sábado, 14 de Novembro de 2009

Avós intrometidas: como lidar com elas?

Muitas vezes os novos métodos de cuidar de um bebé entram em contradição com o modo como as avós cuidaram dos seus filhos e, não são raras as divergências entre mães e avós por causa de pequeníssimos pormenores.

Habitualmente as avós - mãe e sogra - iniciam os seus conselhos na hora em que sabem que vem um bebé a caminho. “Vê bem como te alimentas. Com essa alimentação que habitualmente levas, o bebé vai nascer pequeníssimo”, “Se for uma menina, não te esqueças que deverá ter o nome das avós”, “Porque não começas já a preparar o enxoval?”, “Fala já com o pediatra da tua cunhada”, etc, etc, etc,…

Quando visitam o bebé na maternidade, iniciam outro estilo de intromissão - o acompanhamento do bebé.
“Quando chegares a casa…. este bebé …”, “Vê como o deitas, as crianças não gostam de estar assim”, “ Não é assim que lhe deves pegar para mamar…” e , etc, etc, etc…
E, como “lobas” ciosas das suas crias, se você não disser nada, iniciarão uma vivência atormentada para si, para o bebé e até para elas.

Amores em conflito
As avós querem, tal como os pais, o melhor para o bebé. Todavia, a verdade é que a sua intromissão pode gerar alguns conflitos. Serão você e o pai que terão de decidir como criar e educar o seu bebé e, desde a primeira hora, que elas terão de o entender.

Diga-lhes o que quer para o seu filho e pergunte-lhes se elas não trataram os seus filhos - você ou o seu marido - como pensaram ser melhor para eles?

Fale com as avós e explique-lhes que os tempos mudaram e que hoje os pediatras têm outros conceitos. As tensões familiares provocadas pelos mal-entendidos devem de ser imediatamente esclarecidas. Sem ofensas e para não piorar as coisas tente manter a sua independência desde o início da gravidez.

Mudam-se os tempos...
Quer os novos conceitos instituídos no que concerne à alimentação ou à saúde podem ser motivos de divergência entre as avós e as mães. Às vezes uma questão simples pode levar a alguns amuos. Exemplificando:

- Agasalhar o bebé pode também ser um “grande” motivo para várias discussões. As avós tendem a agasalhar demasiadamente o bebé. Em casa ou quando vai de passeio, nenhuma avó permitiria que o seu pequenito se vestisse sem os mais fofos agasalhos. Enquanto você sabe que o seu bebé poderá andar com um bom fatinho de felpa sem necessidade de vestir camisolas de malha, a avó, ficará escandalizada se a criança andar em Novembro sem um casaquinho de malha. E, será impensável, levar o bebé a passear sem gorrinho, luvas…. Quer pelas fibras utilizadas, quer pelo tipo de roupinha, as mamãs de hoje, trazem os seus pequenitos muito mais à vontade. As crianças de “antigamente” (você ou o seu marido) pareciam um rolinho e quase não se podiam mexer.


- O desmame - muitas vezes no final da baixa de maternidade - em que a maioria das mães passa a alimentar os seus filhos com biberão. É uma decisão de que muitas avós discordam e criticam.

É verdade que têm razão e que as crianças devem ser amamentadas durante o maior período de tempo possível, mas, se o seu emprego não lhe permite as deslocações a casa para amamentar o seu bebé ou se as condições ou tipo de emprego não lhe permitem a recolha do seu leite para a amamentação, não aceite as críticas. Você está a fazer o melhor que pode.

- Na hora do sono é normal que você deite e aconchegue o seu filho e lhe cante uma canção de embalar para adormecer. No entanto, se o seu filho não adormece rapidamente, quase todas as avós têm tendência para o acolher nos braços e o embalar. Se você se opõe, a avó tende a ofender-se e a dizer-lhe que o bebé tem necessidade de “colinho”. Explique-lhe que você é que estará todos os dias com o seu bebé e que não tem tempo para o adormecer desse modo. A rotina do seu bebé tem de estar de acordo com as suas necessidades.

- Na hora das “primeiras papas”, certamente a avó não deixará de comentar que você adorava uma açordinha. Se lhe falar no glúten, provavelmente não deixará de comentar que isso são modernices (“Ora, ora… tu e os teus irmãos estão todos vivos e sempre foram saudáveis… Tu adoravas um miolinho de pão…”).

- Se o seu filho não quer comer, a avó entrará em pânico. “Tens de obrigá-lo. Assim, vai adoecer”. Se comenta com ela que o pediatra lhe diz que as crianças sabem o que devem comer e que não devem ser forçadas a fazê-lo, provavelmente aconselhá-la-á a mudar de pediatra.

Estes são alguns dos exemplos, muito embora pudéssemos enumerar muitos outros. Se você permitir que as avós se intrometam nos primeiros dias, elas "tomarão as rédeas" da educação do seu filho. A decisão da escolha do pediatra, a escolha do infantário, as rotinas do bebé terão de estar de acordo com o que os pais consideram melhor para o seu filho e não com o que os avós pensam ser melhor para o seu neto.

É saudável para qualquer criança ter uma boa relação com os avós e em nenhum momento esta relação deve ser posta em causa. Contudo, recomenda-se que os avós entendam que mesmo que a criança fique em sua casa, devem respeitar as normas estabelecidas pelos pais.

Fonte: Sapo Bebé in http://familia.sapo.pt/articles/familia/relacoes/mae_ideal/1028991.html

1 comentários:

Ministar disse...

Como eu conheço esses comentários... A minha sogra e o meu pai então... Uiiii