domingo, 31 de Agosto de 2008

½ gema de ovo

Ontem ao almoço a Joana comeu, pela primeira vez, meia gema de ovo na sua sopinha e adorou!

Será que vem aí ratinho?!

Esta manhã o pai passou o dedo indicador pela gengiva inferior da Joana e notou um altinho aguçado e rugoso bem no centro da gengiva. Acabara eu de tomar banho quando ele me diz, com a Joana ao colo: “Acho que vais ter uma surpresa!”. Posteriormente, estava eu a vestir a Bolotinha quando ela, a meio, se ri com as minhas caretas. Aproveitei a ocasião e inspeccionei a gengiva dela com o dedo: confirmei a sensação do pai! Ainda não consegui ver o ratinho mas penso que, desta vez, vamos ter “visitas” nas gengivas da Joana :-)

Peso de bebés pode determinar saúde cardíaca

Investigadores britânicos dizem ter encontrado a primeira prova de que crianças que tinham peso baixo ao nascer já apresentavam alterações específicas no funcionamento do coração e dos vasos sanguineos na infância.O estudo dos cientistas da Universidade de Southampton pode ajudar a explicar a razão dos bebés que nascem com pouco peso terem mais probabilidade de desenvolver doenças cardíacas na idade adulta.Os Investigadores analisaram 140 crianças, com idades entre os 8 e os 9 anos, que passaram por testes psicológicos envolvendo situações de stress. As crianças eram bebés saudáveis e estavam dentro da média de peso normal ao nascerem.Todos tiveram que participar numa tarefa em que tinham que falar em público, contando uma história. Em seguida, tinham que fazer contas mentais.Durante estas tarefas, o desempenho do coração e do sistema circulatório das crianças foi registado com a ajuda de sensores eléctricos.Nos meninos descobriu-se que quanto mais baixo era o peso no nascimento, dentro da média normal, maior era a probabilidade de terem resistência vascular - a resistência ao fluxo que precisa ser superada para empurrar o sangue pelo sistema circulatório - e pressão sanguinea mais alta, particularmente depois de 25 ou 30 minutos depois do início do teste.No teste as meninas não apresentaram o mesmo resultado.As meninas que eram menores ao nascerem não demonstraram uma resposta específica ao stress.De uma forma consistente, sob stress ou não, elas mostraram provas de maior actividade no sistema nervoso simpático, a parte do sistema nervoso que controla acções involuntárias e fica mais activa em situações de stress, contribuindo para uma resposta do tipo 'lutar ou fugir'".Esta é a primeira prova da relação entre tamanho no nascimento e o funcionamento do coração e vasos sanguineos na infância.As diferenças entre os sexos são impressionantes e podem levar à melhor compreensão da razão de homens e mulheres desenvolverem pressão alta e doenças vasculares ou cardíacas em épocas diferentes de suas vidas.As descobertas do estudo podem juntar-se às crescentes provas que sugerem que a forma que o coração e os vasos sanguineos funcionam em situações de stress revelam características pessoais associadas a maior risco de hipertensão e doenças do coração ou dos vasos sanguineos.O cientista afirmou que, ao destacar estas mudanças cardíacas e circulatórias na criança em desenvolvimento, eles poderão, no futuro, desenvolver intervenções que visam as origens das doenças cardíacas e circulatórias.

Fonte: ABC do Bebé

sábado, 30 de Agosto de 2008

Consulta de revisão

Na passada quinta-feira ao fim do dia, a Joana teve uma consulta de revisão de pediatria relacionada com os episódios de vómitos que conduziram ao seu internamento durante 3 dias, em finais de Julho.
Na sala de espera do HCD estávamos apenas nós, sendo que a Bolotinha se entreteve a brincar numa das mesas e a caminhar pelos quatro cantos da sala, soltando os seus gritinhos de satisfação.
Antes da consulta, a Joana foi pesada (9035grs) e medida (Perímetro cefálico: 46; Comprimento: 73,5cm).
Na consulta propriamente dita, e como sempre sucede, a Joana não gostou de ser auscultada. Para que a conseguíssemos distrair tivemos que nos dirigir até à janela para ver a paisagem, pegando o pai numa boneca para fazer um pequenino teatro a solo!
A pediatra apalpou igualmente a zona abdominal, viu-lhe a garganta e os ouvidos e disse-nos que ela estava excelente.Aproveitamos esta consulta de revisão para debatermos igualmente a constipação que a Joana teve; de facto, persiste uma tosse, pouca, sendo que a pediatra nos aconselhou a continuar a fazer aerossóis. A tosse que a Joana agora apresenta não tem nada a ver com a tosse que ela tinha durante a constipação, uma tosse com bastante expectoração que, à noite, piorava. Nessa altura, para além de fazermos aerossóis, levantamos a cabeceira da cama. Neste momento, a tosse dela está quase a desaparecer mas ainda se manifesta aqui e ali. Como a Bolotinha não gosta da máscara de aerossóis, mesmo à distância, optamos por lhe fazer quando ela está a dormir, o que produz um óptimo resultado!

Refeições nos jardins-de-infância

Entre os 3 e os 7 anos, a alimentação influencia o amadurecimento físico, psicológico e social. O equilíbrio nutricional das refeições e os cuidados de higiene na conservação e preparação dos alimentos são, por isso, essenciais nos jardins-de-infância.


Instalações e utensílios sujos

A higiene dos utensílios e das instalações das cantinas de alguns jardins-de-infância deixa muito a desejar: contentores de lixo sujos e destapados, portas, paredes, tecto, pavimento e armazéns num estado de sujidade inaceitável, má limpeza e conservação dos equipamentos de exaustão e ventilação. A colocação de redes de protecção nas janelas e nas portas de acesso ao exterior, que evitam a entrada de insectos, é esquecida ou desconhecida por alguns estabelecimentos. Por vezes, o chão é de material derrapante e não tem o desnível adequado para escoar a água e outros líquidos. Por fim, nem sempre as lâmpadas têm protecção no caso de quebra. Lavatórios sem água quente nem escova de unhas e utilização de toalhas de pano foram lacunas encontradas. Assim como, a inexistência de um plano de limpeza e de desinfecção das superfícies e dos utensílios, limpeza insuficiente dos equipamentos e utilização de panos com aspecto sujo. Para que os objectos dos funcionários não sejam uma fonte de contaminação, é essencial um vestiário com cacifos. Os sanitários, separados por sexos, são também um equipamento a não dispensar. Outras situações merecem críticas: a higiene inaceitável do acto que envolve a colocação da comida nos pratos, devido à forte possibilidade de contaminação dos alimentos, a substituição do óleo de fritura apenas quando já tem um aspecto queimado, a não verificação das temperaturas dos produtos refrigerados e congelados na altura da recepção e a ausência de termómetros para medir as temperaturas das câmaras de refrigeração e congelação.

Alimentos manipulados sem higiene

A segurança dos géneros alimentícios encontra-se “nas mãos” dos funcionários que com eles lidam. O perigo de contaminar os alimentos é real: os microrganismos (S. aureus) e coliformes, sintomáticos de pouco cuidado com a lavagem das mãos. A presença de outros microrganismos prova que não se faz uma limpeza adequada aos utensílios, em particular nos pratos, colheres, garfos e frigoríficos, onde se conservam alimentos em geral. Os surtos de intoxicações alimentares, que, por vezes, surgem em lares, escolas ou jardins-de-infância, estão relacionados com o desconhecimento ou a não aplicação de regras básicas de higiene. As saladas, por exemplo, nem sempre são lavadas e desinfectadas de modo adequado. A conservação a uma temperatura de refrigeração adequada, para dificultar a proliferação de microrganismos, também é descurada.

Ementas mais saudáveis

Há que fazer um esforço para tornar as ementas mais saudáveis: reduzir as batatas fritas, utilizar os fritos correctamente e recorrer menos aos doces. O excesso de carnes vermelhas e o défice de peixe, de leguminosas na sopa e de legumes no prato, são opções a ser melhoradas. Uma criança entre os 3 e os 7 anos precisa, em média, de 1400 kcal por dia. Um almoço deve conter entre 350 e 400 kcal. O prato principal não deverá exceder 230 ou 290 gramas: 80 ou 100 de carne ou peixe; 70-90 de batata, arroz, massa ou leguminosas; e 80-100 de legumes crus ou confeccionados. O recomendado para a sopa de legumes oscila entre os 150 e os 200 gramas (cerca de 2 conchas).Algumas refeições têm excesso de sal, chegando quase aos 6 gramas diários, teor máximo recomendado. Certas refeições são muito gordurosas e com teores muito baixos de fibra.

Fonte: Deco

Cinco valores

A Teresa (http://blogicament.blogspot.com) endereçou-nos um desafio interessante e que consiste em enumerarmos cinco valores que pretendemos transmitir à Joana.
Assim, os primeiros cinco valores que consideramos imprescindíveis na educação da Bolotinha são:

- Integridade
- Humildade
- Perseverança nos seus projectos e objectivos de vida
- Amizade e amor ao próximo
- Bondade

Quem é que aceita este desafio?!

sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Como escolher uma boa mochila escolar?

Uma boa mochila


- Quando for comprar a mochila, leve a criança consigo, para que esta possa experimentá-la. Certifique-se de que o tamanho é adequado para a estatura da criança e que não é demasiado pesada (quando vazia, a mochila não deve pesar mais de meio quilo).
- O seu filho vai certamente insistir para escolher uma mochila com cores bonitas e com os seus heróis favoritos estampados. Mas o importante é escolher um modelo confortável.
- Escolha um modelo “anatómico”, com alças e costas acolchoadas. É importante que se adapte bem às costas da criança.
- As alças devem ter, pelo menos, 4 centímetros de largura na zona dos ombros, e não devem estar muito juntas, para evitar que rocem no pescoço da criança, nem muito afastadas, para não caírem dos ombros. Alem disso, as alças devem ser reguláveis, para ajustar bem a mochila às costas da criança.
- Os bolsos e compartimentos são práticos, pois permitem organizar melhor o material escolar.
- Um cinto regulável ao nível da cintura é útil, pois evita que a mochila oscile, além de ajudar a repartir o peso entre os ombros e a zona lombar.
- As fivelas devem ser práticas e resistentes.
- Se optar por uma mochila com rodas, assegure-se de que estas rodam bem e escolha um modelo com pega regulável, para que se adapte à estatura da criança (não deverá dobrar o braço ao puxar a mochila).


Carregar e transportar correctamente

- Verifique, com o seu filho, que apenas leva na mochila coisas de que vai realmente precisar.
- Pese a mochila do seu filho, com o material necessário para ir à escola. Não deverá pesar mais de 10% do peso corporal (ou seja, se a criança pesa 30 quilos, não deverá carregar uma mochila com mais de 3 quilos). Se o peso da mochila for superior, não é aconselhável que a carregue às costas. Nesse caso, opte por uma mochila com rodas.
- Ao arrumar o material na mochila, coloque os objectos mais pesados e volumosos (geralmente, os livros) na vertical, o mais próximo possível das costas.
- O peso deve estar bem repartido, colocando as alças da mochila nos dois ombros. Para poupar as costas, nunca se deve levar a mochila pela mão ou num só ombro (como tantas crianças fazem).
- Ajuste as alças para que a mochila fique sempre acima das ancas.
- Se optou por uma mochila com rodas, escolha um modelo com pega regulável, para que se adapte à estatura da criança (não deverá dobrar o braço ao puxar a mochila).


Bons hábitos

- É importante ensinar as crianças a manterem-se direitas nas aulas, com a coluna vertebral bem encostada às costas do assento. Deverá aproximar a cadeira da mesa, para que não tenha de se inclinar demasiado.
Quando a criança está a estudar, também não se deve inclinar para ler. É, por isso, necessário ter cuidado com a distância entre a cadeira e a mesa. Para prevenir posturas incorrectas e eventuais dores nas costas, o ideal é colocar o livro sobre um suporte, para ficar na vertical.

Fonte: Deco

Fraldas Pingo Doce

Seguindo a satisfação de algumas mamãs com as fraldas Pingo Doce, decidi, também eu, experimentar. Comprei um pack de 76 fraldas por €10 mas, infelizmente, a pele da Joana rejeitou estas fraldas: coloquei uma fralda nova durante a manhã e ao fim da tarde a Joana começava a apresentar sinais de assadura. Não sei se se trataria de alguma reacção a algum componente da fralda ou à sua capacidade de absorção (que, sinceramente, me pareceu semelhante às fraldas Dodot e Huggies), mas o que é certo é que tive que ir comprar um pack de fraldas Dodot, sendo que os sinais de assadura foram desaparecendo, felizmente...

quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Como escolher uma creche: alguns artigos-guia III

3. Escala ITERS-R (Infant Toddler Environment Rating Scale-Revised)

Itens de avaliação organizados em 7 categorias:

Space and Furnishings
1. Indoor space
2. Furniture for routine care and
3. Provision for relaxation and comfort
4. Room arrangement
5. Display for children
Personal Care Routines

6. Greeting/departing
7. Meals/snacks
8. Nap
9. Diapering/toileting
10. Health practices
11. Safety practices
Listening and Talking

12. Helping children understand language
13. Helping children use language
14. Using books
Activities

15. Fine motor
16. Active physical play
17. Art
18. Music and movement
19. Blocks
20. Dramatic play
21. Sand and water play
22. Nature/science
23. Use of TV, video, and/or computer
24. Promoting acceptance of diversity
Interaction

25. Supervision of play and learning
26. Peer interaction
27. Staff-child interaction
28. Discipline
Program Structure

29. Schedule
30. Free play
31. Group play activities
32. Provisions for children with disabilities
Parents and Staff

33. Provisions for parents
34. Provisions for personal needs of staff
35. Provisions for professional needs of staff
36. Staff interaction and cooperation
37. Staff continuity
38. Supervision and evaluation of staff
39. Opportunities for professional growth

Como escolher uma creche: alguns artigos-guia II

2. Fonte: Sapo Bebé

Recolher impressões de outros pais é um bom ponto de partida para fazer uma lista de estabelecimentos a visitar. Se possível, leve o seu filho consigo. Conversar com a direcção e com a educadora que, em princípio, ficará com a criança, é fundamental. Caso lhe dificultem o acesso a diferentes espaços, exclua essa escola. É importante sentir-se confiante com a selecção da creche ou jardim-de-infância e assegurar-se de que as crianças passam o dia num ambiente saudável e equilibrado.

Na creche

Para um melhor crescimento da criança, e a rotina diária não seja passada entre quatro paredes, a concepção de espaços diferenciados é fundamental. A creche, para crianças entre os 4 meses e os 3 anos, deve ter uma copa de leites e salas distintas, equipadas de acordo com a idade. O berçário, com o máximo de 8 bebés, inclui a sala de berços e a sala-parque. Duas salas de actividades são o mínimo exigível numa creche. Boas condições de higiene e de segurança, além de adequada iluminação e ventilação, são critérios a verificar e a não descurar. As instalações sanitárias da creche diferem das do jardim-de-infância, o que está associado à transição do bacio para a sanita. Alguns chuveiros de água quente e fria são essenciais. Para evitar choques entre crianças em fases distintas de desenvolvimento físico, o espaço exterior da creche diferencia-se do concebido para o jardim-de-infância. Em ambos, o equipamento (baloiços, escorregas, etc.), bem concebido e conservado, deve estar montado sobre areia ou gravilha fina, e não sobre cimento, ladrilho ou piso empedrado. A zona circundante pode ser de terra batida ou relva. Uma horta é um extra importante.

No jardim-de-infância

Cada sala, dividida por grupo etário (entre 3 e 6 anos), só pode ter entre 20 e 25 crianças. Caso haja um grupo homogéneo de 3 anos, só pode ter 15 crianças. Nesta idade, é também essencial que as opções ao nível do equipamento recreativo e pedagógico sejam bastante variadas, com boas condições de higiene e segurança. As casas de banho devem ter lavatórios e sanitas em número suficiente, papel higiénico, sabonete e toalhas ao alcance das crianças.

Áreas comuns interiores

Na falta de espaço exterior coberto, a sala polivalente pode substituí-lo, estando apta para várias actividades (ginástica, teatro, jogos, etc.). Por esse motivo, não necessita de muito equipamento. É também nesta sala que as crianças mais pequenas podem dormir a sesta. A sala de refeições é imprescindível. A cozinha, onde a higiene é crucial, deve estar bem equipada.

Como escolher uma creche: alguns artigos-guia I

1. Fonte: Pais&Filhos

Como escolher?



Escolher uma creche não é uma tarefa fácil. Afinal, de que necessita uma criança tão pequena? Gabriela Portugal, do departamento de Ciências da Educação, da Universidade de Aveiro, sintetiza: «Estabilidade emocional, conhecimento social e autonomia.» Estas são as prioridades do currículo da creche, «tudo o resto pode ser aprendido mais tarde.» «É fundamental investir na estimulação», assegura Teresa Sarmento, doutorada em Estudos da Criança e docente na Universidade do Minho. «Nesta fase, há aprendizagens essenciais a fazer: comer, andar, falar. Ferramentas básicas para a vida. Não se podem descurar.» Ou seja, é crucial que a creche tenha um programa educativo. «Não nos mesmos moldes como para as crianças mais velhas, mas, seguramente, com finalidades educativas.» Uma determinação que deveria decorrer da própria legislação, defende Lurdes Carvalho, do Instituto de Estudos sobre a Criança, da Universidade do Minho. «A Lei de Bases da Educação só abrange as crianças a partir dos três anos. Isto é uma erro e uma limitação. O ser humano é educável desde que nasce.» Esta particularidade coloca as creches fora da alçada do Ministério da Educação, explica Lurdes Carvalho, situação com a qual está em profundo desacordo: «O pré-escolar não é a primeira etapa educativa das crianças. Até aos três anos, elas adquirem competências essenciais. A creche tem, por isso, uma responsabilidade imensa ao nível educativo.» Não deve ser vista apenas como uma resposta social, acrescenta Lurdes Carvalho.

Exigência principal: qualidade

«Para aumentar o nível de qualidade das creches, é preciso que haja educadores a tempo inteiro nos berçários», defende Lurdes Carvalho. A lei, de facto, não obriga à permanência de um educador na sala dos bebés, essa é uma exigência que se faz apenas a partir da aquisição da marcha. Mas é um erro, diz Lurdes Carvalho. «Não está a ser oferecido aos bebés um serviço de qualidade.» Teresa Sarmento concorda: «Os bebés necessitam de profissionais formados e atentos, que saibam como se processa e estimula o desenvolvimento infantil». As docentes aconselham, por isso, os pais a perguntar sempre se o berçário tem um educador a tempo inteiro, quando visitam a creche pela primeira vez, e a questionar os responsáveis sobre a planificação diária das actividades. Depois, ao longo do ano é fundamental acompanhar o processo: «Os pais preocupam-se muito em saber se os filhos comeram bem ou se dormiram a sesta, mas é igualmente importante perguntar o que é que eles aprenderam naquele dia», alerta Lurdes Carvalho. Dessa forma, estarão a exigir qualidade. A creche deve dar à criança oportunidades de desenvolvimento efectivo, «novas sensações», não deve limitar-se a assegurar as suas necessidades básicas, reforça Lurdes Carvalho. Espaço, luz, cor e salas desarrumadas são, por isso, requisitos fundamentais de um bom infantário. «Sinais de vida» que deixam bem claro que, por ali, há crianças a crescer.

IPSS ou privada?

A reduzida taxa de cobertura nacional - 23,5 por cento entre creches e amas licenciadas pela Segurança Social - deixa a maioria dos pais com bebés sem opções quanto ao local onde colocá-los. Muitas vezes, a única solução oferecida pelas instituições é a possibilidade de inscrever o nome da criança numa (longa) lista de espera. É o que acontece a quem quiser matricular o filho numa das creches da Associação Jardins-Escola João de Deus (IPSS), onde o número de crianças a aguardar uma vaga ultrapassa as duas mil, «só em Lisboa», explicita António Ponces de Carvalho, director da instituição. A João de Deus dá prioridade aos irmãos das crianças inscritas. Conseguir uma vaga é, por isso, uma tarefa quase impossível. Sobretudo no berçário, onde o número de bebés não pode ser superior a oito. Ponces de Carvalho critica esta determinação da lei (ver caixa) e avança que o cenário poderia ser diferente: «Este rácio [oito crianças por berçário] é anacrónico.O importante é o número de funcionários e não o número absoluto de bebés. É perfeitamente possível ter mais crianças no berçário, desde que haja mais pessoal.» Segundo Ponces de Carvalho, esta seria uma forma de tornar o berçário mais rentável, «uma valência que sai muito cara», e aumentar a capacidade de resposta das instituições. Se o ouvisse, Barbara Lencastre, directora-geral da rede de colégios privados O Parque, teria motivos para concordar. Uma das creches de Lisboa abriu em Setembro do ano passado, cento e vinte vagas, e já está totalmente completa. «Nem chegámos a abrir inscrições», conta a responsável. Neste colégio, já há, inclusive, vinte crianças em lista de espera. A hipótese de conseguir um lugar é praticamente nula. Nem a mensalidade de 390 euros tem sido obstáculo ao preenchimento das vagas.

E as creches públicas?

Subsistem ainda algumas creches públicas, geridas pela Segurança Social, mas são instituições cada vez mais raras. A ideia do Governo é integrá-las na rede social e transferir a sua gestão para as IPSS. Em Lisboa, existem, pelo menos, quatro creches desta natureza. As vagas estão destinadas, prioritariamente, a crianças em risco ou provenientes de famílias carenciadas. As mensalidades são estipuladas em função dos rendimentos familiares. Há quem pague cinquenta euros, há quem não pague nada. Conseguir um lugar nestes infantários é muito mais do que uma miragem. É praticamente uma impossibilidade factual.
Nos pés das crianças

Tentarem pôr-se no lugar dos filhos é a melhor forma de escolher uma creche. Gabriela Portugal reforça a importância desta atitude: «O desafio é colocarmo-nos na perspectiva da criança e procurar perceber a sua experiência. O que é que ela necessita? O que é que é importante para ela? O que é que a entusiasma? O que é que lhe falta? O questionamento é permanente.» Atenção e respeito pelos mais novos. Lurdes Carvalho não se cansa de sublinhar a necessidade de centrar a escolha de uma creche na criança. E aconselha os pais a pensar com os sentidos quando decidirem visitar uma creche pela primeira vez. «Há coisas que não se perguntam. Sentem-se.»

Para onde devem «olhar» os pais?

Nem só de boas condições físicas vive uma creche. É preciso dar atenção a outros aspectos. Procure conhecer o contexto da creche e perceber:
· O educador tem intervenções estimulantes durante as actividades, criando novas possibilidades de brincadeira? · Há entusiasmo na sua expressão, na voz, no olhar?
· O educador coloca questões, incentivando as crianças a pensar e a descobrir o mundo?
· As crianças com dificuldades em iniciar e manter uma actividade são alvo de uma atenção especial?
· O educador participa nas brincadeiras das crianças ou mantém-se de fora do grupo?
· As crianças têm uma boa relação com os profissionais que cuidam delas? Interagem com eles e mostram-lhes aquilo que fazem?
· Há música ambiente para criar uma atmosfera tranquila?
· Existe um espaço para expor os trabalhos das crianças?
· As crianças têm possibilidade de levar alguns objectos de casa para a creche (fotografias dos pais ou dos irmãos)?
· Há respeito pela diversidade cultural?
· O educador promove actividades nas quais as crianças possam interagir agradavelmente em conjunto (um cantinho onde possam sentar-se juntas, confortavelmente, por exemplo)?
· O educador dá atenção individual às crianças?
· Elogia e apoia os trabalhos e as iniciativas das crianças?
· Os bebés (e as outras crianças) são pegados ao colo e acarinhados frequentemente?
· As crianças são incentivadas a expressar os seus sentimentos e desejos?
· O educador tem por hábito falar com os pais e contar-lhes o que os filhos fizeram durante o dia?

O que diz a lei

Localização



Afastada de zonas industriais, poluentes, ruidosas ou insalubres. As salas devem ter arejamento e iluminação naturais e aquecimento adequado.

Berçário


Destina-se a crianças dos três meses até à aquisição da marcha. Deve ter uma sala de berços e uma sala-parque, com comunicação entre si por meio de portas ou divisórias envidraçadas. A sala dos berços destina-se aos tempos de repouso das crianças e não deve exceder a capacidade máxima de oito crianças, com a área mínima de dois metros quadrados por criança. A sala-parque destina-se aos tempos activos e deve estar equipada com uma bancada com tampo almofadado e banheira incorporada.

Salas de actividades


Destinam-se ao desenvolvimento das actividades lúdicas e pedagógicas e devem ter uma área mínima de dois metros quadrados por criança. A sala para as crianças a partir da aquisição da marcha até aos 24 meses deve ter uma capacidade máxima de dez crianças. Dos 24 aos 36 meses, essa capacidade máxima deve ser de 15 crianças.

Copa de leites


Obrigatória se houver berçário. Destina-se exclusivamente à preparação de biberões e papas.


Refeitório


Deve ter uma área aproximada de 0,70 metros quadrados por criança, nunca devendo ser inferior a nove metros quadrados.

Instalações sanitárias


Devem estar equipadas com lavatórios na proporção de um para sete crianças e sanitas na proporção de uma para cinco crianças.

Equipamento e material pedagógico


As diferentes salas deverão estar equipadas com o material necessário à estimulação do desenvolvimento das crianças.

Pessoal técnico e auxiliar


A creche deve ter um director técnico com formação adequada, um educador de infância afecto a cada grupo de crianças a partir da aquisição da marcha e um auxiliar para cada grupo de 10 crianças.

Alvará


Para além destas normas, estipuladas nos Despacho Normativo 99/89, existem outras, determinadas pelo DL 133-A/97, que definem que nenhum estabelecimento pode iniciar a sua actividade sem se encontrar licenciado. Os proprietários são obrigados a afixar, em local bem visível, o alvará, o mapa de pessoal e respectivos horários, o nome do director técnico, o horário, o regulamento interno, o mapa de ementas e o preçário.

A Joana vai para a creche

É já no dia 1 que a Joana começará a sua adaptação à creche.
Foi durante o mês de Junho que escolhemos, definitivamente, a creche da Joana, com base em várias pesquisas, leituras e testemunhos de familiares e amigos. E não foi uma escolha difícil porque, logo de inicio, fomos bastante selectivos e exigentes. Assim, das 3 creches que começamos seleccionamos e visitamos quando eu ainda estava grávida, todas elas no sector privado, houve uma que correspondeu e excedeu as nossas expectativas.
Trata-se de uma creche para crianças dos 4 meses aos 3 anos de idade, situada a 5-10 minutos do meu emprego.
Soalheira, colorida, segura e situada em piso térreo, a futura creche da Joana dispõe de pessoas que aliam o seu profissionalismo (conferimos as habilitações e a experiência profissional) ao amor e respeito incondicional por bebés.
Existem várias salas: a primeira, alberga 8 bebés, com idades compreendidas entre os 4 meses e a idade de aquisição da marcha. Nesta sala estão 2 auxiliares e uma educadora. É a futura sala da Joana, muito colorida, em piso sintético, com móveis pequeninos, de esquinas redondas, soalheira, com uma panóplia infindável de brinquedos sendo que, ao longo de uma das paredes da sala, encontramos uma bancada para muda-fraldas e ainda uma espécie de banheira embutida para os casos de emergência, como por exemplo, quando o bebé vomita e tem que ser lavado. Ao lado desta sala encontra-se outra, só para as sestas e soninhos, com 8 caminhas de grades e móbiles musicais. Entre a idade de aquisição da marcha até aos 24 meses, existem duas salas, com 10 crianças cada, ao cuidado de uma educadora e duas auxiliares.
Por último, entre os 24 e os 36 meses, temos outras duas salas, cada uma com 14 crianças, ao cuidado de uma educadora e duas auxiliares.
A creche dispõe ainda de um amplo jardim, maioritariamente em piso sintético (existe uma área de construções de areia), com baloiços, tubos, casinhas, cavalinhos e outros equipamentos de recreio.
Visitamos também a cozinha, o refeitório, a salinha de preparação de biberons e papas e as casas-de-banho em miniatura. As ementas são confeccionadas e elaboradas em conjunto com uma nutricionista e os ingredientes são sempre frescos.
Cada criança tem um livrinho que vai e vém para e da creche todos os dias. Nele é registada a rotina diária da criança: o que é que ela fez, quanto tempo dormiu, se comeu bem ou não (e o que é que comeu), se esteve ou não bem-disposta, entre outros indicadores.
Em caso de dúvida, mal-estar da criança ou emergência médica, os pais são sempre contactados e, se a criança não estiver de todo bem, é imediatamente encaminhada para o HCD, acompanhada pela educadora, enquanto os pais não chegam.
Existem aulas de música, de introdução à informática e “Expressão do Movimento” (a partir do primeiro ano de vida) bem como de inglês (a partir dos 2 anos).
No valor da mensalidade estão incluídos os seguintes serviços:

- Abertura 12 meses por ano, das 08:00 às 20:00, sendo a escala de horários a seguinte:
· 08:00-09:30: recepção das crianças;
· 09:30-11:00: actividades lúdico-pedagógicas;
· 11:30-12:30: almoço;
· 12:30-15:30: higiene e sesta;
· 15:30-16:00: lanche;
· 16:00-18:00: actividades lúdico-pedagógicas;
· 18:00-20:00: recolha das crianças.

- Seguro de acidentes pessoais para todas as crianças;
- Alimentação, incluindo dietas especiais, papas, sopas e leites (são os pais que facultam as informações sobre o que pode ou não a criança comer, os seus alimentos preferidos, os alimentos que ela come menos bem, o tipo de leite, a consistência da sopa e da papa, entre outros pormenores que fazem de cada criança um ser único);
- Biberons e tetinas (novamente aqui, são os pais que dizem qual o tipo de tetina que o bebé mais gosta. No caso da Joana, por exemplo, as tetinas em silicone são rejeitadas de imediato);
- Fraldas;
- Toalhetes de limpeza e/ou compressas esterilizadas (no caso da Joana apostamos nas compressas);
- Cremes barreira, de limpeza e hidratantes (a creche trabalha preferencialmente com produtos Uriage);
- Sabonetes líquidos;
- Soro fisiológico;
- 2 bibes;
- Babetes;
- Material didáctico;
- Material lúdico-educativo;
- Expressão pelo Movimento (aulas de música);
- Introdução ao inglês;
- Introdução à informática;
- Pequeno-almoço para pais;
- Lanche para pais às quartas-feiras;
- Abertura das 20:00 às 02:00 no dia de São Valentim;
- Abertura das 11:00 às 18:00 num Sábado de Dezembro imediatamente anterior ao Natal;
- Abertura das 20:00 às 02:00 numa Sexta-feira de cada mês.

Aquando da pré-inscrição da Joana, foi-nos facultada uma cópia do regulamento interno, do projecto educativo e também um questionário exaustivo sobre a criança nas temáticas: saúde, alimentação, higiene, brincadeiras, sono, personalidade e também um campo dedicado a observações relativas à adaptação da criança à creche (“Como acha que se pode ajudar a criança na fase de adaptação à creche?”, por exemplo). Este questionário já se encontra preenchido e das cinco folhas originais, o questionário já contabiliza sete folhas porque eu decidi expandir alguns tópicos, principalmente as rotinas de sono e de alimentação da Joana, bem como a sua personalidade e preferências de brincadeiras.
Durante a fase de adaptação da Joana terei oportunidade de explicitar tudo na prática. Apesar de gostarmos imenso da creche (a Joana também gostou aquando da nossa visita!), quero que ela se sinta completamente bem, a todos os níveis. E, para isso, servirá a adaptação que vai começar na próxima segunda-feira!
Já tive a oportunidade de testar a creche da Joana de acordo com uma “check-list” publicada no portal da Deco, que recomendo vivamente a todos os pais que procuram uma creche para os seus filhos. Poderão encontrar o link em: http://www.deco.proteste.pt/direitos/educacao/como-escolher-uma-creche-ou-jardim-de-infancia-s487651/dos/487681.htm
A creche da Joana obteve o resultado máximo, o que muito nos apraz: “Trata-se, sem dúvida, de uma creche ou jardim-de-infância que cumpre todos os objectivos fundamentais e que deverá considerar na sua escolha.”
A juntar a isto, só mesmo a adaptação!

Ao fim do dia, para complementar a temática da escolha de uma creche, publicarei alguns textos e uma escala de itens que nos guiaram na nossa opção. Espero que vos possam vir a ser igualmente úteis.

quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

A cegonha faz anos!


“A cegonha cor-de-rosa” celebra hoje o seu primeiro aniversário.
Depois de descobrir o encantador mundo dos Babyblogs, em Julho do ano passado, rendi-me ao seu fascínio e resolvi dedicar um à Joana. Até então, tinha registado numa agenda temática todas as semanas de gravidez e continuei a fazê-lo até a Joana nascer. A agenda tornou-se uma aproximação de uma enciclopédia, com informações indexadas, talões de compras plastificados, cartões e fotografias. É um livro que me é muito querido e que eu desfolho algumas vezes.
No dia 25 de Agosto do ano passado decidi criar este espaço virtual. Demorei dois dias a compô-lo, a escolher cores, estilos de letras e padrões de organização. No dia 27, a meio da tarde, “A cegonha cor-de-rosa” ganha vida. Escolhi, para celebrar o seu nascimento, a minha imagem preferida da fotógrafa Anne Geddes.
E, para comemorar o primeiro aniversário deste blog, peguei na mesma fotografia e compus um selo que também é dedicado a todas vocês que nos lêem e nos acarinham.
Porque este cantinho é igualmente feito pelas nossas leitoras e pelos seus bebés, queremos hoje deixar-vos um grande beijinho e o nosso maior reconhecimento.

Obrigada!

Desenhos animados: os bons e os maus

A influência da televisão sobre as crianças existe e não deve ser desprezada.
A influência da televisão sobre as crianças tem sido motivo de diversas discussões, sobretudo desde que a televisão passou a ocupar um lugar de destaque na vida da maioria das pessoas. Os adultos devem ter em conta que essa influência existe e que ver televisão não é uma actividade neutra, sem qualquer consequência. Os pais devem reflectir sobre esta questão, procurando adequar a sua atitude perante a televisão de forma a ser o mais benéfica possível para os seus filhos. Obviamente que as crianças não podem (nem devem) ser completamente proibidas de ver televisão. No entanto, a programação a que têm acesso e o tempo que passam em frente à televisão devem ser controlados. Os pais devem saber a que programas os filhos assistem, conversar com eles acerca desses mesmos programas e discutir os assuntos mais polémicos. Se os pais acompanharem aquilo que os filhos vêem, terão mais condições para questionar a influência desses programas e identificar aqueles que poderão ir contra a formação que desejam dar aos seus filhos.


Vantagens e desvantagens da TV
É, também, muito importante, que quer pais, quer filhos, tenham noção de que a televisão não é a única distracção possível, sendo possível ocupar o seu tempo com outras actividades que permitam as relações sociais, a criatividade e as trocas afectivas. No entanto, a influência da televisão não é obrigatoriamente negativa. Com a televisão a criança aprende e desenvolve conhecimentos e vocabulário de uma forma muito mais rápida do que se não tivesse acesso à mesma.

A influência dos desenhos animados nas crianças
Em geral as crianças começam a ver desenhos animados aos 2 anos. A atenção das crianças é captada pelos efeitos luminosos e sonoros dos desenhos animados. O conteúdo do programa nem sempre é completamente acessível à criança, captando apenas parte do que vê. As sequências longas, as motivações e intenções das personagens são questões que não estão ainda acessíveis, sobretudo às crianças mais novas que não conseguem fazer deduções e compreender os significados implícitos da mensagem que é transmitida. Muitos desenhos animados envolvem cenas de agressividade sem que quem a pratica sofra consequências negativas. As crianças tendem a considerar que o mais forte será o que tem razão, sem acederem às mensagens mais subtis e sem compreenderem que determinadas acções serão mais justificadas do que outras. Há três possíveis efeitos negativos relativos à violência na televisão e, mais concretamente, nos desenhos animados:
- as crianças poderão tornar-se menos sensíveis à dor e ao sofrimento dos outros (devido à transmissão de uma visão distorcida da morte, da doença ou de ferimentos graves);
- as crianças poderão ter mais receio do mundo que as rodeia (por acreditarem que o mundo real é tão violento como o mundo a que têm acesso na televisão, adquirindo comportamentos evitativos e medo localizado ou generalizado);
- as crianças poderão ter maior tendência a assumir comportamentos agressivos e violentos (por considerarem que é uma forma de atingirem os seus fins).
Nos desenhos animados, muitas vezes a mentira resulta em consequências positivas para o mentiroso, o que transmite a mensagem de que esse será um caminho para a obtenção de algo. O facto de não haver uma punição para o mentiroso reforça ainda mais a ideia positiva da mentira. As acções são consideradas correctas ou erradas em função de quem as realiza e não em função da própria acção, o que conduz a deturpações relativas ao raciocínio e juízo moral da criança.

Estereótipos
A programação de televisão destinada a crianças tende a canalizar os seus gostos e incutir-lhes ideias comuns, massificando o público infantil. Deste modo, ao envolver questões mais imitativas do que imaginativas, não afecta apenas o seu comportamento, mas também as suas crenças e valores. Os estereótipos relativos aos papéis masculinos e femininos são um exemplo. As crianças vêem televisão e não podem filtrar ou discutir a informação que recebem, pois o seu aparelho psíquico ainda não permite uma análise profunda e uma distinção suficientemente clara entre a realidade e a fantasia. Os pais têm um papel importante na execução dessa filtragem e de uma análise crítica pelos seus filhos, permitindo-lhes o acesso a programas que podem facilitar o seu desenvolvimento psíquico e moral e eliminando programas que poderão colocar entraves a esse desenvolvimento.


Fonte: Sapo Bebé

terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Mãe-oceano

Era uma vez um pequeno regato que lavrava o seu caminho por entre campos frondosos, pintados de árvores, flores e pássaros.
Dia após dia, o pequeno regato crescia e quando começou a conhecer as casas, as pessoas e, sobretudo, o riso das crianças, fez-se rio.
Um dia o nosso regato, feito rio, conheceu um outro rio. Apaixonaram-se e começaram a namorar, trocando mensagens através das nuvens do céu e também através dos pássaros de vários tamanhos e cores. O amor que unia os dois rios ia sulcando um caminho por entre as paisagens diversas.
Até que um dia, os dois rios casaram, formando um mar cristalino, cheio de ondinhas que refrescavam o céu de espuma alva.
Passados alguns anos, estava a Primavera quase a chegar, o mar anunciou, deslumbrante, que aguardava um filho. A Mãe-Natureza brindou com o mar à sua enorme felicidade e abençoou o filho tão desejado.
Nove meses passaram até o mar, finalmente, conhecer e abraçar o filho que trouxera dentro de si. E, no momento em que o viu pela primeira vez, eis que sucedeu algo de extraordinário: o mar fez-se oceano, graças a um amor nunca antes sentido. Um amor vasto infinito, poderoso. Um amor sempre presente, vigil e dedicado. Um amor incontornável e sem igual.

Filha, hoje completas 10 meses de vida e a ti dedico esta pequena história.
Todas nós já fomos regatos, rios e mares. Percorremos caminhos, edificamos projectos e concretizamos sonhos.
Há 10 meses, o mar que eu era transformou-se em oceano. Soube-o quando te vi pela primeira vez e senti o meu olhar encher-se de um amor que sabia nunca o ter sentido antes. Hoje sou um oceano, a cada dia mais rico graças a ti. Um dia também serás oceano e eu sorrirei contigo. Este sorriso de mãe, delicioso, genuíno, único, que transborda de ternura, que ilumina o olhar.
Obrigada, Deus, pela filha que me deste. Obrigada, filha, porque não existe maior e melhor amor do que aquele que nos une, todos os dias. Parabéns, filha, pelos teus 10 meses!

Os meus 10 meses

10 meses...posso dizer que já sou crescida, passei de um só dígito para dois!
Aos 10 meses não gosto de estar muito tempo sozinha nem de perder os meus pais de vista (sobretudo a mãe). Encontro-me ainda em fase de habituação à cadeirinha do carro. O mesmo sucedia com o ovo, por isso estou convicta de que se trata apenas de um prolongamento do meu desagrado em relação a tudo aquilo que possa condicionar a minha liberdade de movimentos, nem que seja temporária.
Adoro estar de pé e já dou pequenos passos com o apoio dos pais. Gosto de praticar o exercício “sentar para depois erguer” vezes sem conta. Já me levanto sozinha, quando deitada, bato palmas e digo adeus, com o braço esticado para a frente, abrindo e fechando a mão.
Gosto de pegar em tudo e mais alguma coisa para depois deixar cair e ver onde é que aterrou. Tenho uma predilecção por buracos, buraquinhos, etiquetas, brinquedos musicais, telemóveis e computadores. Chego, inclusive, a sentir ciúmes quando a mãe pega no portátil e o trás para a sala. Não a deixo escrever nem uma linha! Mal a vejo, gatinho na sua direcção, agarro-me às suas pernas e ergo-me. Aliás, estou numa fase mamã-dependente: quero a mãe sempre e para tudo! A fase de estranhar as outras pessoas já está a passar, o que é bom. Tal é particularmente notório com os avós e tios paternos: sempre que os via desatava num pranto desesperado (não me perguntem porquê!), o que suscitou alguma preocupação por parte da avó paterna. Vejam só que ela chegou a pensar que eu não gostava dela...enfim, foi uma fase transitória!
Gosto de sopa mas estou a ficar mais difícil para comer a papa e a fruta, apesar dos pais variarem frequentemente os sabores. Não gosto de chuchu, agriões, papaia, manga, melancia, meloa e melão. Saio à mãe em tudo isto!
Começo a fazer menos despertares nocturnos (os pais agradecem!) e acordo sempre bem-disposta. Resmungo quando tenho sono, esfregando os olhos e, se tiver uma fralda de pano junto de mim, levo-a também aos olhos.
Gosto de adormecer com uma fralda de pano junto a uma das minha bochechas ou então com o lençol bem chegadinho ao meu queixo. No entanto, a meio da noite, encarrego-me de levar o lençol para os pés da cama. Durmo maioritariamente de lado ou de barriga para cima, felizmente nunca me virei de barriga para baixo durante o sono.
No entanto, tal acontece com frequência quando estou acordada: rebolo para um lado e para o outro, gatinho e tento pôr-me de pé: com as mãos no chão, ergo os braços e depois o rabinho. Fico com as pernas esticadas e, se tiver algum apoio onde possa pôr as mãos, sou capaz de me erguer. Caso contrário, fico assim, tipo degrau, e acabo por sentar-me novamente para não deixar de ver tudo aquilo que me rodeia.
Adoro colo e ainda adormeço ou ao colo ou embalada na minha caminha.
Gosto de passear, de tomar banho (quando a mãe me tira da banheira eu reclamo!) e das macaquices que os pais fazem. É tão bom soltar uma boa gargalhada!
Ainda não tive a visita de um ratinho, apesar da minha baba e de gostar de levar tudo à boca. Segundo o pai, eu já deveria ter três dentaduras completas, para as vezes que ele disse que as minhas rabugices se deviam a dentes, eheheheh!
Aceito muito bem o “Não”, apesar de por vezes o contestar, devolvendo um “Ah!”.
Palro imenso, dou gritinhos e estalidos com a língua, faço “bbbrrr” e digo “Mamã” quando a quero chamar. O meu “Olá” é quase nítido, faltam uns retoques para ser perfeito!
Sou muito elogiada pelo meu olhar, pelo meu sorriso e também pelo meu tamanho porque as pessoas pensam que eu já tenho um ano. E hoje é um dia em que estou com um sorriso de orelha a orelha! Parabéns para mim!

segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

3, 2, 1... festa!

Tudo para organizar o aniversário dos seus filhos
Será possível gostarmos (ainda) mais de celebrar o aniversário de outra pessoa do que o nosso? Sem dúvida!
E se você é mãe sabe-o bem: não haverá aniversário mais importante do que o do seu filho. Nesse dia fará tudo para que ele se sinta especial, feliz, viva intensamente aquelas horas e para que cada aniversário se torne uma boa recordação da sua infância.
Porque o sabemos, a seguir, encontra algumas ideias e sugestões que a podem ajudar a criar uma festa de anos memorável. Para si e, principalmente, para o seu filho!


Planear
Esta é a regra-base para que a festa se torne um sucesso e deve ser posta em prática cerca de um mês antes do grande momento. Converse com a criança sobre o aniversário que gostaria de ter, se prefere algum tema para a festa e quantos amigos gostaria de convidar.
Elabore a lista de convidados (incluindo adultos), tendo em conta que cerca de «15 por cento deixarão de ir» e que «as festas ao fim-de-semana geralmente têm mais pessoas», refere a empresa Oficina de Sonhos.
Depois, face ao valor que pensa gastar, pondere que tipo de festa irá fazer: em casa, tendo de preparar algumas diversões; em casa mas contratando entertainers infantis; fora de casa ou então na escola do seu filho (opção mais económica).

Festas fora de casa
Prepare-se para encontrar um sem número de entidades que promovem este tipo de eventos. Peça referências a pessoas de confiança.
Caso tenha de se aventurar numa triagem, organize um quadro no qual deve incluir as seguintes tópicos: custo por criança, por adulto, número mínimo e máximo de crianças, duração da festa, actividades envolvidas, existência de monitores e sua formação, seguro, envio de convites, inclusão e menu do lanche e bolo de anos, roupas e calçado especial.
Visite os espaços para assegurar-se das suas condições e se a zona é de fácil acesso. Faça a reserva entre duas a três semanas antes da festa.

Festas em casa
Tanto pode contratar uma empresa para desenvolver actividades de entretenimento como ser você mesma a criá-las. Se optar pela segunda hipótese, mentalize-se que não pode fazer tudo sozinha e peça ajuda a alguém mais próximo.
Uma semana antes deverá fazer uma lista final «dos artigos do menu, jogos, prémios e artigos descartáveis, assegurando-se que tem o suficiente para cada convidado. É aconselhável ter um pouco extra», recomenda a empresa Oficina de Sonhos.
Um dia antes, decore a casa e liberte uma área para as crianças brincarem. Coloque aí jogos adequados à idade das crianças, um leitor de CD com música infantil e escolha alguns filmes.

A ementa
Em dia de festa as regras de uma alimentação saudável podem ser quebradas, mas não exagere. Prefira as sobremesas caseiras às compradas já feitas (a gelatina que os mais pequenos adoram é uma opção saudável) e inclua uma salada de fruta fresca (a enlatada contém mais açúcar).
Sirva sumos naturais feitos no momento e sem açúcar. Evite os molhos, como a maionese (especialmente se a festa do seu filho acontece nos meses mais quentes).
Para as sandes, resista ao pão de forma embalado, que oferece gordura. Opte por pão de mistura, cortando fatias finas e retirando as côdeas. Eles nem vão notar.

Dica
Crie convites com desenhos e colagens e envie-os duas a três semanas antes do evento. Inclua a morada, contactos e a hora de início e do fim da festa. Uma semana antes, confirme as presenças.

Fonte: Sapo Bebé

Malabarismos

Vestir, despir, tirar fralda, pôr fralda, tirar a Joana da banheira, deita-la na toalha, sentá-la na cadeirinha da papa, sentá-la na cadeirinha do carro...o que é que todas estas actividades pressupõem? Malabarismos!
A Joana está uma autêntica piolha eléctrica: para vestir, despir, tirar fralda, pôr fralda, ela rebola para um lado, rebola para o outro, quer tirar a fralda nova com a mão e dá pontapés no ar quando lhe calçamos uns sapatos ou sapatilhas.
Quando a tiro da banheira, ela estica-se toda e barafusta quando a deito na toalha. Conclusão: tenho que lhe fazer caretas giras para ela se distrair!
Com a cadeira da papa e a do carro, a mesma resistência: a Bolotinha não gosta de cintos pelo que já estamos preparados com um boneco ou com um livro bem colorido para aplacar a birra da Joana!

O que ela gosta mesmo é de colo e, sobretudo, de dar os seus passinhos. Tudo no tempo e na vontade dela!

domingo, 24 de Agosto de 2008

O segundo filho

Um intervalo muito curto ou muito longo entre a gravidezes aumenta os riscos de parto pré-termo e de problemas de saúde para o bebé. Numa investigação recente de uma equipa da Universidade de Washington (mais concretamente do seu Centro de Investigação para o Parto Pré-termo) foram avaliadas mais de 156 mil mulheres que tiveram dois partos entre 1989 e 1997. Foram tidos em conta os intervalos entre as duas gravidezes, a forma como decorreu o segundo parto e a saúde dos segundos filhos. Os investigadores concluiram que:

- Um intervalo de menos de seis meses ente um parto e a concepção seguinte aumenta 41 por cento o risco de parto pré-termo (antes das 35 semanas de gestação).

- Um intervalo entre seis e 12 meses aumenta 14 por cento o risco de parto pré-termo.
- Um um intervalo entre 12 e 18 meses não implica risco aumentado de parto pré-termo.

Emily DeFranco, a médica que liderou a pesquisa, aconselha as mulheres a esperar pelo menos 12 meses ente um parto e a predisposição para engravidar novamente. Torna-se ainda mais importante seguir este conselho, no caso das mulheres que tiveram um parto pré-termo anteriormente. Para essas, os riscos são ainda mais elevados.
Engravidar com menos de um ano de intervalo aumenta os riscos de parto pré-termo pois não há tempo suficiente para o organismo da mãe recuperar, a nível, nutricional, da gravidez anterior. As conclusões deste estudo foram publicadas no American Journal of Obstetrics and Gynecology.




Fonte: Pais&Filhos

Papa Nutribén de cereais e mel

Aprovadíssima!

sábado, 23 de Agosto de 2008

O signo do bebé

Carneiro: 21 de Março a 20 de Abril

Regente: Marte
Símbolo: Carneiro
Elemento: Fogo
Cores: Vermelho e laranja
Metal: Ferro
Brinquedos: blocos de montar, motas e carrinhos barulhentos, objectos infláveis

A impulsividade é o traço mais forte da personalidade dos bebés nativos deste signo. São bravos, corajosos, voluntariosos, independentes e cheios de energia.

Touro: 21 de Abril a 21 de Maio
Regente: Vénus
Símbolo: Cabeça de touro
Elemento: Terra
Cores: Azul-esverdeado, verde e rosa
Metal: Cobre
Brinquedos: Bonecos de peluche, bonecas, caixinhas de música, peças em miniatura, cubos de madeira

Amoroso, gosta de vida boa, costuma ser guloso e às vezes preguiçoso. O sentido mais aguçado do bebé taurino é o toque, portanto os carinhos e abraços nunca serão demais.

Gémeos: 22 de Maio a 21 de Junho
Regente: Mercúrio
Símbolo: Par de gémeos
Elemento: Ar
Cores: Rosa, cinzento e amarelo
Metal: Mercúrio
Brinquedos: marionetes, móbiles, quebra-cabeças

O bebé do signo gémeos é comunicativo, alegre e agitado. Simpático e bom negociante, quando pequeno transita com graça e ligeireza pelo colo de todos. Tem um sono leve e costuma ser alérgico.

Caranguejo: 22 de Junho a 22 de Julho
Regente: Lua
Símbolo: Caranguejo
Elemento: Água
Cores: Violeta, azul claro e prateado
Metal: Prata
Brinquedos: Jogos educativos, bichos de peluche, carrinhos antigos e caixinhas

São muito ligados à casa e à família e sentem-se seguros quando estão rodeados de objectos conhecidos. Este bebé é amoroso e alegre, e tem um mundo interior muito rico, povoado de imagens e personagens capazes de criar um lindo conto de fadas, em que a sua fada madrinha é a mãe

Leão: 23 de Julho a 23 de Agosto
Regente: Sol
Símbolo: A juba do leão
Elemento: Fogo
Cores: Amarelo, laranja e dourado
Metal: Ouro
Brinquedos: Máscaras, instrumentos musicais, teatro de marionetes

O seu brilho é intenso, e o carisma é fatal. É difícil resistir ao charme desta criança alegre, espontânea e, quando contrariada, birrenta. Os bebés nativos deste signo adoram viver cercados de muita gente e o quarto será o seu primeiro castelo, onde reinará como único senhor.

Virgem: 24 de Agosto a 22 de Setembro
Regente: Mercúrio
Símbolo: Virgem com ramo de trigo
Elemento: Terra
Cores: Tons de amarelo
Metal: Mercúrio
Brinquedos: Jogos educativos, brinquedos de encaixe, cubos de espuma, livrinhos de pano

Esta criança é, geralmente, calma, cautelosa e tímida. Normalmente é sistemática, pontual, mostra algumas dificuldades em sair da rotina e estranha, inclusive, as mudanças na alimentação. Procure manter o seu espaço arrumado e com tudo sempre no mesmo lugar.

Balança: 23 de Setembro a 23 de Outubro
Regente: Vénus
Símbolo: Balança
Elemento: Ar
Cores: Rosa, azul-esverdeado, azul-celeste e verde
Metal: Cobre
Brinquedos: Bonecos, bichos de peluche, marionetes, caixinhas de música, móbiles, cubos de encaixe.

As crianças deste signo são especialmente generosas, afectuosas, sociáveis e gostam de compartilhar o que têm. Os relacionamentos são o grande prazer da vida e é muito importante que se sintam queridos e aceites por todos.

Escorpião: 24 de Outubro a 22 de Novembro
Regente: Marte e Plutão
Símbolo: Escorpião
Elemento: Água
Cores: Suaves, detalhes de vermelho, púrpura e preto
Metal: Ferro e aço
Brinquedos: Marionetes, caixas de mágica, jogos de adivinhas, quebra-cabeças, miniaturas

O bebé deste signo é muito sensível, emotivo e possui uma percepção aguçada. Se for cercado de amor e compreensão, mostra a sua característica mais encantadora: a lealdade. Necessita de recolhimento e privacidade onde quer que esteja.

Sagitário: 23 de Novembro a 21 de Dezembro
Regente: Júpiter
Símbolo: Flecha do Centauro
Elemento: Fogo
Cores: Azul, verde-azulado e verde-suave
Metal: Estanho e platina
Brinquedos: bola, argolas, cubos para equilibrar.

Vivacidade, optimismo e curiosidade são os traços mais marcantes dos bebés deste signo. São muito activos, divertidos e precisam de muito espaço livre para se movimentar e gastar energia. Gostam de explorar todos os ambientes, interessam-se por tudo e por todos, não dando especial atenção a uma única actividade ou objecto.

Capricórnio: 22 de Dezembro a 20 de Janeiro
Regente: Saturno
Símbolo: Foice
Elemento: Terra
Cores: Verde e tons de castanho
Metal: Chumbo
Brinquedos: Jogos de montar, comboio, bonecos artesanais, caixas de ferramentas

Desde pequeno o capricorniano é reservado, sóbrio e não demonstra facilmente o que sente. Chora pouco e pode dar a impressão de que não necessita de atenções especiais, mas isso não é verdade. Tende a ser muito apegado aos objectos que ficam no berço, pois transmitem-lhe uma sensação de protecção.

Aquário: 21 de Janeiro a 18 de Fevereiro
Regente: Urano e Saturno
Símbolo: As ondas elétricas
Elemento: Ar
Cores: Verde, fruta-cor e tons multicoloridos
Metal: Alumínio e chumbo
Brinquedos: Quebra-cabeças, jogos de montar, móbiles transparentes

Os bebés nascidos sob o signo de aquário são criativos, autênticos, valorizam muito a liberdade e desde cedo tentam fazer tudo sozinhos. São exploradores natos, gostam de experiências novas.

Peixes: 19 de Fevereiro a 20 de Março
Regente: Neptuno e Júpiter
Símbolo: Dois peixes
Elemento: Água
Cores: Azul, verde-azulado, verde suave
Metal: Estanho e platina
Brinquedos: Bóia, objectos sonoros, bichinhos flutuantes e de borracha, kit de pintura

O bebé nativo de Peixes é supersensível, emotivo e amoroso. O humor desta criança depende muito do ambiente que a rodeia. Sente-se bem quando está em lugares aconchegantes, confortáveis e seguros.

Fonte: ABC do Bebé

Quem é, quem é?

Que tem os pés (calçados ou não) mais bonitos deste mundo?!

sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Adeus constipação, olá gatinhar!

Durante o dia de hoje, a Joana não espirrou, apesar de ainda apresentar alguma tosse com expectoração. Notamos que esta se está a “soltar” pelo que, mais dia menos dia, a constipação vai-se embora. A Bolotinha comeu muito bem e esteve deveras brincalhona, apreciando o colo da mãe frequentemente. Quando no Tapete de Actividades, só queria subir para os sofás ou então gatinhar pela sala. De vez em quando, nos seus passeios de gatinhar, soltava gritinhos de satisfação, como quem diz: “Isto do gatinhar tem o que se lhe diga...afinal quero tentar antes de andar!”

Criopreservação de células estaminais

As respostas às dúvidas mais frequentes
Em Portugal, são cada vez mais as empresas que oferecem um serviço de criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical (SCU), o seu armazenamento em azoto líquido a uma temperatura de 196ºC negativos, para que toda a actividade biológica das células cesse, mantendo-as num estado latente.
Mas estas não são umas células quaisquer: as células estaminais hematopoiéticas, uma espécie de supercélulas indiferenciadas, têm a capacidade de se diferenciar em vários tipos celulares, de se renovar e dividir indefinidamente. É devido a estas excepcionais características que são tão importantes na terapia de várias doenças hemato-oncológicas, como leucemias e linfomas, entre outras.
Por outro lado, demonstram igualmente capacidade na regeneração dos tecidos, o que, no futuro, poderá aumentar a sua aplicabilidade noutro tipo de doenças, como as doenças ósseas e cardíacas. Actualmente, o período de armazenamento é de 20 anos, havendo a possibilidade de prolongar este período se a qualidade da amostra assim o permitir.


Da colheita ao armazenamento
O processo de colheita ocorre no momento do parto (com um kit específico que terá de ser previamente comprado) imediatamente após o corte do cordão umbilical. Isto significa que nem a mãe nem o bebé serão postos em perigo e nenhum dos dois sentirá qualquer tipo de dor.
O responsável pela colheita é um elemento da equipa médica presente no parto. A partir daqui, a empresa (banco privado) escolhida pelos pais deverá ser alertada para efectuar a recolha, o transporte em tempo útil até ao laboratório e, posteriormente, proceder à criopreservação da amostra de SCU.
Mário Sousa, médico geneticista e membro da equipa de um banco privado de SCU com ligações à Universidade do Porto, onde é professor, alerta, no entanto, para o facto de «apenas uma em cada dez colheitas de SCU possuírem qualidade suficiente para serem criopreservadas».
«Aqui, nós seguimos as normas da Netcord/Fact, o que significa que só avançamos para a criopreservação do sangue se este estiver isento de contaminações», faz questão de sublinhar.

Outras esperanças
Estas células não se encontram, contudo, apenas no SCU, existindo igualmente na medula óssea.
No caso de um indivíduo necessitar delas para a terapia de uma leucemia, por exemplo, é possível recorrer ao banco mundial de medula óssea. Manuel Abecasis, director da Unidade de Transplantação de Medula Óssea do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, refere que o banco conta com cerca de 12 milhões de dadores voluntários.
Em Portugal são já mais de 100 mil. A criopreservação de SCU é vendida aos pais que o queiram fazer para usar no caso de o seu filho vir a apresentar uma doença em que o transplante de medula óssea possa ser curativo, «mas a probabilidade de tal acontecer é extremamente remota e é importante não esquecer que nas leucemias agudas das crianças muitas vezes já o sangue de cordão umbilical contém células leucémicas», esclarece Manuel Abecasis.

Salvar vidas
Contudo, o SCU de uma criança poderá ajudar a salvar a vida de um familiar, como um irmão.
As células estaminais hematopoiéticas do SCU têm vantagens em relação às da medula óssea dos adultos: são mais jovens, mais resistentes, têm maior capacidade de regeneração, de multiplicação (dez vezes superior às da medula óssea), apresentam índices mais elevados de compatibilidade entre dador e receptor e uma menor incidência de rejeição do transplante, quando usadas no repovoamento de medula óssea de doentes após quimioterapia e/ou radioterapia.

Bancos privados versus Bancos públicos
Portugal e o Reino Unido são os únicos Estados-membros da união Europeia onde existem bancos privados de sangue do cordão umbilical (SCU). No caso do Reino Unido, os que existem submetem-se a uma certificação periódica efectuada pela Netcord (entidade internacional de certificação de bancos públicos de SCU).
«Em Portugal, não há regulamentação», avança Mário Sousa, um dos mais conhecidos defensores da criação de um banco público de SCU no nosso país, «e uma das consequências é que a informação que estas empresas divulgam nem sempre é verdadeira e não é controlada».
Sobre o assunto, Manuel Abecasis, do IPO de Lisboa, é peremptório: «Vivemos numa sociedade livre, com uma economia de mercado, e as pessoas são livres de dar ao seu dinheiro o destino que quiserem. Se informadas correctamente (sem publicidade enganosa) sobre o real valor de congelar o SCU do seu filho, porque não?»

Saiba que...

A criopreservação das células estaminais custa, no mínimo, 1000 euros. O período de armazenamento é de, pelo menos, 20 anos.


Por: Alexandra Pereira com Mário Sousa (geneticista) e Manuel Abecasis (especialista em hematologia clínica).

O guarda-fatos cresce...

...com as roupinhas da Joana que compramos no Centro Comercial Colombo e no El Corte Inglès, para a faixa etária dos 9 aos 12 meses:

Os vestidos são a minha perdição...:



Adoro pólos!:


Duas T-shirts e mais uma pólo:


Duas calças bege, uma em sarja e outra em algodão:



Saia cor-de-rosa:


Vestido Burberry (adoro o padrão característico desta marca):


Vestido Mochino Baby:


Sapatos Chicco, tamanho 19:




Suspensórios e um cinto da Pucca:

quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

Atchiiiiim!

Primeiro fui eu, no inicio desta semana: uma constipação de Verão!
Ontem, a Joana começou a espirrar e a apresentar uma tosse com alguma expectoração. Não hesitamos e consultamos a pediatra que nos aconselhou a fazermos aerossóis 3 vezes por dia, prescrevendo-lhe igualmente o xarope Oxolamina, a tomar de 8 em 8 horas, durante 3 dias, na dosagem de 2,5ml.
A noite passada a Joana dormiu pouco devido à tosse. Eu também estava constantemente a acordar devido à preocupação. Num dos meus despertares, vi a Joana sentada na caminha, a choramingar, e, mal lhe peguei ao colo, a Bolotinha adormeceu de imediato.
Durante o dia de hoje a Joana vomitou o primeiro leitinho da manhã bem como a sopa. Pensei imediatamente nos vómitos que assaltaram a Joana no mês de Julho. Felizmente a indisposição parou aqui. Depois de beber 100ml de leite, meio iogurte e 200ml de sopa, desde o início da tarde até às 20:00, sensivelmente, a Joana adormeceu na sua caminha, com a cabeceira ligeiramente levantada.

Amanhã ficarei em casa com ela, está decidido!

Como ensinar o seu filho a dormir?

A partir dos quatro meses, é importante que o bebé associe a hora de dormir a uma rotina. Cada família criará a sua, podendo utilizar a chupeta, o ursinho de peluche ou outros meios de associação ao sono.
O sono é o reflexo do equilíbrio total da criança, em particular da sua segurança afectiva e relacional. Para a criança, um sono adequado durante a noite é uma pré-condição essencial para um bom alerta durante o dia.Quantas horas os bebés precisam dormir? A tabela que a seguir se apresenta é apenas orientativa. Cada criança deve ser vista como um caso único para que sejam respeitadas as suas características individuais, assim como os hábitos de cada família.


Idade versus Número aproximado de horas de sono
Recém-nascido: 16 a 20 horas por dia (intercaladas entre três e quatro)
1 mês: 16 a 18 horas por dia (intercaladas entre três e quatro)
4 meses: 9 a 12 horas + duas sestas (duas a três horas cada)
6 meses: 11 horas + duas sestas (uma a duas horas cada)
9 meses: 11 a 12 horas + duas sestas (uma a duas horas cada)
1 ano: 10 a 11 horas + duas sestas (uma a duas horas cada)
18 meses: 13 horas + uma ou duas sestas (uma a duas horas cada)
2 anos: 11 a 12 horas + uma sesta (duas horas)
3 anos: 10 a 11 horas + uma sesta (duas horas)

Um recém-nascido chega a dormir 16 a 20 horas por dia, intercalando períodos em que come e dorme. Nesta altura do desenvolvimento, ainda não há a influência cerebral do ciclo noite/dia determinado pela luz do Sol e pelos hábitos familiares.A partir dos seis meses, a criança já consegue dormir uma noite completa, com 11 horas de sono ininterruptas, sem necessidade de acordar para se alimentar.

Ensine-o a dormir

Durante os nove meses de gravidez, o bebé viveu num microclima onde os episódios de vigília se sucediam aos de sono, independentemente dos horários. A partir do momento em que a criança nasce, os pais ficam encarregues de a ensinar a dormir, da mesma forma que a ensinam a comer.

1.ª lição
Ensine o bebé a reconhecer e distinguir o dia da noite

Para que o bebé possa aprender a entender a diferença, deve permanecer em lugares bem diferentes, conforme seja dia ou noite. Assim, de dia, o bebé deve dormir em qualquer lugar da casa e fora da sua caminha, por exemplo na sala, no carrinho, com todos os barulhos existentes, como a televisão, rádio. Convém, também, aproveitar os momentos em que está desperto para lhe falar e para o mimar e brincar com ele. Durante a noite, deve dormir no seu quarto, sem luzes e em silêncio. Desta forma, começará a distinguir o dia da noite e o seu ritmo de sono aproximar-se-á do dos pais.

2.ª lição
Ensinar uma rotina de sono

• A partir dos quatro meses, é importante que o bebé associe a hora de dormir a uma rotina. Cada família criará a sua própria rotina, podendo utilizar a chupeta, o ursinho de peluche ou outros meios de associação ao sono. Se a rotina se mantiver, o bebé sentir-se-á seguro.

• O banho, se for dado ao fim da tarde ou à noite, pode ser uma ajuda para o bebé adquirir um bom hábito de sono. O bebé deve dormir com roupa confortável, de forma a não ter frio, nem calor.

• Geralmente, aconselha-se que durante os primeiros meses os bebés durmam na sua caminha, mas no quarto dos pais, para estarem mais vigiados. Recomenda-se, se possível, que o bebé seja passado para o seu quarto entre os 4-6 meses de idade.

• Deve ajudar o seu bebé a conciliar o sono na sua caminha e sozinho. Quando o deitar, poderá cantar-lhe, falar-lhe devagar, dizer-lhe que vai dormir, mas deve deixar o quarto com a criança ainda acordada. É importante que o bebé reconheça a sua cama como o lugar para dormir e não o colo da mamã, o carrinho ou o sofá. Quando o bebé adormece fora da cama, por exemplo no colo da mãe, é provável que chore ao acordar a meio da noite porque não estará no mesmo lugar onde adormeceu.

• Para terminar, durante esta etapa de aprendizagem, lembre-se de que não deve ir a correr consolá-lo perante o primeiro choro nocturno, porque às vezes o bebé só está a sonhar ou então trata-se simplesmente de um gemido e o bebé volta a adormecer sozinho. Quando o bebé acordar a chorar, procure fazer uma visita rápida ao seu berço. Não acenda a luz, não o pegue no colo. Murmure alguma coisa, acaricie e se for o caso troque a fralda e saia. Com a sua presença pode até ocorrer que ele aumente o choro. Deixe-o a chorar e não retorne em menos de 5 minutos. Repita o que fez da primeira vez e novamente saia. Aumente em 5 minutos o intervalo de tempo a cada visita. O seu filho irá chorar menos noite após noite e numa semana deverá estar acostumado a ficar só. Lembre-se que o choro prolongado, meia hora ou mais, não faz mal ao bebé, nem física nem psicologicamente.• Há situações em que a criança adormece sem dificuldade, mas acorda durante a madrugada e vai para a cama dos pais. Nestes casos, e logo que os pais se apercebam, a criança deve ser imediatamente reencaminhada para a sua cama/seu quarto. Com esta atitude, evita que o comportamento tenda a repetir-se e ensina o seu filho a readormecer sozinho.

Exemplo de uma rotina:

- Dê-lhe um banho relaxante

- Dê-lhe o jantar

- Deixe-o brincar algum tempo, mas nunca com algo que o excite. Mime-o e esteja com o seu filho

- Dê-lhe a sua fraldinha predilecta (ou o ursinho que o acompanha todas as noites) e a sua chupeta

- Deite-o na caminha e permaneça ao seu lado uns instantes. Pode aproveitar para lhe ler uma pequena história
- Despeça-se dele com um beijinho

- Saia do quarto e deixe-o adormecer sozinho.


Caso o seu filho desperte e reclame a sua presença, não hesite em ir ter com ele para verificar se está tudo bem. Se assim for, permaneça ao seu lado um pouco, sem nunca o pegar ao colo e depois saia do quarto, enquanto ele ainda não está adormecido.Certamente o seu filho irá estranhar esta sua atitude (especialmente se tem tido o hábito de o embalar ao colo), mas em pouco tempo habituar-se-á. Nos dias posteriores, quando ele reclamar a sua presença, demore mais algum tempo antes de ir ao quarto verificar se tudo está bem.Aprender a dormir é uma tarefa relacionada com a maturação do sistema nervoso central, com o temperamento do bebé e com a aprendizagem efectuada pelos pais.

Por tudo o que foi referido, os pais devem ser:

- realistas (as crianças acordam muitas vezes de noite);

- flexíveis (não há uma solução perfeita, cada criança é única);

- consistentes e razoáveis (evitar sestas prolongadas, brincadeiras excitantes à noite);

- criar uma rotina (banho, história, objecto transição, etc.).


Por: Bernarda Sampaio, com a colaboração de Íris Maia, pediatra do Hospital de São Marcos de Braga


Aqui vou eu!

A última brincadeira da Joana é um verdadeiro exercício físico para nós. Como o corredor da nossa casa é comprido, um de nós coloca-se numa ponta enquanto que o outro está na ponta oposta com a Joana ao colo. Começamos a saltitar, a mexer os braços, como se estivéssemos numa corrida desenfreada e arrancamos a correr em direcção à Joana. Bem, ela delira! Solta guinchos, gargalhadas e dá pulinhos. Aliás, quando nos vê a preparar para a corrida começa a rir, como quem diz: “Já sei o que é que vai acontecer a seguir...e é muiiiito giro!”.

quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

Andarilhos são sarilhos…

O andarilho não ajuda a criança a caminhar mais cedo, sendo mesmo desadequado ao desenvolvimento da capacidade de marcha.

Os andarilhos são os equipamentos de puericultura que mais acidentes graves provocam. O andarilho (aranha, andador, voador) é uma espécie de cadeirinha suspensa sobre uma armação de metal e/ou plástico provida de rodas, que permite que a criança se desloque sozinha sobre o pavimento com o impulso dos pés.A maioria dos pais acredita que os andarilhos permitem que a criança aprenda a andar mais cedo e com mais facilidade, sendo uma font_tag_tage de entretenimento para a mesma. Muitos pais vêem o andarilho como uma ama enquanto se dedicam a outras tarefas.O uso de andarilhos leva todos os dias aos hospitais portugueses pelo menos duas crianças, de acordo com a estimativa de um Estudo-Piloto da Incidência Nacional de Lesões Associadas a Acidentes com Andarilhos realizado durante ano 2004.O estudo, promovido pela Associação para a Segurança Infantil (APSI) e pela Unidade de Vigilância Pediátrica, reforça as conclusões de um outro estudo, do Observatório Nacional de Saúde, que aponta para cerca de 650 casos de acidentes com andarilhos por ano atendidos nos hospitais portugueses. Somam-se a estes os casos em que a criança é levada a outros serviços de urgência, aos centros de saúde ou em que a criança é tratada no infantário ou em casa.As idades mais afectadas situam-se entre os 7 e os 15 meses de idade. A maioria dos casos (75%-96%) corresponde a quedas em escadas e mais de 60% das crianças acidentadas sofreram traumatismos cranianos.A mobilidade e velocidade excessiva das crianças enquanto utilizadoras de andarilhos tornam este produto muito perigoso, devendo ser desencorajada a sua utilização. A velocidade de uma criança no interior de um daqueles aparelhos é de cerca de um metro por segundo, movendo-se de divisão em divisão sem qualquer controlo. A rapidez com que se desloca não permite aos pais, na maior parte dos casos, reagir a tempo de impedirem um acidente. Em mais de 50% dos acidentes com andarilhos há um adulto por perto.Quedas das escadas ou tropeções em desníveis fazem o andarilho virar-se, levando o bebé a bater com a cara ou com a cabeça no chão originando traumatismos cranianos, fracturas dos membros superiores e inferiores, cortes na língua e lábios e fracturas nos primeiros dentes, entre outros. A alta incidência de lesões no crânio e na face explica-se pelo facto de os bebés terem uma cabeça proporcionalmente muito grande e pesada e, por outro lado, terem os pés presos quando estão no andarilho.No andarilho a criança fica mais alta, chegando mais depressa aos objectos com os riscos inerentes e começando a puxar as toalhas e alcançando objectos que queimam ou cortam.Uma das ideias de muitos pais é a de que o andarilho permite que a criança aprenda a andar mais cedo e com maior facilidade. Na verdade, não poderiam estar mais enganados! Segundo a Academia Americana de Pediatria e a Academia Americana de Medicina Familiar, as crianças que usam andarilhos têm mais dificuldade em gatinhar e andar do que as que nunca os utilizaram.O andarilho não ajuda a criança a caminhar mais cedo, sendo mesmo desadequado ao desenvolvimento da capacidade de marcha. O facto de a criança ficar em pé nos andarilhos impede-a de rolar, sentar ou gatinhar que são as bases para a aquisição da marcha. Além disso, como o bebé anda na ponta dos pés, causa tensão nos músculos das pernas atrasando o desenvolvimento e levando a posições pouco naturais.O Canadá foi o primeiro país a legislar a proibição da venda de andarilhos, em Abril de 2004. Em Portugal, a recomendação surge até no Boletim de Saúde Infantil e Juvenil: "Os andarilhos provocam muitos acidentes: quedas, entalões, queimaduras, pancadas na cabeça, e não ajudam a andar, pelo contrário, podem atrasar."Não deixe o seu filho andar de andarilho! Na prevenção é que está o ganho!

Por: Liliana Pinheiro, com a colaboração de Carla Sá, pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos em Braga

Ainda um outro artigo sobre o tema:

Um bebé em cima de rodas à solta pela casa arrisca-se a atingir velocidades descontroladas, que dificilmente um adulto conseguirá travar. Além disso, os andarilhos podem atrasar a aquisição da marcha.

Andarilhos, aranhas, voadores, andadores. Existem com vários nomes e em diversos tamanhos, mas assemelham-se na forma. Meia dúzia de rodas dispostas em círculo «ajudam» o bebé a manter-se na vertical, antes de estar preparado para essa posição, e a deslocar-se em pé, quando ainda devia estar a tentar gatinhar. Em cima do andarilho, dando balanço com os pés no chão, uma criança pode atingir velocidades de um metro por segundo, movendo-se pelo espaço sem qualquer controlo. A rapidez com que se desloca não permite aos pais, na maior parte dos casos, reagir a tempo de impedir um acidente. Quedas de escadas ou tropeções em desníveis, que fazem o andarilho virar-se ao contrário, levando o bebé bater com a cara ou cabeça no chão, são os acidentes mais frequentes. Mas os riscos de ter um bebé sobre de rodas, sem estar preparado para tal, são muitos mais.
A perigosidade dos andarilhos levou a APSI, Associação para a Promoção da Segurança Infantil, e a SPP, Sociedade Portuguesa de Pediatria, a desenvolver um estudo piloto da incidência nacional de lesões associadas a acidentes com andarilhos. A investigação ainda está a decorrer e as conclusões deverão ser apresentadas perto do final deste ano, altura em que a APSI apresentará uma nova campanha contra a utilização de andarilhos.
Os últimos dados do EHLASS (Sistema Europeu de Vigilância de Acidentes Domésticos e de Lazer, coordenado pelo Instituto do Consumidor) referentes a Portugal, remontam a 1998 e contabilizam 850 acidentes com andarilhos por ano. Estes números referem-se apenas a lesões suficientemente graves para obrigar a recorrer a um serviço de urgência hospitalar. De fora ficam os casos em que a criança é tratada em casa ou levada a outros serviços de saúde. As idades mais afectadas situam-se entre os 6 e os 15 meses. Cerca de metade dos casos correspondem a quedas de escadas. Mais de 60 por cento das crianças acidentadas sofrem traumatismos cranianos.

Canadá exemplo único

Em Abril de 2004, o Canadá tornou-se o primeiro país a proibir os andarilhos. O ministro da Saúde do país anunciou a medida, lembrando «os perigos a que as crianças ficavam expostas com a utilização de andarilhos». Desde 1989 que muitas marcas já tinham deixado de comercializar voluntariamente este tipo de artigos, o que terá originado uma espécie de mercado negro durante esse período. Os acidentes continuaram a acontecer e o governo decidiu tomar medidas extremas: a proibição. Multas e apreensão do andarilho são as penas para quem for encontrado na posse de um neste país.

Principais perigos associados aos andarilhos

· quedas de escadas ou de outros desníveis, que levam o andarilho a virar-se ao contrário, podendo provocar traumatismos da face e do crânio
· choque com adultos que trazem líquidos quentes, originando queimaduras
· entalões ao passar por portas
· embates com a cabeça no tampo das mesas, uma vez que o aro do andarilho passa por baixo da mesa
· facilidade de acesso ao topo de fogões, mesas, fios eléctricos, produtos que podem causar intoxicações, etc
· quedas em piscinas ou em lareiras
Em Portugal, como noutros países, cabe aos pais evitar os acidentes com os andarilhos. A única solução possível é não comprar, não receber, não usar. A supervisão de um adulto não é suficiente para impedir quedas, queimaduras ou embates. «Em mais de 50 por cento dos acidentes com andarilhos há um adulto por perto. Só que, quando se apercebe, já não tem tempo para reagir», esclarece Helena Cardoso Menezes, presidente da APSI.
Entre as dicas aos pais sobre segurança infantil, a APSI desaconselha totalmente a utilização de andarilhos. Na última campanha, em 1998, o slogan era bem claro: «Diga não aos andarilhos». No spot televisivo via-se um boneco dentro de um andarilho a tropeçar num degrau e a cair com a cabeça no chão, a chocar com a cabeça no tampo de uma mesa ecaindo pelas escadas abaixo. Imagens arrepiantes que, em breve, vão voltar à televisão. «As normas europeias de segurança para os andarilhos referem apenas a largura do arco, que deve ser suficientemente grande para impedir a passagem por certos sítios, e o sistema de travagem, que, no caso de uma roda ficar no ar, deve obrigar as outras a travarem», explica Helena Cardoso Menezes, deixando claro que são medidas insuficientes. «Os andarilhos são, isoladamente, os equipamentos de puericultura que mais acidentes graves provocam na faixa etária entre os 6 e os 15 meses».

Inimigos da marcha

O perigo de acidentes não é o único problema dos andarilhos. «O facto de a criança ficar em pé no andarilho impede-a de rolar, sentar-se ou gatinhar, que são as bases para a aquisição da marcha. Quanto mais praticar estas etapas, mais depressa aprenderá a andar. Além disso, como o bebé anda na ponta dos pés, causa tensão nos músculos das pernas, atrasando o desenvolvimento motor em geral», explica Elsa Rocha, pediatra no Hospital de Faro. «Os andarilhos são um contra-senso, uma vez que são desenhados para pôr a criança numa posição que não é a ideal para o seu desenvolvimento naquele momento», clarifica Elsa Rocha, que também é uma das responsáveis pelo estudo da SPP sobre andarilhos. A pediatra reforça ainda a inutilidade dos andarilhos, alertando para os perigos que lhe estão associados: «São completamente contra-indicados. Mesmo que sejam utilizados durante pouco tempo, não fazem bem nenhum. É fundamental alertar os pais. A maior parte não tem noção de que os andarilhos são um objecto perigoso e sem qualquer tipo de vantagem.»
Proibir a venda de andarilhos seria a solução? «Proibir apenas em Portugal não fará muito sentido, pois facilmente se compraria um andarilho em Espanha.»
A discussão sobre o perigo dos andarilhos já fez correr muita tinta pelo mundo fora, principalmente no Reino Unido e nos EUA. A Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda a proibição de andarilhos desde 1995. No entanto, e apesar de em 2001 terem sido registados mais de seis mil acidentes com crianças em andarilhos, o governo americano ainda não tomou qualquer medida nesse sentido. Ao longo destes anos, a AAP tem feito vários comunicados dirigidos aos pais, desencorajando-os a comprar os aparelhos.
Em Portugal, a recomendação surge até no Boletim de Saúde Infantil e Juvenil: «Os andarilhos (aranhas, voadores) provocam muitos acidentes: quedas, entalões, queimaduras, pancadas na cabeça, e não ajudam a andar, pelo contrário, podem atrasar», lê-se nos conselhos aos pais. Os especialistas recomendam ainda, a quem tiver um andarilho em casa, que, antes de o deitar para o lixo, o destrua até ficar inutilizado, para que ninguém possa mesmo voltar a usá-lo.

Estudo comprova atraso no desenvolvimento

Um estudo publicado no British Medical Journal, em Junho de 2002, arrasou de vez com as teorias que diziam que os andarilhos estimulavam a aquisição da marcha. Uma investigação da Universidade de Fisioterapeutas de Dublin concluiu que por cada 24 horas em cima de um andarilho, um bebé atrasava o início da marcha mais de três dias. Para chegar a estes números, os investigadores analisaram a evolução do desenvolvimento motor de 190 bebés saudáveis. Segundo explicaram, os bebés que utilizam andarilhos «andam sem carregar o peso do próprio corpo, o que faz com que os seus músculos e ossos não se desenvolvam normalmente».

Fonte: Pais&Filhos

Mãe, e agora?

Há já algum tempo que a Joana adora abrir e fechar livros, virar páginas e tentar agarrar os bonecos ilustrados.
No entanto, no passado fim-de-semana, enquanto eu lhe lia uma história, ela olhava ora para os bonecos olha para mim, como quem diz: “E depois mãe, o que é que aconteceu?”


Lindos são os teus olhos a transbordar de curiosidade, filha!

terça-feira, 19 de Agosto de 2008

O sorriso do seu filho

Os conselhos que o odontopediatra recomenda

É aos seis meses que surge o primeiro dente e é também nesta altura que a rotina de higiene se começa a impor. A limpeza deve ser feita com uma compressa ou gaze húmida, sendo a escova usada após os dois anos.
Se a criança tiver alguma autonomia poderá usá-la a partir de um ano de idade, sem dentífrico ou com uma fórmula apropriada, mas com a sua ajuda. Incentive o seu filho, desde cedo, a escovar os dentes.
Até aos cinco ou seis anos, devem ser os pais a fazer a escovagem. Depois a criança deve ser sempre supervisionada até aos 10 ou 12 anos. A criança deve fazer três escovagens por dia (dois a três minutos cada), sendo as da manhã e da noite as mais importantes. Cada uma deve terminar com a limpeza da língua.

Os aliados

Opte por uma escova pequena de cerdas macias e um dentífrico específico para esta fase, cujo menor teor em flúor reduz o risco de intoxicação. O facto de o sabor ser demasiado agradável e de não haver supervisão, pode levar a criança a ingerir o dentífrico que, portanto, idealmente, não deveria ter sabor.
O elixir e o fio dentário surgem assim que a maturidade da criança o permitir e sempre com supervisão do adulto. Não descure esta sua tarefa.

Maus hábitos

Usar a chupeta até tarde pode deixar sequelas. O ideal seria que a criança não a usasse. Ainda assim, até os dois anos esse hábito não é muito prejudicial, já que os danos podem ser corrigidos e a dentição volta ao normal.
Após essa idade não deverá ser usada. Aí convém avaliar se a criança substitui esse hábito por outro (chuchar no dedo ou na língua) que pode gerar problemas ainda maiores.
O pior inimigo dos dentes são os alimentos ricos em açúcar, mas o leite também pode fazer estragos se for dado à criança ao deitar, após a última escovagem.
Assegure-se que a criança tem os dentes bem limpos antes de dormir e sempre que possível inclua os doces na refeição ou dê-os preferencialmente em casa para a sensibilizar para a escovagem, logo depois. Se tiver este hábito a incidência de cárie diminui. Seguir uma dieta rica em cálcio, fósforo e vitamina D são outras regras a seguir.

A primeira consulta

Segundo a American Academy of Pediatric Dentistry, a primeira visita ao médico dentista deve ocorrer aos seis meses, mas é a partir dos dois anos que se podem avaliar eventuais problemas.
Esta primeira consulta deverá incluir uma radiografia panorâmica, a observação clínica e uma conversa sobre os cuidados a ter em termos de alimentação e higiene. Se a criança não apresentar cáries, a consulta deve repetir-se a cada seis meses.

Prevenir

Várias técnicas da Medicina Dentária oferecem protecção extra. Destaca-se o selante que, como uma capa protectora, sela as fissuras do dente, liberta flúor e reduz a percentagem de cáries.
Aplica-se em dentes definitivos (molares e pré-molares) assim que nascem. A técnica, indicada após os seis anos, pode durar mais de um ano e requer consultas de vigilância. Outra medida é a administração de flúor, que se deve realizar até aos 18 anos, duas vezes por ano.
Já a toma de flúor em comprimido não é recomendada, pelo risco de intoxicação. Existem ainda testes de saliva para avaliar a percentagem de bactérias, em crianças com incidência de cárie.

Tratar e corrigir

É muito importante tratar os dentes de leite quando há uma cárie, pois poderá causar uma inflamação ou afectar os dentes definitivos que vão nascer.
Nesta fase são feitas restaurações e, caso haja extracção, há o cuidado de manter o espaço na arcada, importante para uma boa oclusão mais tarde.
Os aparelhos fixos são colocados quando a quase totalidade dos dentes definitivos está presente, aos 12 ou 13 anos.
Se a dentição é mista os aparelhos funcionais amovíveis são uma boa opção.

Bicho-papão

Leve o seu filho ao dentista... sem medos
-Transmita uma imagem positiva do dentista
-Controle a sua ansiedade e evite relatar más experiências
-Nunca omita ou minta sobre uma ida ao dentista
-No consultório, siga as indicações do médico
-Deixe o especialista esclarecer as questões da criança
-Leve o seu filho ao dentista semestralmente


Por: Manuela Vasconcelos com João Duarte (odontopediatra)

Recorde da sopa!

Na passada sexta-feira, a Joana bateu o recorde da sopa, nem mais nem menos do que 250ml! Foi um creme de cenouras com perú que ela devorou num ápice. Normalmente, faço num mesmo tachinho duas sopas mas ela comeu uma e ainda pediu mais um pouco da segunda.

Isso é que foi barriguinha cheia!


segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

O fim da picada

Cuidados a ter com os insectos em tempo quente
Este Verão, as abelhas, mosquitos e peixes-aranha não vão estragar as férias do seu filho.
As picadas de insectos ou mordidelas de bichos pequenos fazem tanto parte do Verão como as sandálias de tirinhas.
Com o calor e a exposição da pele, estes perigos aumentam. Os seus filhos podem estar especialmente vulneráveis aos ataques destes seres quase invisíveis.
Mas há alguns truques que podem fazer com que tenha um Verão mais tranquilo.


Crianças prevenidas
As picadas podem ser prevenidas usando roupas claras que cubram a maior parte do corpo, evitando a combinação de janelas abertas e luzes acesas e usando repelentes e redes mosquiteiras.
Evite também champôs ou cremes com cheiro, águas estagnadas ou comida ao ar livre. Não é aconselhável o uso de repelente em bebés com menos de dois meses e, até aos três anos, há o risco de o lamberem.
«Pode ser posto na cama e nos recantos escuros do quarto e não directamente na criança», refere Vasco Sousa Coutinho, dermatologista pediátrico. Abuse das redes mosquiteiras e antes de deitar os seus filhos, investigue o quarto.
Pode ligar o difusor anti-mosquitos, mas se o seu filho «tiver menos de cinco anos, desligue-o quando ele se deitar», recomenda o especialista.
Os ácaros são outra ameaça, pelo que o colchão deve ser aspirado sempre que mudar os lençóis e deve usar um protector próprio. «A prevenção passa pela hidratação da pele da criança», explica o dermatologista pediátrico.

Melgas e mosquitos
Como evitar: Repelente roll on ou difusor, redes. Cobrir o corpo, evitar perfumes.
O que fazer: Com reacção cutânea: gelo ou um anti-histamínico em gel. Com muitas picadas: banho frio e creme com cortisona (sob supervisão médica).
O que não fazer: Espremer, coçar (corte as unhas rentes aos seus filhos) ou mexer.
Esteja atento a... Picadas infectadas.

Abelhas e vespas
Como evitar: Evitar abelhas e vespas e não as incomodar.
O que fazer: Raspar a picada, aplicar gelo e um anti-histamínico em gel.
O que não fazer: Espremer, pois pode espalhar o veneno.
Esteja atento a... Dificuldades respiratórias ou inchaço (ligue para o 112).

Peixe-aranha e alforreca
Como evitar: Usar sandálias.
O que fazer: Ir ter com banheiro, a aplicar spray anti-dor ou gelo e cortisona local.
O que não fazer: Espremer.
Esteja atento a... Reacções alérgicas e dificuldade respiratória.

Ácaros
Como evitar: Aspirar e lavar o quarto. Hidratar muito bem a pele.
O que fazer: Reforçar a hidratação da pele.
O que não fazer: Colocar cortinados e tapetes espessos, peluches ou livros no quarto.
Esteja atento a... Dificuldades respiratórias ou asma.

Como tratar
Apesar de todas as precauções, em caso de picada ou mordidela, «os pais não devem dramatizar muito, uma vez que são incómodos passageiros», aconselha o dermatologista. Se não houver uma grande reacção não é preciso recorrer a nenhum produto.
Caso esta ocorra, pode aplicar gelo, que tem uma acção anti-inflamatória, e um anti-histamínico em gel. Se a criança tiver muitas picadas, o gel pode, contudo, causar alergia, pelo que é aconselhável dar um banho fresco ou aplicar creme com cortisona, sob supervisão médica.
Se a reacção for muito exuberante (o que pode suceder com abelhas, por exemplo, em que podem surgir dificuldades respiratórias, podendo provocar a morte), deve chamar o 112 imediatamente.


Por: Joana Andrade com Vasco Sousa Coutinho (dermatologista pediátrico) in revista “Saber Viver”.

Consulta de ginecologia

Na passada quarta-feira, dia 13, fui mostrar a minha ecografia pós-parto e a mamografia que fizera no penúltimo dia de Maio.
Estavam poucas pessoas na sala-de-espera do HCD (reflexo do mês de Agosto?) e a Joana só queria andar de um lado para o outro. Mas, quando entramos no consultório, a Joana ia ao colo do pai. De facto, desde que o pai compareceu à minha segunda consulta de obstetrícia, ficou igualmente “fã” da minha outrora obstetra e acompanha-me sempre. A minha ginecologista é uma pessoa espectacular, a todos os níveis. Eu já estava com saudades dela, confesso! Ela adorou ver a Joana, enchendo-a de beijinhos nas pernocas. Dizia: “Lembras-te de mim? Fui eu quem te tirou de dentro da barriguinha da mãe!”.
Relativamente aos exames, está tudo óptimo. “E para quando um maninho?”, perguntou a ginecologista. O pai, com a Joana ao colo, exclamou: “Iiiih, não lhe dê ideias!”, ao que a ginecologista, perante o meu olhar cúmplice, rematou: “A Joana vai precisar de um maninho, tem que concordar comigo!”Pois é, a vontade não é pouca mas primeiro vamos dedicar-nos à Joana a 200% nos próximos aninhos. Depois falaremos nos 100% repartidos, eheheh :-)

domingo, 17 de Agosto de 2008

Caixa prioritária

Infelizmente, ainda há pessoas que não sabem o real significado de uma caixa de supermercado prioritária.
Aconteceu esta manhã. Chegamos a uma caixa prioritária que, à excepção de um casal com uma bebé de tenra idade, se encontrava “ocupada” por pessoas que não estavam nem grávidas, nem acompanhadas de crianças nem que eram idosas. A funcionária da caixa, mal nos avistou, chamou-nos. Passamos à frente de três pessoas, tendo o cuidado prévio de agradecer, apesar de estarmos numa caixa prioritária. Uma vez cara de poucos amigos mas não se pronunciou. Um senhor, na casa dos 30, teve a infelicidade de expressar um “Assim nunca mais saímos daqui...”. Eu, por norma, não respondo a este tipo de comentários. Fico-me por um olhar de reprovação. No entanto, o pai respondeu: “O que eu acho engraçado é uma pessoa com a sua idade estar com observações dessa natureza quando está numa caixa prioritária...”. O senhor ainda teve o descaramento de perguntar, altivamente: “Mas alguém falou consigo?!”Infelizmente, há pessoas com pouca formação...se, pelo menos, a guardassem para si e não incomodassem os outros com observações patetas. Enfim!

O Princepezinho

Porque adoro este livro!


“(…)Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo. A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe: - Por favor…cativa-me! - disse ela.”

Fonte: "O Princepezinho", Saint Exupéry

sábado, 16 de Agosto de 2008

Icterícia neonatal

Icterícia é uma situação habitual no recém-nascido e normalmente não é motivo de preocupação. A palavra icterícia provém do grego ikteros, através do latim icteritia, vocábulo utilizado para designar o tom amarelado da “branca do olho” e da pele de muitos recém-nascidos.

Incidência
A icterícia “normal” ou fisiológica aparece habitualmente no 2ª ou 3º dia de vida, em cerca de 50% dos bebés de termo saudáveis, sendo mais evidente entre o quarto e o sétimo dias de vida, desaparecendo frequentemente ao fim de uma semana.

Factores de risco

Bebés com lesões decorrentes do trabalho de parto, que tenham irmãos com história de icterícia ou que tenham nascido com a ajuda de ventosa têm risco acrescido para icterícia.

Principais causas

A icterícia geralmente ocorre porque as funções hepáticas não estão ainda suficientemente desenvolvidas (fígado imaturo) à nascença, especialmente nos bebés de baixo peso ou nos prematuros. Uma das funções do fígado é extrair a bilirrubina do sangue. Esta tem origem na normal destruição dos glóbulos vermelhos e acontece diariamente durante toda a vida, mas é mais pronunciada no período neo-natal. Até o fígado do bebé começar a funcionar em pleno, a bilirrubina tende a subir no sangue, causando um tom amarelado da pele e da “branca dos olhos”.

Detecção

A alteração da cor progride da cabeça para os pés, pelo que um bebé com icterícia ligeira pode estar amarelo apenas na face, enquanto um outro com icterícia grave estará amarelo no corpo inteiro.

Curso

A maioria das vezes, a icterícia vai ser ligeira e pode ser ignorada, uma vez que desaparecerá sem tratamento. No entanto, em situações fisiológicas mais graves ou se a icterícia estiver presente nas primeiras 24 horas de vida (patológicas), o tratamento será provavelmente necessário. A icterícia patológica, muito mais rara, é causada por doença ou outro problema médico, como é o caso de “Incompatibilidade de Grupo Sanguíneo” - bebé e mãe têm diferentes grupos de sangue e a mãe pode produzir anticorpos que destroem os glóbulos vermelhos do bebé.

Icterícia e amamentação

Em bebés que fazem aleitamento materno, a icterícia é muitas vezes causada por quantidade insuficiente de leite. Uma vez que ele não está a mamar muito, os seus intestinos não funcionam e a bilirrubina não é removida do organismo nas fezes. O melhor tratamento é amamentar mais frequentemente (pelo menos 8 a 10 vezes por dia), permitindo um melhor funcionamento dos intestinos, ajudando a remover a bilirrubina do corpo do seu bebé. O fornecimento de maior quantidade de água não vai ajudar.

Tratamento

O nível de icterícia que pode ser perigoso depende de muitos factores: idade do bebé, se ele é de termo ou prematuro ou se tem outra doença. Quando os níveis de bilirrubina se elevam muit, a icterícia pode ser perigosa para o desenvolvimento do sistema nervoso do seu bebé - situação muito rara. Se o médico está preocupado com a gravidade da icterícia, será colhida uma amostra de sangue do bebé para medir se a bilirrubina está perto de valores preocupantes. Quando a icterícia requer tratamento, utiliza-se uma técnica chamada fototerapia, que significa simplesmente tratamento com luz. A luz aumenta a remoção da bilirrubina do corpo. Na fototerapia, a pele do bebé é exposta a uma luz especial, fluorescente de alta intensidade. O tratamento continua até os valores de bilirrubina voltarem para valores seguros. Lembre-se:
· A icterícia nos recém-nascidos é muito comum. Na maioria dos casos é uma situação normal, inocente, por um curto período de tempo.
· A icterícia é perigosa apenas se os níveis de bilirrubina no sangue atingirem valores muito altos. A melhor maneira de saber o seu valor é analisando uma amostra de sangue do seu bebé.
· Quando o tratamento for necessário por bilirrubina aumentada, os métodos são seguros e eficazes em virtualmente todos os casos.

Cuidados com o recém-nascido a realizar fototerapia
A icterícia nos recém-nascidos é muito comum. Na maioria dos casos é uma situação normal, inocente, por um curto período de tempo. Quando o tratamento é necessário por bilirrubina elevada no sangue, a fototerapia é segura e eficazes em virtualmente todos os casos.

· Por ser normal os RN’s perderem cerca de 10% do seu peso inicial nos primeiros dez dias de vida, o seu bebé será pesado antes de começar a fototerapia.
· Não deve retirar o adesivo protector colocado na testa do bebé para que possa realizar o bilicheck (teste transcutâneo para se avaliar o valor de bilirrubina) sempre no mesmo local para que o valor seja mais correcto.
· O seu bebé deve estar despido de modo a expôr o máximo de superfície corporal, mas é fundamental o uso de fralda para proteger os genitais da acção do calor.
· Deve alterar a posição do seu bebé de 2 em 2h.
· Aconselhamos retirar o seu bebé o menos possível da fototerapia.
· No caso de ter indicação para fototerapia dupla serão colocados óculos especiais para proteger os olhos do seu bebé, para prevenir lesões pela acção da luz. Deve verificar sempre se as pálpebras estão bem fechadas e os óculos na posição correcta.
· Para retirar o seu bebé da fototerapia deve primeiro desligar a luz fluorescente para evitar o contacto deste com os olhos do bebé como só deve colocar o se bebé depois de desligar a luz.
· Para o banho diário o seu bebé deve ser retirado 65 minutos antes para que o seu corpo não sinta a diferença de temperatura.
· O tempo entre as mamadas deve ser mais reduzido para controlar o estado de hidratação e nutrição do seu bebé.
· Nos cuidados de higiene deve apenas utilizar apenas água, não aplicando cremes na pele do seu bebé para evitar queimaduras.
· A higiene dos olhos e do cordão umbilical não sofre alterações; deve limpar os olhos apenas com soro fisiológico e desinfectar o cordão com álcool a 70º.
· É importante vigiar o número de vezes e quantidade de dejecções do seu bebé pois é através das fezes que ele excreta a bilirrubina.

Autor: Jorge A. Ruivo – Médico Club Clínica das Conchas:http://www.clinicadasconchas.pt/

Fonte:
http://bebes.clix.pt/biblioteca/frames.asp?IDNoticia=1743

Sopa com massinha

Também foi aprovada pela Joana!

O nabo

Há exactamente uma semana a Joana provou, pela primeira vez, o nabo e, como fruta, o alperce.
E devo dizer-vos que não sai à mãe: a Bolotinha adorou!Fiz uma sopa com a base habitual (batata e cebola), adicionei cenoura, alho francês, courgette e um pedacinho de nabo. Apesar do aroma pouco convidativo (pelo menos ao nariz da mãe e do pai!), a Joana não se fez rogada e comeu a sopa quase toda. Valente!

sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

A disciplina nos primeiros 2 anos duma criança

Durante algum tempo, parece que se tornou bastante comum confundir o conceito de disciplina com o de castigo. No verdadeiro sentido da palavra, disciplina é o conjunto de métodos pelos quais os pais se guiam e ensinam os seus filhos. Usa-se a disciplina para se ensinar o correcto e o errado, para ajudar uma criança a interiorizar o sentido de limites e de comportamentos próprios, mas também para o ajudar a tolerar os atrasos nas gratificações, e desenvolver resistência è frustração. Portanto, disciplina não é castigo.

Ensinar ou tentar desenvolver a disciplina não é tarefa para um dia. É um projecto de longo-termo. Sabemos que as crianças estão constantemente a testar os limites, a paciência e a consistência dos pais na aplicação da disciplina. Isto faz com que os pais estejam sempre a repetir as mesmas questões, vezes e vezes sem conta, até chegarem outras novas questões.

No limite, disciplina significa disponibilizar calma e limites consistentes. Claro que não é uma tarefa fácil. Mas a contra-partida é a de que os nossos filhos acabam por desenvolver auto-controlo, consideração pelos direitos e necessidades dos outros, conseguem gerir o adiamento da gratificação e tolerarem a frustração.

O importante da disciplina é a maneira como os pais a aplicam, que deve alterar-se e adaptar-se à medida que os filhos crescem. Os pais que vêm a disciplina como uma forma de mostrar quem manda estão a ir pelo caminho errado. Se uma criança acreditar que a disciplina é uma questão de controlo, ela irá responder com resistência e teimosia.

Contudo, haverá sempre alturas, em que não importa quantas vezes os pais tentaram ser razoáveis e equilibrados, que não vão conseguir evitar uma discussão. Às vezes, até parece que é justamente quando o pai está mais cansado que a criança se lhe dirige e insiste particularmente. Ou quando os pais chegaram a casa ao final do dia, ou quando há visitas em casa, ou quando estamos ao telefone, ou até mesmo a meio dum negócio importante.

Bater, ou usar a força física, quando estamos irritados vai ensinar à criança para usar a força física para controlar os outros. Estas expressões de raiva dos pais podem até mesmo minar todos os esforços que os pais tiveram para ensinar os seus filhos a controlarem a sua própria raiva.

Criar uma situação de pausa geralmente funciona para drenar alguma excitação duma situação tensa. Esta técnica resulta pondo a criança sentada por um curto intervalo de tempo (talvez um minuto por cada ano de idade que a criança tiver, dependendo também do temperamento de cada uma) num sítio específico tal como uma cadeira, uma escada, num quarto, etc. O importante é esse sítio não ser nem demasiado estimulante nem demasiado fechado. A ideia é que a criança ganhe novamente o controlo do seu temperamento. Para que estas pausas resultem, não devem ser vistas como um castigo, mas sim como um momento especial para reagrupar ideias e acalmar. Assim, quando a criança já se encontrar estabelecida, sente-se ao lado dela e diga-lhe porque é que interferiu desta forma. Não explique, mas dê ao seu filho uma ideia clara de quais são as suas expectativas relativamente ao seu comportamento.

A disciplina não funciona se falar com o seu filho como se fosse uma criança mais velha. À medida que o seu filho for crescendo e se tornando mais ágil na forma como usa a linguagem, pode parecer que percebe mais as coisas do que como, efectivamente, elas são. E às vezes o que parece ser um olhar desafiador, é uma falta de compreensão do seu filho sobre as coisas.
Não procure o controlo absoluto nem a compreensão absoluta das coisas. Nestas idades, na maior parte das vezes, o seu filho só fará as coisas como os pais querem se de facto lhes apetecer, ou se tiverem curiosidade sobre uma determinada coisa, ou se naquele momento não sentirem necessidade de afirmar independência. Muitas das vezes, ensinar disciplina pode ser um conjunto de pequenas e delicadas negociações, mais do que “bater com o pé”.

Por outro lado, há outros problemas que podem ser geridos, simplesmente, evitando-os. Se não quiser que o seu filho apanhe ou toque em determinados objectos, simplesmente tire-os do seu alcance. Se não quer que o seu filho ande a mexer em mercearias, ou nas bebidas alcoólicas lá de casa, tire-as do sítio e coloque-as onde saiba que o seu filho não lhes consegue pegar.
As distracções ou as substituições geralmente resultam como forma de circunscrever confrontações. Por exemplo, o seu filho quer pegar a sua caneca da companhia das indias: procure arranjar logo uma alternativa dando-lhe a caneca que tem o ursinho, ou então se aparecer a clássica birra, tire-o de cena e leve-a para a sala, ou para outro quarto e arranque com uma nova brincadeira. Outro exemplo, o seu filho quer brincar com as pinturas de maquilhagem da mãe, pois bem sente-se no chão com ele mas façam pinturas com os lápis de cera, ou guaches ou canetas. Etc., etc.

As refeições não são provavelmente as melhores alturas para a disciplina do seu filho ou para mostrar autoridade. Discutir acerca da comida que o seu filho come, ou a maneira de como ele se comporta à mesa vai fazer com que perca o gosto das refeições em família ou num restaurante. Discussões à volta da alimentação vão ensinar ao seu filho que a comida oferece uma maneira garantida de ter atenção. Para além disto, pode contribuir para questões relacionadas com problemas do comportamento alimentar no futuro. Nunca é boa ideia usar comida como recompensa, como castigo, como negociação, etc. A comida deve estar sempre relacionada com alimentação, ou com o estar com outras pessoas, mas nunca relacionada com controlo ou com disciplina.

São os pais que ensinam os comportamentos aos seus filhos servindo-lhes como exemplo. O seu filho aprenderá a auto-disciplina e respeito pelos outros pela observação e experiência que tem sobre a maneira como é tratado, e como os pais interagem com os outros.

Fonte:
http://consultoriodeeducacao.blogs.sapo.pt

Cara de traquinas!

Durante a passada semana, enquanto a Joana brincava ao fim do dia, já em casa, algo nas expressões faciais e no olhar da Bolotinha chamou a nossa atenção. Perguntei ao pai: “Não achas que ela está com uma cara de traquinas?”, ao que ele respondeu, a rir: “Traquinas é pouco, safardanas é a palavra certa!”
E, de facto, nas fotografias também notamos essa mesma traquinice no olhar, um misto de felicidade e de travessura!Daqui a alguns meses certamente regressarei a este tópico quando a Joana já fizer das suas...por si!

quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Como escolher os brinquedos para os seus filhos!

Como toda a gente sabe, a actividade profissional que as crianças têm é brincar, e as ferramentas que elas utilizam para brincar são os brinquedos.
A questão que se coloca é que tipo de brinquedos é que elas devem ter? Quais é que são os mais e os menos apropriados? Por quais é que havemos de decidir se todos os dias as crianças são “bombardeadas” na televisão pelos mais variados anúncios, e se têm disponíveis óptimos desenhos animados que ainda por cima, a maior parte das vezes são cópias perfeitas de bonecos que se podem vestir, que vão a festas, são personagens de aventuras fantásticas, uns casam e têm filhos, outros são invasores galácticos, etc. Existe portanto, uma concorrência enorme no que diz respeito ao entretenimento e brincadeiras.
Idealmente, os brinquedos que se devem comprar são aqueles que são os apropriados às suas idades. Por exemplo, embora um microscópio possa ser bastante estimulante e útil para uma criança de 11 anos, é muito provável que fique numa prateleira, sem ser tocado, se for oferecido a uma criança de idade pré-escolar.
Já por outro lado, se comprar uma boneca à sua filha, que já venha com um vestido, por exemplo, medieval e com algum significado histórico, é muito provável que rapidamente a sua imaginação voe no tempo.
Actualmente, muitas empresas já indicam nas caixas dos brinquedos as faixas etárias próprias, o que já ajuda bastante tanto na escolha como no efeito que vão suscitar, pondo de lado a frustração e sentimentos de incapacidade que poderiam provocar.
Na escolha de brinquedos para o seu filho, não deixe também de ter em conta as diferentes áreas de competências que alguns brinquedos ajudam a desenvolver.
Por exemplo, desenvolver a motricidade fina é essencial numa criança que está a aprender a escrever o seu nome. Os brinquedos que potenciam e desenvolvem melhor esta competência são os carrinhos de brincar, materiais de construção, yô-yôs, imãs, jogos de vídeo, o manuseamento de ratos de computador ou escrever com teclados de computador.
Já no que diz respeito a desenvolver a capacidade coordenadora e a desenvolver a força dos músculos duma criança, é indicado uma corda para saltar, andar de patins, jogar com raquetes, começar a andar de patins em linha, ou até começar a andar de bicicleta.
Os brinquedos podem ajudar a desenvolver a imaginação das crianças. As crianças, nos seus primeiros anos de escola, adoram brincar ao faz-de-conta. Por exemplo adoram brincar a fazer de conta que são o senhor dos correios, ou a fazerem de conta que são professores e que estão a ensinar o ABC aos seus alunos. Experimente dar um kit de médico ao seu filho e vai ver que começa logo a simular operações nos seus bonecos preferidos. As crianças da primária adoram brincar com bonecas e com animais. Por isso mesmo, nestas idades, não prive um rapaz de brincar com bonecas, nem desencoraje raparigas a brincar com carrinhos ou com brinquedos que são tradicionalmente de rapazes. Se preferir, para além de bonecas ou animais de peluche, os fantoches são uma boa alternativa, porque são óptimos para dar vida e vozes e recriar histórias através da imaginação. Não esqueça que pela imaginação duma criança, a caixa que vem com o frigorifico ou com o novo micro-ondas lá para casa pode ser rapidamente transformada numa estação espacial ou num teatro de marionetas.
As crianças, basicamente, adoram é fazer coisas e brincar. Encoraje os seus filhos a trabalharem a criatividade, assegurando sempre que eles tenham à mão papel, lápis, marcadores, canetas, tintas, pincéis, lápis-de-cera, etc. Os brinquedos de encaixe, os Legos, os Playmobil, etc., são óptimos para projectos de arquitectura. Os kits de jóias, os instrumentos musicais, etc. são óptimos para desenvolver as suas criatividades.
Outro tipo de brinquedos que ajudam as crianças a desenvolver a sua capacidade de pensar são precisamente os jogos de tabuleiro. No caso de crianças mais novas é melhores jogos simples, mas nos mais velhos os puzzles, livros, e kits científicos são os mais indicados. Para além das crianças, praticamente todos os jogos de tabuleiro têm um lado muito positivo porque podem ser sempre feitos em família.
Nunca houve um número tão grande de software de computadores para ajudar crianças a aprender a ler e escrever, para escreverem, ou até mesmo para aprenderem coisas sobre o mundo. Procure escolher com cuidado, dentro da oferta existente e assegure-se acerca da idade em ser ou não apropriada. Já agora, assegure-se também que o software que comprou tem simultaneamente características educacionais e de entretenimento. À medida que as capacidades de leitura do seu filho melhorarem, a Internet pode começar a ser também uma boa ferramenta para exercitar a curiosidade e a explorar novas áreas do conhecimento. Tal como com a TV, na utilização da Internet é aconselhada a supervisão e medidas de precaução, pela capacidade interactiva e de exposição que a web oferece.
Independentemente da loja para comprar os brinquedos aos seus filhos, pense antes em comprar brinquedos activos, mais do que os passivos. A maior parte dos brinquedos existentes hoje em dia, permitem fazer logo toda a brincadeira carregando em um ou dois botões e… já está! É muito mais benéfico e importante para o desenvolvimento do seu filho que ele tenha brinquedos que permitam envolver-se activamente com eles e na própria brincadeira.
Brinque com os seus filhos!



Por: A equipa Let's Grow
Fonte: http://consultoriodeeducacao.blogs.sapo.pt

Ah! Não mexe!

A Joana já responde muito bem ao “Não” e à interjeição “Ah! Não mexe!”. Enquanto o “Não” é mais característico do pai, eu recorro à interjeição “Ah! Não mexe!”.
Quando assim é, a Joana pára, olha para nós e deixa de investir ou de fazer alguma aproximação a um fruto proibido.
E não é que, há cerca de três dias, depois do meu “Ah!”, ela soltou outro “Ah!”, a olhar para mim, como quem exclama: “Eu também sei dizer!”.Será um primeiro teste ao nosso “Não”?!

quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

Diarreia e vómitos

Diarreia: é uma inflamação do intestino, geralmente provocada por uma infecção, com cura espontânea em cerca de uma semana.
Contudo, as crianças mais pequenas correm o risco de desidratação por maior perda de líquidos do organismo.

Conselhos práticos:
- Se amamentar o seu filho, continue a fazê-lo como habitualmente;
- Se o seu filho beber exclusivamente leite para lactentes, não precisa de fazer modificações na dieta, embora não seja incorrecto diluir um pouco mais o leite. Deve aconselhar-se com o seu pediatra;
- Ofereça mais líquidos que o habitual, mas em pequenas quantidades. Pode optar por chá preto fraco e açucarado ou por soro de rehidratação oral;
- Se a criança tiver febre e necessitar de antipirético, prefira xarope em vez de supositório;
- Se a criança já tomar iogurte, prefira este alimento ao leite artificial;
- Faça uma dieta sem gorduras e sem legumes verdes;
- Não force a criança a comer.

Contacte o médico se a criança:
- Vomitar com frequência e não tolerar a dieta oral, principalmente os líquidos;
- Tiver numerosas dejecções em poucas horas;
- Ficar com olheiras;
- Ficar prostrada ou irritada;
- Molhar menos a fralda ou urinar menos.

Vómitos: os vómitos acompanham muitas das doenças infantis. Com frequência surgem em qualquer situação febril, com a garganta inflamada ou na gastroenterite.
É importante saber que só por si os vómitos não são sinónimo de gravidade. Após um episódio de vómito, qualquer doente, criança ou adulto, fica prostrado e com mau ar. Todavia, passado pouco tempo, a criança volta ao seu habitual.

Conselhos práticos:
- Faça uma pausa alimentar superior a meia hora;
- Se a criança vomitou mais de uma vez, ofereça-lhe uma bolacha com doce ou um pouco de açúcar;
- Passada mais meia hora, ofereça pequenos goles de chá fraco açucarado ou de soro de hidratação oral, com intervalos de tempo regulares;
- Se for necessário dar um antipirético, prefira um supositório;
- Faça uma dieta sem gorduras;
- Não force a criança a comer;
- Não transmita ansiedade ao seu filho.

Contacte o médico se a criança:
- Vomitar com frequência e não tolerar a dieta oral, principalmente os líquidos;
- Tiver vómitos com sangue;
- Ficar com olheiras;
- Ficar prostrada ou agitada;
- Molhar menos a fralda ou urinar menos;
- Tiver febre alta que cede mal ao antipirético.


Fonte: Folheto informativo do HCD

Mãe, mãe, mãe,mããããeeee!

É como está a Joana há uma semana e meia. Só quer o meu colo, quando me vê desata aos pulinhos, mesmo estando ao colo do pai, e não quer ir para outro colo que não o da mãe. Quando me afasto ela rabuja de imediato e quando a pego ao colo ela segura-se muito bem aos meus ombros, abre a boquinha e aterra os lábios na minha bochecha! Às vezes sinto mais as suas gengivas mas esta espécie de beijinho vale tudo :-)

terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Prevenção de acidentes domésticos

1. Em toda a casa

- Evite deixar brinquedos espalhados pelo chão da casa;
- Proteja todas as tomadas de electricidade;
- Opte por ter tapetes anti-derrapantes;
- Coloque os medicamentos, detergentes e outros produtos de limpeza em armários fora do alcance das crianças e sempre fechados à chave;
- Guarde bem os instrumentos de bricolage, pequenos electrodomésticos e caixa de costura;
- Proteja as arestas pontiagudas dos móveis;
- Coloque cancela nas escadas e rede nas varandas;
- Não deixe a criança sozinha na varanda ou à janela;
- Coloque dispositivos de segurança nas janelas de forma que estas só se abram parcialmente;
- Fixe as estantes às paredes;
- Afaste as crianças dos aquecedores;
- Atenção aos objectos de decoração de fácil acesso para as crianças. Evite ter ao seu alcance objectos de loiça pequenos e leves. São um alvo fácil!;
- Tem animais em casa? Estão vacinados e dentro do controlo sanitário?;
- Os andarilhos não são recomendados.

2. Na casa-de-banho

- Não deixe a criança sozinha a tomar banho;
- Coloque primeiro a água fria e só depois a água quente;
- Verifique a temperatura da água antes de iniciar o banho;
- Utilize na banheira um tapete anti-derrapante;
- O esquentador não pode estar na casa-de-banho.

3. Na cozinha

- Não permita que a criança entre na cozinha quando estiver a cozinhar;
- Durante a confecção das refeições, coloque as pegas dos tachos viradas para a parte de dentro do fogão. Pode colocar também grelhas de protecção adequadas;
- Afaste a criança dos objectos quentes;
- Não mude os produtos tóxicos da embalagem de origem nem utilize embalagens que possam sugerir outro conteúdo por forma a evitar erros;
- Não deixe os detergentes ao alcance das crianças;

4. No quarto da criança

- Coloque grades de protecção lateral com o mínimo de 60cm de altura e a distancia entre as barras não deve ser superior a 6cm;
- Coloque a cama longe da janela;
- Atenção à desarrumação! Não tropece em nenhum brinquedo!.

5. No quarto dos pais

- Para a criança, o quarto dos pais é sempre um mistério a desvendar...!;
- Atenção ao conteúdo das gavetas, sobretudo das mesas de cabeceira;
- Não deixe o bebé sozinho na cama dos pais;
- Dormir na cama dos pais não e bom hábito...

Em suma, faça do seu filho um aliado na luta contra os riscos de acidentes. De acordo com a faixa etária, explique ao seu filho o que não deve fazer, dizendo-lhe o porquê de cumprir regras de segurança e dando o exemplo.

Fonte: Folheto informativo do HCD


O carrinho do Noddy

No Sábado a Joana andou, pela primeira vez, num carrinho do Noddy e adorou!Avistamo-lo no hipermercado e não resistimos. Sentamos a Joana, ela agarrou-se de imediato ao volante, colocamos uma moeda de €1 e o carro começou a cantar as músicas do Noddy. Ela adorou! No fim, olhou para cima, para o Noddy que estava de pé, estendeu o braço e tocou-lhe no nariz rosado, como se lhe estivesse a fazer uma festinha. Uma delicia de se ver!

Auto-exame da mama

1ª etapa

Observe:
- Relaxada, observe os seios ao espelho, primeiro com os braços para baixo e depois para cima;
- Procure alterações no contorno da mama, zonas de endurecimento, “inchaços”, “caroços”, “covinhas” na pele, mudanças de cor na pele e mamilo.

Sinta:
- Deverá aprender a sentir durante o duche com o peito ensaboado;
- Teste a sua auto-observação utilizando a polpa dos dedos.

2ª etapa

Método das linhas verticais: comece por um lado do seio e passe os dedos de baixo para cima e de cima para baixo até chegar ao outro lado do seio.

Método de círculos concêntricos: comece o auto-exame a partir da parte de cima do seio e faça círculos no sentido dos ponteiros de um relógio, aproximando-se, progressivamente, do centro.

Método do relógio: Divida o seio em seis segmentos imaginários. Comece a partir da parte de cima do seio – 12 horas – e desça até ao mamilo, fazendo pequenos movimentos circulares. De seguida, ponha os dedos nas 2 horas e repita a mesma operação. Continue até ter visto os 6 segmentos.


Fonte: Unidade de Senologia do HCD

segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

O umbigo das coisas

Ou muito me engano ou é melhor começar a pensar em proteger as tomadas.
Tenho observado que a Joana adora o umbigo das coisas e, para ela, todos os buraquinhos servem para pôr o dedo para melhor explorar.
Vejam esta série de imagens e digam se elas não são ilustrativas do fascínio da Bolotinha por buracos e buraquinhos e afins:

O umbigo da bola:



O nariz da Hello Kitty:



Os furinhos do regador:


O cinto do ovo:


O Lego:



O comando de uma das televisões:



A base de uma garrafa de água:

domingo, 10 de Agosto de 2008

O nosso dia de anos

O meu primeiro dia de anos enquanto mãe teve um sabor muito, muito especial. Se, no ano passado, passeava a Joana dentro da minha barriguinha, este ano o meu dia de anos passou a ser não apenas meu como também da Joana e do pai.
Levantei-me cedo, marcava o relógio poucos minutos depois das 06:00, com uma Bolotinha a reclamar o seu primeiro biberon.
Durante a manhã fomos ao Colombo onde compramos uma nova cadeirinha para o carro, da marca italiana Brevi (
www.brevi.eu), indicada para crianças entre os 9 e os 36kgs, modelo “Touring Brevi”. Vimos várias marcas mas optámos por esta por ser a que nos pareceu mais equilibrada no binómio preço vs qualidade (€109). É uma cadeira muito confortável, segura e fácil de montar. No início, a Joana estranhou um pouco mas acabou por gostar do facto de poder ver os pais sentados nos bancos da frente, bem como as paisagens que iam desfilando pela janela durante o nosso passeio vespertino até ao Estoril.
Quando eu vi o ovo desaparecer para dar lugar a uma cadeirinha confesso que senti uma certa nostalgia. A minha Bolotinha está a crescer! Durante a tarde lavei os forros e a capota, que já se encontram a secar para depois poder armazenar o ovo dentro de uma protecção plástica.
Também compramos um saco com 80 peças de Lego na Toys ‘r’ Us, que a Joana adorou e uma camisinha na Zippy Kids à qual eu não resisti!
O pai, esse, recebeu um filme e eu, um livro. Tinha-o avistado na FNAC, há cerca de duas semanas, e fiquei curiosa em o ler:



Diz-nos a descrição na contra-capa o seguinte:

“O que faz uma mãe trabalhadora de Park Avenue quando o seu problemático filho de nove anos precisa desesperadamente de uma referência masculina e o marido é um trabalhador compulsivo obcecado pelo poder? Se ela for como a heroína determinada da nova e astuciosa comédia de costumes de Holly Peterson, situada no mundo afectado da elite nova-iorquina, faz o mesmo que praticamente todas as mulheres da sua vizinhança: contrata um ama-seca.
À primeira vista, a ideia de pagar a um homem para servir de exemplo a Dylan parece disparatada. Mas bastou ver Peter Bailey em pessoa para Jamie Whitfield se convencer de que afinal não era tão disparatada assim. Peter é calmo, sereno, competente, e tão encantadoramente terra-a-terra que se torna irresistível. E com o escândalo político-sexual da década a propulsionar vertiginosamente a sua carreira como produtora de informação, e o marido fechado constantemente no escritório, Jamie está a precisar de alguma estabilidade.
Peter recorda-a o que ela foi outrora, algo de que ainda sente falta e que, debaixo de toda a ostentação da alta sociedade, continua a ser. Mas será que o seu novo ama-seca lhe trará novamente estabilidade ou, antes pelo contrário, lhe irá dar a volta à cabeça?”

Penso que me vou divertir com esta leitura!
Este é a primeira vez que, no meu dia de anos, recebo mas também dou presentes. E sabe tão bem!
Há um ano, o meu bolo de aniversário era feito de massa de brigadeiro. Este ano, foi um semi-frio, acompanhado de Glórias em miniatura, bolinhos esses que eu devoro num ápice! Não faltaram o champagne, as fotografias e, claro, os miminhos neste dia tão especial!

A nova cadeirinha da Joana:


Adeus ovo:


A camisinha:


O saco com as peças Lego:



Ena, o Lego também serve para levar à boca!:



8 voltas ao mundo

Recebi um desafio da mamã do João, a Mara (http://www.mara-barriguitas.blogspot.com), que consiste em nomear
8 coisas que eu quero fazer nesta vida.
Vamos lá então:

1 - Dar um irmão ou irmã à Joana: adorei estar grávida e, apesar de ser e de gostar de ser filha única, reconheço a importância dos irmãos;

2 – Tirar um mestrado e um doutoramento na área das ciências sociais e humanas;

3 – Viajar;

4 – Comprar uma casa de férias;

5 – Andar de balão: deve ser engraçado!;

6 – Conhecer pessoalmente as mamãs que eu acompanho através dos babyblogs: temos que pensar e concretizar um mega-encontro!;

7 – Participar numa acção de voluntariado junto de uma comunidade infantil: porque ajudar é preciso!;

8 - Continuar a minha realização profissional e, sobretudo, ser feliz!

Tendo em conta que devo passar este desafio a 8 mamãs, elas são:
- Mamã do Martim:
http://taniangelo.blogspot.com
- Mamã do Rafinha: http://www.ashistoriasdorafinha.blogspot.com
- Mamã da Gabriela: http://diariodeumainfancia.blogs.sapo.pt
- Mamã da Matilde: http://umpaisemaravilhas.blogspot.com
- Mamã do Pedro: http://o-meu-cantinho.blogspot.com
- Mamã da Carolina: http://joanabaptista-carolina.blogspot.com
- Mamã do Kiko: http://kikotrakinas.blogspot.com
- Mamã da Dalila: http://ponderarpconquistar.blogspot.com

E ainda...todas as mamãs que adorem desafios, tal como eu!

sábado, 9 de Agosto de 2008

E quem é que faz anos hoje?!

Eu!!!
Neste dia pensei em partilhar com vocês uma fatia do meu bolo virtual mas conclui que tal não seria suficiente.
Assim, abri o meu álbum de fotografias e seleccionei uma imagem que ilustra este texto e que mostra a minha avó materna comigo ao colo, tinha eu dois meses de vida.
Sempre que faço anos faço uma reflexão sobre mim mesma. Redefino-me, regresso ao passado e projecto o futuro. Assim, penso que não haverá melhor dia do que este para partilhar convosco o meu auto-retrato.
Sou uma pessoa meiga, optimista, de sorriso fácil, persistente (há quem diga que sou teimosa!) e trabalhadora. Ponho o melhor de mim em tudo aquilo que faço pois, para mim, o que é feito a meio-gás ou em cima do joelho, não serve. Aprecio a excelência, o rigor e a organização. Tenho uma paciência quase infinita e adapto-me facilmente a diferentes situações e contextos. No entanto, não aceito criticas, opiniões ou atitudes não fundamentadas. Contexto e fecho a porta quando as pessoas, perante a minha boa-vontade, abusam. Tenho uma forma muito peculiar de o demonstrar, nomeadamente através de um olhar gelado e fulminante. Segundo o Pedro, eu sei fazê-lo muito bem e desarmo qualquer um com ele.
Não tolero o cinismo nem o faz-de-conta. Não tenho vocação para ser politicamente correcta nem para conversas de circunstância. Quando gosto, gosto, quando não gosto, não gosto.
Posso dizer-vos que, dentro dos meus desagrados, encaixo-me perfeitamente no meu signo, Leão. Mas, sinceramente, acho que sou uma leoa dócil! De facto, não estou a ver-me com outro signo que não este :-)
Não gosto de frequentar locais barulhentos e sobrepovoados. Fujo da confusão. Sou uma pessoa calma mas há uma coisa que me põe fula: fico furiosa quando vou a andar e as pessoas que vão à minha frente estacam, literalmente, a meio do caminho...este impasse, este parar sem mais nem menos deixa-me em estado de sítio!
Tenho medo de animais rastejantes, do escuro total e fico agoniada só de pensar na possibilidade de ficar fechada dentro de um elevador.
Gosto de andar de avião mas enjoo em barcos.
Adoro ler, escrever, tirar fotografias, passear, ver um bom filme, comer chocolates (de leite!) e da boa comida do Norte.
Gosto de agendas, do azul do mar e do aroma da erva acabadinha de cortar. Adoro o cheiro da minha filha e tudo aquilo que ela me transmite, acordada ou a dormir. Ser mãe é, para mim, a minha melhor e maior realização e o meu projecto futuro passará certamente por dar um irmão ou irmã à Joana.
Desde que fui mãe aprendi a ser mais selectiva em relação a tudo aquilo que me rodeia pois quero o melhor para a minha filha e para a minha família.
Sou muito ciosa da minha privacidade, sou amiga dos meus amigos, generosa, leal e disponível em qualquer circunstância.
Tenho valores bastante sólidos e que assentam na lealdade, honestidade, entreajuda e companheirismo.
Adoro ser mimada e de ir às compras. Adoro o entardecer e a sexta-feira à noite. As segundas-feiras são críticas mas são um passo para o fim-de-semana!
Há exactamente um ano atrás abraçava a minha filha rodeando a minha barriguinha com os braços. Este ano é tudo tão diferente e tão bom! Aliás, hoje não vou ser a única a receber presentes!Parabéns para mim, parabéns para a vida!

Como a ocitocina é produzida no cérebro

Já se sabia que a ocitocina está envolvida no processo de amamentação. Quando a mãe está a amamentar os níveis de ocitocina no cérebro aumentam. Esta hormona, a que Michel Odent chama «a hormona do amor» está presente também no parto e durante a actividade sexual.
Só é libertada quando a mulher se sente segura e confiante. É produzida no hipotálamo, a zona do nosso cérebro que comanda as nossas funções mais primitivas e inconscientes, como a regulação da temperatura corporal, a sensação de fome e sede e também os sentimentos de confiança e segurança. Medo ou consciência de perigo inibem a produção de ocitocina e, como tal, comprometem todos os processos vitais referidos.
Mas o que ainda não se sabia era de que forma esta hormona era produzida no cérebro durante a amamentação. Investigadores da Universidade de Warwick descobriram agora o mecanismo que está por trás deste processo e mostram como a vinculação entre mãe e bebé faz também parte de um processo bioquímico.
A libertação de ocitocina tem origem numa parte dos neurónios chamada denditros. Estes eram conhecidos por serem fundamentalmente receptores de informação, mas neste processo são eles que lideram, aumentando a comunicação inter-neurónios, que conduz a verdadeiras explosões, coordenadas, de ocitocina.
Este produção intensa da «hormona do amor» (ou da confiança, como também há quem lhe chame) promove o processo de ligação (vinculação) com o bebé, pelo sentimento de confiança e de bem-estar que produz na mãe. Os investigadores dizem que o processo é similar à acção coordenada de um enxame de insectos e que pode ajudar a perceber outros processos semelhantes que acontecem no cérebro. O estudo foi divulgado há poucos dias na revista científica PLoS Computational Biology.

Fonte: Pais&Filhos

sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Jantar em família aumenta desempenho escolar

Um estudo divulgado pelo governo britânico revela que as crianças que se sentam à mesa com os pais todas as noites para jantar obtêm melhores notas na escola. De acordo com o relatório de pesquisa, envolvendo 20 mil alunos ingleses, uma boa relação entre pais e filhos – na qual se incluem refeições regulares e partilhadas – tem resultados directos no desempenho escolar.
“Metade dos que jantam em família obtiveram notas acima da média, comparadas com quase um terço das crianças que quase nunca têm refeições familiares à noite”.
O estudo sugere ainda que as crianças que têm um limite horário nas saídas à noite também alcançam classificações superiores nos exames.

Fonte: Pais&Filhos

Quem sai aos seus...

...dorme com os pés de fora!
A Joana adora o seu lençol para adormecer: puxa-o para si, morde as extremidades, esfrega-o de encontro aos olhos, vira-se para um lado, depois para o outro e adormece.
Passados alguns instantes, consegue, não sei como, ficar só com os pés destapados. E, de manhã, está o lençol aos pés da cama...

quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

Bebés na piscina!

A iniciação aquática dos bebés desperta no papá e na mamã expectativas singulares. E também muitas dúvidas. A verdade é que para que seja cómoda, segura e agradável, a actividade na água requer várias condições especiais.Desde que nascem, os bebés devem realizar múltiplas adaptações para se adequarem à vida extra-uterina. O contacto com o ar, as roupas, as mãos e os braços de quem o sustém, incluídas as variações de temperatura, constituem uma gama de experiências que o pequenino enfrenta durante as 24 horas. Se a isto somarmos as outras grandes adaptações, que têm a ver com respirar, alimentar-se e dormir, poderemos compreender que o bebé realiza um esforço contínuo, embora nos pareça que só come, dorme e suja fraldas. Para todas essas modificações, os bebés só necessitam de crescer e de se desenvolver naturalmente. Isso, e também carinho, protecção, e um meio ambiente estimulante, do ponto de vista afectivo, motor e social.

Um meio ideal
A água é o meio ambiente ideal para que os papás e o bebé se sintam confortáveis e animados a experimentar – entre mimos, brincadeiras, canções – novos estímulos e formas de contacto. No entanto, a iniciação aquática dos mais pequeninos costuma despertar expectativas únicas e também muitas dúvidas. A verdade é que para resultar cómoda e satisfatória, a actividade na água requer várias condições, sobretudo quando se trata de bebés. Por um lado, as questões de ordem pedagógica exigem, por exemplo, pessoal docente especializado se se pretende ter, além de um estado satisfatório, todos os benefícios psicológicos e físicos sem nenhum risco, apesar da fragilidade do bebé no momento de enfrentar a aprendizagem. Por outro lado, terão de se considerar também as questões higiénicas e sanitárias relacionadas com as instalações em geral, e especialmente com a piscina.


É tão pequenino que fico com medo que se contagie com alguma coisa na água...
Os banhos, os duches e os vestiários deverão encontrar-se em excelentes condições de higiene. É imprescindível a higiene com água clorada, para impedir a proliferação de bactérias num lugar que, pela humidade e o calor, requer mais cuidado. Por outro lado, os utilizadores – mamãs, papás e bebés, devem tomar um duche prévio com água e sabão, para não prejudicar a pureza da água da piscina. O controlo bacteriológico, a qualidade dos produtos químicos que se utilizam, a quantidade de horas de filtragem e a manutenção geral da piscina são fundamentais para assegurar que a saúde não se veja afectada. O equilíbrio de pH (níveis de acidez e alcalinidade) e a quantidade de cloro também exigem um controlo constante, já que o Sol e o calor podem consumir os produtos. Cloro e pH em bom equilíbrio garantem saúde, comodidade e sensação de prazer, sem pele nem mucosas impregnadas de cloro (se há em excesso), olhos vermelhos ou sabor desagradável. Não basta a transparência da água – também necessária, já que por questões de segurança, se deve sempre ver o fundo –, mas também deve acompanhar-se de uma boa composição química.

Pode ir nos dias posteriores aos das várias vacinas que o bebé recebe?
Quando ao bebé lhe é administrada uma vacina, o ideal é esperar 48 horas antes de voltar às aulas. Deste modo, se se apresenta um quadro febril ou qualquer reacção, não existirão confusões e o pediatra poderá determinar se essa reacção é normal ou não.

Os bebés não pedem para fazer chichi. Como mantêm a água limpa?
Até cerca dos 2-3 anos os bebés não têm capacidade de controlar os esfíncteres. Os nervos, o mau humor, o medo e a reacção à água fria, aumentam a pressão interna e podem provocar a expulsão de cocó. Não obstante, devido aos cuidados que o pequenito recebe e à adequada temperatura da água, a natação para bebés não costuma ocasionar este tipo de reacção. Será no entanto útil utilizar fraldas plásticas impermeáveis para minimizar esses factos, assim como não permanecer durante muito tempo seguido na piscina ( 30-40 min. )

Não o incomodará a temperatura da água?
Toda a preocupação é pouca quando se trata de proteger a saúde. A piscina deve ser, sobretudo, um espaço de saúde, e logo um lugar de diversão, descanso e “relax”. E a temperatura é um factor muito importante para o conseguir. A primeira diferença entre o pequenito que sabe nadar e aquele que está a aprender, é que ao bebé nadador não lhe afectam demasiado as variações, e assim o demonstra nadando tranquilamente em mares de águas frias. Pelo contrário, o que está a aprender necessita do máximo estado de bem-estar para poder brincar alegremente enquanto ainda não se sabe movimentar por si mesmo na água. A água fria inibe o desejo de brincar e cria tensão, além de mal-estar. A água temperada, a uma temperatura ideal de 32 graus, permite ao bebé soltar todas as suas habilidades e permanecer – às vezes vários minutos – entretido num jogo tranquilo, sem sofrer de arrefecimento.

Tenho medo de o levar no Inverno; e se se constipa?
A temperatura exterior da área que rodeia a piscina deve ser maior que a da água, para evitar que as partes do corpo expostas arrefeçam exageradamente. As correntes de ar são prejudiciais quando os bebés e os adultos estão molhados. O ambiente deve ter temperaturas controladas, de modo que – em pleno Inverno – permita ao organismo adequar-se suavemente ao sair da água quente, enquanto se completa o duche e a mudança de roupa. Se o bebé sai da escola de natação tão seco e agasalhado como entrou, não existe nenhum perigo para a sua saúde. Estas precauções simples e uma instalação pensada à medida dos bebés, permite desfrutar da brincadeira e da aprendizagem todo o ano, sobretudo quando a chuva e o frio impedem de ir ao jardim ou realizar outros passeios.

Quero que o meu filho aprenda a nadar o mais cedo possível
Quando falamos dos requisitos necessários para começar com as aulas de natação para bebés, será necessário contar com a autorização do médico neonatologista ou do pediatra. É ele quem possui o historial clínico do bebé, incluídos os antecedentes da gestação; por isso, é a única pessoa capacitada para tomar a decisão de autorizar ou não. Quanto mais próximo do nascimento começar o contacto com a água, mais activas estarão as recordações aquáticas do bebé, nadando placidamente na piscina materna. De facto, entre os principais reflexos com que se nasce está o de crawling. Daí que a coordenação do chamado estilo crawl ou natural, lhe seja bem conhecida. Como diz Michel Odent, o criador do parto aquático, todos somos bebés nadadores. Por isso, o ideal é começar nos braços do papá, e com a mamã bem próxima. No entanto a idade ideal para se poder iniciar a prática da natação não é um tema consensual, havendo quem defenda o seu início só a partir dos 2 anos de idade.

Se quando lhe dou banho chora até ao cansaço, nem quero pensar como vai chorar numa piscina com tanta água...
As vivências boas e más, assim como a falta de oportunidade para viver experiências de sucesso, deixam uma marca importante. Quando algo falha – por exemplo, se o banho que deveria proporcionar prazer, provoca choro – torna-se necessária a ajuda de um profissional. Com a natação, costuma bastar um par de aulas para conseguir uma positiva conciliação com a água, e para que os pais descubram o que devem modificar para que o bem-estar se converta em uma rotina.

Agora? Para quê? Pode aprender quando for mais velho...
Não é a mesma coisa aprender mais tarde ou mais cedo. No entanto, a perda de oportunidades para aprender não parece ser um problema para muitas famílias, professores e ainda professores de natação. O que se aprende mal e o que se deixa de aprender pode ficar sempre como uma incógnita, e não há método científico que demonstre que o mesmo bebé poderia ter obtido melhores resultados se o tivessem estimulado antes, desta ou de outra maneira. Mas está comprovado que aqueles bebés normais bem estimulados desde o princípio conseguem melhores resultados. Também se demonstrou que nos casos extremos de crianças normalmente dotadas que não resolveram satisfatoriamente as suas etapas vitais, a causa deste fracasso costuma ser o facto de que se criam e educam em meios pouco estimulados, ou inclusive hostis. À luz destes conhecimentos, a aprendizagem precoce requer algo mais que um bebé saudável, que cresce normalmente.

Não pode ir com o meu marido?
Mesmo quando a mamã é medrosa ou pouco amiga da água, a sua companhia é um seguro de tranquilidade e bem-estar para o bebé. E ao compartilhar a satisfação do pequenito, é muito difícil não sentir alegria e prazer. Não há nada mais reconfortante para o filhote, do que sentir o coração da sua mãe a bater, com o velho e conhecido som que já escutava dentro do seu ventre, enquanto nadava no líquido amniótico. Na natação, a presença da mãe – a grande mamã protectora e confiável – constitui uma exigência básica para que a aprendizagem se desenvolva com prazer, sem angústias e sem temor. O mais terno dos pais não pode substituir este papel maternal, em que a natureza parece ter feito um trabalho tão perfeito que basta só um abraço, um contacto estreito, para que o bebé mais inquieto se acalme ou o mais tímido se atreva desde o apoio dos seus braços, a tentar a conquista do mundo aquático.

Eu não gosto da água
Os bebés são excelentes professores dos seus próprios pais. Tão pequeninos, que qualquer um, pergunta o que podem ensinar? Para começar, o prazer de desfrutar a água. Também, o quanto é fácil brincar e divertir-se. O primeiro passo consiste em reconciliar-se com a água. Muitas vezes “não gosto”, pode significar, “tenho medo”. Quando se está por prazer na água e na companhia de um filho, é possível que surja espontaneamente a vontade de aprender a nadar. A natação para bebés é uma aprendizagem para toda a família e pode oferecer situações agradáveis a distintos níveis de profundidade de água, sem necessidade de colocar em circunstâncias angustiantes os pais temerosos. É importante recordar que o método passa ao lado dos riscos e outorga segurança a grandes e pequenos, afastando as fantasias ou o temor a sofrer experiências traumáticas, causadas pelo medo ou a falta de habilidades aquáticas. Embora a mamã não esteja feliz no início, ninguém será melhor acompanhante.

E se engole água?
Dado que se trata de um mecanismo inato, se não se domina o controlo respiratório ar-água – que os bebés nadadores aprendem em poucas aulas –, existe a possibilidade de inspirar e engolir água e se afogar. Por isso, o ensino do controlo respiratório e as mudanças que o bebé deve produzir inspirando o ar para retê-lo ou soltá-lo debaixo de água realiza-se suavemente, através de manobras seguras do pessoal docente especializado. Cerca de mês e meio, depois de ter começado as aulas, o bebé já é capaz de controlar perfeitamente a respiração. Nesse momento, a mamã e o papá, juntamente com o pequenito, podem organizar livremente e sem nenhum risco, brincadeiras que incluam imersões.

Tenho dois bebés pequenos. Posso ir com os dois?
Quando há irmãos, a sua presença na água contribui para praticar os modos de brincar e de se relacionarem. Quando os irmãos são pequenos, e até aos cinco anos, convém que partilhem as aulas. A aprendizagem é feita em conjunto, e é mais fácil incutir em todos, e ao mesmo tempo as normas de segurança que previnem os acidentes aquáticos. A diversão em conjunto ajuda também a afugentar os ciúmes, porque o maiorzinho pode suster o mais pequeno na água e estimulá-lo com as suas próprias façanhas.

O meu bebé tem problemas. Pode aprender da mesma maneira?
Não só os bebés normais podem beneficiar das aulas de natação. Os bebés prematuros, aqueles que sofreram acidentes ou permaneceram imobilizados, como também os que padecem de alguma forma de incapacidade podem conseguir, com a orientação terapêutica, possibilidades de recuperação. Nestes casos, além da autorização do pediatra, requer-se a dos restantes profissionais que intervêm no tratamento da criança. A possibilidade de trabalhar em colaboração (docentes e profissionais) abre uma excelente oportunidade para a reabilitação do bebé.

Quando estou indisposta, o que faço?
A água fria inibe o fluxo menstrual, pelo que não é anti-higiénico que a mulher possa nadar numa piscina partilhada. A água quente, pelo contrário, facilita a irrigação sanguínea. Por isso, ainda que com o uso de tampões, não é aconselhável tomar banho, e ainda menos numa piscina que é usada por bebés.

Tive uma cesariana. Quando posso começar?
Como sempre, a alta do obstetra pessoal é a base para começar; logo, o controlo médico corrente para entrar na piscina. Habitualmente, as mamãs que fizeram cesariana costumam começar um par de dias depois de tirar os pontos. A água quente afasta as dores, ajuda a relaxar e favorece a amamentação.

O meu bebé sabe nadar. Necessito de uma protecção para a piscina?
As piscinas devem estar sempre protegidas. Não só para a segurança do bebé e das crianças, da própria família, mas também dos outros frequentadores. Infelizmente, é comum que as crianças se afoguem nas piscinas dos vizinhos. A altura recomendável para a cerca é de 1,20 m, e os fechos devem estar fora do alcance infantil e serem mais fortes que as suas mãozinhas. Bem esticada e de uso permanente, a rede constitui uma excelente protecção sempre que a piscina não se encontre sob vigilância.

A natação é uma aprendizagem para toda a vida, porque se baseia em experiências muito significativas para o bebé. Com efeito, ele não só responde como seu corpinho em acção, como também com o seu afecto e inteligência, cada dia mais desperta.


Fonte: Sapo Bebé

Sopa SOS

Agora que a Joana come duas sopas por dia, uma de carne e outra de peixe, eu aproveito o fim-de-semana para fazer doses individuais de sopa para a semana. Congelo-as em pequenos recipientes, devidamente datados e com a indicação dos ingredientes, pois vou variando os legumes, bem como o tipo de carne e peixe.
Apesar de dar preferência às sopas confeccionadas em casa, eu e o pai decidimos comprar um boião de sopa da Blédina, sabor “Legumes e Vitela”. É, sem dúvida, uma alternativa prática quando vamos de passeio ou quando vamos de visita. Mas não será para pôr sempre em prática porque eu acho que os boiões de sopa só deverão ser utilizados em casos excepcionais. De qualquer modo, o feedback da Joana foi muito positivo: ela não estranhou e gostou da textura aveludada da sopa. Mas, melhor mesmo, é a sopa da mãe!

quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

Alergias - as 10 perguntas mais frequentes

Na Europa, as doenças alérgicas são a doença crónica mais frequente nas crianças e a sua prevalência continua a aumentar.

1 - O que é a alergia?

A alergia é uma resposta inadequada e exagerada do mecanismo de defesa do nosso organismo, o sistema imunológico, a substâncias que normalmente são inofensivas. Estas substâncias, que normalmente não provocam qualquer reacção mas que podem desencadear respostas alérgicas em pessoas mais susceptíveis, são chamadas alergénios.

2 - O que é que acontece no nosso corpo quando ocorre uma reacção alérgica?

Quando um alergénio entra em contacto com o organismo de uma pessoa predisposta a alergias, ocorre uma série de reacções que levam à produção de anticorpos específicos para esse alergénio - as imunoglobulinas E (IgE). Estes anticorpos 'colam-se' a células chamadas mastócitos, que se encontram em maior quantidade no nariz, olhos, pele, pulmões e intestino. Da próxima vez que a pessoa entrar em contacto com essa substância, o alergénio é reconhecido e 'capturado' pela IgE, o que leva à libertação súbita de mediadores, como a histamina, a partir dos mastócitos. São estes mediadores os responsáveis pelos sintomas da reacção alérgica.

3 - Quais são os alergénios mais frequentes?

Os alergénios mais frequentes são os que existem no ar e que podem ser inalados (pólen das árvores ou gramíneas, ácaros do pó, pêlo e dejectos dos animais domésticos, esporos de bolores) ou os que podem ser ingeridos nos alimentos (leite de vaca, ovo, peixe, marisco, amendoim) ou em certos medicamentos (antibióticos). O veneno da picada de insectos (abelha, vespa e mosquito) também pode provocar reacções alérgicas.

4 - Quais são as doenças alérgicas mais frequentes e os seus sintomas?

Nas crianças as principais doenças alérgicas são a dermatite/eczema atópico (pele muito seca, vermelha e a descamar, comichão, pequenas borbulhas em certas regiões), a alergia alimentar (vómitos, diarreia, inchaço da língua, lábios e olhos, manchas na pele, falta de ar, chiadeira), a asma (tosse, falta de ar, chiadeira) e a rinite e conjuntivite alérgicas (obstrução nasal com corrimento, comichão nasal, espirros, olhos vermelhos, inchados e com lágrimas, comichão ocular). No primeiro ano de vida predominam a dermatite/eczema atópico e a alergia alimentar. A asma e a rinite/conjuntivite surgem mais tarde.

5 - As alergias estão a aumentar?

Na Europa as doenças alérgicas são a doença crónica mais frequente nas crianças e a sua prevalência continua a aumentar. Em certos países uma em cada quatro crianças sofre de alergias. Estima-se que cerca de 5% a 20% da população, com maior percentagem nas crianças e adolescentes, tenham asma. A dermatite atópica afecta 10%-20% das pessoas durante a infância.

6 - Porque é que apenas algumas pessoas se tornam alérgicas?

Ainda não se tem a certeza. O maior factor de risco para o desenvolvimento de alergias é a história familiar de doenças alérgicas. Quando uma criança tem um dos pais com alergias tem um risco de 20% a -40% de vir a ter alguma doença alérgica, se os dois pais forem alérgicos o risco de ser afectada sobe para 40% a 60%. No entanto, o contacto precoce com os alergénios e certos factores ambientais como a exposição ao fumo do tabaco e a poluição atmosférica parecem desempenhar um papel importante.

7 - Como posso saber se o meu filho é alérgico?
O diagnóstico das doenças alérgicas começa pela recolha cuidadosa da história com a descrição dos sintomas e tentativa de estabelecer uma relação entre a exposição a determinadas substâncias e o aparecimento desses sintomas. É também necessário a observação da parte do corpo à qual se referem as queixas.Depois podem ser realizados testes para as alergias. Existem essencialmente dois tipos de teste, o PRICK teste e o RAST. No primeiro uma gota de solução contendo cada alergénio é colocada na pele, depois pica-se a pele com uma pequena agulha e marca-se a posição de cada alergénio com uma caneta. Se houver reacção forma-se uma pápula que é medida para comparar com o controlo. O RAST consiste na medição no sangue da IgE específica para determinados alergénios.No caso de alergia alimentar é necessário realizar testes de provocação especiais com o alimento suspeito de provocar a reacção alérgica. Este teste só deve ser feito com vigilância médica.

8 - Todas as crianças com sintomas precisam de fazer testes para as alergias?

Não. Devem fazer testes para as alergias aquelas crianças com sintomas persistentes ou recorrentes que perturbem a sua vida diária, ou seja, que as incomodem no sono, na escola, e aquelas que necessitem de tratamento.

9 - O que posso fazer para controlar a doença?

O primeiro passo é a evicção dos alergénios, ou seja, evitar a exposição aos alergénios que foram identificados nos testes. Por vezes isso é impossível, como evitar por completo o pólen das árvores ou ácaros do pó, no entanto, devem ser tomadas medidas para reduzir ao máximo o contacto com esses alergénios.Se necessário, devem ser utilizados medicamentos que controlam os sintomas, embora não curem a doença. Os anti-histamínicos bloqueiam a acção da histamina, um dos principais mediadores libertado durante a reacção alérgica e assim diminuem os sintomas. Os corticosteróides são usados para tratar a inflamação em situações crónicas. Outros medicamentos são receitados dependendo da doença alérgica em causa, emolientes para a dermatite/eczema atópico, descongestionantes nasais para a rinite alérgica e broncodilatadores para a asma. O tratamento das doenças alérgicas deve ser individualizado para cada doente e orientado por um médico experiente.

10 - O que são as vacinas para a alergia?

A imunoterapia alérgica é uma forma de tratamento que tem como objectivo diminuir a sensibilidade aos alergénios alterando a resposta imunológica do organismo. Consiste na injecção subcutanêa de quantidades crescentes de alergénios de modo a criar tolerância. O tratamento tem uma longa duração, geralmente 3 a 5 anos. Devido ao risco de reacções adversas deve ser efectuado sob vigilância médica. A imunoterapia é eficaz na asma, rinite e conjuntivite alérgicas e na alergia à picada de insectos. Não é útil no tratamento da dermatite/eczema atópico ou alergias alimentares. Só é recomendada para crianças a partir dos 5 anos de idade.

Por: Teresa Pontes
www.educare.pt

A carteira da mãe esconde...

...uma bola cor-de-rosa e uma colher de sopa da Joana.
Foi o que eu encontrei há dias, na minha hora do almoço, dentro da minha carteira.

O mais curioso é que eu não sei como é que estes “brindes” vieram parar lá dentro...mistério!

terça-feira, 5 de Agosto de 2008

As Cólicas – algumas respostas

A fase das cólicas dura 3 meses, mas para nós pais e para o bebé esse tempo torna-se uma eternidade. Seria muito fácil se existisse um manual!Não o sendo deixo aqui o que sabem os especialistas sobre as cólicas e como para enfrentar essa etapa.Como sabemos quando o bebé tem uma cólica?O rosto do bebé fica vermelho, as pernas encolhidas e o choro torna-se agonizante Aprenda aqui como saber distinguir entre a realidade e o mito.

1. Porque têm cólicas os bebés?



Não existe, por exemplo, uma causa exacta. As cólicas são atribuídas à associação de alguns factores, entre eles a imaturidade dos sistemas gastrointestinal e nervoso central, que, entre outras funções, controla as contracções do intestino. Como o processo de formação e funcionamento desses mecanismos ainda não está completo, ocorrem movimentos intestinais descoordenados que acabam por provocar as dores. Passados três meses, esses sistemas adquirem maturidade e as cólicas deixam de fazer parte da rotina familiar.

2. Como saber se o choro do bebé é mesmo devido a ter cólicas?

Primeiro, por eliminação: o bebe estará com fome? A fralda estará molhada? Estará com calor? Com frio? Se essas possibilidades foram descartadas e o choro continua, é grande a probabilidade de ser uma cólica. Além disso, há algumas características específicas: o bebé contorce-se, o rosto fica vermelho e com expressão de dor, as mãos ficam cerradas e o choro estridente parece inconsolável. Em muitos casos, as crises costumam acontecer no mesmo horário - à tardinha (18-19h.) ou no início da noite.

3. Se o bebé é amamentado no peito, a alimentação da mãe pode fazer diferença na presença e na intensidade das cólicas?

"Há pouca relação comprovada entre a cólica e a alimentação da mãe", afirmam vários Pediatras de todo o mundo. "O único alimento que aumenta as cólicas do bebé se for ingerido pela mãe é o leite de vaca, mas só se ela tiver alergia à proteína do leite de vaca ou intolerância à lactose." É possível que a mulher tenha esses problemas e não saiba, ou apenas descubra durante a amamentação, quando, em geral, por ordem médica, aumenta o consumo de leite e derivados.

4. Qual o motivo para apenas alguns bebés terem cólicas?

Cada indivíduo é único no que diz respeito a factores genéticos e biológicos, o que explica parte da questão. A outra parte diz respeito ao ambiente. Embora não existam dados científicos sobre o assunto, os pediatras concordam que a atitude dos pais conta pontos. "A criança percebe tudo a sua volta, inclusive a tensão e a ansiedade dos pais", "A reacção a esses estímulos externos pode ser a cólica." O pediatra Ruy Pupo Filho, autor do Manual do Bebê (editora Campus Elsevier),diz “ a cólica é quase sempre uma característica do primeiro filho - o segundo costuma ter bem menos e o terceiro quase não tem”. Excesso de agitação, como o volume da TV alto ou brincadeiras prolongadas, também pode desencadear as cólicas. Respeitar ao ritmo e o sono do bebé é fundamental.

5. Quais as formas mais eficazes de combater essa dor?

A primeira recomendação (por mais difícil que pareça ) é manter a calma. É preciso quebrar o círculo vicioso que se estabelece: a criança tem cólica, os pais ficam nervosos, o bebé sente mais dor, gera ansiedade crescente nos pais e assim sucessivamente. O Pediatra deverá conversar acerca deste “problema” explicando que não é uma doença mas algo fisiológico! Mas, e se mesmo assim a cólica existir, que medidas deverá tomar? Fazer massagens circulares na barriguinha e aquecê-la com uma bolsa térmica, flexionar e estender as perninhas, como se fosse andar de bicicleta, ajuda. O contacto pele com pele também tem efeito relaxante e calmante.A mãe ou o pai devem deixar o bebé só de fralda e colocá-lo em contacto com o corpo deles." Remédios, apenas com recomendação médica.

6. O Bebé que não arrota depois de mamar terá mais cólicas em seguida?

Se o bebé engolir ar durante a mamada e não arrotar, pode haver formação de gases e, consequentemente, cólicas. Mas não significa que ele deva arrotar sempre que mama - não é regra que em toda mamada ele possa ter engolido ar, principalmente se a forma como mama for correcta, com a boca do bebé cobrindo a maior parte da aréola e o lábio inferior virado para baixo, formando um género de beicinho. Se estiver a amamentar com biberão mantenha o bico sempre cheio de leite.

7. Durante a crise das cólicas, algumas mães tentam amamentar para acalmar o bebé. É correcto dar de mamar nesse momento ?

Sugar tem um efeito calmante e pode ajudar, sim. Mas, se ele mamou à muito pouco tempo, pode não ser uma alternativa adequada. Nessa situação, o seio não terá tanto leite e haverá um risco maior de a criança engolir ar, formando gases. Conseguindo-se, assim, o efeito contrário: aumentando bastante as cólicas.



Fonte: www.dobebe.com

A recuperação da Joana

Faz hoje uma semana que começamos uma longa caminhada de três dias de internamento devido a vómitos recorrentes da Bolotinha. Foram três dias de preocupações e de constante vigília, dia e noite. A Joana teve alta na passada quinta-feira a meio do dia e, desde então, o seu regime alimentar sofreu uma reviravolta profunda. Foi algo difícil para mim aceitar o facto de que a Joana perdera grande parte do seu bom apetite. Dos biberons de 210 ml passamos para os de 60 e, desde
Domingo, para os de 90 e 120ml. Segundo indicações da pediatra que a seguiu durante o internamento, teríamos que efectuar uma ingestão gradual de leite, sopa, fruta e papa, em regime livre, sem pressas. Mesmo que a Joana bebesse avidamente o leite, não poderíamos dar-lhe mais pois o resultado seria (e foi) vomitá-lo de seguida. Custou-me ter que retirar o biberon quando lhe estava a saber tão bem ingerir o leite. Custou-me dizer-lhe “Mais não, amor, porque senão vomitas” e, mesmo assim, ela vomitar o pouco que tinha ingerido.
No Sábado fui-me abaixo. Depois de lhe dar a sopa ao jantar, notei que ela ficara com fome. Preparei-lhe 90 ml de leite. A Joana bebe-os avidamente. O sono apareceu mas, quando lhe retirei o biberon, ela acordou e começou a chorar. Peguei-lhe ao colo para a aconchegar e, pouco depois, estava a Joana a vomitar a sopa e o leite. Chamei o pai para me auxiliar. Enquanto ele pegava na Joana ao colo eu fui para a cozinha chorar. Não queria que a minha filha me visse assim, Perguntei-me vezes sem conta onde é que estava o apetite da mina há filha e pedi vezes para que ele regressasse, sem demoras. Os três dias de internamento passaram pela minha mente com um filme de curta-metragem em “fast-play”. Chorei. Sequei as lágrimas e fui ter com os meus dois amores que estavam já na sala. Mal entrei na sala, a Joana olhou para mim, ergueu os bracitos para pedir colo, ao mesmo tempo que chamava “Ma-ma, ma-ma”. Perante esta recepção, senti que acabara de estender a tristeza ao sol, para esta secar.
No Domingo, a Joana esteve melhor. Comeu relativamente bem a sopa e só vomitou uma vez.
Ontem, os progressos foram ainda mais notórios. Não vomitou e comeu muito bem a sopa, quer ao almoço, com os meus pais, quer ao jantar, já em casa. Fruta comeu um pouco, papa nem por isso.
Aos poucos, sinto que a Joana vai readquirindo o seu apetite. Com passinhos de formiga vamos chegar lá.
Sei que a Joana perdeu peso. Sinto-o. Mas, aos poucos, ela vai somando o que subtraiu no internamento e nos primeiros dias de regresso a casa. As suas faces já estão mais rosadas. Os lábios e a língua já não estão tão pálidos. Damos-lhe bastante água, até porque os últimos dias têm sido de calor.
A Bolotinha está mais querida do que nunca. Exige muito de nós, muito colo e muito mimo. Nós damos-lhe. Porque o amor não tem limites. Porque, de uma maneira ou de outra, desejamos compensar os dias difíceis que ela conheceu durante o internamento, apesar de eu estar sempre junto dela. Apesar de, nesses dias, ela ter chorado por fora e eu por dentro. Apesar de, sem saberem, também me terem feito os exames médicos necessários. Apesar de eu ir dormitar para junto da Joana quando ela se rendia ao sono na sua cama de grades. Apesar de, também eu, estar a reeducar o meu estômago porque os vómitos vieram igualmente bater-me à porta.
E, no meio desta cadência, sentimos que a nossa Joana é o que nos torna infinitos por dentro e por fora. Com ela aprendemos, reaprendemos, fazemos e refazemos, crescemos e reinventamos. Com ela, damos os passinhos todos rumo a uma recuperação plena. Sem esquecer nenhum nem fazer batota. Não queremos saltar passos. Se preciso for, daremos o mesmo passo duas, três, quatro vezes. Um passo seguro valerá por outro ainda mais seguro e assim sucessivamente.

E, daqui a alguns dias já teremos a nossa Bolotinha a fazer jus ao seu apetite voraz!

segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

Qualidade Nutricional de 5 Papas Lácteas

"Qualidade Nutricional de 5 Papas Lácteas, sem glúten, à venda no mercado".Este produto porque se destina ao consumo por bebés de 4 meses requer particular atenção.Aqui vos faço a apresentação das marcas em causa:Todas as marcas em estudo são preparadas a partir de água e não contêm glúten. Todas têm sabor excepto a da Nutriben. As conclusões encontradas são as seguintes:

* Todas as papas apresentam uma composição semelhante, à excepção da Milupa Boa Noite que apresenta farinhas de maior digestibilidade e também extracto de cidreira (vêem aquilo que ando a dizer, que podem dar cházinhos ligeiros de cidreira, tilia e camomila aos pequenos para ajudar a dormir...)
* Milupa - rótulo incompleto (não refere teor de fibras: importante para considerar em casos de obstipação do bebé, nem o teor de açucares presente no teor total de glicidos), mais calórica porque contém maior teor de glicidos - cerca de 3 g do que as restantes, sódio 130 mg, mais cara de todas (10,36€/Kg);
*Nutriben - rótulo incompleto (também não refere teor de fibras nem % de açucares no teor total de glicidos), menor teor de glicidos (67,0g/100g de produto), maior teor de sódio (200mg/100g de produto), dosagem menor (dura mais), preço 9,7€/Kg;
*Nestlé - rotulagem muito completa, preço muito atractivo (8,90€/kg), teor de glicidos (69,2g/100g produto), utiliza frutose (através da incorporação de frutas desidratadas) que é um açúcar mais doce conferindo-lhe assim um sabor mais adocicado , sódio 120 mg/100 g produto.


É importante ter em consideração o seguinte:

1 º Preferência e necessidades do bebé;
2 º Variar diariamente as marcas, diminuindo-se assim qualquer risco alimentar (excesso de açúcar, excesso de sódio, alergias, etc.)
3º Verificar o teor de açúcar na tabela nutricional e verificar qual a sua proveniência, através da análise da lista de ingredientes. Foi adicionado açúcar ou não? Este provém da hidrólise dos cereais ou foi adicionado? A adição é sob a forma de açúcar (sacarose, dextrose,etc.) ou frutas?Lembro apenas que não devem adicionar açúcar aquando da preparação e evitar sempre o consumo excessivo de alimentos açucarados por parte da criança;
4º Verificar criteriosamente, em todos os produtos adquiridos, o teor em sódio, que corresponde ao sal presente.Aqui, é necessário verificar se o sódio é intrinseco ao alimento ou foi adicionado. É o que se passa nitidamente com a papa Nutriben que, apesar de ter o valor mais elevado de sódio, não tem sódio adicionado. Gostaria de chamar a atenção que, normalmente este valor lê-se em mg mas, por vezes, aparece em g, pelo que é necessário fazer a conversão.

Exemplo teor sódio: papa Nutriben 200mg/100g produto, papa BabyMuesli Holle (biológica) - 0,002 g (=200mg) - igual!

- É sempre importante verificarmos se determinado produto tem adição de açúcar, ou sódio, ou não, pois pode não ser necessário adicionar face aos ingredientes introduzidos. Além disso, é preciso verificar a proporção com que esses ingredientes aparecem no produto...a 1ª Papa Nutriben L.A. é a que contém maior quantidade de farinha de arroz, pelo que apresentará o valor de sódio que correspondente.Assim, não é possivel fazer uma rigorosa análise comparativa pois esta papa estudada é a única que não apresenta sabores.

- Chamo ainda a atenção para o facto deste estudo ter incidido em papas lácteas, em que os teores de glicidos, açucares e sódio também se relacionam com o leite em pó incorporado. No caso de papas não lácteas, os valores encontrados são significativamente menores porque os valores referentes ao leite não são contabilizados.
Assim, a conclusão final é que todas apresentam uma boa qualidade, pelo que se não houver preferências especificas por parte da criança, poderá variar entre si. Leia atentamente os rótulos, aprenda a interpretá-los e espreite também as marcas brancas onde o preço é mais atractivo...e se talvez a qualidade nutricional seja semelhante! E já agora...convido todas a visitaram o apoio técnico referido nas embalagens pois, alguns funcionam MUITO bem, como é o caso do Apoio ao Consumidor da Nestlé e do forum da Nutribén.

Por: Draª Solange Burri in BabySol (http://www.solangeburri.blogspot.com)
Licenciada em Microbiologia Pós-Graduada em Segurança Alimentar
Especialista doBebé

As leituras da Joana

Durante o mês de Julho compramos dois livros à Joana, um na FNAC (“O meu primeiro livro”) e outro na Chicco (“Sebastião canta contigo”).
O livro da FNAC é de capa dura e contém desenhos muito apelativos, bem como frases curtas, tais como “A Júlia constrói um castelo” e “A Lili penteia-se”. A Joana adora virar as páginas do livro e regressar sempre à capa do mesmo, onde encontramos um porquinho muito catita a cozinhar.
O livro que compramos na Chicco é bilingue e, para além da capa e contracapa, dispõe de 4 páginas. Em cada uma delas encontramos uma melodia diferente, “escondida” no botão em forma de medalha, existente por baixo do focinho do cão (capa), na bola que gira (página 1), na borboleta que voa no céu (página 2) e ainda nos botões em forma de babete e de candeeiro (páginas 3 e 4).
Paralelamente, as folhas das árvores são em tecido macio para estimular a criança a descobrir diferentes texturas; a rã que se encontra na página 2 saltita para cima e para baixo, para a esquerda e para a direita; parte do lago é um espelho, para que a criança aprenda a reconhecer-se; na página 3 existe uma mini-página que a criança pode virar e que faz com que a tigela do cão apareça, ora vazia, ora cheia e, por último, a cenoura, também na página 3, é um mini-roller.
A Joana adora carregar nos botões musicais e sobretudo na rã que saltita. Por vezes, pressiona vezes sem conta os botões, fazendo com que a música regresse ao seu ponto de partida, não sendo igualmente raro que a Joana a acompanhe com palminhas!

Os dois livros:



A capa do livro:


A bola que gira, na página 1:




A pequena rã, o animal preferido da Joana no livro!:





A página 3 do livro:


domingo, 3 de Agosto de 2008

Prato sui generis

Pedro: O que é que estás a pensar fazer de jantar?
Eu: Esparguete com massa...
Pedro: Huuum, bem temperadinho...

Entretanto, poucos segundos depois de ter proferido o espantoso prato “esparguete com massa”, como quem reflecte sobre aquilo que acabou de dizer, começo a rir-me.
O Pedro, depois do “temperadinho”, começa a rir-se também.
A Joana, no meio de nós, olha muito séria, ora para um, ora para outro.
Neste momento estou a fazer esparguete com massa para o jantar...ooops, desculpem, esparguete à bolonhesa!

São servidas/os?

Sob os pinheiros

Esta manhã fomos visitar, pela primeira vez, o Parque Infantil do Alvito e adoramos. Trata-se de um amplo espaço verde, aberto todos os dias das 09:00 às 20:00 (horário de Verão), com zonas de recreio para bebés e crianças dos 0 aos 12 anos de idade. Existem igualmente várias mesas para piqueniques, guarda-sóis gigantes, bancos para descansar, vasos com plantas verdes, uma piscina e uma zona florestal, no fundo do Parque.
A Joana adorou e bebeu um leitinho perto de um casal que preparava uma festa de primeiro aniversário, com balões, toalhas com o Mickey e a Minnie e fitas multi-colores. Levamo-la a andar de cavalinho e depois de baloiço sendo que, poucos minutos depois, veio sentar-se ao seu lado o Afonso, um bebé de 10 meses que, à semelhança da Bolotinha, ainda não tem qualquer dente mas que leva tudo à boca! O Afonso era um bebé muito simpático, com umas bochechas generosas e que, tal como a Joana, está a aventurar-se nos primeiros passinhos.
Foi um passeio e uma visita a repetir certamente!

Chegamos ao Parque!:



A zona de recreio para os mais pequeninos:

A zona de recreio até aos 6 anos:



A zona de recreio até aos 12 anos, com duas tendas de índios:




No cavalinho cor-de-rosa:

Sentada no baloiço:

Chupeta favorece otites reincidentes

Os bebés com tendência para o aparecimento de otites devem evitar a chupeta.
A recomendação é feita por investigadores da University Medical Center, na Holanda, após um estudo que envolveu 476 crianças entre o um e os quatro anos.
O estudo demonstrou que o risco de reincidência de infecções no ouvido aumentou em 90% nas crianças que tinham por hábito usar chupeta. De acordo com os investigadores, isso acontece porque o movimento de sucção na chupeta permite que as bactérias migrem através das secreções nasais para o ouvido. Uma primeira infecção no ouvido pode aumentar o risco de ter futuras infecções, lembraram ainda os investigadores num artigo publicado na revista Family Practice.
Estudos anteriores já tinham demonstrado resultados semelhantes.

Fonte: Pais&Filhos

sábado, 2 de Agosto de 2008

Querem ver que...

..é já daqui a uma semaninha que eu faço anos?!

Venham eles, adoro fazer anos!

Ma-ma,ma-ma,ma-ma...

...é como a Joana me chama ultimamente!

Não resisto a ir ter com ela a correr, a pegar-lhe e a encha-la de mimos :-)

sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

10 Razões para dormir perto dos seus filhos

Uma família que dorme unida tem vantagem na facilidade com que o bebé pode ser amamentado, pois não é necessário ir buscá-lo a outro quarto para mamar. Uma mãe que amamenta numa "cama familiar" pode alimentar o seu filho facilmente, sem estar totalmente desperta e assim não deixa de obter o repouso de que necessita. Assim, dormir em família incentiva as mães a prolongarem a amamentação e todos os seus inúmeros benefícios por mais tempo.

As falhas respiratórias são relativamente comuns nos primeiros meses de vida e se não forem evitadas ou socorridas podem degenerar em "síndrome de morte súbita infantil" (SMSI). Pesquisas recentes sugerem que dormir acompanhado pode ajudar a evitar essa triste ocorrência de duas maneiras. Primeiro, as pesquisas mostraram que a respiração da mãe serve de compasso ao bebé, que, inconscientemente segue o mesmo padrão respiratório, evitando assim a ocorrência da SMSI(1). Segundo, mesmo que esse sistema falhe, a mãe está próxima para ajudar, acordando a criança. Uma mãe que amamenta tem ciclos de sono e sonhos coordenados com os do seu filho, o que a torna altamente sensível ao bebé. Se estiverem a dormir próximos, ela acorda automaticamente se houver uma falha respiratória mais longa. Mas se o bebé estiver sozinho, esta intervenção não será possível.No geral considera-se a asfixia como um risco de se dormir em família. Mas esse risco só existe em duas situações: um bebé que dorme num colchão de água, que o impede de se erguer quando necessário, e pais muito intoxicados com álcool ou drogas para atender a criança. É evidente que uma criança que sufoque por qualquer motivo (uma fita do pijama que se enrole no pescoço, vómitos durante o sono ou crises de asma) tem muito mais facilidade em acordar os seus pais se estiver a dormir perto deles do que se estiver a dormir noutro quarto. Qualquer perigo nocturno é reduzido, se a criança tiver um adulto próximo. As crianças e os bebés morrem em incêndios, sofrem de abuso sexual por parte de familiares, caem da cama, são atacados por animais de estimação, sufocam com o vómito e podem ser feridos ou morrer de várias maneiras que poderiam ser evitadas por um pai ou uma mãe próximos. No geral existe a impressão errada de que dormir em família facilita o abuso sexual da criança por um dos pais. Mas a verdade é o oposto. É bem menos provável que os pais que criam profundos laços afectivos com seus filhos permanecendo próximos e disponíveis tanto de noite como de dia, tenham atitudes agressivas de qualquer tipo contra as crianças que eles amam e cuidam. Por outro lado o facto de uma criança dormir sozinha jamais foi uma boa protecção contra um pai ou uma mãe com intenção de abusar sexualmente, e pode mesmo facilitar a manutenção do segredo de um dos pais. O sono em conjunto também pode evitar a angústia da criança ajudando toda a família a obter o repouso necessário, principalmente quando a criança está sendo amamentada. A criança não precisa sofrer desnecessariamente nem chorar para chamar a sua mãe, e a mãe pode amamentar semi-desperta. Toda a família acorda descansada, sem os ressentimentos das noites perturbadas pelo choro do bebé. É mais fácil um pai ou uma mãe exaustos agredirem o filho do que se estiverem descansados e tiverem compartilhado o sono tranquilo da criança durante toda a noite. O choro é um sinal que a natureza inventou para alertar os pais, de modo a que as necessidades da criança sejam atendidas. Mas o choro prolongado cria tensão a toda a família. Quanto mais depressa as necessidades do bebé forem atendidas, mais tempo a criança e toda a família poderão repousar, e mais energia terão no dia seguinte. Uma mãe que dorme junto do seu bebé pode utilizar as reações instintivas que uma mãe tem ao primeiro soluço do seu filho, e com isso evitar a necessidade de choro forte que é tão desconfortável para o bebé quanto para os outros membros da família. Um sentimento profundo de amor e confiança costuma desenvolver-se entre irmãos que dormem próximos, diminuindo a rivalidade entre os irmãos durante o dia. Irmãos que compartilham tanto a noite quanto o dia têm mais oportunidade de construir um relacionamento profundo e duradouro. Bebés e crianças que são separados de outros membros da família durante o dia (pais que trabalham, irmãos que vão à escola) podem se redimir parcialmente dessas ausências e reestabelecer vínculos emocionais importantes passando a noite juntos, além do agradável início de manhã em família que em geral não seria aproveitado noutra situação.
Pesquisas sobre adultos em coma mostraram que a presença de outra pessoa no quarto melhora significativamente a frequência e o ritmo dos batimentos do coração e a pressão arterial. Parece razoável supor que crianças e bebés também desfrutem desses benefícios se dormirem com outras pessoas no quarto. Uma criança que é igualmente cuidada de noite e de dia recebe confirmação constante de amor e apoio, em vez de precisar lidar com o medo, raiva e sentimento de abandono noite após noite. Crianças que se sentiram seguras dia e noite ao lado de uma mãe ou de um pai amoroso irão se tornar adultos que lidam melhor com as tensões inevitáveis da vida. Como John Holt afirmou com eloquência, ter o sentimento de amor e segurança no início da vida, em vez de "estragar com mimos" uma criança, é como "dinheiro no banco": um fundo de confiança, auto-estima e segurança interior a que a criança pode recorrer para enfrentar os desafios da vida.(1) - É importante lembrar que o maior número de casos de SMSI ocorre nos países industrializados, onde, culturalmente, é mais comum que o bebé durma num quarto separado dos pais.


Por: Jan Hunt, Psicóloga e Directora do "The Natural Child Project"
Sofia Carvalho, Mãe, Doula, Educadora Perinatal e Conselheira em Aleitamento Materno. Especialista doBebe.com

O meu primeiro baldinho&cia

No passado Sábado a Joana completou 9 meses e, a pensar numa ida à praia ao fim do dia, compramos-lhe o seu primeiro baldinho com regador, forminhas, peneira, pá e ancinho. A Joana estava sentada na sua cadeirinha e nós imersos na imensidão de tipos de baldinhos: vimos um do “O meu pequeno Pony”, outro do “Noddy”, outro da Barbie, outro do Nemo e outro do Winnie de Pooh. A Joana, sempre atenta, ia observando cada mochilinha que lhe mostrávamos. Pois não é que, quando tiramos uma da “Hello Kitty” da prateleira, ela estende logo os braços e começa a rir-se?! Foi delicioso de se ver! Para tirarmos as dúvidas, colocamos a mochila da “Hello Kitty” ao lado das demais mas a decisão estava tomada. A Joana nunca mais largou a mochilinha, nem mesmo dentro do carro!

A mochila de praia da Hello Kitty



O conteúdo da mochila

Mãe, pai, estou pronta!


Na praia, a Joana esteve quase sempre entretida com o baldinho e com o regador. Tentava agarrar a água com a mão, chapinhando tudo em seu redor. De quando a quando eu molhava os seus pezinhos com o regador, sendo que a Bolotinha ficava muito atenta a olhar para o efeito de repucho, mexendo os dedos dos pés para cima e para baixo.
Tentamos aproximá-la das pequeninas ondas mas a Joana não quis: agarrou-se muito bem a nós e choramingou, provavelmente com o ruído da rebentação das ondas. Tudo bem, regresso à base, isto é, à tolha, para mais brincadeiras.

Huuum, para que serve o regador?!


Ena, água fresquinha!