-las é mínima. Suponhamos que um bebé permanece profundamente adormecido durante a maior parte da noite. Algumas necessidades básicas não iriam ser satisfeitas. Os bebés de tenra idade têm estômagos diminutos e o leite materno é digerido muito rapidamente. Se o estímulo de fome do bebé não o acordasse facilmente, isso não seria bom para a sobrevivência dele. Se um nariz entupido e uma dificuldade respiratória, ou um ambiente frio o incomodassem e o estado de sono estivesse tão profundo que ele não pudesse comunicar tais necessidades, a sobrevivência dessa criança estaria em jogo...

4. Acordar durante a noite tem os seus benefícios em termos de desenvolvimento. Pesquisadores do sono acreditam que os bebés dormem de forma mais "inteligente" do que os adultos. Eles teorizam que o sono leve ajuda o cérebro a desenvolver-se porque este não descansa durante o sono REM. De facto, o fluxo sanguíneo até o cérebro quase duplica durante o sono REM (este aumento de fluxo sanguíneo é particularmente evidente na área do cérebro que controla automaticamente a respiração). Durante o sono REM o corpo aumenta a sua produção de certas proteínas nervosas, os "tijolos" de construção do cérebro. Acredita-se que a aprendizagem também ocorra durante o estágio activo de sono. O cérebro pode usar esse momento para processar informações adquiridas enquanto desperto, armazenando o que é benéfico ao indivíduo e descartando o que não é. Alguns pesquisadores do sono acreditam que o sono REM age para auto-estimular o cérebro em desenvolvimento, facultando imagens benéficas que promovem o desenvolvimento mental. Durante o estágio de sono leve, os centros mais elevados do cérebro permanecem em funcionamento, mas durante o sono profundo esses centros “desligam-se” e o bebé é “mantido” através dos centros inferiores do seu cérebro. É possível que durante o estágio de crescimento rápido do cérebro (o cérebro dos bebés cresce até cerca de 70% do volume adulto durante os primeiros 2 anos), o cérebro precise de continuar a funcionar durante o sono para desenvolver-se. É interessante notar que os bebés prematuros passam ainda mais tempo do seu sono (aproximadamente 90%) em REM, talvez para acelerar o crescimento cerebral. Como podemos ver, o período da vida em que os bebés dormem mais e o seu cérebro se desenvolve mais rapidamente é também aquele em predomina o sono activo.

5. À medida que crescem, os bebés atingem a maturidade do sono. “Tudo bem, mas quando é que o bebé vai dormir a noite toda?”, podemos perguntar-nos. Segundo o pediatra William Sears, a idade na qual os bebés se acomodam (isto é quando eles adormecem rapidamente e permanecem adormecidos), varia enormemente. Alguns adormecem facilmente, mas não permanecem adormecidos. Outros adormecem com dificuldade mas permanecem adormecidos. Outros bebés, pura e simplesmente, lutam vezes sem conta contra o sono, acabando por adormecer por exaustão. Nos primeiros 3 meses de vida, os bebés raramente dormem por mais que 4 horas seguidas sem precisarem de uma mamada por causa dos seus pequenos estômagos. Mesmo assim, eles dormem cerca de 14 a 18 horas por dia. Entre os 3 e os 6 meses de idade, a maioria dos bebés começa a acomodar-se. Eles estão acordados por períodos maiores durante o dia e alguns podem até dormir 5 horas seguidas durante a noite. Entre os 3 e os 6 meses, importa estarmos preparados para um ou dois despertares durante a noite. No entanto, vamos verificar que o período de sono profundo vai aumentar: os períodos vulneráveis para acordar durante a noite diminuem e os bebés são capazes de entrar num sono profundo mais rapidamente. A isto chamamos de maturidade do sono. Há uma variação entre os bebés sobre quando eles amadurecem para esses padrões de sono semelhantes ao dos adultos. Entretanto, apesar dos bebés atingirem essa maturidade do sono entre a segunda metade do primeiro ano de vida, muitos ainda acordam. Que causas poderão estar por detrás desses despertares? Estímulos dolorosos, como constipações e o nascimento dos primeiros dentes; saltos desenvolvimentais, como gatinhar e caminhar; ansiedade de separação e pesadelos ou um dia demasiadamente estimulante.
Para os bebés mais crescidos, que não gostem de dormir no escuro, podemos usar uma luz de presença azul, que é a cor mais relaxante para eles, segundo a pediatra Márcia Hallinan, do Laboratório do Sono da Universidade Federal de São Paulo.Relembrando algumas estratégias desenvolvidas por Tracy Hogg, uma enfermeira pediátrica, cujo livro recomendo ("Secrets of th baby whisperer"), entre os 6 e os 9 meses de idade, quando o bebé acorda, podemos adoptar o método “Levantar/Deitar”. Isto é, quando o bebé desperta, nós vamos ao seu quarto. Normalmente, encontramo-lo de pé, agarrado às grades da caminha. O que fazemos é, sem tirar o bebé da cama, levantá-lo e voltar a deitá-lo. Ele pode protestar, chorar mas o facto de repetirmos esta acção as vezes que forem necessárias (sem levantar o bebé da cama, excepto, claro está, se ele tiver a fralda molhada), faculta ao bebé uma sensação de segurança e, ao mesmo tempo, de determinação por parte dos pais quanto à necessidade do bebé dormir. É importante não cedermos, apesar de nem sempre ser fácil. Sobretudo quando, no dia seguinte, temos que nos levantar cedo para irmos trabalhar. Mas posso garantir-vos, por experiência pessoal, que resulta. A Joana acorda, em média, duas vezes por noite.Habitualmente tem fome e o que eu faço e deitá-la novamente e dar-lhe um biberon. Ela adormece rapidamente. Nunca a levanto da cama, excepto quando tem a fralda molhada ou quando está com febre e preciso de lhe colocar um Ben-u-ron. Experimentem esta táctica com os vossos filhos, mais renitentes em adormecer novamente. Podem passar por uma semana menos fácil mas verão os frutos da vossa persistência.

Que experiências têm relativamente ao sono dos vossos filhos?
Eles adormecem facilmente?
Acordam muitas vezes durante a noite?
Que estratégias utilizam?

Sofia, Pedro, mamã, papá

Ontem começamos a ensinar à Joana os nossos próprios nomes. Uma vez que ela já sabe (e muito bem!) quem é a Joana, experimentamos mostrar-lhe a sonoridade dos nossos nomes. Assim, durante a muda de uma fralda, foi este mais ou menos o diálogo que se desenrolou:
Eu: “Joana, onde está a mamã?”
Joana: “’Tá aqui!” (e aponta para mim)
Eu: “E o papá, onde está?”
Joana: “’Tá ‘li!” (e aponta para o pai, um bocadinho mais afastado)
Eu: “Joana, a mamã é Sofia. Sofia”
A Joana fica a olhar muito admirada para mim.
Eu (a apontar para mim mesma): “Sofia”
Joana: “’ia” (e riu-se)
Eu: “Boa! Sofia. A mamã é Sofia, tu és a Joana”.
Novo olhar admirado por parte da Joana.
Pai: “E o papá? Onde está?”
Joana: “’Tá aqui!” (e aponta para o pai que entretanto se aproximou)
Pai: “O papá é Pedro. Pedro”
Joana admirada. Mexe no laçarote na sua camisa.
Eu: “Onde está o papá Pedro?”
A Joana fica a olhar para mim, chave-mestra da resposta!
Até que estende o dedo em direcção ao meu peito e diz: “Mamã!”Ora nem mais: Sofia? Pedro? Mas quem são esses?! Tu és a mamã e ponto final. O papá é o papá. Mas, já agora...eu posso ser a Joana :-)

domingo, 21 de Junho de 2009

"Mana!"

E a Joana disse da sua justiça :-)
Fica registado, filha, daqui a uns anitos pensaremos no assunto!

Bem-vindo, Verão!

Trás calor, mas não muito, sim?!

Regressamos ao Twitter!

Twitter, estamos de volta, poderás encontrar-nos na barra lateral direita deste blog!

sábado, 20 de Junho de 2009

É desta que vai colocar o seu bebé a dormir sozinho?

É uma das inquietações de muitos casais e é uma preocupação eminente nos primeiros meses de vida do bebé. Quando é que se deve colocar o bebé a dormir sozinho no seu quarto? É muito cedo ou já é tarde? Será que vai ter medo? E se acorda de noite? Estas e outras dúvidas geram o adiamento da atitude de colocar o seu filho a dormir sozinho. Para facilitar a sua decisão, a Dra. Cláudia Madeira, psicóloga clínica, dá-lhe a conhecer as vantagens deste importante passo.


A partir de que idade é que os bebés devem ser colocados a dormir no seu próprio quarto?
É benéfico que as crianças sejam colocadas no seu próprio quarto a partir dos 6 meses de idade. Caso a mudança seja mais tarde, mais difícil será para os pais e para a própria criança, pois terá de criar novas rotinas e de se habituar a novos ambientes. Por vezes, os pais optam por adiar a mudança, pelo facto de causar sofrimento, mas sendo mais tarde, a mesma poderá reagir mais e ter alterações no sono.

Na sua opinião, porque é que acha que os pais evitam esta decisão e retardam a opção dos filhotes ficarem a dormir no seu próprio quarto?
Na maioria das vezes, deve-se ao facto da criança ser ainda muito pequenina, mas ocorre mais quando é um primeiro filho. De qualquer forma a “não mudança” pode estar associada a factores de insegurança, assim como em gerir a separação.

Quais as vantagens para os pais e para os bebés desta decisão?
As vantagens são mútuas, uma vez que é inevitável a mudança, logo, esta deverá ser o mais cedo possível (4 meses de idade) para que o sofrimento para ambos seja o menor possível. O facto da criança passar a ter o seu próprio quarto permite criar mais autonomia, assim como a implementação de rituais do adormecer sozinha. Caso a criança mude de quarto mais tarde poderá ter mais dificuldades, pois estando habituada a um outro ambiente, sentirá mais diferenças e a adaptação poderá ser mais exigente, quer para a criança, quer para os pais, uma vez que esta poderá chorar e até chamá-los por se sentir sozinha.

Que conselhos práticos pode dar aos pais para os ajudar a colocar os filhos a dormirem sozinhos?
Numa fase inicial, podem estar com a criança até adormecer, sempre procurando criar rituais do adormecer. A posteriori, poderão aguardar até que a criança comece a ter sono e, na fase final, bastará colocar a criança na sua cama que ela irá adormecer sozinha. Basicamente, devem ir reduzindo a sua presença progressivamente, até que a criança já tenha a sua própria autonomia.

Que desvantagens pode trazer para o bebé o adiamento regular desta decisão?
Como disse anteriormente, existem timings ideais e recomendados, o que não significa que sejam cumpridos. Após os 6 meses de idade, a criança terá mais dificuldade em se adaptar ao novo espaço, assim como em regularizar os seus hábitos. Se a criança mudar de quarto muito mais tarde, o nível de dependência poderá ser ainda maior, levando inclusivamente à rejeição do quarto.
Nesta situação, a criança pode começar a manifestar alterações do apetite e do sono, choro frequente, entre outras alterações do comportamento. Sendo um período de difícil gestão, muitas vezes os pais levam a criança para o seu quarto. No entanto,é uma atitude que não modifica o comportamento, pois mantém as atitudes apelativas.
Assim, como podemos perceber, mesmo que a mudança aos 6 meses possa causar alguma ansiedade e sofrimento, são sofrimentos, na maioria das vezes menores do que quando a criança muda de quarto mais tarde. Nessa altura os pais têm de voltar a ensinar as rotinas do sono neste novo espaço,.

Considera adequado que muitos pais coloquem os filhos a dormir na sua cama, no meio deles? Quais as desvantagens deste comportamento?
É um procedimento mais comum do que seria esperado, tendo como consequência uma maior dependência dos pais, da própria cama e do ambiente onde dormem, para além de dificultar mais tarde a mudança para o seu quarto. Se nos referirmos aos primeiros tempos de vida do bebé, não é de todo recomendado, dado o risco de poderem magoar o bebé de forma inesperada.


Fonte: Revista Bebé Saúde

A estrear: palavras desembrulhadas

" Bolo" = Bolo (gulosa!)

"Ubuá" = Avião (sempre que vê um no céu, aponta ou então, quando ouve o seu barulho, olha para o céu à procura do avião);

"Abuá" = Água (no fim, solta um "Aaahhh!", de satisfação);

"Uchu" = Urso (conheceu o Winnie de Pooh!);

"Pao" = Pão (adora, sobretudo torradas!);

"Ixo" = Lixo (e já sabe pôr coisas no sitio: o que deve e o que não deve!);

"Axá" = Chupeta

Os pés mais fofos do Verão...

São estes!

sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Escolher um desporto

Os pais devem resistir à tentação de colocar os filhos na modalidade que eles próprios preferem e até de serem eles mesmos a fomentar o espírito competitivo nas idades mais precoces.


Roberto, de 10 anos gostava de jogar futebol. Por isso, os pais quando descobriram um clube próximo da sua residência, trataram de o inscrever. Os treinos começaram. Pouco depois iniciaram-se jogos com outras equipas. Roberto nem sempre era escolhido para jogar e foi acabando por ficar mais e mais tempo no banco. Ao fim de alguns meses começou a inventar desculpas para não ir aos treinos e quis mesmo desistir da prática do jogo que tanto o apaixonava. A desmotivação e a tristeza eram evidentes e preocupavam os pais, que não percebiam o que estava a acontecer.Esta história, infelizmente frequente, mostra uma orientação da prática desportiva precoce para a competição. Os que vão mostrando mais competências para a modalidade são mais estimulados e recebem mais tempo de atenção, participando também mais nos jogos de competição, enquanto os outros são alvo de menos reforço e ajuda, não tendo, por conseguinte, as mesmas oportunidades de evolução nem de participação nesses jogos. Contudo, a prática desportiva pode e deve contribuir para todos os participantes melhorarem as suas competências desportivas e sociais (relacionamento com os outros, cooperação, liderança, perseverança, por exemplo) e adquirirem um estilo de vida activo e saudável que se enraíze e se mantenha no futuro. A vertente competitiva não deve, consequentemente, predominar nas fases iniciais da participação desportiva, sob pena de haver jovens que sejam marginalizados, se sintam excluídos e acabem por desistir.Investigadores na área do desporto definiram três grandes etapas para o desenvolvimento da carreira desportiva dos jovens:

- Etapa da experiência desportiva diversificada (6-12 anos) É uma fase de experimentação, fundamentalmente lúdica, em que predominam as actividades de jogo, sem aspectos de selecção nem orientação competitiva para os resultados. O ideal seria as crianças experimentarem diversas modalidades. A socialização é muito importante: o jovem precisa de se integrar no grupo e de se sentir bem, de aprender a respeitar regras, de encontrar desafios adequados a si, entre outros aspectos. Curiosamente, a investigação tem mostrado que a maior parte dos praticantes de alto nível, na sua infância, tiveram a oportunidade de explorar várias actividades desportivas dessa forma lúdica. Este facto aponta o carácter lúdico e a diversidade de actividades como sendo mais importantes para o alto rendimento futuro do que a prática precoce e especializada de uma modalidade com orientação muito competitiva.

- Etapa da especialização desportiva (13-15 anos) Se o jovem teve oportunidade de desenvolver diversas actividades desportivas, neste momento vai reduzi-las a uma ou duas. O início da especialização implica uma actividade mais orientada para a exercitação de habilidades específicas da modalidade. Contudo, continua a dominar o princípio da inclusão, ou seja, de dar a todos igual oportunidade de participação. Desta forma, a prática lúdica articula-se com a prática mais séria. A competição tem o papel de contribuir para aplicar e testar as aprendizagens e para um maior empenho dos atletas nos treinos, sem excluir os que mostram menos rendimento.

- Etapa do investimento (dos 16 anos em diante) Nesta idade, quem pretende enveredar pela via do alto rendimento precisa de trabalhar em profundidade o carácter específico da modalidade, aumentando também o tempo semanal de treino, o que requer um investimento sério e comprometido. Isto não implica que os restantes jovens deixem de praticar desporto. Fá-lo-ão com outros objectivos: lúdico, manutenção da forma física, convívio, por exemplo. Distinguem-se dos primeiros por quererem continuar a praticar desporto, numa perspectiva de participação competitiva sem visar o alto rendimento.Como escolher então uma modalidade ou uma instituição para a prática do desporto dos filhos? Deve ser tida em conta a sua idade, os seus gostos pessoais e as características da etapa em que cada um se encontra. Uma pesquisa na área de residência e uma conversa com os dirigentes e os treinadores podem esclarecer os objectivos e a orientação que atribuem ao trabalho desportivo. Feita a escolha, será conveniente que os pais assistam aos treinos e jogos, principalmente nas idades mais precoces. Além de motivarem os filhos, poderão verificar se o trabalho desenvolvido pelos técnicos corresponde ou não às expectativas. Os pais devem resistir à tentação de colocar os filhos na modalidade que eles próprios preferem e até de serem eles mesmos a fomentar o espírito competitivo nas idades mais precoces.

Bibliografia:Fraser-Thomas, J. L., Côté, J.; Deakin, J. (2005). Youth sport programs: an avenue to foster positive youth development. Physical Education and Sport Pedagogy, 10, 19-40.

Do contra?!

- Joana, vamos comer?

- Aúm! (e diz que não com a cabeça)


- Joana, vamos tomar banho?


- Aúm! (e diz que não com a cabeça)


- Joana vamos vestir?


- Aúm! (e diz que não com a cabeça)


- Joana, vamos dormir?


- Aúm! (e diz que não com a cabeça)



O negativismo está a instalar-se! Ou será que já se instalou de armas e bagagens?!

quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Padre moderno

Hoje, ao fim da tarde, tivemos a primeira reunião com o padre da paróquia da nossa área de residência pois iremos pedir transferência de paróquia para efeitos do baptizado da Joana, que não se irá realizar na cidade de Lisboa.
Depois de preenchermos dois formulários, a secretária encaminhou-nos para o gabinete do "Senhor Padre". Entramos. A sala estava na penumbra. Sentado a uma secretária o Padre. Relativamente jovem. A fumar. Com uma lata de coca-cola em cima da mesa. Numa mesa de apoio, um portátil aberto, na homepage da HP. Reparando na minha cara de "desagrado surpreendido" face ao ambiente de fumo que se respirava, apressou-se a apagar o cigarro. Fez-nos algumas perguntas: se tinhamos sido baptizados, se tiveramos a primeira comunhão e o crisma; onde é que estudamos; se casamos ou não pela igreja; o que representava, para nós, a Joana e, por último, o que entendiamos por baptizado.
Não gostei do Padre. Pareceu-me muito "laissez-faire" no modo como "dissecava" as nossas respostas mas, sobretudo, fiquei desconcertada com a cortina de fumo naquela sala. Não tanto por mim, mais pela Joana...
Pela frente temos mais duas reuniões: uma sobre o baptizado e outra sobre a comunhão para e com Deus...a data, essa, já está definida. O local também. E ainda bem que pedimos a transferência de paróquia pois não estou a ver aquele Padre a fazer o baptizado da Joana...

A alimentação e a obesidade infantis

Até há bem pouco tempo, as crianças gordinhas eram sinónimo de saúde e de vitalidade. Contudo, esta visão tem vindo a sofrer algumas alterações, sobretudo devido à crescente consciencialização, por parte das famílias portuguesas, da existência e predomínio da obesidade infantil, num grau cada vez mais precoce. Com efeito, estima-se que, a nível nacio­nal, 31,5% das crianças entre os 9 e os 16 anos são obesas ou sofrem de excesso de peso. Um outro dado aponta para o facto de que, em pais obesos, há aproximadamente 50% de possibilidades dos filhos virem a sofrer do mesmo problema. Assim, e de um modo geral, existem dois factores que parecem influenciar mais fortemente as hipóteses de uma criança obesa se tornar num adulto obeso: a idade da criança e o facto da criança ter ou não um ou ambos os pais obesos. A maioria dos estudos sobre a temática diz-nos que não é linear que uma criança de idade inferior a 3 anos, acima da média na variável “peso”, seja obesa em adulta. Contudo, depois dos 6 anos, as hipóteses da criança com excesso de peso se tornar obesa aumentam exponencialmente pelo que se defende que o período ideal para se tratar a obesidade infantil é entre os 3 e os 9 anos de idade, altura em que é mais provável que o problema, se não for tratado, persista. Para além disso, é nesta faixa etária que os pais têm mais influência na dieta alimentar e actividades físicas da criança. Também na alimentação, a criança reproduz os comportamentos que observa dos seus modelos preferenciais, os seus pais. Se estes tiverem uma alimentação fortemente à base de fritos, com escassa ingestão de legumes e frutas, com que legitimidade é que poderão dizer à criança que deve ingerir tudo aquilo que eles próprios não o fazem?! Segundo a OMS, a obesidade corresponde a um excesso de gordura corporal acumulada no tecido adiposo, com implicações para a saúde (aumento das patologias cardiovasculares, aumento da diabetes tipo 2, aumento do colesterol, da incidência de AVC’s e da hipertensão arterial, entre outros exemplos). E por implicações na saúde entende-se igualmente o posterior “culto da magreza” que faz com que muitos/as adolescentes obesos/as iniciem dietas paupérrimas em termos nutricionais, acabando por cair no pólo oposto da obesidade, com as implicações negativas que daí advêm. Segundo a nutricionista Fabiana Curvelo e igualmente de acordo com a Dra Carla Rego, pediatra e investigadora da faculdade de Medicina da Universidade do Porto, quando diagnosticamos excesso de peso ou obesidade numa criança, é necessário iniciarmos um Programa Alimentar, com base na Pirâmide de Alimentos. É um erro afirmar que a criança necessita de iniciar uma dieta porque, ao contrário do que muitos pais pensam, dieta não significa restrição alimentar.Uma dieta equilibrada é aquela que contém porções adequadas de diferentes alimentos, com o objectivo de satisfazer as necessidades de nutrientes de um determinado indivíduo em crescimento. O que sucede, no excesso de peso, é que o regime alimentar é inadequado para as necessidades da pessoa e isso pode reflectir-se através do excesso ou falta de peso e ou nutrientes. Assim, num primeiro plano, podemos medir e pesar a criança e determinar o seu IMC, dividindo o seu peso (em kg) pelo quadrado da sua altura (em metros): [IMC = Peso/(altura x altura)]. De acordo com a nutricionista Paula Veloso, achado o valor de IMC, é necessário compará-lo numa tabela apropriada "Percentis de Índice de Massa Corporal em Função da Idade". Se a criança tiver um ligeiro excesso de peso, muitas vezes basta aumentar a sua actividade física para que o mesmo estabilize ou desça. Em fases de crescimento activo, é muito fácil reverter este processo se se intervier atempadamente, uma vez que o aumento rápido da estatura, não acompanhado por um aumento de peso, poderá, por si só, normalizar o IMC. Mas em muitos outros casos não chega aumentar apenas a actividade física uma vez que esta não é feita diariamente e os (maus) hábitos alimentares são diários, contribuindo para uma ingestão de calorias muito superior às necessidades e gastos da criança.Se o aumento de peso se deve a um desequilíbrio energético, em que as calorias que entram são superiores às que "saem", para o corrigir é preciso por um lado ingerir menos e por outro queimar mais calorias. O que fazer então? Está comprovado cientificamente que não tomar o pequeno-almoço contribui, para além de menores índices de atenção e rendimento escolares, para uma ingestão pouco controlada de alimentos durante o resto do dia, e tendencialmente de grande densidade calórica.O pequeno-almoço é obrigatório para grandes e pequenos. Quando os pais não dão o exemplo, é normal que os filhos não o façam também! Se não houver muita fome logo ao acordar, podem levar para comer pelo caminho um iogurte ou um pacote de leite e uma banana, por exemplo, por serem fáceis de transportar.Se o intervalo entre o pequeno-almoço e o almoço for superior a três horas, é obrigatório comer qualquer coisa a meio da manhã. Qualquer coisa no sentido de ser pouco, não a primeira coisa que nos aparecer à frente. Meio pão ou um pão (conforme a idade) com queijo, compota ou fiambre, bolachas tipo Maria, torrada, água e sal ou integral, uma peça de fruta ou um sumo de fruta natural (nada de refrigerantes!), um copo de leite ou um iogurte são boas opções.A água deve ser o líquido de eleição. Os refrigerantes engordam e não tiram a sede. Podemos igualmente “controlar” o que as crianças comem na escola através de senhas de alimentos pré-compradas, que muitas escolas já possuem.Importa não ter em casa alimentos ricos em calorias e pobres para a saúde: batatas fritas, aperitivos salgados e cheios de gordura, sumos que não sejam 100%, chocolates, gomas, etc. Paralelamente, urge não irmos às compras com fome. Fazer uma lista e não levar as crianças são igualmente excelentes opções. No entanto, se as crianças nos acompanharem, há que resistir aos pedidos suscitados pela publicidade. Podemos oferecer-lhe um ou dois desses alimentos ao fim-de-semana para que percebam que não devem ser consumidos diariamente mas que não são proibidos.As crianças poderão fazer dois pequenos lanches durante a tarde, desde que o intervalo entre o almoço e o jantar seja superior a seis horas. Poderão ter uma composição semelhante à da merenda da manhã.Nas refeições principais, pais e filhos devem começar por comer um prato de sopa de legumes. Com muito volume e poucas calorias, é o alimento ideal para saciar sem engordar. O segundo prato, seguramente mais calórico, já não terá tanto espaço...Poderão também comer a fruta antes da sopa. Aproveitando a altura de maior apetite, é uma boa maneira de fazer com que as crianças a comam ao mesmo tempo que vão ficando saciadas.Por último, programemos actividades fisicas conjuntas com os nossos filhos: caminhar, andar de bicicleta, jogar ténis ou badmínton, dançar...


Em casa, também podemos colocar os miúdos a mexer recorrendo às seguintes estratégias:

• Brincadeiras com bolas saltitonas de borracha, balões, raquetas de pingue-pongue, que não causam estragos;

• Kits de «bowling», à escala «caseira»;

• Enquanto são pequenos, entre os 2 e os 4 anos, deixe-os saltar em cima do colchão da cama (caso não tenham problemas respiratórios);

• «Luta» de almofadas (caso não tenham problemas respiratórios);

• Jogo do «elástico» ou jogo portátil da «macaca».

Os padrões de alimentação e as fases de desenvolvimento

De acordo com o pediatra norte-americano T. Berry Brazelton, nas seis primeiras semanas de vida é o bebé quem estabelece o horário das mamadas, apresentando estas um padrão relativamente regular (de três em três horas, sensivelmente). Do ponto de vista nutricional, os bebés não precisam de alimentos sólidos antes dos 6 meses de idade. Efectivamente, só depois dos 3 meses é que o bebé aprende a engolir. Antes disso, ele limita-se a chupar os alimentos, não os engolindo eficazmente. Contudo, por volta dos 4 ou 5 meses, muitos já precisam de sólidos, para os ajudarem a dormir a noite toda ou para aguentarem entre duas refeições durante o dia. Se o bebé já consegue comer só de quatro em quatro horas e se já dorme oito horas seguidas de noite, e depois muda para intervalos mais curtos, é melhor experimentar os alimentos sólidos. Só o leite pode já não ser suficiente para satisfazer as suas necessidades. Cerca dos oito meses, o bebé está apto a usar a sua competência de agarrar em pinça – com o polegar e o indicador. Se dermos dois ou três bocadinhos de comida mole quando o bebé está à mesa – para que ele possa tocar-lhes, agarrá-los, sujar-se e levá-los à boca – ele irá deliciar-se com esta descoberta. Continuará a ocupar-se destes pedacinhos de comida durante cerca de uma hora, de tal forma que se sente recompensado por esta sensação de dominar os seus próprios alimentos. Urge deixar a criança comer sozinha para o final do primeiro ano de vida; caso contrário, ao ano de idade, ela começará a cuspir a comida, como se estivesse a dizer: “Quero ser independente e comer sozinho”. Com um ano, a criança deve estar apta a comer com os dedos. Engolirá facilmente bocadinhos que consegue mastigar com as gengivas. Se eles forem muito grumosos ou duros, poderá engasgar-se; por isso, certifiquemo-nos de que são suficientemente moles. Começará também nessa altura a recusar determinados alimentos – num mês legumes, noutro carne, noutro ovos. Mais uma vez, está a querer dizer que precisa de sentir que é ela quem controla as refeições, que já é capaz de decidir o que quer comer. Antes dos 16 meses a criança não será capaz de dominar um garfo ou uma colher; por isso, precisa de ter liberdade para escolher os bocadinhos que apanha do prato. Os pais devem dar-lhe bocadinhos da sua própria comida, excepto se forem duros ou muito condimentados. Se ela não quiser comer e tecer uma birra, podemos dizer-lhe: “Não faz mal. Podes comer isso noutra altura”. Urge nunca forçar a criança para comer. Pessoalmente, penso que o forçar é fonte de ansiedade, para a criança e para os pais, sendo que, em refeições futuras, a criança irá facilmente rejeitar a ingestão pacifica de alimentos. O que é suposto ser um momento familiar, de prazer, transforma-se numa desnecessária guerra de nervos. Uma criança com cerca de um ano caracteriza-se por múltiplas recusas, negativismo, birras, para ver até onde pode ir. No campo da alimentação, ela quererá comer sempre aquilo que não tem na altura. O que poderemos nós dizer? Algo como: “É o que temos agora. A mãe dá-te iogurte com bolacha na próxima refeição”. Muitos bebés não gostam de legumes no segundo ano de vida. Colorir o prato é uma boa estratégia! Se procuram receitas e estratégias para que o/a vosso/a filho/a se sinta mais aliciado a comer legumes, aconselho-vos este livro, com receitas interessantes e ricas, para bebés e crianças dos 4 meses aos 3 anos de idade:



(“1,2,3 uma colher de cada vez”, da autoria de João Breda e Maria Antónia Peças, Editora: Difel.) Poderão igualmente visitar este site: http://pequenada.com/artigos/como-convencer-pequenada-comer-legumes.

Por volta dos 4 ou 5 anos, se as refeições não se tornarem um cavalo de batalha, a criança começará a experimentar novos alimentos, passando para a tal “dieta equilibrada”. No que respeita às boas maneiras à mesa, esqueçamo-las até ao terceiro ou quarto ano de vida. Não é por lhe dizer: “Come isto, come aquilo” que a criança vai comer. Contudo, é bom estabelecer limites firmes quanto à quantidade de comida que atira ao chão ou espalha à sua volta. Quando a criança é particularmente negativa, será preferível dar-lhe apenas dois bocadinhos de cada vez. Quando ela começar a esfregá-los na mesa ou a atirá-los para o chão, há que pôr termo à refeição. Importa não darmos nada para comer nos intervalos, se queremos que ela aprenda as regras. As crianças de quatro ou cinco anos já poderão comer qualquer coisa entre as refeições, quando já tiverem entrado na rotina de três refeições por dia: um iogurte, uma peça de fruta, uma fatia de pão integral com queijo ou fiambre, por exemplo.

A titulo exemplificativo, eis o peso médio, em meninos e meninas, até ao primeiro ano de vida. Este peso médio poderá servir de linha de orientação para a evolução do peso da criança em idades posteriores:

1 mês Meninos: 4,2 Kg; Meninas: 4 Kg

2 meses Meninos:5 Kg; Meninas: 4,8 Kg

3 meses Meninos: 5,7 Kg; Meninas: 5,5 Kg

4 meses Meninos: 6,3 Kg; Meninas: 6,1 Kg

5 meses Meninos: 6,9 Kg; Meninas: 6,7 Kg

6 meses Meninos: 7,5 Kg; Meninas: 7,3 Kg

7 meses Meninos: 8 kg; Meninas: 7,7 Kg

8 meses Meninos: 8,4 Kg; Meninas: 8,2 Kg

9 meses Meninos: 8,9 Kg; Meninas: 8,6 Kg

10 meses Meninos: 9,3 Kg; Meninas: 9,1 Kg

11 meses Meninos: 9,6 Kg; Meninas: 9,4 Kg

12 meses Meninos: 10,1 Kg; Meninas: 9,8 Kg.

Até aos 24 meses e se desejarem consultar a linha de percentil dos vossos filhos relativamente aos parâmetros peso, estatura e perímetro cefálico, poderão recorrer a este link: http://www.elbebe.com/index.php/es/servicios/percentiles

A diversificação alimentar

A Joana iniciou a sua diversificação alimentar aos 4 meses, com a papa. De acordo com a Prof.ª Ana Neto, pediatra da Joana e autora do livro “Conheça melhor o seu bebé” (Editora Temas&Debates), a papa é escolhida como primeiro alimento sólido principalmente porque é um alimento enriquecido em ferro mas também porque a adaptação ao sabor é mais fácil. Raramente, alguns pediatras preferem recomendar a sopa como primeiro alimento sólido, particularmente nas crianças com excesso de peso. Recorde-se que cada novo alimento vai substituir uma refeição de leite. Por outro lado, o número total de refeições diárias diminui. Durante o regime exclusivamente lácteo, é habitual o bebé fazer seis refeições por dia, mas, com a introdução da papa e da sopa, é habitual fazer apenas cinco ou quatro refeições. A papa sem glúten é a mais utilizada para iniciar a diversificação alimentar. Esta papa, porque já contém leite, é reconstituída com água fervida. Também existem papas não lácteas sem glúten que podem ser utilizadas nesta fase mas, porque não contêm leite, têm de ser reconstituídas com o leite habitual do bebé. Neste caso, deveremos preparar primeiro o leite e depois a papa. A primeira papa deverá ser constituída apenas por um cereal, como arroz ou milho, pois o risco de alergia é menor. A sua consistência deve ser cremosa sem ser muito espessa. Posteriormente, poderemos oferecer ao bebé papas com diversos cereais e frutos. De facto, é bom variar de papa para estimular o paladar da criança. Pelos seis ou sete meses, a papa pode conter glúten. O glúten é uma proteína existente no trigo e está provado que a sua introdução precoce na dieta da criança origina maior incidência de intolerância. Muitas farinhas para lactentes contêm iogurte, laranja ou bolacha, alimentos que são desaconselhados tão cedo, causando confusão nos pais. Por isso, importa esclarecermos que, apesar desses ingredientes estarem nas farinhas de forma modificada, chamada “hidrolisada”, devem ser administrados mais tarde. Depois da criança estar adaptada à papa, cerca de quinze dias após a sua introdução, podemos iniciar a sopa de legumes, que vai substituir outra refeição de leite. A primeira sopa deve ser simples, constituída apenas por água, batata, cenoura e cebola. Depois da sopa cozinhada e triturada por forma a obter-se uma textura homogénea, podemos juntar um fio de azeite. É comum o bebé comer cerca de 150cc de sopa ou duas conchas. Durante o primeiro ano de vida, não devermos adicionar sal à sopa da criança. Se a criança tiver dificuldade em se adaptar ao sabor da sopa, podemos substituir a batata por batata doce e a cenoura por abóbora, por exemplo. Cerca de quatro dias depois desta sopa simples, podemos adicionar progressivamente outros legumes tais como alface, feijão verde, alho francês, aipo, nabiça, abóbora e alho. Legumes ricos em nitratos como os espinafres, agriões, chuchu e beterraba não devem ser dados antes dos seis meses. Há legumes que podem causar flatulência, como a couve portuguesa, a couve flor e o nabo, pelo que devem ser introduzidos mais perto dos oito ou nove meses de idade. As leguminosas, como ervilhas, feijão seco ou grão, e o tomate não devem integrar a dieta antes dos doze meses. A introdução de novos alimentos deve ser faseada, com intervalos de quatro dias, e devemos oferecer um alimento novo de cada vez. Entre os oito e os nove meses, o bebé pode comer duas sopas por dia, uma com legumes e carne e outra apenas com legumes, pois não deveremos exagerar na quantidade diária de proteínas de origem animal. A sopa deve ser cozinhada em utensílios de inox ou esmalte, podendo ser congelada, imediatamente após a sua preparação. Na criança que iniciou a alimentação sólida aos quatro meses, a carne é introduzida por volta dos cinco meses, ou seja, quinze dias depois de ter iniciado a sopa de legumes. Inicialmente cozinha-se a sopa de legumes com a carne, a qual se retira no final da cozedura. Neste caso, não se adiciona azeite pois a carne já contém gordura. Cerca de quatro dias depois, já se oferece a carne ao bebé. Então, cozinha-se a carne e a sopa de legumes separadamente. Depois dos legumes cozidos, retira-se a quantidade que se vai dar ao bebé, cerca de duas conchas, e junta-se a esta porção 20grs de carne cozida. Tritura-se então esta mistura até obter uma sopa homogénea. Antes de oferecer a sopa ao bebé podemos juntar um fio de azeite, uma vez que a sopa não tem a gordura da cozedura da carne. Nesta idade, o bebé deve incluir na sua alimentação carne branca e/ou magra, como frango ou peru, borrego ou vitela. Mais tarde, pelos nove meses, podemos dar também coelho ou avestruz. A carne de porco não deve ser oferecida antes dos dois anos de idade e deve ser sempre bem passada. A fruta, fonte de vitaminas, é o próximo alimento a introduzir, geralmente um mês depois da carne. No nosso país, esta sequência é adoptada pela generalidade dos pediatras mas em alguns países europeus, a fruta é iniciada antes da carne. A fruta deve ser fresca, madura e oferecida crua, pois deste modo as vitaminas nela contidas são melhor aproveitadas pelo organismo. Deve-se começar pela banana, maçã ou pêra. A fruta deve ser dada como sobremesa, depois da sopa. A conhecida papa de fruta não é suficientemente nutritiva para constituir uma refeição, mesmo que lhe adicionemos bolacha. Porém, quando o bebé começar o iogurte, podemos misturar-lhe fruta e dar como lanche. Em relação a outras frutas, é importante não dar citrinos nem pêssegos antes dos doze meses, nem morangos e kiwis antes dos dezoito meses, por serem frutos altamente alergizantes. Antes do ano de vida, podemos variar na fruta, com melão, uva, ameixa, melancia, papaia, manga, consoante a época do ano. Entre os frutos tropicais, a papaia é muito útil nos bebés obstipados, podendo ser introduzida logo pelos seis meses. O iogurte é introduzido entre os oito e os dez meses de idade em substituição ou alternando com uma refeição de leite ou papa. Nesta idade, o iogurte deve ser natural. Como o sabor pode desagradar ao bebé por ser mais ácido, podemos misturar fruta natural. Por outro lado, existem no mercado iogurtes naturais feitos à base de leite para lactentes, que são correctos para a alimentação do bebé, apesar de conterem adoçante. Urge nunca adicionar mel ou açúcar ao iogurte: o açúcar porque é um erro alimentar. O mel porque pode conter uma bactéria responsável por uma doença grave, o botulismo. Os iogurtes com sabores devem ser introduzidos mais perto do ano de idade e os famosos “suissinhos” apenas no segundo ano. O peixe pode ser introduzido na dieta pelos nove meses de idade nas crianças sem risco alergénico. O peixe, previamente cozido, é adicionado à sopa de legumes do bebé. Depois de passarmos a sopa e obtermos um creme homogéneo, podemos adicionar um fio de azeite, à semelhança do que sucedeu para a sopa de carne. O peixe pode ser fresco ou congelado e entre a pescada, linguado, solha, dourada, robalo, besugo e tamboril, a escolha é livre. Inicialmente, deveremos evitar os peixes mais gordos, como o salmão e o cherne, embora estes peixes contenham uma gordura saudável. Quando a criança começa a comer a sopa com peixe, a sua alimentação diária inclui duas sopas de legumes, uma com carne e outra com peixe. Na criança saudável, a gema de ovo pode ser oferecida pelos dez ou onze meses de idade. Inicialmente, deveremos dar apenas meia gema e não mais que duas vezes por semana. Este alimento tem um elevado teor de colesterol, razão pela qual não se deve dar com maior frequência. A gema é dada como alternativa à carne, ou seja, duas vezes por semana, em vez da carne podemos adicionar a gema de ovo à sopa de legumes. Alguns bebés não gostam do sabor da gema: neste caso, é importante não insistirmos. Depois dos doze meses de idade, podemos dar o ovo inteiro, gema e clara (a clara é introduzida mais tarde porque é mais alergizante). Durante o período exclusivo de leite, a quantidade de água de que o bebé necessita diariamente é fornecida pelo leite, tanto materno como artificial. A excepção são os períodos de calor excessivo em que a criança transpira mais. Mesmo quando os pais oferecem água ao bebé, é habitual ele rejeitar porque o sabor é menos agradável que o do leite. Todavia, aquando da diversificação alimentar, as refeições passam a ser mais sólidas, sendo adequado dar água ao bebé, que bebe se sentir necessidade. A água deve ser oferecida no intervalo das refeições, a fim de não prejudicar o apetite para os principais nutrientes. Até aos seis meses, a água deve ser fervida. Quanto à questão “água engarrafada versus água da torneira”: se a água canalizada da região onde os pais habitam é própria para consumo deve preferir-se a água da torneira. Na região de Lisboa, esta água é rica em cálcio e este mineral é importante para o crescimento da criança. Noutras regiões, é rica em ferro, o que também é bom para o bebé. Por outro lado, a maioria das águas engarrafadas são ácidas, pobres em cálcio e outras contêm sais minerais em excesso para um bebé. Contudo, podem ser uma alternativa nos locais onde a água da torneira seja muito salobra.

Algumas recomendações:

- Os vegetais não devem ser preparados com muita antecedência nem deixados em água porque perdem qualidades nutritivas;
- Quanto à conservação dos alimentos no frigorifico, importa mantê-los em caixas separadas e hermeticamente fechadas;
- Os legumes e a fruta devem ser refrigerados nos receptáculos inferiores e de preferência separados;

- Os alimentos cozinhados devem ser guardados nas prateleiras superiores enquanto os alimentos crús devem ser guardados nas prateleiras inferiores cuja temperatura é mais baixa;

- Ao congelar alimentos, podemos assinalar na caixa a data de congelação. Por outro lado, devemos iniciar a congelação antes dos alimentos arrefecerem por completo para evitar o desenvolvimento de bactérias;

- Podemos congelar leite materno mas ao fim de 15 dias no congelador ele perde o teor em constituintes imunológicos;

- O melhor material para congelar alimentos ou mantê-los refrigerados é o vidro, porque é totalmente inerte, ou seja, não tem reacção com o alimento;

- Podemos aquecer a sopa congelada no micro-ondas. Pessoalmente, o que eu faço com as sopas da Joana é retirar, logo pela mamã, uma dose de sopa congelada e deixá-la a descongelar no frigorifico. À noite, aqueço-a durante 30 segundos no micro-ondas. Retiro o recipiente, mexo a sopa muito bem (para evitar os pontos frios e os quentes) e aqueço durante mais 10 segundos.

Em suma, algumas atitudes para uma alimentação saudável:

· Aumentar o consumo de frutas, vegetais e grãos integrais;

· Diminuir o consumo de gorduras animais, que são fonte de colesterol;

· Diminuir o consumo de açúcar refinado;

· Diminuir o consumo de sal e de alimentos ricos em sódio;

· Evitar o stress pois este pode aumentar a sensação de fome;

· Evitar ingerir líquidos durante as refeições;

· Evitar o excesso de condimentos como ketchup, mostarda, maionese;

· Os produtos “Diet” e “Light” escondem, frequentemente calorias;

· Estimular a criança e a família a práticas de exercício físico com regularidade e orientação;

· Fazer as refeições em locais tranquilos, sem música alta ou televisão ligada;

· Estimular a criança a preparar os seus próprios alimentos principalmente lanches para levar para a escola;

· Mastigar bem os alimentos.

E, olhando para a pirâmide que ilustra este texto, porque não adoptá-la de um modo progressivo no seio das nossas famílias?

Ai a princesa!

A Joana adora ser elogiada, como qualquer princesa digna desse titulo! É dizer-lhe "Ai que linda!" ou "Mas que princesa mais bonita!" que a Joana inclina a cabeça para um dos lados, ri-se e, se tiver algo no cabelo, coloca a mão no mesmo para o compôr ainda mais!
Ou então coloca um dos pés em biquinho e meneia-se de um lado para o outro.

No canto superior esquerdo podem vê-la com uma "coroa" que mais não é do que uma bandolete larga, cor-de-creme, que eu usei durante os últimos meses de gravidez!

quarta-feira, 17 de Junho de 2009

A mesada

Quando deverá ensinar o seu filho a dar a devida importância ao dinheiro? Quando começar?O ideal é começar a mesada quando a criança já interage com algum tipo de consumo, ou seja quando for para a escola e utilizar a cantina. A idade varia de acordo com a realidade da criança, costuma acontecer por volta dos 6 anos, quando ela tem também uma noção básica da matemática.
Quanto deverá dar? Os pais devem explicar para que serve o dinheiro. Se quiser aplicar esta teoria da boa matemática é relacionar a idade do filho à mesada. Se ele tiver 10 anos, pode ganhar 10 euros por semana por exemplo! Se o mais novo barafustar é só justificar: o irmão mais velho tem mais responsabilidades.


Poupar nos dias de hoje é preciso

Os pais devem estimular nos filhos a noção da importância de poupar. Guardar as moedas no porquinho é o ideal para guardar dinheiro para um brinquedo caro ou uma viagem. Se sobrar dinheiro no fim do mês ou se os avós lhe deram umas moedinhas diga que o guarde!


Abelhas recicladas

Sim, sim, leram bem!

O que fazer a estes rolos? Ou, melhor, com estes rolos?!




Eles têm uso, para quê deitá-los fora? Vamos lá então:



Pegamos numa cartolinha amarela e cortamos ecrãs de papel correspondentes ao tamanho de cada rolo.



Para cada ecrã de papel, com o auxilio de uma régua, traçamos linhas pretas.



Colorimos, linha sim, linha não, formando assim as listas das abelhas.


Colamos cada ecrã de papel a cada rolo.

Vamos desenhar as carinhas das abelhas? Pegamos na mesma cartolina amarela e desenhamos circulos com um diâmetro ligeiramente superior ao do rolo.

Desenhamos a cara de cada abelha. Eu optei por desenhar os olhos, o nariz, a boca e algumas sardas. Colocamos a carinha no topo do rolo.

As antenas das abelhas, feitas com quadradinhos de papel, pintados com o mesmo marcador preto.

Destino final das abelhas recicladas? Furei-as com o auxilio de uma agulha, coloquei um fio através do corpo de cada uma e pendurei-as num arco macio, em meia lua, num dos cantos de brincadeira da Joana. Ela adora mexer nas abelhas, imprimindo-lhes movimento, como se elas estivessem a voar!

terça-feira, 16 de Junho de 2009

Arrumações

Os temas de psicologia infantil irão ser mudados para este blog. Penso que fará mais sentido integrá-los aqui, de facto.
Paralelamente, irei criar um novo blog (também no blogspot), que se irá debruçar sobre assuntos quotidianos. Assim, tudo o que esteja relacionado com parentalidade e com crianças estará reunido aqui e os assuntos que também fazem parte do nosso dia-a-dia (noticias, vivências, relações, entre outros temas) ficarão num segundo blog, de natureza mais generalista.
Estaremos, pois, também aqui:
www.baleiadetrapos.blogspot.com


Até já!

Bomba de energia

Lembram-se da anjinha que abria uma boca de leoa para comer às refeições? E da pimpolha que adormecia por volta das 19:30/20:00? Pois, pois…já estão a imaginar o cenário, não é? Esta fofura em pessoa, durante a semana passada (sim, a dos feriados!), transformou-se numa autêntica bomba de energia. Salta, pula, arruma, desarruma, faz birra, dá abraços e beijos, sobe para o sofá, desce, corre pelo corredor, seduz-nos com os jogos do esconde-esconde, pega num livro, pega noutro, aterra no nosso colo para uma sessão intensiva de cócegas…ginásio melhor do que este não existe!

Com toda esta catadupa de actividade, tivemos que regressar às vitaminas VI-Dailin. Ontem. É que a Joana, à hora das refeições, começou a fazer "biquinho". Na creche ainda vai comendo, sobretudo porque tem a modelagem por parte dos amiguinhos, mas em casa, pois, é outra história...e não me parece que "caras feias e carrancudas" durante as refeições seja uma boa metodologia.


Quanto ao sono, parece-nos que a Joana quer adiar ao máximo a hora de ir para a cama. O que não pode ser. Um bocadinho mais tarde, sim, de acordo. Ela está mais crescida, já não é propriamente bebé. Mas temos que definir e seguir um horário pré-estabelecido de deitar: 21:00. Tal como acontece com as refeições: 19:00/20:00. São as tais rotinas securizantes. Para nós mas sobretudo para a Joana. Ela rabuja, franze o sobrolho, quer ser ela a dirigir a orquestra mas, por ora, ela só pode tocar os instrumentos mais pequeninos. Com o tempo aventurar-se-á nos mais complexos! E, no fundo, nós também. Porque educar é uma tarefa mas também um desafio. O desafio de fazer o melhor. Todos os dias. Se bem que por vezes o melhor venha acompanhado de muitas perguntas!

segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Gravidez na adolescência

O Ponto de Apoio à Vida (PAV), Instituição Particular de Solidariedade Social apoia adolescentes e mulheres grávidas em dificuldade. Aqui, podemos encontrar uma equipa multidisciplinar que garante, todos os dias, um projecto de vida a cada uma das mães que recorre aos serviços do PAV.
Esta Instituição existe desde 1998 e “surgiu por altura do primeiro referendo acerca do aborto. Algumas pessoas particulares, na altura muito ligadas ao movimento do Não, decidiram fazer qualquer coisa de concreto para ajudar grávidas em dificuldades”, explica Mara Mota, Directora Técnica e assistente social do PAV. O nome não poderia ter sido melhor escolhido pois através desta IPSS, muitas das adolescentes que engravidam sem ter auxílio familiar ou capacidade económica para criarem os seus filhos, encontram aqui todo um apoio para a vida.
Nesta IPSS, prestamos “apoio social, psicológico, ao nível da inserção profissional, damos formação num gabinete externo que temos e também na Casa de Santa Isabel que é a casa de acolhimento para as grávidas e os seus bebés”, salienta Mara Mota. O apoio na prática é dado em duas vertentes. “Para aquelas que estão numa situação de risco e de uma emergência extrema, que não têm resposta na família ou na comunidade, proporcionamos o acolhimento na Casa de Santa Isabel.
Todas as restantes, que têm problemáticas diversas mas que têm um local onde ficar, são acompanhadas no Gabinete de Apoio Externo, situado no Lumiar”. Estas jovens são normalmente referenciadas por diversos serviços, como o Tribunal de Família de Menores, as Comissões de Menores, os Serviços de Segurança Social, a Santa Casa, os hospitais e outras instituições paralelas.


Uma casa cheia de vida

“De um modo geral, as jovens entram grávidas e podem ficar na Casa de Santa Isabel até dois anos depois dos bebés nascerem mas esse tempo é sempre relativo e é analisado caso a caso. Se recebermos uma mãe adolescente com 15 anos, por exemplo, passados dois anos, dificilmente vamos conseguir autonomizá-la. Nesses casos, apostamos muito numa formação profissional.
Ao passo que se recebermos uma mulher com mais de 20 anos que, depois de ter o bebé, consiga ser inserida no mercado de trabalho, inscrever o seu bebé na creche e ter o apoio da família, poderá sair da instituição em menos de dois anos. Varia bastante, consoante os casos e da história de vida das mães”, fundamenta Mara Mota. O PAV conta com uma equipa multidisciplinar composta por assistentes sociais, psicóloga, técnica de inserção profissional e a directora da Casa de Santa Isabel, que funciona como a “mãe” da Casa.
Tem ainda o apoio de monitoras que trabalham na casa de acolhimento em regime de 24 horas pois são elas que acompanham as mães e as crianças de um modo muito particular. Conforme explica a Directora Técnica desta IPSS, “nesta casa, são as mães que cuidam dos seus bebés, que confeccionam as refeições, que asseguram as tarefas domésticas e são elas que fazem tudo na prática como se estivessem na sua própria casa, sempre com a supervisão das monitoras que prestam esse acompanhamento mais directo”.
Para além do apoio social, psicológico e ao nível de inserção escolar ou profissional (dependendo da idade das mães), o PAV também dá formação. “Esta é uma área que faz parte do nosso projecto educativo e que presta informação, não só na área dos cuidados maternos e da preparação para o parto, durante a gravidez, mas também na formação humana, relacionada com o corpo da própria mulher, da sexualidade, numa perspectiva muito individualizada, no sentido de valorizar cada uma das meninas e das mulheres que aqui nos chegam”, explica Mara Mota.

Delinear projectos de vida

Eis um dos principais objectivos desta IPSS. Quando uma adolescente grávida chega à Instituição, são-lhe proporcionadas as condições necessárias para o nascimento do seu bebé e são trabalhadas as competências pessoais, sociais e profissionais. “Nós delineamos um projecto de vida em conjunto com as futuras mães para que se consigam autonomizar. No entanto, não conseguimos fazer este trabalho sozinhos, pelo que temos de recorrer a Instituições da comunidade local.
Podem surgir algumas dificuldades em autonomizar estas mulheres porque algumas delas são ilegais, têm um acesso dificultado ao mercado de trabalho e em relação às creches, as respostas relativas a equipamentos de infância - aqui na área da Grande Lisboa – não são suficientes para as necessidades. Inserir as mulheres no mercado de trabalho e as crianças nas creches dificulta muito a concretização do projecto de vida destas mães.
Tentamos depois contornar estas situações pedindo alguns auxílios e trabalhando com várias parcerias”, esclarece Mara Mota. As grávidas acolhidas na Casa de Santa Isabel têm o seu filho no Hospital Dona Estefânia pois é esse o hospital da área geográfica de referência. “É nesse hospital que as grávidas fazem a vigilância da gravidez, onde os bebés nascem e onde é feito o seguimento pós-parto”.
Em termos da pediatria, os bebés são acompanhados no Centro de Saúde da Graça, mais concretamente, na Unidade de Saúde do Castelo. Por outro lado, as grávidas e os bebés que vivem na Casa de Santa Isabel podem também contar com médicos de várias especialidades, que trabalham em regime de voluntariado e a quem podem recorrer, no caso de alguma urgência.

Antecedentes dramáticos

Apesar de não ser especialista na matéria, a assistente social da Casa de Santa Isabel diz-nos que o facto de ainda existirem muitas grávidas adolescentes no nosso País “poderá estar relacionado com a vivência familiar de cada uma delas, pois a família é a base de tudo. Julgo que passa muito pela educação que as adolescentes têm hoje em dia, com a forma como vivem a sexualidade, a falta de valores que existe cada vez mais na nossa sociedade, a agravar com a crise e com as dificuldades económicas.
Muitas destas jovens, quando engravidam, procuram muito uma compensação afectiva para as fragilidades que possuem. Tudo isto junto, provavelmente, estará por trás de uma gravidez na adolescência. Esta é apenas uma opinião pessoal baseada no trabalho do dia-a-dia”. Outra das características destes grupos de risco relaciona-se com a disfuncionalidade familiar e com o abandono dos pais das crianças.
“Uma grande maioria destas jovens tem ou teve problemas familiares, que se agravam com a gravidez. Estamos a falar de famílias com dificuldades económicas, em que existe desemprego, conflitos familiares, situações de violência doméstica e carências de vária ordem, afectando a harmonia da própria família e colocando a gravidez em risco”, exemplifica Mara Mota. “Os pais dos bebés, na sua maioria, não assumem as suas responsabilidades. Alguns deles chegam a registar as crianças mas pouco mais. São as mães que enfrentam todo este processo sozinhas”, explica Mara Mota.

A Casa de Santa Isabel em números

Desde 2003 foram acolhidas:
- 52 mães
- 49 crianças (bebés e irmãos)
- 37 das quais nasceram durante o período de acolhimento das mães

Contactos:

Rua Poço do Borratém, nº41 1100-408 Lisboa

Tel: 218 800 630 / 916 378 872 Fax: 218 821 553

Está grávida? Não sabe a quem recorrer? Não hesite e ligue gratuitamente para o 800 20 80 90

O PAV em números

“No ano que passou, acompanhámos 268 mães que vieram pela primeira vez ao Gabinete de Apoio Externo. Este número tem vindo a aumentar todos os anos e desde 1998 (data em que a instituição teve o seu início) já passaram pelo PAV mais de 1500 mães, explica Mara Mota”.

Contactos:

PAV – Ponto de Apoio à Vida Rua Raúl Mesnier du Ponsard, nº 10. 1750-243 Lisboa

Tel: 217 589 818 Fax: 217 570 941


Site. www.pav.org.pt

Fonte: Sapo Bebé in http://familia.sapo.pt/gravidez/emocoes/mae_ideal/985597.html

A diferença

Ontem deliciei-me a ler excertos da pré-publicação do livro “Cromossoma do Amor”, da autoria de uma conhecia figura pública, excertos esses publicados numa revista. A Trissomia 21 é o tema nuclear, norteado igualmente pela negação inicial mas também por um amor visceral, brutal, que se sente por um filho, e pela determinação em reconhecer, aceitar a potenciar a diferença. Adorei ler este testemunho na primeira pessoa. Sincero, sem fantasias, terra-a-terra. Regressei, ainda que por momentos, a um trabalho de seminário que fiz no âmbito da minha licenciatura, precisamente sobre a Trissomia 21 e também no contacto que tive com cinco meninos portadores de Síndrome de Down. Todos eles com a sua personalidade. Todos eles meigos. Eufóricos e ávidos de participar nas actividades que eu e o meu grupo de trabalho desenvolvemos com eles. A disputarem o primeiro abraço quando o último dia de convívio conjunto chegou ao fim. Aqui e ali uma lágrima teimosa de prolongar, nem que fosse por mais um minuto, o diálogo entre todos.
Na altura, este trabalho foi, para mim, (mais) uma lição de vida, sobretudo por me ter permitido desmontar e reconstruir o conceito e uma realidade com o nome de Trissomia 21. Apesar de reconhecer que todas as conquistas destas crianças requerem muita paciência, persistência e determinação. Que os pais têm preocupações e angústias acrescidas com estas crianças, nomeadamente a nível de autonomia futura e aceitação por parte de uma sociedade que ainda aborda a Trissomia 21 com demasiados preciosismos.
A frase que mais me marcou ao longo das páginas que li foi a de que as crianças portadoras de Síndrome de Down são atrasadas mentais. Esta frase leva, de mim, um redondo e sonoro “Não!”. Talvez revele, isso sim, o atraso de algumas mentes mais discriminatórias. As crianças portadoras de Trissomia 21 têm um défice intelectual, indubitavelmente, que varia em grau. São diferentes. São eternas crianças, por mais traços adultos que vão adquirindo ao longo dos anos. E o facto das suas conquistas (intelectuais, sociais, físicas, emocionais, de autonomia, etc) terem um timing distinto não faz delas “atrasadas mentais”. Esta expressão é de tal forma pejorativa...remete estas crianças para o rótulo de “coitadinhas”, de “incapazes”, de “menos que...”. Nada disso! Estimuladas com programas próprios (nomeadamente os programas de intervenção precoce), estas crianças dispõem de um potencial imenso que, não raras as vezes, não é aproveitado na sua totalidade. E, dado curioso, sabiam que estas crianças são detentoras de um extraordinário sentido de companheirismo, dedicação e reconhecimento, por vezes mais do que as crianças ditas “normais”?
Faz-me pensar.
Como é que as nossas próprias mães viveram a sua gravidez? Antes de eu nascer, por exemplo, não havia os meios de diagnóstico pré-natais que hoje existem. O que seria aguardar durante nove meses para saber se o bebé era ou não “perfeito”? Diz-me a minha mãe que a primeira coisa que fez quando acordou da cesariana por anestesia geral foi contar todos os meus dedos! Lembro-me igualmente de uma colega de trabalho da minha mãe ter tido uma menina com Síndrome de Down. Para os pais foi um violento embate. Como educar uma criança diferente numa sociedade que, sejamos honestos, evita olhar de frente para estas crianças e para os seus pais? “Ah...sinto muito...”.
Faz-me pensar.
Hoje em dia, com os rastreios e exames suplementares que conseguem detectar, com grande precisão, anomalias genéticas várias, o que leva uma mãe a prosseguir uma gravidez sabendo que trás dentro de si uma criança portadora de Trissomia 21, por exemplo? Ou o que levará uma mãe, apesar de ter obtido um resultado positivo para Síndrome de Down no rastreio pré-natal, a não efectuar uma amniocensente? E se, na sala da creche, jardim de infância ou escola do nosso filho, houver uma criança portadora de Trissomia 21. Qual será a nossa reacção? Temeríamos pelo “progresso” da turma ou apoiaríamos a ideia de que é respeitando a diferença (em toda a abrangência do conceito) que todos crescemos saudavelmente? Porque é que as revistas e portais dedicados a crianças, que anunciam alegremente a possibilidade de vermos o nosso filho na capa da revista ou eleito o bebé do mês, raramente (se é que nunca) elegem imagens de crianças diferentes? Crianças com Trissomia 21. Crianças com o Síndrome do X frágil. Crianças com hidrocefalia. Crianças com Spina Bifida. Crianças com Perturbações do Espectro Autista...porquê? Será por fugir do protótipo de bebé “bonito”, “perfeito”, “harmonioso”? Ou será porque a diferença (ainda) inquieta?
Faz-me pensar...

domingo, 14 de Junho de 2009

Fraldas reutilizáveis vs fraldas descartáveis vs fraldas de pano

Qual a vossa opinião, experiências, sugestões sobre o tema?

Tudo o que estiver ao nosso alcance...

A Bia nasceu cinco dias depois da Joana, sendo que sempre acompanhei a mamã Margarida durante os meses de gravidez. Infelizmente, esta mamã está a passar por um periodo deveras dificil: às cinco semanas de gestação perdeu o seu bebé, fez no passado dia 11 seis meses.

Imagino a dor insuportável de perder um filho. Imagino que não seja nada, nada fácil trabalharmos este luto. Por isso, queridas mamãs, peço-vos que acarinhem muito a mamã Margarida. Ela está a precisar muito do nosso apoio. Poderão visitar o seu blog em http://nosnossoscoracoes.blogspot.com/.


Obrigada!

Opa, miminho bom!

Recebemos este miminho da mamã da Gabriela (http://diariodeumainfancia.blogspot.com/), a quem muito agradecemos o carinho. Vocês são fenomenais!

Queremos dedicá-lo a todas vocês que nos acompanham. Vá, upa, toca a levar o miminho para os vossos blogs!

sábado, 13 de Junho de 2009

Banco público de células estaminais será anunciado este mês

A ministra da Saúde, Ana Jorge, garantiu hoje que "já há lugar" para o banco público de células estaminais e acrescentou que a localização será anunciada ainda este mês.
"Já há lugar para o banco de células estaminais", referiu Ana Jorge, lembrando que o primeiro-ministro tinha prometido que o banco seria anunciado no decorrer do primeiro semestre de 2009.
"Neste momento, estamos exactamente na fase final e antes de acabar o semestre será anunciado qual o local onde fica", disse ainda.


Fonte: Agência Lusa

Quando os pais não estão de acordo

Sai a nossa primeira discussão de como educar o nosso filho. Quantos pais pensam de forma diferente da mãe? O conflito de autoridade é normal entre pai e mãe. Mas a discordância aberta traz prejuízos para o filho e para o casal. Depois do segundo filho nascer, o trabalho também se tornou o dobrou, óbvio. Dar atenção, educar e impor limites a duas crianças é muito complicado. Para ter sucesso, todas as mães precisam de se impor como autoridade. Já é difícil dizer “não”, imagine, então, quando a mãe diz “não” e o pai diz “sim”...está familiarizado com o filme presumo!O pai continua a ver pouco os filhos e hoje quer passar uma imagem diferente do seu pai(antipático e autoritário) , por isso "larga" a função paterna e torna-se o amigo, o companheiro das brincadeiras!A mãe fica como a má da fita assim que castiga! O conflito de autoridade é um dos grandes problemas de qualquer processo que envolva a educação. O problema não é a discordância em si mas dizer totalmente o contrário do outro à frente da criança, pois essa atitude mostra aos filhos que as diferenças individuais do pai e da mãe sobrepõem-se à tarefa comum entre eles, que é a de lhes transmitirem valores, algo que deve ser mais forte que as diferenças. Estas desautorizações explícitas causam danos aos filhos, sim, principalmente aos que têm entre 3 e 5 anos de idade, período em que a criança está numa passagem crucial de transferir o respeito às leis familiares para o respeito às leis sociais (escola, por exemplo). Ter um exemplo de desrespeito em casa não é um bom começo...É importante que o filho perceba uma relação de respeito entre os pais, principalmente do pai para a mãe, por vários motivos. O relacionamento do casal será uma referência para as futuras relações amorosas da criança, além de ser muito importante para a fixação do papel da mulher, seja para um menino como para uma menina. Claro que o pai e a mãe não precisam de ser unânimes em tudo. Não faz mal mostrar ao seu filho que, às vezes, podem pensar de forma diferente. O importante é ter um acordo sobre os princípios educativos básicos, quer os pais estejam juntos ou separados. Também não faz mal que os filhos descubram que os seus pais podem enganar-se e errar. Voltar atrás, pedir desculpas ou rever uma decisão não vai retirar autoridade do pai ou da mãe; pelo contrário, só reforça o sentido de respeito. E o papel do pai é, sim, ajudar a mãe nesse processo todo.

Fonte: DoBebé in http://www.dobebe.com/familia/53/696-educar-quando-o-pai-nao-concorda-com-a-mae.html

Giro!


As marchas populares


"O dia de Santo António
É um dia popular
Na minha escola por certo
Todos o vão recordar."
Foi este o poema que acompanhou o mangerico que a Joana trouxe da creche para celebrar o Santo António.
E por falar em santos populares, ontem ao serão estivemos a ver um bocadinho das marchas na televisão. E não é que a Joana dançou que se fartou ao som das músicas populares? Rodopiava pela sala, dava pulinhos, soltava gargalhadas...! Temos festa, temos!

sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Consultar o dicionário - Parte II

Acertaram na primeira palavra, nas outras, ahum, nem por isso!

Então aqui vão os resultados:



"Tol": Sol (identifica em livros e em desenhos animados);


"Anana" ou "Nana": Joana! (identifica-se, quando perguntamos quem ela é);


"Áum": Não (acompanhado por um vigoroso abanar da cabeça de um lado para o outro).





E penso que me esqueci de uma outra palavra: "Uz", que quer dizer "Luz"!

Cabriolices

Ontem, ao final da tarde, as nossas brincadeiras com a Joana na relva do jardim resultavam em gargalhadas deliciosas. Deitadas no chão, este foi um dos recortes fotográficos que conseguimos registar!

Sacudir nunca!

Faça tudo o que estiver ao seu alcance, mas nunca sacuda o seu bebé!Muitos pais já ouviram dizer que abanar um bebé é perigoso, mas poucos sabem que leva apenas uns segundos, mais precisamente 3 a destruir uma vida. As estatísticas mostram que a maioria das lesões são causadas pelos pais ou pelos companheiros dos pais. As babysitters também aparecem na lista. Da próxima vez que se enervar com o choro, conte primeiro até 7! Da próxima vez que o seu bebé chorar desalmadamente não desespere. Lembre-se que:

• Um bebé normal pode passar duas a três horas por dia a chorar;


• Há mil e uma maneiras de acalmar um bebé;


• O choro funciona como um isco: aumenta o stress dos pais, atrai a sua fúria e leva a comportamentos descontrolados;


• A banar um bebé pode ser perigoso, podendo causar-lhe danos severos ou mesmo a morte;


• A força de um pai à beira de um ataque de nervos aumenta significativamente;


• Não pegue no bebé quando estiver a ter uma discussão;


• Não brinque com o bebé abanando-o;


• Um bebé que chora não faz de si um mau pai ou uma má mãe: deixá-lo chorar também não, desde que o vá vigiando.



Se um bebé chora…



Quando um bebé chora está a comunicar as suas necessidades e desejos, a fazer queixas e a reclamar cuidados. Por isso, quando o seu bebé chorar verifique:


• Se está na hora de comer ou se tem sede;


• Se tem frio ou calor;


• Se a roupa está demasiado apertada;


• Se a fralda está molhada ou suja;


• Se tem cólicas ou qualquer outro sintoma físico.



Se a resposta a estas hipóteses for negativa e ele continuar a chorar, tem duas hipóteses:ou espera que ele se acalme por si ou tenta acalmá-lo (o que acontece quase sempre,pois não há pai ou mãe que resista ao choro do seu bebé…). Se optar por apaziguar o choro pode tentar algumas estratégias:



• Fale com ele, cante-lhe uma canção de embalar, faça-o ouvir música suave;


• Relaxe-o com massagens suaves o toque é um verdadeiro calmante;


• E mbale-o ao colo ou sobre os joelhos;


• Ofereça-lhe a chucha;


• Distraia-o com um brinquedo colorido ou que emita sons;


Coloque-o no carrinho e dê um pequeno passeio na rua;


• Peça ajuda, se puder, de modo a evitar entrar em stress;


• Deixe-o chorar se nada resultar;


• A conselhe-se com o pediatra se o choro se mantiver e a sua preocupação também.



Fonte: Dobebé in http://www.dobebe.com/bebes-0-3-anos/48/760-sacudir-bebes.html

Consultar o dicionário

"Tol"

"Anana" ou "Nana"


"Áum"



Quem adivinha as novas palavras da Joana?

quinta-feira, 11 de Junho de 2009

A psicomotricidade

É natural e saudável que os pais se interessem e ajudem os seus filhos na sua grande caminhada: o seu desenvolvimento! O desenvolvimento motor da criança é o resultado da maturação dos tecidos nervosos, aumento e complexidade do seu sistema nervoso central e crescimento ósseo e muscular.


Todo este desenvolvimento se processa de um modo espontâneo e gradual, pelo que não é passível de ser ensinado. Um perfeito desenvolvimento do corpo da criança não ocorre somente de um modo mecânico, são pois aprendidos e vivenciados no seio da sua família, onde a criança aprende a formar a base da sua noção corporal.
Para a criança o seu corpo é o "canal" mais adequado para a comunicação com o exterior. São, de facto as sensações percebidas, os movimentos realizados e o reconhecimento corporal que facilitam o conhecimento preciso de si próprio.
O movimento constitui assim um elemento organizador do pensamento da criança, através da qual, esta expressa e liberta os seus sentimentos, emoções que configuram a sua vida mental.
Os pais podem e devem auxiliar as suas crianças na aquisição da descoberta do seu corpo, na relação deste com o espaço envolvente, aproveitando assim os momentos que ofereçam condições objectivas para o exercício físico.
Através do lúdico e da brincadeira os pais podem em sintonia com os seus filhos realizar actividades diversificadas como por exemplo: frequentar ginástica de interacção pais/criança (Kids Club); exercícios práticos de descoberta do corpo - reconhecimento da sua cara, cabeça e pescoço, ombros braços., mãos, peito, costas, abdómen, pernas e pés; tentar mentalmente que as crianças localizem diferentes partes do seu corpo, (com os olhos fechados) através de jogos de imitação em que os pais servem de modelo à medida que vão nomeando as suas acções, e os filhos imitam, desenvolvendo a sua capacidade de percepção-motora.
Em suma, toda a relação pais/criança possibilita todas as aprendizagens ligadas ao movimento e ao jogo. O importante neste desenvolvimento da psicomotricidade é sem dúvida, que os pais partilhem sentimentos, caminhando com os seus filhos na busca da sua autonomia, da construção da sua própria imagem e se em todo este processo existir uma forte relação afectiva, a criança sentir-se-á respeitada, desejosa de escutar, experimentar, de FAZER!
Mãe, Pai, ajudem-me a crescer!

Dicas para os pais:

- Pratique jogos de mímica;

- Realize jogos de imitação (estar de pé, deitados, sentados, de cócoras, de joelhos);

- Localize com as crianças os elementos do seu corpo: o seu nariz, olhos, sobrancelhas, orelhas, lábios e, dentes;

- Incentive os seus filhos a realizar movimentos livres, como dançar, mudar de posições, saltar, esticar-se, alongar-se, ajudando-os a contrair/descontrair o seu corpo.


Paragem obrigatória:

: o portal do Dr Mário Cordeiro, onde vários assuntos desfilam sob um olhar atento e perspicaz. Irresistível: www.azulnuvem.blogspot.com

quarta-feira, 10 de Junho de 2009

O dia e a noite

Aprender a distinguir o dia da noite é um dos primeiros desafios de um recém-nascido. Há formas de ajudá-lo, promovendo assim a aquisição de padrões de sono saudáveis. Por exemplo, o bebé deverá dormir durante o dia, sempre exposto à luz natural e, à noite, às escuras ou então com uma pequena luz de presença. No caso da Joana, tentamos uma ou duas vezes o método de dormir às escuras mas não surtiu grande efeito. Preferimos, pois, a luz de presença, ténue e que, no fundo, também é um estimulo relaxante e reconfortante.

Como é que foi a adaptação dos vossos filhos ao padrão dia/noite? Com que dificuldades se depararam? Que dicas é que gostariam de partilhar?

5

Recebemos um desafio da querida mamã do Gabriel (http://amamaeobebe.blogspot.com/), que consiste em nomearmos 5 coisas que desejamos que a Joana saiba:


1. Eu e o pai seremos sempre o teu porto seguro;

2. A amizade, a tolerância, o respeito, a humildade, a sinceridade são alguns dos valores que deveremos sempre regar, como se fossem flores;

3. Estudar é muito importante porque dá-nos diversas ferramentas para a vida futura;

4. Trabalha, com afinco e preserverança, para alcançares os teus projectos e sonhos;

5. Sê tu mesma, sempre e em qualquer circunstância.


Quem aceita o desafio?!

terça-feira, 9 de Junho de 2009

O complexo de Édipo

Tudo se passa ao nível da fantasia, mas tem uma grande importância no desenvolvimento das crianças e, posteriormente, no seu equilíbrio emocional enquanto adultos.


Ao contrário do que possamos pensar, o Complexo de Édipo não é um fenómeno universal. Estudos efectuados em tribos indígenas, apontam para que os índios nativos, que vivem isolados dos brancos, não passem por esta fase. A explicação, baseia-se no facto de a sociedade indígena apresentar uma qualidade de relacionamento afectivo muito diferente da nossa.
Os índios mais velhos, sempre participaram activamente em todos os cuidados dados às crianças, sendo em alguns casos até bastante mais interventivos que as mães.

De onde surgiu a ideia do Complexo de Édipo ?

Existem várias versões acerca dos motivos que terão levado Freud a interessar-se por este tema. Uma delas está directamente relacionada com a sua constelação familiar já que Freud nasceu do terceiro casamento do pai, com uma mulher muito mais nova e alguns dos seus meios-irmãos eram da idade da mãe.
Outra versão tem que ver com um episódio ocorrido no dia da morte de seu pai. Freud foi acompanhar o funeral mas sofre um desmaio e tem de ser socorrido. Mais tarde começa um processo de auto-análise com o objectivo de perceber o que lhe aconteceu.
Lembra-se que quando era pequeno, a mãe ia deitá-lo e cobria-o de mimos até ao pai chegar e afastá-la. Nesse momento desejava inconscientemente que o pai não existisse, porque assim poderia tê-la só para si. Então, no momento da morte do pai, não terá aceitado a culpa, levando-o a desmaiar.

Uma diferente forma de encarar a sexualidade humana

A sociedade Vitoriana foi profundamente abalada pelas teorias de Sigmund Freud, quando o famoso psicanalista abordou, pela primeira vez as questões ligadas à sexualidade infantil.
A ideia central é que todos nós temos uma vida sexual desde o nascimento. Estas concepções foram mal interpretadas, porque as pessoas acharam que ao falar-se de sexualidade infantil, estávamos a equipará-la à sexualidade, tal e qual é vivida pelo adulto.
Na infância a sexualidade não é erotizada, mas sim vivida através de sensações de prazer/desprazer. O primeiro prazer estaria ligado ao acto de amamentação. O bebé sentiria prazer ao ser amamentado pela mãe o que, de certo modo, contribuiria para a formação de um vínculo muito estreito entre os dois.
Bebé e mãe, formariam um bloco indissociável durante os primeiros meses de vida. Mas, pouco a pouco, o pai viria colocar-se no meio desta relação, formando um triângulo edipiano.

O mito do Édipo-Rei

O nome deste processo mental foi inspirado no mito do Édipo Rei. Segundo este mito, Laios e Jocasta, reis de Tebas não conseguiam ter filhos e foram consultar o Oráculo de Delfos, que revelou que teriam um filho dentro de pouco tempo, mas que ele estava destinado a matar o pai e casar-se com a mãe.
Quando o bebé nasceu, Laios lembrou-se do oráculo e mandou matá-lo. Levaram-no para uma a floresta, furaram-lhe os pés e o amarraram de ponta cabeça em uma árvore para ser devorado pelos animais selvagens.
Passaram por ali uns pastores, levaram-no aos reis de Corinto, que também sofriam por não ter um filho e lhe deram o nome de Édipo, que quer dizer "pés furados". Quando cresceu, Édipo começou a sentir-se diferente dos seus concidadãos e foi consultar o Oráculo de Delfos.
Já em adulto, Édipo acaba por matar pai (sem saber), apaixona-se pela mãe e casam sem saberem do parentesco que os une. Mais tarde, ao ter conhecimento da verdade, arranca os seus próprios olhos e refugia-se para sempre no exílio.

O que é o Complexo de Édipo ?

A fase do Complexo de Édipo surge por volta dos três anos. É uma altura em que ouvimos os meninos dizerem “eu quando for grande quero casar com a mãe”.
A este desejo incestuoso do menino pela mãe, e da menina pelo pai, Freud deu o nome, de Complexo de Édipo e de Complexo de Electra, respectivamente, ainda que vulgarmente se oiça mais falar na versão masculina.
Segundo os psicanalistas Freudianos, a menina até aos 3 anos, vive a sua paixão pela mãe, mas depois rompe com ela e vai procurar o modelo masculino de paixão.
Estamos em plena a fase da descoberta das diferenças sexuais e, ao notar a sua diferença em relação aos meninos, a menina sofre um desgosto por achar que foi castrada. Então, volta-se de novo para a mãe que lhe dá todo o apoio emocional, de forma a superar este Complexo de Castração.
Este processo é muito mais rápido que nos rapazes, pelo que se explica o facto de as meninas amadurecem mais cedo. Nos rapazes, tudo se efectua de um modo mais lento.
A entrada na escola, a constatação das diferenças anatómicas e, muito mais importante que isso, a atitude do pai no que respeita a imposição de regras, acabam por favorecer o desapego face à mãe e a passagem para outra fase do desenvolvimento, muito mais voltada para os outros e para o processo de socialização.

O Édipo e as regras

As regras impostas pelo pai, vão ser progressivamente aceites pela criança e, deste modo, forma-se a instância que nos permite a perfeita integração na sociedade. Assim sendo, o Super-Ego é, por excelência, o herdeiro do Édipo.
Sem regras, viveríamos marginalmente, sem possibilidade de integração plena na sociedade. Contudo, é importante acentuar que as mudanças operadas na nossa sociedade, por exemplo no que respeita à estrutura das famílias e à forma como se organizam, podem ter alterado o modo como vivênciamos o Complexo de Édipo.
Certo é que, hoje em dia, não são só as mães que se encarregam de cuidar dos filhos. Em muitos lares, existe o sistema de divisão plena de tarefas, sendo que o pai passou a estar emocionalmente muito mais próximo das crianças. Não se sabe muito bem que repercussões terão nas novas gerações.

E se esta fase não for bem ultrapassada ?

Algumas pessoas têm dificuldades em ultrapassar esta fase e ficam fixados nela. Muitas vezes são as próprias mães que impossibilitam que o processo de autonomia se efectue de um modo saudável.
Assim, vemos homens completamente dependentes, imaturos e frágeis. Outros ainda que procuram encontrar companheiras à imagem das mães, ou então, no pólo oposto, que sejam tão masculinas que em momento algum possam competir com elas.


Autoria: Drª Teresa Paula Marques Psicóloga Clínica, especialista em Psicologia Infantil e do Adolescente in http://familia.sapo.pt/familia/comportamento/997693.html

A chamar pelo Verão

Conjunto Osh Kosh:








A Joana encontra-se melhor: na noite de domingo para segunda dormiu a noite quase toda mas ainda tem alguma tosse. O nariz e as ranhocas imperam e a alimentação sofreu um pequeno retrocesso…o que se encontram intactas são as cabriolices, as gargalhadas e a desarrumação total!

segunda-feira, 8 de Junho de 2009

A criança e a disciplina

Existem crianças boas e crianças más? Qualquer adulto que já tenha ido a pelo menos uma festa infantil acha que sim. Que existem os bons e os maus. Os bons são aqueles que sorriem para os papás quando ouvem um elogio sobre a forma elegante como se vestem, sentam-se como adultos e conversam empregando a gramática, se não corretamente, ao menos com educação, sem recorrer a palavrões e gírias. Os maus abrem os presentes do aniversariante, passam o dedo no bolo antes que seja cortado e empurram, batem...a criança pode estar mais ou menos agressiva, dependendo da sua necessidade de afirmação ou em razão de um padrão rígido de comportamento exigido pela família.Em maior ou menor grau, as crianças são rebeldes porque essa característica é inerente à personalidade infantil e a idade é um factor decisivo. até 1 ano, é impossível querer usar a disciplina para fazer com que um bebé se comporte com educação. Só por volta dos 3 anos a criança começa a desenvolver a consciência do que é certo e errado. A ciência investiga para saber até que ponto o comportamento de uma criança pode ser definido geneticamente. Até onde se sabe, pais que têm um bom comportamento não garantem filhos bonzinhos, assim como uma criança má não espelha a forma de agir do pai e da mãe. A corrente mais forte dentro da psicologia actual é a que diz que o ser humano tem tanto tendências à agressividade quanto à reciprocidade. Ou seja: a criança não nasce definida para qualquer um desses lados.


A criança costuma tornar-se agressiva depois dos 3 anos de idade porquê?

Porque ela percebe que o jogo social tem muitas regras. Sem saber como se comportar, ela tenta impor-se de qualquer forma. O que os pequenos fazem é ir invadindo os limites dos outros e, sem encontrar resistência, seguir no movimento de ocupação de espaço até se tornam inconvenientes. Os pais têm grande responsabilidade nesse processo, uma forma de quebrar um comportamento impróprio dos filhos dentro e fora de casa é impor a disciplina. Embora seja difícil encontrar a fórmula certa de fazer isso, é importante que se saiba que as crianças são maleáveis. Ou seja, com um pouco de paciência e atitudes firmes, os pais conseguem reverter um comportamento malvado. Para enfrentar o problema é preciso antes compreender o fenômeno.Que pai ou mãe jamais acelerou o carro além dos limites indicados na placa ou fez uma conversão proibida à esquerda? Com as crianças é a mesma coisa. Da mesma forma que o adulto consegue listar várias razões para justificar o seu acto irregular, a criança também consegue.A maior parte dos pais, no entanto, quando toca o tema disciplina, está mesmo a querer falar sobre punição, sobre como castigar o filho, de modo a evitar que ele se torne um malvado. Na maioria dos casos, não há razão alguma para falar em punição. A melhor saída é mostrar através de exemplos qual é a maneira certa de agir. Enquanto são pequenas, as crianças aprendem tudo o que sabem com os pais. Portanto, se elas não têm limites, saiba que a responsabilidade não é delas. É sua. Sem regras sobre horários, sem limite diante da televisão, a mandar em casa, a criança reproduz esse ambiente no convívio social. Quando crescem um pouco, surgem outros focos de influência, como os professores e os amigos. Os pais deixam de ser o único modelo a ser seguidos, mas seguem sendo a maior influência sobre os filhos.Os castigos podem eventualmente ser necessários, desde que aplicados na hora certa. A criança está muito malcriada? Corte a televisão ou deixe-a algumas horas no quarto. Vale tudo, menos bater. E há várias razões para isso. A primeira é que o bater não passa de um desabafo dos pais, que demonstram, assim, não ter o devido controle sobre as próprias emoções. Depois porque, na cabeça da criança, se os pais podem bater, ela também pode. O castigo deve servir para dar ao pai ou à mãe a sensação do dever cumprido, pois estão a educar. Aos filhos, ele ajuda a compreender que fez algo de errado. Se bater os pais têm uma sensação de dever comprido.

Como repreender os filhos

Quando o seu filho se portar mal, é preciso agir rápido. Para isso, é necessário que a criança saiba o que é certo e o que é o errado. Abaixo, tem uma lista de repreensões e quando usá-las.

Encenação: Quando seu filho tem ataques de birra e gritos no restaurante e nada funciona, pegue-o pela mão e, calmamente, leve-o embora. Ele tenderá a fazer diferente da próxima vez.

Olhar: Quem foi filho conhece aquele olhar fulminante à prova de malcriações.

Repetição: Diga "não" sempre que seu filho quiser fazer algo que ele sabe que não deve. A técnica é usada para evitar que crianças pequenas exponham-se a situações de risco.

Negociação: Se dois filhos seus, ou o seu filho e um amigo, estiverem a disputar um brinquedo, intervenha e dê-lhes alternativas. Podem dividir o brinquedo ou partir para outra brincadeira.

Grito: Costuma ser eficiente, mas cuidado. Se você grita sempre, põe a autoridade em risco e dá um mau exemplo para os filhos.

Restrição: Corte aquilo que a criança mais gosta. Ver televisão, brincar no computador etc.

Palmada: Quando a situação impõe e você é obrigado a dar uma palmada no seu filho, aguente firme. Não vale a pena depois fazer carinhos.

Surra: Nada de agressões físicas!

O que fazer quando a criança mente?

O ideal é explicar que é errado mentir. Muitas vezes a criança está a fantasiar, em outras ela mente com a intenção clara de enganar, o que é grave.


Realidades

Na sexta-feira estive a ler um artigo muito interessante, da autoria do pediatra Paulo Oom, sobre as novas tecnologias e o seu impacto no desenvolvimento da criança e do adolescente.
De acordo com um estudo efectuado por Zeroaoito/Consumer Channel, intitulado “Miúdos e Media”, existem estatísticas surpreendentes sobre a presença das tecnologias da informação no nosso dia-a-dia, senão vejamos:

- Em mais de 90% dos lares portugueses existe mais do que uma televisão, habitualmente na sala, na zona de refeições e no quarto. Em muitas casas, a televisão encontra-se sistematicamente ligada, como “ruído de fundo”, incluindo à hora das refeições, em momentos de estudo e brincadeira com os filhos;
- Em mais de 60% dos lares portugueses existe um ou mais computadores. Na idade pré-escolar, um terço das crianças já utiliza a Internet e, aos 12 anos, esse valor situa-se nos 100%;
- Aos 8 anos, a maioria das crianças já dispõe de um telemóvel. Estar “em contacto” tornou-se obrigatório, através de chamadas, de sms ou de mensagens multimédia;
- Para as crianças mais crescidas, o iPod e os MP3 são uma companhia habitual aquando da realização de tarefas de estudo;
- Segundo o estudo, “a actividade preferida é mesmo ter a televisão ligada enquanto se conversa no Messenger e se tem os auriculares do iPod ou do MP3 nos ouvidos”;
- O número de aparelhos no quarto aumenta paralelamente à idade da criança e, aos 8 anos, as crianças dispõem de cerca de 8 medias diferentes no seu quarto;

Por último, e talvez o fio condutor que vem abraçar estas estatísticas, é que, numa semana, uma criança ocupa cerca de 40 horas nos media.
Em que lugar, ficarão, por conseguinte, a realização de tarefas escolares, a socialização, o brincar, o passear ao ar livre?
Porque é que, no quarto da criança, poderemos encontrar tantos dispositivos tecnológicos? O que é que os pais têm a dizer sobre isto?
As novas tecnologias vieram, inegavelmente, facilitar o nosso dia-a-dia. Contudo, e como refere o pediatra Paulo Oom, as questões fulcrais situam-se no “quando” e no “como” essas mesmas tecnologias são usadas pelas crianças e adolescentes. Será que não se recorre, por vezes rápido demais, às tecnologias para manter a pequenada entretida? E quando a criança se isola, de forma recorrente, no seu quarto para ver televisão, “falar” com os amigos à distância de uma tecla e ouvir música, muitas vezes com a porta fechada, que questões percorrem a cabeça dos pais? De que tal comportamento é saudável? De que as tecnologias da informação são de tal forma viciantes e atractivas que “já não há volta a dar...”? De que “o meu filho pediu tanto que eu já não o podia ouvir. Que assim seja então...”?Paradoxalmente, as tecnologias da informação libertam-nos para determinados aspectos (por exemplo, maior acessibilidade a temáticas variadas e facilidade de contacto com familiares e amigos) mas também, quando usadas e “abusadas”, são um factor de isolamento. E, na minha opinião, o que falta para temperar as estatísticas acima referidas é equilíbrio. Algo que é difícil de conseguir. Mas que não é impossível. Se dá trabalho? Dá. Se os pais não se querem ver confrontados com “caretas feias” dos filhos porque, “afinal já passamos tão pouco tempo durante o dia sem eles que...”? Sim. Se poderemos, nós, dar o exemplo desde cedo? E o papel da escola, qual será? E o da própria sociedade? Tecnologia = Inovação e desenvolvimento. Sem dúvida. Mas não só...e será sobre estas últimas reticências que, na minha opinião, deveremos reflectir e agir. Conjuntamente com as crianças e adolescentes que também têm voto na matéria!

domingo, 7 de Junho de 2009

Nem todos os médicos estão convencidos da utilidade clínica das ecografias 3D

Em Portugal, há cada vez mais adeptos das ecografias 3D.


Apesar de as imagens reveladas adivinharem os traços dos fetos com grande clareza, nem todos os médicos estão convencidos quanto à sua utilidade clínica na vigilância de uma gravidez normal.
A nitidez e a beleza das imagens são inquestionáveis, «mas é preciso separar o que é útil para o médico em termos de detecção de anomalias daquilo que é bonito e as ecografias 3D, mais do que qualquer outra coisa, produzem apenas imagens bonitas.»
As palavras de Valério de Carvalho, obstetra do Hospital S. Francisco Xavier, não são suspeitas. O médicoé um dos primeiros em Portugal a familiarizar-se com a técnica. «No conjunto dos exames de rotina, a ecografia 3D não tem muito interesse para a obstetrícia.»
Valério de Carvalho explica: «A base desta tecnologia são sempre as ecografias convencionais. Tudo o que se vê com as ecografias 3D, vê-se com as 2D. É uma imagem mais nítida, mas não acrescenta muito ao ecografista e ao obstetra.»
Manuel Hermida, director do serviço de Obstetrícia do Hospital Garcia de Orta, partilha a mesma opinião: «As ecografias 3D não substituem as 2D. São apenas imagens agradáveis. Podem ajudar a definir uma situação que levante dúvidas, mas não devem ser encaradas como ecografias de primeira linha.»
«Numa gestação normal, o único interesse das ecografias 3D é pôr os pais em contacto com a gravidez, mostrar-lhes como é», sustenta Valério de Carvalho. Um aspecto que o médico Armando Pereira, também com larga experiência com ecógrafos tridimensionais, não gosta de desprezar.
«Às vezes, não basta dizermos à mãe que está tudo bem com o seu feto, ela precisa de ver. As imagens 3D dão-lhe alguma tranquilidade e isso é bom para a gravidez.»

Armando Pereira reforça a ideia de que, em caso algum, as ecografias 3D devem substituir as 2D, mas refere que o facto de as mães poderem ver, ao vivo e em directo, o que se passa na sua barriga traz uma segurança acrescida. E a parte emocional também conta, sublinha o médico.
A perfeição das imagens 3D é, de facto, impressionante. Que dizer então dos filmes a 4D que permitem, por exemplo, visualizar os movimentos de um feto de apenas nove semanas?
Valério de Carvalho confirma o entusiasmo que a técnica suscita: ninguém fica indiferente à beleza das imagens, nem mesmo os ecografistas. Há mesmo quem compare as ecografias tridimensionais com fotos do bebé recém-nascido e confirme as semelhanças.
Mas é preciso resistir à «tentação das imagens bonitas», diz o médico. As ecografias 3D têm algumas limitações: «São imagens claras ao nível das estruturas de superfície do feto, mas não suficientemente nítidas para se fazer um estudo aprofundado.»
O contorno dos rins, por exemplo, não consegue ser correctamente avaliado com esta técnica. Há, inclusive, anomalias, acrescenta Valério de Carvalho, que aparecem esbatidas na imagem tridimensional.
Além disso, ao contrário do que acontece com as 2D, são imagens que nem sempre se conseguem obter. Até mesmo a cor, o tom sépia que caracteriza estas imagens, não passa de um artifício. Na verdade, a ecografia 3D é a preto e branco, a cor é apenas um pormenor estético.
Conclusão: na vigilância de uma gravidez normal, a ecografia 3D não tem, praticamente, interesse científico. «A 2D dá ao médico toda a informação de que ele necessita», reforça Valério de Carvalho.

Fonte: Sapo Bebé in http://familia.sapo.pt/gravidez/saude/outros/997717.html

Tempo meu, tempo meu...

...conta lá a verdade: andas um bocadinho desorientado, não é verdade? Ora está um calor abrasador, ora está vento, ora está a chover, ora num dia só consegues concentrar, miraculosamente, as quatro estações do ano.

Com todas estas oscilações, tempo meu, a Joana acabou por ficar constipada...começou na sexta-feira, quando a fui buscar à creche e a educadora me disse que ela tinha estado o dia todo com corrimento nasal. A noite de sexta para sábado foi péssima: a Joana tossia, espirrava e só nos rendemos ao sono por volta das 04:00. Das 04:00 às 06:00. Duas horinhas, tempo meu! Passadas duas horas, e depois de ter colocado em acção o Actifed, a Joana (e nós!) voltamos a adormecer até quase ao meio-dia. Ontem à tarde, durante a sesta, começou a tossir menos (bendito anti-histamínico!) e hoje já se encontra ligeiramente melhor.


Tempo meu, tempo meu, vá lá, não sejas assim, já estamos em Junho!

sábado, 6 de Junho de 2009

Como tratar uma convulsão febril

1. Controlar a duração: a maioria das situações demora cerca de um a dois minutos. Se o periodo temporal for superior, é aconselhável procurar ajuda médica. As convulsões febris estão relacionadas com a idade, sendo que, de um modo geral, tendem a desaparecer a partir dos 5 anos de idade;


2. Colocar a criança de lado, preferencialmente para o lado esquerdo: em caso de vómitos esta postura previne que a criança sufoque;


3. Não colocar objectos na boca, pois muitos pais receiam que o seu filho deixe de respirar, mantendo a sua boca aberta a todo o custo. Esta acção não surte qualquer efeito;


4. Manter a temperatura baixa: passar uma compressa morna na esta e no corpo da criança, facultando-lhe igualmente um paracetamol. Ajuda também despirmos a criança e deixá-la, por exemplo, só com o body vestido, evitando contudo as correntes de ar;


5. No caso de ser a primeira convulsão febril, é conveniente os pais procurarem ajuda médica por forma a que a criança seja minuciosamente observada, por forma a excluir infecções do sistema nervoso central;


6. No caso de não ser a primeira convulsão febril: se a criança estiver bem, deveremos consultar o médico para averiguar e tratar a causa da febre;


7. Sinais de alarme: convulsão prolongada (mais de 15minutos); movimentos apenas de um lado ou, se após a crise, a criança mexe apenas um lado do corpo; a criança não acorda completamente 30 minutos após a crise; a criança fica muito prostrada; a febre não baixa apesar das medidas tomadas; mais de uma crise no mesmo dia; cianose nas unhas das mãos, pés e lábios.

Gravidezes

Ontem fui almoçar com uma colega de trabalho de quem eu gosto muito, a Helena, que me deu a boa nova de estar à espera de bebé. Fiquei radiante! O instinto dela diz-lhe que estará a caminho uma menina. Por acaso é curioso porque, aquando da gravidez da Joana, todos diziam que eu iria ter um menino; eu e a minha mãe diziamos que seria uma menina. Até que, na ecografia das 12 semanas, quando o médico me diz: "Não lhe garanto mas, pelo que vejo, aposto na menina!". Nessa altura soube que o meu instinto estava, desde o inicio, correcto! Helena, eu também acho que irás ter uma menina, não sei bem porquê…
Relativamente à minha cunhada, mãe do António, de dois anos e meio, já sabemos que vem aí uma menina, a Catarina, cujo nascimento está previsto para Setembro! Viva, uma prima para a Joana :-)

sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Perfeccionismo infantil

Um dia, a criança chega triste a casa porque, em vez do 5 a Português, tirou um 4. No dia seguinte, ela lamenta-se de ter perdido um jogo com os amigos. Com o tempo, vamos constatando que uma vitória não alcançada corresponde a uma tristeza ou irritação. O desejo de querer fazer tudo bem é uma qualidade, mas o perfeccionismo infantil merece uma atenção cuidada. De facto, a busca incessante de querer sempre fazer tudo bem e ganhar pode acabar por atrapalhar a vida social da criança, tornando-a infeliz.
Notado geralmente a partir dos 6 anos, quando o pensamento lógico ganha mais espaço na vida da criança, o perfeccionismo pode ter como causas fatores genéticos ou ambientais. No segundo caso, o mais comum, os pais exigem tanto dos filhos que eles acabam por levar tudo a sério demais. “Não se pode valorizar mais as coisas que a criança faz do que ela mesma”, diz a psicóloga Beatriz Otero, da Clínica Elipse (SP). Para ajudar a criança, podemos propôr-lhe actividades que ela consiga realizar e através das quais ela sinta prazer, não exigindo nada em troca.

Outras sugestões incluem:

- Reduzir o número de actividades que a criança faz. Quanto mais compromissos ela tiver, maior será a hipótese de ela se tornar muito competitiva;

- Apostar em atividades que divirtam a criança e que não façam com que ela associe lazer a um "preço";

- Controlar a nossa própria ansiedade e respeitar o timing do nosso filho.Mostrar que as vitórias são importantes e que as derrotas fazem parte do desenvolvimento.


Fonte: Revista Crescer (Edição Brasileira)

Nos meus sapatos

Ontem ao fim da tarde a Joana desencantou dois sapatos rasos meus. Estavamos os três no nosso quarto quando a Joana decidiu experimentar o primeiro par de sapatos. Deu dois passos, amparada à cama e desistiu. Grandes demais! Pegou nos sapatos e arrumou-os, bem juntinhos, debaixo da cama. Pegou num outro par. Recentemente comprados. Toca a experimentar. Desta vez, mais passos. Sim, filha, estes últimos sapatos são bem mais giros! Parou. Tirou um sapato. Virou-o, como que para ver o número. Eu e o pai rimo-nos, bem baixinho, para não quebrar aquele momento de concentração da Bolotinha. Sapato novamente no chão. Descalça o outro pé. Pega nos sapatos e arruma-os. Ao lado do par anterior.
"Iá tá!". O que me aguarda…!

quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Ó tu aí!

Desde a semana passada que a Joana tem andado com um apetite voraz: come um bom pequeno-almoço (iogurte com pão ou pão com puré de fruta), um bom almoço (sopa, segundo prato e sobremesa), o lanche (papa, habitualmente) e ainda o jantar, em que come a sopa, o segundo prato e a sobremesa. Dias há em que repete a sobremesa que, por norma, é um puré de fruta(s). Ao deitar, 250ml de leitinho.

E, sem querer exagerar, acho que fui contagiada pelo apetite da Joana!


Conhecem as bolachas que ilustram este texto? São as minhas preferidas, Digestive, da Triunfo. Numa das gavetas da minha secretária de trabalho tenho um pacote que vai decrescendo de tamanho à medida que a semana avança. Por norma, vou petiscando 3 bolachas durante a manhã, até à hora do almoço, que é às 13:00. Pois hoje eram 10:10 e eu já tinha comido as bolachas todas...pois, tudo bem, toca a ir buscar mais! Fora as que comi durante a tarde. E sim, excluindo o tradicional chocolate!


Ó tu aí, apetite "jeitoso", olha que eu tomo pequeno-almoço, almoço e janto bem! Por isso, tem calma, sim?!


Não é por nada mas...hoje era para ir comprar um bolo de aniversário ao hipermercado...!

Rivais entre iguais

"Mãe, ele está a mexer nas minhas coisas!" - esta é uma queixa frequente nas casas onde há mais do que uma criança. Normalmente feita pelo filho mais velho, é apenas um exemplo dos conflitos entre irmãos, motivados pela diferença de idades e de sexos, logo de interesses, ou até pela necessidade de chamar a atenção.
É uma espécie de rivalidade que começa a desenhar-se no momento em que é anunciada uma nova gravidez. O nascimento de um irmão desencadeia no mais velho uma avalanche de emoções, muitas delas contraditórias. Da alegria ao ciúme, passando pelo ressentimento, tudo é possível.
Os mais novos, incapazes de exteriorizar os seus sentimentos, podem regredir nos comportamentos, voltando a chuchar no dedo por exemplo. E os que são mais velhos podem ser tentados a testar a paciência dos pais, com recusas e atitudes agressivas.
E é natural que assim seja. Para um filho único, o nascimento de um irmão, mesmo desejado, é um sinal de ameaça: é natural que haja receio de ficar em segundo plano nas atenções e mimos dos pais e dos restantes membros da família; é natural que haja receio de perder privilégios (o espaço, os brinquedos...).
Atenuar estes receios é a tarefa que recai sobre os pais, que devem ter a preocupação de envolver o filho nos preparativos para receber o bebé. E há muitas formas de o fazer: partilhando a decoração do quarto e a compra de roupas e outros acessórios, deixando-o participar na escolha do nome, mostrando-lhe as ecografias.
E, paralelamente, revisitando com ele os tempos de bebé, através de uma viagem por fotografias, filmes e demais recordações como o nascimento do primeiro dente, a primeira palavra... É, além disso, importante manter, tanto quanto possível, a rotina da família até o bebé nascer, acompanhando o filho mais velho nas suas actividades, dentro e fora de casa.
Afinal, mudanças haverá e muitas no regresso da maternidade, a implicar ajustes por parte de todos. Uma vez em casa, é preciso sensibilidade para lidar com as emoções e comportamentos do filho mais velho. Sabendo que ele pode não manifestar interesse pelo bebé, mantendo-se à margem da natural excitação que envolve um nascimento. Se assim acontecer, é melhor não insistir, dando-lhe espaço e tempo. Mas sem deixar que se isole e não lhe negando atenção. O mais provável é que, a pouco e pouco, se vá aproximando e rendendo ao novo membro da família.
Uma forma de o ajudar a adaptar-se é, mais uma vez, envolvê-lo. Desta vez nos cuidados com o bebé. Muitas crianças querem participar e, dependendo da idade, podem mudar a fralda, dar biberão, ajudar a vestir ou a dar banho. Ou, simplesmente, empurrar o carrinho...
Um recém-nascido exige muito das energias dos pais. Mas é preciso não descurar o outro filho, reservando tempo para estar com ele, para brincar e conversar, para tentar perceber como está a viver esta fase. Para que ele não se sinta excluído nem negligenciado e saiba, pelo contrário, que o amor dos pais não tem limites, chega para todos.
Aqui os restantes familiares e amigos também têm um papel. É natural que nos primeiros tempos as atenções se centrem no bebé e que as visitas após o regresso a casa sejam acompanhadas de prendas. Há um gesto simples mas valioso para prevenir ciúmes e tristezas: levar também uma lembrança para o irmão mais velho.


Conflitos à medida da idade

A rivalidade entre irmãos começa, de facto, ainda antes do nascimento de um segundo filho. E mantém-se ao longo da infância e da adolescência, assumindo contornos diferentes em função das idades.
Entre irmãos e irmãs há sempre algum grau de ciúme, inveja e competição, mas aquilo por que lutam vai sendo influenciado por diversos factores. A começar pelas necessidades de cada um. É natural que interfiram no modo com se relacionam. O melhor exemplo é o das crianças mais pequenas, que protegem os seus brinquedos e demais pertences como verdadeiros tesouros, recusando partilhá-los e podendo até reagir agressivamente se um irmão mais novo tentar mexer-lhes.
Em idade escolar, as crianças começam a desenvolver o conceito de equidade e justiça, pelo que podem não perceber o tratamento diferenciado que é dado ao irmão mais novo, confundindo-o com tratamento privilegiado. Já os adolescentes, em busca da sua identidade e autonomia, facilmente se ressentem quando são obrigados a participar nas tarefas domésticas ou a tomar conta dos irmãos mais novos.
Também o temperamento individual influencia as relações entre irmãos: uma criança que seja particularmente carinhosa e que procure com frequência o conforto dos pais pode ser mal recebida por irmãos que não tenham a mesma atitude, levando-os a exigir um maior grau de atenção.
Há ainda que considerar situações muito específicas como a doença. É natural que a criança que está doente receba cuidados particulares, requerendo mais tempo e disponibilidade dos pais, o que pode desencadear comportamentos menos cordatos das outras crianças, desejosas de chamar a atenção.
O grau de conflitualidade entre irmãos tem muito a ver com o modo como os próprios pais se relacionam um com o outro. Se as crianças assistirem com frequência a reacções agressivas é provável que imitem os adultos, adoptando as mesmas tácticas na hora de resolver diferendos com os irmãos.
Os pais são, nesta matéria como em todas, o exemplo que os filhos seguem. E nestas idades copiam comportamentos, só mais tarde adquirindo a capacidade para se distanciarem e actuarem pela sua própria cabeça, porventura em oposição aos pais.

O que fazer?

Não é certamente fácil para os pais assistirem a uma briga entre irmãos, mesmo que não haja agressão física. E a primeira tentação é intervir. Mas é preciso resistir a esta tentação sempre que possível, reservando-a para as situações em que haja perigo de danos físicos.
Se o pai ou a mãe reagirem habitualmente, no conflito seguinte as crianças vão ficar à espera que aconteça o mesmo, em vez de aprenderem a resolver os conflitos por si próprias. Além de que há o risco de, ao intervir, o adulto dar a ideia de que está a proteger um dos filhos, o que pode gerar mais ressentimento de um filho para com o outro. E o filho que foi "salvo" ganha uma espécie de confiança que o torna mais ousado, pois sente que saiu impune.
Os conflitos entre irmãos podem ser apenas verbais, com insultos a serem esgrimidos de lado a lado. Aqui o papel dos pais deve ser no sentido de deixar claro que insultos e palavrões não são permitidos.
Nem sempre a violência física ocorre, mas há situações em que pode mesmo ser necessário separar os irmãos. Se assim for, é importante mantê-los à distância até que estejam calmos, sob pena de o conflito se reacender. Há ainda que evitar procurar culpados: para brigar são precisos pelo menos dois... Finalmente, é útil encontrar uma estratégia que permita aos dois contendores sair a ganhar, para que nenhum sinta que perdeu.
Em matéria de conflitos entre irmãos, o ideal é que aprendam a geri-los por si próprios, aprendendo a valorizar a opinião do outro e a controlar os seus próprios impulsos. Trata-se, afinal, de negociar e chegar a compromissos. Como terão de fazer ao longo da vida...

Antes que briguem...

Não é possível evitar, por completo, os conflitos e rivalidades entre irmãos. Mas é possível minimizar o risco:

• Defina as regras do que é aceitável como comportamento e estabeleça consequências para quem as violar;

• Transmita a ideia de que nem tudo tem de ser igual para todos - há momentos em que um filho tem maiores necessidades do que o outro;

• Dê atenção aos interesses e necessidades de cada filho - reserve tempo para cada um;

• Procure criar um espaço para cada filho, onde possa divertir-se, estudar, receber os amigos sem interferência dos irmãos;

• Estabeleça um horário para o usufruto das actividades mais disputadas - a televisão, o computador, a consola de jogos;

• Faça programas em família - ajudam a aliviar a tensão;

• Demonstre que o amor dos pais não tem limites nem distingue filhos.


Fonte: Médicos de Portugal

Os nossos partos

O nosso parto é um momento único e irrepetivel. Quantas de nós desejaria reviver o parto? E quantas de nós desejaria que ele tivesse sido diferente?
O acompanhamento da minha gravidez e o parto da Joana tiveram lugar num hospital privado. Aliás, um dos principais motivos que me levaram a subscrever um seguro de saúde foi o facto de poder ser seguida no privado, quer a nivel de consultas, genericamente falando, quer a nivel de parto.
Tinha 22 anos quando me dirigi, primeira vez, a um hospital público. Caíra de bicicleta no calçadão da Foz, no Porto, tendo lesionado um dos joelhos. Tive um atendimento relativamente rápido no Hospital de Santo António. No entanto, fiquei horrorizada com a quantidade de macas nos corredores. Um dos idosos, inclusivamente, ao virar-se na maca, sem qualquer companhia e protecção lateral, ia caindo da mesma…
A minha segunda visita a um hospital público teve lugar às 7 semanas de gestação da Joana, devido a uma quebra de tensão. Por se situar mais perto do meu emprego, e dada a ocorrência de vómitos recorrentes, fui levada para o Hospital São Francisco Xavier. Lá passei grande parte da tarde, numa espécie de isolamento assustador. Parecia que estava esquecida num quarto no qual, mais tarde, colocaram uma mulher que tinha sofrido um aborto espontâneo. "Tome este comprimido e quando sentir que está a perder sangue, chame-me!". Foi esta a indicação que a enfermeira deu à senhora. E saiu porta fora. Quando me deram alta nem queria acreditar. Sinceramente. Que falta senti eu de calor humano naquela tarde tão fria.
A terceira e última vez que fui a um hospital público foi aquando da realização da amniocentese. Dirigi-me ao Amadora Sintra. Felizmente, a minha obstetra também dava consultas naquele hospital. Foi ela que me "resgatou" de uma sala de dimensões exiguas, sem janelas, onde corria uma brisa ténue de uma ventoinha de pé. Nessa sala encontravam-se sentadas sete mães, em dois sofás individuais e em cadeiras de escritório. Tinham realizado igualmente uma amniocentese e estavam absortas num mar de ansiedade. Graças a Deus que a minha obstetra me tirou daquela sala abafada e me indicou uma cama onde eu me deitei, junto ao seu gabinete, durante uma hora para repousar do exame a que fora submetida.
Para mim, hospitais públicos não. Só mesmo em último recurso. Reconheço que existem excepções e quero acreditar que os episódios que passaram comigo foram infelizes coincidências. Mas, enfim, aconteceram e deixaram uma pegada na minha memória.
A Joana nasceu no privado. Poderia reviver o meu parto vezes sem conta porque foi, de facto, fabuloso, do inicio ao fim, incluindo os dias de internamento que se seguiram. Claro que no privado também têm lugar situações menos felizes, quer a nivel de profissionais, quer a nivel de acompanhamento. E no público o mesmo sucederá, certamente.


Quais as vossas experiências de parto? O que vos fez optar pelo público ou pelo privado? Se pudessem mudar algo no vosso acompanhamento pré-natal, no vosso parto e/ou no periodo pós-natal, o que seria?

quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Diabéticas mais propensas a depressão pós-parto

As grávidas com diabetes têm o dobro das probabilidades de sofrer de depressão pós-parto, segundo um estudo da Harvard Medical School, publicado no "Journal of the American Medical Association". Com base nestes resultados, os cientistas recomendam aos médicos que tenham maior atenção à gravidez de mulheres que já eram diabéticas e às que desenvolveram diabetes gestacional no sentido de prevenir a depressão pós-parto que, recordam, tem um impacto negativo a longo prazo, quer na mulher como no bebé.


Fonte: Bebé d'hoje

O que nós gostamos é de...

…compras, claro está! No sábado de manhã, bem cedo, deslocamo-nos à Chicco, no Colombo, para comprar um par de sandálias à Joana. Vimos três modelos de que gostamos: um era mais fechado (hipótese descartada), outro modelo tinha tiras através das quais se escapulia o dedo mindinho da Joana, acabando por lhe causar algum incómodo (hipótese igualmente descartada), pelo que nos decidimos por este modelo, muito confortável:



Saimos da Chicco com a Joana a querer segurar o saquinho das sandálias, numa mão, e, na outra mão, um balão rosa-fuccia. Rapidamente a haste que segura o balão se transformou numa espécie de trela e o balão num cão faz-de-conta, que a Joana passeava pelo corredor afora. A paixão dela por cães, de facto, é surpreendente!
Dirigimo-nos, de seguida, à Zara Kids onde compramos várias peças de roupa para a Joana:








E sabem da melhor?! Para além da Joana já começar a afastar as roupas que se encontravam expostas em cabides, como se estivesse a escolher a que mais lhe agradaria, visitou, por várias vezes, um espelho de parede que se encontrava na sua proximidade: com o saco da Chicco na mão, virava-se para um lado, depois para o outro, para se certificar que estava mesmo gira! É pouco vaidosa é!

terça-feira, 2 de Junho de 2009

A visão da criança

Não é apenas com o envelhecimento que as doenças se apresentam. Nas crianças também se detectam problemas graves de visão.
É necessário agir bem cedo para evitar problemas graves no futuro. Tenha em conta que a visão de uma criança se desenvolve até aos três anos de idade e que é justamente até essa idade que as crianças devem ser levadas à consulta do oftalmologista. Uma das mais frequentes infecções infantis é a conjuntivite do recém-nascido, tratada com colírios, para a qual não se deve tapar o olho com um penso para evitar a acumulação de pus.

Um olho vermelho e lacrimoso acompanhado de choro, pode significar uma úlcera na córnea, que pode ser provocada por um ligeiro traumatismo, até pela própria unha do bebé. Situações de doenças gastrointestinais que conduzem a desidratações, podem afectar gravemente os olhos, impossibilitando a criança de abrir os olhos, pelo que deve ser vista de imediato pelo médico.
As doenças de desnutrição podem facilmente levar à cegueira total, e provocam grande sofrimento. Alguns brinquedos, apesar das normas de segurança, continuam a apresentar superfícies agressivas ou cortantes, o que pode provocar traumatismos nos olhos das crianças. É de evitar este tipo de brinquedos e nunca se deve colocar objectos pontiagudos ao alcance das crianças. Se pensa que estes conselhos são supérfluos, dê uma olhadela às estatísticas das urgências pediátricas. Alguns recém-nascidos podem apresentar olhos turvos, sem brilho e lacrimosos, pode estar-se na presença de um glaucoma congénito, ao qual se impõe a intervenção cirúrgica. As cataratas congénitas também aparecem com alguma frequência e exigem o mesmo tipo de tratamento cirúrgico.

O que mais assusta os pais é a detecção de olhos tortos nas crianças. Esta situação alerta os pais, mas infelizmente não o faz com os médicos, que aconselham sempre a que se espere, para "ver se passa com a idade". Esta acção é totalmente errada, e se o seu médico lhe deu essa resposta, consulte um outro especialista o mais rápido possível. A primeira preocupação para com um olho torto, chamado estrábico, é a correcção da visão através de estímulos, um tratamento que pode ser algo demorado. Só após ser atingido o grau máximo de visão é que se pode recorrer à cirurgia. Os chamados "defeitos ou vícios refractivos", que têm alguns nomes bem conhecidos de todos como a miopia, que se caracteriza por uma má visão ao longe; o astigmatismo, causado por um grau de miopia diferente em cada olho; a presbiopia, que significa a dificuldade que o cristalino tem em aumentar a sua curvatura, para aumentar a sua potência dióptrica, o que acontece perto dos 40 anos. Para evitar este tipo de problemas, é necessário que se efectue o rastreio precoce nas crianças, o que pode evitar muitos casos de cegueira, uma vez que hoje em dia se podem receitar óculos a bebés logo a partir dos quatro ou cinco meses. Este rastreio pode permitir que, num país como Portugal, se alcance um nível de saúde visual elevado. Desta forma se nota a importância de uma criança ser observada por um oftalmologista qualificado, que detectará problemas que podem escapar aos oculistas, a opção mais barata para muitas famílias que suspeitam de problemas de visão dos seus filhos.
Infelizmente, o barato pode sair caro, porque este tipo de problemas precisa de uma detecção rápida e um tratamento eficaz.
Para tratar das dificuldades de visão, muitas vezes é necessário recorrer ao uso de óculos. Saiba que já pode optar por lentes de contacto para as crianças, que apenas são contra-indicadas por motivos médicos ou ambientais, como viver em ambientes demasiado poluídos. Nas crianças não se utilizam muito, até pelos cuidados que é preciso ter, e que elas por vezes descuram, mas há casos em que se impõem como imprescindíveis.
A saúde ocular da criança deve ser uma preocupação para os pais, e nunca é demais lembrar que muitas condições exteriores podem ser controladas para evitar problemas maiores. Afaste-os da televisão, mantendo uma distância razoável e no local onde estudam, coloque uma boa iluminação, e evite a demasiada exposição ao sol, explicando-lhes os perigos de olhar directamente para o astro-rei.


Fonte: ABC do Bebé

Praia, praia, praia!

No sábado, aproveitando o excelente tempo que se fez sentir, demos um saltinho à praia a partir das 17:00. E que bem nos soube!
Antes de sair de casa, preparamos o saco de praia: toalhas, bronzeador, toalhitas, fraldas, creme-barreira, água (muita!), um chapéu, uma mochila com balde, regador e forminhas, uma fralda de pano, um babete, um iogurte e um boião de fruta para a Joana.
Não faltou, claro está, o chapéu de sol e também um novo protector solar para a Joana pois, de um ano para o outro, os protectores solares perdem a qualidade da sua composição. Assim, adquirimos um protector da Uriage que trazia de oferta um chapéu branco, muito útil, com um atilho para prender debaixo do queixo:




Como estava algum vento, optei por não despir a camisinha da Joana. Mas, digo-vos, não há nada como os ares da praia para abrir o apetite e também para varrer bem para longe tosses e afins. De facto, a Joana tem estado com alguma tosse e, desde que fomos à praia, a tosse diminui significativamente em frequência.
Na praia, a Joana comeu areia e bebeu água salgada, a partir da pá que metia dentro do baldinho com água do mar. De vez em quando, eu e o pai também eramos contemplados com esta bebida!
Depois de algum tempo sentada na toalha, eis que nos aventuramos para mais perto do mar:



Sempre que a Joana molhava o pé, agarrava-se ao meu colo a choramingar…água fria, provavelmente. Só o pai é que se aventurou no banho!
Enquanto estivemos à beira-mar, o pai construiu uma mini-piscina para a Joana e entretivemo-nos a tentar apanhar a água do mar com as mãos, batendo palminhas:






Venham mais dias de praia!

segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Do Dia Mundial da Criança

Adoraste este carrinho que te compramos durante a semana passada. Agora também podes passear o teu bebé!:




Ainda nos presenteaste com um trabalho feito por ti na creche: um saco de praia com a impressão das tuas mãos e pés. Obrigada, filha! E um obrigada à educadora por desenvolver com a nossa filha um trabalho diário pautado pela excelência, a todos os níveis!:






É sempre a mesma história!

Só quem nunca observou o interesse com que o bebé ouve contar uma história, enquanto olha atentamente para as imagens coloridas, pode acreditar que a idade minima para apreciar a leitura de um livro se situa para além do primeiro ano de vida.

Não é preciso esperarmos para que o nosso filho compreenda o significado de todas as palavras para começar a ler-lhe. Também cantamos para os bebés e recitamos lenga-lengas, desde que nascem, sem que seja importante para eles perceberem as palavras. Será antes mais pelo ritmo e sonoridade que as palavras emprestam ao nosso discurso e até mesmo às nossas expressões faciais.


Ao ler em voz alta histórias simples e coloridas estamos a ensinar ao bebé conceitos sobre comunicação, números, letas, formas, cores, emoções, estimulando assim o seu sentido de audição, a sua memória e também o seu vocabulário.


Além disso, está comprovado que a leitura repetitiva de livros familiares baixa o ritmo cardiaco do bebé, ajudando-os a relaxar. Esta é, portanto, uma excelente actividade para o momento de ir para a cama. Sempre a mesma história?! Seja ela bem-vinda!

Criança

Para as crianças que nos engrandecem no instante em que sabemos que crescem dentro de nós. Para as crianças que fazem aeróbica, da nossa bexiga trampolim e que dormem durante as ecografias. Para as crianças que nascem e que, com o toque, procuram a voz da mãe e do pai. Para as crianças que mudam as nossas vidas de cabeça para baixo, que redefinem as nossas prioridades, que desafiam os ponteiros do relógio e que definem que as grandes questões não têm, afinal, grande importância porque o que importa são os pequenos detalhes.
Para as crianças que nos fazem sorrir, que colocam à prova a nossa paciência, que nos enternecem, que nos fazem pensar e, sobretudo, que nos fazem sentir. Para as crianças que nos molham da cabeça aos pés aquando do banho, que não querem adormecer sozinhas, que querem "só mais uma história", leitinho ou mais uma visita à casa-de-banho, que acordam durante a noite e que nos ajudam a arrumar a casa, desarrumando-a.
Para as crianças que estão aos cuidados dos pais, dos avós, de uma ama, de uma creche, de um jardim de infância, de uma escola. Para as crianças que sujam as mãos de terra e a roupa de lama. Para as crianças que fazem birras, que gostam (ou não) de ir ao médico ou à escola, que querem brincar ao esconde-esconde quando estamos para sair de casa de manhã. Para as crianças que se debatem com a vitória de comer sozinhas, de deixar as fraldas e de começarem a ler e a escrever. Para as crianças que acreditam, ou não, no Pai Natal, em fantasmas ou bichos-papões, que moram debaixo da cama ou dentro do armário. Para as crianças que nos levam a andar de baloiço, de bicicleta, a soltar um papagaio no céu ou a aterrarmos numa piscina de bolas, a rir como se não houvesse amanhã.
Para as crianças que se encontram no céu. Para as crianças para quem o hospital é a sua casa. Para as crianças órfãs. Para as crianças que tanto anseiam por uma familia. Para as crianças vitimas de abusos sexuais, violência, negligência. Para as crianças que vivem em cenários de guerra e pobreza, escondidas em bunkers ou que trilham o seu caminho por entre balas ou ódio de adultos que, escundando-se atrás de fundamentos religiosos, colocam em perigo o seu bem-mais precioso: as crianças.
O Dia Mundial da Criança é todos os dias mas especialmente hoje. Para vocês, um grande beijinho, em todas as linguas e dialectos do mundo!