quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

As superstições de Ano Novo

Você já está acostumado a ouvir (ou até a fazer) inúmeras dicas de réveillon para garantir sorte e felicidade no novo ano para você e sua família. Até decide que cor seu filho usará para trazer mais sorte nos estudos. Mas de onde vêm essas crenças e o que realmente elas prometem fazer por você? Descubra.

A magia das cores

Para a maioria das pessoas, as cores são peças-chave na comemoração do dia 31 de dezembro. A astrologia acredita que cada período carrega consigo uma cor regente. Segundo a astróloga Miriam Leme, 2009 é o ano do amarelo e do dourado. “A cor predominante do ano é determinada pelo regente. 2009 será regido pelo sol”, afirma. Miriam explica que estes tons estão também diretamente relacionados ao ouro, às riquezas materiais, à sabedoria e prosperidade. É também a cor da agilidade, rapidez, movimento e inteligência.Quem não gostar muito da idéia de vestir tons de amarelo e dourado pode optar por outras cores, de acordo com seus desejos pessoais. O tradicional branco simboliza a paz e facilita a harmonização e o equilíbrio. Se você procura um grande amor, sua cor é o rosa. Caso o que deseja seja algo mais passional, intenso, a opção é o vermelho - que também promete colocar um ponto final em obstáculos financeiros.Verde representa a saúde. O azul, segundo a cromoterapia, significa limpeza. E para quem pensa que preto é proibido, engana-se: a força desta cor estimula a sexualidade.

Superstição à mesa

Além das cores, a ceia de Ano Novo é outro detalhe para manter a tradição em dia. O que se pode comer e o que é melhor evitar na virada do ano? A crença popular diz que as melhores opções de carne a serem servidas no último dia do ano são o carneiro, o leitão e os peixes. Os pratos feitos à base de animais que “andam para trás”, como aves, siris e caranguejos, não devem ser consumidos para não impedir o sucesso do novo ano.
Se seu desejo é ser mãe em 2009, sua ceia deve ser à base de peixe. A produtora de moda Heloisa Takaki comenta que em sua família corre o mito de que comer peixe na noite do dia 31 ajuda a concretizar a vontade de ser mãe. “Minha mãe, tias e avós sempre disseram que se uma mulher quer engravidar ela precisa comer peixe à meia noite e mentalizar o pedido. Este ano vou tentar; elas garantem o sucesso”, diverte-se. Por mais infundada que pareça, a teoria do peixe pode estar ligada à cultura oriental que diz que o animal garante sorte, união duradoura aos casais e sabedoria na educação dos filhos.
Lentilhas, uvas e romãs também circulam pelo imaginário popular. Todas remetem à sorte e abundância.

Rituais

Acender velas na areia da praia após a contagem regressiva para o próximo ano e pular as ondas do mar. Você sabia que essas crenças vêm da cultura africana?Pular as sete ondas significa cortar obstáculos materiais e espirituais, sob a bênção de Iemanjá - divindade rainha das águas e mãe de todos os deuses africanos. Cada pulo deve ser acompanhado por um pedido. Para os mais crentes, oferendas de flores e outros mimos tendem agradar à Deusa e garantir sua simpatia.A água, presente na maioria dos rituais de Ano Novo, traz consigo a purificação e a eliminação das impurezas.



Fonte: Revista Crescer (edição brasileira)

Feliz Ano Novo!


E eis que chegamos ao último dia de 2008. Já tenho a agenda de 2009 preparada, a garrafa de champagne no frigorífico, os doces vêem a caminho e as memórias de 2008 vão sendo, aos poucos, sem pressas, arquivadas no lugar mais especial que nos é comum: no coração.
Quero desejar-vos a todos/as vocês que nos lêem, que nos acompanham, que nos acarinham, um excelente 2009! Com tudo o que o mundo tem de melhor, durante todos os 365 dias do ano, bem regado de amor, paz, saúde, tolerância, amizade, estabilidade profissional e financeira, enfim, o que desejarem.
E, para todos os bebés já nascidos e que vão nascer em 2009, um grande beijinho rechonchudinho da nossa parte!

terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Consulta de observação

Esta manhã a Joana foi observada pela pediatra que confirmou o diagnóstico de garganta inflamada, a existência de muita expectoração acumulada na garganta bem como um nariz francamente entupido. Otites zero. Bronquiolite zero. Pneumonia zero. Auscultação normal. Hérnia umbilical sem motivos de preocupação maior.
Como sempre, a Joana chorou imenso ao ser observada, ela não gosta mesmo que mãos estranhas lhe mexam! Vamos, assim, continuar com o Brufen (2,5 ml, duas vezes por dia, durante quatro dias), com os aerossóis e vamos fazer Unimer para descongestionar rapidamente o nariz da Joana. O Unimer é um spray nasal à base de água do mar purificada e é mais forte do que o Rhinomer, precisamente para casos de (quase) completa obstrução nasal. Deverá ser usado não mais que 3 vezes por dia, com 1 a 2 pulverizações por dia.
De facto, quando chegamos a casa, fiz de imediato os aerossóis e, de seguida, administrei à Joana o Unimer, Saiu bastante ranhoca, sem dúvida. Apesar do Unimer ter uma embalagem apelativa (uma girafa-menina), a Joana, claro, esperneou. Mas teve que ser. Espero que, assim, ela comece a dormir melhor e também a comer melhor pois a Joana só tem querido beber leite: nada de iogurte, sopa ou papa...
Por último, a Joana vai também começar a tomar uma solução vitamínica, VI-Dailin (2,5 ml, uma vez por dia), com o intuito de fomentar o apetite da Joana.
Eu não vos disse que não viria contente da consulta no texto anterior? Pois...estou mesmo, mesmo aborrecida, o que é raro acontecer, diga-se de passagem. E o meu aborrecimento prende-se com o peso que a pediatra, efectivamente avaliou. Na consulta dos 12 meses, descemos do P75 para o P50, com um peso de 9665grs. Hoje, descemos novamente. O percentil do peso está agora entre o P50 e o P25, tendo o peso descido para 9655grs. É uma descida de 10grs, não é expressivo. Mas é uma descida. Em suma, desde Agosto que somou (apenas) 655grs. Desculpem, mas eu acho que é pouco. Sim, a Joana começou a andar. Sim, a Joana tem estado mais constipada porque o Inverno é um excelente “cozinheiro” de constipações e afins. Sim, a Joana entrou para a creche e teve que se adaptar a novas sopas. Sobretudo sopas, porque papas e iogurtes são os mesmos que temos em casa. E é por isso que, discutidos com a pediatra, vamos implementar os pontos que referi no texto anterior: vou levar sopa e purés de fruta feitos por mim para o almoço da Joana; o lanche vai começar a ser papa, exclusivamente, e os chamados “reforços” vão deixar de ser uma bolacha. Por reforço vamos começar a entender iogurte ou leite. A bolacha até pode ser misturada no iogurte. Mas bolacha por si só acabou.
E sabem porque é que eu também fiquei aborrecida? Porque às vezes é preciso depararmo-nos com estas coisas para abrirmos os olhos. E exigirmos. Porque se mensalmente é paga uma determinada quantia para a creche, que não é pouco, temos que começar a exigir. E a exigir mais. Porque a mensalidade é paga para o melhor interesse e bem-estar da criança. Apenas isso e mais nada.
A próxima consulta da Joana está marcada para o dia 26 de Janeiro. Será a consulta dos 15 meses. E, garanto-vos, nesta consulta eu vou querer ver diferenças. E que sejam boas porque senão teremos a burra nas couves.
Como é que eu tenho, em média, dois a três reports diários que me dizem que a Joana comeu “muitíssimo bem” e, depois, quando vou pesá-la, deparo-me com um peso de 9655grs para 14 meses de idade? Alguma coisa está aqui a falhar...mas também vai deixar de falhar, palavra de mãe-leoa!
A Joana passou relativamente bem a tarde: dormiu um pouco e brincou. Petiscou algum leite e pão, nada de mais. Vou dar-lhe tempo, quando ela estiver melhor logo “atacará” a comida com apetite redobrado.


Obrigada pela vossa preocupação, vocês são impecáveis!

Urgências pediátricas

Ontem à noite, cerca de duas horas depois da Joana ter adormecido, acordou incomodada: gemia, contorcia-se, chorava e tinha a zona abdominal bastante dura. Pareciam as ingratas cólicas. Peguei-lhe de imediato ao colo, vi-lhe a fraldinha e fiz-lhe o truque do tubinho pois podia ser que tivesse gases acumulados. De facto, durante o dia, ela tivera mais gases do que o habitual. Massajei-lhe a zona abdominal. Pareceu sossegar. Entretanto, levo a mão à testa da Joana e constato que ela estava muito quente. Tinha febre, sem dúvida alguma. Administrei-lhe um Ben-u-ron e observo-a com mais atenção. Foi aqui que soaram os meus alarmes todos: mãos frias. Unhas e lábios descolorados. Joana a tremer, não apenas a boca mas o corpo todo.Acordei o pai e voamos para as urgências. Eram quase 23:30. Para além do casaco e gorro, a Joana foi bem enroladinha numa manta que acabou por sujar com expectoração misturada com leite, ao tossir mais violentamente. Eu só pensava: “Mas porque é que ela está tão fria nas mãos se o quarto estava quentinho...se ela tem vestido um pijama polar...se ela tem um edredon na cama...?”. À medida que nos íamos aproximando do HCD, a Joana, já a dormir, estava mais quentinha. “Seria alguma descida brusca da temperatura corporal?”, continuavam as perguntas a martelar a minha cabeça, “Mas isto nunca aconteceu...”.
A enfermeira que nos atendeu tomou nota de todos os pontos sintomatológicos que íamos referindo. Temperatura: 38,9ºC. O Brufen, entretanto ministrado através de uma seringa, foi recusado novamente pela tosse. Ben-u-ron, em supositório, esse sim, foi bem tolerado. Cerca de meia hora depois a Joana já não termia e já recuperara o ar rosadinho. Já palrava, queria andar, batia palminhas, pedia colo ora ao pai ora a mim. A febre desaparecera.
Fomos atendidos por uma pediatra que nos indicou que a Joana tinha a garganta inflamada. Nada de otites. Auscultação normal. Explicou-nos que o tremer, as mãos e pés frios, zona abdominal e cabeça quentes eram sinónimo de súbita subida de temperatura. Súbita demais. Assim, receitou-nos Brufen (2,5ml, duas vezes por dia, durante 4 dias) e Ben-u-ron não na dose de 125mg mas de 250mg, tendo em conta o peso da Joana. E, aqui, novamente, uma nova questão: antes da consulta propriamente dita, pedíramos a uma das enfermeiras de serviço para pesar a Joana. Não gostei do que vi. Se, aos 12 meses, a Joana pesava, nua, 9665grs, ontem à noite, com 14 meses, de body e fraldinha, a balança acusou 9960grs. Se, na consulta dos 12 meses, eu já me mostrara preocupada com o peso (e, consequentemente, com a descida de percentil, se bem que falamos de uma descida do P75 para o P50), então perante este novo dado mais desagradada fiquei. A pediatra sugeriu-nos que contactássemos a pediatra da Joana para analisarmos mais de perto o peso. Assim fizemos: conseguimos com que a Joana fosse observada esta manhã e, ou muito me engano, ou não vou sair contente da consulta. Não sei, é um pressentimento que eu tenho. Até pode ser que a pediatra deseje, ela mesma, observar a Joana para complementar o quadro de diagnóstico. Deus queira que seja apenas isso.
Curiosamente, a descida de percentil coincidiu com a entrada da Joana para a creche e com a crescente locomoção da Joana. Compreendo que, quando os bebés começam a andar e a explorar mais o meio circundante, que o peso não aumente tanto. Caso contrário, aos 3 anos, teríamos bebés com um peso inimaginável. Mas o factor “alimentação na creche” não deixa de me preocupar.
Todos os dias é feito um registo diário, em termos quantitativos, de como a Joana come. Mas, quando estava a fazer a adaptação da Joana à creche, vi a qualidade da sopa que era servida. Desculpem o termo mas parecia-me água com sabor a cenoura de tão rala que era. Talvez esteja a exagerar mas é inegável que as sopas que faço são bem mais nutritivas. Quando questionei sobre a qualidade nutritiva das sopas foi-me referido que estas eram elaboradas por uma nutricionista. Mas, não é isso que está em questão! O que importa é que a sopa seja mais consistente. Se isso significa mais despesa para a creche em termos de compras de alimentos, pois, imagino. Porque não há outra razão, para mim, para o facto das sopas serem ralas. E é por isso que alguns aspectos vão ter que mudar na alimentação da Joana na creche:
1. Vou começar a levar uma sopa feita por mim para a hora do almoço;
2. O iogurte vai deixar de ser lanche, bem como a papa Milupa, que a Joana deixou de gostar. Iogurte com pão e/ou leite come/bebe a Joana em casa, ao pequeno-almoço. Assim, todos os dias, vamos começar a alternar a papa Cerelac com para Nutribén, as preferidas da Joana;
3. Em relação à fruta, se for necessário, faço eu purés de fruta em casa e levo para a creche.
Vou discutir esta manhã estes pontos com a pediatra mas, independentemente de tudo, sinto que eles devem ser implementados.
Concerteza que a entrada das crianças na creche trás consigo, sobretudo no Inverno, constipações e afins semana sim, semana sim. Mas, a meu ver, a Joana tem que ter uma outra envergadura para não apanhar tudo o que surja, sob pena de estar sempre doente. E isso passará por alterarmos alguns pontos da alimentação dela, essencialmente na creche.
Entretanto, esta manhã, por volta das 05:00, a Joana teve novamente uma subida acentuada da temperatura. Novo Ben-u-ron. Abri o meu robe, aninhei-a bem junto a mim e, aos poucos, ela foi aquecendo e acabou por adormecer. O que também ajudou foi colocar-lhe uma almofadinha de algodão embebido em água fria e passá-la pela testa, bem como os aerossóis pois nota-se que a Joana tem muita expectoração enrolada na garganta. Já elevamos a cabeceira da caminha dela mas ela prefere puxar lençóis e edredon para os pés da cama e dormir em cima deles.
Veremos o parecer da pediatra esta manhã. Logo que possa venho dar-vos noticias pois a mãezite-aguda agravou-se e muito desde ontem...mesmo para adormecer, só quer a mãe a fazer-lhe festinhas na cabeça ou a agarrar-lhe as mãos...

segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

O bebé e a chupeta

Durante os primeiros meses de vida o bebé toma contacto com o mundo exterior através da boca, ou seja, recebe o alimento através do mamilo ou do biberão, ao mesmo tempo que leva todos os objectos que consegue agarrar, à boca. A chupeta satisfaz e acalma o bebé, por ocupar a zona mais importante do seu corpo nesta idade e por ser para ele uma fonte de prazer.

Quando dar a chupeta ao bebé


Muitos pais relutam em dar a chupeta ao bebé, quer por detestarem ver uma chupeta a agitar-se no meio do rosto do bebé, quer por recearem a hora de obrigarem o bebé a deixar a chupeta. Todavia, as coisas não são tão simples como parecem, uma vez que, se o bebé quiser chuchar, pode habituar-se a chuchar no dedo. Se o bebé, durante os primeiros meses de vida, tiver oportunidade para chuchar na chupeta, nunca virá a chuchar no dedo. Por vezes os pais pensam que talvez seja preferível deixar que o bebé se acostume a chuchar no dedo sem, porém, pensarem que, se isso acontecer, o bebé continuará a fazê-lo até aos três, quatro ou cinco anos e, em certos casos, até mais tarde enquanto que, na maior parte das vezes, os bebés estão dispostos a deixar a chupeta bastante mais cedo. A chupeta tem outra vantagem importante, em relação ao dedo, que nem sempre é levada em consideração, que é, a menor possibilidade de interferir no desenvolvimento e implantação dos dentes. Muitos bebés nunca tentam chuchar no dedo, a não ser por acaso e durante curtos períodos de tempo, mas se se aperceber que o bebé, depois de todas as refeições, tenta meter o polegar na boca para chuchar, deve começar a pensar seriamente na possibilidade de lhe dar a chupeta. Se der tempo ao seu bebé para se habituar a chuchar no dedo é quase certo que ele vai rejeitar a chupeta quando lha der. A melhor solução será sempre dar a chupeta ao bebé quando verificar que o mesmo gosta de chuchar, evitando que ele se habitue à sensação de conforto que chuchar no dedo lhe proporciona. Dê a chupeta ao bebé quando verificar que ele começa a chuchar tudo o que entra em contacto com a sua boca, as mãos, a roupa, os objectos, etc. Nos primeiros meses de vida dê-lhe a chupeta quando estiver acordado o que se verifica apenas poucas horas por dia. O seu objectivo não deve ser que o bebé utilize a chupeta o mínimo de tempo possível, mas sim de a dar ao bebé em todas as oportunidades que tiver, durante os três primeiros meses de vida, por forma a fazer com que ele fique satisfeito e renuncie à mesma mais rapidamente.

Quando retirar a chupeta ao bebé

A normal evolução da criança leva a um desinteresse progressivo pela chupeta que conduz ao seu abandono entre os dois e os quatro anos, quando se ultrapassa a chamada fase oral. Todavia algumas crianças têm grandes dificuldades em deixar de chuchar. É um erro retirar a chupeta à criança, à força, independentemente da sua idade. O segredo está em fazê-lo aos poucos e subtilmente, de modo a que a mesma não se aperceba dessa necessidade. Comece por retirar-lhe a chupeta logo que adormecer, se não o conseguir faça-o quando o bebé estiver completamente adormecido. É muito frequente que o bebé, quando habituado a ficar com a chupeta na boca durante o sono, acorde quando a mesma lhe cai da boca ou lhe é retirada, mas este é um processo moroso e delicado que tem de ser bem feito. Durante uma ou duas semanas vá reduzindo a utilização da chupeta, mas se houver alturas em que o bebé esteja muito aborrecido por não a ter dê-lha durante algum tempo para a arrumar, na primeira oportunidade. Pode acontecer que o seu filho a surpreenda ao demonstrar-lhe que é perfeitamente capaz de viver feliz sem a chupeta, mas, por outro lado, todas as crianças têm as suas necessidades e ritmos próprios. O desejável é que a criança desenvolva progressivamente a sua independência face à chupeta, a partir do segundo ano de vida. Se se aperceber que ele utiliza a chupeta por capricho ou vontade de fazer birra não lha dê, pois nessa altura ele já é perfeitamente capaz de a dispensar e está apenas a testá-la. Acima de tudo é necessário paciência e firmeza. Se a criança não tiver motivos sérios para chorar, não se preocupe. Ela acaba por aceitar a sua decisão.


Fonte: Pink Blue

Contrastes


Babygrow 0 meses que a Joana vestiu à nascença versus Babygrow 18 meses, tamanho este que a Bolotinha veste actualmente. Recordo-me tão bem do dia em que compramos o babygrow que a Joana vestiu quando nasceu. Foi no dia 29 de Setembro de 2007, durante a manhã, no CC Vasco da Gama, mas precisamente na Prénatal. Nessa manhã perdemos, literalmente, a cabeça a comprar coisas para a Joana. Apaixonamo-nos os dois numa fracção de segundo pelo babygrow branquinho, cuja gola apresenta bordados em cornucópias, no centro do fatinho um laço e, mais abaixo, dois bolsos, cada um com um botão em forma de botão de rosa, passo a redundância.
O babygrow de 18 meses é muito giro, inspirado nos iglos e nos esquimós!




Botinhas e sapatinhos entre os 0 e os 3 meses



Pantufinhas e carapins entre os 0 e os 3 meses



Sapatos e botinhas tamanho 20

Tempo...? Estás a ouvir-me? Mais devagar, sim?! Obrigada!

domingo, 28 de Dezembro de 2008

Pneumonia na criança

A criança geralmente apresenta mal-estar, febre elevada e tosse, podendo também apresentar dificuldade respiratória, dor no tórax, perda de apetite, vómitos ou dor abdominal.


O que é?

A pneumonia é uma infecção nos pulmões, sendo comum nas crianças.

Qual é a causa?

A pneumonia é normalmente causada por microrganismos (bactérias, vírus, ...) que atingem os pulmões e que aí se instalam desenvolvendo uma infecção. Pode também ser causada por gases nocivos, aspiração do conteúdo do estômago, etc.

Como se transmite?

Pode-se transmitir de vários modos, dependendo da causa. No caso de se tratar de um microrganismo, a transmissão pode ocorrer por inalação de gotículas respiratórias contaminadas ou microaspiração de secreções contaminadas da faringe.

Em que idade ocorre?

Pode ocorrer em todas as idades. Os microrganismos responsáveis pela pneumonia dependem da idade da criança. Além disso, em idades mais precoces (até aos 3 meses) a gravidade da pneumonia é habitualmente superior à de uma criança mais velha.

Quais são os sintomas?

A criança geralmente apresenta mal-estar, febre elevada e tosse, podendo também apresentar dificuldade respiratória, dor no tórax, perda de apetite, vómitos ou dor abdominal. Nota: Nem toda a criança com pneumonia tem tosse e nem toda a criança que tosse tem pneumonia.

Quando se contacta com uma pessoa com pneumonia fica-se necessariamente doente?

Não. O nosso corpo tem alguns meios de defesa que nos permitem combater os vírus e as bactérias que entram em contacto com a árvore respiratória. Contudo, quando os vírus ou as bactérias conseguem ultrapassar essas barreiras, pode surgir a doença. As crianças com o sistema imunitário ainda em desenvolvimento constituem um grupo de risco acrescido.

A pneumonia obriga a internamento hospitalar?

Não. A maioria das crianças podem ser tratadas em casa, mas cabe ao médico avaliar clinicamente a criança e decidir o local onde deve ser feito o tratamento. Os recém-nascidos devem ser internados.

Existe "princípio" de pneumonia?

Não. A criança ou tem ou não tem pneumonia. No entanto, existem situações clínicas em que o diagnóstico é difícil, não podendo o médico naquele momento afirmar com certeza que existe um processo infeccioso no pulmão. De igual modo, as pneumonias podem ser clinicamente mais ou menos graves e/ou mais ou menos extensas.

É necessário algum exame para se poder afirmar que existe pneumonia?

O médico pode basear-se apenas na observação da criança para concluir que se trata de uma pneumonia, sem requisitar qualquer exame. As crianças que não têm uma pneumonia complicada e que cumprem o tratamento em casa, podem nem necessitar de fazer uma radiografia pulmonar. Normalmente, as crianças que ficam internadas realizam radiografias pulmonares e outros exames no sentido de avaliar o seu estado clínico e determinar a causa da pneumonia.

Que medicamentos são usados no tratamento?

Podem ser utilizados antibióticos e antipiréticos (medicamento que baixa a temperatura). Uma boa ingestão de líquidos é também essencial.

Toda a pneumonia necessita de ser tratada com antibióticos?

Não. Um grande número de pneumonias em crianças são causadas por vírus e estas não são tratadas com antibióticos.

Quando a criança melhora pode-se parar o antibiótico?

Não. Os antibióticos devem ser dados durante o número de dias indicado pelo médico. Embora a criança possa parecer curada, o esquema deve ser sempre cumprido até ao final, no sentido de evitar recaídas.

A criança pode ir para o infantário ou para a escola?

A criança deve permanecer em casa até à recuperação da pneumonia.

Existe vacina?

Existem duas vacinas que são dirigidas contra duas bactérias que frequentemente causam pneumonia (Haemophilus influenza e Streptococcus pneumoniae). Uma delas (contra o Haemophilus influenza) encontra-se incluída no actual plano de vacinação e desde a sua introdução este agente raramente é responsável por pneumonias. A administração da outra vacina deve ser discutida com o médico assistente da criança.

Qual é o prognóstico?

O prognóstico é bom, com recuperação completa sem sequelas na maioria dos casos. Existem raras situações em que a doença é mais grave, prolongada e pode deixar sequelas.


Por: Rúben Rocha, com a colaboração de Carla Moreira e Augusta Gonçalves, pediatras do Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga
Fonte: Educare

Não sei se estão bem a ver...

Como vos contei na minha foto-reportagem, sou uma devoradora de queijos!
Acontece que no Natal provei um que, literalmente, revolucionou o meu paladar. Falo-vos do Scottish Cheddar, que ainda não se encontra à venda nas grandes superfícies em Portugal. Digo-vos: nunca provei um queijo assim! É tão, mas tão bom...Pode ser que, subtraindo os hipermercados, encontre o “tal” queijo no El Corte Inglès. É que curiosamente, foi aqui que encontrei o sumo e compota de mirtilos, que comi durante a minha gravidez (dizem que os mirtilos previnem a ocorrência de infecções urinárias nas grávidas)...em mais nenhum lugar encontrei, por isso...aguardem-me!

Zac Browser

O primeiro browser concebido a pensar nas crianças com autismo e desordens do espectro autista foi lançado durante este ano. Esta ferramenta serve para promover o entretenimento e autonomia das crianças com autismo e chama-se Zac Browser.
Feito pelo avô de um menino autista, Zackary Villeneuve, o Zac Browser (Zone for Autistic Children) é o primeiro browser deste género, destinado a crianças com autismo e desordens do espectro autista, como o Síndrome de Asperger.
O navegador web elimina todo o tipo de conteúdos relacionados com violência, pornografia ou publicidade, além de eliminar funções «inúteis» como o clique do botão direito do rato. Desta forma, evita-se a perda do sentimento de confiança gerado pela realização de tarefas improdutivas.
Com esta ferramenta, as crianças podem interagir com jogos e actividades especificas para jovens com características autistas, como dificuldades de interacção e comunicação e interesses reduzidos.Compatível com o Windows Vista, XP, 2000, Me e 98, o browser está disponível para download gratuito e o conteúdo é disponibilizado em inglês, francês e espanhol.

Para mais informações poderão consultar o link: http://www.zacbrowser.com/

sábado, 27 de Dezembro de 2008

Os sonos trocados

O seu bebé recém-nascido parece que apenas consegue estar acordado de noite, precisamente quando você mais precisa de descansar? Pois é, apesar de ser uma pessoa tão pequenina já demonstra uma vontade muito própria. O recém-nascido não consegue manter-se acordado e, uma vez adormecido, nada irá perturbar o seu sono até ter dormido todo o tempo de que necessita. O problema é que não pode dormir quando você quer que ele durma. E as noites em claro vão prolongar-se por algum tempo, até que as rotina se adaptem entre os pais e os bebés.
No entanto, os problemas não vão acabar logo, podendo vir a repetir-se depois dos nove meses, quando ele não aceitar que o deixem sozinho no quarto depois de lhe dar as boas noites, ou pode começar a acordar várias vezes durante a madrugada, de forma regular.Todas as crianças têm ciclos característicos de sono ligeiro e sono profundo, ciclos que já estão definidos antes do nascimento e foram estabelecidos durante a gravidez, em sincronia com os ciclos da própria mãe.

Regra geral, estes ciclos não são paralelos com os da mãe, uma vez que o feto está a dormir quando a mãe está acordada e acordado durante o sono da progenitora. No entanto, o período de actividade da mãe condiciona o do bebé durante o período que se segue.
Desta forma, uma criança já apresenta um ritmo de sono-vigília e o seu meio-ambiente tende a forçá-la a estar cada vez mais tempo acordada durante o dia e a dormir à noite. Cerca dos quatro meses de idade ou até antes, começa a definir-se um padrão, durando cada ciclo cerca de quatro horas, sendo que no meio há um período de uma hora a hora e meia de sono em que o bebé entra num sono profundo e que é difícil despertá-lo com qualquer estímulo.
Até aos dois anos e meio de idade, ou até mais tarde, o bebé vai precisar de dormir durante o dia uma pequena ou mais alargada sesta, consoante a criança, para evitar que ela fique demasiado cansada e irritável.

A partir dos seis meses de idade do bebé, um comportamento adequado por parte do adulto na hora de deitar, pode ajudar a suprir alguns problemas que poderiam vir a manifestar-se mais tarde. Opte por uma rotina calma e afectuosa na hora de deitar, repetida todas as noites da mesma maneira, para lhe proporcionar a segurança de que ele necessita. Insista num ritual para deitar, fazendo sempre as coisas pela mesma ordem: banho, refeição, brincadeira, canção, por exemplo.


Fonte: ABC do Bebé

O meu xarope milagroso

Durante quase duas semanas, debati-me com uma gripe horrível e cujo desfecho foi uma tosse seca que, durante a noite, me impedia de dormir. Tentei o xarope de cenoura. Nada. Comprei o Bissolvon Tussin na farmácia. Igualmente nada.
Até que me lembrei do Oxolamina da Joana. Durante dois dias, tomei 10ml do referido xarope, de manhã, a meio da tarde e antes de ir para a cama. Remédio santo, passou-me a tosse por completo. Afinal, não era preciso nada de muito elaborado...apenas o xarope da minha filha!

sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

14 meses

Amo-te como a seiva de uma árvore,
que percorre os meandros de todas as suas raízes.
Amo-te como o sol que se ergue no céu,
iluminando as múltiplas paisagens da vida.
Amo-te como o tempo,
cioso de todas as suas memórias.
Amo-te como as estrelas,
candeias penduradas no fio da noite.
Amo-te com todo o meu ser,
como uma âncora,
sempre que necessitares de um porto-seguro,
como uma gaivota,
rumo à tua saudável independência.
Amo-te desmesuradamente,
como o riacho ama os seus seixos,
como os pássaros que amam o seu ninho,
como os dedos que amam os acordes de um piano,
como um prado em flor.

Parabéns, meu amor, pelos teus 14 meses!

Os meus 14 meses

Ontem celebramos o dia de Natal e hoje comemoro os meus 14 meses de vida!
Aos 14 meses a minha personalidade começa a revelar traços mais vincados.
Continuo a não gostar de aproximações súbitas de pessoas que eu não conheço ou que poucas vezes vejo. Posso dizer que é preciso algum “trabalho de casa” para me conquistarem se bem que me considero uma menina muito simpática.
O meu vocabulário engloba o “Oiá!” (Olá!), “Iá tá!” (Já está), “Aahh!” (quando estou satisfeita/saciada), “Mamã”, “Papá”, “Bebé”, Qié?” (O que é?), “Abum” (água ou dar a mão), “Dá-dá” (Dá-me), “Cu-cu!” e começo igualmente a gostar de dizer “Não” com a cabeça. Será o prelúdio do desafio e do negativismo dos 2 anos?!
Tenho 4 dentinhos (2 em cima e 2 em baixo) e tenho sofrido um bocadito com o rompimento dos mesmos, não tanto a nível de febre, mas sim a nível de rabugice e diarreia. Ando muito bem sozinha, já raramente gatinho e quando estou muito satisfeita, parece que corro! De vez em quando, ainda peço a mão à minha mãe mas é mais uma questão de mimo do que outra coisa qualquer.
Adoro dar e receber beijinhos e abraços, faço festinhas, digo adeus e bato imensas palminhas. Sou muito feminina, gosto de dançar e, quando vestida de saia, levanto um dos lados da mesma ligeiramente, como se tivesse um vestido de baile. Acho que vou ter jeito para o ballet!
Gosto muito de brincar, sobretudo com cubos e nas mesas de actividades. Gosto de livros, especialmente de virar as páginas!
Sou muito apegada aos meus pais, então à mãe...! Quero-a para tudo, ela não se pode afastar que eu protesto de imediato. Mesmo quando ela me diz: “A mãe vem já...”, eu vou atrás dela!
Gosto de colo e de adormecer na minha caminha com um biberon de leite. Começo a arriscar os 210 ml mas tal apenas sucedeu duas vezes num mês. Em média, acordo duas vezes durante a noite, normalmente por volta das 02:00 e novamente às 05:00 mas, felizmente, volto a adormecer com relativa facilidade graças a um biberon de leite.
A sopa já é temperada com um pouco de sal e é mais encorpada, como eu gosto. A fruta, essa, continua a ser um cavalo de batalha. É curioso, porque a mãe comia tanta fruta quando estava grávida...cá para mim, vou gostar de morangos, quando os puder comer a partir dos 18 meses. No entanto, gosto de iogurtes de fruta, bem como de queijo, pão com manteiga (sobretudo pão torrado) e bolachas. Relativamente a comida mais sólida, gosto de explorar primeiro com as pontas dos meus dedos, inclusivamente que amassar tudo de encontro ao prato ou à toalha. Tenho um fascínio imenso por talheres: quanto mais tiver nas mãos, melhor!
Gosto pouco de me vestir e despir, sobretudo por causa das mangas (apesar de dar o jeitinho com o braço) e das camisolas que entram ou saem pela cabeça. A muda da fralda nem sempre é pacifica, nem eu sei muito bem o porquê. O que a mãe faz é dar-me um brinquedo e eu assim fico entretida. No entanto, vezes há em que a muda da fralda acontece comigo de pé! Gosto de tomar banho, de pegar em todos os frascos que estiverem ao meu alcance, na esponja, de chapinhar tudo em meu redor. Por isso, quando tenho que sair da banheira é que são elas...mesmo quando a mãe me deixa ficar a brincar durante alguns minutos com a água!
Gosto de mexer em tudo, de descobrir sons, texturas, cores. Gosto de mexer em teclas: de comandos, de computador, de telemóveis...
Adoro cães: nutro por eles um fascínio sem precedentes. Sempre que vejo um quero fazer-lhe festinhas, chamo-o com “Au-au” e começo a andar ainda mais depressa na sua direcção. Na creche, inclusivamente, adormeço agarradinha a um cão de peluche!
Gosto dos meus amiguinhos, de brincar no parque das bolas de plástico multicolores e quando os pais me vão buscar é a alegria total: dou gritinhos, estico os braços a pedir colo e, claro, dou um abraço bem apertadinho! Acho que todos os meus amiguinhos e amiguinhas da blogosfera sentem o mesmo: é tão bom estar com os pais!
Assim sou eu aos 14 meses.

E o meu próximo “relato” será já em 2009 :-)

quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

Natal 2008: o Slide Show

Natal 2008

No momento em que escrevo este texto, o relógio marca as 17:30. A Joana dorme uma soneca e os presentes já estão todos arrumados, menos os brinquedos que se encontram mais ou menos espalhados pela sala!
O nosso Natal foi muito feliz e começou por volta das 18:30 de ontem, com pequenos petiscos (fatias de presunto, bombons, tostas e patês diversos). A consoada, essa, teve início por volta das 20:00 com o tradicional bacalhau bem como polvo, pois, pessoalmente, eu não sou apreciadora de bacalhau. Seguiu-se o peru com batatas assadas e, de sobremesas, Bolo-Rei, Bolo-Rainha, um bolo de chocolate, sonhos, rabanadas (ou fatias douradas), frutas diversas e um pudim francês feito pela minha bonita mãe.
A Joana já tinha jantado, pelas 19:30, uma sopa de peixe (salmão) mas também foi petiscando umas uvas durante o serão, rendendo-se ao sono por volta das 21:00. Assim, a abertura dos presentes teve lugar esta manhã, por volta das 10:00. Realmente, reitero que o Natal é mesmo das crianças. Foi mágico ver a alegria da Joana ao rasgar os papéis e ver bonecos, jogos, livros...sobretudo, os “Aahhh!” que soltava, com os braços no ar e os olhos a brilhar com tamanha variedade de cores e sons. Desta feita, o Pai Natal (huum, quem seria?!) mereceu um olhar atónito por parte da Joana: “Mas quem és tu?! Parece-me que conheço a tua voz...!”.
Os nossos presentes variaram entre vestuário, a artigos para a casa, filmes, perfumes e livros. Mas sem dúvida que o melhor presente foi o que a Joana nos ofereceu, um presente feito na creche:




Trata-se de uma estrela com uma vela decorada com os dedinhos da Joana! Numa das extremidades podem ver um pedacinho de um barrete do Pai Natal: é a Joana com o mesmo, ficou mesmo gira na fotografia, com um sorriso maroto :-)
Os da Joana foram intermináveis, todos os familiares a apaparicaram de coisas bonitas e, por isso, deixo-vos no texto acima um slide-show de todos os presentes que ela recebeu.


Amanhã será igualmente um dia muito especial, em que celebraremos os 14 meses de vida da Joana

quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

À volta da mesa de Natal em Portugal

Embora o Natal seja hoje celebrado em todo o mundo, as suas tradições variam de país para país, de religião para religião, conforme os usos e costumes. Para os Cristãos, o Natal significa o nascimento do Menino Jesus, mas quer para eles ou para os outros, esta quadra do ano proporciona a reunião com familiares e amigos à volta da mesa de Natal, partilhando alegremente de uma refeição.
A gastronomia, que igualmente faz parte da cultura de um povo, não podia deixar de ter as suas tradições natalícias e, tanto os ricos como os pobres, tanto os que vivem nas cidades como os que vivem no campo, todos apreciam uma gastronomia especial nesta quadra do ano.
Em Portugal, obviamente que não se podia fugir a esta magia e seguem-se as tradições natalícias herdadas dos nossos antepassados, embora essas tradições por vezes tenham particularidades próprias a cada região do país. A Consoada da nossa belíssima Costa Verde, a região de Entre Douro e Minho, sem dúvida que é, contudo, a mais expressiva de todas as refeições do Natal português: bacalhau da Consoada, polvo guisado, bolinhos de bacalhau, que são uma delícia acompanhados de esparregado de nabiças, sem falar na profusão de bolos, doces e fritos, tais como aletria doce, mexidos de Natal, sopa dourada, bolinhos de jerimu, rabanadas, sonhos, filhoses... E, não esqueçamos, o vinho quente.
Ainda no norte do país, mas mais para o interior, na região a que se chama mais modernamente Montanhas, mas que corresponde simplesmente a Trás-os-Montes, Alto Douro e Beiras interiores, a Consoada assemelha-se bastante à do Minho,
contudo as migas lagareiras e o fricassé de aves são normalmente os pratos principais, seguidos da habitual panóplia de doces e fritos: migas doces, pudim de Natal, filhós de Bragança... e tantas outras guloseimas de comer e chorar por mais. Nesta região montanhosa e agreste, mas de uma beleza que nos deixa extasiados, a jeropiga ou o licor de ginja tomam o lugar do vinho quente.
Tanto na Costa Verde como na região das Montanhas as tradições religiosas estão ainda muito arreigadas, pelo que a Consoada tem lugar antes da Missa do Galo.
Em contrapartida, no Alentejo ceia-se depois da Missa do Galo. Nesta região de Portugal, plana e um pouco pobre de Portugal, onde a criação do porco ainda continua a ser uma tradição, não podia faltar na mesa de Natal o porco frito, embora o bacalhau com couves esteja cada vez mais a ganhar terreno. A selecção de sobremesas e bolos é enorme e... muito doce: nógado, azevias, brinhóis, filhós e outros fritos, polvilhados de açúcar e canela ou regados com mel.
Nas planícies férteis do vizinho Ribatejo, que formam com o Alentejo a região turística conhecida como Planícies, come-se a Consoada igualmente depois da Missa do Galo. O peru tem aqui o lugar de destaque, seguindo-se depois bolos podres, broas, e uma variedade enorme de fritos, que nesta zona são mais conhecidos por velhoses ou coscorões.
Os Portugueses sempre gostaram de fritos, quer doces ou salgados e, para onde quer que viajaram, levaram sempre com eles esta tradição, que o Japão adoptou com o nome de "tempura". Os fritos de bacalhau da cozinha crioula das Caraíbas são outro exemplo bem conhecido.
A área metropolitana de Lisboa, que juntamente com a península de Setúbal constitui a chamada Costa Azul, não tem propriamente o que se pode chamar uma Consoada típica tradicional. Esta região do país absorve, como uma esponja, as tradições que trouxeram consigo as muitas gentes de outras cidades e aldeias que estabeleceram domicílio nesta grande área metropolitana. Mas, também aqui, o bacalhau com batatas e couves se tornou o prato principal, comido não à ceia mas geralmente ao jantar da véspera de Natal, pois a Consoada na área de Lisboa é uma festa bem mais sofisticada, que na maior parte das vezes se assemelha à festa da passagem de Ano. Para esta grande zona do país trouxeram-se as melhores tradições existentes do Norte ao Sul de Portugal, embora recebendo uma forte influência da chamada Costa de Prata, que se estende desde a parte norte de Lisboa até à Costa Verde e onde se nota uma clara preferência pelos doces conventuais à base de ovos e pelos fritos: lampreia de ovos, rabanadas douradas, sonhos... bem como o arroz doce e os bolinhos de batata doce chamados broas de espécie e broas castelares. As broas são óptimas para acompanhar um cálice de vinho do Porto, ou de qualquer licor, no fim da refeição.
De Norte a Sul de Portugal nesta quadra festiva, o ar enche-se do aroma da canela vinda de lugares distantes, do perfume do mel das encostas do Douro, e da fragrância das laranjeiras do Algarve...
Nas ilhas atlânticas da Madeira e dos Açores, as tradições natalícias têm igualmente características diferentes, embora sempre dentro do espírito do povo português. Madeira, os preparativos para este acontecimento especial começam já no dia de Nossa Senhora da Conceição, e esta quadra do ano é de tal modo importante na vida do povo madeirense que á tradicionalmente conhecida como a "Festa". O prato típico é a carne em vinha d'alhos que, como o nome indica, é posta a marinar em vinho e alho e que se faz acompanhar de batatas salteadas e cebolinhas de escabeche. A perna de porco assada no forno e a carne assada são outras especialidades desta quadra do ano. Para sobremesa, o famoso bolo de mel, que geralmente é feito logo no início das festividades a 8 de Dezembro, e o bolo de família, que igualmente é cozido com antecedência, geralmente três semanas antes do Natal.
O bolo de Natal faz parte da tradição dos Açores e, tal como acontece com os dois bolos de Natal da vizinha ilha da Madeira, deve ser feito com antecedência de pelo menos oito dias. Para acompanhar este bolo, nada melhor do que um cálice de licor de tangerina de fabrico caseiro.
Desde o século XIX que um bolo especial tem vindo a conquistar o coração e a mesa de Natal dos Portugueses: o Bolo-Rei. A ideia deste bolo chegou a Lisboa pelas mãos do Sr. Baltazar Castanheiro Júnior, um emigrante português em França, que adaptou a receita ao gosto e preferêcias gastronómicas do povo português. No início, tal como o seu nome indica, o Bolo-Rei era fabricado somente no dia de Reis, pela Confeitaria Nacional em Lisboa, propriedade da família Baltazar Castanheiro, mas em breve o seu fabrico se estendeu ao resto do país e a todo o período do Natal. Este bolo ganhou prestígio e é presentemente um ex-libris da gastronomia portuguesa da quadra natalícia, sendo também fabricado e vendido em países estrangeiros como o Luxemburgo e a França.


O nosso presente especial

Será este, feito pela Joana, na creche!
A Bolotinha trouxe-o na passada Sexta-feira e, de facto, os reports diários da semana transacta diziam o seguinte, no campo das actividades: “continuamos a preparar uma surpresa para os papás!”
A curiosidade é muita, mas vamos conseguir chegar ao serão de hoje para o desembrulhar :-)


terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Natal em grande para os mais pequenos

Tudo o que não pode esquecer

Os mais pequenos andam entusiasmados e já só pensam nos presentes. Para que as suas crianças tenham um Natal ainda mais feliz, não se esqueça das suas necessidades na hora dos preparativos da quadra natalícia.
Quando for às compras, evite ao máximolevá-los atrás. Esta será uma das atitudes mais sensatas.
Além de perder menos tempo a procurar as prendas para oferecer, vai passar metade do tempo a ver se não os perde na confusão das lojas e dos abarrotados centros comerciais.
Como se não bastasse, as crianças, que já andam agitadas com toda a animação da quadra, correm o risco de ficar ainda mais excitadas. Se a maratona de compras for longa, vão ficar cansadas e saturadas e vão entrar numa fase em que pedem tudo o que vêem.
Como não lhes vai fazer a vontade, as mais pequenas tenderão a amuar e a fazer birras, o que acabará por dar cabo da sua paciência, desviando-a dos seus objectivos iniciais. E, mesmo que tudo corra bem, vai ter que parar por diversas vezes para lanchar, para lhe dar água e para o levar à casa de banho.


A não esquecer antes do Natal


À medida que for confirmando as presenças para a noite de Natal, informe-se se algum convidado tem exigências especiais em termos de menu. Tenha especial atenção às necessidades das crianças. Muitas não comem bacalhau com couves nem muitos dos doces tradicionais da época.
Na hora de ir às compras para a consoada, lembre-se de adquirir alimentos fáceis de preparar de que as crianças gostem. Uma sopa de legumes para iniciar a refeição afigura-se uma excelente opção.
Tente que as crianças fiquem todas juntas na hora da refeição. Faça um plano da mesa, dispondo os convidados por afinidades ou temas de conversa. Caso haja muitas crianças, crie uma mesa infantil, usando loiça mais resistente para evitar acidentes e estragos maiores.
Pelo sim pelo não, prepare uma caixa SOS com antiácido, aspirina, pensos, gaze e outro material útil para uma possível emergência. No meio da confusão festiva, há sempre uma criança que cai ou que se magoa.

Incuta-lhes o espírito natalício

Estimule o espírito natalício das crianças que o rodeiam. Pegue nos enfeites do ano anterior e veja quais podem ser reutilizados. Se tiver filhos envolva-os no projecto de decoração da casa.
Para conseguir uma árvore de Natal ainda mais original, peças-lhes para recortar figuras douradas e prateadas e junte-as às decorações tradicionais. Use-as também para enfeitar as portas e as janelas, explicando-lhes que o Natal não é só receber prendas. Também é ajudar na festa.
Desafie também os seus filhos para prepararem uma exibição para a noite de Natal com cantigas, teatro ou dança. Além de os manter distraídos e ocupados enquanto prepara as coisas, esta é também uma maneira de deliciar os seus familiares. Os avós, esses, vão ficar ainda mais embevecidos com os netos!
Se está a planear uma surpresa para o seu filho, esconda o embrulho num lugar que sabe que ele nunca irá descobrir. Não o deixe à vista, num sítio alto, pois a criança poderá subir a uma cadeira para lhe mexer e pode cair. Controle também se os presentes que estão de baixo da árvore ainda não foram descobertos pelos mais pequenos.




Fonte: Revista SaberViver

Me, myself and I




E que tal uma foto reportagem sobre a minha pessoa?!
Por imagens e algumas legendas à mistura, vou “falar-vos” do que eu mais gosto e do que eu menos gosto.
Tudo a postos?

Não gosto nem um pouco...


Pois é, bebi tanta, mas tanta, tanta durante a minha adolescência que acabei por enjoar...não consigo, nem um golinho!


Rastejantes...tenho pavor! Nem imaginam como fiquei arrepiada de escolher a “melhor” fotografia no Google para esta categoria...agrh!


Pessoas cínicas, hipócritas, maliciosas, chatinhas (desculpem o termo), picuinhas, que nada têm a ver comigo...



Animais abandonados ou feridos, maus-tratos a crianças, violência doméstica...


Andar de barco, sempre enjoei...os comprimidos para o efeito ajudam mas é sol de pouca dura...


Espaços atolados de pessoas, especialmente centros comerciais. Então na quadra natalícia é de fugir a oito pés!

Adoro...

O que faz bem à saúde, como por exemplo:


A minha família, especialmente a minha filha!


Mars, Twix, chocolates Nestlé de leite e gelado Sundae de...chocolate. Eu e os chocolates temos um casamento muito feliz :-)


Neste momento encontro-me a atravessar uma fase em que só me apetece puré de batata...puré com isto, com aquilo...




A boa comida do Norte (vou eleger os rojões como a minha perdição), fatias de presunto (mas não muito salgado), enchidos (especialmente alheira e farinheira)...ah, e batatas com sabor a presunto, eheheh!

Adoro queijo! Vá lá que não me afecta a memória... :-)


Todos os dias, um ao pequeno-almoço


Desde sempre...sabiam que suspeitei que estava grávida da Joana quando comecei a enjoar os iogurtes?! Felizmente que este enjoo passou a partir do segundo trimestre.



A minha bebida preferida, água

De vez em quando


Mar, uma inspiração...


Aroma de erva cortada, que cheirinho...




Bons mergulhos de piscina e também de mar...mas prefiro na piscina.



A Pousada de Sousel, no Alentejo, o nosso retiro!



Não saio de casa sem perfume nem telemóvel...



Esperem...ainda não preparei a agenda de 2009...ooops...




Livros, aos montes...o primeiro livro que li foi “A Menina do Mar”, de Sophia de Mello Breyner.




Babyblogs e revistas de puericultura: porque adoro crianças, porque o saber não ocupa lugar e porque gosto de trocar experiências com outras mães.


Pessoas sinceras, de bom coração. O mundo seria um melhor lugar para viver com pessoas assim...




Andar de avião e viajar, adoro!

Cães!



Fotografia..com o nascimento da Joana tornou-se um vicio!

E a vossa foto-reportagem?!

segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Ia adormecendo...

...no cabeleireiro!
Não vos acontece estarem próximas de adormecer quando vos lavam a cabeça no cabeleireiro?!Bem sei que a minha marcação era às 09:00 mas soube-me tão bem este miminho matinal...!

O sono do bebé até aos 9 meses

O bebé passa muito do seu tempo a dormir. É natural que os seus pais se interroguem sobre a qualidade do seu sono e o que podem fazer para lhe ensinar bons hábitos a este respeito.


Até aos três meses de idade

Os recém-nascidos são uns dorminhocos! Na primeira semana, os recém-nascidos dormem, em média, dezasseis a dezoito horas por dia, em períodos de duas a quatro horas, sem distinção entre o dia e a noite. Isto significa que os pais não conseguirão dormir à noite sem interrupções, pois será preciso mudar o bebé. De dia, passa-se o mesmo. A partir das duas semanas, é conveniente que os pais comecem a ensinar o bebé a distinguir o dia da noite. Para tanto, quando o bebé estiver acordado e alerta durante o dia, deve-se brincar com ele, manter a casa e em especial a divisão na qual o bebé se encontra, iluminada com a luz do sol e não deve existir nenhuma preocupação especial em reduzir os barulhos normais da casa durante o dia, tais como o telefone e a televisão. À noite, de cada vez que se vai dar de comer ou mudar a fralda do bebé não se deve brincar com ele, os níveis de ruído devem ser reduzidos o mais possível. Com o tempo, o bebé compreenderá que a noite é para dormir. Nas primeiras 6 a 8 semanas, o bebé dificilmente conseguirá ficar acordado mais de duas horas consecutivas. Se se demorar mais algum tempo para colocar o bebé a dormir, há a forte possibilidade de ele ficar demasiado cansado, o que fará com que tenha maiores dificuldades em adormecer. No final do primeiro mês, o bebé dormirá, no total, cerca de quinze a dezasseis horas por dia. Da totalidade desse tempo, sete horas serão passadas a dormir a sesta, ou melhor, três sestas! Há pediatras que entendem que, a partir das seis ou oito semanas os pais devem começar a dar a oportunidade ao seu bebé de adormecer por si, sem qualquer tipo de incentivo externo. Para tanto, os pais devem colocar o bebé na sua cama ou berço enquanto está sonolento, mas ainda acordado, e não o devem embalar para adormecer. Aos 3 meses, o número de horas despendidas a dormir de dia reduz-se para cinco, o que ainda implicará três sestas diárias, e o número de horas de sono nocturno aumenta para dez. A melhor maneira de saber quando está na hora de deitar o bebé no seu berço é verificar se ele está sonolento: se esfrega os olhos ou puxa uma das orelhinhas.

Dos três aos seis meses

Aos três meses, o bebé dorme cerca de cinco horas diárias, dez à noite (com uma ou duas interrupções), e as restantes cinco horas em três sestas durante o dia. Por esta altura, os pais devem começar a estabelecer horas especificas para deitar o seu bebé, quer à noite, quer de dia para as sestas. Os pais podem e devem ajudar o seu filho a ter bons hábitos de sono, o que será benéfico para todos, pelo que se ainda não estabeleceu uma rotina para a hora de deitar o seu bebé, pode começar a fazê-lo agora. Essa rotina pode consistir em dar um banho ao bebé, vestir-lhe o pijama, ler uma história, aconchegá-lo na cama e dar-lhe um beijinho de boa noite. Este é apenas um exemplo. Cada família pode estabelecer a sua própria rotina, desde que esta seja composta por actividades calmantes e seja cumprido todas as noites, sensivelmente à mesma hora. Se o bebé dormir mais de dez horas por noite, pode acordar o bebé de manhã, isto para que ele siga um padrão regular de sono durante a noite e dia, o que inclui o momento do acordar. O bebé pode sempre dormir durante as várias sestas que faz durante o dia. É importante, que o bebé adormeça e acorde sempre mais ou menos à mesma hora, de forma a regularizar o sono. É normal que os bebés acordem durante a noite, nomeadamente porque têm fome. Contudo, é relativamente normal que depois tenham alguma dificuldade em adormecer. Essa dificuldade pode ter diversas origens, mas a mais frequente será porque a criança se habituou a que lhe cantassem uma canção ou o embalassem para adormecer, pelo que se isso faltar não é capaz de adormecer sozinho.

Dos seis aos nove meses

Entre os seis e os 9 meses de idade, o bebé dorme cerca de catorze horas diárias, sendo que três delas são repartidas por duas sestas diárias. É muito provável que, por esta altura, o bebé consiga dormir seis ou sete horas seguidas durante a noite. Deve-se continuar a seguir, diariamente e sempre à mesma hora, a rotina já estabelecida. Também no quotidiano é benéfico que se estabeleça uma rotina para as refeições, para as sestas e para as brincadeiras, e cumpri-la todos os dias sensivelmente à mesma hora. Se o bebé ainda não foi habituado a adormecer sozinho, os pais devem fazê-lo o mais rápido possível. É bastante importante que o bebé consiga adormecer sem necessitar que lhe cantem ou o embalem, pois se ele se habituar a isso e acordar durante a noite, muito dificilmente conseguirá adormecer sem essas ajudas. Contudo, bebés que nunca tiveram qualquer problema em adormecer, podem começar a tê-los agora. Esta é um importante momento para o desenvolvimento motor e cognitivo do bebé, dado que começa a aprender a sentar, voltar e gatinhar. Logo, acontece muitas vezes que o bebé, simplesmente, não consegue deixar de praticar, nem mesmo no momento de adormecer. Por vezes, acorda durante a noite e “volta aos treinos” pelo que pode ficar numa situação desconfortável ou da qual não consiga sair e chorar. Logo, é conveniente que se dirija ao quarto do bebé para ver efectivamente o que se passa, e mesmo que ele não chore, será desejável que vá com regularidade ver como é que ele está.

Fonte: Pink Blue

Migas, botas e muito mais!

No passado Sábado fomos almoçar as “nossas” migas a Arraiolos. E que bem que soube! Apesar de termos levado o carrinho para o restaurante, a Joana só queria andar por entre as mesas, a contemplar os restantes clientes e empregados com os seus “Oiás!” habituais ou com um “Cu-cu!”. Foi a primeira vez que ela se revelou tão autónoma num espaço público e confesso que estava sempre com a vista em cima dela, não fosse a Bolotinha cair ou, pura e simplesmente, encaminhar-se para a porta. Escadas o restaurante não tem, por isso tudo bem.
Depois do almoço, fizemos um pequeno “detour” e descemos um pouco a costa vicentina até Sines, onde passamos a tarde.
Durante a viagem, a Joana contemplou-nos com uma série de novidades. Comecemos pela minha inseparável máquina fotográfica. A Joana adora-a e quando a pode explorar, carregando nos botõezinhos (máquina previamente desligada e bloqueada), colocou-a a jeito numa das mãos e apontou-a para mim, como que a tirar uma fotografia. Pois, de tanto me ver fotografar, a Bolotinha já decorou os gestos! Depois saiu-se com um sorriso daqueles mesmo marotos: cerrou os olhos e exclamou um “Aaahhh!”.
Depois, as suas botas: acreditam que a Joana consegue descalçar umas botas? Pois é! Coloca o pé direito na porta do carro, volta a juntá-lo com o pé esquerdo, faz uma jigajoga com os dois, repete o procedimento umas cinco vezes e eis que consegue a sua proeza! Depois pega na bota, faz biquinho com o pé e aproxima a bota do pé, quiçá a tentar calçar-se novamente :-) Este último momento não consegui registar, os movimentos dela são supersónicos.
Mas eis outros mais:



Já sem bota, a treinar para bailarina!



A bota...



A mostrar a pernoca...vá lá que está de calças!



A observar atentamente um livrinho de receitas...hum, isto tem bom aspecto...mãeeee!

domingo, 21 de Dezembro de 2008

Feliz Natal!


Já falta tão pouco para o Natal...há instantes reparei na velocidade com que a barrinha natalicia percorreu as últimas semanas e não poderia deixar de sublinhar, neste cantinho, os nossos votos de um Natal muito feliz para todos/as vocês, repleto de paz, boa disposição e presentes bonitos no sapatinho!

Biblioteca digital para crianças

No passado dia 18 foi lançada a Biblioteca de Livros Digitais, criada pelo Clube de Leituras em parceria com o Plano Nacional de Leitura.
A biblioteca (
http://e-livros.clube-de-leituras.pt/) é lançada com nove livros digitais, mas o objectivo é disponibilizar mais 35 no próximo semestre. «Está a surgir uma nova forma de leitura», afirmou ao site do jornal “Público”Carlos Correia, director do Centro de Investigação para Tecnologias Interactivas, responsável pelo projecto.
«Queremos privilegiar as crianças mais novas, de sete, oito anos, mas sem deixar de lado as outras faixas etárias». Os livros online disponibilizados vão um pouco mais além do que um texto num computador.
É possível folheá-los, têm ilustrações, algumas animadas, e têm ainda a opção de serem lidos por actores. Apesar da maioria dos livros serem infantis, alguns já são dirigidos para adolescentes.
«Eu e a Isabel [Alçada] tivemos um desafio: ajudar as crianças mais novas a usar a informática, nomeadamente o Magalhães, de uma forma que as interesse», disse o responsável.
A Biblioteca de Livros Digitais pretende também criar uma rede social. Aos registarem-se, os utilizadores poderão juntar-se como amigos e participar na secção Os Livros da Malta, onde cada um pode acrescentar algo no final de qualquer livro. A biblioteca é apresentada hoje na Escola EB1 de Telheiras.


Fonte: Sapo Bebé

Puf...desapareceu!

Alguém sabe do paradeiro do Baby TV?

Desde Sexta-feira que me deparo com um canal que, na minha opinião, fica muito aquém, o Baby First...


Curiosamente, ontem o Pedro recebeu uma chamada da TV Cabo, estavamos nós a meio do almoço e, não sendo o momento mais oportuno, solicitou um novo contacto amanhã...eu quero o Baby TV de volta!

Nós e os laços

"A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo. Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase e ela sempre me soou estranha. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria debaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro-me logo da frase, hoje absolutamente clara: Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho de me tornar desnecessária. Antes que alguma mãe apressada me venha acusar de desamor, preciso explicar o que significa isso. Ser 'desnecessária' é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autónomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser 'desnecessários', transformamo-nos num porto seguro para quando eles decidirem atracar."


Por: Márcia Neder

sábado, 20 de Dezembro de 2008

O que é que o Pai Natal me vai trazer este ano...



Por acaso é verdade, não a parte do carro, que ainda há pouco tempo fez um aninho
de vida :-)

Descoberta molécula ligada ao amadurecimento pulmonar

Uma descoberta feita na Universidade de Cardiff abre novos caminhos para o tratamento de bebés prematuros.
O grande problema da maior parte dos bebés prematuros prende-se com dificuldades respiratórias. É que a fase de amadurecimento pulmonar ocorre, de forma natural, apenas no final da gestação. Os bebés que nascem antes do final do tempo saltam essa etapa importante.
Os investigadores britânicos descobriram que uma molécula - o receptor de cálcio - faz desencadear o amadurecimento dos pulmões e essa pode ser a chave para o tratamento de bebés prematuros num futuro próximo. Até porque já existem medicamentos com o poder de alterar a função desta molécula, ou seja, a entrada no mercado farmacêutico já está feita.
A experiência que levou à conclusão foi feita em fetos ratinhos. Interrompendo o natural funcionamento do receptor de cálcio, o amadurecimento pulmonar dos animais ficou comprometido.
A descoberta foi publicada no Journal of Physiology.


Fonte: Pais&Filhos

Attention, please!

Entre hoje e segunda-feira estejam atentas à vossa caixa de correio electrónico :-)

Lá vos espera uma lembrança nossa, espero que gostem, ho-ho-ho!

sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Se eu fosse uma decoração de Natal, seria...



Por acaso, só tenho telemóveis em casa e (ainda) não tentei trepar as paredes das casas. A sério!

Sugestões de actividades dentro de casa

Socorro! As férias das crianças aproximam-se e não sei o que fazer para as entreter. Sente-se identificada com este pensamento?


A ideia de que os filhos dão muito trabalho quando estão em casa costuma ser generalizada mas nem sempre real. Os pais acreditam que os seus filhos precisam de constante atenção e que, por isso, ficam sem tempo para os seus afazeres. É certo que as crianças dependem dos pais, sobretudo na primeira infância, mas também não é menos verdade que gostam do seu espaço e das suas brincadeiras. A criança desde pequena deve explorar o seu ambiente sozinha, ainda que necessite do apoio dos pais, precisando apenas de vigilância adequada quando esteja a desenvolver alguma brincadeira que possa significar algum risco para a sua segurança. Já experimentou pedir ao seu filho para a ajudar na cozinha? Por exemplo, enquanto elabora o delicioso jantar, pode pedir-lhe para lhe passar alguns ingredientes. Mais cedo, à hora do lanche, dê-lhe a provar a mistura de chocolate que servirá de cobertura para o maravilhoso bolo que está a preparar. Porque é que estes pequenos gestos são tão importantes? Porque o seu filho sentir-se-á útil e um pouco mais crescido ao ajudá-la numa tarefa diária de tanta responsabilidade.

Desenhos animados

Naqueles dias em que o seu corpo precisa de descanso e em que mais precisa de dormir, o pequeno lá de casa acorda às 7horas da manhã. Um terror para qualquer pai! Nós sabemos. No entanto, já pensou que pode deixar o seu filho a ver desenhados animados na televisão, enquanto a leitora aproveita mais uns minutos na cama? Tenha apenas em atenção à escolha de programas mais adequados à sua idade, educativos e veiculadores de mensagens didácticas. A televisão tem uma grande influência no carácter dos mais pequenos. São eles que aprendem comportamentos através de modelos com os quais se identificam. Se o deixar ver programas infantis violentos, com aquele herói super fantástico e cheio de poderes sobrenaturais, não será de estranhar que a criança apresente atitudes violentas. Tente, na medida do possível, controlar os programas que dá a conhecer ao seu pequeno filho. Os Dvd’s, tão em moda e claros substitutos dos antigos vídeos que a leitora via no seu tempo, podem também ser positivos na transmissão de boas mensagens. Na hora de comprar, escolha aqueles filmes infantis que realmente transmitem e ensinam algo ao seu filho. Eles podem até aprender a falar inglês com alguns destes vídeos. Basta procurar bem e dar-lhe a conhecer um filme divertido que lhe ensina muita coisa e também o distrai.

Convide os amigos do seu filho

Não há nada como um bom amiguinho para alegrar o seu filho. Se ele tem tantos brinquedos, há que o partilhar com os seus pares. Vai ver como ficará contente se lhe disser que vai convidar o Tomás ou a Sara para uma tarde diferente. Prepare um lanche reforçado e deixe-os brincar como antigamente. Ainda que alguns vídeos e jogos de computador sejam lúdicos, não há nada como correr, saltar e dar largas à imaginação. O contacto com os seus amigos permite que a solidão não se instale em tempo de férias. Do ponto de vista da socialização, é fundamental e não cria grande instabilidade à criança que está habituada a frequentar o jardim-de-infância e conviver com os seus amiguinhos. Assim, o seu filho aprenderá a estar com outros meninos da sua idade mas sem as obrigações e responsabilidades escolares. Partilhar o convívio com os outros, em tempo de lazer, é também muito importante para o seu bem-estar e desenvolvimento psico-social. Faça a experiência e rapidamente verificará como pode ser divertido… É que passar horas seguidas a ver o canal Panda, para além de ser prejudicial à vista, não permite o convívio com outros meninos, daí que seja tão importante reduzir os horários de televisão, computador e playstation. Assim, o seu filho não estranhará se verificar que as horas do dia estão estipuladas e não são sinónimo de actividades passivas, sem grande esforço e envolvidas numa enorme solidão.

Menos regras, maior lazer

Apesar de ter de vincar as suas opiniões e não deixar o seu filho fazer tudo o que bem lhe apetece, deve ter a noção de que as férias são sinónimo de liberdade de movimentos, prazer, tranquilidade, descontracção, animação… Dialogue com o seu filho, veja o que é que ele prefere fazer nestes meses e não seja demasiado rígida. Por exemplo, se estiver uma noite calor durante a semana, nesse dia em particular, pode deixá-lo ir para a cama mais tarde. Se lhe der alguma liberdade a que não está habituado, saberá avaliar a diferença entre o tempo de férias e o passado na escola, com todas as contingências que a mesma obriga. Não custa assim tanto ceder de vez em quando, pois não? Lembre-se como gostava de fugir um pouco à regra quando tinha a idade da sua criança. Brinque também e reviva a sua infância!

Destaques

Já experimentou pedir ao seu filho para a ajudar na cozinha? Por exemplo, enquanto elabora o delicioso jantar, pode pedir ao seu filho para lhe passar alguns ingredientes. Tenha apenas em atenção à escolha de programas mais adequados à sua idade, educativos e veiculadores de mensagens didácticas. O contacto com os seus amigos permite que a solidão não se instale em tempo de férias Se estiver uma noite calor durante a semana, nesse dia em particular, pode deixá-lo ir para a cama mais tarde.É certo que as crianças dependem dos pais, sobretudo na primeira infância, mas também não é menos verdade que gostam do seu espaço e das suas brincadeiras.

Fonte: Mãe Ideal

Dia 24 ou dia 25?

Há dias ocorreu-me esta pergunta: os presentes de Natal serão abertos na noite de dia 24 ou na manhã de dia 25?A nossa tradição aponta para que os presentes sejam abertos ao serão de dia 24 e, por um lado, gostaria que assim fosse. Mas, por outro lado, temos a rotina da Joana que, neste aspecto, é bem definida. E ela não gosta muito de alterações na mesma, verdade seja dita. Normalmente, a Bolotinha janta por volta das 19:00/19:30 e uma hora depois rende-se ao sono. É raro ela acordar antes da meia-noite ou por volta desta hora pelo que, se ela aguentar mais umas horitas antes de dormir, sem ficar rabuja, tudo bem, caso contrário, no dia 25 estaremos a abrir presentes!

quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Co-sleeping: vantagens e desvantagens

Dos 6 aos 12 meses: Prós e contras de dormir com os pais

Quais as vantagens?

Se pai e mãe trabalham durante o dia, o co-sleeping pode ser uma oportunidade de passar mais tempo com o bebé. O carinho e a proximidade presentes durante a noite podem ajudar a criar uma relação mais forte entre si e a criança.
Alguns estudos demonstraram que os bebés que partilham a cama dos pais mamam geralmente mais, mas perturbam menos o sono da mãe, comparativamente com os bebés que dormem sozinhos. As mães que partilham a cama com o bebé amamentam geralmente os bebés durante mais tempo, talvez porque é mais fácil dar de mamar na cama do que levantarem-se durante a noite para esse efeito.
Os bebés que dormem com os pais ficam geralmente acordados menos tempo à noite do que os bebés que dormem sozinhos e também é possível que chorem significativamente menos. Dormindo junto ao bebé, os pais podem reagir rapidamente se começar a tossir ou a chorar durante a noite.
Há quem acredite que os bebés que dormem na cama dos pais são mais tarde crianças mais independentes, extrovertidas e autoconfiantes. Na idade adulta, apresentam uma melhor auto-estima, gerem melhor o stress e estão mais à vontade com a sua intimidade do que os adultos que dormiram sozinhos quando eram bebés. Contudo, a forma como organiza o sono do bebé não pode, por si só, determinar o tipo de pessoa em que se virá a tornar no futuro.
Alguns estudos sugeriram igualmente que, em média, os bebés que dormem com os pais acordam com menos frequência e voltam a adormecer mais rapidamente do que os bebés que dormem sozinhos num quarto separado. Contudo, alguns bebés têm simplesmente uma melhor capacidade de se acalmarem sozinhos do que outros. Por este motivo, pode ser enganador pensar que o co-sleeping irá ter alguma influência quando o bebé começar a dormir a noite toda.

Quais as desvantagens?

Pode ser difícil habituar-se a partilhar a cama com um bebé que se mexe, dá pontapés e se contorce e poderá não conseguir dormir tão bem como se o bebé dormisse sozinho. Se o bebé se habituar a adormecer ao seu lado, poderá ter dificuldade em dormir quando o deixar com um familiar ou uma ama. Consoante a idade do bebé e há quanto tempo dorme consigo, a inevitável transição da cama familiar para a sua própria cama poderá ser um processo longo e esgotante.
A partilha da cama pode também afectar a sua vida amorosa. Fazer amor espontaneamente com o bebé na cama não constitui, na verdade, uma opção; muitos pais escolhem outro compartimento para fazer amor, a fim de não perturbarem o bebé. Por vezes, um ou os dois podem ressentir-se por se verem obrigados a esta situação de compromisso.
Alguns pais podem preocupar-se com um estudo publicado pela Lancet em 2004 que sugeria um ligeiro aumento do risco de síndroma de morte súbita do lactente (SMSL) nos bebés de mães não fumadoras que partilharam a sua cama durante as primeiras oito semanas de vida. No entanto, a UK Baby Friendly Initiative, da UNICEF, e outras organizações recomendam o co-sleeping, se for feito correctamente e com segurança, nas primeiras semanas de vida do bebé, dado que pode facilitar a amamentação.

Como funciona o co-sleeping se me deitar mais tarde do que o bebé?

Se estiver em dúvida sobre como adormecer o bebé quando ainda não estiver com vontade de se deitar também, não há soluções certas nem erradas. Alguns pais deitam-se ao lado do bebé até ele adormecer profundamente e depois levantam-se para fazer o seu serão. É boa ideia ir ver o bebé com frequência, utilizar uma barra de protecção lateral para impedir que caia da cama e colocar muitas almofadas no chão, ao pé da cama, só para o caso de, ainda assim, ele cair na mesma. Alguns pais mantêm o bebé acordado, outros deixam-no dormir numa alcofa na sala até todos irem para o quarto.

Fonte: Sapo Bebé

O enigmático “Não!”

A Joana inaugurou, há poucas semanas, uma nova etapa, nomeadamente a do desafio ao “Não!”. Voz e olhar firmes? Nope. Ir buscá-la? Sim, mas é sol de pouca dura. Este desafio sucede mais frequentemente com a televisão que está num móvel, baixinho, numa das paredes da sala. A Joana nutre um fascínio indescritível pelas cores e pelos sons da caixinha mágica e, segundo ela, quanto mais perto da mesma, melhor. Se, no inicio, perante um “Não!”, a Joana parava e não se aproximava mais, agora olha para nós como quem diz: “E aqui? Continua a ser Não?” (avança mais um passo) “E aqui?”. Conclusão: Não um, dois e três. Vamos buscá-la, entretanto a preparar-se para se pôr de pé, em frente à televisão. Repete a proeza. Desligamos a televisão, com ela a caminho da mesma. Às vezes, surte efeito. Outras vezes pensamos em comprar daqueles discos giratórios para colocar a televisão mais alta...mas fico a pensar: “E se aquilo cai?”.

O amigo secreto

A mamã da Giulia (http://confabulandoideais.blogspot.com/) teve uma ideia fantástica, a do amigo secreto, aplicado ao mundo da blogosfera.
Os participantes começaram por enviar um email para a mamã da Giulia, a solicitar o convite, indicando o nome do seu próprio blog. Poucos dias depois surgiu o convite e foi feito o registo individual no site
www.meuamigosecreto.com.br. No dia 15 cada participante soube qual seria o seu amigo secreto e o objectivo final era escrever e publicar, hoje, dia 18, um texto sobre o blog amigo.
Adorei este passatempo, obrigada Adriana! Não apenas pelo factor surpresa (e eu adoro surpresas) como também pelo blog que veio a ser o meu amigo secreto. Não o conhecia. Tornei-me leitora assídua! Assim, hoje o protagonismo deste texto vai para a mamã da Clarinha, a Juliana (
http://mamaejuju.blogspot.com/).
A Clara tem 6 meses e é uma das bebés com o sorriso mais lindo e terno que eu conheço. O texto que inaugurou a minha “descoberta” da Clara foi o da “Mãozinha inquieta”. Li a primeira página do blog e passei pelo arquivo, de uma ponta a outra, desde o dia 15 até ao dia de hoje. Arrisco-me a dizer que foi com alguma emoção que vi as imagens da Clarinha enquanto recém-nascida, pois fizeram-me lembrar tanto, mas tanto a Joana: um olhar de menina que quer abraçar o mundo, um sono que nos relembra o aconchego do colo das nossas próprias mães, umas bochechas onde todo o cheirinho de bebé se concentra para nos fazer sentir especiais, realizadas, Mães.
A Clarinha é uma bebé muito querida, observadora, simpática e deveras desenvolvida para a idade que tem. Juliana, eu acho que ela um dia, quando chegar à faculdade, vai seguir a via das Letras, não me perguntes porquê!
A mamã Juliana é uma mãe como todas nós: informada, babada (e com razão!), protectora e apaixonada, muito, pela sua filha. Apaixonada também pela escrita e pela partilha de vivências do dia-a-dia, algo que para mim é uma das coisas que tanto me fascina do mundo dos babyblogs. Clarinha, Juliana, obrigada!

quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Gostas de mim assim…

Agora que está grávida, o projecto “bebé”, tornou-se uma realidade e, ao longo de nove meses você irá questionar-se sobre imensas coisas, irá notar alterações físicas e psicológicas importantes, irá “crescer” como ser humano e social. Mas convém não esquecer que estará também mais sensível ao que o mundo lhe diz e faz pensar.

A importância do diálogo

Se por um lado, ambos se sentem felizes pela chegada de um bebé, ambos vivem a gravidez de modos diferentes. Cada um tem os seus próprios sentimentos e, por vezes, devido à sua complexidade, tendem a “colidir”. Para que isto possa ser evitado, é necessário que mantenham, como casal, um bom nível de comunicação. Comece a descobrir novas sensações, inicie o processo de familiarização com o seu bebé. Não só muda o seu corpo, mas também a sua emocionalidade e a sua própria maneira de olhar para a vida.
Ele, o futuro pai, não sente o mesmo. Primeiro porque não sente os movimentos do seu bebé e não o vive intensamente, 24 horas por dia. Depois, porque pode mesmo sentir-se excluído desse novo mundo que pensa ser só seu.
Mas, a gravidez pode ser também um período de intimidade muito importante para ambos. Para isso, basta que a comunicação entre ambos seja aberta e sem receios.

Emoções para dois

Comece por pensar no seu companheiro. Ele, embora possa vir a ser o pai mais terno do mundo, neste momento não sente aquilo que você sente, certo? Ele não sente os movimentos, as batidas do coraçãozinho do seu bebé, as suas súbitas mudanças de humor ou tensão. Como tal, é evidente que se sente afastado de tudo isto e, terá de ser você a aproximá-lo não só de si, mas também do seu bebé. Como? É muito simples.
Compartilhe com ele, as suas emoções mais íntimas, o que sente a cada movimento do seu bebé, como está o seu estado de espírito... Mas, não se fique por aí. Experimente contar-lhe os seus medos e inquietudes, os seus sonhos e planos. Deixe de ver o seu companheiro somente como companheiro. Veja-o como seu confidente e amigo para todos os bons e maus momentos.
Quando for ao médico, peça-lhe para a acompanhar. Estando em contacto com o médico, poderá compreender melhor tudo o que se passa. O próprio médico poderá explicar-lhe todas as suas dúvidas.
Experimente, por exemplo, ler revistas que falem destes assuntos, livros de puericultura, participem em conjunto nas aulas de preparação para o parto. Lembre-se que, compartilhar as emoções só beneficia a vossa relação como casal e, uma boa relação entre o casal, só trás benefícios para o seu bebé que se sentirá muito mais amado.
É evidente que, com a barriga a crescer, você sentirá que não está na forma mais perfeita. Para si, este novo estado físico não a beneficia muito mas, saiba que uma grande percentagem dos homens, considera as mulheres grávidas, bem bonitas.
Nos primeiros meses, enquanto a barriga é mais pequena, continuam a ver a sua companheira como sempre a viram e sentem ainda mais ternura e carinho por ela. Isto deve-se, evidentemente, ao facto de levarem consigo o seu bebé.
Quando, nos últimos meses, o homem olha para a companheira, continua a achá-la bela e sensual mas, por exemplo, no contacto sexual já surgem receios. Não que percam a vontade de ter relações com a sua mulher mas, têm receio de magoar o bebé. Caso isto aconteça com o seu companheiro, peça ao seu médico assistente para lhe explicar o que poderá acontecer ao bebé e verifique se há algum risco de manterem a vossa vida sexual.
Concluindo, esta deverá ser uma etapa enriquecedora para si e para o seu companheiro enquanto esperam que o vosso pequeno príncipe ou princesa venha ao mundo. Lembre-se que a gravidez é um estado único e deverá aproveitá-lo ao máximo, mas em conjunto com o seu companheiro.

Fonte: Mãe Ideal

Mãe

Mãe de luz,
de fios de estrelas,
de sol, de nuvens, de pétalas.
Mãe de terra,
Mãe de riachos,
Mãe de telhados,
Mãe de catedrais, de igrejas,
Mãe de ninhos,
Mãe de tule,
Mãe de amanhecer, entardecer e anoitecer,
Mãe das quatro estações,
Mãe de pontes,
Mãe de oceanos,
de contas de marfim,
de abraços, de beijos,
de saudades,
de coração,
de sangue,
de ser.
Mãe de notas soltas,
Mãe de perguntas, de certezas,
Mãe de sonhos, de projectos,
Mãe de horizontes,
Mãe de horas, de minutos, de segundos,
Mãe de corpo inteiro,
Mãe de amor.
A tua mãe,

Eu, aqui, sempre.

terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Miminho

Recebemos um miminho muito querido, de uma mamã muito especial, a mamã da Luiza e do Gabriel (http://lenarosa.blogspot.com/), a quem muito agradecemos!
Como todas vocês ocupam um lugar muito especial dentro e fora deste cantinho, queremos dedicá-lo a cada uma de vocês! Vá, levem este miminho para os vossos blogs, ele é vosso :-)

CE lança novo programa de protecção das crianças na Internet

Os países da União Europeia vão contar com um novo programa «Para uma Internet mais segura» a partir de 1 de Janeiro de 2009, no valor de 55 milhões de euros., anuncia a Comissão Europeia em comunicado.
Abrangendo o período 2009 – 2013, este programa tem o intuito de proteger as crianças num mundo electrónico cada vez mais sofisticado, permitindo-lhes uma utilização segura dos serviços online, como as redes sociais, os blogs e as mensagens instantâneas.
Cerca de 75% das crianças, com idades compreendidas entre os 6 e os 17 anos, já têm acesso à Internet e 50% das crianças de 10 anos possuem um telemóvel.
Um novo inquérito Eurobarómetro, ontem publicado, revela que 60% dos progenitores europeus estão preocupados, temendo que os seus filhos possam ser vítimas de aliciamento (o chamado «grooming», ou desenvolvimento de supostas «amizades» que conduzem ao abuso sexual das crianças), enquanto 54% receiam que os seus filhos possam ser intimidados online (assediados através de sítios Internet ou por meio de mensagens por telemóvel).
O novo programa «Para uma Internet mais segura» irá combater estes comportamentos desviados ao tornar mais sofisticados e mais seguros os programas de acesso à Internet e as tecnologias de telefonia móvel. No período 2009 – 2013, a UE investirá 55 milhões de euros para tornar a Internet mais segura.
«Hoje em dia, as crianças mergulham no mundo da Internet e da telefonia móvel muito cedo, tornando-se frequentemente adolescentes com pleno domínio da tecnologia e da navegação na Internet. Porque estas tecnologias os ajudam a estudar e lhes proporcionam novas formas aliciantes de socializar com os outros, utilizam nas amiúde com mais à-vontade do que os próprios pais. É preciso assegurarmo-nos de que, cada vez que recorrem a serviços da Internet ou de telefonia móvel, possam reconhecer os riscos potenciais e saber lidar com eles», afirmou Viviane Reding, comissária da UE para a Sociedade da Informação e Meios de Comunicação Social.
O novo programa proposto co-financiará projectos para umentar a sensibilização do público, providenciar uma rede de pontos de contacto públicos, que possa ser acedida através de um sítio na Internet ou de um número de telefone, para comunicar conteúdos e condutas ilegais e perniciosos, encorajar iniciativas de auto-regulação, etc..


Fonte: Sapo Bebé

A festa de Natal

A festa de Natal da creche da Joana teve lugar no passado Sábado, dia 13, durante a manhã. Chovia copiosamente quando saímos de casa, com os adereços que a educadora solicitara para a Joana: collants e camisola vermelhos. Huuuum, qual seria o adereço?!
Quando chegamos, a Joana dormia mas logo despertou com a algazarra dos bastidores, onde, em diferentes salinhas, eram vestidos os meninos. Uns choravam, outros estavam sossegados, outros, mais crescidos, dançavam, outros pediam colo, outros queriam ir para o chão...enfim, não havia mãos a medir!
A Joana saltou para o colo da sua auxiliar e nós fomos tentar arranjar um lugar no auditório. Respirava-se muita curiosidade, alguma emoção, até. Eu que fale por mim, já vão descobrir o porquê!
A festa começou com a actuação de uma violinista, seguindo-se a apresentação do um pequeno filme, intitulado “Momentos na creche”, onde vimos momentos muito engraçados com meninos de diferentes idades: a preparação de um bolo, a elaboração de um desenho com guaches, o momento da sesta, uma aula de ginástica, um teatro com um casalinho de noivos...enfim, uma ternura!
Posteriormente, sete actuações em palco, começando com o berçário e acabando nos meninos de dois anos. O grupo da Joana foi o segundo. Quando vi a minha Bolotinha entrar em cena, com os seus amiguinhos, lá veio a “tal” lagriminha marota, no canto do olho, a competir com o visor da máquina fotográfica! Portou-se muito, muito bem e ficou absorta no colorido das luzes e nos pozinhos brilhantes que cobriam o palco. Até o pai, que é muito pragmático, ficou com aquele brilhozinho nos olhos!
Depois das actuações, seguiu-se um outro filme, “Preparativos de Natal”, onde vimos a decoração progressiva da creche com motivos natalícios, graças, claro está, aos meninos de diferentes idades. Por último, um teatro, tendo como protagonistas as educadoras e auxiliares, com a particularidade de cada uma encarnar uma personagem dos contos infantis: a educadora da Joana era a Cinderella, mas também lá estava a Branca de Neve, o Capuchinho Vermelho, o Gato das Botas...muito giro! O tema do teatro foi a entreajuda, a amizade e o respeito pela natureza pois visava-se a limpeza de um jardim secreto, onde viviam árvores centenárias e muito raras. A fotografia que ilustra este texto é a do grupo da Joana. E qual era o adereço? Um presente de Natal, claro está!

segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Obrigada!

myspace graphics

myspace graphics



Queremos agradecer a vossa participação no concurso desenvolvido pelo Clube Mammy (http://clube_mammy.blogs.sapo.pt) e, claro, os vossos carinhosos votos!

Como escolher os brinquedos para os seus filhos

Como todos nós sabemos, a actividade profissional que as crianças têm é brincar, e as ferramentas que elas utilizam para brincar são os brinquedos.A questão que se coloca é que tipo de brinquedos é que elas devem ter? Quais é que são os mais e os menos apropriados? Por quais é que havemos de decidir se todos os dias as crianças são “bombardeadas” na televisão pelos mais variados anúncios, e se têm disponíveis óptimos desenhos animados que ainda por cima, a maior parte das vezes são cópias perfeitas de bonecos que se podem vestir, que vão a festas, são personagens de aventuras fantásticas, uns casam e têm filhos, outros são invasores galácticos, etc. Existe portanto, uma concorrência enorme no que diz respeito ao entretenimento e brincadeiras.
Idealmente, os brinquedos que se devem comprar são aqueles que são os apropriados às suas idades. Por exemplo, embora um microscópio possa ser bastante estimulante e útil para uma criança de 11 anos, é muito provável que fique numa prateleira, sem ser tocado, se for oferecido a uma criança de idade pré-escolar. Já por outro lado, se comprar uma boneca à sua filha, que já venha com um vestido, por exemplo, medieval e com algum significado histórico, é muito provável que rapidamente a sua imaginação voe no tempo. Actualmente, muitas empresas já indicam nas caixas dos brinquedos as faixas etárias próprias, o que já ajuda bastante tanto na escolha como no efeito que vão suscitar, pondo de lado a frustração e sentimentos de incapacidade que poderiam provocar.
Na escolha de brinquedos para o seu filho, não deixe também de ter em conta as diferentes áreas de competências que alguns brinquedos ajudam a desenvolver. Por exemplo, desenvolver a motricidade fina é essencial numa criança que está a aprender a escrever o seu nome. Os brinquedos que potenciam e desenvolvem melhor esta competência são os carrinhos de brincar, materiais de construção, yô-yôs, imãs, jogos de vídeo, o manuseamento de ratos de computador ou escrever com teclados de computador.

Já no que diz respeito a desenvolver a capacidade coordenadora e a desenvolver a força dos músculos duma criança, é indicado uma corda para saltar, andar de patins, jogar com raquetes, começar a andar de patins em linha, ou até começar a andar de bicicleta. Os brinquedos podem ajudar a desenvolver a imaginação das crianças. As crianças, nos seus primeiros anos de escola, adoram brincar ao faz-de-conta. Por exemplo adoram brincar a fazer de conta que são o senhor dos correios, ou a fazerem de conta que são professores e que estão a ensinar o ABC aos seus alunos. Experimente dar um kit de médico ao seu filho e vai ver que começa logo a simular operações nos seus bonecos preferidos. As crianças da primária adoram brincar com bonecas e com animais.
Por isso mesmo, nestas idades, não prive um rapaz de brincar com bonecas, nem desencoraje raparigas a brincar com carrinhos ou com brinquedos que são tradicionalmente de rapazes. Se preferir, para além de bonecas ou animais de peluche, os fantoches são uma boa alternativa, porque são óptimos para dar vida e vozes e recriar histórias através da imaginação. Não esqueça que pela imaginação duma criança, a caixa que vem com o frigorifico ou com o novo micro-ondas lá para casa pode ser rapidamente transformada numa estação espacial ou num teatro de marionetas. As crianças, basicamente, adoram é fazer coisas e brincar. Encoraje os seus filhos a trabalharem a criatividade, assegurando sempre que eles tenham à mão papel, lápis, marcadores, canetas, tintas, pincéis, lápis-de-cera, etc.
Os brinquedos de encaixe, os Legos, os Playmobil, etc., são óptimos para projectos de arquitectura. Os kits de jóias, os instrumentos musicais, etc. são óptimos para desenvolver as suas criatividades. Outro tipo de brinquedos que ajudam as crianças a desenvolver a sua capacidade de pensar são precisamente os jogos de tabuleiro. No caso de crianças mais novas é melhores jogos simples, mas nos mais velhos os puzzles, livros, e kits científicos são os mais indicados. Para além das crianças, praticamente todos os jogos de tabuleiro têm um lado muito positivo porque podem ser sempre feitos em família.
Nunca houve um número tão grande de software de computadores para ajudar crianças a aprender a ler e escrever, para escreverem, ou até mesmo para aprenderem coisas sobre o mundo. Procure escolher com cuidado, dentro da oferta existente e assegure-se acerca da idade em ser ou não apropriada. Já agora, assegure-se também que o software que comprou tem simultaneamente características educacionais e de entretenimento. À medida que as capacidades de leitura do seu filho melhorarem, a Internet pode começar a ser também uma boa ferramenta para exercitar a curiosidade e a explorar novas áreas do conhecimento.
Tal como com a TV, na utilização da Internet é aconselhada a supervisão e medidas de precaução, pela capacidade interactiva e de exposição que a web oferece. Independentemente da loja para comprar os brinquedos aos seus filhos, pense antes em comprar brinquedos activos, mais do que os passivos. A maior parte dos brinquedos existentes hoje em dia, permitem fazer logo toda a brincadeira carregando em um ou dois botões e… já está! É muito mais benéfico e importante para o desenvolvimento do seu filho que ele tenha brinquedos que permitam envolver-se activamente com eles e na própria brincadeira. Brinque com os seus filhos!

Fonte: Sapo Bebé

O Pai Natal

Na passada Sexta-feira durante a manhã o Pai Natal deslocou-se à salinha da Joana para a troca de presentes com base no amigo secreto. O presente que compramos foi este:



E o presente que a Joana recebeu foi este:



Segundo a educadora, todos choraram quando foi a altura de se sentarem no colo do Pai Natal, excepto um menino, que achou piada. A distribuição de presentes correu muito bem mas quando chegou o momento de conhecerem mais de perto o Pai Natal é que foram elas! Uma sinfonia pegada, segundo a educadora.Realmente, uma coisa é ver o Pai Natal na televisão, no pinheirinho ou desenhado em cartolina. Outra coisa é vê-lo ao vivo!

domingo, 14 de Dezembro de 2008

Sangue da mãe revela doenças do feto

Fibrose quística, talssemia beta e anemia falciforme são algumas das doenças genéticas que podem ser detectadas no feto através de uma análise ao sangue da mãe, durante a gravidez.
Este é o resultado de uma investigação levada a cabo por cientistas da Universidade de Hong Kong, publicado a revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences.
A descoberta pode levar a que se dispense, em muitos casos, a amniocentese, exame que tem um risco de aborto significativo.
O novo tipo de análise permite avaliar o DNA do feto, que existe na corrente sanguínea maternapresenta no sangue da mãe, e compará-lo com o DNA materno. Os cientistas procuram sequências de DNA defeituosas que sejam diferentes das da mãe e, portanto, só podem ter sido herdadas do pai.
Foi determinante a descoberta da existência deste material genético do feto na corrente sanguínea da mãe, mais concretamente no plasma. Os cientistas estimam que entre 10 a 15 por cento do DNA existente no plasma de uma grávida pertence ao bebé.
A dificuldade estava em identificar sequências defeituosas herdadas da mãe, pois nesse caso são semelhantes no material genético materno e do feto.
Os investigadores ultrapassaram esse obstáculo. Se a criança for portadora de determinada doença (mesmo que a mãe não seja, pode ser portadora desse gene) o número de genes defeituosos na corrente sanguínea da mãe será mais elevado do que se a criança for portadora, mas não estiver destinada a desenvolver realmente a doença.


Fonte: Pais&Filhos

Independência emocional

“No início da nossa vida e de novo quando envelhecemos, precisamos da ajuda e a afeição dos outros. Infelizmente, entre estes dois períodos da nossa vida, quando somos fortes e capazes de cuidar de nós, negligenciamos o valor da afeição e da compaixão. Como a nossa própria vida começa e acaba com a necessidade da afeição, não seria melhor praticarmos a compaixão e o amor pelos outros enquanto somos fortes e capazes?”As palavras acima são do atual Dalai Lama. Realmente é muito curioso ver que nos orgulhamos de nossa independência emocional. Claro, não é bem assim: continuamos precisando dos outros nossa vida inteira, mas é uma “vergonha” demonstrar isso, então preferimos chorar escondidos. E quando alguém nos pede ajuda, esta pessoa é considerada fraca, incapaz de controlar seus sentimentos. Existe uma regra não escrita, afirmando que “o mundo é dos fortes”, o que “sobrevive apenas o mais apto.” Se assim fosse, os seres humanos jamais existiriam, porque fazem parte de uma espécie que precisa ser protegida por um largo período de tempo (especialistas dizem que somos apenas capazes de sobreviver por nós mesmos depois dos nove anos de idade, enquanto uma girafa leva apenas de seis a oito meses, e uma abelha já é independente em menos de cinco minutos). Estamos neste mundo. Eu, de minha parte, continuo - e continuarei sempre – dependendo dos outros. Dependo de minha mulher, meus amigos, meus editores. Dependo até mesmo dos meus inimigos, que me ajudam a estar sempre adestrado no uso da espada. Claro, existem momentos que este fogo sopra em outra direção, mas eu sempre me questiono: onde estão os outros? Será que me isolei demais? Como qualquer pessoa sadia, necessito também de solidão, de momentos de reflexão. Mas não posso me viciar nisso. A independência emocional não leva a absolutamente lugar nenhum – exceto a uma pretensa fortaleza, cujo único e inútil objetivo é impressionar os outros. A dependência emocional, por sua vez, é como uma fogueira que acendemos. No início as relações são difíceis. Da mesma maneira que o fogo é necessário conformar-se com a fumaça desagradável - que torna a respiração difícil, e arranca lágrimas do rosto. Entretanto, uma vez o fogo aceso, a fumaça desaparece, e as chamas iluminam tudo ao redor – espalhando calor, calma, e eventualmente fazendo saltar uma brasa que nos queima, mas é isso que torna uma relação interessante, não é verdade?Comecei esta coluna citando um prêmio Nobel da Paz sobre a importância das relações humanas. Termino com o professor Albert Schweitzer, médico e missionário, que recebeu o mesmo prêmio Nobel, 1952.“Todos nós conhecemos uma doença na África Central chamada de doença do sono. O que precisamos saber é que existe uma doença semelhante que ataca a alma - e que é muito perigosa, porque se instala sem ser percebida. Quando você notar o menor sinal de indiferença e de falta de entusiasmo com relação ao seu semelhante, fique alerta!”“A única maneira de prevenir-se contra esta doença é entendendo que a alma sofre, e sofre muito, quando a obrigamos a viver superficialmente. A alma gosta de coisas belas e profundas”.


Autoria: Paulo Coelho

sábado, 13 de Dezembro de 2008

O ciúme entre irmãos

O nascimento de um bebé causa um forte impacto no irmão primogénito, que tem de aprender a partilhar a atenção dos pais, da qual, até então, usufruía com exclusividade. É importante que os pais identifiquem precocemente o problema e actuem de forma a dar à criança a segurança afectiva que ela precisa. A integração da criança nos preparativos e nas rotinas do recém-nascido é um meio mais eficaz de reprimir o ciúme, já que ela se sente importante e necessária nessas tarefas.Já em 1920, Freud sublinhava que "não há provavelmente nenhuma casa sem conflitos violentos entre os seus habitantes mais pequenos, seja pela rivalidade, pelo amor dos pais, competição por objectos comuns, ou mesmo pelo espaço físico do lugar que ocupam".Entre os 2 e os 6 anos, as relações com os irmãos constituem, mais do que em qualquer outra idade, a parte mais importante do meio social da criança. É nestas idades que geralmente nasce um irmão, um momento muito importante na vida de uma criança e que altera todo o seu pequeno universo. O ciúme é uma reacção normal ao afastamento provocado pela chegada inexplicável de um "intruso", pois este passará a compartilhar com a criança o amor e a atenção dos pais.

A reacção da criança vai depender da sua idade aquando o nascimento do irmão:

• 18-24 meses - a criança tem muita dificuldade em compreender e aceitar a chegada de um irmão, pois está a viver uma fase em que descobre o medo da separação da mãe e, mais tarde, a crise de oposição e do negativismo sistemático.

• 3 anos - a adaptação também pode ser difícil pois pode coincidir com a entrada no jardim-de-infância e as reacções negativas à presença do irmão podem ser confundidas com a má adaptação escolar.

• 4-5 anos - a adaptação à chegada de um irmão é mais fácil pois a criança compreende o que se está a passar à sua volta e já é capaz de tomar conta de si.

• > 6 anos - a chegada de um irmão habitualmente é encarada de forma positiva, assumindo mesmo o papel de irmão mais velho.


O modo como a criança manifesta e exterioriza o ciúme é muito variável, dependendo da idade da criança e das reacções dos pais. O comportamento regressivo é a forma mais comum e caracteriza-se pela retoma de comportamentos que já tinham sido abandonados, como a regressão na linguagem, voltar a querer o biberão/chupeta, enurese nocturna, entre outras. No entanto, a exigência constante de atenção, ou pelo contrário, mau comportamento sistemático para chamar a si as atenções, pode ser um modo de manifestação.A criança pode até ter atitudes de hostilidade dirigidas ao irmão ou à mãe. Uma outra forma de reagir é a atenção e preocupação constantes com o irmão, rodeando a mãe e o bebé de cuidados excessivos, com o desejo de agradar e recuperar o "amor perdido" da mãe. É nesta altura que a criança se questiona constantemente sobre: "Se os meus pais me amam, porque querem outro filho?", "Vou continuar a ser admirado?", "Será que vão continuar a gostar de mim?".O ciúme revela-se do irmão mais velho pelo mais novo, pois é o irmão mais velho o único que conheceu uma realidade em que o irmão não estava presente e tem a perder com a sua chegada. O mais novo sempre viveu na presença do mais velho e geralmente tem sentimentos positivos tendo-o como objecto de imitação e mentalmente identificando-se com ele.Tal não se passa com gémeos, pois como nasceram ao mesmo tempo, não conhecem a vida um sem o outro. Habitualmente têm o mesmo desenvolvimento, não apresentando diferenças significativas ao nível da força física, mental ou experiência adquirida. Nesta situação em particular, em regra, o ciúme não existe pois os pais geralmente adoptam um comportamento semelhante para os dois.A atitude dos pais é determinante, pois o modo como tratam cada filho poderá estar na origem das relações conflituosas - a base de toda esta rivalidade/hostilidade assenta no desejo de a criança ter o amor dos pais.À medida que o tempo vai passando e o irmão mais novo cresce, o mais velho assume o papel de "irmão mais velho". É nesta altura que a atitude dos pais é fundamental, pois, se demonstrarem compreensão e atitudes positivas, a criança supera o ciúme inicial, caso contrário, pode gerar-se um ciclo vicioso e "traumatizante" para a criança.Para se estabelecerem relações adequadas entre irmãos e para prevenir o ciúme entre eles, há algumas recomendações a ter em conta:

1) A criança deve contar com mais do que um adulto para lhe proporcionar a segurança e atenção desejáveis (mãe e pai), de forma a tornar-se mais fácil superar o ciúme e não se sentir abandonada com a chegada do irmão.

2) Deve evitar-se que o nascimento de um irmão coincida com outras mudanças importantes na vida da criança (por exemplo, a entrada no infantário). Após o nascimento do bebé, não se deve reduzir a quantidade, nem a qualidade da atenção, que a mãe e o pai dispensam à criança mais velha, tentando manter a rotina anterior ao nascimento do irmão.

3) Ajudar o irmão mais velho a assumir o novo papel, ressalvando a sua importância, e prevenindo o ciúme que aparece com frequência quando a mãe ou o pai estão absorvidos no cuidado do bebé. Convém estimular a sua participação nesses cuidados, de forma que o filho se sinta importante e prestável.

4) Evitar comparações, bem como a distribuição de papéis entre irmãos. Os pais devem colocar em evidência os progressos de cada criança e as suas qualidades em diferentes áreas, sobretudo nas actividades que constituem as suas especializações, e sempre tomando a própria criança como referência. Pretende-se com isto valorizar o seu progresso em determinada situação, aumentando a sua auto-estima.O amor de uma criança pelos seus pais é extremamente intenso e incondicional, portanto, há o desejo da exclusividade. O sentimento de ciúme deve ser encarado de forma natural. É próprio do ser humano... Se os pais fizerem um esforço contínuo para ajudar os seus filhos nas suas angústias, as crianças terão oportunidade de aprender, a cada dia, a adaptar-se às novidades e a abrir mão do egocentrismo próprio da primeira infância.É muito importante que os pais estejam em sintonia com os sentimentos das crianças e as ajudar a manifestar-se.


Por: Sandra Costa, com a colaboração de Iris Maia, Pediatra do Hospital de São Marcos de Braga

Missão sorriso

"A Missão Sorriso, projecto de solidariedade social do Continente, entregou ao IPO do Porto, um conjunto de equipamentos que se destinam a melhorar os cuidados prestados às crianças utentes desta unidade de saúde. O equipamento em causa foi uma sala de brinquedos onde as crianças podem utilizar enquanto permanecem no hospital para fazer os tratamentos médicos.
Além do IPO do Porto, mais 26 unidades pediátricas, de Norte a Sul do país, vão ser contempladas com 350 equipamentos médico/científicos e lúdico/didácticos no valor de 800 mil euros, angariados através da venda do Livro/CD e DVD da Leopoldina."


Fico de coração cheio sempre que ouço noticias como a que acima está exposta!

Há já alguns anos que compramos o Livro/CD/Jogo da Leopoldina e este ano não foi excepção. Tanto para mais que a Joana adora dançar ao ritmo das músicas do CD que também toca na sua salinha, na creche.

Esperemos que 2008 seja igualmente um bom ano de angariação de fundos para melhor servir as crianças internadas ou sujeitas a intervenções médicas no nosso país.

sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

O choro no fim do dia

São muitos os bebés que escolhem precisamente aquelas horas do final do dia, em que os pais estão mais cansados e a única coisa que procuram são alguns minutos de descanso no sofá, para chorarem como se o mundo estivesse prestes a acabar.
Quando o instinto de pais se activa é para proporcionar tudo o que for necessário ao seu bebé, mas se este chora desalmadamente e nada parece consolá-lo, o que se pode fazer?
É neste desespero que muitos pais se encontram, sem resposta para esta situação, em que nem os mimos, nem a alimentação acalmam o choro convulsivo.
Esta é uma disfunção do bebé que surge na segunda ou terceira semana de vida e que pode mesmo prolongar-se até aos três meses, sem consequências para a saúde do bebé, mas altamente intranquilizante para os pais.
Intitulada por alguns especialistas de "stress do fim do dia" é tida como uma reacção do bebé às tensões que o rodeiam, em especial às frustrações da família face a um novo membro que é extremamente exigente.
Sem forma de verbalizar e de interagir com a família, o choro é a única forma encontrada como válvula de escape.
É uma etapa normal e que deve ser encarada de forma natural por parte dos pais e familiares, sem desesperos. Essencial é deixá-lo chorar um pouco e não ir a correr de cada vez que o ouve choramingar, evitando embalá-lo apenas para ele se calar. Isto vai levar o bebé a usar esse estratagema para nunca ficar sozinho.
Aproxime-se do berço e fale-lhe baixinho, mimando-o um pouco. O melhor é alternar períodos de colo com mimos no berço.
Se ele adormecer a crise está acabada, mas se ficar acordado, vai estar mais calmo e é a altura ideal para lhe dar banho tranquilamente ou brincar um pouco com ele.
Não se deixe abalar por sentimentos do género: "ele chora porque não sou boa mãe/pai" porque não é o que acontece.
Trata-se apenas da forma que o seu bebé tem de comunicar com o mundo, o que deve ser respeitado, porque se trata dele adquirir a sua autonomia.


Fonte: ABC do Bebé

São estes!

Os iogurtes preferidos da Joana: marca Pingo Doce, sabor Morango, Banana e Bolacha.

Ao pequeno-almoço vai um iogurte destes sem pestanejar :-)

quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Olho vivo contra a conjuntivite

Olhos vermelhos, lacrimejando e cheios de secreção. Sintomas típicos da conjuntivite – inflamação e/ou infecção da membrana que reveste a pálpebra, internamente, e também a parte branca dos olhos. Pode provocar, ainda, coceira e fotofobia. Dependendo do tipo e da causa, a doença regride com rapidez. Mas, em alguns casos, há riscos de lesões na córnea.


Nos recém-nascidos

Atenção redobrada com eles. Observe a época em que a conjuntivite se manifesta. Nos primeiros dias de vida, a vermelhidão nos olhinhos, normalmente, caracteriza uma reação ao colírio de nitrato de prata aplicado na hora do nascimento. Não tem gravidade e logo desaparece.Mas se o bebé nasceu de parto normal e pelo terceiro, quarto ou quinto dia, os seus olhos ficarem irritados e com secreções amarela, tome cuidado. Na passagem pela vagina, ele pode ter contraído uma infecção bacteriana ou causada por herpes. A contaminação acontece, ainda, pela ruptura prematura da bolsa das águas.

Atenção

Se não tratado imediatamente, este tipo de conjuntivite pode lesar a córnea.Já com uma semana de vida, se, além da irritação, aparecerem remelas, a causa, geralmente, é viral e com boas perspectivas de uma recuperação rápida. Mas pode ter havido, também, uma contaminação pela bactéria clamídia, responsável por mais da metade dos casos de conjuntivite neonatal.

Cada causa, um tratamento

Conjuntivite bacteriana

Diversos tipos de bactérias podem levar à contaminação, mas os sintomas são semelhantes: sensação de areia nos olhos, que ficam vermelhos, colados e com uma secreção branco-amarelada ou amarelada.

Tratamento – o médico vai orientar sobre a limpeza correcta da região e receitar um antibiótico específico. Em 48 horas, o desconforto começa a diminuir.

Prevenção – evite o contato com pessoas e objectos contaminados. E não deixe de tratar qualquer infecção que surja no rosto, principalmente na região das pálpebras.

Conjuntivite viral

Causa mais lacrimejamento do que secreção. E esta, além da coloração clara, tem aspecto fluído, não purulento.

Tratamento – para aliviar os sintomas de ardor e a sensação de corpo estranho, aplique colírios adstringentes ou do tipo lágrimas artificiais. Se necessário, o pediatra indicará antinflamatórios. Durante o dia, faça compressas de água fria, que diminuem a coceira. A criança deve ficar em repouso e ingerir alimentos ricos em vitamina C.

Prevenção – evite o contacto com pessoas contaminadas.

Conjuntivite fúngica

Tem origem nos fungos presentes na terra e nas plantas. Apresenta uma secreção branco-amarelada semelhante a do tipo bacteriano.

Tratamento – com antifúngicos. Não sendo correctamente tratada, há riscos de lesões na córnea.

Prevenção – não deixe o bebé coçar os olhos com as mãos sujas de terra. E lave-as sempre que ele tiver contato com areia, flores e plantas.

Conjuntivite alérgica

Causada por alimentos e remédios aos quais a criança é alérgica, ácaros e mudanças de temperatura. Aqui se inclui, ainda, o tipo de conjuntivite que se manifesta nos meses quentes e secos. Provoca coceira intensa, muco branco, lacrimejamento, queimação e edema nas pálpebras.

Tratamento – quando o desconforto é grande, o médico pode recomendar colírios especiais, além de remédios antialérgicos ou antinflamatórios. Em geral, as crises tendem a regredir na puberdade. Vigie, também, para que a criança não coce os olhos, piorando a situação.

Prevenção – evite os agentes alérgicos. Contra o ácaro, elimine, de sua casa, carpetes ou cortinas de pano, limpe o chão com pano úmido e, pelo menos dia sim, dia não, tire a roupa de cama e coloque-a ao sol, deixando o colchão descoberto.

Conjuntivite irritativa

Acontece pelo contato com areia, produtos de limpeza, exposição excessiva ao sol e permanência em ambientes fechados. Além de deixar os olhos vermelhos, irritados e lacrimejantes, provoca coceira e até fotofobia.

Tratamento – aplique compressas de água fria e, enquanto a crise durar, proteja os olhos contra a luz, mantendo o quarto escurecido. Crianças maiores podem apelar para os óculos escuros. Este tipo de inflamação, se não tratado, também pode lesar a córnea.

Prevenção – nada de banhos de piscina (por causa do cloro), brincadeiras com areia e contato directo com o sol, por longos períodos. É preciso, ainda, identificar que tipo de substância causa a irritação nos olhos do bebé.

Aos seus cuidados

Antes de começar a higiene do bebé, lave bem as mãos, inclusive passando uma escovinha para limpar debaixo das unhas. Nada de água em spray para limpar os olhos. Ao manipular o frasco, há risco de contaminação e, portanto de reinfectar o bebé. É preferível utilizar água filtrada e fervida, embebida em gaze ou algodão, que devem ser descartadas depois do uso. Enquanto os sintomas da conjuntivite persistirem, troque, diariamente, a toalha e a fronha do berço. Se a doença for do tipo viral ou bacteriana, evite que o seu filho tenha contato com outras pessoas para não haver contágio. No caso da contaminação por vírus, a dupla vitamina C/cama ainda é a melhor receita. Ofereça sumos de limão ou laranja ao bebé e faça-o repousar bastante. Mesmo quando os sintomas regredirem, mantenha o tratamento pelo prazo determinado pelo pediatra. Se interromper, pode haver recaída.

Fonte: Top Baby

As sopas da Joana

Há sensivelmente duas semanas alterei a confecção das sopas da Joana pois notei que ela começava a não as comer com o apetite de outrora. E o que faltava era um bocadinho de sal bem como uma consistência mais encorpada.
“- A Joana já não é bebé...!” - exclamei eu para o pai com o prato da sopa na mão, ao mesmo tempo que olhava para a Bolotinha sentada na sua cadeira, a virar a cabeça de um lado para o outro como quem diz: “Mãe, esta sopa não!”
“- Puseste sal?” – perguntou o pai.
“- Não...será que é isso?” – devolvi.
Pois, pelos vistos era mesmo isso.
Assim, durante a cozedura dos legumes, vou adicionando sal e provando com uma colher até ter a certeza que está no ponto: nem insípida nem salgada.
Mudei igualmente os legumes da sopa, inserindo-os em maior variedade e quantidade. Por exemplo, a sopa preferida da Joana leva, para além de vitela, batata, cebola, feijão verde, cenoura, rebentos de soja, ervilha, milho, alho francês, alface e pimento vermelho, tudo cortadinho aos pedacinhos. No fim, o fio de azeite.
E o resultado é:




No fim-de-semana passado, substitui a alface por couve lombarda e eis a textura:



Dia sim, dia não, alterno uma sopa de carne com uma de peixe, jogando igualmente com o almoço da Joana na creche: se almoçou sopa de carne, então janta sopa de peixe e vice-versa.
E por falar em creche, a Joana começou a sua habituação ao segundo prato. Por ora, o sucesso não tem sido muito, preferindo a Joana ficar pela sopa e pela sobremesa (fruta)...será uma questão de tempo. Como é que foi a adaptação dos vossos filhos ao segundo prato?

quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Miminho

Recebemos este miminho da mamã do Martim (http://taniangelo.blogspot.com/) e da mamã Tânia (http://afamiliafalbuquerque.blogspot.com/) e dizem as regras que teremos que o dedicar a 9 blogs. 9? Eu li bem? Vou duplicar, triplicar, quadriplicar, quintuplicar, sextuplicar...para todas vocês que nos lêem, aqui está este miminho!

Refeições de peixe para o bebé

Nem sempre a inclusão de peixe na dieta alimentar da criança é bem aceite por esta. O gosto diferente leva a que nem alguns adultos hoje ainda apreciem este alimento.
A partir dos cinco meses o organismo da criança está preparado para assimilar alimentos sólidos e também precisa de mais calorias e nutrientes para se desenvolver. O primeiro sinal de que deve começar a dar algo mais substancial ao seu filho é quando este dá mostras de não ter ficado satisfeito com a mamada e após o aparecimento dos primeiros dentes.
Com um pouco de paciência e alguma habilidade, vai poder incluir o peixe na alimentação do bebé, mas primeiro que tudo é necessário escolher bem o mais conveniente. Deve começar pelo chamado peixe branco como a pescada, linguado e dourada, mais magros e de fácil digestão. O peixe azul, como o carapau ou peixe-espada só deve ser incluído entre os 18 e os 24 meses.
A cada novo tipo de peixe que incluir na alimentação, dê sempre um espaço de tempo entre o anterior para verificar alguma reacção alérgica que este possa provocar. O peixe, a par com o ovo e o leite, é um dos alimentos que mais reacções alérgicas provoca.
Essencial para a alimentação humana, é ainda mais necessário quando se trata de uma criança em desenvolvimento e não possui qualquer substituto em termos nutritivos. Com vitaminas A, D e B, rico em fósforo, iodo, potássio e cálcio, algo que a carne não pode oferecer, o peixe é o alimento quase completo por natureza. Além disso é de fácil digestão, porque possui pouca gordura (no caso do branco) e não tem muito tecido conjuntivo.
Em geral a introdução do peixe nos gostos da criança dá-se a partir do sétimo mês, misturado (cerca de 60 gramas) com a habitual sopa de legumes. A partir do oitavo mês e depois do teste de reacção ao ovo, pode preparar-lhe uma nutritiva açorda de peixe com coentros.
Quando a criança já mastigar pode oferecer-lhe peixe desfeito aos bocadinhos que ele pode apanhar com o garfo. A partir dos dois anos o peixe já pode entrar como prato principal na refeição da criança, primeiro cozido e só depois preparado de outras formas, sempre acompanhado de verduras.
E dê o exemplo comendo bastante peixe às suas refeições porque este alimento não é apenas bom para a criança mas também para toda a família.


Fonte: ABC do Bebé

Alô-alô

A Joana não passou das palavras aos actos. Juntou as duas coisas quando, na passada segunda-feira, pegou no seu telemóvel e levou-o ao ouvido, palrando de seguida. Mais, andou de um lado para o outro do tapete de actividades, a “falar” ao telemóvel. O que nós nos rimos! O seu andar patusco, a sua concentração a “conversar”, a forma como segurava o telemóvel de encontro ao seu ouvido...imperdível! E sabem que outro veiculo de comunicação é que poderá substituir um telemóvel? Hummm, palpites?! Pois bem, o rato do portátil, sempre que está a jeito! Com efeito, estava eu no computador quando a Joana veio ter comigo, estendendo os braços para eu a levantar para o meu colo. Ora qual não foi o meu espanto quando ela lançou mão do rato e o levou ao ouvido para mais uma “conversa” infindável!

terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Introduzir o biberão após amamentar

Por vezes, e por força das circunstâncias, a mulher tem de parar de amamentar o bebé e começar a dar-lhe o biberão. Esta transição deve ser o mais suave possível e a pensar sempre nas necessidades do mesmo.

Substituir a amamentação pelo biberão


Se trabalha fora de casa a escolha do biberão
ganha um novo peso, quando regressa ao local de trabalho, após o cumprimento da licença por maternidade. Nessa altura, poderá ser mais complicado prosseguir com a amamentação, pelo que o biberão torna-se um substituto valioso. Assim sendo, poderá iniciar a alimentação a biberão, pelo menos, duas semanas antes de voltar às tarefas profissionais. Esta antecipação deve-se ao facto do bebé precisar de um certo período de habituação ao novo processo de alimentação. Por mais estranho que pareça, chupar na tetina do biberão requer movimentos de boca e língua diferentes do que chupar no mamilo da mãe. Além deste período de adaptação, a mãe deve tentar seguir duas outras regras que tendem a tornar a substituição do peito pelo biberão um pouco menos “dolorosa”:
Oferecer o biberão um pouco antes da hora habitual da refeição do bebé, por forma a que este possa juntar o apetite à curiosidade de um novo objecto fornecedor de leite, mas sem contudo cair na frustração de estar a ser alimentado por um “mamilo de borracha”.
Se o puder fazer, deverá atribuir a tarefa de dar o primeiro biberão ao bebé a outra pessoa (o companheiro, por exemplo), evitando, assim, que a criança se sinta confusa com o facto de a mãe não lhe dar o peito como habitual.
No caso de você ter muito leite e necessitar de ir trabalhar, pode tirar o leite com o saca-leite
que o passa logo para sacos próprios, congelando-os depois. Quando necessário, o leite é amornado em banho-maria e passado para o biberão. Assim, o bebé pode alimentar-se do leite materno quando não estiver presente.

Dificuldades

Há bebés que, apesar dos esforços da mãe, rejeitam constantemente o biberão. Esta é uma situação frustrante que pode ser superada com recurso a quatro técnicas básicas:
- Utilização de uma tetina o mais semelhante possível com a chupeta do
bebé.
- Aquecimento da tetina com água quente, tornando-a mais apelativa.
- Colocação de uma porção de leite materno na tetina, incentivando o bebé a chupar.
- Deixar o bebé mexer e brincar com a tetina do biberão. É a sua maneira de se familiarizar com este objecto estranho.
Caso o bebé continue a rejeitar o biberão, uma, duas, três vezes seguidas, você deverá evitar a tentação de lhe dar mama imediatamente. O ideal é aguardar cinco ou dez minutos, por forma a que o bebé não associe a sua recusa do biberão a uma gratificação desejada (a amamentação). Embora, regra geral, até o bebé mais renitente acabe, com o passar do tempo e com a persistência da mãe, por “pegar” no biberão, há casos excepcionais de bebés que nunca se habituam a este processo de alimentação. Nestes casos, nada mais poderá fazer a não ser resignar-se e aconselhar-se junto do pediatra
sobre a melhor forma de contornar a situação.

Fonte: Pink Blue

Au-Au!

A Joana sempre adorou cães. Hoje em dia, não se coíbe de tentar dar festinhas aos cães que considera serem patuscos e sempre com a nossa vigilância e com os devidos cuidados de higiene.
Em casa, temos um cãozinho de peluche, que eu vos apresentei outrora e que ilustra este texto. O cãozinho é o amiguinho inseparável da Joana durante a sesta na creche (a educadora diz-me que a Bolotinha adormece abraçada a ele!) e também durante os momentos de brincadeira.
Com efeito, a Joana já começou a dizer “Au-au!” para designar o cão. Na rua, quando vê um cão, diz “Au-au!” e aponta. Em casa e na creche, solta a mesma exclamação e agarra-se ao seu peluche. Não é raro, nas nossas passeatas pela casa, a Joana levar o cão seguro pela sua coleira, que é um cachecol. Melhor guarda-costas não há, de facto!
E quando o amiguinho não está por perto e nós lhe perguntamos: “Joana, onde está o cão? Onde está o au-au?”, a Bolotinha começa a olhar à sua volta e inicia a procura. Mal o vê, chegam em catadupa os abraços saudosos!
Outro animal que começa a suscitar o entusiasmo da Joana é o pato. Um dia destes, estava a dar um programa na Baby TV sobre os mesmos e a Joana, sentada no seu tapete de actividades, pôs-se de pé, começou a bater palmas e a rir, apontando para a televisão. Um dia destes vamos ver os patinhos ao vivo!

segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Seguiu esta tarde...

... a seguinte carta, para a Policia Municipal e para o Departamento de Ambiente e Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa:

Exmo(s) Sr(s),

Venho, por este meio, denunciar a violação do DL nº 9 /2007, Regulamento Geral do Ruído, mais concretamente do artigo nº 16, respeitante a obras conduzidas no estabelecimento outrora explorado (nome do estabelecimento), sito (morada).
Com efeito, há três semanas que decorrem obras no interior do referido estabelecimento, nos dias úteis, fins-de-semana e feriados. Ora, o artigo nº 16 do exposto DL apenas refere que obras de recuperação, remodelação ou conservação apenas poderão ter lugar nos dias úteis, entre as 08:00 e as 20:00. Torna-se, pois, inadmissível, que a partir das 06:30 dos fins-de-semana transactos, e até ao anoitecer, as obras no referido estabelecimento tenham tido lugar. De igual modo, nos feriados de 1 e 8 de Dezembro, durante todo o dia, a poluição sonora fez-se igualmente ouvir e sentir.
O ponto 2 do artigo nº 16 não é igualmente cumprido: não existe qualquer indicação, por parte do responsável pela execução das obras, da duração e pico de ruído das mesmas.
De facto, vivendo a poucos metros do foco de ruído e tendo uma criança de um ano de idade, esta poluição sonora constante tem interferido deveras e negativamente no nosso quotidiano.
(...)
Torna-se, assim, imperativo verificar o sucedido.
Subscrevo-me atenciosamente,

(nome e morada)

Penso que ninguém gosta do ruído de obras. Muito menos quando elas ocorrem a poucos metros da nossa habitação. Muito menos quando, ao longo dos passados fins-de-semana, elas têm lugar a horas impensáveis. Muito menos quando incluímos os feriados. Muito menos quando interferem com o nosso merecido descanso. Muito menos quando interferem com o bem-estar nos nossos filhos que se vêm impedidos, por exemplo, de dormir as suas sestas.A legislação existe e é para cumprir! Pena é não ter enviado esta denúncia antes. Mas ainda vou a tempo!

Buí!

É a nova expressão da Joana, para quase tudo o que aponta!
Adoro particularmente este “Buí!” porque a Bolotinha carrega no “i”, ficando um “Buiiiii!” bem pronunciado :-)

Fim-de-semana (quase) furado

De cama. Foi como estive no Sábado e do Domingo. Perguntei-me mil vezes porque é que não tomara a vacina da gripe...mais valia ter estado constipada depois da sua administração do que ter ficado literalmente de molho durante grande parte do fim-de-semana. Agrh!

Resta-nos o dia de hoje, espero passá-lo melhor...

domingo, 7 de Dezembro de 2008

A cesariana

Hoje em dia é cada vez maior o número de bebés que nascem por cesariana. O bebé sai pelo abdómen, através de uma incisão na parede abdominal (laparotomia) e na parede do útero (histerotomia).

Quando é que é necessário fazer uma cesariana?

Deve-se sempre tentar um parto natural, principalmente se o bebé não é muito grande, se é saudável, se não existem sinais de sofrimento fetal e se a mulher não apresenta quaisquer
complicações. Porém, e a maior parte das vezes, não é possivel corresponder às expectativas das mulheres que se preparam durante toda a gravidez para um parto natural e, por vários motivos há que recorrer à cesariana. Entre eles conta-se o facto de poder haver uma falha de progressão do feto durante o trabalho de parto ou de este estar a progredir muito lentamente colocando a mãe ou o bebé em risco; o feto com apresentação pélvica ou transversal; a cabeça do bebé ser demasiado volumosa para a sua pélvis; o sofrimento fetal e outros factores de risco, tais como prolapso do cordão umbilical, placenta prévia, descolamento da placenta, e problemas de cardiopatia, hipertensão pré-eclâmpsia, diabetes e herpes vaginal, activo na mãe. Podemos, primacialmente, falar de dois tipos de cesariana, aquela que é determinada, por qualquer circunstância médica prévia, relativa à mãe ou ao bebé, ou por opção da própria grávida, que é tida como uma cesariana planeada e a outra a que se recorre em casos de emergência (cesariana de emergência). Enquanto as cesarianas planeadas dão a possibilidade da mulher ser sujeita a anestesia epidural e segurar no bebé, imediatamente após o nascimento, bem como lhe dão oprtunidade de saber a data exacta em que o seu bebé vai nascer, as cesarianas de emergência podem requerer uma anestesia geral.


Como se processa?

Se se trata de uma cesariana planeada, a preparação é sempre mais meticulosa do que a cesariana de urgência. Contudo há sempre procedimentos básicos, seguidos em qualquer intervenção cirúrgica deste tipo. Na parte prática propriamente dita, punciona-se uma veia periférica para administração de soros e terapêuticas intravenosas, de modo a manter-se o nível de fluídos, a bexiga é esvaziada continuamente através de um catéter intravescial (esta inserção pode doer um pouco) e, quando possível, aguarda-se que se completem 8 horas de jejum. De seguida a zona púbica superior é rapada e é dada a anestesia que, provavelmente, será epidural se a cesariana foi programada, o que deixa a parturiente insensível da cintura para baixo e permite-lhe ficar acordada durante toda a cirurgia. Se é cesariana de urgência poderá ter de ser sujeita a anestesia geral, neste caso e porque os agentes anestésicos atravessam a placenta e causam depressão do sistema nervoso central do feto, a anestesia só tem início depois do obstetra dar a indicação de que tudo está preparado para começar a cesariana. Após a entrada na sala de operações, colocam-lhe um pano que impede a visão do pescoço para baixo, o anestesista assegura-se que a pressão sanguínea, o ritmo cardíaco e o oxigénio no sangue estão a ser monotorizados electrónicamente. O obstetra desenha uma linha na parte inferior do abdómen e faz uma incisão horizontal (transversal) na parte superior da área púbica, vulgarmente conhecida como o corte bikini. O próximo corte é através do útero, que provavelmente também consistirá uma incisão transversal. A bexiga é afastada para o lado para que não sofra danos durante o procedimento. Finalmente o médico puxa o bebé para fora do útero, podendo para o efeito, ser ajudado por um assistente e por vezes podem ser utilizados fórceps. Por fim o anestesista ministra-lhe oxitocina para ajudar o seu útero a contrair-se depois da operação. O médico passa os últimos 35 minutos desta intervenção cirúrgica de 45 minutos a cosê-la.



Poderei ter um parto vaginal após a cesariana?

Alguns estudos indicam que cerca de dois terços das mulheres submetidas a cesariana prévia, tiveram, em gravidezes posteriores, partos normais, mas, cada caso é um caso e é necessário ter em conta múltiplos factores. No passado a cesariana era feita através de um corte vertical no útero, razão pela qual se temia que um parto vaginal posterior poderia fazer com que a cicatriz se abrisse. Todavia e porque a ciência e a tecnologia avançaram, a cesariana, hoje em dia, é feita através de uma incisão transversal e o risco da cicatriz rasgar é mínimo. As mulheres precisam de ser convencidas de que o facto de terem sido submetidas a uma cesariana não implica que futuros partos tenham de ser feitos do mesmo modo.


É verdade que só posso ser submetida a três cesarianas?

O mito de que não se devem fazer mais de três cesarianas não tem fundamento científico. O risco de ruptura uterina é mínimo graças aos novos métodos de monotorização fetal e da dinâmica uterina. Estas, felizmente, não são questões com as quais se deva preocupar.





Fonte: Pink Blue

Pensamento "Antes de ser Mãe"

"Antes de ser mãe, eu fazia e comia os alimentos ainda quentes.
Eu não tinha roupas manchadas, tinha calmas conversas ao telefone.
Antes de ser mãe, eu dormia o quanto eu queria,
Nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.
Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes
Antes de ser mãe, eu limpava minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos e nem pensava em canções de ninar.
Antes de ser mãe, eu não me preocupava:
Se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas então,eram coisas em que eu não pensava.
Antes de ser mãe, ninguém vomitou e nem fez xixi em mim,
Nem me beliscou sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas.
Antes de ser mãe, eu tinha controle sobre a minha mente,
Meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos, e dormia a noite toda.
Antes de ser mãe eu nunca tive que segurar uma criança chorando, para que médicos pudessem fazer testesou aplicar injecções.
Eu nunca chorei olhando pequeninos olhos que choravam.
Nunca fiquei gloriosamente feliz com uma simples risadinha.
Nem fiquei sentada horas e horas olhando um bebé dormindo.
Antes de ser mãe, eu nunca segurei uma criança, só por não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar, quando não pude estancar uma dor.
Nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina, pudesse mudar tanto a minha vida e que pudesse amar alguém tanto assim.
E não sabia que eu adoraria ser mãe.
Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação, de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Não conhecia a felicidade de alimentar um bebé faminto.
Não conhecia esse laço que existe entre a mãe e a sua criança.
E não imaginava que algo tão pequenino, pudesse fazer-me sentir tão importante.
Antes de ser mãe, eu nunca me levantei a noite toda, cada 10 minutos, para me certificar de que tudo estava bem.
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor, a dor e a satisfação de ser uma mãe.
Eu não sabia que era capaz de ter sentimentos tão fortes.
Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus,
Por eu ser agora um alguém tão frágil e tão forte ao mesmo tempo.
Obrigada meu Deus, por permitir-me ser Mãe!"


Autoria: Silvia Schmidt

sábado, 6 de Dezembro de 2008

As minhas manias...ui!

Fomos desafiados pela mamã do Martim (http://taniangelo.blogspot.com/) no sentido de enumerar 5 manias minhas. Vamos então a elas:

1- Não saio de casa sem colocar uma gotinha de perfume, nem sem telemóvel ou relógio;
2- Gosto de ler antes de adormecer: um livro, uma revista...excepto se estiver doente ou muito cansada;
3- Gosto de ter a casa arrumada porque eu e a desorganização nunca combinamos;
4- Gosto de arquivar talões, recibos de pagamento e afins num dossier próprio para o efeito;
5- Não consigo tomar o pequeno-almoço sem antes tomar banho e estar arranjada.

Considerem-se desafiadas, queridas leitoras!

Contra o frio:

Um quentinho gorrinho, de lã, que foi outrora da mãe!

Nesta imagem, a Joana está a dormir e a fazer um biquinho irresistível :-)

sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Últimas

Ficamos tão aliviados quando soubemos que a Joana tinha almoçado na creche, creme de legumes com empadão de peixe e maçã cozida como sobremesa! Parece que terminaram os dois dias de quase jejum, em que a Bolotinha só queria beber leite e, mesmo assim, em quantidade substancialmente inferior.
À tarde fiquei com a Joana em casa, para lhe dar muitos miminhos. Comeu papa, 300 ml de leite (repartidos por dois biberons de 150ml) e ainda uma bolacha Maria.
Daqui a pouco, o jantar!

Relativamente à tosse, ela ainda persiste mas em frequência cada vez menor. Nota-se que está a ter lugar um período expulsivo de uma catadupa de expectoração...boa, filha, toca a melhorar!

Falta de apetite nas crianças

Ele não quer comer, chora à mesa e parece que não cresce.
Muitos pais preocupam-se quando os filhos não estão a comer naquilo que eles consideram ser em condições, mas nem sempre aprofundam o porquê dessa situação. As preocupações vão para o facto da pouca quantidade de comida ingerida, para os seus gostos e para o relativo pouco desenvolvimento da criança.
Mas a redução do apetite é algo comum aos mais novos. Entre o 1º e o 3º ano de idade, a criança vai tornando-se progressivamente mais selectiva e independente sobre aquilo que deseja comer e é normal que o peso e o apetite diminuam.
E começa a preocupação dos pais que por vezes chega a tornar a mesa das refeições num autêntico campo de batalhas, com gritos, promessas e choros, o que serve apenas para enervar ambos os lados, sem que se consigam alcançar resultados concretos.
Há determinados períodos durante a vida da criança em que o apetite tem tendência para diminuir, seja na altura do nascimento dos dentes, devido a problemas emocionais com o nascimento de mais um irmão ou morte de alguém querido ou de um animal de estimação, a adaptação ao infantário ou mesmo períodos de desaceleração do crescimento.
Se a criança se recusa a comer, a única opção é retirar-lhe o prato da mesa, calmamente e deixá-la sossegada, inquirindo, depois da refeição os motivos para a falta de apetite. Levar a situação para limites do catastrófico não ajuda ninguém e só vai dar à criança mais uma arma para ela jogar quando desejar algo dos pais. A recusa em alimentar-se é a melhor maneira de chamar a atenção destes.
Muitas das vezes os problemas de anorexia dos mais novos são o resultado das atitudes erradas dos pais no que respeita à alimentação dos filhos. A sua atitude é decisiva para educar os filhos à mesa. Existem algumas regras de ouro que deve seguir para não levar o seu filho a encarar a comida como algo repugnante.
Primeiro que tudo, nunca insista para que ele coma. Se não quer mais é porque não tem vontade. Mais tarde será ela a pedir-lhe algo.
Nunca deixe petiscos que possam estragar o apetite à mão dos mais pequenos, porque eles não vão resistir.
Dizer sempre sim é errado, porque ele não vai ter limites e vai sempre abusar das guloseimas fora das refeições. O ideal são seis refeições diárias: pequeno-almoço, um lanche, o almoço, o lanche da tarde e o jantar.
Ameaçar com castigos e obrigar a criança a comer apenas vai aumentar a sua repulsa em relação à comida.
Brincar à mesa fazendo aviõezinhos e carrinhos apenas serve para os bebés. Os mais velhinhos devem aprender que a hora das refeições é algo sério e acima de tudo onde devem respeitar algumas regras de boa educação.
Não ceda se ele disser que não gosta de algo sem provar, nem substitua a refeição quando ele não gosta. É essencial comer um pouco de tudo.
E por isso tenha atenção à variedade, de forma a oferecer todos os nutrientes que a criança precisa.
Dê o exemplo: vai comer um hamburguer e quer que ele coma cenouras cozidas?
A comida é algo muito importante para as crianças e por isso é preciso uma atenção especial quer na sua confecção, para evitar problemas gástricos, quer na sua apresentação. Esta deve ser divertida e o mais variados possível. Os alimentos devem estar cortados em bocadinhos para que os possam agarrar facilmente com a colher ou com a mão. As crianças entre os 3 e os 4 anos gostam de identificar e brincar com a comida, por isso coloque de lado os caldos e molhos e opte por alimentos crocantes, como tiras de cenoura ou de outros legumes, torradas e biscoitos. Os alimentos cremosos são também uma boa opção como purés de batata ralos e pudins.
Uma alimentação saudável na infância irá ajudar o seu filho a uma vida mais saudável, onde não terá problemas de peso nem de dentição, e nada melhor que seguir a mesma dieta que ele. Mal não lhe fará e os bons exemplos vêm de cima.


Fonte: ABC do Bebé

A minha Picasso

A Bolotinha, como já tiveram oportunidade de constatar, adora colorir e pintar. No passado mês de Novembro, a cor que a salinha de 1 ano esteve a “estudar” foi o amarelo e o tema foram os animais marinhos.
Eis alguns trabalhos feitos pela Joana:


Desenho livre: uma folha de Outono


Desenho-colagem, um polvo. Os rectângulos coloridos foram colados com o auxilio da educadora



Um desenho livre


O amarelo integral, com pincel



Outro desenho livre, com as cores amarelo e cor-de-laranja

Como gosto de ter tudo organizado, comprei, quando a Joana começou a frequentar a creche, um dossier para ir arquivando os seus trabalhinhos. Um dia ela vai gostar de ver as suas obras de arte e de ler o seu percurso “escolar”.Os meus pais fizeram o mesmo comigo e quantas vezes eu não me deliciei a ver os meus desenhos, as minhas primeiras letras, os meus ditados, as minhas contas...
É aqui que eu arquivo tudo:


Como podem ver, o dossier tem uma etiqueta que eu própria fiz no computador. Não gosto das etiquetas brancas, acho-as um pouco despidas. Assim, tenho um ficheiro em Word com as medidas das etiquetas de lombadas de dossiers (grossos e finos). Conforme o destino, elaboro a etiqueta em consonância com o mesmo. A da Joana tem o nome dela a cor-de-rosa e uma imagem de ursinhos que retirei do Google. Não acham que os dossiers ficam mais alegres assim?!

quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Como estamos

Obrigada pela vossa preocupação em relação à Joana e também pelas dicas em relação a cremes para frieiras. Estou ligeiramente melhor, pelo menos já não sangro de alguns golpes bem fininhos que as frieiras provocam nos dedos. Até durmo de luvas, para manter o creme!
Em contrapartida, espero não estar com uma gripe no horizonte: dói-me o corpo todo...
Quanto à Joana, a tosse melhorou ligeiramente. Continuamos com os aerossóis e com o Rhinomer. No entanto, à tosse juntaram-se os espirros e o nariz a pingar sendo que ontem à noite atacamos logo com Brufen pois havia um prenúncio de febre.
Hoje a Joana esteve bem-disposta na creche mas não quis almoçar nem lanchar...não é algo muito habitual nela. Aliás, tal nunca aconteceu. E eu fico sempre preocupada quando ela não quer comer, se bem que tal se pode dever à constipação...consultamos a pediatra a este propósito e ela disse-nos para introduzir o Brufen (pode ser a garganta inflamada que esteja a dificultar o apetite da Joana) e para estarmos atentos às fraldinhas de chichi pois se a fralda estiver seca quando é suposto estar mais generosa, então poderemos estar perante uma infecção urinária...de qualquer modo, se este quadro se mantiver até Sábado, então teremos que ir às urgências pediátricas.Vá, meu amorzinho, toca a arrebitar, sim?Só leitinho não chega...

A recusa dos medicamentos

Chorar, cuspir e fazer uma enorme birra é a forma de muitas crianças dizerem que não a um determinado medicamento. Mas com um pouco de paciência tudo se resolve.
Uma criança doente aceita facilmente os medicamentos e tratamentos a que tem de ser sujeita. Mas à medida que fica melhor, já não encara tão bem aquele xarope de gosto detestável ou o comprimido desfeito.
E quando ele não quer tomar o medicamento, faz caretas e cospe mesmo tudo o que lhe quer dar? Todos os pais já se defrontaram com este tipo de atitude dos seus filhos e muitas vezes o que resulta é a total exasperação de ambas as partes. A única forma de suplantar isto é com uma boa dose de firmeza aliada a alguns artifícios para poder tratar o pequeno paciente.
A firmeza começa quando o faz entender que o medicamento é mesmo preciso ser tomado e nem birras nem os gritos lhe vão fazer esquecer ou deixar passar a hora. À partida ele fica a saber que a batalha está meio perdida. Mas os choros e os gritos continuam e parece que ele tem as suas ideias muito próprias sobre o assunto. Estes pequenos sabem que com uma boa insistência os pais acabam por ceder.
Apresentando-lhe argumentos que a criança perceba sobre a necessidade de tomar a medicação pode fazê-la ganhar alguns pontos. Saber que não pode passear, receber amigos ou comer gelados enquanto está doente pode fazê-la pensar duas vezes antes de recusar a cura. Uma história acerca do corpo com soldados bons e maus vai levar a criança a aceitar mais facilmente os medicamentos, ao mesmo tempo que a distrai.
Nunca lhe diga que pode morrer ou invente histórias mórbidas sobre outros meninos que não tomaram o medicamento, porque isso apenas vai assustar ainda mais a criança em relação à própria doença.
Alguma imaginação também é necessária na hora do remédio e cabe-lhe a si torná-la divertida, quer com um pequeno presente ou com um momento mais divertido. Fingir que o brinquedo preferido também o toma e que não gosta mas faz um esforço, pode levar a criança a aceitar. Outra hipótese é desenhar um parque ou um quadro onde a criança irá colocar pequenos bonecos por cada dose de medicamento tomada.
Consoante a idade existem alguns truques que podem facilitar a tarefa. Dos 0 ao 1 ano, a maior parte dos medicamentos apresentam-se sob a forma de xarope, pelo que todo o cuidado é pouco se não deseja ver o líquido espalhado sobre a sua melhor blusa. Não dê o xarope depois da refeição, porque o bebé pode agoniar-se e vomitar.
O melhor é dar a dose à criança através de uma seringa (sem agulha, é óbvio), posicionando-a directamente na boca, no sentido da bochecha e apontando para os últimos dentes, uma zona menos sensível ao gosto amargo e que impede que a criança cuspa ou se engasgue. Pode também optar por uma colher doseadora, encostando a ponta da colher ao lábio inferior, inclinando-a ligeiramente e deixando que o xarope escorregue aos poucos.
Pode também combinar a medicação com uma bebida adocicada como sumos de frutas ou iogurtes líquidos, mas tenha atenção à temperatura do líquido que deve ser igual à do medicamento.
Para crianças até aos cinco anos, quando a rejeição é mais enérgica a sua conduta tem de ser um pouco diferente: no caso de comprimidos, esmague-os e misture com um pouco de doce ou água com açúcar. Sugira que a criança aperte o nariz enquanto toma o remédio para diminuir a percepção do sabor. A seguir à colherada de xarope dê-lhe um copo do sumo preferido ou um copo com água para tirar o gosto amargo. Alguns xaropes alteram o sabor se aquecidos ou congelados, algo que nunca deve fazer, pois vai estar a tirar eficácia ao medicamento.
Tenha em atenção que as doses devem ser sempre correctamente administradas, porque uma dose maior pode causar uma intoxicação e uma menor pode atrasar o tratamento e causar um agravamento da doença. E como viu, com um pouco de paciência pode tornar a hora do remédio num momento agradável e acabar de vez com as birras e guerras.


Fonte: ABC do Bebé

Na cozinha

“-Filha, tens tempo para essas coisas!”

Foi o que eu lhe disse há dias quando a Joana saltitava do botão de programas da máquina da roupa para o botão de inicio da lavagem da máquina de lavar a loiça.
Na cozinha, a Joana começou por prestar atenção ao tambor da máquina da roupa, sempre que esta estava ligada. Penso que achava piada à roupa a girar lá dentro. Agora a sua perdição são os botões. Então se fizerem ruído e forem luminosos não há estímulo que a faça arredar pé das máquinas que se encontram uma ao lado da outra.

“Di!” de cada vez que toca num botão, outro “Di!” para o botão vizinho.



“-Olhem que eu estou a supervisionar o vosso trabalho!”, poderá muito bem a Bolotinha pensar enquanto vai saltitando entre as máquinas :-)


Sobre a noite

A Joana passou-a melhor, felizmente. Ainda tossiu um pouco, é certo, mesmo com a cabeceira da cama levantada. Acordou bem-disposta e com apetite.

Vamos ver como corre o dia...

quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Aflita...

...é como eu estou das minhas mãos, crivadas de frieiras...nem mesmo com luvas as minhas mãos escaparam a esta tendência que, durante a maioria dos Invernos, me "visita". Já fui comprar um bálsamo para colocar, espero que o seu efeito seja imediato.
Entretanto, a minha Bolotinha não está melhor da tosse. Acabou de adormecer a muito custo, com uma tosse que por vezes trás consigo algum resticio de leite, sopa ou papa. Hoje nem quis jantar e, quanto ao leite, apenas bebeu cerca de 80ml...continuamos com o Oxolamina, mas depois de consultar a pediatra, optamos por não o diluir no leite mas sim dá-lo através de uma seringa de plástico. A Joana não gosta nem um pouco de tomar medicamentos. Já tentamos de toda a maneira e feitio, excepto introduzir a seringa num dos extremos da boca. Segundo a pediatra, tal irá evitar que a maior parte do medicamento venha parar cá fora outra vez. Continuamos igualmente com os aerossóis e com o Rhinomer.Caso a Joana manifeste alguma pieira, dificuldade em respirar ou covinhas na caixa pulmonar, teremos que rumar ao hospital. Até agora, nada destes sintomas mais radicais. Que se mantenham bem longe, ouviram?

Regras em crise

É urgente que os pais compreendam que ao imporem disciplina desde cedo estão a promover o autocontrolo dos filhos e a ajudá-los a serem capazes de estabelecer os seus próprios limites.


A elevada frequência com que me tenho confrontado com afirmações semelhantes a esta, tem-me deixado verdadeiramente preocupada. Os pais que fazem afirmações deste tipo têm geralmente filhos problemáticos, sendo frequentemente chamados à escola porque estes não cumprem regras nem respeitam os adultos. Em termos educativos, entramos na onda do dar muito, mas exigir pouco. Muitos dos nossos alunos sabem que o mau comportamento não será penalizado, nem na escola, que infelizmente tem poucos meios para impor autoridade, nem em casa. Depois de dois ou três dias em que o castigo vigora, o coração do pai ou da mãe amolece e, portanto, rapidamente se reconquista tudo o que se perdeu na sequência dos maus comportamentos na escola. Como não há consistência em termos educativos, rapidamente a criança/o jovem volta a apresentar distúrbios de comportamento, porque afinal os castigos, se existirem, são de tão curta duração que a/o leva a aprender que "o crime verdadeiramente compensa". Não é difícil um jovem pensar "Para que é que vou mudar de atitude, se mesmo sendo arrogante e mal-educado poderei usufruir de telemóvel, televisão no quarto e de todas as outras mordomias que felizmente tenho sempre ao meu alcance?". O meu contacto frequente com alunos não me deixa qualquer dúvida relativamente à veracidade da teoria apresentada. Recentemente, devido ao comportamento disruptivo de um grupo de alunos que frequentam um CEF (Curso de Educação e Formação), dizia uma aluna: "Eu estou a esforçar-me por melhorar o meu comportamento, porque a minha mãe me tirou o telemóvel e as saídas com as minhas amigas. Só poderei voltar a ganhar isto, se o meu comportamento melhorar." Outro aluno, cujo pai fora também alertado para a importância de aplicar algumas penalizações em consequência do seu mau comportamento, dizia arrogantemente: "O meu pai não me tirou nada."Quando estes jovens são encaminhados para o Serviço de Psicologia e Orientação, procuro que os pais compreendam que os filhos não sofrem de nenhum problema psicológico e o processo de mudança passa pelo estabelecimento de regras e limites por parte da família. Ora este processo esbarra de imediato com muitas dificuldades, pois o trabalho que os pais deveriam iniciar nos primeiros anos de vida começa apenas na adolescência, quando a omnipotência e tirania dos jovens já é reinante. Nos primeiros seis anos de vida, a interiorização das regras e a tomada de consciência dos limites são mais fáceis de integrar.É de sublinhar que alguns destes pais nunca impuseram limites, por considerarem que os comportamentos disfuncionais dos filhos seriam o resultado deste ou daquele problema familiar e não o fruto da inexistência de autoridade; outros, porque dizer "não" e manter o "não" dá muito mais trabalho que dizer "sim". Contrariamente ao que estes pais supõem, no fundo, as crianças gostam de ouvir "não", uma vez que este significa que há alguém acima delas que as ajuda a resolver o que não conseguem resolver sozinhas, e que toma conta delas, protegendo-as contra eventuais riscos.Usando as palavras do Dr. Daniel Sampaio: "É preciso afirmar, sem subterfúgios, que não se pode educar sem autoridade, quer no contexto da família quer no ambiente da escola. Há temas que não são negociáveis na interacção com os filhos: o respeito pelos mais velhos, a proibição da linguagem obscena, o cumprimento dos horários, a obrigatoriedade de trabalhar ou estudar, a manutenção dos limites da privacidade geracional, a necessidade de cumprir em conjunto os rituais familiares (festas significativas, datas de habitual festejo, férias da família), entre outros."*É portanto urgente que os pais compreendam que ao imporem disciplina desde cedo estão a promover o autocontrolo dos filhos e a ajudá-los a serem capazes de estabelecer os seus próprios limites.

Por: Adriana Campos (Psicóloga)
Fonte: Noticias Magazine

Descobrindo as gavetas e afins

A Joana começa a manifestar um interesse crescente por abrir gavetas e portas dos guarda-fatos. No entanto, a sua curiosidade vai, por completo, para as roupas, chegando mesmo a querer vestir-se, colocando peças de roupa pelo pescoço! Noutro dia, apanhou uma blusa minha. Eu deixei-a explorar à vontade, divertida a observá-la à porta do quarto. Depois de a examinar (vira de um lado, vira do outro), pega nela com ambas as mãos e coloca-a sobre os ombros. De seguida, deu uma voltinha sobre si mesma para atacar novamente o recheio da gaveta mais baixa da cómoda.
Quando de pé e depois de “vestir” uma peça de roupa, a Joana também costuma bater com os pés no chão, bem depressa e solta um “Ah-ah!” como quem diz: “Ena, isto é bem giro, mãe!”
Aqui estão algumas imagens da Bolotinha em plena fase de descoberta:




Roupa misturada com um par de sapatos. Inclusivamente, a Joana já colocou o seu pé dentro de um sapato meu, raso. Penso que só o vez uma ou duas vezes até hoje. Vai ser pouco vaidosa, vai!


Uma blusa minha sobre os ombros. Nesta fotografia, a Joana queria sair do quarto com a sua “fatiota” nova!



De pé, depois de bater com os pés no chão. Podem ver um pedacinho da minha blusa que pende sobre os ombros da Joana.



Com uma camisola minha, já está a ver o que pode tirar a seguir da gaveta...

terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Recordações

Há pouco fui à minha caixa de correio electrónico e encontrei um email da Reitoria da Universidade do Porto. Como já tive oportunidade de vos contar, sou natural do Porto e tirei nesta cidade a minha licenciatura. Enquanto ex-aluna, recebo todos os meses um email do Gabinete do Antigo Estudante da Universidade do Porto, mas este foi de todo o que mais surpreendeu, a todos os níveis.
Começava ele assim:


“Diz a sabedoria popular que recordar é viver duas vezes. Assim, o Gabinete do Antigo Estudante UPORTO está a constituir um arquivo de memórias dos Antigos Estudantes UPORTO. Veja as fotografias e os textos académicos já recolhidos.”

Abri os ficheiros com curiosidade. Pela primeira vez constatei que um email pode vir acompanhado de autênticas relíquias. Com efeito, vi fotografias de estudantes universitários de diferentes décadas, de diferentes licenciaturas, pertencentes a edifícios que já não existem ou que foram restaurados. Recortes de uma cidade de há muitos, muitos anos. Como nunca a conheci.
A fotografia mais antiga data de 1897 e retrata um grupo de estudantes na altura conhecido como “A estudantina académica do Porto”. Fotografias a preto-e-branco, a sépia, a cores. Fotografias de vidas repletas de sonhos, de projectos. Fotografias onde se respira a amizade. Fantástico!
O email terminava com um apelo de envio de fotografias e/ou relatos da minha licenciatura. Vou recolher o máximo de informação possível. Porque quero integrar um álbum fotográfico/digital que irá percorrer muitas gerações vindouras. Porque é importante perpetuarmos memórias!

Aqui em casa...

...já é Natal!
Ontem montámos a nossa árvore de Natal, a mesma que nos acompanha há três anos. O pai fixou o tripé, compôs os ramos e eu dediquei-me à decoração, enquanto a Joana brincava no tapete de actividades, entretida com o pai. De vez em quando olhava para mim, depois para a árvore, como quem pergunta: “O que é que estás a fazer?”. Quando os olhos dela recaiam sobre uma bola, a Bolotinha esticava com convicção o braço e dizia algo parecido com: “Bei-ma...qié? ba-ba, qié-cá, abaibedidi, ei-i, bo-dabo, abodeibibi...!” Entendido?! Dei-lhe uma bola dourada e um tambor vermelho para a mão. À bola não achou grande piada, já ao tambor, uma vez dado já fazia parte da sua colecção de brinquedos!
Por si, a Joana não se aproxima da árvore de Natal. Pelo menos para já. Mas ao colo quer abraçá-la, o que requer uma logística especial pois já conseguiu tirar dos ramos algumas bolas, com uma rapidez que parece estudada!
Aqui ficam alguns recortes da nossa árvore de Natal:




Aproveitando igualmente o fim-de-semana prolongado, dediquei-me nas minhas poucas horas livres, à construção de algumas decorações natalícias, nomeadamente Pais-Natal, pinheirinhos e bonecos de neve, que pendurei pela casa. Ficou muito, muito giro!
Vou mostrar-vos, passo a passo, como fiz as decorações.
Em primeiro lugar, deverão reunir o seguinte material:
- Cartolinas (vermelha e verde). Podem também comprar um caderno com folhas de cartolina, tamanho A4;
- Papel cavalinho;
- Um caderno de papel de lustro;
- Fitas para embrulhos;
- Duas esferográficas, uma prateada, outra dourada (usei as da Uniball);
- Uma régua, uma tesoura, um tubo de cola e fita-cola;
- Marcadores;
- Pedaços de tecido que já não usem;
- Algodão.

Assim, começamos por marcar cada folha de cartolina, com o formato de quatro folhas tamanho A4:



Cortamos as folhas:


Com cada folha, fazemos um barquinho e recortamos a base:


Recortada a base, fazemos um cone da folha de cartolina:


Eis a família de cones:

Vamos fazer agora o Pai-Natal. Pegamos num pompom de algodão e colamos no topo do cone:


Passamos para as pernocas do Pai-Natal. Em papel cavalinho, desenhamo-las (comprimento aproximado de 14cm para 1cm de largura, sensivelmente) e colorimos ao nosso gosto, colando-as depois no cone:


E agora vamos enfeitar o Pai-Natal:


Recortamos uma tira de papel de lustro de cor preta para o cinto. Podemos criar um relevo de outra cor, neste caso eu optei pelo amarelo. Desenhamos as sobrancelhas com um marcador. Recortamos os olhos de uma folha de papel de lustro. Criamos dois quadrados de cores contrastantes para o nariz e boca, terminando com uma barbinha de algodão.
Aqui está o resultado final do primeiro Pai-Natal:



E aqui os Pais-Natal:


Como podem verificar, mudei a cor do relevo do cinto, a cor dos olhos, o formato da barbita e também as sobrancelhas.
Feitos os Pais-Natal, passei para os pinheirinhos.
Começamos por desenhar, recortar e colorir uma estrela, que colamos no topo do cone:


Recortamos fitas de embrulho que irão tornear os pinheirinhos:


Eu optei por, para cada pinheiro, fazer uma decoração distinta.
Assim, um foi banhado por bolinhas multicolores feitas de papel de lustro; outro foi colorido por corações que fiz em Word; outro ainda por bandeiras de diferentes países e por último, houve um pinheirinho decorado com Joaninhas (imagens retiradas do Google):


Depois da decoração colada, toca a colocar a fita em torno dos pinheiros e eis o resultado final:

Por último, os bonecos de neve.
Seguimos o mesmo método do Pai-Natal e do pinheirinho, desta feita com papel cavalinho. Em papel de lustro, desenhei um chapéu, bem como o nariz, os olhos e a boca. Peguei em tiras de tecido velho e enrolei-as em torno dos bonecos, para concretizar o efeito de cachecol. Eis o resultado final:


Por último, podemos aproveitar as tiras de cartolina que sobraram, colando imagens alusivas à quadra natalícia. Podemos colocar essas imagens junto ao muda-fraldas, no móbile musical da caminha, no tampo da cadeirinha de refeições, etc.

A Joana adorou ver os Pais-Natais pendurados à porta dos quartos!
Temos um boneco de neve na porta da cozinha, que a Joana prontamente quis apanhar (e conseguiu!) e os pinheirinhos estão pendurados pela sala. Aliás, podem pendurar a decoração natalícia, fazendo para o efeito um furinho em cada lado do cone com um alfinete de ama. Passam um fio através dos furinhos, dão um nó e penduram onde desejarem.


É Natal, é Natal...!

segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Chegaram as bronquiolites...

As bronquiolites atingem os lactentes de menos de 2 anos de idade e são, na maior parte das vezes, causadas pelo vírus respiratório Sincicial ou VRS. Tudo começa com uma constipação banal, acompanhada de febre.


Todos os anos, com o início do Inverno, os casos de bronquiolite provocam a invasão dos serviços de urgência de Pediatria dos hospitais.De facto, esta infecção vírica dos brônquios de pequeno diâmetro é muito frequente e contagiosa, atingindo cerca de um terço dos lactentes no primeiro ano de vida. O vírus transmite-se pela saliva, secreções, mãos e material contaminado. Na maior parte dos casos, a doença é benigna e cura-se facilmente em casa. Em alguns casos (menos de 5%), é necessário recorrer ao internamento.As bronquiolites atingem os lactentes com menos de 2 anos de idade e são, na maior parte das vezes, causadas pelo vírus respiratório Sincicial ou VRS. Tudo começa com uma constipação banal, acompanhada de febre. Em 20% dos casos, a infecção não se resolve espontaneamente, alastrando aos brônquios e bronquíolos e provocando um espessamento da mucosa e acumulação de secreções, que dificultam a respiração. A criança tosse, respira mais depressa, e a passagem do ar nos brônquios provoca pieira.

Que fazer perante esta constipação que degenerou?

O primeiro passo consiste em consultar o médico assistente, que fará o diagnóstico e indicará o tratamento adequado. Este consiste, essencialmente, em algumas medidas simples, como:

• Posicionamento do bebé em posição sentada;

• Desobstrução das fossas nasais com soro fisiológico;

• Fraccionamento das refeições e dar de beber frequentemente;

• Prescrição eventual de algumas sessões de cinesiterapia respiratória;

• Tratamento da febre com paracetamol;

• Tratamento com broncodilatador (medicamento utilizado na asma) poderá ajudar em alguns casos.

Em contrapartida, salvo casos específicos, não se justifica a toma de antibióticos (ineficazes contra infecções víricas), antitússicos, fluidificantes brônquicos ou outro tratamento.A infecção prolonga-se, normalmente, entre 5-10 dias, embora a tosse possa persistir, sem gravidade, durante cerca de 15 dias.Embora o internamento raramente seja necessário, recomenda-se nas crianças mais frágeis, nomeadamente, com menos de 6 semanas, com problemas de saúde ou com má tolerância à doença.Se o bebé não se alimenta, não reage normalmente ou se apresentar agravamento da dificuldade respiratória, deve-se consultar imediatamente o médico assistente. A mesma regra deve aplicar-se se o bebé vomitar, estiver com diarreia ou se a febre aumentar.Não é raro um bebé desenvolver várias bronquiolites. A partir da terceira infecção, fala-se de "asma do lactente". Mas isso não significa que este lactente será uma criança asmática. De facto, o desenvolvimento posterior de uma asma está relacionado com a existência de um terreno alérgico familiar.

Conselhos aos pais

Como tentar prevenir?

- Se um dos pais ou restantes familiares estiver constipado, evitar contactos estreitos com a criança (sobretudo se tiver menos de 3 meses);

- Se um dos filhos estiver com bronquiolite, evitar o contacto com outros lactentes;

- Lavar frequentemente as mãos.


Quais as medidas indispensáveis?

- Evitar absolutamente a exposição ao tabaco;

- Dar regularmente de beber em pequenas quantidades;

- Desobstruir as fossas nasais antes das refeições.


Por: Augusta Gonçalves, assistente de Pediatria, Hospital de São Marcos, Braga
Fonte: Educare

Encontramos!

O presente que, no passado fim-de-semana, estava esgotado!

Encontramo-lo na Chicco do Oeiras Park :-)

A Joana adorou ver os pinheirinhos e bolas de Natal pendurados, apontava para uma, depois para outra, lançava um "Di!" e os olhinhos brilhavam...ai a baba!

Huuum...queijinho!

No passado Sábado, a Joana comeu, pela primeira vez, queijo e, depois de umas caretas que denunciavam um "Mas o que é isto?!Agrh!", acabou por se deliciar com ele.

Optei por comprar meio quarto do queijo "Terra Nostra" (em termos de queijos e manteigas prefiro os provenientes dos Açores) para o efeito.

Queijinho, estás aprovado!




Hum, e que tal pão com queijo?!