quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Empatia

Este video tocou-me de tal modo que não hesitei em partilhá-lo com vocês...


Quando a criança entra na fase do "não"

Ele não quer tomar banho, recusa-se a sair do baloiço e rejeita o prato de comida. Pense duas vezes antes de se irritar com as incontáveis negações do seu filho. A fase do "não", que começa por volta dos 18 meses e pode durar até os 4 anos, faz parte do desenvolvimento da personalidade. "É o período em que a criança começa a reconhecer-se como uma pessoa e quer mostrar que tem opinião própria", explica a psicóloga Tereza Vecina. Entre 1 e 2 anos, o seu filho também ouve muitos "nãos". Provavelmente, você repete a palavra inúmeras vezes, para lhe ensinar o que não pode fazer, pegar ou mexer. Por isso, quando a criança dessa idade diz "não", nem sempre é para desafiar o adulto. Pode estar apenas imitando-o.


Muita calma

De qualquer forma, contornar os impasses diários que os "nãos" podem provocar exige muita paciência dos pais. A conversa é a melhor saída, mesmo que nessa idade o seu filho não compreenda tudo. "O ideal é convencer a criança a mudar de ideia, com argumentos que ela possa entender. Ignorar o seu desejo, para tentar impôr um limite, só piora a situação. Os pais precisam de ter calma, pois a negativa do filho pode ser apenas o jeito que ele encontrou de explicar alguma coisa", esclarece Tereza Vecina.

Firmeza

Ser compreensiva com seu filho nem sempre significa ser flexível com as regras. "O facto de passar pouco tempo com a criança faz com que alguns pais se sintam culpados. Assim, acabam deixando que o filho faça o que bem entender", diz a psicóloga Tereza. Ela enfatiza que a recusa da criança sempre exige uma resposta dos pais: "Favorável ou não, é a opinião do adulto que determina os limites. Quem dá as regras são os pais."

O seu filho mudou

Entre 1 e 2 anos, a criança começa a andar, falar, comer sozinha e muito mais. Com essa independência, o mundo fica mais atraente e também perigoso. Pais e mães deparam-se com um desafio: ficar por perto e, ao mesmo tempo, manter a distância certa para estimular o filho a tornar-se independente. E mais: aceitar que a criança, agora, questione as decisões, teste a sua própria força, saiba até que ponto a deixam chegar. Dar limites ao seu filho é, por isso, essencial. É assim que ele se sente cuidado, seguro do amor dos pais e confiante para avançar.

Mulheres que não querem ser mães

Este é um tema sobre o qual todas nós poderíamos debater em conjunto.
O nome Corinne Maier diz-vos algo? Trata-se de uma escritora francesa, mãe de dois adolescentes, que escreveu um livro intitulado “Sem crianças: 40 razões para não ter filhos”.
Longe de avaliar opiniões e posições pessoais, debruço-me antes sobre os argumentos que são utilizados pelas mulheres que não desejam ser mães. Efectivamente, tenho lido que estas mulheres se sentem discriminadas e como que olhadas de lado, como se algo de errado se passasse com elas. Compreendo e tenho consciência de que a sociedade actual está cada vez mais a olhar para o que o outro diz ou faz, ao invés de cada um se concentrar e investir as suas energias nas suas próprias opções e projectos de vida. E, o mais curioso, é que esta “discriminação” parte sobretudo de outras mulheres, na sua maioria mães. E sabem porquê? Porque, desculpem-me as mulheres que não desejam ser mães, os argumentos que utilizam denotam pouca convicção, irritabilidade e alguma indecisão mascarada sobre o tema. Pessoalmente, não discrimino quem não deseja ter filhos. É uma opinião pessoal. Mas questiono, para mim, algumas “anotações” que são feitas por mulheres que não desejam ser mães.
Eis que decidi, então, percorrer uma pequena listagem de razões que as mulheres apontam para não ter filhos. Comecemos por uma pequena selecção elaborada pela escritora francesa Corinne Maier:
- As crianças consomem todo o tempo possível e imaginário;
- As crianças obrigam-nos a ficar em casa, a preparar refeições, a acordar demasiadamente cedo, a fazer com elas trabalhos de casa patéticos e a ligar vezes sem conta a máquina de lavar a roupa. Enfadonho, não?;
- As crianças obrigam-nos a ir de férias para destinos como a Disneyland ou a DisneyWorld, “um mundo onde vivem idiotas animados e mal pagos”;
- Em vez de dizerem “sem filhos”, porque não dizerem “livre de crianças”?;
- O parto é uma tortura;
- Perderá contacto com os seus amigos;
- Terá que aprender a “linguagem dos idiotas” para comunicar com uma criança;
- As crianças arruinam qualquer orçamento ou plano de poupança;
- Um dia, o seu filho irá, inevitavelmente, desapontá-lo/a;
- As famílias são um pesadelo;
- Há tantas crianças no planeta...para quê mais?


Opiniões polémicas? Na minha opinião, sim. Para mim, é um excelente exemplo de um livro, escrito por uma mãe (!), que traduz uma espantosa fábrica de marketing. Afinal, o lucro vem, cada vez mais, de títulos bombásticos. Não me surpreende. Infelizmente.

Vejamos mais opiniões que recolhi de pesquisas de fiz sobre o tema:
- Não quero ser mãe pelo simples fato de que não tenho vocação para dedicar a minha vida inteira a outro ser humano, colocá-lo em primeiro lugar e abdicar da minha vida por ele;
- Quando temos um filho, corremos o risco de dedicarmos a vida inteira a ele(s), para no final sermos abandonados num lar de idosos. É um risco!;
- Querendo ou não, sem filhos temos uma vida livre, sem preocupações. Podemos achar que não, mas isso provoca inveja em muitas pessoas que são pais. E se têm inveja é porque não têm a certeza da escolha que fizeram;
- Fico agoniada só de imaginar o meu corpo deformado, a minha barriga crescendo, celulite, estrias, engordar e ficar totalmente desengonçada...;
- Mas terei eu que ser alguma galinha de aviário?!;

Conforme vos disse acima, não discutirei aqui os argumentos apresentados pelas mulheres que não desejam ter filhos. Porque, pura e simplesmente, me parecem frases encapotadas. Porque não, pura e simplesmente, dizer que não desejam ter filhos e ponto final?

Para mim, a maternidade é tão mais do que uns quilos a mais, do que despertares consecutivos, do que preparar refeições, do que não ter tempo para algumas coisa que gostaria de fazer, do que comer à pressa e muitas vezes a frio, do que fazer máquinas de roupa...o que é que tudo isto interessa quando temos um ser pequenino que nos faz sorrir pelas mais pequenas coisas? Pode pôr-nos os cabelos em pé com birras, com lutas de wrestling à hora das refeições, com umas olheiras muito charmosas...mas, para mim, tudo isto faz sentido. Tudo isto me realiza. Há pessoas que não se revêm neste ponto de vista. Tudo bem. Ninguém é igual. Mas, por favor, argumentos como “galinhas de aviário” não fazem qualquer sentido. São, inclusivamente, depreciativos para a própria mulher que, no fim, como ela própria confessa, se sente discriminada...no fundo, fazem-me lembrar frases feitas, colocadas numa embalagem com o rótulo “Frágil”. Que não convencem quem as ouve ou quem as lê...

quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Parcerias

É com imensa satisfação que vos anuncio a criação de parcerias com o portal BabySol, dedicado à Segurança Alimentar e Nutrição Infantil (http://www.solangeburri.blogspot.com/), com o Sapo Familia (http://familia.sapo.pt/) e ainda com o portal doBebé.com (www.dobebe.com).

Estas parcerias encontram-se livres de qualquer interesse financeiro ou favorecimento pessoal, sendo que por parte destes três portais obtive a receptividade para publicar aleatoriamente textos que considere pertinentes, indicando, claro está, a respectiva fonte, como sempre faço sempre que os textos não são da minha autoria. Ainda estão mais parcerias em vista mas, por ora, recebi o feedback destes três excelentes portais.


Por último, gostaria de vos comunicar que, junto do portal doBebé.com poderão, sempre que sentirem necessidade, colocar questões relacionadas com Psicologia Infantil, pois tive a honra de começar a integrar a sólida equipa de colaboradores na secção "Consultório".


Um grande beijinho para todas vocês!

Tive que olhar duas vezes: parte II

Recordam-se de, na semana passada, vos ter relatado o episódio do bebé que dormia no ovo, dentro de um carro, de janelas fechadas e sozinho, quando fui buscar a Joana à creche?
Pois bem, ontem sucedeu-me outro episódio digno de registo. Estava eu a estacionar o carro quando uma mãe passa pela frente do carro, com um ovo no qual estava deitado um bebé. Até aqui tudo bem, o meu carro ainda estava imobilizado. Olho pelo retrovisor depois de colocar a marcha atrás. Vejo uma criança no passeio. Penso de imediato: "Este miúdo vai atravessar-se atrás do carro".
Espero. E…meu dito, meu feito! O miúdo sai do passeio disparado e corre até à mãe, que já estava a colocar o ovo no carro, com uma matricula de um consulado.
Faço marcha atrás depois de rever em flashback uma frase que o meu professor de condução me disse há alguns anos atrás: "Quase sempre que atrás de uma bola vem uma criança". Neste caso, a bola era a mãe. E sabem o que é que a mãe fez? Nada porque acho que nem se apercebeu de que o filho se tinha aventurado atrás de um carro que se preparava para fazer marcha atrás...
Impressionante…o que é que se passa com a maioria dos adultos hoje em dia? Parecem-me distraidos demais, num estado de despreocupação que, a mim, me deixa arrepiada. Ou então estão envoltos num stress perigosamente anestesiante, quer para eles quer, sobretudo, para os filhos.
São muitas as noticias que surgem de crianças que caem de varandas, que são atropeladas à porta da garagem, que são esquecidas dentro do carro…juntei estes dois episódios que me aconteceram e decidi escrever um email à APSI (Associação para a Promoção da Segurança Infantil). Porque não ser feito um spot publicitário para prevenir este tipo de acidentes? Não sei, qualquer coisa que chamasse a atenção para distracções que podem e são muitas vezes fatais…para além dos perigos das piscinas e da vigilância nas praias, estão a aparecer novos acidentes que requerem, na minha opinião, uma sensibilização urgente.

terça-feira, 28 de Abril de 2009

Os seis chapéus do pensamento: parte II

Vamos a factos!
Depois de terem facultado o vosso feedback à pergunta “Com que cor de chapéu se identificam mais?”, passamos para o segundo passo: o de saber se, de facto, se revêem na descrição da cor do chapéu que escolheram.
Mas, primeiro, irei apresentar-vos sucintamente os princípios subjacentes a esta técnica.
Os seis chapéus do pensamento traduz uma técnica desenvolvida por Edward de Bono, formado em Medicina e em Psicologia. Segundo o autor, cada um de nós pode aprender a pensar e a pensar de forma criativa.
Em Portugal, existem neste momento menos de 10 pessoas certificadas nesta técnica, tendo esta já sido apresentada junto de algumas escolas portuguesas. Das experiências realizadas noutros países, já foi possível tirar algumas conclusões quanto às vantagens de ensinar as crianças e os jovens a pensar. Segundo a Dra Cristina Marques, responsável pela consultora na inovação “Eureekka”, “depois de aprendidas e aplicadas, estas ferramentas podem ajudar os nossos jovens a evitar comportamentos impulsivos e julgamentos precipitados, a verem alternativas onde os outros vêem dificuldades, a melhorar a capacidade de tomada de decisão e geração de ideias, a melhorar a competência de analisar as consequências antes de agir e trabalhar mais produtivamente quando em grupo”. Ainda segundo a responsável da “Eureekka”, um estudo realizado nas escolas do Reino Unido demonstrou que o ensino do pensamento enquanto competências melhora, entre 30 a 100%, o desempenho dos alunos em várias disciplinas, mesmo a partir dos 6 anos de idade.
Para nós, adultos, estes chapéus traduzem o nosso pensamento face a diferentes situações. Cada pessoa pode e deve mudar de chapéu conforme o contexto e a situação em causa, ou seja, individualmente, uma pessoa deve estar consciente de todos os chapéus e papéis associados, não havendo um melhor que os outros, mas diferentes contextos e situações que exigem a aplicação adequada de cada chapéu.
Eis, então, o significado de cada chapéu:


Chapéu Branco – Tem como característica principal o facto de ter um papel neutro, não sendo utilizado para gerar ideias, mas para relatar e enquadrar ideias que estão a ser sugeridas e usadas. Baseia-se em dados e factos objectivos, e procura representá-los de forma sistematizada. Em termos de exemplo prático, numa reunião, na sua fase inicial, todos os intervenientes devem usar o chapéu branco para apresentar da sua informação, dados e outros factos relevantes e objectivos.

Chapéu Vermelho – Tem como característica principal o facto de se basear no pensamento dos sentimentos e das emoções das pessoas. Dá a possibilidade de cada pessoa expressar o que sente, o que a emociona, em que consiste a sua intuição do momento, sem que tenha de se justificar por isso. O chapéu vermelho funciona de maneira praticamente oposta ao chapéu branco. Em termos de exemplo prático, numa reunião, é quando alguém nos diz “eu sinto que este não é o melhor caminho a seguir”.

Chapéu Preto – Tem como característica principal o facto de trabalhar com a noção de prudência. Remete-nos para um pensamento que tenta analisar todos os possíveis erros, riscos inerentes e obstáculos. Em termos de exemplo prático, numa reunião, é quando alguém refere as principais “armas” da concorrência perante o lançamento de um novo produto.

Chapéu Amarelo – Tem como característica principal o facto de estar inserido no pensamento optimista. A pessoa apresenta tendência para concentrar-se numa visão positiva da realidade, para ter um pensamento construtivo das coisas. Em termos de exemplo prático, acontece quando alguém, na análise de um copo “meio cheio” ou “meio vazio”, mantém a primeira perspectiva.

Chapéu Verde – Tem como característica principal a energia associada à criatividade, à inovação, a novas ideias. A pessoa mantém uma perspectiva de constante evolução, apresentando uma multiplicidade de opções e alternativas. Significa que cada pessoa pode provocar a mudança necessária, que é capaz de modificar e melhorar as situações, os acontecimentos, os resultados. Em termos de exemplo prático, temos a pessoa proactiva, que antecipa necessidades, que empreende.

Chapéu Azul – Tem como característica principal o facto de se pensar sobre o pensar. A pessoa procura definições alternativas de um problema, tenta definir o objectivo do que se quer alcançar. Apresenta uma visão aérea, por cima do problema, tentando analisar todos os seus detalhes, para assegurar um controlo do seu processo de decisão. Em termos de exemplo prático, temos o team-leader, que orienta as tarefas que atribuiu a cada colaborador da sua equipa.

Assim sendo, todas nós, em maior ou menor grau, tendemos a usar mais um chapéu do que o outro, não é verdade? Eu, por exemplo, tendo a usar mais os chapéus vermelho e amarelo. E usamo-los numa multiplicidade de situações: no relacionamento com os nossos amigos, com os nossos familiares, com os nossos filhos, no emprego, enquanto clientes, entre muitos outros exemplos.

Na pesquisa que efectuei sobre o tema, pouco ou nada encontrei sobre a aplicabilidade da técnica na interacção entre pais e filhos, pelo que darei a minha opinião pessoal relativamente à técnica e ao modo como pomos e tiramos cada chapéu conforme as situações com as quais nos deparamos.

Assim, o chapéu branco entrará em acção, por exemplo, quando analisamos a curva de percentis dos nossos filhos. Desceu ou subiu de percentil? É o nosso lado mais factual, mais preto no branco.
O chapéu vermelho corresponde ao nosso instinto, às nossas emoções. Por exemplo, “Eu acho que o pediatra poderia ter sido mais compreensivo neste tópico” ou “Algo se passa em casa da ama...o meu filho tem estado tão estranho ultimamente...”.
O chapéu preto remete-nos para a prudência: “Vou vestir-lhe um casaco porque a temperatura baixou e eu não quero que ele se constipe”.
O chapéu amarelo está presente quando damos a volta por cima perante um determinado acontecimento. Por exemplo, “o meu filho teve uma gastroenterite, teve dias em que praticamente não comeu mas ele agora vai retomar o seu apetite, tenho a certeza!”
Colocamos o chapéu verde quando, por exemplo, tentamos novas receitas para os nossos filhos e o chapéu azul quando orientamos um determinado comportamento, por exemplo, os passos na gestão de uma birra.

No fundo, todas nós colocamos os diferentes chapéus todos os dias, se bem que uns têm mais preponderância do que outros, dadas as nossas diferentes personalidades.

Qual é a vossa experiência sobre o tema? Tendem a ser mais factuais, optimistas, pessimistas, criativas, lideres...?

Os seis chapéus do pensamento

Durante o mês de Abril tenho tido uma formação muito interessante na empresa onde trabalho, sobre a dinâmica organizacional, quer na vertente técnica, quer na vertente comportamental.
A formação é dada por uma psicóloga organizacional sendo que uma das sessões foi especialmente interessante por me ter dado a conhecer uma técnica que eu desconhecia e que gostaria de partilhar com vocês. Tem a ver com os nossos estilos de pensamento, utilizando o autor da técnica a analogia de chapéus de diferentes cores. Assim, cada cor, cada tipo de pensamento. Paralelamente, é uma técnica que pode ser usada com os nossos filhos, no sentido de fomentar a sua capacidade de pensar bem como o seu pensamento criativo.
Deste modo, gostaria de vos perguntar, depois de terem imaginado a forma de um chapéu, com qual das cores se identificam mais:


- Branco

- Vermelho

- Amarelo

- Preto

- Verde

- Azul


Por volta das 18:00 dar-vos-ei o significado de cada cor em termos de estilo de pensamento por isso, até lá, aguardo o vosso feedback!

segunda-feira, 27 de Abril de 2009

O que é a escarlatina?

A escarlatina é uma doença infecciosa aguda, causada por pela bactéria estreptococo beta hemolítico do grupo A. O aparecimento da escarlatina não depende de uma acção directa do estreptococo, mas de uma reacçao de hipersensibilidade (alergia) a substâncias que a bactéria produz (toxinas). Assim, a mesma bactéria pode provocar doenças diferentes em cada indíviduo que infecta.A transmissão da escarlatina faz-se de pessoa para pessoa, através de gotículas de saliva ou secreções infectadas, que podem provir de doentes ou de pessoas sãs que transportam a bactéria na garganta ou no nariz sem apresentarem sintomas (portadores sãos).Tem período de incubação normalmente de dois a quatro dias, podendo, no entanto, variar de um a sete.


Sintomas

- Infecção na garganta

- Febre

- Erupção típica na pele. Aparece por volta do segundo dia de doença, com início no pescoço e no tronco, progredindo em direcção à face e membros. É constituída por pequenas manchas do tamanho de uma cabeça de alfinete, cor vermelho vivo e que são mais intensas na face, nas axilas e nas virilhas, poupando a região à volta da boca que se apresenta pálida, e as palmas das mãos e plantas dos pés. A erupção da escarlatina, que confere à pele um toque áspero, desaparece ao fim de seis dias, acompanhando-se de uma descamação fina durante alguns dias. Nas mãos e nos pés a descamação pode ser em lâminas.

- Mal estar geral

- Vómitos

- Dor de barriga e prostração

- A febre, elevada diminui aos poucos, mas pode manter- se durante uma semana.

Tratamento

A base penicilina, para evitar infeccções graves, caso o doente seja alérgico a penicilina, o pediatra orientará para outro tipo de medicamento eficaz para a Escarlatina.A escarlatina pode ter complicações precoces, durante a fase aguda da doença, e complicações tardias, que surgem semanas após o seu desaparecimento.As infecções tardias surgem após a cura da doença e são a febre reumática (lesão das válvulas do coração) e a glomerulonefrite (lesão do rim que pode evoluir para insuficiência renal). Estas complicações são potencialmente graves e para diminuir a sua ocorrência é importante o tratamento adequado das infeccões estreptocóccicas.

Meeeedo!

Hoje trouxe para casa uma circular da creche que indica que houve dois casos de escarlatina...xô, mantém-te longe da minha Bolotinha!

Introduzir os alimentos sólidos

Antigamente os pais alimentavam as crianças logo muito cedo com alimentação sólida e gabavam-se disso! Mas sossegue longe vão os dias em que as mães sofriam pressão para entupir os bebés! Hoje em dia os pais alimentam os seus filhos com o que é nutricionalmente correcto , de acordo com o seu desenvolvimento. Não se apresse. Os bebés muito pequenos têm um reflexo de propulsão da língua , esse reflexo cria uma proteção contra o chamado "engasgo". Quando qualquer substância incomum é colocada na lingua, automaticamente é empurrada para fora e nao para dentro. Entre os 4-6 meses de idade esse reflexo diminue gradualmente, dando ao primeiro cereal ou fruta uma chance de entrar no estômago e nao ser rejeitado pelo reflexo da língua. Não somente essa parte inicial do tracto digestivo (lingua, boca) não esta pronta para sólidos, como tambem a parte final (estômago e intestinos) tambem nao estao “prontos”. O intestinos são a parte do corpo que filtra as substâncias potencialmente perigosas e permite os nutrientes saudáveis. Nos primeiros meses, esse sistema de filtração é imaturo. Entre os 4-6 meses o revestimento interno do intestino do bebé passa por um processo de desenvolvimento, onde o revestimento torna mais seletivo sobre o que pode ou nao passar. Para prevenir que comidas potencialmente alergênicas entrem na corrente sanguínea, os intestinos maturando secretam IgA , uma proteina imunoglobulina que age como uma proteção, recobrindo os intestinos e prevenindo a passagem de alergenos perigosos. Nos primeiros meses, a producao de IgA é baixa (embora haja muito IgA no leite humano), e é mais fácil assim para que potenciais alergenos entrem no organismo do bebé. Uma vez que moléculas de comidas entram no sangue, o sistema imunológico pode produzir anticorpos contra aquela comida, produzindo uma alergia ao alimento. Por volta de 6-7 meses de idade, os intestinos do bebé estão maduros e capazes de filtrar os alergenos mais ofensivos. Por isso é que importante esperar a introdução de alimentos sólidos particularmente se existe uma historia de alergia alimentar na familia do bebé, o que demonstra uma tendencia em desenvolver alergias . Prestar muita atenção também quando oferecer os alimentos aos quais outros membros da familia sao alérgicos. Outra razão para não ter pressa na introdução de alimentos sólidos é que a língua e o mecanismo de engolir podem não estar prontos para funcionar juntos. Ou seja, o bebé não tem um bom controle a mastigar e a direção para engolir, o que vai ser desenvolvido entre 4-5 meses de idade. Nessa fase o bebé desenvolve a habilidade de mover a comida do começo da boca para o fundo ao invés de deixar a comida flutuar em todo lugar, e cuspir uma boa parte da mesma. Antes dos 4 meses de idade, o mecanismos de engolir do bebé são feitos para trabalhar com sucção e não para mastigar. Nos primeiros meses, os bebés associam comida com carinho. Se alimentar é uma interação íntima, e eles frequentemente associam o ritual de comer com adormecer nos bracos ou no peito da mãe. A mudança de um peito suave e morno para uma colher fria, dura, pode não ser bem vinda com uma boca aberta. Esta fase requer que o bebé fique sentado numa cadeira de comer, uma habilidade que a maioria desenvolve por volta de 5-7 meses. Segurar um bebé na posição tradicional de mamar não é a melhor maneira de introduzir papinhas. Os dentes raramente aparecem antes dos 6-7 meses, outra evidência forte de que os bebés muito novinhos são designados para mamar e não para mastigar. Nos estágios pre-dentes, entre os 4-6 meses, os bebés tendem a babar-se, e a saliva que ele baba é rica em enzimas, que ajudarão a digerir as comidas sólidas.

Fonte: DoBebe.com (http://www.dobebe.com/bebes-0-3-anos/48/578-introduzir-os-alimentos-solidos.html)

As canções da Joana

Um dos nossos rituais de fim-de-semana consiste em ouvirmos músicas infantis. A preferida da Joana neste momento é o "Atirei o pau ao gato", sendo que ela já se aventura muito bem na melodia da mesma. Não reproduz as palavras mas sim a sua entoação e ritmo, o que é uma delicia de se ouvir! Quando ela começa com um "Atié", nós já sabemos que ela quer cantar connosco o "Atirei o pau ao gato" :-)

Para além desta canção, ela adora a música do Noddy, a do Pocoyo, "Come a papa, Joana come a papa", "Todos os patinhos sabem bem nadar", "Foi na loja do mestre André", "Dartacão", "O balão do João"´e "O Areias".

Não sei se o mesmo acontece com vocês, mas comigo é de tal modo contagiante que, às tantas, também dou por mim a dançar e a cantar!

E não é que...

...depois de conseguir descer sozinha da cama grande e do sofá, a Bolotinha já consegue subir sozinha o sofá da sala?!

Ontem ao serão, então, deliciei-me: estavamos deitados na cama grande quando ela se deita sobre duas almofadas, pega num livro dela, e começa a ler a história em voz alta, braços esticados, livro no ar!

domingo, 26 de Abril de 2009

A pérola que nasceu nenúfar

Era uma vez uma floresta verdejante e habitada por pássaros de mil cores. Bem no meio dessa floresta havia um lago, redondo como uma lua cheia. Era um lago onde existiam sempre muitas ondinhas, bem como alguns cisnes e patos.
Um certo dia, uma das ondinhas do lago apaixonou-se pelo sol, que visitava quase sempre a floresta, especialmente quando as nuvens, carregadas de chuva, decidiam viajar até outras paragens, mais longínquas.
O que a ondinha mais admirava no sol era o seu calor e o seu brilho. “Sabes, sol”, dizia a ondinha “quando tu me visitas eu sinto-me como uma estrela que brilha durante o dia”. E o sol resplandecia ainda mais. O que ele mais admirava naquela ondinha especial era a sua vitalidade e meiguice. “Sabes, ondinha”, declarava o sol, “quando aqui não estou sinto tantas saudades tuas que por vezes apetece-me disfarçar de lua e vir ver-te”.
O sol e a ondinha, enamorados, conversavam sempre que possível. A ondinha bebia o brilho e o calor do sol e este a sua vitalidade e meiguice. Quando chovia, a ondinha bebia, aqui e ali, algumas gotas de chuva para, logo depois, se recolher.
Ora, foi num destes momentos, que a ondinha reparou que no seu corpo crescia algo. Algo parecido com uma pérola. Tão alva, tão alva que a ondinha desejou mostrá-la de imediato ao sol. Mas o sol, do alto do céu, não conseguia ver a pérola que a ondinha dizia trazer dentro de si. Nem mesmo quando o sol tentou sentar-se numa das copas de uma árvore para ver de mais perto.
É que a pérola estava dentro da ondinha. Ninguém a poderia ver. Apenas imaginar.
Até que um dia a ondinha sentiu vontade de se deitar. O sol, de imediato, ofereceu-lhe um dos seus braços para que a ondinha se sentisse mais confortável. Esperaram os dois. Passados alguns minutos, a ondinha só teve tempo de declarar ao sol: “É a pérola, ela está aqui, consigo vê-la!”.
No instante seguinte nascia da ondinha um nenúfar.
Tão alvo como uma pérola. Tão brilhante como o sol. Tão meigo como a própria ondinha.
A partir desse dia todo o lago rendeu-se àquele nenúfar e os pássaros de mil cores que habitavam naquela floresta vinham pousar nos ramos das árvores, enchendo os olhos daquele nenúfar tão bonito.
Este texto é para ti, filha, que hoje completas 18 meses.
És tudo aquilo que resplandece nas nossas vidas e que nos faz amar-te a cada dia mais.
Parabéns, meu amor!

Tenho 18 meses!

Um ano e meio para mim e eu aqui, traquinas até dizer chega!
Adoro explorar tudo aquilo que me rodeia e de passear a pé. Dispenso o carrinho de passeio mas não o colo dos pais, de quando a quando! Estou, definitivamente, mais independente e a manifestar as minhas próprias vontades. Já aprendi a dizer “Não!” com a cabeça e a famosa arte de “negociar” uma birra. No entanto, penso que os pais são mais teimosos do que eu porque explicam-me o porquê de eu nem sempre poder fazer ou ter aquilo que eu desejo naquele momento. Depois dão-me miminhos e eu acabo por me render aos factos. Pelo menos por enquanto...!
Adoro dormir na minha caminha, a horas certas, se bem que tenho adormecido mais tarde, sensivelmente perto das 21:00. Tenho um sono muito bom e acordo em média uma vez por noite. Acordo bem-disposta e pronta para a brincadeira. Gosto muito de livros, de “contar” as histórias que vêm nas páginas, e adoro ver o DVD do Coelhinho Hopla. Gosto ainda de cantar, de dançar, de cuidar dos meus Nenucos e o meu vocabulário, como puderam constatar nos textos que a mãe publicou durante o último mês, sofreu um incremento significativo.
O meu apetite não tem sofrido muitas oscilações. Por exemplo, na passada quinta-feira recebi duas vacinas e o meu apetite não se ressentiu. Como bem a sopa, o segundo prato e a sobremesa. Coordeno relativamente bem o levar a colher à boca. Sujo-me, claro, mas o aprender a comer sozinha começa mesmo por aí. Gosto de bolachas e continuo pisca com a fruta. Nem mesmo os morangos ou os kiwis. A mãe bem tinha esperanças que eu gostasse destas duas frutas...mas não, ainda não me convenceram...talvez um dia destes. O que melhorou relativamente ao último mês foi o meu apetite por papa. Pensávamos que eu a tinha enjoado mas não, eis que voltei a gostar de comer papa.
Comecei a querer tomar banho de pé (e não sentada), o que significa que a mãe fica sempre com a camisa molhada, mesmo quando arregaça as mangas.
Gosto de estar na creche e dos meus amigos, sobretudo da Dalila e do David. Quando a mãe me vai buscar, costumo brincar com ela ao “apanha-apanha” quando se aproxima a hora de vestir o casaco e sair da sala! Depois, já ao colo, digo adeus aos meus amigos e à educadora, seguindo-se os beijinhos no ar.
Sou muito feminina e adoro andar de saias, apesar de na creche usar mais calças por serem mais confortáveis para mim. Gosto de colares, dos sapatos e da roupa da mãe. Quando vejo uma gaveta ou a porta do guarda-fatos aberta, upa, aí vou eu ver se consigo apanhar qualquer coisa!
Estou mesmo gira, modéstia à parte :-)

sábado, 25 de Abril de 2009

A sopa: principais cuidados na sua confecção

Se pensarmos que a sopa representa, na alimentação dos nossos pequenitos, o primordial veículo de vitaminas e sais minerais, então vale a pena reunirmos todos os esforços para a confeccionar da melhor forma.
Além disso, a sopa é também um alimento fundamental na alimentação do bebé pela fibra que transporta, bem como a água que o hidrata, tão importante nos casos de obstipação.
É pois, fundamental, seguir alguns conselhos básicos para assegurar o sucesso continuado da integração deste alimento na dieta do bebé e da familia...também!
Para preparar uma sopa com garantias de êxito, siga então estas dicas e verá que o pimpolho agradece ;-)
- Deve possuir um sabor individual. Por essa razão deve adicionar-lhe um único legume verde. Deste modo o bebé mais depressa aprenderá a individualizar os sabores;
- Não deve juntar sal porque sobrecarrega os rins imaturos do bebé. Introduza o sal o mais tarde possivel, após os 12 meses, e quando fizer prefira a flor de sal, adicionado sempre no final do processo culinário;
- Deve ser ligeira, de consistência cremosa e adequada à faixa etária do seu bebé. Se tem mais de 8 meses, está na altura de se "esquecer" de a passar completamente...A partir dos 10 meses acrescente arroz ou massinhas, cozidos á parte;
- A partir dos 8 meses pode também acrescentar uma variedade de erva aromática por sopa, com parcimónia. O funcho, a salsa, o coentro, a hortelã, os oregãos...preferindo frescos e adicionados quase no fim;
- Tenha a preocupação de variar bastante este alimento para estimular sempre o interesse por parte do filhote. Para isso seja sistemática e congele doses individuais de sopa-base às quais depois acrescentará o legume cozido na altura;
- Importante também não esquecer que deve retirar a fonte de proteina (carne/peixe/gema) quando o bebé estiver a adaptar-se à dieta familiar. Deste modo a sopa fica mais ligeira e o bebé procurará mais alimento, no 2º prato.
- Deve ser cozer primeiro a carne e só depois os legumes. E utilize sempre pouca água, ajustando no final a textura preferida do bebé.
- O azeite deve ser adicionado apenas no final da cozedura.

Autoria: Dra. Solange Burri, Consultora em Segurança Alimentar e Nutrição Infantil, em
www.solangeburri.blogspot.com

Nota: Divulgação isenta de qualquer tipo de lucro

310 ml

...é a quantidade de leite que a Joana está a beber!

Ah, valente!

Miminhos!



Recebemos estes dois miminhos de uma leitora muito especial, cujo blog vos recomendo vivamente (http://nadejane.blogspot.com/).

Obrigada, querida Nade, és uma inspiração!
À semelhança dos miminhos que publiquei na passada quinta-feira, partilho estes com todas vocês :-)

sexta-feira, 24 de Abril de 2009

“A doença das pintinhas”

Podia chamar-se assim pois a ideia associada à varicela surge sempre com a quantidade de manchas vermelhas (parecidas com borbulhas) que provocam comichão e “atacam” o corpo das crianças. No entanto, esta doença também se pode desenvolver na idade adulta.


O que é e como se define a varicela?
A varicela é uma doença infecto-contagiosa causada por um vírus, o vírus varicella-zoster. A varicela corresponde assim à infecção primária pelo vírus varicella-zoster. Em cerca de 10-15% dos doentes o vírus persiste no organismo de forma latente e a sua reactivação origina o herpes zóster, vulgo zona.
Normalmente, a varicela atinge que faixas etárias?
Nas crianças que frequentam a creche e o jardim-de-infância, o pico de incidência ocorre entre o primeiro e o quarto ano de idade. Nas outras crianças, o referido pico ocorre entre os cinco e os nove anos de idade.
Há formas de prevenção da varicela? O que podem os pais fazer para evitar a doença?
As principais formas de prevenção são: o isolamento dos indivíduos doentes desde o aparecimento da erupção cutânea e até as bolhas secarem ou formarem crosta (no mínimo cinco dias após o aparecimento da erupção cutânea). As vacinas da varicela (Varivax® e Varilrix®) são bastante eficazes e com poucos efeitos secundários (febre ligeira, reacção no local da picada (eritema, tumefacção e dor).
A vacina é também eficaz se administrada até 3-5 dias após a exposição de uma criança sensível a outras crianças com varicela. Nos Estados Unidos da América, há recomendações para a sua administração por rotina a todas as crianças saudáveis, nomeadamente em duas doses. Na Europa, também, vários países (Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Inglaterra, Itália, Suíça) a recomendam por rotina.
Em Portugal, infelizmente, ainda não existe um consenso sobre a prática a seguir, mas várias personalidades defendem que se deve tentar uma taxa de cobertura vacinal elevada (associando, se necessário, a vacina da varicela à tríplice viral – VASPR – dada aos 15 meses). Partilho esta última atitude por me parecer a mais sensata.

Uma vez diagnosticada, que conselhos podem ser dados aos pais? Como se trata a varicela?
Os pais devem procurar o pediatra assistente e seguir as recomendações do mesmo. Contudo, os pais podem iniciar as medidas gerais, nomeadamente: promover o repouso da criança; manter a criança confortável; dar-lhe pelo menos um banho por dia, preferencialmente de chuveiro (se optar pelo banho de imersão, pode juntar à água do banho, produtos contendo amido ou aveia); evitar que a criança se coce; cortar-lhe as unhas rentes e mantê-las limpas ou obrigá-la a usar luvas para reduzir as lesões de coceira (e limitar o risco de infecção bacteriana secundária).
Se a doença se estende à boca e/ou garganta, os pais devem dar-lhe alimentos moles ou líquidos e frios (sopas, iogurtes, papas, gelados, pudins, etc.), evitando os alimentos muito quentes, ácidos e salgados; controlar a febre preferencialmente com paracetamol (não dar produtos com ácido acetilsalicílico pelo risco de desenvolver a síndrome de Reye) e aliviar o prurido com produtos à base de calamina, etc. Ao pediatra assistente caberá a decisão de prescrever outros medicamentos nomeadamente, os anti-virais.
Se uma criança não desenvolver esta doença, pode vir a tê-la no futuro, em adulto?
Sim!
É uma doença contagiosa?
Certamente! Direi mesmo, muito contagiosa pois o vírus varicella-zoster é um dos vírus mais contagiosos! O período de contágio ocorre desde dois dias antes do aparecimento das lesões da pele até que todas as lesões cutâneas se encontrem em fase de crosta (no mínimo cinco dias após o aparecimento da erupção cutânea).
É verdade que só se tem varicela uma vez na vida?
A imunidade para a doença natural é geralmente para toda a vida, mas podem ocorrer re-infecções sintomáticas ou assintomáticas. Estas últimas são as re-infecções mais frequentes e são geralmente apenas confirmadas pela subida dos títulos dos anticorpos em estudos laboratoriais.
A Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) responde…
Quando é que a varicela se pode tornar perigosa?
A varicela é uma doença grave nos adultos. Uma mulher grávida pode estar sujeita a um risco ainda mais elevado no que respeita ao aparecimento de complicações, devendo evitar a exposição à doença, devido ao risco que isso constitui para o feto. A varicela é também grave para aqueles que têm um sistema imunitário enfraquecido.
Como ocorre a transmissão da varicela de uma pessoa para outra?
O vírus é transmitido pelo ar, quando a pessoa infectada tosse, espirra, ou fala, ou pelo contacto com as lesões do doente.
Qual o período de incubação?
Cerca de 14 a 15 dias contados a partir do contacto com a pessoa infectada.
Para mais informações, contacte:
SPP
Rua Amílcar Cabral, 15 – R/C I
1750-018 Lisboa
Site. www.spp.pt
Telf: 217 574 680
Fax: 217 577 617

As manifestações clínicas mais frequentes da varicela são:
- Mal-estar;
- Anorexia (falta de apetite);
- Cefaleias (dores de cabeça);
- Febre (geralmente ligeira ou ausente);
- Erupção cutânea, pruriginosa, com lesões em diferentes estádios (pequenas manchas vermelhas e pruriginosas, vesículas (bolhas com líquido), crostas (normalmente primeiro no couro cabeludo e espalhando-se mais tarde pela cara, tronco, axilas, braços, pernas e boca). Estas lesões atingem obrigatoriamente o couro cabeludo e as mucosas (por exemplo: céu da boca), o que é importante para o diagnóstico diferencial.
Quando é que os pais devem procurar o médico?
Sempre que se suspeite de varicela, os pais devem procurar ajuda pediátrica:
1 – Imediatamente:
- Se a criança tem um “ar doente”;
- Se a criança tem febre elevada (temperatura rectal superior ou igual a 39,5 ºC);
- Se tem uma respiração difícil;
- Se tem convulsões e está muito sonolenta;
- Se apresentar vómitos repetidos ou dores de cabeça intensas;
- Se a criança tem uma doença subjacente que deprima a imunidade (leucemia, linfoma, imunodeficiências, etc.) e toma cronicamente medicamentos como imunossupressores ou ácido acetilsalicílico (Aspirina® ou derivados).
2 – Dentro de algumas horas:
- Se as lesões cutâneas se tornaram vermelhas, quentes, dolorosas ou drenam pus;
- Se a criança tem menos de 28 dias de vida;
- Se a febre persistir mais de 3-4 dias.

A consulta dos 18 meses

Ontem, ao fim da tarde, a Joana teve a consulta dos 18 meses. Foi uma espécie de corre-corre colocarmo-nos em tempo útil no HCD, uma vez que nos aventuramos na 2ªcircular dado que a zona do Terreiro do Paço se encontra encerrada para obras. Mas chegamos a horas!

A Joana está óptima e recomenda-se: pesa 11,395grs (P50-P75), mede 83cm (P75) e apresenta um perimetro cefálico de 49cm (P90). A birra para tirar todas estas medidas foi ainda maior do que nas vezes anteriores porque a Joana não gosta que ninguém estranho a procure imobilizar...muito menos em contexto clinico!


Durante a consulta a Bolotinha foi auscultada (tudo bem), os seus ouvidos, garganta e abdómen observados (tudo ok). A última "tarefa" consistiu em avaliar a destreza da marcha. Para o efeito, coloquei-me num dos pontos da sala e a Joana veio a correr até mim, com medo que eu saisse porta fora :-) Óptimo!


Abordamos os seguintes temas:


- Prevenção de acidentes domésticos: cuidado redobrado com quedas associadas a uma destreza crescente do andar. Cuidado igualmente redobrado na cozinha, especialmente aquando da preparação de refeições,uma vez que o bebé sente uma curiosidade insaciável pelo fogão. Cuidado com escadas e tomadas;


- Cuidados solares: protector solar, chapéu e beneficiar do sol até as 11:00 e, da parte da tarde, a partir das 16:30;


- Picadas de insectos: para o efeito, a pediatra receitou-nos Pruriced gel;


- Alimentação: não aos chocolates e enchidos. Fora isso, o bebé pode comer de tudo e com a familia. Quatro refeições por dia são, normalmente, suficientes. Mudamos de leite, do Aptamil Junior para o Nestlé Crescimento, por possuir uma maior riqueza de vitaminas, sais minerais bem como um aporte calórico mais substancial. Podemos utilizar igualmente leite de vaca gordo ou meio-gordo para a elaboração de papas, por exemplo, o que já sucedia;


- Bacio: a partir dos 2 anos começaremos a abordar o tema pois a vontade do bebé ainda é intermitente no sentido de mostrar interesse pelo potinho;


- Saúde oral: continuar a lavar os dentinhos antes de ir para a cama;


- Hérnia umbilical: segundo a pediatra, a Joana terá que ser operada, tendo sugerido uma consulta com um cirurgião pediátrico até aos 2 anos. Pessoalmente, optei por esperar. Ainda acredito que a hérnia regrida por completo e não quero antecipar algo que poderá ser reversível e que não interfere negativamente com a saúde da Joana.


No fim, as vacinas: o primeiro reforço da DTPa e único reforço da Hib bem como a última dose da Prévenar. Ai, suplício! Custa-me imenso entrar no consultório e distrair a Joana como se nada fosse, quando sei que nos minutos seguintes ela irá chorar de dor…segurei o seu bracito, apoiei a cabeça dela de encontro e mim e fiz o que sempre faço: fecho os olhos e dou-lhe beijinhos na cabeça.
Esperamos os habituais 30 minutos antes de regressarmos a casa. Até agora, a Joana ainda não fez qualquer sintoma secundário, esperemos que assim continue!
Agora, a próxima consulta será aos 2 anos e as vacinas aos 6 anos…Tempo, vou dizer-te uma coisa: és implacável!

quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Miminhos booons!

Recebemos estes miminhos da mamã do Diogo (http://umpequeninochamadodiogo.blogspot.com/), da mamã do Martim (http://omeubebezao.blogspot.com/), da mamã da Maria e do António (http://mylittlesstars.blogspot.com/) e da mamã do Francisco (http://the-moon-over-the-sea.blogspot.com/), a quem muito agradecemos a presença sempre carinhosa:



E da mamã do Simão (http://ourosobreoazuldoteuolhar.blogspot.com/) bem como da mamã Lena (http://lenarosa.blogspot.com/) recebemos este miminho muito original:




Obrigada, lindas!

Da sempre simpática Muchi (http://muchisworld.blogspot.com/) recebemos esta delicia de miminho:


Queremos dedicar estes miminhos a todas as mamãs que nos acompanham, todas elas especiais!

Notas soltas

- Adora calçar os meus sapatos de salto alto e levá-los para qualquer ponto da casa;

- Sai à mãe: os iogurtes de banana são os favoritos da Joana;


- Adora agarrar-se ao nosso pescoço para aqueles abracinhos bem apertados;


- Quando se lembra, tenta desprender-se das alças da cadeirinha do carro, sem sucesso, claro!;


- Começou a identificar os avós (maternos) nas molduras e anda com duas pela casa fora;


- Quando quer alguma coisa chama sempre "mamã", nem que esteja a apontar para um livro, para um boião de creme (dos meus!) ou então para uma guloseima.


Enfim, uma diabreta linda!

quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Prazo sui generis

Ontem estava eu a fazer uma limpeza de fotografias no cartão da máquina digital quando encontro esta fotografia que tirei há algum tempo a uma tampa de iogurte. Na altura, quando estava no supermercado a comprar uma embalagem de iogurtes, li na tampa "29 de Abril…é um prazo bom, vou levar".
Só que em casa é que reparei com mais atenção: "29/04 e 05". Então em que ficamos?! Será que os iogurtes têm um prazo de validade alargado, de Abril a Maio? Acho que sim…-)

Tive que olhar duas vezes

Ontem fui buscar a Joana à creche e, ao sair do carro, reparei no carro estacionado ao meu lado esquerdo. No banco do passageiro, estava um bebé deitado num ovo, colocado no sentido inverso da marcha.
Olhei para o bebé e olhei para o banco do condutor. Ninguém. Olhei para os bancos de trás. Ninguém. Janelas do carro fechadas. Olhei duas vezes: bebé, banco do condutor, banco traseiro. Senti um arrepio porque lembrei-me automaticamente da noticia do pai que se esqueceu do bebé dentro do carro, com consequências fatais.
Entrei na creche e entre acolher a Joana, vestir-lhe o casaco e falar com a educadora passaram cerca de 10 minutos. Quando regressei ao carro, já o outro carro tinha ido embora. Felizmente. Provavelmente tratou-se de alguém que foi buscar um segundo filho à creche. Eu não sei mas se estivesse no lugar do/a condutor/a, levaria o bebé comigo, nem que fosse por escassos segundos. Deixá-lo fechado no carro é que não. Como o mundo está, imaginem que furtavam o carro e levavam o bebé? É improvável, eu sei, porque a entrada da creche, onde estava estacionado o carro, tem algum movimento. Mas, por vezes, o improvável acontece...

terça-feira, 21 de Abril de 2009

Pelos direitos das nossas crianças!

Vejam neste link: http://www.peticao.com.pt/direitos-das-criancas

Dos 12 aos 36 meses: Técnicas de descontracção para pais

Acordar com o choro do bebé, noite após noite, pode fazer com que se sinta demasiado stressada para dormir. Antes que comece a abominar a hora de deitar – sabendo que pode ser arrancada do sono em qualquer altura e, depois, estar demasiado esgotada para adormecer novamente – tente as seguintes técnicas de descontracção. Também funcionam quando tenta adormecer logo de início após um longo dia de trabalho. Se, ainda assim, não conseguir dormir aquilo de que necessita, utilize estas técnicas em combinação com um comprimido para dormir.

Ioga e alongamentos


Muitos ginásios e centros recreativos oferecem aulas de ioga e de alongamentos para todos os níveis. Se não tiver tempo para ir ao ginásio, pense em alugar ou comprar um vídeo de ioga ou em criar a sua própria rotina de alongamentos em casa: deite-se de costas e levante lentamente os joelhos até ao peito, mantenha durante alguns segundos, inspirando profundamente, e solte os joelhos. Ou então segure as mãos à sua frente, com os braços esticados, dedos entrelaçados e as palmas viradas para a parede, e levante-as acima da cabeça, alongando assim a parte superior do tronco.


Massagem


A menos que tenha um massagista profissional à sua disposição 24 horas por dia, terá provavelmente de solicitar ao seu companheiro que lhe alivie a tensão à hora de ir dormir. Uma massagem de 10 minutos que inclua a cabeça, o pescoço, os ombros, as costas, os braços e as pernas pode ser um prelúdio relaxante para adormecer.


Inspiração profunda


Inspirar lenta e profundamente pode aliviar a tensão muscular, baixar a frequência cardíaca ou ajudar a adormecer mais rapidamente. É uma boa estratégia para voltar a adormecer quando está completamente desperta às 3 da manhã. O que fazer: feche a boca e inspire lentamente pelo nariz, sentindo o estômago a subir à medida que enche gradualmente o diafragma e os pulmões com ar. Sustenha a respiração durante um segundo antes de expirar novamente pelo nariz, contando até quatro. Repita até sentir o corpo a ficar descontraído.


Descontracção muscular progressiva


Deite-se na cama e feche os olhos. Alternando entre o lado esquerdo e o direito do corpo, contraia e relaxe os músculos da mão e do antebraço, continuando com os bicípetes e os tricípetes, rosto e maxilar, tórax e ombros, barriga, ancas e assim por diante até chegar aos pés. Após 20 a 30 minutos, deverá sentir-se descontraída, da cabeça até aos pés.


Sequência de imagens


Imagine-se num local descontraído como uma praia quente de areia branca ou à beira de um ribeiro de montanha. Feche os olhos e visualize todos os pormenores da cena, até aos mais ínfimos grãos de areia e ao som saltitante da água a correr sobre as rochas. De início, pode não conseguir focar a atenção mas, com a prática, será capaz de eliminar da cabeça o caos que a impede de adormecer.




Conteúdos da responsabilidade de Johnson & Johnson.
As informações contidas nestes conteúdos são para conhecimento geral e não pretendem susbstituir a consulta de um profissional de saúde.
Fonte: Sapo Bebé (http://familia.sapo.pt/johnson/dos_12_aos_36_meses/o_sono_dos_pais/824866.html)

Papa tudo, bebé!


Mesmo no carro, sentada na minha cadeirinha, estou a fazer a tua papa. Faz de conta que este triângulo vermelho é um prato "avant-garde"!


Upa, a primeira colher!


De certeza que papaste tudo, bebé? Olha que eu estou a ver!

segunda-feira, 20 de Abril de 2009

S.O.S. Update!

Acabei de retirar do blog a barra de músicas, que se encontrava no rodapé, e o contador dos visitantes online...voltei a entrar no blog e já não me aparece o tal "erro".

Para vocês, está melhor? Espero que sim!


Obrigada!

S.O.S.!

Preciso do vosso feedback para algo que eu tenho notado desde sábado neste blog: se eu percorrer o blog até ao fim, há um ponto em que ele parece que bloqueia, sendo que no rodapé da barra de navegação aparece algo como "A receber dados http://0.0.0.0/"

Mas o que é que será isto?


O mesmo sucede com vocês? Têm encontrado alguma dificuldade em aceder normalmente ao blog?


Obrigada!

Nascer em casa

O British Journal of Obstetrics and Gynaecology publicou recentemente um estudo holandês que vem afirmar que o parto em casa é tão seguro como o parto em contexto hospitalar.
O estudo envolveu 530 mil partos, sendo que o estudo avaliou sobretudo os riscos para o bebé. Segundo Simone Buitendijk, uma das investigadoras do estudo, “concluímos que para as grávidas de baixo risco em princípio de trabalho de parto é tão seguro parir em casa com uma parteira como num hospital com uma parteira. Estes resultados vêem reforçar a necessidade de políticas que encorajem as mulheres saudáveis a escolherem o local de parto”.
Eu própria vivi na Holanda e sei que os partos em casa são bastante comuns, correspondendo, segundo este estudo, a 1/3 dos nascimentos. Segundo as investigadoras, o mais importante é que a grávida seja seguida durante o parto por uma parteira altamente especializada, que perceba quando é necessário o transporte para o hospital e que o consiga fazer rapidamente.
Contudo, a Holanda é um dos países europeus onde morrem mais bebés durante o parto ou imediatamente após o nascimento, sendo que as investigadoras afirmam que esta elevada taxa de mortalidade nada tem a ver com o facto do bebé nascer em casa, não explicando o porquê da mesma, todavia.
Pessoalmente, não optaria por ter um filho em casa. Sinto-me mais segura num contexto hospitalar, onde se encontram todos os meios clínicos para o parto e o pós-parto, apesar de ter presente que ter um filho em casa possa traduzir um ambiente mais relaxante para a mãe.


Qual é a vossa opinião sobre o tema? Se pudessem optar, teriam um filho em casa ou não?

Não, não e não!

A Joana declarou aberta uma temporada muito especial: a do negativismo.
Por ora, este ainda se manifesta em perguntas simples que lhe faço, apenas para ver a sua reacção. Assim, por exemplo, depois do banho e já de pijama vestido, quando estamos as duas na cama grande a brincar, eu puxo-a para o meu colo e pergunto-lhe: “Joana, vamos tomar banho?” ou “Joana, vamos vestir o pijama?” ou ainda “Joana, vamos fazer ó-ó?”. A cada pergunta que lhe faço, ela fica a olhar para mim, durante alguns instantes, e depois abana que não com a cabeça. Eu só vejo os caracóis do seu cabelo a dançarem de para um lado e para o outro. Depois a Joana pára, olha para mim e ri-se, mesmo marota, como quem diz: “Ah, pensas que eu estou distraída?!”. Aqui, nada feito, desmanchamo-nos as duas a rir!

domingo, 19 de Abril de 2009

1 1/2

Daqui a uma semana está a Joana a completar 18 meses, isto é, um ano e meio de vida.

Já?!

Ó tempo, por favor, dá uma folguinha :-)

Sono limpa o cérebro para novas aprendizagens

Uma equipa de investigadores norte-americanos concluiu que o sono ajuda a limpar o cérebro de informações desnecessárias e a dar lugar a novas aprendizagens, num trabalho hoje publicado pela revista Science.

Paul Shaw e a sua equipa de investigadores na University School of Medicine de Saint Louis, que estudam a mosca da fruta, começaram por querer saber quantas ligações neuronais ou uniões de células se alteram durante o dono.
Para os neurologistas, a criação de novas ligações entre neurónios (sinapses) é uma forma fundamental do cérebro codificar recordações e aprendizagens, mas como estas não podem manter-se indefinidamente, é aí que o sono desempenha o seu papel.
Neste sentido, a função principal do sono seria libertar o cérebro das informações irrelevantes registadas no dia anterior.
Segundo os investigadores, é possível seguir a criação de novas sinapses no cérebro da mosca da fruta num momento de aprendizagem e mostrar como o sono diminui o número de sinapses.
Os cientistas vêem nestas moscas um bom modelo para estudar o sono nos humanos, já que, como as pessoas, estes insectos precisam de seis a oito horas de sono por noite e mostram sinais físicos e mentais de privação quando não dormem o suficiente.
"Muito do que aprendemos num dia não precisamos de memorizar", afirmou outra autora do estudo, Chiara Cirelli, da Universidade de Wisconsin-Madison, acrescentando: "Se usarmos todo o espaço, não podemos aprender mais sem limpar o lixo do cérebro".
A descoberta reforça a ideia de que é essencial dormir bem de noite para consolidar as memórias importantes da véspera e eliminar as que estão a ocupar espaço desnecessariamente.
Já se sabia que o sono promove a aprendizagem, mas esta equipa chegou à conclusão de que "a aprendizagem aumenta a necessidade de dormir".
"Actualmente, muitas pessoas estão preocupadas com os seus empregos e com a economia, e algumas delas estão a dormir pouco por causa disso", disse Paul Shaw.
Porém, "estes dados sugerem que o melhor a fazer para estar em forma e aumentar as hipóteses de manter o emprego é dar alta prioridade a dormir o tempo necessário", concluiu.



Fonte:Diário de Noticias (http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1190535&seccao=Sabia%20que)

Desenhar, desenhar, desenhar


Adoramos desenhar com estes marcadores.

Vale-nos que eles são laváveis :-)

sábado, 18 de Abril de 2009

Abril

Águas mil!

Para quê toda esta chuva?! Dispensável, não acham?


Esta manhã fomos a Cascais, saímos de Lisboa com chuva e entramos no Guincho com o tempo mais ou menos...agora chove novamente.


A coisa boa é que eu adoro adormecer ao som da chuva a cair!


Vocês não perdoam...

...em relação ao texto que publiquei sobre a mudança da barrinha!

Apesar da cegonha ainda não estar de novo a caminho, vamos cingir-nos a alterar a barrinha da Joana para um outro design. Adoro esta barrinha, confesso, vai custar-me "separar" dela mas a Joana entretanto cresceu e já não é bebé-bebé. E uma bebé-menina!


Vi uma barrinha na Lilypie da qual gostei e que dentro de alguns dias transportarei para aqui.


Agora, quando a cegonha vier a caminho, quase de certeza que vou novamente buscar a actual barrinha da Joana :-)

sexta-feira, 17 de Abril de 2009

A memória do bebé

Não ligue para quem diz que ele não se irá lembrar do primeiro aniversário. É verdade que a criança não se vai recordar dos balões, do bolo e das brincadeiras. Mas a alegria e a felicidade vão ser assimiladas e guardadas na memória. Desde que nascem, os bebés exercitam a memória ainda como uma estrutura em desenvolvimento. Como eles têm uma limitação de linguagem e motora nessa fase, respondem aos estímulos de outra maneira. É utilizando a memória que o bebé reconhece a voz dos pais, pede para brincar com um brinquedo específico e pára de chorar quando alguém querido o pega no colo. Entre 1 ano e meio e os 3 anos, a capacidade de memorizar cresce. "E por volta dos 4, as regiões cerebrais amadurecem, incluindo as responsáveis pela memória. Começam a existir as lembranças", diz Maria Valeriana Leme de Moura Ribeiro, neurologista infantil da Universidade Estadual de Campinas.


Enquanto dormias...

Ontem, enquanto dormias, fui sentar-me junto de ti.

Dormias aquele sono que só os bebés dormem: profundo, sereno, bonito, perfumado.


Fiquei a contemplar cada detalhe teu, desprendida do tempo e agarrada à cadência da tua respiração. A palma da minha mão foi escutar o teu coração, veloz como o voo de uma andorinha. Instantes depois estavas a virar-te de lado e levaste as mãos semi-abertas de encontro ao peito. Sorriste. Sim, a palma da minha mão já lá não estava mas toda eu estava ali, naquele ninho, entre o teu peito e as tuas mãos. Com vontade de adormecer ao ritmo do teu coração. Até o dia despontar e acordar contigo a despentear-me os cabelos para, de seguida, exclamares, alto e a bom som, um "Oláááááá!"


O amor tem destas coisas...!

quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Estou a pensar...

...em mudar a barrinha acima...!

Vacinação: sim ou não?

5% das crianças em Portugal não são vacinadas.

O que nos leva a vacinar ou não o nosso filho?


Pessoalmente, penso que a vacinação, apesar de não ser um passaporte imonulógico completamente eficaz (há crianças que têm uma gastroenterite apesar de terem recebido a vacina Rotarix, por exemplo), garante um patamar superior de bem-estar e protecção de doenças várias. Por outro lado, foi a vacinação em massa que permitiu a erradicação de doenças tão graves como a tosse convulsa, difteria ou a poliomelite.


No entanto, há pais que encaram a vacinação como estar, desnecessariamente, a sujeitar a criança a possiveis efeitos secundários ou porque estão convictos de que as vacinas mais não são do que poderosas "máquinas de fazer dinheiro" da indústria farmacêutica. Assinam, pois, um termo de responsabilidade em como manifestam a sua vontade em não vacinar o filho.


Na minha opinião, uma criança não vacinada constitui um risco não apenas para a saúde da própria criança como também para a saúde das demais crianças com quem ela convive. Segundo o Dr Mário Cordeiro, "os pais são sempre as pessoas que decidirão, mas também é bom pensar que a sua decisão acarreta responsabilização. Se amanhã uma criança não é vacinada porque os pais não o desejam, e se morre ou fica com sequelas por causa de uma meningite, sarampo, tosse convulsa ou difteria, o assunto será mais complicado de gerir, do ponto de vista psicológico, moral e até jurídico."


E aqui, o que fazer?


Qual é a vossa opinião?

quarta-feira, 15 de Abril de 2009

O elogio da "imperfeição"

Que mal tem se o pó se acumula nos móveis, se não se consegue chegar a horas à escola ou se os outros pais lançam olhares desaprovadores perante uma saída nocturna «à antiga»? A família está feliz? Isso é que importa.

A lenda do escultor renascentista Miguel Ângelo diz que muitos dos seus trabalhos em mármore nunca chegaram a ver a luz do dia. O criador apenas concebia mostrá-los se o mármore em que os apurava fosse absolutamente branco e os movimentos do cinzel absolutamente precisos. Se não fosse assim, a destruição era certa. Tido como o supra-sumo dos perfeccionistas, viveu permanentemente angustiado pelas falhas que acreditava possuir, sem se aperceber de todas as maravilhas que as suas mãos criavam.

Há seis anos, com uma bebé linda nos braços, voltei a renovar a promessa que, durante os últimos nove meses, tinha feito tantas vezes a mim própria: «Vou tentar ser a mãe perfeita! Nada vai poder falhar nunca, porque a minha filha merece tudo!». Cedo, porém, as noites mal dormidas, o respectivo cansaço e a pouca experiência começaram a passar factura e dei por mim a não conseguir cumprir todas as tarefas a que me tinha proposto. Cenário que se agravou com o regresso, a tempo inteiro, a uma profissão que adoro mas que, por definição, é imprevisível a nível de horários e exigências.

Nove meses após o nascimento, angustiava-me com a roupa que se acumulava no cesto, com a casa que parecia caótica, com a desorganização das refeições, porque a família e os amigos tinham deixado de me ver e também porque me tinha esquecido de mim própria, vivendo apenas em função de um ideal de maternidade. Foi então que a vida de Miguel Ângelo (recordada num dos raros momentos dedicados ao prazer dos livros) me veio subitamente à ideia. Quantas obras-primas podiam ser hoje contempladas se o mestre tivesse conseguido ultrapassar os seus medos, aceitando as imperfeições próprias da condição humana?

Não posso dizer que se tratou de uma iluminação imediata. Pelo contrário, é um processo que se arrasta desde essa altura e que, por certo, vai durar toda a vida. Mas tentar escapar à tirania da perfeição tornou-nos, a mim e à minha família, pessoas muito mais felizes. Por isso, faço o elogio das tentativas e erros, da impulsividade com resultados desastrosos, das orelhas moucas à catadupa de conselhos não solicitados, aos momentos de neura, às farpas de egoísmo, às angústias de não ser capaz, às gargalhadas que se seguem a um disparate de todo o tamanho. Em suma, faço o elogio da imperfeição. Cometo erros. E ainda bem.

Metas impossiveis

«A definição de mãe perfeita, como aquela que não falha nunca, é a coisa mais horrível que se possa imaginar. No entanto, é um ideal que muitas mulheres perseguem a todo o custo». Quem o defende é Manuel Lemos Peixoto, director clínico do Centro de Estudos da Família e Psicoterapia. Esta procura da perfeição radica «na própria natureza do ser humano que, de forma permanente, procura superar-se e melhorar o seu desempenho», tendo como modelo «muitos esquemas sociais, filosóficos e religiosos que colocam a tónica numa vida sem mácula» afirma, acrescentando: «no caso das mulheres, a multiplicação de papéis sociais que lhe são exigidos leva a que esse ideal, por definição inalcançável, seja cada vez mais difícil de cumprir.» É que «até os deuses caíram do Olimpo!»

Chamadas a serem mães mas também companheiras, filhas, amigas, boas profissionais e todo um leque crescente de personagens, «o peso que é colocado em cima das mulheres acaba por ser maior do que o que acontecia no passado, quando estavam confinadas à rotina doméstica», refere o psicólogo. «Às mães continua a ser pedido, de forma mais ou menos difusa, que sejam o garante da educação, dos afectos, da disciplina no seio da família, ao mesmo tempo que participam de direito próprio num mundo exterior de competição desenfreada. É apenas natural ser impossível cumprir com todos os parâmetros auto-impostos.»

Se não é difícil cair em esquemas desenfreados de desempenho, mais complicado se torna fazer o caminho inverso e começar a aceitar que a perfeição não só é impossível de atingir, como é mesmo indesejável. «Pensemos, por momentos, não nas mães que transmitem uma imagem de infalibilidade, mas sim nos seus filhos. Como será que estes se sentirão quando, à medida que ganham autonomia, não conseguirem acompanhar o modelo materno?», questiona Manuel Lemos Peixoto.

Um bom primeiro passo no caminho da imperfeição passa pelo reconhecimento da impotência, ou seja, «conquistar a tranquilidade suficiente para reconhecer que ninguém tem a capacidade de resolver todos os problemas e encarar todos os desafios. Vão sempre existir situações que escapam ao nosso controlo». Em contrapartida, «é altamente positivo perceber em que campos temos, efectivamente, poder de intervenção», refere o terapeuta familiar, para quem esta é uma das definições, não da mãe perfeita mas da muito mais desejável «mãe suficientemente boa».

Nada é tudo

Mas o que entende Manuel Lemos Peixoto por esta expressão? «Uma mãe suficientemente boa é aquela que, perante a máxima judaico-cristã ‘ama os outros como a ti mesmo’, não faz letra morta da segunda parte. Ou seja, que está completamente disponível para a sua família, mas não se esquece de si própria, das suas necessidades e do seu equilíbrio.» E é também aquela que «ajuda a crescer, combatendo a omnipotência infantil», isto é, a que recusa viver apenas em função das necessidades dos filhos. É a mãe que está preparada «para todas as consequências da frustração que impõe, acompanhando a criança nas suas zangas e momentos de glória.»

Deixar o quotidiano fluir pode também esconder boas surpresas. «Quem não permite que entre um pouco de ‘desarrumação’ na sua vida está impedido de ver as excepções que lhe dão sal e a tornam atraente. A previsibilidade é estéril, não deixa espaço para as singularidades que nos enriquecem, nos fazem evoluir e nos tornam mais atraentes para os outros», defende Lemos Peixoto.

A escritora norte-americana Brett Paesel escreveu o livro «Mommies Who Drink» («Mamãs Que Bebem», em tradução livre), no qual partilha, em discurso directo, o processo que a levou da angústia à serenidade, passando por momentos de partilha, desorientação, cumplicidade e humor. Quando o filho, Murphy, nasceu, Brett esperava ser «completamente preenchida com o bebé que descansava tranquilamente» nos seus braços e «transformada pelo milagre da maternidade». Mas tal não aconteceu, embora nunca questionasse o amor que sentia.

Ao invés, esta, até então, mulher de carreira e fã incondicional de festas, viagens inesperadas e «deadlines» impossíveis, viu-se a braços com um ambiente doméstico que detestava, intromissões das «super-mães» que encontrava no parque - «que não falavam de mais nada senão de como levar as suas crianças a comer vegetais e me olhavam de soslaio porque não participava na conversa». O resultado foi começar a questionar-se sobre se teria capacidades de levar «todas as exigências» por diante quando se sentia cada vez mais impotente.

A tentativa de remar contra a maré de desânimo foi recuperar alguns dos hábitos pré-gravidez, como saídas a dois e programas com as amigas «para beber copos no bar do costume», onde o empregado, a dado momento, as apelidou como as «mamãs que bebem». No entanto, embora se sentisse muito mais equilibrada, os sentimentos de culpa não a abandonaram na totalidade e foram até crescendo com o tempo. Brett sentia que, depois de escapar a um estilo de maternidade «obsessiva», estava começar a resvalar em sentido contrário.

A gota de água aconteceu quando a mãe de uma colega de Murphy no infantário lhe perguntou se não estaria a «esquecer» as necessidades do filho, pelo facto de se ter esquecido, várias vezes, de enviar um brinquedo para que ele o mostrasse no «Show and Tell» (uma ferramenta pedagógica muito comum nos países de língua inglesa, na qual as crianças escolhem um objecto para mostrarem aos amigos. O objectivo é desenvolver a socialização e as capacidades de comunicação).

Ao princípio Brett voltou a angustiar-se até que percebeu que Murphy não estava minimamente afectado pela situação: na primeira vez mostrou teatralmente as mãos vazias e o «nada» que as preenchia, fazendo um sucesso imenso. Na segunda, decidiu substituir o brinquedo ausente pelas peças de roupa interior e os colegas voltaram a adorar. Foi nesse momento que a mãe compreendeu que, apesar de todas as «falhas» que a atormentavam, tinha em casa uma criança interventiva, bem-disposta, criativa e com capacidades para enfrentar o mundo. Em suma, uma criança feliz.


Fonte: Pais&Filhos

Só dela!

Eis as novas expressões favoritas da Joana:

- "Oóooo!": quando deixa cair algo ao chão, exclama um enfático "Oóooo!", colocando uma das mãos abertas sobre a boca e arregalando os olhos. Ou, então, quando acaba um desenho animado do qual ela gosta muito;

- "Mmmmm!": quando a Joana me vê cozinhar.

E as novas palavras:


- Ódi: Noddy. Continua a ser uma fã do Noddy, apesar do Coelhinho Hopla estar actualmente em primeiro lugar!;

- Bola: bola. Aprendeu a dizer a palavra na integra graças a um pequeno sketch no DVD do Coelhinho Hopla;

- Bidada: obrigada. Sempre que lhe damos algo;

- Ó-ó: para fazer ó-ó;

- Apu: gato. Gosta particularmente do gato que aparece no DVD do Coelhinho Hopla;

- Véia: ovelha. Aprendeu a dizer esta palavra com a Quinta Interactiva da Chicco;

- Papu: pato, sapato. Identifica muito bem o pato (para além do gato, cão, pássaro e peixe) e adora sapatos.
Gosta de os tentar calçar em si mesma, em mim e nos seus Nenucos!

Por último, mais comprinhas feitas no passado fim-de-semana prolongado.

Um conjunto Ralph Loren (camisa e casaco), comprado no El Corte Inglès:



Um par de calças Gant e duas caminhas IKSS:


Uma jardineira e um par de sapatilhas, compradas na Timberland:


terça-feira, 14 de Abril de 2009

Sarampo, difteria e poliomielite erradicadas em Portugal

O sarampo, a difteria e a poliomielite, doenças outrora altamente mortais, estão eliminadas em Portugal, segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS), que considera "muitíssimo positiva" a evolução, nas últimas décadas, do panorama das doenças infantis (0-14 anos) para as quais existem registos e vacinas.

A subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas, lembrou à Lusa que na "era pré-vacinal" doenças como o sarampo e a papeira atingiam praticamente todas as crianças.

Considera-se que uma doença está eliminada de um país ou região após três anos consecutivos sem registo de novos "casos indígenas" (locais).

O sarampo está eliminado em Portugal, assim como a poliomielite (o que se verifica também nos 53 países da região europeia da Organização Mundial de Saúde e nos continentes americano e australiano) e a difteria (também em toda a Europa Ocidental).

Actualmente, a poliomielite existe em "poucos" países da Ásia e África, pelo que Graça Freitas acredita que possa vir a ser erradicada em breve.

Entre as doenças de declaração obrigatória, apesar de não haver registos de casos de rubéola congénita entre 2003 e 2007, a DGS não a considera eliminada, uma vez que foram registados cinco novos casos de rubéola em 2007.

"Teoricamente, enquanto houver casos, a doença pode persistir, porque se corresponder a uma mulher grávida pode dar origem à rubéola congénita. Daí a necessidade de vigilância", explicou a responsável.

Também sem registos estão o tétano neonatal e o tétano. Mas a doença nunca será considerada eliminada ou erradicada por ser provocada pela transmissão entre o ambiente e as pessoas.

Entre 2003 e 2007, na lista das doenças de declaração obrigatória, o maior número de novos casos continua a corresponder à papeira. Nesses cinco anos houve um total de 841 registos, 140 deles em 2007.

Ainda entre 2003 e 2007, houve registo de 151 novos casos da doença meningocócica C.

A vacina MenC foi introduzida no Programa Nacional de Vacinação em 2006.

A única doença erradicada a nível mundial através da vacinação é a varíola, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou oficialmente eliminada em 1980.


Pediatras alertam para a importância da vacinação
Os pediatras continuam, no entanto, a alertar para a importância da vacinação para evitar as doenças habituais da infância, apesar de se considerar que muitas delas estão eliminadas em Portugal.

Sem números precisos, está a escarlatina, doença sem vacina nem declaração obrigatória. Mas "tudo indica que se tem mantido estável", segundo disse também à Lusa Graça Rocha, da secção de infecciologia pediátrica da Sociedade Portuguesa de Pediatria.

Os últimos dados sobre a varicela, também sem declaração obrigatória, remontam a 2002, quando, segundo o estudo serológico nacional, mais de 80 por cento das crianças tinham esta doença nos primeiros quatro anos de vida.

Há no mercado uma vacina contra a varicela (desde 2004), mas não está integrada no Programa Nacional de Vacinação (PNV).

Para o sarampo, papeira e rubéola existe a vacina VASPR, que é administrada no PNV aos 15 meses e à entrada para a escola primária.

"Porque temos, felizmente, elevadas taxas de vacinação não temos tido casos de sarampo. O mesmo não tem acontecido em muitos países da Europa onde as taxas de vacinação são mais baixas e onde têm surgido casos", referiu a médica à Lusa, exemplificando com a situação do Reino Unido no ano passado.

Há também registos de casos de papeira "porque ocorreu alguma variação do vírus, pelo que teve de se adaptar a vacina", acrescentou.

Graça Rocha explicou, também, que em várias doenças virais a "probabilidade de complicações é maior se a infecção ocorrer na idade adulta" e daí o pensamento de alguns pais em provocar o contágio o mais cedo possível.

No entanto, "podem ocorrer complicações dessas doenças na criança pequena". Por isso, defendeu "uma prevenção eficaz", através da vacina do sarampo, da rubéola, parotidite e papeira, nomeadamente.

A única doença erradicada em todo o mundo, através da vacinação, é a varíola, na sequência de uma certificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) a 8 de Maio de 1980.



Fonte: Pais&Filhos

Que leitura fazer?

"Não quero crianças no meu casamento, como é que eu faço para colocar isso no convite?”
...
“O presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) apelou às autoridades competentes que actuem nas situações em que as crianças sejam impedidas de frequentar unidades hoteleiras.”
...

Sim, leram bem. Confesso: eu tive que ler duas vezes.
Cada pessoa tem as suas próprias opções e pontos de vista. Respeito. Mas não posso deixar de dar a minha opinião.
Não vou falar em discriminação, ausência de bom senso ou sensibilidade. Porque são ingredientes que saltam primeiramente à consideração de cada um que reprovou as duas realidades acima transcritas.
Situação A: o convite de casamento que rejeita “simpaticamente” a presença de crianças. Tomei conhecimento desta noticia através do portal da BBC e como argumentos defensores de tal posição encontrei algo como: “Não queremos que o nosso casamento seja uma espécie de Disneyworld” ou “Não queremos que o nosso casamento seja ensombrado por gritos de crianças” ou ainda “Uma criança paga o mesmo que um adulto numa refeição”.
Pessoalmente, penso que se trata de uma obsessão extrema com o “casamento perfeito”. Para estes casais, o que significa a palavra “casamento”? Será mesmo uma celebração do amor? E porque é que a presença de crianças poderia tornar essa celebração menos prazenteira? Se houvesse uma que decidisse fazer uma birra (nem que fosse no meio da troca de alianças), será que a noiva desataria num pranto desenfreado porque aquela criança estava a “estragar” o seu dia? Mais gostaria eu de saber como é que os noivos convidam casais que têm filhos...seria algo como: “Gostariamos imenso de contar com a vossa presença neste dia que para nós é tão especial...mas há um pequenino senão...os vossos filhos, huumm, será que não poderiam deixá-los com os avós? É que, sabem, huuumm, às vezes as crianças podem tornar-se algo, huuummm, difíceis...”. Imagino quando estes casais tomarem a decisão de ter filhos. Não, esperem. Retiro o que disse. Não quero mesmo imaginar!
Situação B: crianças impedidas de frequentar unidades hoteleiras. Adivinham onde é que esta situação teve lugar? No nosso país. Mais precisamente no Algarve. Com efeito, houve uma quinta de turismo rural situada perto de Tavira que “candidamente” recusou a presença de crianças por temer que estas possam “manchar a imagem da região” ou “afastar os clientes da unidade hoteleira” por haver crianças que façam muito barulho, incomodando os restantes hóspedes. No entanto, e contraditoriamente, um dos sócios do empreendimento assegura que todos os anos recebe várias crianças, desde que os pais se disponibilizem para pagar um quarto para elas.
Nas suas palavras, “o problema é que muitos pais não querem pagar pelos filhos e esperam que ponhamos camas extra nos quartos, o que não fazemos a não ser que sejam bebés, porque temos um berço”... Nesta ordem de ideias, se uma criança tiver 3 ou 4 anos, por exemplo, terá que dormir sozinha num quarto?
Compreendo que haja unidades hoteleiras vocacionadas para o descanso e que haja pessoas que queiram desfrutar em pleno desse mesmo descanso, arrepiando-se e temendo pelo seu bem-estar se virem, pelo menos, uma criança no mesmo espaço que elas. Compreendo que haja crianças insolentes, que, por tudo e por nada, teçam birras intermináveis e audíveis em todos os quadrantes. Mas neste caso os pais estarão lá para colmatar qualquer comportamento menos ajustado. Pior é quando os pais se demitem de tal função, verdade seja dita. Mas não podemos nem devemos generalizar. Provavelmente, o empreendimento turístico que fez notícia (e que, curiosamente, apareceu numa revista com o titulo “Fim-de-semana com os filhos”) deparou-se com um ou dois casos mais constrangedores. Mas e daí? É o pão nosso de cada dia! Há crianças insolentes e há crianças que não causam qualquer turbulência. Por conseguinte, se eu decidisse passar uns dias nesse empreendimento, quem me diz que eu não conseguiria aliar o descanso à presença da minha filha ou à presença de outras crianças? Ou será que os hóspedes, incluindo os proprietários, têm uma tabuleta nas costas a dizer: “Por favor, crianças, não incomodem os adultos porque estes querem descansar.”?!Desculpem-me. Compreendo a existência de empreendimentos para “descanso puro” e de empreendimentos de natureza mais familiar. Conheço ambos os pólos. Mas, para mim, empreendimentos que não desejam acolher famílias nas suas instalações fazem-me lembrar pessoas têm alergia a crianças de carne e osso. Sim, aquelas que pulam, dançam, brincam, sujam. Porque existem algumas crianças que aparecem na capa das revistas e que parecem sempre tão bem comportadas. Pergunto-me: será que estes adultos, tão amigos do descanso puro, conseguem dormir com o barulho das cigarras ou com o coaxar dos sapos? E será que não acordam prematuramente com o chilrear dos passarinhos? Fazem-me lembrar aqueles adultos birrentos que fazem cara feia quando a criança do lado chora. Como se não se lembrassem que também eles, quando crianças, fizeram trinta por uma linha. Pois...o mais certo é não se recordarem...

segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Honra

É estar aqui: http://www.dobebe.com/directorio/92-blogs-das-mamas-os-premiados.html

Obrigada pelo carinho e pelo reconhecimento!

O primeiro dia de aulas

Uma das mais marcantes experiências na vida de uma criança é o primeiro dia de escola. Todas temos pelo menos uma recordação desse dia tão especial.
Hoje em dia, a experiência não assume formas tão amendrontantes, uma vez que muitas das crianças já passaram algum tempo nos jardins-escola, em amas ou noutro tipo de instituições em que participaram em jogos e actividades e, mais importante que tudo, conviveram fora do ambiente familiar.
Esta ambientação ensina-lhes também a respeitar horários, e incute-lhes normas de cidadania, educação e respeito para com os outros miúdos, (salvo raras excepções).
Mas o primeiro dia continua a trazer os nervos à flor da pele, quer dos pais, quer das crianças, porque os primeiros sabem que a atenção dedicada à criança vai ser totalmente diferente e os segundos não sabem muito bem o que os espera.

Os medos geram-se, muitas vezes, com as frases que os pais dizem sobre a possível severidade dos professores, dos colegas, sobre a aprendizagem, etc, uma situação que poderia ser remediada se as escolas proporcionassem uns dias para que as crianças pudessem visitar a escola e falar com a futura professora.

Alguns especialistas afirmam que a idade perfeita para as crianças começarem as aulas seria a partir dos sete anos, altura em que estariam mais preparadas para assumir as responsabilidades, passando assim mais algum tempo em actividades lúdicas nos infantários.
Para preparar o seu filho para o primeiro dia de aulas, converse com ele, mostrando-lhe os lados bons desta mudança, acalmando-o e, se possível, leve-o alguns meses antes, à futura escola para ele ver os outros meninos a brincar. Desta forma vai despertar-lhe o desejo. Deixe-o participar também na compra do material escolar e na preparação dos livros (forrar estes com papel vai protege-los e ajudar a criança a conhece-los antes de os estudar).

Será bom se se recordar de alguma coisa especial que os seus pais lhe proporcionaram quando entrou para a escola e repeti-la com o seu filho, na certeza que um dia mais tarde esse gesto lhe vai caber a ele.

Durante as aulas, se a criança se recusar a ir à escola, ou faz birras, é importante saber as causas desta situação. Fale com a professora ou com colegas.

Cabe aos pais preparar a criança para este passo e acompanhá-la sempre, e não se esqueça que ainda falta uns bons quinze anos para ele sair da escola.

Recordam-se do vosso primeiro dia de aulas?

Fonte: ABC do Bebé

A espreguiçadeira reinventada

Na sala continuamos a ter, para além das mesas de actividade, o Quattro, o Parque Lúdico e a espreguiçadeira, encontrando-se estes três últimos juntos a uma das paredes da sala, em filinha.No passado fim-de-semana a Joana reinventou a espreguiçadeira. Nela encontrava-se a dormir um cão de dimensões generosas (de peluche, leia-se!). O que fazer, então? Pensar duas vezes? Não foi preciso! Toca a tirar o cão da sua “caminha” e recambiar a espreguiçadeira para o meio da sala, com a ajuda do pai. Para servir que propósito, alguém adivinha? Palpites? Nem mais nem menos do que um sofá. Ora para a Joana, ora para os seus Nenucos, que também têm direito a ver televisão! Às tantas, nem Joana nem Nenucos na espreguiçadeira...porquê? Porque a Joana descobre os morangos que fazem parte do padrão do seu sofá exclusivo e pergunta-nos “Qié?”, apontando para a curiosa figura. Tendo obtido a resposta, toca a saltar para cima da espreguiçadeira novamente. Até que olha para os Nenucos, deitados ao redor da mesma. Injustiça. Vá, cabemos todos aqui!

P.S.: A imagem da espreguiçadeira que ilustra este texto data de Novembro de 2007, quando a acabámos de montar, era a Joana ainda uma "chuchinhas-nata"!

domingo, 12 de Abril de 2009

A Primavera e a meningite

Na Primavera e no Outono, parecem ser as estações preferidas pela meningite meningocócica, uma doença que pode levar à morte e que se manifesta nas crianças. Todos os pais já receberam ou procuraram informação acerca da meningite, a inflamação que ocorre nos tecidos que cobrem o cérebro e que pode causar a morte de crianças pequenas.
Segundo os dados estatísticos, a meningite meningocócica parece preferir o Outono e a Primavera para se manifestar, o que pode ser justificado pela maio ocorrência de infecções respiratórias, altura em que o corpo se encontra mais debilitado.
Em Portugal, num estudo que abrangeu os anos de 1994 a 1998, verificou-se que o maior número de casos foi registado no Norte e Centro do país, sendo que as idades mais afectadas foram de crianças entre os 0 e os 4 anos de idade, com maior incidência para o sexo masculino.
A meningite resulta da inflamação das meninges, membranas delgadas que revestem o cérebro e a medula espinal, que tanto pode ser causada por bactérias, como pelo meningococo e o pneumococo, ou por bacilos, como o da tuberculose e os que acompanham a gripe.
As manifestações da doença dependem da idade da pessoa afectada e passam por febre alta, prostração e apatia, perda de apetite, vómitos, aparecimento de petéquias (pequenas hemorragias na pele ou manchas tipo picada de pulga), rigidez no pescoço e dores fortes de cabeça.
Deve consultar-se o médico logo que os sintomas se façam sentir. É preciso, de imediato, isolar o agente responsável, para proceder à sua identificação no sangue e efectuar uma análise ao líquido da medula espinal, seguindo-se o tratamento com antibióticos.
A meningite é uma doença contagiosa, porque todas as pessoas são eventuais portadores e “carregam” o meningococo na rinofaringe. Quando se regista uma situação de meningite, é necessário localizar a comunidade onde se despoletou o primeiro caso, fazer-se a profilaxia a toda a população e, se necessário, realizam-se análises à água. A doença é curável quando diagnosticada e tratada a tempo.
Contudo, a meningite meningocócica, continua presente em Portugal e ainda não existe uma vacina segura para lidar com o problema. Na categoria de meningite incluem-se as chamadas meningites benignas, provocadas por um vírus que não requer tratamento, embora as crianças possam necessitar de internamento para evitar a desidratação.
As meningites neonatais, que surgem em crianças lactentes, manifestam-se por febre ou hipotermia, rejeição dos alimentos, prostração, irritabilidade e, por vezes, convulsões localizadas.
Próxima da meningite está a septicemia mortal, que pode ser provocada por vários agentes. A que se manifesta mais frequentemente nas crianças, e que pode levar rapidamente à morte, tem como causa uma bactéria, que também é causa da meningite, o meningococo.
E como estamos a entrar nesta estação, todos os cuidados são poucos. Tenha atenção ao sintomas aqui referidos e procure mais informação junto do seu médico e Centro de Saúde.


Fonte: ABC do Bebé

Carregar as baterias

Este fim-de-semana prolongado tem sabido tão, mas tão bem. Temos aproveitado para descansar e passear ao máximo pois durante a semana passada a Joana esteve constipada. As noites foram terriveis, especialmente duas, a meio da semana, em que dormimos, em cada uma delas, 3 horinhas, no máximo...mas a Bolotinha já está melhor, apesar de ainda ter alguma tosse.

Como é que tem sido o vosso fim-de-semana prolongado?

sábado, 11 de Abril de 2009

Novas regras da parentalidade em vigor a 1 de Maio

As novas regras relativas à protecção social na parentalidade, que prevêem, entre outras coisas o alargamento da licença parental para seis meses, subsidiado em 83 por cento do salário bruto, entram em vigor em Maio, divulgou o Sol, citando a Lusa.


De acordo últimos diplomas publicados em Diário da República, as novas normas entram em vigor a 1 de Maio, quer para o regime geral, quer para os funcionários que entraram para a Administração Pública até ao final de 2005 e que não estavam integrados no regime geral para efeitos de prestações sociais.

A partir de agora, a licença pós-parto, intitulada licença de parentalidade, pode passar a ser de cinco meses, pagos a 100 por cento da remuneração bruta, ou de seis meses, pagos a 83 por cento, desde que um desses meses seja gozado de forma exclusiva pelo pai.

O diploma mantém o direito a 100 por cento do salário bruto nas licenças de quatro meses e de 80 por cento nas de cinco meses.

Segundo escreveu também o Público, os pais podem ainda alargar a licença parental até aos 12 meses, mas com os seis meses suplementares (três por cada um dos progenitores, obrigatoriamente) a serem subsidiados apenas a 25 por cento da remuneração bruta. Outra das novidades introduzidas pelo decreto-lei n.º 91/2009 é o aumento de cinco para dez dias úteis da licença a gozar obrigatoriamente pelo pai a seguir ao parto. Os pais poderão ainda usufruir de mais dez dias opcionais, pagos a 100 por cento, em simultâneo com a mãe.


Fonte: Pais&Filhos

Desafio: o meu bebé é demais!

Recebemos este desafio da mamã Ana (http://tesouro-precioso.blogspot.com/) que consiste em indicar 10 coisas sobre o(s) nosso(s) filho(s) que nos fizeram pensar: "O meu bebé é demais!".

Vamos lá então:

1. Dar comida e mudar a fralda aos Nenucos;

2. Dar beijinhos e abraços que sabem pelo mundo;

3. Fazer, na creche, presentes lindos para nós;

4. Soltar gargalhadas;

5. Pôr a mão na boca e soltar um "Óóóó" quando sabe que fez algo que não era suposto fazer;

6. Dançar e abanar a cabeça ao ritmo de músicas infantis;

7. Arrumar os brinquedos no lugar;

8. Comer e beber sozinha, se bem que com muita roupa suja à mistura;

9. Gostar de folhear, ela mesma, os livros;

10. Falar, falar, falar!


Quem aceita o desafio?!

sexta-feira, 10 de Abril de 2009

O bebé e a música

Todos as crianças vêm ao mundo com sensibilidade aos sons mas apenas alguns felizardos beneficiam de ouvido musical.
Estes aprendizes de melómanos aspiram a uma única coisa: partir à descoberta do mundo dos sons. Esta capacidade não é inata como alguns pensam!
Por muito grandioso que seja, o compositor Mozart não usufruía do gene «génio»!
Todavia, banhado por um universo sonoro variado desde a sua vida intra-uterina, ele despertou mais facilmente para a música. Se deseja compreender a virtuosidade do seu prodígio, o que se segue vai interessar-lhe.


O ouvido musical do recém-nascido

A audição do bebé desenvolve-se ao longo do tempo. Bem antes do nascimento, o pequenito é sensível aos sons. As vibrações e as entoações ambientais fazem cócegas na sua pele e no aparelho auditivo.
Na barriga da mamã, a relação, mesmo que passiva, que ele possui com os sons tem efeitos benéficos. Anti-stress, a música desperta também o conjunto das suas funções mentais e físicas, permitindo assim desenvolver o seu intelecto.
Desde o nascimento, o bebé já consegue reconhecer trechos das músicas preferidas da mamã, as que mais lhe são queridas e que ouvia regularmente durante a sua gravidez. Uma simples pressão na tecla «Play» da sua aparelhagem Hi-fi e o bebé acalma-se ou manifesta interesse.
A música permite-lhe sentir emoções assim como uma sensação de protecção que o lembra a segurança da barriga da mamã, quando era embalado pelos seus batimentos cardíacos. Mas os virtuosos da música não param por aqui.
Assim, os sons melodiosos ajudam-nos a concentrar-se, a desenvolver a sua capacidade de audição, a estimular a sua criatividade, a apreender melhor o universo que o rodeia …
No momento de deitar o seu bebé, ponha-lhe uma música que ele conhece ou música clássica. Ele adormecerá mais facilmente. Mas tenha cuidado com o volume.
Os seus ouvidos, tão sensíveis, preferem as músicas apaziguadoras, calmas aos decibéis demasiado elevados. Sem dúvida, a música acalma e contribui para o desenvolvimento do seu bebé.

A descoberta da música pelas canções

Adira às cantigas! As crianças adoram as cantigas de embalar e as canções infantis. As suas mãozinhas vão acompanhá-la no ritmo quando a melodia agrada. Algumas vozes agradam-lhe mais do que outras mas é a sua que o bebé prefere.
Aproveite ao máximo o papel de «mamã estrela» e não hesite em cantar-lhe. Cada momento do dia é ideal para um estilo de música diferente. Uma cantiga de embalar é bem-vinda quando o bebé está em fase de relaxamento, enquanto uma canção ritmada é perfeita para o acordar.
Verdadeiro meio de comunicação lúdico, a música permite-lhe viver várias experiências. Ela estimula consideravelmente a sua capacidade de ouvir, a sua concentração, a sua memória e o seu sentido artístico.

Quando o bebé se torna músico

A música participa no desenvolvimento geral da criança. Quando ele ouve, é necessária a totalidade do seu cérebro. Muito depressa e, graças aos seu encorajamento, ele apercebe-se que ouvir música e produzir sons são duas coisas bem distintas. Emitir sons fascina-o.
Brinquedos musicais ou verdadeiros instrumentos, o que escolher? Alie os dois mas privilegie os instrumentos sólidos como o tambor ou a harmónica… Não há idade para se sentir um músico, mas alguns instrumentos são mais adaptados do que outros.
É, portanto, necessário esperar que ele possa estabilizar a sua posição de sentado antes de lhe dar o tambor. Evite as baquetas ou as maracas que rapidamente vão para a boca. Deixe-o divertir-se a deixar cair objectos ruidosos ou a bater com eles uns nos outros.
A sua sensibilidade musical irá melhorar. Pequeno prodígio do «pum-pum» e do «poing-poing», vai perceber um potencial. Em qualquer caso, ele diverte-se imenso. A partir dos três anos poderá inscrevê-lo num atelier musical. Aí a música é abordada de forma lúdica.
Jogos, danças, cantigas ajudam a alegrar a sua criança. Ele é estimulado a descobrir jardins musicais e a mergulhar num universo musical de sonho.
Para além de desenvolver a sua criatividade e a sua reflexão, esta educação pelos sons facilita o desenvolvimento da linguagem, da leitura, da expressão enquanto beneficia a sensibilidade emotiva e estética. Ao abordar a música no seio de um grupo, as suas relações sociais serão simplificadas.
Uma verdadeira mina de ouro, a música só traz benefícios. Ela proporciona-lhe um enriquecimento completo. Guitarra, piano, flauta, viola, saxofone ou bateria: resta-lhe saber qual destes instrumentos serão escolhidos pelo seu aprendiz de músico …

Autoria: Vertbaudet

Joana-coelhinho!

A Joana fez-nos na creche este saquinho, alusivo à Páscoa:



Lá dentro, dois embrulhos:


Uma cenoura, pintada pela Joana, com ovinhos de chocolate:


Um íman com o formato de um coelhinho, tendo o seu corpo a forma do dedo indicador da Joana:



Obrigada, filha, adoramos a surpresa!

Votos de uma Páscoa muito feliz para todas vocês :-)

quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Infantários e «infectários»

Os infantários são locais privilegiados de socialização, cuja importância não pode ser menorizada.

Durante muitos anos, dizia-se que a idade ideal para uma criança ir para o infantário (termo que uso como sinónimo de jardim-infantil) seriam os três anos e que antes disso ela deveria ficar com a mãe ou com familiares próximos.

Contudo, os tempos e as circunstâncias mudam e não podemos pensar tudo como se algumas coisas se mantivessem iguais. Refiro-me ao facto de, se por um lado, é verdade que os infantários e jardins-infantis são locais onde há um risco aumentado de infecções, também é certo que são lugares de socialização, aprendizagem cognitiva e dinâmica de grupo (e companhia pelos pares), recursos que as casas de família actualmente não têm, pelo menos em meio urbano.

Uma coisa é viver numa casa com uma carrada de irmãos e primos, com vizinhos e num ambiente de aldeia, com ampla liberdade de explorar a terra e as árvores. Outra é estar só – quanto muito ter direito a uma ida ao supermercado ou a uns minutos de parque infantil por dia, salvo quando chove. O resultado destas duas experiências é muito diferente. E os dois anos, dois e meio, é a idade adequada para a criança começar a frequentar o infantário, caso não tenha já entrado na escola pela ausência de alternativas

Como escolher

A escolha é difícil, dado que há muitos factores a ter em conta: proximidade, preço, localização na rota diária dos pais, informações e referência de pessoas conhecidas, aspecto, simpatia, segurança.

Trata-se de uma solução que não é barata e que, muitas vezes, só o dia-a-dia permitirá dizer da sua eficácia e do seu sucesso.

É necessário que os pais exerçam um certo controlo sobre os jardins-infantis, sem se armarem em agentes da judiciária, mas não fazendo cerimónias e dizendo o que acham que não está correcto. Mesmo que corresponda a uma má avaliação da situação, é preferível que as dúvidas sejam de imediato veiculadas às educadoras da sala e, se necessário, aos directores do infantário.

Há vários factores a considerar na escolha de um infantário:


• Afectividade espontânea


• Espaço


• Actividades


• Hora de dormir


• Refeições – técnica e composição, em termos de alimentação e nutrição


• Competência do pessoal e número de funcionários


• Festas, visitas de estudo, rituais de pertença


• Segurança


• Riscos


• Atitudes em caso de emergência

A ansiedade da separação

As crianças, especialmente até aos três anos, são particularmente sensíveis ao corte que o desaparecimento físico dos pais representa. Aos seis/oito meses começam a ter noção global da cara das pessoas. Já não apenas do sorriso, dos olhos, da expressão facial ou do movimento dos lábios e da boca, que lhe permitem contemplar, compreender e imitar. Quando a percepção total se dá, ‘há’ pessoa. E se essa imagem desaparece, é difícil entender que a pessoa, nos seus diversos prolongamentos afectivos e físicos, se mantém. Mesmo que o cheiro perdure ou as palavras ecoem.

Por outro lado, o bebé começa a sentir que existem objectos e coisas, algumas desagradáveis, e que o colo dos pais e a sua presença correspondem a uma sensação de segurança. Sente fome? A mãe tratará disso. Precisa de mudar a fralda? Tem o pai presente. Quando se sente mal ou tem dores, o bebé sabe que chorando alguém mais próximo virá. Tudo o que ele precisa para se sentir bem vem ‘daquela’ fonte: os progenitores. E o bebé sente-se omnipotente. Ele, afinal, é quem ‘manda em tudo’.

É por isso que a partida dos pais, mesmo que seja por pouco tempo (e para um bebé desta idade não existe nem muito nem pouco tempo, há apenas tempo), pode deixar a questão, angustiante: «E agora? Quem é que vai cuidar de mim?». Convenhamos que, pensado nestes termos, é um assunto demasiado forte e perturbador para não causar ansiedade.Um dos momentos trágicos é a despedida. Não se pode prolongar demasiado, mas há que durar o suficiente para se dizer adeus explicitamente. Escapulir sem dizer nada pode criar sentimentos de desconfiança e de incerteza. Se os pais têm de ir embora devem fazê-lo honestamente. Claro que isto não quer dizer que devam estar horas com beijinhos e miminhos, a prolongar a situação de despedida.

É bom expressar sentimentos - «sei que gostavas que nós ficássemos e nós também gostávamos de ficar, mas não podemos» - e deixar a situação o mais organizada possível (banho, alimentação, etc). É também muito importante cumprir o prometido: se disserem «depois telefono», convém telefonar, mas sem exageros. E tentar dar uma ideia de quando se voltarão a ver: «Depois de dormires, venho buscar-te» ou «a seguir aos desenhos animados, estaremos juntos».

Infantário ou ‘infectário’

Por norma, não é preciso esperar muito tempo. Mal chegam o frio e as primeiras chuvas começam as deserções dos infantários, os pedidos de dias para assistência à família e os SOS lançados aos avós. Começaram as febres, os ranhos, as tosses, os resfriados e, aqui e ali, as diarreias. «São vírus» – dizem os médicos, para desespero dos pais, para quem esta resposta, mesmo que verdadeira, não atrasa nem adianta…

Dizem os livros que há uma probabilidade dez vezes maior de as crianças apanharem uma infecção, se frequentarem uma creche ou um infantário. Tratam-se, afinal, de vacinas naturais que os nossos filhos vão fazendo ao longo da estação fria, embora os de casa também não estejam totalmente protegidos, porque são os próprios pais e irmãos que se encarregam de partilhar a ‘bicharada’ com eles.

O Outono e o Inverno são as estações do ano com condições especiais para as crianças adoecerem:


• O tempo frio e chuvoso provoca instabilidade das defesas a nível local (nariz, boca, garganta), especialmente nas crianças que, por exemplo, têm o nariz obstruído ou usam chupeta e têm uma má oclusão dentária por este factor;



• O facto de as crianças (e também os adultos) estarem mais tempo dentro de quatro paredes, aumenta, exponencialmente, a probabilidade de transmissão de doenças infecciosas - a partir de uma só pessoa, os micróbios espalham-se e a contaminação prossegue;


• Muitos micróbios desenvolvem-se mais com o frio e a humidade do Inverno.É por isso que é tão importante arejar bem os lugares. Protegendo as crianças do frio, mas deixando-as brincar à vontade ao ar livre, porque enquanto correm e desenvolvem actividade muscular não se constipam.

Outra coisa: é importante detectar as crianças que estão doentes e não as levar ao infantário no dia seguinte, com um supositório a disfarçar a doença. Finalmente, fazer uma vida ao ar livre, mesmo no Inverno, evitando sítios fechados e com muita gente, é uma boa medida de prevenção.

Da imunidade perdida à imunidade adquirida

Nos primeiros tempos de vida, sobretudo a partir dos seis meses de idade, as crianças perdem a imunidade oferecida pela mãe durante a gestação e a amamentação, pelo que estão muito expostas ao ataque dos vários agentes: poluição, fumo do tabaco e diversos micróbios (bactérias, vírus, etc). Trata-se de um fenómeno natural já que os anticorpos, como as outras substâncias, vão sendo renovados e eliminados.

Os adenóides são estruturas que existem na parte detrás do nariz, onde começa a garganta. Pertencem ao grupo das chamadas estruturas linfóides, pelo facto de serem constituídos por tecido desta natureza - o tecido linfóide -, como as amígdalas ou os gânglios linfáticos. Trocando por miúdos: os adenóides têm funções eminentemente defensivas contra as agressões causadas pelos vários agentes que pretendem entrar no organismo – micróbios, agentes alergénicos, poeiras, fumo de tabaco ou poluição. No fim de contas, estão a ajudar a tarefa começada logo à partida pelo próprio nariz.

Já sem as defesas que passaram através da placenta mas ainda sem as suas próprias defesas desenvolvidas a cem por cento, o bebé é um ser vulnerável. Curiosamente, são essas mesmas infecções que vão permitir a aprendizagem imunológica da criança e estimular a sua resistência, fazendo com que, dia após dia, ela fique mais forte – são as tais vacinas naturais

Todos temos experiência disso: é nos primeiros anos de vida que os bebés estão mais vezes doentes. Depois, por volta dos quatro/cinco anos, começam a adoecer menos e, finalmente, por altura da escola primária, é bastante raro adoecerem.

É importante, por isso, ter consciência de que vai haver alturas em que a criança estará doente e precisará dos cuidados dos pais ou de alguém próximo. E que precisará de convalescer, o que significa que, se os enviarmos para a escola mal deixam de ter febre (ou ainda com febre mas sob a acção de um anti-pirético), eles vão adoecer continuadamente, causando grande instabilidade no dia-a-dia. Às vezes, mais vale fazer uma semana ou duas fora do que andar cá e lá, cá e lá, infectando-se e infectando outras crianças. Aos infantários compete também velar para que tal não aconteça.






Fonte: Pais&Filhos

Ponderação máxima

Estamos a planear baptizar a Joana este Verão mas eis que nos encontramos perante a difícil decisão de escolher os padrinhos.
Pessoalmente, e por mais voltas que dê, ainda não cheguei à certeza de que a pessoa x ou y, na eventualidade de nos acontecer algo sendo a Joana menor de idade, será a ideal para a acompanhar no seu percurso de vida.
Penso que a minha exigência extrema está como que a bloquear a minha capacidade de escolha pois, para mim, ser padrinho ou madrinha é um cargo de muita responsabilidade e dedicação.
Bem sei que a probabilidade de nos acontecer algo até a Joana ser maior de idade é pouca. Contudo, aquele “mas” na escolha está a ser teimoso...o Pedro diz-me para flexibilizar mais as escolhas e eu tenho consciência de que este é um exercício (diário) que terei que empreender com relativa rapidez pois organizar eventos em cima da hora não combina comigo.


Como é que sucedeu com vocês? Depararam-se com o mesmo dilema?

quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Divórcio: como dar a noticia aos filhos

O divórcio é um trauma enorme para pais e filhos. Muitas vezes mergulhados na dor do seu luto, os pais não se dão conta da perturbação das crianças, deixando-as, sem querer, entregues aos seus pensamentos, medos e inseguranças que se avolumam com o tempo. É essencial que possam exprimir emoções para prevenir o equilíbrio e a saúde mental.

É inegável que o passado deixa marcas em todos nós. No bom sentido, são as lembranças felizes, os momentos luminosos e alegres da nossa infância, memórias de um lugar deixado para trás, no tempo em que se acredita que os problemas têm finais felizes. Uma música especial, o reflexo de sol na fenda de uma gruta, o cheiro das algas, a sensação da areia fresca sob os nossos pés, o amanhecer, os raios da lua branca no céu e o cantar dos grilos, as histórias contadas em sussurros quando a luz se apaga, como quem tece um longo bordado, são lembranças felizes que ficam imprimidas suavemente na pele e no centro do nosso ser. Na idade adulta, é a estes momentos que voltamos quando as coisas correm mal e o nosso universo se desmorona. Neles encontramos a paz que nos ajuda a recompor das crises e das rupturas. Mas com as crianças não é assim que as coisas se passam.No caso do divórcio dos pais, considerado pelos especialistas como um dos traumas mais difíceis de ultrapassar, ainda não têm maturidade para o fazer. Demasiado preocupadas e assustadas, não sabem - e não podem - socorrer-se desses bons momentos e dessas referências seguras vividas numa família que até aí era um todo e que de repente se desfaz. O seu mundo fica subitamente dividido ao meio, e elas estão perdidas, sentindo que o chão lhes foge debaixo dos pés. Nesta fase crucial de um processo em que a família está prestes a separar-se, muitas vezes as crianças não encontram um espaço em que possam exprimir o que sentem.

O luto dos pais


Dramaticamente vivido por uns ou aparentemente «aceite» por outros, o divórcio é sempre um trauma que não só abala profundamente a integridade das pessoas que o vivem como deixa marcas que perduram no tempo até que a vida retome um ritmo mais tranquilo e os corações se apaziguam. Mas até aqui chegar são percorridas várias etapas. Uma ruptura amorosa leva tempo a instalar-se, desenvolver e a consumar-se. Na verdade, quando o divórcio se aproxima e se revela como inevitável, os adultos começam a fazer o seu luto muito antes das crianças, que embora possam já sentir confusamente que alguma coisa não está bem, não conseguem ainda imaginar o que se prepara.É aqui que, desde logo, começa o princípio do caos emocional. Os adultos tendem a fechar-se demasiado sobre as suas mágoas e frustrações, deixando os filhos entregues aos seus medos e inseguranças, remetidos a um silêncio que a médio e a longo prazo se revela tóxico pelos estragos que causa. Muitas vezes não é por egoísmo que os pais se alheiam do que os rodeia, mas por causa da dor e da inquietação sentidas e que lhes toma muito do seu espaço «interior». Não se sentem disponíveis para atender as necessidades reais que as crianças atravessam nesse momento. Mas o problema é que o impacto do divórcio dos pais na vida de uma criança é enorme, e se o seu sofrimento não for convenientemente atendido e compreendido, se não for validada a sua dor, as marcas deixadas podem ser devastadoras e reflectirem-se na sua vida futura.

Três regras de ouro


É certo que cada filho reage ao divórcio dos pais de maneira diferente, segundo as características pessoais que são determinantes no processo. A forma como encaram o trauma varia com o grau de fragilidade, de vulnerabilidade e sensibilidade de cada um, segundo a sua estrutura e história específica que, fatalmente, os condicionam. No entanto, mais introvertidos e inseguros, ou mais extrovertidos e confiantes, todos ficam extremamente fragilizados com a ruptura. Fazê-los falar sobre o que sentem e, sobretudo, validar o seu sofrimento, é indispensável. Especialistas no assunto recomendam três regras essenciais na forma de lidar com o processo de divórcio, numa tentativa de minimizar as suas consequências. Em primeiro lugar, os pais devem combinar previamente e em conjunto os detalhes da conversa que irão ter com os filhos. Outra das regras sugere que o anúncio do divórcio seja feito a dois, pelo pai e pela mãe, da maneira mais tranquila possível.Finalmente, e na opinião de Gary Neuman, terapeuta especialista em divórcios, é fundamental fazer passar a mensagem crucial nos primeiros «quarenta e cinco minutos» após o anúncio do divórcio. Este é um momento-chave para suavizar da melhor forma possível os efeitos do impacto, quando o pânico ainda não se instalou. Se este momento não for devidamente «agarrado», tudo será pior, diz. Assim, é fundamental dar-lhes a conhecer o passo que vai ser dado quando as crianças sentem que a família é ainda «um todo». Esse sentido de unidade fá-las reagir melhor. «Quando ainda somos uma família, e ainda há unidade e consistência entre os laços que unem pais e filhos, quando as coisas ainda não explodiram, é a altura essencial para se começar a falar da separação que está para vir.» Sentir que a família ainda é um «bloco» e que não se desagregou efectivamente é a melhor maneira «de os por à vontade, ou pelo menos, de evitar que entrem em pânico, de forma a poderem fazer as perguntas que desejam, para se acalmarem e começarem a acostumar a uma realidade que ainda não aconteceu».A calma e a tranquilidade fortalecem as crianças. É então tempo de fazer perguntas, de lhes assegurar que os pais continuarão a estar «ao lado» deles, a apoiá-los, a responder a todas as perguntas as vezes que forem necessárias. Falar com relativa simplicidade e tranquilidade do que se passa, das razões que os impedem de continuar a viver juntos, fazendo-lhes sentir e compreender que eles, filhos, nada têm de responsabilidade no caso. Nesta fase, é essencial que o sofrimento dos filhos «ganhe protagonismo» no processo. É desse sofrimento que se trata de apaziguar, e os pais devem deixar de parte o seu luto individual e pensar primeiro nas crianças.

Culpa dos filhos, raiva dos pais


Uma das mais terríveis consequências é a culpa que os filhos carregam em relação ao divórcio dos pais, de que se sentem responsáveis. Mais uma vez, desculpabilizá-los com empatia e amor, retira-lhes um enorme peso dos ombros, que muitas vezes carregam anos a fio. Quando não encontram eco para as suas dúvidas e medos, tendem a culpar-se, pensando que foram os causadores da separação. Na realidade, esse medo é difuso, não identificam exactamente a razão dessa culpa, atribuindo-a eventualmente aos maus resultados escolares, aos maus comportamentos ou a alguma falta do seu passado de que não tiveram a consciência. Mas, ainda que não verbalizem ou entendam o peso da culpa pesada que os habita, há toda uma dinâmica de dor que se agita dentro deles.Muito do sofrimento faz-se no silêncio das suas cabeças que não param de pensar e de sentir, e o mais grave é que os adultos não se apercebem nem valorizam estes medos calados porque se encontram, eles próprios, a braços com a sua própria dor. Estilhaçados pelo sofrimento, pela raiva e ressentimento, os pais não têm tempo para pensar no que os filhos possam estar a sentir. Por outro lado, nada é mais violento para uma criança do que ouvir os pais culparem-se mutuamente pelo que aconteceu. Quando a guerra estala entre os adultos, as crianças sentem o coração a bater desordenadamente dentro deles, como uma bomba prestes a explodir. No entanto, embora seja muitas vezes difícil para os adultos evitar denegrir o ex-companheiro ou companheira, há que preservar acima de tudo a imagem do outro.Quando, por exemplo, a mãe está dolorosamente magoada com o ex-marido, a criança é que paga. Nestas alturas de crise, muitas crianças começam a fazer chichi na cama, choram, tornam-se birrentos, teimosos, irritáveis, e os pais não fazem a ponte entre este comportamento e o processo que está a decorrer, tendendo a culpar os filhos e descarregando em cima deles a sua própria raiva e frustração. As crianças pequenas precisam de mais ajuda, de verbalizarem o que sentem, mas geralmente isso não acontece. Pelo contrário, muitas vezes, é nestas alturas que os pais se tornam mais exigentes e desesperados com o comportamento dos filhos, castigando--os, culpando-os, irritando-se e perdendo a paciência, quando é justamente dessa mesma paciência que eles agora mais precisam. Não se trata, porém, de culpabilizar os pais. Não somos perfeitos e esta é uma das crises mais difíceis de viver.

Agora pode ser tarde


A esmagadora maioria dos divórcios ocorre quando as crianças têm entre sete a dez anos, períodos particularmente sensíveis nas suas vidas. Mais uma vez não é demais alertar para o perigo que representa esse tempo de luta e de mágoa, em que as crianças são muitas vezes «esquecidas». Imersos na sua própria dor, os pais acham que por serem ainda pequenos, os seus filhos «não percebem bem as coisas», e por isso não vale a pena aprofundar muito o assunto. Pensam que se refazem com facilidade, que esquecem, se habituam e adaptam às novas vidas, sem fazerem a mínima ideia do que realmente se passa nas suas cabeças e nos seus corações.Quando mais tarde «acordam» para os filhos, depois de se instalar uma certa calma e tranquilidade e de muitas vezes refazerem as suas vidas, tudo parece cicatrizado e esquecido. Sendo o divórcio «tão comum» e tão grande o número de crianças, filhas de pais divorciados, que sobreviveram «tão bem» aos novos casamentos dos pais, ao nascimento de novos irmãos de ambos os lados, não se apercebem da gravidade da situação que entretanto evoluiu perigosamente. De repente, as crianças cresceram e chegaram à adolescência. É neste momento que os sintomas mais graves se revelam. Sem se darem conta do sucedido, os pais encontram nos seus adolescentes aparentemente «refeitos» do divórcio, jovens interiormente minados de problemas não resolvidos. Porquê? Porque se «refizeram» à sua custa, tendo sido deixados entregues a si próprios, muitas vezes despedaçados entre pais que se digladiam e desprezam, tendo em consequência crescido psiquicamente descompensados e em desequilíbrio.Perdidos na sua escuridão pessoal, fizeram todo o processo sozinhos, viveram a sua tristeza como um longo caminho solitário, sem ninguém com quem pudessem falar do que sentiam. Os adultos não tiveram tempo para os acarinhar, acalmar, sossegar. Acumularam mágoas, o que muitas vezes traz as mais terríveis consequências, que se revelam das mais variadas formas, por vezes da maneira mais dramática. Especialistas relatam problemas em adolescentes como auto-mutilações, comportamentos de risco, desespero, depressão e violência, muitas vezes para punir os pais, outras para se punirem a si próprios. Estas situações representam, justamente, novos momentos-chave para restabelecer a ponte que se quebrou.Recontar o passado
Apesar dos traumas e dos desesperos vividos na infância e na adolescência, como o divórcio dos nossos pais, que subitamente dividiu ao meio o mundo da infância, as histórias tristes podem sempre ser recontadas de forma a poder reconstruir a estrutura perdida. Dito de outro modo, nunca é tarde para remediar os estragos de uma relação depois de um divórcio mal vivido. A melhor solução está, mais uma vez, na partilha, em falar do que aconteceu no passado. Essa nova abordagem, o facto de poder acrescentar novos dados à história permite uma aproximação entre as pessoas.Sim, a aproximação é sempre possível, por maiores que sejam as mágoas, nada é para sempre. «Até à hora da morte é possível repor a verdade das coisas e voltar a contar a história, por vezes muitos anos depois, quando os ânimos se acalmaram e as vozes deixaram de gritar o medo que sentimos, a insegurança de ter perdido um porto onde ancorar», diz Gary Neuman. É possível apaziguar os medos, os ressentimentos e sobretudo compensar o estilhaçar súbito das nossas vidas. É possível voltar atrás e contar a história de novo, ouvir novas versões do pai e da mãe, que contam a sua própria história e que deitam, enfim, luz sobre o que realmente se passou, o que foi sentido, decidido, em que ponto a coisa se partiu para sempre. É possível, até ao fim, dizer de sua justiça, explicar, contar como cada um dos elementos da família percorreu o seu próprio caminho até ao dia em que se rompe o silêncio.Às vezes, não se conta tudo de uma vez, a história vai sendo revelada aos poucos, à medida que as perguntas se colocam e se juntam as peças do puzzlle. Apesar de os silêncios terem criados mágoas que fermentaram dolorosamente dentro de nós, é sempre tempo de tentar curar as feridas antigas.

Fonte: Pais&Filhos

Beijoca, beijoca!

A Joana é uma beijoqueira, para que fique bem claro!

Sempre que a vou buscar à creche e antes de nos irmos embora, ela vai ter com os seus amigos de eleição, a Dalila e o David, e dá-lhes beijinhos na face. Depois, vem para o meu colo e manda beijinhos com a mão à educadora. Saimos da sala e ficam todos a acenar adeus uns aos outros!


E cedo se formam as amizades :-)

terça-feira, 7 de Abril de 2009

Nova rede de apoio à maternidade

Para juntar mães e futuras mães, para esclarecer dúvidas sobre a gravidez, para ajudar as mulheres a tomarem decisões informadas sobre o parto, para dar apoio na amamentação, para contrariar a solidão do pós-parto, nasceu a Maternar.

Esta associação sem fins lucrativos, fundada por sete mulheres, tem como “ponto de encontro” o site
www.maternar.pt, onde se dá a conhecer, convidando quem quiser as juntar-se à rede.

Margarida Piló, co-fundadora, lembra que «antigamente existiam redes de apoio que surgiam naturalmente e que eram compostas pelas famílias e pelas mulheres da aldeia» mas, na actual ausência deste suporte, «as mulheres, sobretudo no período pós-parto, ficam no vazio, numa espécie de terra de ninguém, sem apoio absolutamente nenhum». Assim, surgiu a ideia de criar grupos de apoio à maternidade, «algo que já acontece um pouco por todo o mundo, mas não em Portugal», disse a responsável à agência Lusa.

A associação pretende ainda divulgar edições portuguesas de folhetos informativos, livros e estudos já disponíveis noutros países, seguindo evidências científicas actualizadas, as recomendações da Organização Mundial de Saúde e os princípios da International MotherBaby Childbirth Initiative (princípios divulgados pela PAIS&Filhos nº 218, em entrevista ao obstetra Ricardo Jones).


Fonte: Pais&Filhos

Não tem noção? Ensina-se!

Imaginem a seguinte situação: a criança A é incitada, várias vezes, a dar a mão à criança B. A criança B, em todas as tentativas, não o deseja fazer, manifestando interesse por outro estímulo. À última tentativa sem sucesso, a criança A começa a bater na cabeça da criança B.
Pois...


A criança A foi o meu sobrinho António, de 2 anos e 4 meses, e a criança B a Joana. A situação teve lugar durante um almoço que reuniu à mesa os avós e tios paternos, no passado domingo.
A natureza temperamental da Joana e do António difere significativamente: enquanto o meu sobrinho é introvertido e contido em termos de expressão verbal e corporal, a Joana é uma exploradora nata, despachada, sedutora e muito expressiva.
O que sucedeu no domingo foi um pedido incessante por parte de alguns adultos de “António, dá a mão à prima!” que acabou do modo como vos relatei acima. Ora, como a Joana estava mais interessada em explorar o espaço circundante, esquivava-se sempre que o António se aproximava. Eis então que a Joana foi para a zona da esplanada onde havia alguns sofás e mesas. Ficou como que resguardada por uma mesa mas com pouco espaço de manobra. Mais uma vez o pedido “António, dá a mão à prima!”. Na esplanada estavam o Pedro, a mãe do António, a avó e a bisavó. Perante o derradeiro desinteresse da Joana, o António começa a dar-lhe palmadas na cabeça. Quando ouço a voz de desagrado do Pedro levanto-me da mesa. Foi ele quem me contou, resumidamente, o sucedido pois eu estava sentada à mesa, de costas para a esplanada e, como tudo se passou tão rapidamente, só tive tempo de chegar ao local e de ver a Joana ao colo do pai. Ela não estava a chorar, era como se nada tivesse tido lugar.
O mais interessante foi o diálogo que se seguiu:
- “Deixa lá, não foi por mal, não vês que o António não tem a noção?”
- “Deixa lá não, mas o que é isto? Desculpem mas estes comportamentos não se justificam, não posso tolerar que batam na cabeça à minha filha!”
Fiquei atónita, não pela reacção do Pedro (que subscrevo por inteiro) mas pela desresponsabilização dos demais. A minha cunhada nada disse ou fez e ainda ficou de cara feia!
Eu sei que as crianças têm reacções impulsivas mas precisamente por não terem noção, nas idades mais tenras, é que temos de as ensinar e não ignorar. Caso contrário, que mensagem estaremos a devolver aos nossos filhos? De que bater é uma resposta aceitável perante uma contrariedade?
Como vos referi anteriormente, a Joana não chorou e ao que parece o António “apenas” deu duas ou três palmadas ao de leve na cabeça da Joana. Mas nem que fosse o gesto de o fazer. Não é aceitável e ponto final. Mais: às tantas já era o António o “coitadinho”! Não concordo com a abordagem do “coitadinho” porque nenhuma pessoa, independentemente da sua idade, mal ou bem, o é ou merece ser. Quer eu quer o Pedro deixamos bem claro não para o António, claro, mas para os demais adultos que estavam presentes e que nada fizeram ou disseram, que tal comportamento não era aceitável e que, pelos vistos, as nossas perspectivas educativas eram distintas. Se não gostaram, temos pena...mas a Joana acima de tudo.

segunda-feira, 6 de Abril de 2009

A pedagogia do amor

Ronaldo aparenta ter 17, 18 anos. Não tem roupa, porque recusa-se a vesti-la, os cabelos estão desalinhados, vêem-se marcas de dentes nos ombros, resultado das suas próprias mordeduras. Grita sem que se perceba porquê, anda às voltas sem sentido, não olha para ninguém. Vive internado num sanatório, na Holanda, há seis anos e há seis anos que os seus dias são assim. Ronaldo tem autismo e é um enfado para os educadores. Quando tem um ataque, a coisa torna-se pior. Os funcionários tentam agarrá-lo à força, mas ele esperneia e grita ainda mais. A cena torna-se constrangedora. Esta é a primeira parte de um vídeo que John McGee, fundador do gentle teaching, ou pedagogia da interdependência em português, mostrou numa conferência sobre o tema realizada em Portugal. Na segunda parte, vemos o professor a entrar na mesma sala e a aproximar-se suavemente de Ronaldo. Começa por tapá-lo com um lençol, toca-lhe muito ao de leve, primeiro nas mãos, depois nos ombros, fala-lhe baixinho, olhos nos olhos. Diz-lhe: «Tu és bom. Estou aqui». Aos poucos, Ronaldo acalma-se, aceita o toque, muda a expressão do rosto. Na próxima cena, vê-se o rapaz na rua, a andar de bicicleta ao lado de um dos educadores. Reconhecem-se alguns tiques, mas a atitude é irreconhecível.

John McGee explica a abordagem: «Ninguém quis mudar Ronaldo. Foram as pessoas à volta dele que mudaram». Hoje em dia, a instituição holandesa segue a metodologia do gentle teaching, os utentes são mais felizes e os técnicos vão «mais animados e entusiasmados para o trabalho». O gentle teaching «baseia-se no reconhecimento da igualdade inerente a todas as pessoas e no uso da não-violência e tem como objectivo fazer com que as pessoas vulneráveis se sintam seguras, amadas, envolvidas na vida da comunidade e capazes de amar». Independentemente de terem uma deficiência mental, doença psiquiátrica ou problemas de comportamento. Para isso, são necessárias apenas quatro ferramentas: a presença, as mãos, as palavras, os olhos.

Uma das palavras mais repetidas no discurso de John McGee é amor. Uma palavra que intimida muita gente, como explica Rosa Madeira, impulsionadora da pedagogia da interdependência em Portugal: «Na nossa cultura existe muita resistência em falar de amor. O conceito remete-nos mais para a intimidade ou para a religião. Mas temos de pensar no amor como uma coisa pública. Quando falamos de democracia ou de direitos humanos é de amor que estamos a falar». Não-violência, vinculação, gentileza, suavidade, bondade, companheirismo são outros conceitos constantemente referidos nos livros sobre a pedagogia. «O nosso trabalho inicial é preencher o espaço vazio e assustador que existe entre nós e o outro com amor incondicional, o que começa indo ao encontro de cada pessoa onde ela está – sem mudar o outro, mas mudando-nos a nós», explica John McGee no livro «O essencial da pedagogia da interdependência» (ver caixa).

Laços em vez de hierarquias

Parece simples, mas exige dos educadores um «grande auto-controlo e concentração», como refere Mário Pereira, psicólogo e director técnico da Assol – Associação de Solidariedade de Lafões, em Oliveira de Frades, responsável pela vinda de John McGee a Portugal. «Os técnicos têm de aceitar que não precisam de afirmar a sua autoridade constantemente e que não faz mal se parecer que a perderam. E é preciso concentração para conseguir perceber os sinais de desconforto perante pessoas que não sabem expressar-se e antecipar algum problema».

A pedagogia da interdependência começou a fazer parte do dia-a-dia da Assol, de forma consistente, em 2006. Um grupo de educadores, que incluiu Mário Pereira, inconformado com a ‘barreira’ existente entre técnicos e utentes, começou a procurar novas abordagens para lidar com pessoas com deficiência mental e doença psiquiátrica. O gentle teaching foi a resposta encontrada, depois de vários anos de investigação.

Rosa Madeira, agora docente na Universidade de Aveiro, fez parte do grupo que ‘descobriu’ a pedagogia da interdependência. Na altura, o método mais utilizado para lidar com pessoas com problemas era a modificação de comportamentos, técnica que recorre às recompensas e aos castigos. Mas, para o grupo de educadores, esse modelo não servia. «O amor sob condição não faz sentido», afirma Rosa Madeira. O que procuravam era uma solução que não fosse baseada no abuso de poder. «Graças ao contacto com o professor McGee conseguimos acabar com uma certa autorização de violência e de controlo por parte dos técnicos. Algo que era, e que ainda é em muitos sítios, considerado normal, apesar de ser ilícito», analisa a docente.

Mário Pereira também fala de uma grande mudança: «O contacto com o professor Mcgee alterou bastante a nossa vida e o relacionamento com os utentes. Não era que fizéssemos tudo mal. Já tínhamos um relacionamento relativamente igualitário entre todos, mas o gentle teaching permitiu-nos aprofundar mais a questão.»Os resultados surgem devagar, reconhece o psicólogo. «As principais mudanças notam-se no ambiente da instituição. Está mais suave e caloroso e menos stressante. As pessoas com quem trabalhamos acabam por fazer o que lhes pedimos porque gostam de nós e não para nos obedecer.»

Rosa Madeira sublinha que mesmo no caso das pessoas autistas, em que existe um problema orgânico, é possível quebrar barreiras: «A presença constante de alguém, que se estabeleça como uma âncora, pode diminuir alguns comportamentos estereotipados, que apenas são respostas à desorganização interna. Isto está provado». A Assol conta com uma grande experiência no contacto com pessoas com deficiência mental e doença psiquiátrica. Disponibiliza programas de formação profissional, tem um centro de actividades ocupacionais para pessoas com deficiências graves, um fórum sócio-ocupacional para utentes com doença mental crónica, dá apoio residencial a um lar e a famílias de acolhimento e apoio domiciliário. Uma equipa de 55 funcionários dá assistência a mais de 200 pessoas.


Integração sem problemas

A associação trabalha também com crianças e jovens deficientes, apoiando a sua integração na escola. «Quando começámos foi complicado. Havia miúdos com 14 e 15 anos que nunca tinham ido à escola», lembra Mário Pereira, orgulhando-se: «Agora, se uma criança com deficiência vier de Lisboa ou de outro local, tenho a certeza de que terá lugar numa escola e que ninguém lhe colocará quaisquer entraves. E essa é uma grande conquista». Nas escolas de Oliveira de Frades ainda não se ouve falar de gentle teaching ou de pedagogia da interdependência, mas os professores sabem que podem contar com a Assol para o que for preciso. «Sabem que podem telefonar se tiverem alguma dúvida ou algum problema. Podemos enviar um psicólogo, podemos falar com os pais. Trabalhamos na retaguarda, para ajudar as escolas a ganharem segurança para lidar com crianças com necessidades educativas especiais.»

Até agora, o trabalho tem sido muito compensador, quer na associação quer na relação com as escolas. «Estamos contentes. Apesar das dificuldades, sentimos que estamos a contribuir para melhorar a vida de outras pessoas.» Seja qual for o problema que as afecta.Na pedagogia da interdependência, não há distinções. John Mcgee garante que beneficia autistas, portadores de síndrome de Down, pessoas em depressão, alcoólicos, toxicodependentes, crianças que pertencem a gangs ou crianças hiperactivas ou com outro tipo de problemas. E resume o que une todas estas pessoas: «São frágeis, vulneráveis, marginalizadas».

Mário Pereira reforça: «Todas essas pessoas têm em comum o facto de estarem desligadas, de não terem vínculos consistentes. A pedagogia da interdependência vai conquistá-las pelo coração. Vai furar as barreiras que elas próprias criaram para se afastarem e se protegerem».

Fonte: Pais&Filhos

Em sintonia com o sol

Ontem de manhã demos um pulinho ao CC Colombo para comprar algumas roupas e calçado para a Joana. Estivemos na Zippy Kidstore e, pessoalmente, achei a colecção para a faixa etária da Joana muito fraquinha em termos de variedade e padrões. Assim, apenas comprei umas calças de ganga de que gostei bem como uma blusa. Juntei a estas duas peças um cinto do Noddy e sabem o que é que a Joana escolheu para si mesma? Palpites...ela tinha muito por onde escolher das prateleiras que estavam ao seu alcance. Vou dar-vos uma pista: falo de acessórios. Não foram ganchos ou fitas para o cabelo. Nem cintos. Nem pulseiras. Foram dois colares que a Joana fez questão de colocar logo ao pescoço! Esta miúda promete!

As calças de ganga com o cinto:



O cinto:

A blusa:



As escolhas da Joana:


Na Chicco, compramos um par de sapatos (tamanho 21) e um chapéu cor-de-rosa:


Em termos de calçado eu não facilito muito: prefiro investir um bocadinho num bom par de sapatos, com um bom suporte para todo o pé, do que comprar sapatos que não favoreçam um andar adequado.

E, por último, vou ter que vos confessar uma coisa: estava eu a sair da Chicco quando dei de caras com uma loja cujo nome já não me recordo. Penso tratar-se de uma loja recente pois o nome não me é familiar. Pois bem, na montra estava um vestido azul marinho, às bolas brancas, com um decote que formava um discreto laço junto a um dos ombros. Aproximei-me da montra. Sim, estava hipnotizada! O preço do vestido não é simpático mas eu acho que lá vou voltar, muito provavelmente sem o Pedro :-) É daqueles vestidos que, como é que eu vou dizer, nos fazem perder a cabeça...liiindo!

domingo, 5 de Abril de 2009

Quem é que adivinha?

O que quer dizer "Axí!" ?!

Sim ou não?

As mães muitas das vezes fazem cedências aos seus filhos, que nunca julgaram serem capazes de fazer. Outras vezes, são extremamente intransigentes.
A criança, não compreende o motivo e não percebe porque é que os adultos, podem livremente fazer determinadas coisas e, eles não. As crianças opinam, defendem os seus direitos mas, a decisão final é somente dos pais. É a educação que está na base, desta luta pelos direitos, tantas vezes negados…
A forma como se repreende uma criança, deve ser educada e firme, mas não autoritária. Os pais devem ponderar devidamente, sobre aquilo que é o fundamental ensinar-lhes e incutir-lhes, desde muito cedo. Tudo aquilo que diga respeito à sua segurança e ao seu bem estar físico e psíquico, não deve ser reflectido mas, automáticamente negado. Primeiro deve vir a integridade da criança, acima de tudo e qualquer outro desejo. O segredo é saber estabelecer um limite para tudo, definindo regras e elucidando-os, através de situações concretas.
Aquilo que dificulta a educação, é não sabermos até onde podem ser levados os pedidos dos filhos. Porém, existem coisas nas quais devemos insistir: lavar os dentes, as mãos, depois de ir à casa de banho. À medida que a criança cresce, os assuntos que permitem a sua negociação e que podem ser ponderados, vão aumentando. Está nas mãos dos pais permitir que os filhos cheguem a casa cedo, ou que vão visitar um amigo que mora demasiadamente longe.

Deve ser decidido pelos pais, a que horas podem ver televisão ou quando se devem ir deitar. Mas, exigir que vistam uma camisola vermelha, em vez da azul, só porque prefere esta côr, isso já é algo de abusivo. Nas questões de gostos ou do seu mundo restrito, nem sempre os pais podem tomar decisões: ou porque as circunstâncias não o permitem, ou então porque prevalece o gosto pessoal dos mais jovens.
A firmeza deve estar sempre presente nas suas decisões. Se as crianças sentirem que está indecisa, aproveitar-se-ão dessa sua dúvida evidente. Jamais deve ser permitido que agridam ou insultem alguém. É necessário aprenderem a respeitar os seus semelhantes e os mais velhos. Compreender que os pais dediquem muito tempo ao irmão mais novo, é fulcral. Compete aos pais explicar que pelo facto de ser mais novo, necessita de mais cuidados e atenção.
Há questões na educação que são relativamente discutíveis, e às quais cada família pode dar mais ênfase a determinados aspectos, do que a outros. O importante é que as noções básicas sejam devidamente apreendidas e interiorizadas. O próprio ambiente familiar, motiva e condiciona determinadas formas de agir. Aquilo que os mais novos vêm os pais fazer, querem fazer também. A mensagem que faz passar ao seu filho, deve ser cuidada para não originar falsas interpretações. De igual modo, o tom deve ser seguro mas não em forma de ditadura ou censura. Se as coisas forem explicadas negativamente, o seu sucesso junto dos filhos poderá ser relativo.
Do 1 aos 3 anos, deve manter-se firme em tudo o que diz respeito à segurança dos seus filhos, sendo desnecessário uma autoridade excessiva, no que compete ao sono, ao apetite ou às necessidades físicas. Desde esta altura até aos 6 anos, devem ser explicados valores da solidariedade social, da higiene, das horas do deitar e as rotinas diárias. Jamais lhe imponha os seus gostos pessoais, não é nada positivo esta exigência.
Os hábitos de estudo começam a ser muito importantes dos 7 aos 10 anos, tal como o tempo excessivo que passam a ver televisão. Tenha cuidado e nunca interfira na escolha dos seus amigos. Isso será visto como uma agressão pessoal.

Finalmente, dos 11 aos 14 anos, exponha as suas opiniões éticas ou sobre outro tema, e aprenda a dialogar com eles e a respeitar o seu ponto de vista. Você não é o seu filho e, ele não é você. Os gostos podem perfeitamente variar. Mantenha isto sempre bem presente, em toda e qualquer altura.
Aprenda a respeitá-los como seres humanos e não como meros discípulos, que molda à sua maneira. Respeite-os, mas estipule limites para que, mais tarde, não volte a pensar na dolorosa e pesada dúvida: "Sim ou Não ?"


Fonte: ABC do Bebé

Se eu fosse um jogo de cartas...



Verdaaaade!!!

sábado, 4 de Abril de 2009

Ir ao psicólogo, sim ou não?

Responder a esta questão é extremamente difícil, pois o normal e o patológico dependem muito do contexto. O que num contexto é anormal, num outro poderá não ser tanto assim.


"É sempre a mesma coisa: de cada vez que os pais pressentem que algo vai mal, em vez de tentarem compreender, marcam consulta para um psicólogo. Os psicólogos são os santos protectores dos pais do século XX. Recorrem a eles como se eles soubessem fazer milagres. Quase toda a malta que eu conheço já foi, vai ou arrisca-se a ir, mais tarde ou mais cedo, a um São Psicólogo dos Milagres. Nem quero pensar que me vai acontecer o mesmo... Até me dá vómitos!" Gonzalez, M. (1994), A Lua de Joana - Editorial Verbo. Lisboa/São Paulo.
A Lua de Joana é um livro constituído pelas cartas que uma adolescente, a Joana, escreve à sua amiga Marta, que falecera devido a problemas com drogas.A ida ao psicólogo parece ser, no universo onde a Joana se move, uma moda. Moda esta frequentemente usada por pais que se querem desresponsabilizar e desculpabilizar face ao problema dos filhos. O pai da Joana tinha muito pouco tempo para ela, talvez por isso ela temesse que ele procurasse um psicólogo para a ajudar. A referência à ausência do pai é frequente: "Aliás, o meu pai tem outra justificação: ele não tem tempo para se chatear. Uma discussão, um ralhete, um sermão são coisas que podem durar horas, e ele não se pode dar a esse luxo, tem coisas muito mais importantes para fazer...". Esta é apenas uma citação, pois as referências à ausência do pai são muito frequentes ao longo deste livro, que desde já recomendo.Desresponsabilização?!... Sem dúvida que por vezes esta atitude está subjacente à procura de um psicólogo. Muito recentemente um pai, num estado de grande tensão, afirmava: "Veja se o trata, pois nós já não o conseguimos aguentar". Subjacente a esta afirmação a ideia de que o único que seria envolvido no processo terapêutico seria esta criança com apenas 10 anos. Na verdade, quando os adultos levam a criança a um psicólogo quem vai falar das dificuldades e vai ser aconselhado é o adulto. O adulto é que terá de assumir o papel principal, mesmo quando o que ele preferia era de ser apenas figurante.A insegurança é também a "mola" que muitas vezes impulsiona a procura de apoio psicológico. Há pais que consideram que se agirem desta ou de outra forma irão traumatizar os filhos, por isso procuram os psicólogos para saber como 'se deve' agir nesta, naquela e na outra situação. O medo de falhar perseguem-nos e por isso só se sentem aliviados se ouvirem a opinião de pessoas ditas mais sabedoras...Mas, afinal, quando é que é aconselhável levar uma criança ao psicólogo? Responder a esta questão é extremamente difícil, pois o normal e o patológico dependem muito do contexto. O que num contexto é anormal, num outro poderá não ser tanto assim. Apesar desta dificuldade existem alguns sinais indicadores da necessidade de apoio psicológico, aos quais deverá estar atento. São eles:

- Mudanças bruscas de comportamento, sem que para tal exista justificação. Por exemplo, ele era muito alegre e agora começa a chorar frequentemente, sem que para tal exista uma justificação. Neste poderá ser importante pedir ajuda.

- Existência de um comportamento disfuncional, num dos contextos onde a criança se move. Se em casa ela está bem, mas na escola tem atitudes 'estranhas' e 'inexplicáveis', a ajuda de um especialista poderá ser necessária.

- Sentimento de inquietação permanente e falta de estratégias para lidar com uma determinada situação, mesmo quando todos que o rodeiam afirmam que a situação é normal.

- Redução significativa da qualidade de vida, devido à incapacidade para lidar com as características pessoais, situações e opções de vida.

- Se já usou diferentes estratégias e instrumentos e não foi capaz de solucionar esse problema que tanto o inquieta, então não hesite, procure mesmo ajuda...


Por: Dra Adriana Campos

Fonte: Educare

Take-aways

Alguém conhece bons take-aways de comida italina na zona de Lisboa, com entrega ao domicílio?

Obrigada pelas sugestões que nos puderem dar!

Protagonista: pai

Recebemos um engraçado desafio da mamã do Gabriel (http://litlegabe.blogspot.com/) que consiste em enumerar 5 qualidades e dois defeitos dos papás.
Pedro, prepara-te :-)

Qualidades do papá Pedro:

1) É um pai muito presente, carinho, disponível e coerente;
2) É um marido fenomenal;
3) É sincero e construtivo;
4) Encontra-se sempre disponível para cooperar nas tarefas de casa;
5) Adora ler, tal como eu!

Defeitos do papá Pedro:

1) Não duas mãos esquerdas para a bricolage!;

2) Não gosta muito de shoppings...

Vamos tirar um Raio-X aos papás?!


sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Incontinência urinária pré e pós-parto

Cerca de 46,6% das mulheres portuguesas afirma não ter um conhecimento significativo sobre a probabilidade de desenvolver incontinência urinária durante o período da gravidez ou no período pós-parto.
No entanto, por ser um problema que afecta cerca de 800 mil portugueses, 44,7% das inquiridas assumiu um elevado receio de vir a sofrer do mesmo.
Foram estas as principais conclusões do mais recente estudo realizado pela TENA, empresa de produtos para incontinência, com o apoio da Spirituc.
O objectivo foi determinar a percepção das mulheres portuguesas relativamente à incontinência urinária durante e após a gravidez, em termos de conhecimento, incidência, atitudes e consequências.
O estudo revela ainda que 17,1% das inquiridas já sofreram de incontinência urinária, das quais 13,0% durante a gravidez, 3,4% no pós-parto e 0,7% em ambos os momentos.
A incidência da incontinência tende a ser mais expressiva nas mulheres mais velhas e naquelas cuja actual gravidez não é a primeira.
Teresa Mascarenhas, presidente da Secção de uroginecologia da Sociedade Portuguesa de Ginecologia sublinha ainda que “se nos concentrarmos nas grávidas que estejam no terceiro trimestre de gravidez esta percentagem sobe para os 52%”.
Refere ainda que “20% das mulheres continentes antes da primeira gravidez estavam incontinentes seis meses após o parto”.
O desconhecimento relativamente aos reais perigos de sofrer de incontinência urinária no decorrer da gravidez coloca este problema numa posição intermédia no que diz respeito às principais preocupações das mulheres, surgindo depois de outros receios como o aumento do peso, varizes, flacidez, estrias e cicatrização.
Contudo, 39,1% das mulheres temem os impactos prováveis desta condição no estilo de vida, sendo que a maioria lhe atribui um carácter embaraçoso, quer para si próprias, quer na relação com outras pessoas.


Quando questionadas sobre a importância dos exercícios pélvicos para o controlo da bexiga, apenas 31,4% das mulheres afirmam conhecer o períneo, sendo que este valor sobe para 48,2% após explicação sobre o músculo e respectiva função.
Estes exercícios - exercícios de reeducação - são recomendados para fortalecer os músculos do períneo, tendo estudos internacionais demonstrado que cerca de 70% das pessoas que os praticam regularmente recupera totalmente o controlo da sua bexiga.
Teresa Mascarenhas conclui ainda que “é necessário que os médicos obstetras avaliem os músculos pélvicos no acompanhamento da grávida ao longo da gravidez, sendo que, se se revelar necessário, estas devem realizar tratamentos preventivos coordenados pelos seus médicos”.
“Um cenário não muito feliz actualmente é o facto de, após o parto, as grávidas serem “abandonadas”. Todas as mulheres deveriam realizar a consulta pós-parto e o médico obstetra deveria analisar a força da musculatura pélvica, uma vez que 70% das mulheres tem a força do músculo pélvico diminuída ao fim de seis meses pós-parto”.
A incontinência urinária significa a perda involuntária de urina durante o dia ou a noite. Pode manifestar-se em qualquer faixa etária, embora a incidência global aumente progressivamente com a idade.
As causas mais comuns são o enfraquecimento dos músculos pélvicos, as infecções urinárias, as situações pós-parto, menopausa, cirurgia da próstata ou aumento do volume da próstata e situações como diabetes ou elevados níveis de cálcio.

Fonte: Sapo Bebé

Semana de loucos...mas só no início!

Inteiramente para mim, que estive com uma ingrata constipação devido a alergia que tenho aos pólens. É certo e sabido que nesta altura do ano, entre finais de Março e inícios de Abril, fico constipada. Não há volta a dar. Mas, felizmente, já me encontro melhor e nem a Joana nem o Pedro a apanharam por empréstimo!
Se a semana começou menos bem, ontem, como já me sentia melhor, aproveitei parte da minha hora de almoço para fazer umas comprinhas. Para a Joana, claro está!
Comprei-lhe este conjunto de duas chupetas da Chicco (“Orthodontic Chicco, 12m+), recentes no mercado, com relevos palatinos que favorecem um posicionamento correcto da língua, durante a sucção e deglutinação. Digamos que são mais amigas dos dentes do bebé:




Na Bonpoint, comprei um conjunto para o Verão composto por um casaco cor-de-cereja (na fotografia parece vermelho), por uma calças tipo corsário, cinzentas, e por uma túnica com flores pequeninas:


Venha então o fim-de-semana que a constipação já está de saída!

quinta-feira, 2 de Abril de 2009

Família: inveja e ciúme entre irmãos

O ciúme e a inveja são sentimentos complexos, estreitamente relacionados, que se acham presentes nas relações entre irmãos. O nascimento de um bebê causa um forte impacto no irmão primogênito, que deverá aprender a compartilhar a atenção de seus pais, da qual, até então, usufruía com exclusividade.
Embora existam importantes diferenças individuais quanto à forma de vivenciar as relações entre irmãos, estas relações costumam caracterizar-se quase sempre pela intensidade e ambivalência. Por um lado, suscitam um grande interesse, bem como oportunidades para que se aprendam relevantes habilidades sociais e emocionais; ao mesmo tempo, porém, essas diferenças podem originar uma indesejável fonte de conflitos e tensões, tais como se manifestam pela freqüência com que geram inveja e ciúme.


Sentimentos complexos

A inveja se origina e se manifesta pela percepção, no outro, de algo que se deseja. Trata-se, com efeito, de um sentimento muito complexo e ambivalente, no qual se mesclam emoções de natureza contraditória, como por exemplo: o desejo de possuir o que o outro possui, a admiração pelo que o outro conseguiu, a dor ou o sofrimento por não conseguir o mesmo que o outro, a indignação por considerar injusta a diferença que se observa, ou a incerteza por não compreender a que se devem tais diferenças produtoras da inveja.
É importante distinguir o que se costuma denominar, e com acerto, inveja sadia – aquela que age como um motivo construtivo para alguém tratar de obter aquilo que inveja, mas sem dificultar a relação com o próprio invejado – da inveja destrutiva, que cria obstáculos a ambas as condições expostas.
A inveja se origina basicamente numa relação entre duas pessoas: o invejoso e o invejado, ocorrendo mais freqüentemente nas relações que apresentam certa simetria (entre irmãos consangüíneos, entre companheiros ou entre amigos), ao passo que o ciúme implica sempre uma terceira pessoa com a qual o ciumento mantém ou deseja manter um vínculo de exclusividade, pois não se conforma em compartilhá-lo com mais ninguém.
Os dois problemas ocorrem porque a pessoa se sente ameaçada, ainda que de forma diferente. Invejar o que não se tem resulta em problema quando o fato de não se ter o que se quer ter é vivenciado como uma ameaça ao próprio valor. No caso do ciúme, a ameaça provém do risco de se perder um vínculo afetivo que o ciumento havia estabelecido, ou imaginado, com relação a uma pessoa. Em certo sentido, o ciúme pode ser considerado um tipo especial de inveja.
Acontece que estes dois sentimentos (inveja e ciúme) às vezes se acham intimamente ligados. Por exemplo, o ciúme de uma criança, causado pela atenção que seus pais dedicam a um seu irmão, incorpora-se de pronto à inveja das características que suscitaram tal atenção (o fato de se tratar do menorzinho, ou de um outro irmão tirar sempre boas notas na escola etc.).

Nasce um irmão

O nascimento de um irmão costuma causar um grande impacto nas crianças, especialmente no primogênito, que até então tinha sido o único a receber toda a atenção de seus pais, e passa a sentir-se preterido na dita atenção pelo irmãozinho recém-chegado. Estudos realizados sobre este assunto revelam que durante os meses subseqüentes ao novo nascimento os primogênitos menores de cinco anos, em sua grande maioria, manifestam os seguintes transtornos:
1) Alterações que refletem tensão emocional: problemas no sono e no controle dos esfíncteres, choro freqüente, retraimento, perda significativa (ou diminuição) da autonomia e da concentração. Estes transtornos costumam desaparecer por volta dos oito meses do nascimento do bebê.
2) Hostilidade para com a mãe e às vezes para com o pai, aos quais passam a desobedecer de forma bem mais freqüente que antes de tal nascimento. Estes problemas são especialmente intensos nos primeiros meses, mas costumam diminuir sensivelmente ao cabo de um ano.
Para se compreender a causa de tais distúrbios no comportamento, convém levar em conta o fato de que durante os meses que seguem ao nascimento de um irmão, a maioria dos filhos, especialmente no caso de primogênitos, manifesta ciúme quando a mãe ou o pai ou ambos se concentram no atendimento ao recém-nascido (alimentando-o ou dando-lhe banho, por exemplo). São momentos, notadamente, que o primogênito “elege” para fazer tudo o que seus pais lhe proibiam e até o momento ele se habituara a obedecer.
Esta tendência pode ser interpretada como sendo a primeira manifestação de ciúme, decorrente do fato de que seu irmão menor recebe uma atenção especial, que ele já não está recebendo. Nesta manifestação do mais velho, subjaz a comparação feita, por este, entre a atenção recebida dos pais, pelo irmãozinho, e a que ele não recebe mais.
Com a nova conduta desobediente, a criança expressa seu desgosto ante tal situação, e procura chamar a atenção dos adultos. Atenção, diga-se, que ainda que obtida de forma negativa, como crítica ou castigo, às vezes é preferível, para ele, ao fato de se sentir preterido pelos pais.
Antecipar tais situações, evitando que se produza na criança auto-rejeitada a comparação negativa (dando-lhe um papel de destaque ou a atenção de outro adulto), ajuda a prevenir o ciúme que a nova situação suscita.

Curiosidade e interesse

Por outro lado, o nascimento de um irmãozinho é um acontecimento que proporciona à criança, em qualquer idade, uma enorme curiosidade e interesse em atendê-lo e cuidar dele. O fato de que este interesse possa surgir tanto em meninos quanto em meninas que apresentam intensas alterações emocionais, reflete a forte ambivalência que caracteriza as relações entre irmãos.
Baseando-se neste interesse, conviria que os pais se dispusessem a partilhar com o menino ou com a menina maior a rotina nos cuidados com o bebê. Deixá-los participar ativa e construtivamente nessa rotina, fazendo com que se sintam importantes e necessários nessas tarefas, é um dos meios mais eficazes de coibir tanto o ciúme como a inveja.
A intensidade nas manifestações de ciúme ante o nascimento de um irmão costuma variar em função de:
1) A idade da criança no momento do nascimento de seu irmão. Menores de dois anos em geral manifestam o seu mal-estar de forma mais encoberta, apelando para o retraimento, enquanto crianças de três e quatro anos tornam-se mais desobedientes e exprimem suas exigências de forma bem mais explícita. A partir dos cinco anos, o ciúme (assim como as demais alterações originadas pelo nascimento de um irmãozinho) tende a diminuir.
2) A mudança originada pela nova situação. Quando o nascimento do irmãozinho coincide com outras mudanças importantes na vida do filho mais velho (mudança de casa, significativa diminuição da atenção recebida, aumento do nível de exigências ou de críticas dos pais...), o ciúme costuma ser muito maior. Para preveni-lo, torna-se necessário reduzir ao mínimo tais mudanças, ou antecipá-las, quando se prevê que elas vão ser inevitáveis. Por exemplo, se for o caso de uma mudança de casa, conviria realizá-la uns meses antes do nascimento do irmão.
3) A relação que a criança mantinha, antes, com os pais. Quando a relação com a mãe era demasiado forte e não existia uma boa relação com o pai, o ciúme do irmãozinho tende a ser maior, devido à considerável redução da atenção materna, que o primogênito passa a vivenciar. O fato de que a criança possa usufruir de uma intensa relação com o pai (antes e depois do nascimento do irmão) amortiza o impacto decorrente desse nascimento e colabora na prevenção do ciúme.
4) A quantidade de atenção que cada um dos progenitores dedica ao bebê. Quanto maior for essa atenção, especialmente em comparação com a que dedicam ao primogênito, maior será a probabilidade de que este sinta ciúme do irmãozinho. Nisto se baseia mais uma vez a origem do ciúme, que só vem à tona quando se compara a atenção recebida com a que recebe o outro e com a que recebia antes.
5) O papel de destaque que os pais dão ao primogênito no cuidado do pequenino. Os pais podem ajudar o filho a assumir o novo papel de irmão mais velho, estimulando-o a participar no cuidado do bebê, de forma que se sinta competente e importante em tais situações. Quando agem assim, é menos provável que o filho maior se sinta relegado e procure recuperar a atenção dos pais, criando problemas para si e para eles.
Já se constatou que os pais que conseguem atrair o filho mais velho à participação nos cuidados do caçulinha, conversando com ele de igual para igual sobre as necessidades do bebê e o significado do que expressa, contribuem para desenvolver o interesse do primogênito pelo irmãozinho, e evitam que se sinta rejeitado por causa da atenção que inevitavelmente deve receber o mais novo.

Assumindo diferentes papéis

Com freqüência, à medida que os irmãos vão crescendo, parece que distintos papéis psicológicos se evidenciam. O fato de que um dos filhos comece a sobressair em uma determinada qualidade costuma acentuar sua tendência a desenvolvê-la, como se o fizessem assumir esse papel (o de estudioso, o de responsável, por exemplo), descartando o mesmo papel para os outros filhos, que se vêem orientados a encontrar e assumir o seu próprio e diferenciado papel (o de sociável, o de desportista etc.).
Esta distribuição de papéis demonstra a necessidade que cada menino e cada menina têm em desenvolver sua própria identidade, diferenciando-a da dos demais irmãos. Necessidade que tende a ser muito acentuada na adolescência e nos anos que a precedem, podendo chegar a ser estimulada em excesso quando os adultos evidenciam com freqüência as qualidades de um dos filhos em um determinado âmbito (os estudos ou o esporte, por exemplo), sem que destaquem tais qualidades nos demais.

Como prevenir para que isso não aconteça

Para o favorecimento de relações adequadas entre irmãos e para prevenir o ciúme e a inveja entre eles, é aconselhável que:
1) Se a criança conta com mais de um adulto para proporcionar-lhe a segurança e atenção desejáveis (a mãe e o pai, por exemplo), torna-se mais fácil, para ela, superar o ciúme com relação aos seus irmãos menores. O simples fato de que tanto o pai como a mãe se relacionam adequada e freqüentemente com a criança supõe outras vantagens educativas, como a de facilitar a tarefa dos adultos, além de favorecer a capacidade do filho ou da filha de se relacionar bem com outras pessoas e situações novas.
2) Convém evitar que o nascimento de um irmão coincida com outras mudanças importantes na vida da criança (adiantando-as ou postergando-as) e não reduzindo, após o nascimento do bebê, a quantidade e a qualidade da atenção que a mãe e o pai passam a dedicar ao filho ou filha maior.
3) Para ajudar o filho a assumir o novo papel de irmão mais velho e prevenir o ciúme que aparece com freqüência quando a mãe ou o pai estão absorvidos no cuidado do bebê, convém estimular a sua participação nesses cuidados, de forma que o filho se sinta importante e prestativo em tais situações, ou que possa dispor, nesses momentos, da atenção de pelo menos um dos progenitores.
4) Para impedir que a tendência à distribuição de papéis entre irmãos prejudique uns e outros, o que os levaria a desconsiderar aspectos fundamentais de seu desenvolvimento psicológico (os estudos, os amigos, a atividade física...), aconselha-se que os pais:
Dêem a devida atenção e coloquem em evidência para todos de casa os progressos de cada criança, em diferentes setores, sobretudo nas atividades que constituem as especializações dos demais, e sempre tomando a própria criança como referência, para valorizar o seu progresso em determinada situação anterior.
Quando existem grandes diferenças entre os irmãos, não é aconselhável utilizá-las como referência para valorizar o nível de cada um, devido ao efeito desalentador que poderia causar, como também pelo risco de despertar um problema emocional de inveja.
Por outro lado, o modelo de um irmão que sobressai pode, sim, ser utilizado como referência ideal do nível que se quer atingir, de forma a suscitar a imitação ou uma inveja sadia por parte dos demais.


Fonte: Portal da Familia

Explicar o inexplicável

Não há nada como um livro alemão de psicologia infantil para explicar o inexplicável às crianças na idade dos porquês.

Achei as ilustrações fantásticas, simples e carinhosas o suficiente para saciar a curiosidade da criança sem ferir susceptibilidades.

Aqui está a cartilha de como explicar como nasce um bebé:







Fabuloso!
Quem desejar obter as imagens em formato maior, poderá enviar-me um email para acegonhacorderosa@hotmail.com

quarta-feira, 1 de Abril de 2009

A gaguez

Há momentos nas nossas vidas em que as pessoas gaguejam: por alegria (excitação), tristeza (falar e chorar ao mesmo tempo), ansiedade e/ou nervosismo ou simplesmente por cansaço ao final de um dia stressante de trabalho e esta ocorrência não deixa de ser “normal”, fazendo parte da comunicação humana.


Mas afinal o que é a gaguez e quando se deve intervir directamente?

*Gago: indivíduo cujo o pensamento é mais rápido que a palavra e que não possui segurança verbal naquilo que quer exprimir.
*Gaguez: alterações na fluência verbal, ou seja é a fala interrompida ora por silêncios, ora por prolongamentos e repetições de sons, sílabas ou palavras, que são produzidos com excesso de tensão muscular. É um sistema circular constituído por 3 vectores: a gaguez propriamente dita, a ansiedade no momento de falar e a enorme vontade de não gaguejar.

A comunicação verbal é estabelecida numa interacção entre quem fala e quem ouve; a existência de gaguez na mensagem, põe em risco o bom funcionamento no acto de comunicar.
Nas crianças entre os 2 e os 4 anos, pode ocorrer alterações na fluência do discurso, fazendo esta parte do desenvolvimento da fala, a que chamam de "gaguez fisiológica" ou "normal". No entanto, se estas interrupções no discurso, surgem ou acentuam-se a partir dos 4 anos, são frequentes, acompanhadas por expressões faciais e corporais marcadas (como os tiques) e gestos que surgem como substituto ou aliado na fala...o Terapeuta da Fala pode ajudar.

O Que Fazer?
Difícil para quem escuta- O que fazer quando ele gagueja?
(a) Ajudar a completar a palavra ou encontrar a mais adequada?
(b) Esperar pacientemente?
(c) Esperar fazendo de conta que não se nota nada de especial?
(d) Dar indicações do género: "respira fundo, descontrai-te, pára e começa de novo ou pensa antes de falar"
Se (a), a criança pode interpretar a prontidão do adulto em dizer a palavra, como falta de paciência para ouvir o que ele estava a dizer, ou que sozinho não consegue falar.
Se (b) e (c), manifesta-se num gesto importante na comunicação: o contacto visual. Como quem ouve, não sabe o que fazer e a postura é não interferir, disfarça o incómodo que sente evitando olhar para a criança. No entanto, essa pode pensar que o que está a dizer não interessa.
Se (d), induz que se pode controlar a gaguez (que a criança se quisesse venceria a disfluência), mas esta é uma noção simplista e incorrecta que tem repercussões negativas na interacção. Esta atitude transmite que o ouvinte está mais preocupado com a forma do que com o conteúdo da mensagem.

É fundamental aceitar a criança que gagueja e como tal dar-lhe o tempo que precisa para comunicar!

Difícil para quem se tenta expressar - Como age quem gagueja?
(a) A ansiedade é um factor relevante, que agudiza os episódios de gaguez.
Esta baseia-se em 3 passos que antecedem o momento de falar:
*A criança sente esforço em tentar coordenar as ideias que quer transmitir;
*Atribulações na coordenação motora das estruturas articulatórias;
*Receio da reacção depreciativa de quem está a ouvir.
(b) Para controlar essa ansiedade podem surgir atitudes como:
*Desistir em se expressar
*Evitar falar em público
*Afastamento social, fechando-se no seu próprio mundo (em que vivência de forma negativa as suas interacções sociais).
(c) As dificuldades sentidas na interacção (principalmente em situações de troça) contribuem para que a criança se sinta mais ansioso no momento de falar, o que pode levá-lo a gaguejar ainda mais.
(d) Na maioria dos casos, a timidez não deixa de ser uma consequência da gaguez e o silêncio é a melhor forma que a criança encontra para não se expôr.

É importante que a criança encontre um sentimento de aceitação da sua dificuldade por quem o escuta e por ele próprio!

Sugestões:
*Falar calmamente, demonstrando disponibilidade para ouvir,
*Não colocar muitas questões, sem dar tempo de resposta,
*Evitar situações que desencadeiem ansiedade,
*Proporcionar actividades lúdicas que incluam canções e rimas,
*Sensibilizar quem troça, o mais importante é ouvir o que diz e não como diz.

Fonte: Médicos de Portugal

Hopla, hopla!

Como vos contei na passada segunda-feira, os avós maternos ofereceram à Joana um DVD do simpático coelhinho Hopla. Cada episódio dura cerca de cinco minutos e apresenta sete situações diferentes que se podem encontrar no mundo quotidiano de uma criança. É uma colecção fabulosa, sem dúvida, em que a criança aprende, brincando.

Neste momento, o Hopla é, a seguir ao pai, o herói da Joana! Sempre que ela encontra o DVD, começa a agitar a caixa e a apontar para a televisão: não nos restam dúvidas, a Joana quer ver o Hopla!

Informações adicionais:

"O Hopla é uma grande inovação no panorama televisivo infantil português.
A feliz conjugação da música e dos jogos atrai a atenção das crianças mais pequenas (e também das maiores) pois estimula-lhes a imaginação e a curiosidade. Dada a curta duração dos episódios e a apresentação colorida de situações do quotidiano, Hopla cativa a atenção dos mais pequenos e proporciona um simpático momento educativo. Por aquilo que disse é fácil concluir que é um programa excelente para passar bons momentos com os nossos filhos, pelo que recomendo como mãe e pediatra." (Dra Margarida Lobo Antunes, pediatra).