quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

A escolha

O melhor. O pior. São conceitos relativos. Mais relativos se tornam no que diz respeito à escolha de onde e com quem deixar os nossos filhos finda a licença de maternidade. É como se antes do nosso filho nascer, e durante os primeiros meses, tivessemos pré-definida uma solução e, mais próxima dessa data, voltassemos a questionar todo e qualquer pormenor, sobretudo quando a nossa opção recai sobre uma ama ou creche.

Ama? Creche? Avós? Mãe a tempo inteiro? O que moveu as vossas escolhas? Quais os prós e os contras com os quais se depararam na determinação da vossa opção?

9 comentários:

Vânia e Mariana disse...

Eu optei pela creche....Eu não podia simplesmnete vir para casa e proporcionar a vida que pretendo a Mariana, os avos também não podiam ficar com ela que trabalham....Por isso restava-me creche ou ama... Ama tem a vantagem de ser como uma avo, caso seja boa...São poucos miudos, estão em casa, o horario pode prolongar-se, é mais dificil apanhar doenças, etc.... Mas e se for má? quem a controla? ta sozinha só com bebes que não se sabem defender nem contar o que aconteceu....Já que não conehcia ninguém nem tinha referencias, optei por uma creche, um sitio onde as pessoas são especializadas para tomar conta de crianças, onde sºão varias pessoas, por isso mais dificil de mal tratar as crianças...O inconveniente das creches, é as doenças todas que apanham, mas eles acabam por desenvolver muito!!! Estou bastante contente com a opção que tomei....

beijinhos,

Patricia Martins disse...

Oi linda.... olha eu fiquei com a Bia em casa até ela fazer 15 meses.... não por escolha obrigatória, mas porque estava no fundo de desemprego desde que sai da licença. Depois disso, encontrei trabalho e colcoquei-a no infatário, onde continua.
Claro que em casa comigo ela esteve muito bem esses meses, nunca adoeceu, e foi muito bom para a as duas. Mas nos últimos meses já se notava que ela estava a precisas de interagir mais com outras crianças, de ganhar regras que em casa não estavam fáceis de aplicar e apesar de tudo, agora, acho que foi a melhor escolha que fizemos..... Claro que ela já foi com 15 meses.... não sei até que ponto ia conseguir colocá-la no infantário aos 4/5 meses.
Não podemos esquecer que na maioria dos casos, isto não é uma opção, mas a única solução, para as mães que trabalham.
Ficar com os avós, eu sinceramente, apesar de achar que é bom por um lado.... também acho complicado por outro.... talvez porque a minha mãe e a minha sogra são a assim... mas acho que normalmente todos os avós são permissivos demais, o que acaba por ser dificil de gerir depois.... sei perfeitamente que se a minha filha tivesse ficado com a minha mãe ou sogra, estaria muito mais reguila agora, porque elas faziam-lhe tudo, e dificilmente lhe conseguiriam impor regras. Claro que é óptimo estar como os avós, e ela fica várias vezes, e quando está doentinha, mas esporadicamente, não todos os dias, um dia inteiro. Para nós, a melhor opção é mesmo o infantário.

Bjokinhas

art.soul disse...

eu sempre desejei deixar com a minha mãe, não consigo ver desvantagens em ficar nos avós tão pequenina ( e o pediatra concorda a 200%) mas se não tivesse oportunidade de o fazer, deixaria numa escola/creche e não numa ama. muito menos naquela situação em que a ama está em casa e para além de cuidar da bebé ainda faz limpeza à casa... algo deve ficar por fazer, não?
de resto o importante é confiarmos no sítio ou pessoa onde os nossos filhotes ficam.
beijinhos

Belita disse...

Nos primeiros quase 5 anos de vida o Dado ficou numa ama, que se veio a tornar uma verdadeira avó, aliás é assim que a chama!

Seria para ficar até aos 3 anos, quando poderia entrar numa pré, mas não tive coragem de o "tirar" a quem tanto fez por ele, e o meu filho deu muito trabalho!

O porquê da minha escolha, foram tantas as razões, porque não comia, não dormia, chorava imenso, e naquela altura uma creche nunca esteve na nossa lista de opções!

Tive muita sorte em encontrar essa nova avó e hoje voltaria a fazer o mesmo.

Um beijinho

Maria João disse...

Olá Sofia, td bem? Pois, tema bem pertinente. Eu, como estou longe da familia, as amas são muito caras, o horário das creches não se adequa ao meu horário nem ao do meu marido, optei por tirar mais 4 meses de licença de maternidade. Agora, se estivesse em Portugal, como a Mia ainda só tem 7 meses, escolheria as avós sem dúvida. Para quem tem essa possibilidade, acho que é a melhor. Após os 2 anos optaria por uma creche. Acho que é fundamental para o desenvolvimento das crianças.
Bjinhos

Os meus filhotes disse...

Olha, neste aspecto posso dar-te a minha opinião. Eu sou professora de pt mas não fiquei colocada. Qd fiquei grávida do gui coloquei-me exactamente a mesma questão. Que fazer? Colocá-lo numa creche e ganhar só para a pagar? Como o meu marido tem um vencimento razoável optei por juntar o útil ao agradável. Abri um centro de actividades infantis e fiquei com o meu filhote a tempo inteiro. Neste momento o Gui já está na pré mas tenho mais uma pequenina e vou fazer o mesmo até ela tb entrar para a pré. Depois voltou a reavaliar as prioridades! Boa sorte com a tua escolha!

Sofia disse...

Eu não tive propriamente escolha...um ordenado não chega para as despesas e estava fora de questão pagar uma mensalidade brutal de creche durante 3 anos...A avó estava livre e ansiosa por ter netos e por isso de bom grado ficou com ele.
Ao principio custou-me horrores, pois, apesar de confiar a 100% na minha sogra, tinha receio relativamente aos acidentes, uma vez que ela não tem formação de enfermagem, não é?
Hoje, o meu único problema tem a ver com o excesso de mimo, de resto não podia ter escolhido melhor: tem quintal, animais, sei que é bem alimentado, tem afecto, etc.
Aos 2 anos e meio vai para a creche e depois ficamos a aguardar entrada no JI (o que deve acontecer aos 4 anos e meio).
Bjinhos

Aniki disse...

Eu deixo o meu caso, para a estatistica, lol
Conseguimos até 1 ano de idade preservá-lo de terceiros, com as 2 horas de amamentação, pai a trabalhar por turnos e avó em part-time.
Passado 1 ano, ele cada vez mais activo, e sendo o único bebe na familia, achamos por bem o convivio com outras crianças.
Vimos algumas amas, que não me conveceram, casas pequenas, com muitas crianças, diferenças de idade, sem recibos, etc.
Como tal, na impossibilidade que existe neste Pais de colocar numa IPSS está num colegio particular...
Agora só o tempo dirá, se fizemos a melhor opção....
Bjs

Mamã da Caroxinha disse...

Olá mamã, deixo-te a minha experiência.
Sou mãe a tempo inteiro, inicialmente não por opção mas neste momento sim é porque quero.
Eu explico :-)
Sou professora do ensino básico mas nunca consegui colocação além do estágio, por isso procurei emprego em outras áreas. Quando engravidei estava a trabalhar na PT e assim que descobriram mandaram-me para a rua...estava na altura com 10 semanas de gestação :-(
Depois só às 20 semanas consegui novo emprego na Zon que sempre me deu todas as regalias como grávida, digo-te que nunca tive patrões humanos como lá. Mas infelizmente só tinham vaga para part-time e a remuneração era pouca.
Quando a Laura nasceu fiquei em casa com ela sozinha e o papá trabalhava. Começamos a fazer contas e o que eu ia ganhar não dava nem para a creche, na altura estavamos numa cidade a 150km da família, não havia avós que pudessem valer-nos!
Assim decidimos que eu não voltaria ao trabalho, ficando em casa com a Caroxinha.
Em momento nenhum me arrependo da escolha que fiz, sou muito feliz e sei que a minha filha também. O meu marido agradece o meu esforço porque assim vai trabalhar com a certeza que a filha está em boas mãos!
Eu como professora conheço bem a realidade das creches, já trabalhei em algumas na sala de atl e deu para ver como funcionavam os berçários. Nunca pensei por a minha filha numa creche antes dos 3 anos.
Actualmente continuo em casa com ela mas como já estamos perto da família, tenho concorrido para ver se arranjo colocação. Se conseguir ela fica com a minha mãe e eu fico descansada, senão cá continuarei a ser mãe a tempo inteiro com muito gosto e orgulho no meu trabalho!
Digo-te que não trocava os momentos que tenho vivido por todo o dinheiro do mundo!!!
Somos uma família feliz e isso é o que importa :-D

Beijinhos e desculpa o testamento