sábado, 31 de Maio de 2008

Miminhos!

Durante esta semana fomos presenteados com dois miminhos muito queridos: um miminho da mamã do André (www. aquariodoandre.blogspot.com) e um miminho da mamã da Gabriela (www. agarraavida.blogspot.com), a quem muito agradecemos!


Miminho da mamã do André

Miminho da mamã da Gabriela

Mamografia e ecografia pós-parto

Ontem ao fim da tarde fui ao HCD fazer uma mamografia e uma ecografia pós-parto.
De facto, estes foram dois exames solicitados pela minha ginecologista aquando da minha revisão pós-parto, em Janeiro. Como fiz cesariana, deveria realizar os dois exames entre Abril e Junho, sendo a mamografia um veiculo de despiste precoce do cancro da mama, que atinge, cada vez mais e assustadoramente, mulheres na casa dos 30 anos.
Apesar dos relatos pouco abonatórios de familiares e amigos sobre a mamografia, este exame não me doeu nada. Existe uma ligeira pressão mas nada de insuportável. A assistente, que tirou duas radiografias a cada mama, em duas posições diferentes, foi simpatiquíssima. “Se sentir algum desconforto diga que paramos a máquina”, dizia ela. Pois a máquina foi até ao grau máximo de observação sem qualquer tipo de dor. Disse-me a assistente que, “normalmente, as pessoas magras não sentem muito a dor, ao contrário das mulheres mais fortes, com mais peito ou com mais tecido adiposo nos seios”.
De seguida, passei para uma sala anexa onde realizei uma ecografia mamária. É o mesmo principio que as ecografias pélvicas, só que o gel e a sonda incidem sobre os seios. Apesar dos resultados deste exame estarem prontos na próxima quinta-feira, a médica que me realizou a ecografia mamária disse que estava tudo óptimo!
Passados cerca de vinte minutos, fiz a minha ecografia pós-parto e não gostei muito por dois motivos: em primeiro lugar porque é algo estranho olharmos para o monitor e não vermos um bebé dentro de nós (!), apenas sombras. Em segundo lugar, o médico que me realizou a ecografia era um pouco insensível e carregou-me um pouco na minha cicatriz. Disse-lhe de imediato que me doía...mas, fora isto, está tudo bem.

Até hoje ainda não encontrei uma mamã que não sentisse alguma estranheza em fazer uma ecografia pós-parto precisamente por o monitor se encontrar “vazio”. Porque será?!

sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Olha quem manda!

Mais do que as velas do primeiro bolo de aniversário, são os primeiros passos que marcam a entrada dos bebés numa nova etapa do seu desenvolvimento. Os doze meses são apontados nos manuais de desenvolvimento infantil como a altura aproximada em que a maior parte das crianças consegue conquistar definitivamente o equilíbrio e a confiança que lhes permitem soltar-se de todas as «muletas» e passar a caminhar pelo mundo em posição vertical. Importante é saber que atingir esse grande marco liberta a criança para outras conquistas, outros desafios, novos passos. Na cultura anglo-saxónica existe mesmo uma palavra para designar a criança que está nesta nova fase. Chamam-lhes toddlers, e não mais babies. Até os brasileiros já adoptaram a expressão, que se refere a todo o período que vai da aquisição da marcha até aos dois anos. E porquê este marco? Precisamente porque até a aquisição da marcha, o desenvolvimento do bebé está centrado na descoberta do seu corpo e na passagem de uma posição fechada sobre si mesmo para uma progressiva abertura dos membros em relação ao tronco, dos dedos em relação às mãos, de uma posição horizontal e de uma incapacidade de se virar para o outro lado, para uma posição vertical em que consegue equilibrar-se e, por fim, andar sozinho. A partir daí, o bebé vai centrar as suas descobertas no mundo que o rodeia, nas relações com os outros, na linguagem e, claro, na afirmação da sua autonomia.
O que eu andei para aqui chegar Nos primeiros 12 meses são muitas as etapas que um bebé tem de cumprir para chegar ao ponto de conseguir andar sozinho. A data em que o fazem não tem muita importância. Há limites mínimos e máximos que podem alertar os pediatras para possíveis problemas no caso de serem ultrapassados, mas são apenas indicadores. O certo é que os bebés cumprem uma sequência de aquisições que é igual para todos: primeiro aprendem a segurar a cabeça, depois a rolar, depois a sentar-se, depois a gatinhar ou rastejar (alguns saltam esta etapa), depois andam apoiados em objectos ou na mão de um adulto e, finalmente, andam sozinhos. Neste processo vão ganhando força muscular, coordenação e equilíbrio, requisitos essenciais para quem quer pôr um pé à frente do outro. Esta é uma habilidade que requer um vasto número de competências motoras e físicas, de força, destreza e coordenação, mas também mentais e de personalidade ¿ confiança, segurança, vontade. Daí que possa variar tanto de bebé para bebé a altura em que conseguem fazê-lo. Se para segurar bem a cabeça, por exemplo, a variação apontada pelos especialistas vai dos 2 aos 4 meses, para dar os primeiros passos o intervalo é o maior de todos: dos 11 aos 14 meses é o período em que a maior parte dos bebés dá os primeiros passos, mas há sempre os mais precoces e os mais preguiçosos, pelo que dos 9 aos 18 meses é perfeitamente possível cumprir essa etapa sem que haja motivo para preocupações. Se o seu filho é dos que se demoram mais uns tempos na mobilidade em quatro apoios - o engenhoso gatinhar - não se deixe contaminar pela ansiedade, nem atingir pelas comparações com os vizinhos ou os primos. Goze esta fase fantástica, não force o seu filho, respeite o seu ritmo e dê tempo ao tempo. Ele terá a vida toda para andar pelo seu próprio pé. Porquê ter pressa? Eu vou sozinho A partir do momento em que começam a andar, os bebés sentem o gosto da liberdade e a vontade de autonomia cresce de um dia para o outro. Não se admire se o seu filho começar a recusar o colo e até a sua mão, porque agora ele quer explorar o mundo pelo seu próprio pé. Nesta fase, as quedas são o «prato do dia». É preciso muito treino para aprender a controlar variáveis tão importantes como desníveis no chão, inclinações, objectos ou mesmo mudanças de rota, sem perder o equilíbrio. Mas os progressos, depois dos primeiros passos, serão rápidos e irreversíveis. Explorar com segurança e autonomia Se a segurança em casa já era importante, agora torna-se essencial. Até porque não é bom - nem para os pais nem para os filhos - estar constantemente a dizer «Não»: «Não mexas aí, não subas, não desças, não abras, larga isso, eu bem te avisei». Quanto menos objectos perigosos e riscos houver no ambiente onde a criança está, mais à vontade poderá andar nas suas explorações e mais descanso podem ter os pais. Não é saudável estar sempre a agarrar o bebé, sempre ao lado dele, privando-o de espaço para ganhar autonomia e confiança. Se o seu filho sair de uma divisão para outra não vá logo a correr atrás dele ¿ a não ser que exista um perigo eminente. Dê-lhe liberdade de movimentos. Não há melhor arma para crescer. As crianças precisam de andar, de treinar, de trepar, para continuarem a desenvolver as suas capacidades, por isso devemos criar um ambiente propício a esta fase e oferecer-lhe novas oportunidades como passeios no parque, onde há relva, areia, terra e declives, no fundo onde novos desafios vão estimular novas capacidades. Não se preocupe com a sujidade e liberte-se do medo excessivo de acidentes. Não podemos evitar todas as quedas. Elas fazem parte do processo de aprendizagem. E em vez de ficar a chorar com o bebé de cada vez que ele cai, limpe-lhe as mãos e os joelhos e incentive-o a seguir em frente. «Já passou!» é sempre melhor que «dói muito, coitadinho».


Fonte: Pais&Filhos

Sobe sobe balão sobe!

A Joana descobriu o fascínio dos balões que sobem, descem e dão piruetas no ar!Ontem jogamos os três ao “apanha o balão”: era eu de um lado e o pai com a Joana ao colo do outro.

Ora era eu a atirar o balão, ora eram a Joana ou o pai. E o que a bolotinha se ria a cada aproximação do balão, pura e simplesmente contagiante :-)

quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Depois do céu, a imaginação

Os aviões não passam sempre pela mesma recta no céu, pois não?Se assim fosse, o céu podia rasgar-se em dois. Caía o pano e o que ficaria depois? Uma noite eterna, estrelada, de lua cheia?Ou um céu amarelo, com pássaros e com árvores frondosas, cujas raizes formassem, ao cair na terra quente, igrejas e grutas transparentes?

Bem firme!

É como a Joana aprendeu a estar no meu colo: com as pernitas, prende-me a cintura e põe ambas as mãos nos meus ombros!

E eu sinto-me uma mamã canguru e fico deliciada a sentir o quentinho da bolotinha de encontro a mim :-)

quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Onde está a tua avó?

Regina (4 anos): Olá!

Eu: Olá!
Regina: Sabes...eu hoje vou comprar uns sapatos novos...!
Eu: Ah sim? Mas que bom!
(Breve silêncio)
Regina: Vais para casa?
Eu: Pois vou. É bom ir para casa, não é?
Regina: É. Eu também vou para casa!
(Breve silêncio)
Regina: Onde está a tua mãe?
Eu: A minha mãe? A minha mãe está em casa....
Regina: A minha não. A minha está aqui (aponta para a mãe, ao seu lado). E a tua avó, onde está?Eu: A minha avó...? A minha avó...está em casa...
Regina: Ah, está bem.

Regina sorri. A mãe aperta o botão "Stop" do autocarro. Regina, o irmão Wilson e a mãe saem do autocarro. Não os voltei a ver.A breve conversa que transcrevi acima teve lugar ontem, no meu regresso a casa. Trata-se de um percurso de autocarro que demora cerca de meia hora. Uma das últimas paragens que o autocarro faz antes de parar perto de minha casa é frente a um Jardim de Infância. Aqui, entraram a Regina, uma criança que não devia ter mais que quatro anos de idade, o seu irmão Wilson (mais velho e introvertido), e a mãe de ambos. Regina sentou-se à minha frente e, ao encontrar os meus olhos, conversou comigo. Esperava tudo, menos que me perguntasse onde estava a minha avó! A minha avó...pois...a minha avó está no céu...". Como, por vezes, as perguntas das crianças nos fazem pensar. A mim, fez-me pensar que, apesar da minha avó já não estar fisicamente perto de mim, continua "em casa", onde sempre estará.

A Joana e os jogos das sombras

Há dias descobri que a Joana mostrava um interesse particular em ver a minha sombra reflectida na parede enquanto lhe mudava a fralda. Seguia-me atentamente os movimentos e, de quando a quando, olhava para mim como que a certificar-se que a sombra era, afinal das contas, a mãe!A partir de então, e sempre que ela olha para a parede, faço-lhe sombras de gaivotas, cães, coelhinhos, às quais ela ri-se desmedidamente!

terça-feira, 27 de Maio de 2008

Khalil Gibran

Descobri a importância, a segurança, a plenitude das tuas palavras quando tinha 15 anos. Relembro o fim de tarde em que abri "O Profeta" da minha mãe, por curiosidade. Tinhas sido escolhido como presente de aniversário e eu queria conhecer-te. É raro o livro que, nas minhas mãos, não é aberto. Eram perto das duas da manhã quando adormeci contigo a meu lado. E nunca mais esqueci este nosso diálogo: da tua parte, pelas palavras que me dirigiste; da minha parte, porque pudeste sentir o impacto das tuas reflexões em mim. Agora que me conheces, sabes que eu não gosto de deixar nada a meio. Tinha que te conhecer até ao fim. Hoje cruzamo-nos novamente, num outro livro teu, "A Voz do Mestre". E eu não resisti a este momento em que escolho uma das minhas reflexões preferidas, sobre o primeiro olhar, que é como o encontro da água com o seixo de um regato primaveril.


"Do primeiro olhar.

É aquele momento em que a Vida passa da sonolência para a alvorada. É a primeira chama que ilumina o íntimo mais profundo do coração. É a primeira nota mágica arrancada das cordas de prata do sentimento. É aquele momento instantâneo em que se abrem diante da alma as crónicas do Tempo, e se revelam aos olhos as proezas da noite, e as vozes da consciência. Ele é que abre os segredos da Eternidade para o futuro. É a semente lançada por Ishtar, deusa do Amor, e espargida pelos olhos do ser amado na paisagem do Amor, depois regada e cuidada pela afeição, e finalmente colhida pela alma.O primeiro olhar vindo dos olhos do ser amado é como o espírito que se movia sobre a face das águas e deu origem ao céu e à terra, quando o Senhor sentenciou: 'E agora, vivei!'".

(Khalil Gibran)

Finalmente as sapatilhas!

No passado fim-de-semana compramos as primeiras sapatilhas da Joana na Petit Patapon, juntamente com algumas peças de roupa que achamos muito queridas e cujos pormenores vos deixo nas imagens que se seguem.





Um par de calças cor-de-rosa bombom:


Duas camisolinhas de manga curta:



Um casaco de malha cor-de-rosa:



Uma curiosidade acerca das camisolinhas: elas trazem um certificado de protecção solar Petit Patapon. Diz esse mesmo certificado que as peças foram “especialmente tratadas para reforçar o nível de protecção oferecido. O Factor de Protecção ultravioleta (UPF) é, no mínimo de 25: esta classificação significa que o montante de radiação UV à qual a pele da criança será exposta é reduzido em, pelo menos, 25 vezes, sendo 96% dos raios UVA/UVB bloqueados nas partes do corpo cobertas pelos artigos. Os artigos com protecção solar podem perder a sua eficácia se estiverem demasiado apertados, esticados ou molhados. A eficácia destas peças foi testada, estando de acordo com as seguintes normas referentes a vestuário com protecção solar: AS/NZS4399-1996 (Austrália, Nova Zelândia), AATCC 183-1998 (US) e 13758-1 (EU).”

segunda-feira, 26 de Maio de 2008

Os teus sete meses

De fios de estrelas

são os nossos dias,
bordados num pano de crepúsculo
que reflecte a água azul do céu.
Tranquilamente goteja o amanhecer:
abre-se um leque de luz,
engrandece-se um amor,
nasce uma realização:
Há sete meses
A Joana nasceu.

Parabéns, meu amor, pelos teus sete meses maravilhosos!

Eu e os meus sete meses

Hoje, às 16:07, completarei sete meses e tenho muiiiito para vos contar sobre mim!
Começo a dar o beneficio da dúvida ao ovo, se bem que por vezes hesite e faça uma birra quando o caro pára nos semáforos ou numa fila de trânsito.
Estranho as pessoas que não vejo regularmente ou que não conheça: é só olhar para a cara delas, começar num beicinho e desatar a chorar. Essas pessoas, familiares ou não, que não me levem a mal porque é mais forte do que eu. Simplesmente não gosto de me afastar muito do pai e da mãe. Sou uma criança que, de facto, não se conquista à primeira. É raro tal acontecer. Dêem-me tempo, não peguem logo em mim ao colo pois eu, passados cerca de trinta minutos, sou capaz de vos dedicar um sorriso. O Dr Brazelton, um dos pediatras de referência da minha mãe, diz o mesmo, cada coisa a seu tempo. Quem sabe, sabe!
Quando estou com fome não gosto de esperar muito tempo. Penso que gosto tanto da sopa como da papa. Habituei-me relativamente bem à papa com glúten e ainda estou em fase de adaptação no que concerne à fruta. Descobri que a banana me prende os intestinos mas que, por seu turno, o alho francês e os espinafres fazem milagres :-)
Adoro palrar, já emito pequenas sílabas como “dá-dá”, “mah” e “anhá”, e gosto imenso de sorrir, de dar gargalhadas e guinchinhos. Quando estou muito contente, agito imenso os braços para cima e para baixo e gosto de agarrar tudo o que passe à frente dos meus olhos. Posso, inclusive, ter numa mão uma coisa e, na outra mão, outro objecto. Começo, inclusive, a deitar as coisas ao chão de propósito (isto não se diz aos pais, combinado?!).
Dou preferência aos bonecos que emitam barulho mas tenho os meus brinquedos preferidos, como um gatinho cor-de-laranja, uma tartaruga, um puzzle de números (que eu adoro morder!) e ainda livrinhos de pano.
As etiquetas dos brinquedos são, para mim, verdadeiros mistérios, tal como os botões e caixas de plástico.
Gosto de mexer nas teclas do computador e no rato.
Quando a mãe liga a máquina fotográfica, lá vai a minha mão ao seu encontro. O mesmo se aplica ao telemóvel! Eu tenho o meu, mas prefiro o dos pais, pois claro!
Quando deitada, seguro ambos os pés com ambas as mãos e já durmo de lado.
Costumo acordar atravessada na cama e sempre bem-disposta.
Adoro estar de pé, mas claro, ainda com o apoio dos pais.
Sento-me muito bem sozinha e sem apoio, virando-me para trás com facilidade.
Respondo muito bem ao meu nome.
Adoro os beijinhos e abraços dos pais, bem como cócegas na barriga, debaixo dos braços e nos joelhos. Gosto de cafonés (e esta, hein?!), de fazer festinhas na cara dos pais e de mexer no cabelo da mãe.
Gosto de chegar a casa ao fim do dia e de estar ao colo dos pais. Eles dizem-me que eu sou irresistível e eu também o acho, modéstia à parte.
Uma coisa que me intriga é que os meus dentinhos ainda não romperam, apesar das minhas gengivas estarem um pouco grossas, de eu me babar e de levar tudo à boca. Então, dentinhos, quando é que se resolvem a aparecer?!

domingo, 25 de Maio de 2008

Alarmante

Os vários órgãos de comunicação social têm trazido relatos de uma crise sem precedentes a nível de bens e indústria. Ainda hoje li no jornal “Público” que são cada vez mais os portugueses a fazer as suas compras nos supermercados mais económicos, optando pelas marcas brancas.
Também os combustíveis estão a subir em flecha, desenfreadamente, como se não existisse controlo e apenas especulação.
Ontem, quando me encontrava numa das caixas do Continente para pagar as minhas compras, assisti a algo que me arrepiou e que me fez pensar que muitas famílias estão, realmente, a passar por momentos muito difíceis. Uma senhora, com um carrinho quase cheio, exibiu na caixa três talões de desconto da Galp, pedindo para repartir as compras por três para que cada conjunto pudesse usufruir de um desconto. Num outro dia, no Pingo Doce, um senhor que estava à minha frente pediu para que a operadora deixasse de registar as suas compras pois tinha alcançado o limite máximo que poderia despender...
Fico triste. Fico apreensiva. Penso para comigo quando é que algum travão se irá fazer sentir. Porque, com isto, virão tumultos sociais e, quiçá, o racionamento de alguns bens essenciais. Como é que fazem os idosos que vivem das suas pensões? Como é que fazem as famílias que recebem ao fim do mês o ordenado mínimo? E as crianças, passarão elas fome?
Pessoalmente e a nível familiar, sempre tive bons hábitos de poupança, incutidos desde cedo pelos meus pais e avós. Lembro-me de receber o meu primeiro porquinho-mealheiro, deveria eu ter cinco ou seis anos. Nunca gastei a semanada na totalidade e, quando comecei a trabalhar, investi as minhas poupanças em Certificados de Aforro e numa Conta Poupança. A nível de compras, sempre dei preferência a marcas brancas pois, muitas vezes, elas são equivalentes às conhecidas marcas de mercado. Para a Joana posso abrir uma excepção, por exemplo, a nível de fraldas, roupas, produtos de higiene, brinquedos e outros artigos. Mas quero, desde tenra idade, semear a ideia de que poupar é um investimento a longo-prazo, que nem sempre podemos ter aquilo que desejamos e que é primordial ajudarmos os mais necessitados em causas nobres, como o Banco Alimentar Contra a Fome, a Cruz Vermelha Portuguesa e a Unicef. Dói-me tanto, enquanto mãe, ver crianças que sofrem, de olhar triste, distante, como se o amanhã fosse uma promessa distante...espero, sinceramente, que algo que se possa fazer para travar esta calamidade de contornos insultuosos para o bem-estar da humanidade. Tanto mais quando, depois de ouvir noticias como estas, ouço que há jogadores de futebol a ganhar, por dia, cerca de €80.000,00!

Faltam-nos as palavras...

...para vos agradecer este miminho, Aninha, Tiago e Letícia (http://my-sweet-angel.blogs.sapo.pt)!

A todos os nossos leitores deixamos o convite para visitarem o blog destes amigos virtuais, espelho do verdadeiro significado de familia, amor e perseverança.

O tempo das coisas

"Era uma vez uma ilha onde moravam todos os sentimentos. Entre eles, a alegria, a tristeza, a sabedoria e o amor.Mas um dia, os moradores foram avisados de que a ilha iria afundar-se...Todos os sentimentos se apressaram, pegando nos seus barcos e partindo. Só o amor ficou, pois ele queria despedir-se da ilha antes que esta se afundasse. Quando a ilha estavas prestes a afundar-se, o amor começou a pedir ajuda. Nesse momento, passou a riqueza num barco muito bonito e o amor disse:

- Riqueza, levas-me contigo?
- Não posso, respondeu a riqueza. O meu barco está repleto de ouro e de prata... simplesmente não há lugar para ti...
Então o amor pediu ajuda à vaidade que também estava a passar nesse momento:
- Por favor, Vaidade, ajuda-me!
- Não te posso ajudar, amor. Estás todo molhado e podias estragar o meu barco...
Passou a tristeza e o amor continuou a pedir ajuda:
- Tristeza, deixas-me ir contigo?
- Aahh amor, eu estou tão triste que prefiro ir sozinha...
- Anda, amor, eu levo-te comigo!, disse alguém. O amor quis logo saber quem é que o salvava. Então, perguntou à Sabedoria que lhe respondeu: “Foi o tempo, amor”
- O tempo?
- Sim, o tempo. Porque é o tempo que é capaz de entender, compreender e dar vida a um grande amor..."

sábado, 24 de Maio de 2008

Miminho fofinho

Recebemos mais um miminho da mamã da Gabriela, a Cátia (www.mamacatia.blogs.sapo.pt)
e da mamã da Inês, a Sandra (www.ssbpt.blogs.sapo.pt) , a quem muito agradecemos.

E agora vamos distribuir este miminho :-)

Quem és tu?!

Eram 07:30 quando a Joana hoje acordou. E acordou para uma brincadeira cerrada!

No momento em que escrevo passou uma hora e ela só bebeu 40ml de um biberon de 180ml. Por ora, o Parque Lúdico e mais atractivo do que qualquer alimentação.Há instantes estive a observá-la: a bolotinha já se senta muito bem sozinha e sem qualquer apoio. Pois bem, observei-a de queixo de encontro ao peito, muito compenetrada. Pensei: “Mas o que é que ela estará a fazer?”. Aproximo-me e respondo à minha pergunta: a Joana deu conta de um boneco que tem estampado no babygrow e queria agarrá-lo. Com a boca, com os dedos, qualquer coisa servia! De vez em quando esquece-se e olha para a televisão ou regressa aos brinquedos. Mas depois lembra-se que tem ao peito um boneco de difícil alcance :-)

sexta-feira, 23 de Maio de 2008

Coisas simples, coisas belas

Há dias, depois do jantar, trouxemos a Joana para o nosso colo e, despropositadamente, começamos a fazer rolar um pêssego sobre a mesa. E não é que a Joana começa a soltar gargalhadas, batendo com ambas as mãos na mesa, inclinando-se para a frente como que a procurar apanhar o pêssego?! Rimo-nos imenso com a reacção da bolotinha!

Realmente, os brinquedos “naturais” como um pêssego (ou outra peça de fruta), uma garrafa vazia (e sem rolha) ou um taparuere conquistam a atenção dos mais pequeninos!

Os irmãos

«Se abres a boca, levas!» «Cala-te, oh estúpido!» «Pára de mexer nas minhas coisas!» Quem tem mais do que um filho está mais do que habituado a ouvir estes e outros mimos verbais todos os dias, a toda a hora. Quem cresceu entre irmãos não estranha. É assim mesmo. Dividir território, atenção e outros tesouros vitais não é fácil para nenhuma espécie animal e o homem, que ainda por cima nasce mais dependente do que qualquer outra criatura, não é excepção. Por outro lado, ser destronado de um lugar privilegiado no pódio da família não é um processo pacífico.
A seguir à relação com os pais, é a relação com os irmãos que mais determina aquilo que somos. Por isso, muitos investigadores têm estudado essa relação. Através dos papéis assumidos no seu seio, a família desenvolve e promove diferenças entre irmãos. É isso mesmo que explica Otília Monteiro Fernandes, professora de Psicologia na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e autora do livro «Semelhanças e Diferenças entre Irmãos» (Climepsi Editores), escrito com base na sua tese de doutoramento: «Os irmãos podem ter muitas semelhanças físicas, mas em termos de personalidade um irmão mais velho terá muito mais em comum com um irmão mais velho de outra família do que com os seus irmãos.»
Expectativas dos pais As diferenças começam a ser cultivadas ainda antes do nascimento, pois ganham raízes nas expectativas que os pais têm em relação aos filhos. Em diferentes culturas e sociedades há expectativas comuns em relação aos filhos mais velhos e em relação aos rapazes e raparigas.
Para além dessas heranças culturais - que determinam, por exemplo, que o mais velho seja o guardião das tradições familiares, o filho que até há pouco tempo herdava a casa paterna, o que em certas famílias herdava o nome próprio do pai e o que tinha obrigação de dar continuidade ao nome de família - há outros factores que contribuem para a criação de expectativas. Se o desejo de os pais terem um rapaz ou uma rapariga nunca é satisfeito, esse facto vai condicionar o que os pais esperam dos filhos. Normalmente é na última criança que nasce, ou seja na sua última oportunidade de satisfazer esse desejo, que tentam criar características do sexo oposto. «Muitas vezes, contrariam a identidade sexual da terceira ou quarta filha, depois de se conformarem com o facto de nunca virem a ter um rapaz», confirma Otília Monteiro Fernandes.
Nestas expectativas dos pais e na forma como se relacionam com os filhos é de considerar também a posição que eles próprios ocuparam entre os seus irmãos. «Um pai que é irmão mais velho e tem um rapaz que é o filho do meio tenderá a educá-lo conferindo-lhe o estatuto de mais velho, pois foi essa a experiência que teve», exemplifica Otília Monteiro Fernandes.
Mas para além das expectativas dos pais, o lugar que ocupamos entre os irmãos vai fazer de nós muito daquilo que somos. Conheça as características dos primogénitos, dos irmãos do meio e dos caçulas. As teorias sobre a ordem do nascimento podem dar pistas aos pais sobre o desenvolvimento e personalidade de cada filho. Mas devem, claro, tentar perceber cada um na sua individualidade e ir ao encontro do que sentem, deixando de lado ideiais de justiça salomónica. É esse o conselho que deixa Otíia Monteiro Fernandes: «Tentar ser igual para todos pode bem ser uma forma de injustiça, pois todos têm necessidades diferentes. O importante é tentar dar a cada um, em cada momento, aquilo que cada um necessita.
A saúde e a ordem de nascimento Vários investigadores garantem que a ordem de nascimento não influencia apenas a formação da personalidade. Os seus efeitos estendem-se até à vida adulta, repercutem-se na saúde e até na esperança de vida. É claro que a propensão para determinado problema não é mais do que isso mesmo. Não devemos tratar a saúde dos nossos filhos à luz do lugar que ocupam entre os irmãos. Ainda assim, vale a pena conhecer o que dizem as estatíricas:
Mais velhos:
· Mais propensos a alergias e asma
· Mais propensos a epilepsia (talvez devido a uma maior dificuldade na passagem pelo canal de parto)
· Mais propensos a exagerar sintomas físicos banais como forma de chamar a atenção
Do meio:
· Mais propensos a dificuldades de aprendizagem
· Menos propensos a esclerose múltipla e a a infecções no aparelho urinário
Mais novos:
· Mais probabilidades de passarem por internamentos devido a acidentes durante a infância. Para além de correrem mais riscos devido à sua personalidade, os pais têm mais dificuldade em controlar os seus movimentos, pois têm outros filhos
· Menor esperança de vida devido à propensão para os riscos e para uma vida sexual e sentimental mais instável · Linfomas e leucemias surgem mais nos irmãos mais novos. Especialistas avançam a teoria que talvez o facto de as mães amamentarem menos tempo os filhos mais novos (já que têm os outros a competir pela sua atenção) possa explicar estes números.
· Diabetes na infância. Em média, os mais novos nascem com um peso mais elevado o que pode predispo-los para terem mais tarde problemas hormonais, tal como os que estão na origem da diabetes.
· Mais propensos a sofrer de anorexia nervosa.
· Menos propensos a alergias e asma.


O Primogénito

Quando nasce, tem o poder de concentrar sobre si todas as atenções. Ele é de longe o mais fotografado de todos os irmãos. Não porque seja mais dotado, mais bonito ou mais amado. Apenas porque é o primeiroNo seu Livro do Bebé, todas as linhas estão profusamente preenchidas. Todos os seus passos foram cuidadosamente documentados. Mas se é verdade que atenção e mimos não lhe faltam - e isso é bom -também é verdade que normalmente sobram tensões, preocupações, exigências e expectativas. Tudo isso pesa sobre o filho mais velho, às vezes de uma forma demasiado intensa.
Os pais esperam dele a perfeição, a perfeição em bom comportamento, a maturidade, a responsabilidade de quem é crescido. E é por isso que «desde cedo é pedido ao primogénito que substitua os pais em certas situações», afirma Otília Monteiro Fernandes. «Ele está mais próximo dos pais do que qualquer outro dos irmãos e, também por isso, nem sempre é muito bem visto pelos mais novos.»
Mandar, liderar são formas naturais de afirmação de uma criança a quem se pede que dê o exemplo, que seja o modelo. É isso que os pais esperam dela e é isso que ela faz. Os especialistas são unânimes em considerar os primogénitos líderes por excelência: mais responsáveis, mais organizados e mais metódicos do que os irmãos. Há estatísticas que comprovam esta tendência: dos 50 líderes empresariais americanos avaliados pela revista Forbes, metade são primogénitos, enquanto em toda a população dos EUA a percentagem de primogénitos é de 35 por cento. Entre os primeiros 23 astronautas americanos, 21 são primogénitos, e entre os presidentes daquele país (de Washington a Carter), os primogénitos estão também significativamente mais representados.
Outra característica dos primeiros filhos, afirmam os especialistas é o conservadorismo. É no primogénito que os pais depositam os valores da família e é a ele que pedem, mais do que a qualquer outro, a defesa das tradições. Por estar mais próximo dos pais e por querer para si alguma da sua autoridade, é natural que o filho mais velho acabe por defender, toda a vida, o que é socialmente aceite e moralmente correcto.
A afronta de ser destronado Antes de aprender a exercer a autoridade, o filho mais velho tem de passar por uma experiência que marcará para sempre a sua vida: a chegada de um irmão. Os investigadores chamam a este processo «destronação» e, como muitos pais já tiveram oportunidade de constatar, pode ser bem difícil ultrapassá-lo. Significa aceitar que já não se é o único, que alguém veio roubar-lhe a exclusividade das atenções, das conversas, dos elogios, do tempo... Significa ter de partilhar o que até aí era só seu.Ser destronado será tanto mais difícil quanto mais novo for o primogénito e ainda mais se o segundo filho for do mesmo sexo. «Uma criança que é destronada muito cedo, antes dos dois anos, tem de crescer à força, tem de aprender a ser autónoma mais cedo do que seria de esperar, até porque os pais deixam de ter o tempo todo para a vestir, alimentar, etc», explica Otília Monteiro Fernandes. «A destronação pode ser assim um dos primeiros golpes duros na vida destas crianças, únicas até então», acrescenta.
Mas, se acontecer demasiado tarde, ou seja, se houver uma grande diferença de idades entre o primeiro e o segundo filho, a destronação pode ser igualmente difícil. Adler, um dos primeiros autores a debruçar-se sobre estas questões, considera que a «destronação» vai ter consequências negativas no desenvolvimento do primogénito, tanto se ocorre precocemente, como se ocorre mais tarde, quando ele já temm instituído o seu ¿estilo de vida¿».
Na opinião de Otília Monteiro Fernandes, «a diferença de idades ideal será talvez quatro ou cinco anos, uma idade em que o nível de desenvolvimento já permite alguma compreensão das vantagens de ter um irmão e já existe alguma autonomia em relação aos pais. Antes dos dois anos, todos os sentimentos negativos, a rivalidade acentuada ficam no inconsciente, ou seja, nunca serão verbalizados, o que pode ser mais traumatizante».
Há ainda outra vantagem em ter um irmão por volta dos quatro, cinco anos, acrescenta Otília Monteiro Fernandes: «Ele vai ajudar o primogénito a resolver os seus complexos edipianos. Os sentimentos negativos em relação ao pai, por parte de um rapaz, e em relação à mãe, por parte de uma rapariga, serão divididos com o irmão mais novo o que é menos culpabilizante para o mais velho. Os filhos únicos não têm essa possibilidade e, muitas vezes, ficam enredados naquele triângulo toda a vida.»
Por falar em Édipo, é interessante lembrar que o próprio Freud, apesar de considerar a ordem de nascimento secundária em relação a estes complexos, não deixa de afirmar que esse é «um factor de extrema importância no desenvolvimento individual».
Para além da diferença de idades, outro factor importante na forma como será vivida a destronação é o sexo do invasor. Se for do mesmo sexo que o primogénito a rivalidade será inevitavelmente maior, pois será preciso competir pelas atenções do objecto da primeira paixão ¿ a mãe, no caso dos meninos, o pai, no caso das meninas. «Se forem de sexos diferentes, têm papéis muito diversos, não se sentem tão ameaçados e nunca serão tão competitivos», explica Otília Monteiro Fernandes.
Ajudar o mais velho na chegada de um irmão Para ajudar o filho mais velho a viver este processo de destronação, os pais devem começar a prepará-lo uns meses antes do nascimento do irmão. E nunca fazer coincidir qualquer mudança significativa na sua vida (mudança de escola, de quarto, de horários) com a chegada de um irmão. Otília Monteiro Fernandes acrescenta que o pai deve ter, nesta fase, um papel activo, dando mais atenção ao filho mais velho. Um presente para ele, felicitando-o por já ter um irmão, deve ser também preocupação da família que vai em peregrinação conhecer o bebé.

O irmão sanduíche

Não são os mais velhos nem os mais novos. Estão no meio de dois ou mais irmãos e podem, por isso, sentir-se na terra ninguém. A sua afirmação é, por vezes, bem difícil. Há quem lhes chame «irmãos sanduíche» e a imagem não está longe da realidade: alguns sentem-se verdadeiramente comprimidos entre duas partes, com pouca visibilidade e ainda menos valorização.
Os investigadores apontam-lhes algumas características menos positivas. Otília Monteiro Fernandes exemplifica: «São maioritariamente mais neuróticos, mais indecisos e podem ter baixos níveis de auto-estima. Isto porque é fácil sentirem-se confusos durante a infância: ora exigem deles algumas das responsabilidades do mais velho, ora o colocam ao lado do mais novo.»
Mas ser o do meio também tem os seus aspectos positivos. Tornam-se pessoas mais flexíveis, adaptando-se facilmente a qualquer situação. Profissionalmente, mas não só, esta qualidade pode ser-lhes bastante útil. São mediadores natos, ajudando a alcançar a paz em caso de conflito. No entanto, é possível que caiam num sentimento de solidão difícil de contornar.
Tal como os primogénitos, também os filhos do meio sabem bem o que é a «destronação» e esse processo pode doer-lhesquase tanto como aos mais velhos. É certo que estas crianças nunca gozaram da exclusividade da atenção dos pais, mas, por outro lado, podem ficar esvaziadas da sua posição bem definida de «mais novo». E enquanto os mais velhos nunca deixam de ser mais velhos, os do meio têm de abdicar de certos privilégiose entrar definitivamente na terra de ninguém.
Ser o único rapaz ou a única rapariga torna tudo mais fácil A posição de irmão do meio é talvez a que está mais condicionada pelo factor sexo. Um irmão do meio que seja o único rapaz ou a única rapariga terá a sua vida bastante facilitada, pois o seu papel está bem definido à partida e a sua visibilidade longe de ser ameaçada. Pelo contrário, para um rapaz entre rapazes e para uma rapariga entre raparigas o esforço de afirmação será bem maior e a conquista de um lugar demarcado na famíliaum objectivo muito mais difícil de alcançar. Alguns conseguem-no. Outros ficarão para sempre a sentir-se apagados no meio da prole. Mas é este esforço de afirmação que lhes dá mais imaginação, criatividade e intuição


O eterno bebé

Os irmãos mais novos partilham com os filhos únicos a particularidade de nunca viverem a experiência da «destronação». A sua posição na família mantém-se inalterável, o que lhes confere uma certa segurança. E também é verdade que recebem dos pais quase tantos mimos e atenções como aqueles que não têm nenhum irmão. Mas só isso os aproxima.
Eles são em tudo o oposto dos primogénitos. Os pais têm, em relação a eles, menos expectativas o que lhes permite gozar de uma liberdade e ausência de pressões que, muitas vezes, até é apontada pelos irmãos mais velhos como preferência. Esta liberdade de movimentos dá-lhes um espírito muito menos conservador.
«São mais abertos a novas experiências, são menos conscienciosos e mais desorganizados», afirma Otília Monteiro Fernandes. São os rebeldes, os que mais contestam a autoridade, os futuros defensores de causas contra a ordem estabelecida, os que pintam o cabelo de verde, os que mais viajam pelo mundo, os mais engraçados e simpáticos e também os mais populares.
Frank Sulloway, psicólogo e historiador americano que passou 26 anos a analisar mais de seis mil biografias para demonstrar como a ordem do nascimento é determinante, publicou em 1997 o livro «Born to Rebel», onde explica exactamente por que é que os mais novos são, de facto, os mais contestatários. Os filhos mais novos tendem a demacar-se do mais velho e se este é conservador e autoritário, o mais novo vai afirmar-se pela rebeldia e contestação à ordem estabelecida. Serão sempre - e tanto mais quanto maior dor a diferença de idades que os separa dos mais velhos - os mais mimados, apoiados e «apaparicados». «Muitas vezes dá jeito aos pais infantilizar um dos filhos e isso acontece quase sempre com o mais novo. É uma tentativa de lhe prolongar a infância para terem a sua companhia durante mais tempo», explica Otília Monteiro Fernandes. Nem os irmãos mais velhos escapam a um certo sentimento de revolta perante a perda de inocência daquela criança que será sempre, na família, o eterno bebé.

Fonte: Pais&Filhos

quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Enjoos, náuseas e vómitos na gravidez

Os primeiros sintomas desagradáveis da gravidez são, para muitas grávidas, os enjoos matinais. Calcula-se que 75 por cento sinta este distúrbio. Apesar de terem esta designação, os enjoos não aparecem só de manhã. Qualquer hora do dia parece indicada para que, de repente, uma grávida sinta náuseas ou mesmo vómitos. Um cheiro pode ser suficiente para desencadear estes ataques súbitos mas, para algumas mulheres, também há cheiros que ajudam a aliviar os enjoos. Surgem normalmente entre as cinco e as seis semanas de gestação, mas podem aparecer mais cedo. Na maior parte dos casos, os enjoos desaparecem depois do terceiro mês, mas há algumas grávidas que mantêm estes sintomas ao longo de quase todo o tempo de gravidez.
As causas Pensa-se que as náuseas se devem ao aumento da produção de hormonas femininas, mas o problema ainda não é conhecido em toda a sua extensão. Vomitar pode também ser uma forma de eliminar toxinas indesejáveis e de afastar a grávida de alimentos menos saudáveis, protegendo assim a saúde e desenvolvimento do bebé. Carências nutricionais (vitamina B6 e B12, zinco, ferro e ácido fólico) parecem aumentar a incidência de enjoos e vómitos.


O que fazer?

· Comer biscoitos, tostas ou bolachas de água e sal logo de manhã, antes de se levantar.
· Comer frequentemente, mas pouco de cada vez.
· Preferir alimentos leves e de fácil digestão.
· Reforçar o consumo de pão integral, cereais, leguminosas, legumes de folhas verdes, frutos secos, passas, brócolos, leite e iogurte.
· Reduzir o consumo de chá e de café.
· Beber muitos líquidos para evitar desitratar.
· Experimentar infusões de camomila e funcho.
· Consumir gengibre (rico em zinco, cuja carência pode estar na origem dos enjoos): bolachas de gengibre ou uma infusão preparada com a raíz
· A acupunctura pode ajudar a aliviar os sintomas.
· Usar uma pulseira de acupressão anti-enjoo (normalmente usada para reduzir o enjoo nas viagens) -pressiona um determinado ponto no pulso. Alguns estudos indicam que estas pulseiras aliviam os enjoos e não revelaram qualquer contra-indicação. Estão à venda em farmácias.
· Se os enjoos se tornarem incontroláveis, se perder peso, se sentir tonturas e desmaiar, fale com o seu médico.

Mais saliva

Algumas grávidas também se queixam do aumento da salivação, o chamado ptialismo, que aumenta a sensação de náusea já existente. Nestes casos, pastilhas elásticas ou rebuçados de limão podem ajudar. Se se sentir constantemente mal não hesite em consultar o seu médico. Mas não se preocupe: este problema, apesar de muito desagradável, não implica quaisquer riscos.

Fonte: Pais&Filhos

A menina dança?!

Parece que sim!
Cada vez mais, a Joana presta mais atenção aos bonecos e à publicidade que passa na televisão. Costumamos sentá-la no Parque Lúdico e ela fica entretida com os bonecos que a rodeiam. À sua frente, a uma distância segura, encontra-se a televisão, maioritariamente sintonizada na Baby TV. Cada vez mais a Joana mostra uma predilecção pelos bonecos animados, sorrindo-lhes de quando a quando.A publicidade começa igualmente a ganhar terreno, nem que seja por motivos musicais. De facto, com as músicas de fundo da Vodafone e do Millenium, a bolotinha, quando de pé, começa a “dançar”, movendo o tronco para trás e para a frente. É um mimo de se ver!

quarta-feira, 21 de Maio de 2008

Como escolher a cama do bebé?

Uma boa cama deve reunir duas características fundamentais: a segurança e a comodidade.
A segurança tem um duplo objectivo: prevenir acidentes e fazer com que o bebé se sinta seguro pois não nos podemos esquecer que, até nascer, durante o sono, sentiu-se abrigado e protegido no ventre materno.
Seguem-se algumas recomendações que deverão pautar a nossa escolha:

* Todos os berços e camas devem ter a etiqueta “UE” (há que comprovar no caso de irmos usar um em segunda mão);
* Não deve ter elementos que o bebé possa arrancar ou onde possa magoar-se;
* A segurança é extensiva aos enfeites. Não serve de nada examinar à lupa a segurança da caminha se em seguida colocamos nela um autocolante que se possa desprender ou se não cumpre a norma da UE relativamente a pinturas ou tóxicos;
* O comprimento e a largura devem permitir que o bebé possa tocar nas paredes e sentir-se protegido (mas não preso);
* Se tiver grades, estas devem ser de bordos arredondados, o mais lisas possíveis e terem entre si uma distância que impeça que a cabeça se possa encaixar. Convém cobri-las com um protector acolchoado, em toda a sua extensão;
* O estrado deve ser rígido. Seria bom que se pudesse subir e baixar para aumentar a profundidade à medida que o bebé vai crescendo;
* O colchão deve ser semi-rígido, com cerca de 10cm de profundidade e ajustar-se ao tamanho do estrado;
* A roupa de cama deve ser suave, de pouco peso e preferencialmente em algodão por forma a diminuir a ocorrência de alergias e facilitar a limpeza;
* A cama de viajar é para viajar e deve utilizar-se unicamente para isso. O bebé não costuma dormir tão cómodo nela como na sua caminha.

Quanto às medidas aconselháveis, segundo a Norma “UNE-7 716-1”:

Tamanho:
Comprimento: 20-25cm mais que o bebé
Largura: 60-80cm
Profundidade: 30-80cm

Laterais:
Distância entre grades: 4-7 cm
Altura: mínimo 30cm
Protecção: total a acolchoada

Colchão:
Comprimento: ajustado ao estrado
Profundidade: 10 cm
Consistência: semi-duro
Material: Latéx ao invés do colchão de molas que é menos indicado para a coluna do bebé.

Fonte: Revista “Bebé d’hoje”

A Joana e as horas

A Joana adora o relógio que se encontra pendurado na cozinha.

Sempre que se aproxima do mesmo, olha fixamente para os ponteiros e ri-se, como se estes estivessem a brincar com ela :-)

terça-feira, 20 de Maio de 2008

As bombas de tirar leite

Nunca é demais sublinhar que o leite materno é o alimento natural, e melhor, para o bebé, oferecendo-lhe todos os nutrientes de que necessita para um desenvolvimento harmonioso.
A par da amamentação, a mãe poderá igualmente extrair o leite por meio de uma bomba manual ou eléctrica. Existem vários modelos no mercado, sendo que, pessoalmente, eu preferi as bombas eléctricas às manuais. A minha preferida foi a da Medela mas conheço mães que se mostraram muito satisfeitas com a da Avent, apesar de eu nunca a ter experimentado. Tentei, sim, a da Chicco (manual) e a da Nuk, ambas sem bons resultados.
De 3 em 3 horas sentava-me confortavelmente para extrair leite e era realmente um alivio sentir a pressão dos meus seios a diminuir progressivamente. Aliás, há quem defenda que, para uma melhor extracção de leite, a mãe poderá fazer uma massagem no peito e ver fotografias do bebé.
De um modo geral, antes de colocarmos a copa da bomba sobre o nosso seio, podemos humedecê-la ligeiramente para que a aderência seja mais eficaz. O tempo de extracção não deverá ultrapassar os 20 a 30 minutos para cada seio. No que diz respeito à lavagem dos componentes não-eléctricos da bomba, podemos enxaguá-los muito bem depois de uma lavagem cuidadosa, com recurso a um escovilhão.
O leite pode ser conservado no frigorifico durante vinte e quatro horas, em frasco, saquetas ou biberon de plástico esterilizado. Se optarmos por congelar o leite, podemos contar com um prazo de conservação de 2 semanas e se o congelador atingir os 18º negativos, esse prazo ascende aos 6 meses, desde que conservado dentro de uma caixa com tampa hermética para que se mantenha isolado dos outros alimentos. Em todas as embalagens devem ser colocados rótulos autocolantes com a data da conservação, o que possibilita que vamos descongelando sempre o leite mais antigo.Nunca deveremos misturar leites e, quando for a altura de consumir o leite materno, poderemos aquecê-lo num termo eléctrico ou em banho-maria.

O leite materno não deverá ser aquecido no microondas pois as suas características imunológicas são drasticamente alteradas.

Balanço da semi-esterilização

Fez ontem uma semana que os biberons (incluindo as tetinas) deixaram de ser esterilizados e, até hoje, não tem havido qualquer senão.
De facto, e de acordo com a pediatra da Joana, poderíamos deixar de esterilizar biberons e chupetas aos 6 meses, o mesmo se aplicando à água fervida. Poderíamos, inclusive, colocar os biberons, pratos, colheres e copos dentro da máquina da loiça.
Eu prefiro lavar tudo à mão, com detergente e escovilhão, enxaguando tudo muito bem e limpando os acessórios com papel de cozinha.
No entanto, a não-esterilização não é total: continuo a ferver a água e tenciono fazê-lo por mais algum tempo. Isto porque eu não quero passar do 8 aos 80 de um dia para o outro. Gradualmente, vou deixando a Joana ganhar mais defesas. Talvez dentro de duas semanas deixe de ferver a água. É interessante olharmos para os nossos filhos e, independentemente da idade, continuar a vê-los pequeninos. Quando a pediatra da Joana me disse que poderia pôr de lado a esterilização pensei que ela estava a ser radical e fiquei algo sobressaltada. Não poderia ser, a Joana ainda era pequenina (demais?) para começar a ganhar defesas por si. Mas agora penso que ela está a ganhar essas mesmas defesas desde o dia em que nasceu...eu é que não dou pelo tempo passar!

segunda-feira, 19 de Maio de 2008

A primeira dentição

A saída do primeiro dente, é sempre um grande acontecimento e costuma-se considerar um momento importante, no crescimento e desenvolvimento da criança.A verdade, é que não existe um período determinado para o aparecimento do primeiro dente, nem dos seguintes. Em geral, os primeiros dentes aparecem por volta do sexto ao oitavo mês, mas toda a dentição vai-se completando em prazos diferentes e, não se pode generalizar. Em alguns casos, a criança pode nascer já com um ou dois dentes; em outros casos, a saída do primeiro dente, pode apenas acontecer por volta do ano de vida. Esta variação é completamente normal e não deve preocupar-nos. A causa de um atraso da sua aparição, não se pode atribuir à alimentação ou a uma carência de cálcio ou de vitaminas, como muitas vezes se pensa, mas sim apenas a factores de carácter genético. Apenas em alguns casos, que são muito evidentes, se pode dever a algum tipo de doença específica.
Assim como o momento pode ser variável, a ordem em que saem os diferentes dentes, é quase sempre a mesma. Os primeiros a saírem são os incisivos centrais inferiores, logo seguidos dos seus correspondentes superiores. Posteriormente, é a vez dos incisivos laterais, superiores e inferiores. Após algum tempo, geralmente, entre os 14 e os 20 meses, saem os pré molares, tanto superiores como inferiores, seguidos dos dentes caninos. Só a partir dos dois anos e meio, começam a despontar os últimos molares, tanto superiores como inferiores. Por volta dos três anos, a dentição temporária, também chamada de leite, já estará completa.
O importante, é saber, que a primeira dentição, nunca é perfeita. Muitas vezes, os dentes ficam separados por grandes espaços e nem sempre estão perfeitamente rectos e alinhados. Trata-se de um fenómeno completamente normal, que irá desaparecendo com o crescimento da criança e com a chegada dos dentes definitivos.Geralmente, os pediatras desconfiam de uma primeira dentição “demasiado perfeita”, pois isto poderá ser um sintoma de possíveis problemas no alinhamento da dentição definitiva, nomeadamente, com dentes que se colocarão por cima de outros. Durante o período de tempo, entre a fase da dentição temporária e definitiva, é frequente que ao saírem os novos incisivos, fique um espaço entre eles. Este espaço, fechar-se-á, espontaneamente, quando saírem os caninos definitivos superiores, por volta dos 11-12 anos.
Ainda que, não se conheçam bem as causas, todavia é indubitável que a aparição dos primeiros dentes, costuma provocar determinados incómodos à criança. Por vezes, parece inquieto, introduz com frequência as mãos na boca, com uma sensação de mau estar e com uma salivação muito mais intensa. Também pode ocorrer que a sua temperatura corporal esteja mais elevada que o normal, ou até que apareçam ligeiros transtornos no aparelho gastrointestinal, como, por exemplo, vómitos ou diarreia. Em geral, trata-se de manifestações de breve duração, a maioria das quais, não nos deve preocupar.
Salivação abundante Provavelmente, a sensação de dor e de incómodo provocadas pelo alongamento da mucosa das gengivas, determina um aumento da salivação. Habitualmente, durante este período, os babetes estão sempre molhados e empapados e têm que ser mudados, frequentemente. Trata-se de um fenómeno comum e sem importância.A abundante salivação, está, normalmente, acompanhada de um avermelhamento e irritação da pele das bochechas, do queixo e do pescoço. Isto sucede, tanto por acção directa da saliva, como pelo costume do bebé se tocar a ele próprio com as mãos húmidas, por causa de estar a levá-las, constantemente, à boca. A única precaução que se pode ter, é proteger a cara com um creme hidratante e colocar umas toalhas absorventes sobre a almofada.Gengivas inchadas Seguramente, é o traço mais característico. As gengivas, por causa da pressão que exerce o dente, inflamam-se e tornam-se mais vermelhas. Esta inflamação, pode provocar incómodos e a criança pode ficar mais irritável, inquieta, sem sono e algumas vezes até mesmo se engasgar.Vontade de morder De repente, parece que o nosso bebé se torna agressivo. Não devemos preocupar-nos, pois apenas se trata de uma tentativa de diminuir o incómodo provocado, pelas gengivas inflamadas. Aliás, tentará ferrar, qualquer objecto que encontre ao seu alcance, levando-o com avidez à boca, mordendo-o com tenacidade, como que se estivesse massajando as gengivas.Febre Pode ter um ligeiro aumento de temperatura que, não havendo indícios de qualquer outro tipo de doença, pode ser ocasionado pela aparição dos primeiros dentes. O motivo, todavia, não se sabe explicar.Incómodos gastrointestinais A diarreia, é um sintoma que, frequentemente, acompanha a erupção dos dentes nas crianças. Este incómodo atribui-se a um possível transtorno emocional ou a uma diminuição das defesas imunitárias da criança, neste momento da sua vida, mas a verdadeira causa, ainda está por esclarecer. No entanto, se a nossa criança tiver febre ou diarreia, não devemos pensar nos dentes, como sendo a única causa: o melhor, é visitar o pediatra, para evitar o perigo de, eventualmente, se tratar de outra razão, que pode não ter nada a ver com a dentição. Vómito Geralmente, é a própria criança que o provoca, sem querer ao introduzir as mãos na boca, na tentativa de diminuir o incómodo. Trata-se, pois de um puro mecanismo reflexo que não nos deve preocupar. No entanto, se repararmos que se repete com frequência, isto poderá ser um sintoma de doença que não tenha nada a ver com a dentição e, o melhor, é visitar o pediatra.Como aliviar os incómodos Os remédios e cuidados necessários que podemos adoptar, para aliviar os incómodos de que sofre o nosso bebé com a aparição dos primeiros dentes, são extremamente simples. Para aliviar os incómodos e a inflamação das gengivas, podemos utilizar uma gaze embebida em água fria, ou utilizar um bálsamo medicinal adequado, que o pediatra recomendará. Uma pequena massagem directa, praticada pela mãe, também será de grande alívio para o nosso bebé.Algo de importante a não esquecer, é o não lhe dar refeições ou alimentos muito quentes, pois a temperatura incrementa a dor e o incómodo. Por outro lado, o bebé achará mais agradável uma bebida refrescante, como um pouco de água ou uma tisana recomendada pelo médico e um alimento pouco sólido, que desta maneira não lhe irritarão as gengivas, mais do que já estão, contribuindo, pelo contrário, para mitigar a sensação de incómodo.Para acalmar a vontade de morder os objectos, podemos proporcionar ao bebé, um brinquedo apropriado de borracha dura. Existem alguns que se podem esfriar no frigorífico e quando a criança os trinca e os chupa, obtém uma leve anestesia pelo frio, que atenua, pelo menos, temporariamente, a dor.


Fonte: Prénatal

Fim-de-semana a 1000...

...e com umas olheiras pura e simplesmente irresistíveis!
De facto, este fim-de-semana a Joana acordou por volta das 02:00 e novamente pelas 06:30, fazendo curtos soninhos durante o dia.
Há já bastante tempo que a bolotinha não acordava durante a noite mas, felizmente, adormeceu rapidamente depois de beber cerca de 30ml de leitinho. Nada de especial, realmente, mas o suficiente para ela voltar a dormir.
Tenho notado que, a par de fraldas menos generosas, a Joana está com mais dificuldade em adormecer e com uma crescente necessidade de colo. A Joana não é criança que se deixe ficar acordada na caminha durante muito tempo e adora companhia, a qualquer hora do dia. Noto-a mais irrequieta, com uma energia sem limites e não é raro ouvi-la chamar por nós com guinchinhos ou sílabas tais como “dá-dá”, “taahh” ou “maaa”.
Também o apetite sofreu um abalo que eu considero significativo: a Joana mostrou-se mais relutante em comer a sopa e a papa. No entanto, a normalidade subsistiu nas refeições de leite. O sono é algum, sem dúvida. Mas eu sou incapaz de, durante o fim-de-semana, levar a Joana a casa dos avós para que nós possamos dormir mais um pouco. Só de imaginar o cenário fico com saudades da minha filha! Para além do que, quando em casa, eu não consigo adormecer com a Joana acordada. Sou mãe-leoa? Sim, muito! E, por isso, prefiro levantar-me bem cedo, brincar com ela na sala com a Baby TV em pano de fundo e dar bons passeios matinais do que estar longe da Joana com o objectivo único de repôr o meu sono.

O que eu e o pai temos feito é revezarmo-nos em tudo para que ambos possamos dedicar algum tempo para nós mesmos. E digo-vos que é uma fórmula vencedora!

domingo, 18 de Maio de 2008

Novos rumos

E depois de duas semanas de formação perto da Avenida da Liberdade, amanhã começo uma nova etapa de duas semanas e meio na Expo.
Tenho estado a gostar imenso, sendo que nos últimos dias da semana passada estive “on job”. Encontro-me bastante motivada não apenas com os conteúdos mas também com o facto de ter uma boa equipa de trabalho e excelentes ferramentas de progressão na carreira.

Assim as segundas-feiras têm outra cor!

Sabores novos

Ontem o almoço conheceu novos sabores: acrescentei espinafres à base da sopa da Joana e, como sobremesa, ofereci-lhe papaia. Apesar de eu não apreciar este fruto, a bolotinha comeu melhor a fruta do que a sopa.
Em relação à papa com glúten, decidimos antecipá-la um pouco pois, segundo a indicação inicial da pediatra, poderíamos introduzi-la a partir dos 7 meses. Assim, e continuando com a Cerelac, a Joana prefere o sabor “Pêras” ao de “Maçãs”, não apreciando muito a de “Multifrutos”. A partir de hoje vou deixar a banana um pouco de lado pois tenho constado que a Joana tem estado com prisão de ventre. Ela faz pouco fralda sim-fralda não e pode ser que esteja alguma obstipação no horizonte. Ou então pode ser que os intestinos se estejam a habituar a uma panóplia gigante de sabores, tendo em conta que a alimentação da Joana, até há dois meses e meio, era única e exclusivamente composta de leite.


A papaia:


A sopa de espinafres:


sábado, 17 de Maio de 2008

Recordações

Esta manhã, eu e a Joana estivemos a ouvir músicas infantis, desde o Noddy ao Ruca, passando pela Abelha Maia, Joana come a papa, Dartacão, Vitinho e Os Patinhos. Enquanto a mãe revia algumas músicas da sua infância, a bolotinha olhava para a animação dos bonecos e para as cores dos vídeos que assistimos pelo Youtube. De quando a quando, olhava para mim e eu fazia-lhe festinhas nas bochechas, outras vezes dava pulinhos no meu colo, especialmente quando apareceu o Noddy. Parece-me que já temos uma futura telespectadora assídua!
Para a próxima fica o Avô Cantigas e algumas dos Marretas, lembram-se?!

sexta-feira, 16 de Maio de 2008

A hérnia umbilical

A seguir à queda do cordão umbilical e à cicatrização do umbigo, todavia fica uma pequena abertura, chamada de anel umbilical, na parte mais interna do abdómen, precisamente no local onde originalmente, se encontrava a comunicação dos vasos sanguíneos que levavam o alimento da mãe para o feto. Esta abertura mantém-se, pois a musculatura abdominal, ainda não está totalmente desenvolvida nem consolidada.Por esta razão, pode acontecer que uma parte do intestino saia através desta pequena abertura e provoque um aumento de volume nesta zona (inchaço), ao nível da cicatriz umbilical. Trata-se pois de uma hérnia umbilical. As suas dimensões, podem ser muito variáveis e dependem do tamanho do anel umbilical.Quando o anel umbilical é pequeno, as dimensões da hérnia são reduzidas e as dimensões da protuberância, não são maiores que uma ervilha ou um feijão. Neste caso, no prazo de algumas semanas, produz-se o fechamento do anel umbilical com a consequente desaparição do inchaço e portanto da hérnia.No entanto, quando o anel umbilical é mais largo, a porção de intestino que sobressai é maior e a protuberância pode ser da medida de uma cereja, podendo variar até à de uma ameixa. Neste caso, a remissão ou o desaparecimento da hérnia de forma espontânea, torna-se mais difícil e muito mais demorado, podendo passar alguns meses, até que a hérnia desapareça

Há que considerar o seguinte: quando as dimensões da hérnia (protuberância ou inchaço) são muito grandes, é muito pouco provável que o anel umbilical se feche de forma espontânea e faça desaparecer a hérnia como acontece nos casos em que ela é muito pequena. Se depois de um ano de vida do bebé, não se notar uma diminuição ou redução progressiva da dimensão da hérnia, é mais que inevitável ter-se que recorrer a uma intervenção cirúrgica. No entanto, deverá ficar claro que esta é uma situação extrema e bastante rara e normalmente, espera-se sempre que o organismo responda a esta situação e se dê uma cura espontânea, até que o médico veja que, inevitavelmente, tem que se recorrer a uma cirurgia para corrigir a hérnia e faze-la desaparecer.

Deve-se evitar que a criança chore?


O choro, aumenta a pressão abdominal e provoca um aumento das dimensões da hérnia, o que impressiona e preocupa muito os pais. É de utilidade saber, que esta situação não comporta um verdadeiro risco para o bebé e que não se tem a certeza se devemos impedir que a criança chore para evitar possíveis complicações. Também deveremos saber, que inclusive no caso de hérnias volumosas, é inútil aplicar pequenos pensos ou moedas sobre a hérnia, crendo que este procedimento a vai fazer reduzir ou desaparecer. A realidade, é que se trata de uma prática que não traz nada de favorável e que pode até mesmo ser contraproducente. Na realidade, pode provocar irritações desagradáveis na pele delicada do bebé, aumenta o risco de infecção e, além disso, pode danificar a delicada estrutura do intestino do bebé .O melhor conselho, é não aplicar nenhum remédio e não nos preocuparmos se durante o choro a hérnia aumenta de volume. Normalmente, o processo de cura dá-se. como se descreveu atrás, de forma espontânea e é pouco provável que este tipo de hérnia provoque algum transtorno, como pode acontecer com outros tipos de hérnia.

Fonte: Prénatal

Dois miminhos

Ontem recebemos dois miminhos muito queridos e originais, um da mamã do Kiko (www.kikotrakinas.blogspot.com), e outro da mamã do Rafa (www.moranguinha-osmeusdesabafos.blogspot.com).

Muito obrigada, queridas mamãs!

Imparável!

Qualquer dia a Joana toma as rédeas deste cantinho!

De facto, a bolotinha adora mexer nas teclas e no rato (fixo e móvel) sempre que está sentada comigo ao computador. Uma vez, ela fez-me uma partida: apagou, não sei como, um texto que eu escrevera. Às tantas, olho para o ecrã e vejo as últimas letras de uma palavra, no meio do nada!
Marota :-)

quinta-feira, 15 de Maio de 2008

A obstrução do canal lacrimal

Normalmente, o que nos chama a atenção, em primeiro lugar, numa pessoa, são os olhos.
Por vezes, a obstrução do canal lacrimal aparece aos poucos dias depois do parto, quiçá quando todavia a criança ainda se encontra no hospital. Isto sucede, porque desde há alguns anos, costuma-se colocar a todos os recém-nascidos umas gotas de colírio, para prevenir o aparecimento de infecções oculares, que podem ser transmitidas ao nascer, por alguns gérmens presentes na vagina da mãe. Em alguns casos, este colírio pode tornar os olhos do bebé mais vermelhos e até mesmo irritá-los. No entanto, não se trata de nada grave e este aspecto avermelhado, desaparece ao fim de alguns dias.Durante os primeiros meses, é bastante comum que apareça, normalmente num só olho, uma infecção crónica, com fases de melhoria alternadas com outras de intenso lacrimejo. Tanto a cor avermelhada como o lacrimejar, costumam ser acompanhadas de uma secreção esbranquiçada no ângulo interior do olho. Durante o sono, esta secreção vai secando, o que provoca que as pálpebras se colem, e que, no momento de despertar, não se possam abrir.



O canal lacrimal, é um pequeníssimo canal, que partindo do ângulo interno do olho, chega até ao interior do nariz, através dos ossos cranianos e nasais. A sua função é, precisamente, permitir que as lágrimas e as secreções normais do olho, que nós não vemos mas que se produzem continuamente para que os nossos olhos estejam bem protegidos e lubrificados, tenham uma válvula de escape. Se esta via está obstruída, as lágrimas acumular-se-ão e, ao não encontrar outro caminho, eliminam-se para o exterior. Ao não se produzir a renovação normal das lágrimas, pois tendem a ficar mais tempo dentro do olho do que aquilo que deveriam, este fica avermelhado e acaba por se infectar.Trata-se de um processo muito frequente, que o pediatra diagnosticará com facilidade, ao mesmo tempo que tomará medidas, para que o olho da criança, não sofra nenhum dano permanente. Mesmo se este incómodo persistir por algum tempo, acabará por se curar.Às vezes, é necessária uma visita ao oftalmologista, para se saber se o canal lacrimal estará, ou não, completamente fechado, ou apenas, parcialmente obstruído.Neste último caso, bastam umas pequenas massagens específicas no ângulo interno do olho, para permitir uma abertura gradual do canal lacrimal. As massagens devem ser muito delicadas e deverão ser efectuadas pelos pais, uma vez que tenham recebido instruções precisas do oftalmologista. Dado que estes exercícios devem ser pouco traumáticos e graduais, é possível que a solução do problema não seja rápida, podendo, inclusive, demorar alguns meses. Por outro lado, se o canal está completamente obstruído, será necessário recorrer a uma pequena intervenção cirúrgica, para que funcione correctamente. Trata-se de uma intervenção muito rápida, que apenas requer anestesia local, e para a qual não será necessário o internamento das criança. Tanto em um caso como no outro, a remissão dos sintomas, mais ou menos rápida, está garantida sem nenhum tipo de sequela negativa. Nem os olhos nem a visão da criança, serão afectados.

Fonte: Prénatal

E quem mete a colher à boca?!

A bolotinha está a cada dia mais independente, observadora e, sobretudo, exploradora.
Na hora das refeições, monto um autêntico arsenal de pratos, colheres e livrinhos de plástico numa mesa de apoio e, à medida que a Joana vai comendo, vou mostrando-lhe os objectos. Por ora, ela necessita de algumas distracções como estas para comer e mostra especial preferência pela colher. Por vezes dou por mim a “competir” com uma colher que já está na boca da Joana e deixo-a manipular, virar e revirar a colher, tirar e pôr, para depois então apresentar-lhe a colher com a papa ou a sopa.
E, qualquer dia, temos uma bolotinha a comandar tudo!




quarta-feira, 14 de Maio de 2008

A saúde oral durante a gravidez

Lá diz o ditado popular que «o que é bom para o ventre é mau para o dente.» E a verdade científica é que, de facto, existe uma relação directa entre gravidez e cárie dentária. No entanto, e apesar de a própria Ordem dos Médicos Dentistas aconselhar o tratamento da saúde oral de mulheres grávidas, é raro encontrarmos alguma sentada na cadeira do dentista. Virgínia Milagre, professora de Odontologia no Instituto Superior de Ciências da Saúde - Sul, explica porquê: «Os médicos têm medo de tratar grávidas, como também têm medo de tratar cardíacos. Está errado, porque uma grávida deve ir ao dentista pelo menos três vezes durante a gestação. O que acontece é que tanto os dentistas, como os obstetras têm pouca formação em farmacologia.» Segundo Virgínia Milagre, quando existe planeamento familiar, devem fazer-se todos os exames antes de se engravidar. E, por rotina, as grávidas devem ir trimestralmente ao dentista. Se houver tratamentos a efectuar, devem ir as vezes necessárias. «Os tratamentos devem ser realizados com limitações e pode fazer-se uma terapêutica criteriosa», explica. Alguns exemplos: «Sei que posso fazer radiografias, usando um avental de chumbo na barriga para proteger o bebé, mas não o faço porque, se o feto vier a ter malformações, não quero que a mãe fique com a dúvida de ter sido por causa da radiografia. No caso de uma doente que apareça no consultório com uma dor aguda, posso sempre resolver a situação no momento se tirar o nervo e sem recorrer à radiografia. Em relação à medicação, sabe-se que não se pode dar uma aspirina a uma grávida porque pode provocar hemorragias, mas tratando-se uma grávida hipertensa deve dar-se. Hoje, também já não se dá comprimidos de flúor às gestantes, só tópico, em pasta, para proteger os dentes da mãe. O único sítio onde não é preciso dar flúor é nos Açores, porque a água é fluoretada.»
A cárie e a gravidez Se todos os cuidados forem tomados com vista a uma eficaz saúde oral, haverá ainda motivos para uma relação directa entre gravidez e cárie? De acordo com a informação veiculada pela Ordem dos Médicos Dentistas a resposta é «sim». Com efeito, vários estudos têm vindo a revelar uma maior incidência de cáries em mulheres grávidas, devido a alterações fisiológicas e psíquicas ocorridas no período da gestação.
· Durante a gravidez, observa-se uma queda do PH salivar, ficando a saliva mais ácida. Esta alteração favorece a desmineralização do esmalte dentário e o aparecimento de mais cáries;
· A maioria dos nutrientes ingeridos durante este período é canalizada para o bebé e, naturalmente, os dentes da futura mãe saem prejudicados. É por isso que é tão importante fazer uma alimentação equilibrada, rica em sais minerais e vitaminas.
· As mulheres têm mais enjoos e, por isso, os dentes ficam com o ácido gástrico do estômago. Esta situação pode provocar a perda de minerais e o aparecimento de cáries;
· O crescimento do bebé vai obrigar a comprimir diversos órgãos, entre os quais o estômago. E, com um estômago mais «apertado», as gestantes têm tendência a ingerir pequenas quantidades de alimentos, mas em maior número de vezes durante ao dia. Assim, a higiene oral costuma ficar prejudicada;
· Os desejos tão característicos da gravidez também não beneficiam a saúde oral, pois «pedem», na maioria das vezes, de alimentos cariogênicos, como doces;
· Desde logo, a preocupação com o bem-estar do bebé e a ansiedade causada pela espera do nascimento levam a um relaxamento da higiene oral. Mas a gravidez é também um período em que ocorre uma maior acumulação de placa. Por exemplo, a alteração que surge na boca, durante a gravidez, com maior frequência é a gengivite (a cor avermelhada e brilhante da gengiva, o sangramento e a inflamação).
Consulta da Grávida e do Bebé Para marcar uma consulta dentária, exclusivamente dedicada a grávidas, puérperas e bebés até aos três anos de idade, basta ligar 212 946 727.
As consultas estão abertas a toda a população nacional e são gratuitas.
Local: Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, Campus Universitário do Monte da Caparica.
A influência da família Portugal ainda se encontra longe da meta dos 50 por cento de crianças sem cárie na facha dos seis anos, defendida pela Organização Mundial de Saúde para o ano de 2000. A especialista Virgínia Milagre aponta vários motivos para um quadro tão negro. Desde logo, a família: «A principal transmissora de cárie para a criança é a mãe, ao soprar e provar a comida que vai dar ao filho. Depois, há estudos que provam que as crianças tratadas pelas avós têm mais cáries porque estão constantemente a ser gratificadas. Existe também a chamada «cárie do biberon», que aparece quando os pais têm o mau hábito de deixarem as crianças sozinhas a beber pelo biberon de noite, deitadas na cama. Há sempre leite que fica na bochecha, o que vai deteriorar os dentes de tal maneira que, por vezes, não se aproveita um único.»
Consultas gratuitas Quando se fala em ensinar boas práticas de saúde oral, o que mais falha resume-se a poucas palavras: falta de vontade das instituições. Vontade foi o que não faltou a Virgínia Milagre, que deitou mãos à obra e conseguiu inaugurar, em Novembro de 2004, a primeira consulta dentária portuguesa destinada exclusivamente a grávidas e bebés até três anos, completamente grátis e aberta a toda a população nacional. A mensagem que tenta passar é: a grávida tem de tratar a boca durante a gestação. E, a par das consultas pré-natais, as futuras mães são instruídas sobre os cuidados de higiene oral que devem dispensar aos bebés desde o nascimento. Esta parceria com o Hospital Garcia da Orta, que reencaminha gestantes e bebés para esta consulta, tem «tido uma receptividade muito forte por parte do público», afirma Virgínia Milagre, que sublinha ainda o facto de estas serem dadas por médicos dentistas diplomados, ao contrário do que acontece em consultas universitárias, geralmente levadas a cabo por alunos finalistas. A credibilidade está, assim, assegurada e não há razão para medos.


Cheques-dentista a partir de Maio

A emissão dos cheques-dentista terá início no próximo mês de Maio. Uma iniciativa do Programa de Saúde Oral da Grávida, inserido no Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral. Na circular da Direcção Geral da Saúde que fundamenta a criação deste Programa pode ler-se:
«As mulheres grávidas representam um grupo de risco, uma vez que as alterações hormonais, características deste período, aumentam a frequência das doenças periodontais que por sua vez, são condicionadas pelas práticas de higiene oral, que não sendo adequadas podem favorecer o aumento da incidência e da gravidade da cárie dentária. Além disso, estudos recentes indicam que pode existir associação entre o nível de doença oral da grávida e a ocorrência de prematuridade, baixo peso à nascença e pré-eclampsia. Outros, também evidenciam a existência de transmissão mãe-filho de bactérias patogénicas envolvidas na génese da cárie dentária.
Neste contexto, a Resolução 60.17 sobre saúde oral, da Assembleia Mundial da Saúde, de Maio de 2007, sugere aos Estados-Membros que integrem nas suas políticas a prevenção e o controlo das doenças orais, na mãe e na criança.»
As grávidas seguidas num Centro de Saúde poderão beneficiar de três cheques-dentista, com o valor total de 120€.

Fonte: Pais&Filhos

Avalanche de miminhos

Fomos literalmente soterrados com deliciosos miminhos por parte da mamã Cláudia (www. pimpo-pimpa.blogspot.com), a quem muito agradecemos este especial carinho.
Gostaríamos de dedicar estes miminhos a todas as pessoas que diariamente nos acompanham e que, connosco, constroem este cantinho!


Um grande beijinho, pois, a todos os nossos leitores e leitoras :-)


Com o pé na boca...

...foi assim que encontramos a Joana este fim-de-semana!
A minha mãe dissera-me já que a bolotinha tinha levado o pé à boca, mais precisamente no meu primeiro dia de formação, a 6 de Maio. Mas, até ao passado fim-de-semana, ainda não o tinha visto pelos meus próprios olhos.

E a facilidade com que a Joana faz este malabarismo...!

terça-feira, 13 de Maio de 2008

As crianças e os cães

Até os pais mais realistas subestimam, por vezes, o tempo e a energia necessários para tomar conta de um recém-nascido. Com a chegada de um bebé, o nosso cão vê-se destronado do 1º lugar de todas as atenções. E como é que poderemos ter a certeza de que não se tornará ciumento?Os cães variam bastante no modo como reagem à chegada de um novo membro da família. No entanto mesmo o mais meiguinho dos cães, nunca deve ser deixado sozinho com um bebé.Poderemos, no entanto, ajudar o cão a aceitar o seu novo papel com algumas medidas simples.É importante manter o seu programa diário, mas podemos começar a introduzir pequenas alterações pelo menos cerca de um mês antes do nascimento da criança. Por exemplo se a rotina de exercícios diários mudar de longos passeios para um exercício no quintal, há que começar desde cedo a fazer gradualmente a mudança.
Vamos restringir a sua liberdade ao colocar protecções para o bebé à entrada das portas? Importa começarmos a instalá-las antes do nascimento. Se as mudanças forem feitas gradualmente e bastante tempo antes do nascimento do bebé, o nosso cão habituar-se-á melhor à criança.Podemos deixar o cão cheirar algumas roupas da criança.Assim que o bebé nascer, e enquanto ele estiver no hospital, podemos levar para casa algumas roupas com o cheiro do bebé. Também é bom gravar os barulhos e o choro da criança, e deixar que o cão os ouça para observar a sua reacção e aclimatá-lo aos sons que não lhe são familiares. De um modo geral os cães mostram algum interesse, mas pouca agitação. Se o cão se mostrar particularmente zangado com os sons do bebé, há que pedir ajuda ao veterinário.Finalmente, quando a criança vier para casa, há que estarmos preparados com uma trela e coleira para melhor controlar o cão. A trela é preferível a reprimendas constantes quando o cão salta excitado por ver a sua "mãe" de novo. Outro adulto pode segurar no bebé enquanto a “mãe” e o cão se cumprimentam. Quando todos se tiverem acalmado, podemos deixá-lo cheirar os pezinhos ou as mãozinhas do bebé, Logo que a sua curiosidade esteja satisfeita, a maioria dos cães ignora o recém-nascido. De qualquer modo, quer o bebé esteja a dormir ou acordado, importa nunca deixar o cão sozinho com ele.
De um modo geral, a adaptação do Óscar, o cocker spaniel dos meus pais, à Joana e vice-versa foi bastante pacifica, tendo sido aquela de uma semana, aproximadamente, mais propriamente a semana que antecedeu o meu regresso ao trabalho.
O Óscar sempre foi um cão muito meiguinho mas, ao mesmo tempo , muito possessivo. Isto é, ele quer todos os brinquedos da Joana! No entanto, deixa fazer todas as festinhas com as quais a Joana o contempla :-)

Fonte:
http://arcadenoe.sapo.pt

Sapatos de princesa

No passado fim-de-semana, compramos para a Joana este par de sapatinhos na Chicco, não são uma delícia?!
Tínhamos em mente comprar umas sapatilhas ou uns sapatos. Abaixo do número 20 existem poucos modelos de sapatilhas que reuniam o nosso agrado: vimos umas da Puma, muito engraçadas, mas já pequenas para o pé da Joana. O que havia era um modelo da Nike cujo design não nos agradou por ter borracha a mais na sola, tornando as sapatilhas “pesadas” à vista.
Assim, quando passamos pela Chicco não resistimos a estes sapatinhos!

Esperemos que a próxima compra sejam umas sandálias pois o Verão este ano está um pouco preguiçoso!

segunda-feira, 12 de Maio de 2008

A Doença Celíaca

Segundo a Dra Henedina Antunes (Assistente de Pediatria e subespecialista em Gastrenterologia Pediátrica), a doença celíaca é uma doença auto-imune, o que significa que o corpo vai reagir contra o próprio corpo, neste caso contra o revestimento, a "pele" do intestino chamado mucosa.Para se sofrer de doença celíaca (DC) é necessário ter uma herança de genes que tornam a pessoa sensível ao contacto com o glúten e, obviamente, entrar em contacto com o glúten. O glúten é um componente da proteína dos cereais como o trigo, o centeio e a cevada. Se se herdar a susceptibilidade ao glúten mas se nunca o ingerir nunca se terá DC.

O que é a DC?
A DC dá o que chamamos síndrome de mal-absorção ao atingir o intestino. O intestino tem metros de superfície para absorver os alimentos e passa a ter menos superfície porque os dedos da mucosa dos intestinos - as vilosidades - encurtam-se até a mucosa deixar de os ter e se chamar mucosa plana. A mucosa plana não consegue aproveitar o que comemos e então começam os sintomas e sinais da doença.

Como suspeitar de DC?
O(a) nosso(a) filho(a) fica com diarreia prolongada que dura mais de três semanas ou até meses, apresenta uma barriga grande, emagrece, fica pálido e irritado. Pode ter anemia por deficiência de ferro e não conseguir deixar de ter, mesmo tratando convenientemente com ferro. A doença só começa depois de a criança comer glúten. O glúten deve ser introduzido a partir dos seis meses de vida e se nessa altura o(a) nosso(a) filho(a) apresentar estes sintomas, deveremos levá-lo(a) ao médico para fazer rastreio de DC.

Como se faz o rastreio de DC?
O rastreio faz-se através de uma análise ao sangue. A análise tem que obrigatoriamente conter IgA total e um anticorpo, o anticorpo antitransglutaminase. Para qualquer ponto do país, ou se estiver em zonas do país que têm experiência em DC, poderá ser o anticorpo anti-endomísio em hospital ou laboratório com experiência. Se o resultado for positivo é essencial que o(a) nosso(a) filho(a) continue a comer glúten até fazer uma biopsia ao intestino.

Como fazer se o rastreio for positivo?
Se o rastreio for positivo, o médico deve orientar o(a) nosso(a) filho(a) para um especialista em gastrenterologia pediátrica, que fará a biopsia ao intestino. A criança adormece com anestesia e faz-se uma endoscopia. Com um tubo fino vai-se até ao intestino delgado e colhe-se uma pequena quantidade de mucosa que vai ser analisada, se se encontrar uma mucosa plana inicia dieta sem glúten. O especialista em gastrenterologia vai então explicar-nos como se chega ao diagnóstico definitivo de DC.

Quando já sei que tem DC o que fazer?
A dieta sem glúten é para toda a vida. A DC é uma doença crónica. A exclusão do glúten tem de ser total, e, se for católico, inclui até as partículas sem glúten para comungar (hóstias). As batatas, o arroz, a carne, o peixe, os ovos, os legumes, a farinha de fécula de batata, o milho, a fruta não têm glúten, por isso o(a) nosso(a) filho(a) poderá fazer uma dieta equilibrada e normal com estes produtos que não têm glúten. Para que a criança não se sinta diferente das demais , deve poder comer pão, bolachas e bolos - para isso, há as farinhas de fécula de batata e farinhas sem glúten produzidas por empresas especializadas que o seu médico e a associação de celíacos conhecem e que devem informar quais são para poder comprar estes produtos a preços mais acessíveis.

Outros sintomas de DC
Mas nem sempre o diagnóstico de DC é tão fácil. Por vezes, em vez de diarreia, a criança pode não conseguir expelir as fezes (obstipação) e ter dores de barriga frequentes, sintomas associados, geralmente, a uma barriga grande e a uma estagnação do peso. Nos adolescentes, pode provocar o não aparecimento da menstruação nas raparigas, paragem no crescimento, dores de barriga, anemia por deficiência de ferro ou depressão.A DC deve ser rastreada em crianças com síndrome de Down, diabetes tipo 1, tiroidite, baixa estatura, e, já agora, pense em si, em casos de osteoporose precoce e infertilidade. Esta doença, como todas as doenças auto-imunes, é mais frequente no sexo feminino.

Miminho sorridente

Recebemos este miminho deveras especial da mamã da Dalila, a Filipa (www.ponderarpconquistar.blogspot.com), a quem muito agradecemos pelas suas visitas e também pelo seu cantinho muito interessante e ternurento!

Shiiiuuu...

...não digam nada à Joana mas nas duas últimas noites ela adormeceu com a chupeta!

domingo, 11 de Maio de 2008

Fim-de-semana em 3 segundos

É impressionante como o fim-de-semana está a terminar e eu nem dei por ele...! Hoje, curiosamente, a Joana acordou às 07:10 para beber o seu primeiro biberon do dia e depois adormeceu, o que significou que eu e o pai tivemos direito a um soninho mais prolongado. Obrigada, filha!
Esta manhã fomos ao CC Colombo onde, entre outras compras, eu não deixei escapar o último romance da escritora italiana Sveva Casati Modignani. É uma das minhas escritoras preferidas. Bem sei que este livro saiu próximo do Natal mas só agora é que eu comecei a conciliar a leitura de livros de pediatria e afins com romances que habitualmente gosto de ler.

A ver vamos se consigo iniciar a leitura ainda hoje...isto porque, normalmente, quando chego à cama, a almofada é mais forte do que eu!

Quando as crianças recusam vegetais


Segundo a Nutricionista Paula Veloso, as causas que poderão estar por detrás das crianças recusarem vegetais são as seguintes:

1. Até a criança iniciar a alimentação familiar, quase todos os alimentos que incluem legumes são triturados, transformando-se em papas que além de estimularem a preguiça para mastigar não permitem individualizar os sabores e as texturas próprios de cada alimento.

Solução: À medida que vai diversificando a alimentação da criança, podemos incluir os produtos hortícolas partidos em pedaços pequeninos, apresentando-os com formas divertidas e coloridas, para que a criança lhes possa pegar com a mão. De facto, para abrir o apetite, é importante estimular sentidos como a visão, o olfacto, o gosto e o tacto.

2. A sopa é um excelente meio para as crianças comerem legumes, pois inclui um pouco de tudo, o que a torna bastante nutritiva, e é triturada, permitindo que seja ingerida mais rapidamente. Isso torna-a igual ao longo dos dias, levando à saturação e à recusa em comê-la. Se acrescentarmos a tudo isto, os próprios pais não comerem sopa, será mais uma razão para os mais pequenos a rejeitarem.

Solução: Podemos fazer sopas diferentes, mudando a base e a hortaliça sobrenadante, evitando repetir a mesma sopa mais do que dois dias seguidos. Os legumes devem ser partidos em pedaços muito pequenos e se mesmo assim a criança os rejeitar, podemos triturá-los - é preferível que os coma triturados do que simplesmente não os comer.Os pais devem incluir a sopa no início do almoço e do jantar, uma vez que as crianças precisam de modelos de aprendizagem. Se não derem o exemplo, dificilmente conseguirão que as crianças o façam.

3. As crianças não são atraídas pelos legumes que habitualmente se apresentam como acompanhamento no prato, como tomates, brócolos, cenouras, pimentos ou feijão verde, entre outros.

Solução: Os legumes devem ser consumidos independentemente da forma que assumem no prato. Se a técnica de os partir em pedacinhos não resultar, podemos picá-los bem e incorporá-los em massas, arroz, jardineiras ou molhos de pizza.É preciso ir experimentando várias formas de apresentar os vegetais - muitas vezes as crianças não comem a cenoura se for raspada porque fica um pouco seca, mas se a mesma for preparada numa picadora, fica mais sumarenta e mais adocicada, tornando-se mais fácil de mastigar -, e incentivar à sua prova, não esquecendo que o exemplo tem de vir de cima...

4. As leguminosas como o grão, o feijão, as favas, as ervilhas ou as lentilhas têm um importante valor nutricional. No entanto, isso por si só não chega para as crianças as comerem.

Solução: Se não as quiserem comer inteiras, podemos experimentar inclui-las na base da sopa, bem trituradas (ou mesmo coadas, para não se sentirem as "cascas"), ou transformá-las em puré para zacompanhamento de carnes, peixes, arroz ou massas. Os vegetais pertencem ao mesmo grupo dos frutos e têm em comum o facto de serem importantes fornecedores de vitaminas, minerais e fibras alimentares.

Se, apesar da enorme variedade de vegetais existentes, não conseguirmos que o nosso filho coma a quantidade de ideal para sua idade, poderemos substitui-los por peças de fruta variadas que, além da vulgar sobremesa, podem também fazer parte de batidos de leite ou de iogurte e ser incorporadas em massas, pizzas, etc.

sábado, 10 de Maio de 2008

Distracção infantil

De um modo geral, a distracção na escola e/ou em casa é facilmente rotulada de “Défice de Hiperactividade e/ou de Atenção”, tema este que, por si só daria um texto extenso.
Ao navegar no portal “Médicos de Portugal”, encontrei um artigo muito interessante sobre a distracção infantil que aqui partilho com vocês. Penso que a Desordem do Processamento Auditivo Central, que está por detrás de muitos casos de “cabeças nas nuvens”, poderá ser um precioso auxiliar no despiste das causas de distracção.”O nosso filho é distraído? O nosso filho não compreende ordens? O nosso filho está com dificuldade para entender o que as pessoas falam, mas apresenta um exame de audição normal? Importa estarmos atentos pois ele poderá ter uma Disfunção do processamento auditivo central.O que é isso?Os pais e professores frequentemente queixam-se que a criança é preguiçosa, desinteressada, insegura, não tem vontade de aprender... Estas alterações, no comportamento, podem ser uma “Desordem do Processamento Auditivo Central” (DPAC).A DPAC é uma dificuldade em lidar com as informações que chegam pela audição. É um problema funcional da audição. A criança detecta os sons normalmente. Esta medida de detecção de sons é avaliada pela audiometria tonal liminar. No entanto, indivíduos com alteração do processamento auditivo central apresentam dificuldade em atribuir significado ao conjunto de sons detectados. Esta medida das habilidades auditivas envolvidas na análise e interpretação dos sons é realizada por avaliações auditivas comportamentais, sendo assim, a DPAC indica a dificuldade em analisar e/ou interpretar os sons.Nos dois primeiros anos de vida as “vias auditivas”, ou seja, os “caminhos” que os sons percorrem até chegarem no cérebro estão em maturação, ficando “prontas” por volta dos 2 anos de idade. Sendo assim, os pais e professores podem ajudar, e muito, estimulando melhor essa criança.

Aqui vão as orientações...

- Falar pausadamente, articulando bem;

- Falar alto, mas não gritar;

- Falar uma coisa de cada vez;

- Repetir uma ordem, várias vezes;

- Usar frases curtas;

- Quando a criança fizer uma pergunta, dar sempre uma resposta;

- Adicionar informações à fala da criança, para que ela possa aprender novas palavras;

- No início diminuir os barulhos da casa (desligar o rádio e televisão) ou da sala de aula (pedir silêncio, fechar as janelas) quando estivermos a falar com as crianças;

- Pedir à criança para repetir as solicitações. Não perguntar, apenas, se ela entendeu;

- Antes de começar a falar, chamar a criança pelo nome, olhar ou tocar a criança e garantir que ela esteja a olhar para nós;

- É importante dedicarmos um tempo diário para criança, pelo menos 15 minutos para contar histórias, cantar músicas, descrever as actividades do dia-a-dia;

- Procurar não rotular a criança de preguiçosa, desinteressada, tagarela, etc, mas sim, compreender que a criança com DPAC cansa-se mais facilmente de prestar a devida atenção, perde pistas acústicas do sinal de fala e com isto deixa de entender o que se lhe está a ensinar.”

A consulta dos 6 meses

Na passada quinta-feira, ao fim da tarde, a bolotinha teve a consulta de pediatria dos 6 meses.
Foi um fim de tarde excepcionalmente calmo no HCD. Na sala de espera, para além de nós, estavam apenas mais três ou quatro casais e respectivos filhos. Ao nosso lado, uma avó embalava orgulhosamente a neta de 2 meses, a Laura. Embeveci-me, confesso! Tão pequenina...eu própria pensava que a Joana, aos 2 meses, era maior mas o pai argumentou: “Hum-Hum, era mais ou menos do tamanho da Laura, o tempo é que passa muito depressa...”. É incrível: a Joana, ao nascer, medida 48 cm. Tudo nela era (e continua a ser) uma preciosidade. Contudo, parece que da idade mais tenra até aos 6 meses, o tempo engoliu dias, horas, minutos e segundos. Como é possível?!
Enquanto esperávamos para sermos atendidos, a Joana, sempre muito atenta a tudo aquilo que a rodeava (cores, sons, pessoas), quis sair do ovo e vir para o meu colo onde, de pé, começou a soltar guinchinhos e a querer “dançar”. Esta “dança” é muito peculiar e engraçada, sendo que a bolotinha a exercita há cerca de duas semanas: ela faz uma força enorme nas pernas e, apoiando ambas as mãos nos meus ombros, inclina-se para a frente e para trás, ao mesmo tempo que flecte ligeiramente as pernas, ficando o rabito um pouco impinado dado o volume da fralda! Depois, olha à sua volta, pára, volta a olhar para mim (ou para quem estiver à sua frente) e retoma a sua “dança”!
Sem dúvida que a bolotinha começa a estranhar as pessoas que ela não conhece. Assim, o tocar das enfermeiras e a observação da pediatra são sempre momentos em que podemos contar com algum choro.
A Joana deixou-se pesar muito bem (7705grs-P75) mas para o comprimento (68,5cm-P75) e perímetro cefálico (44cm-P 75) começou a choramingar. Contudo, quando o pai lhe pegou ao colo, ela esqueceu-se de que a enfermeira-assistente a tinha tocado vezes demais e esboçou-lhe um sorriso. Não muito rasgado mas, mesmo assim, um sorriso!
A consulta de pediatria propriamente dita correu bem, excepto o momento da auscultação, em que nada nem ninguém conseguia consular a bolotinha do frio do estetoscópio. Nem mesmo o seu brinquedo preferido, que trouxeramos de casa. Nem mesmo as festinhas dos pais. Nem mesmo o colo momentâneo. Para vos ser franca, acho que a Joana nunca gostou muito das feições nórdicas da pediatra. À distância, sim, é capaz de lhe esboçar um sorriso. Mas só se se sentir segura, como por exemplo, no colo dos pais e estando já vestida!
A titulo preventivo apenas, a pediatra aconselhou-nos a marcar uma consulta de cardiologia pediátrica, não por suspeitar de algo (caso contrário teria-o referido) mas sim para acompanhar a saúde do coração visto ser por volta desta idade que, grande parte dos bebés, poderá desenvolver alguma patologia neste órgão vital. A pediatra sossegou-nos, disse que não tinha detectado nada e que a consulta teria apenas um carácter preventivo. Mesmo assim, fiquei um pouco apreensiva. Não pude deixar de o ficar. Mas quero acreditar que a consulta de cardiologia pediátrica será apenas uma consulta de rotina e nada mais que isso.
Iremos marcar esta consulta para a semana, ou para o Hospital Infante Santo ou para o Hospital da Luz, visto que as consultas desta especialidade no HCD não contemplam o horário pós-laboral.
Regressando à consulta, temos novos marcos:


- Inicio da fruta (maçã, banana, pêra, papaia, melão e outras frutas da época, excepto citrinos, como a laranja, kiwis e morangos), ralada e dada no final da sopa;
- Introdução do leite Nidina 2, em substituição do Nidina 1 da Nestlé;
- Paragem do Vigantol;
- Paragem da esterilização. Confesso que este ponto me deixou algo renitente. Já não é preciso esterilizar? Este acto que se tornou rotineiro já deixou de ser essencial? A pediatra referiu que os pratos, colheres e copos do bebé podem ser lavados com o escovilhão, bem enxaguados e secados de seguida com papel de cozinha. Ou então poderemos metê-los na máquina da loiça. Eu não vou optar por esta última hipótese, parece-me cedo demais;
- Podemos ir para a praia com a Joana a partir dos 9 meses, sempre sem exposição solar directa e sempre com chapéu, protector solar e óculos de sol. Já temos todos estes artigos, sendo que os óculos de sol se justificam pelo facto da Joana ter os olhos claros;
- A crosta láctea está ligeiramente melhor. No entanto, se a evolução estagnar, poderemos recorrer ao Kelmal (penso que é assim que se escreve);
- Aos 7 meses, iremos introduzir a papa com glúten.
A titulo informativo, o glúten é um componente de alguns cereais (trigo, centeio, cevada e aveia) que pode causar intolerância ou alergia em bebés sensíveis se for introduzido demasiado cedo na alimentação. A situação mais grave é a doença celíaca que prejudica seriamente o crescimento, o desenvolvimento e o bem-estar do bebé se não for controlada.
De um modo geral, é recomendável que as primeiras papas, pelo menos até aos 6 meses, sejam isentas de glúten.
Assim, a bolotinha já se encontra a fazer as papas da Cerelac para 6 meses-Etapa 2 (a Joana prefere a Cerelac à Milupa) e gosta imenso de fruta. Hoje ao almoço, por exemplo, e depois da sopa de legumes, dei-lhe numa tacinha que ela fazia sempre questão de agarrar, meia banana triturada com maçã ralada:



- Aos 8 meses, iremos introduzir o iogurte natural acompanhado de fruta;
- Entre os 8 e os 9 meses, faremos duas sopas ao dia: uma com carne e outra só com legumes, seguida da fruta.

Depois da consulta, a Joana fez a última vacina do Rotavirus e as 3ªs doses das vacinas DTPa Hib, VIP e VHB, previstas pelo PNV. O pai, desta vez, optou por ficar mais distante. Disse ele à enfermeira que ficava sempre com o coração pequenino quando via a Joana chorar com as picas. É verdade, é a parte que mais me custa também. Por mais festinhas que eu faça, por mais que tente distrair a Joana com os bonecos, a dor da pica é mais forte e ela fica inconsolável...mesmo quando saímos da sala e lhe demos o biberon, a Joana choramingava um pouco, aqui e ali. Entretanto, o sono chegou e a Joana adormeceu na viagem de regresso a casa, acordando para mais um biberon, o da noite.
Em Junho, a Joana fará a última dose da Prévenar e depois só aos 15 meses é que a bolotinha regressa às vacinas.

E a próxima consulta de pediatria será aos 9 meses!

sexta-feira, 9 de Maio de 2008

À descoberta de um puzzle

A Joana adora o puzzle de números que veio com a edição deste mês da revista Pais&Filhos. Já nos entretivemos a tirar e a pôr os números, segurando a bolotinha cada peça antes da mãe a colocar no respectivo sítio.

Cada brinquedo, uma nova descoberta!

Quem é, quem é...

Que gosta de sol e de passear?!

quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Momento de publicidade

Há dias comprei uma nova lixívia delicada com vista à remoção das nódoas de sopa e de papa das fraldas de pano da Joana.
Comprei a Neoblanc e adorei, não quero outra!
Normalmente, deixo as fraldas imersas em água com lixívia de um dia para o outro e só depois as coloco na máquina da roupa. Todas as nódoas, mesmo as mais resistentes, saem, dando lugar a um branco excepcional!

Sem dúvida que merece a publicidade :-)

Quero este, este e mais aquele!

A Joana quer tudo e mais alguma coisa: o que passa à frente dos seus olhos, ela estica a mão para agarrar (e quando não consegue estica-se para a frente). Conseguindo agarrar um boneco, por exemplo, e dando-lhe outro, ela “esquece-o” e agarra o novo. Por vezes com as duas mãos!
De igual modo, a Joana já começa a aprender que, deixando cair ao chão alguma coisa, os pais vão buscá-la. Mesmo quando demoramos mais um pouco a fazê-lo, a Joana começa a olhar para o chão, por vezes estica-se para o lado ou para a frente para tentar alcançar o “tesouro” temporariamente perdido.
Ainda não faz birra quando lhe tiramos um brinquedo. A excepção aconteceu quando ela comia a sopa e brincava com uma caixa de cartão achatada. Ameaçando cair dentro do prato, tirei-lhe a caixa e pousei-a sem cima da mesa. Pois não é que a bolotinha reivindicou o seu brinquedo, começando a fazer beicinho e soltando um sonoro “Ué!”?!

As etiquetas dos brinquedos são outra atracção para a Joana: sempre que vê uma, fica como que hipnotizada a estudá-la. Pode estar minutos a fio a agarrar e a soltar a etiqueta, a amachucá-la, a esticá-la...

quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Decifrar anúncios de emprego

Enquanto estive à procura de novas oportunidades laborais esmiucei jornais e portais de emprego. Como podem imaginar, encontrei todo o tipo de anúncios, incluindo alguns deveras “curiosos”. Foi interessante verificar como a comunicação e as exigências são redes complexas de fios mais ou menos resistentes. Eis algumas "descobertas" e algumas reflexões pessoais:
1. "Agressividade comercial": O que me vai impingir? Se atender uma chamada telefónica ou prontificar-me a responder a algumas questões já estarei a comprar uma qualquer engenhoca?;
2. "Eu não gosto de perder, mas também não tenho medo de falhar. E você?!": Em que pé ficamos, afinal? Perder hoje pode significar (e muitas vezes significa) ganhar amanhã. Continua a não gostar de perder? Em relação ao "não tenho medo de falhar", não acha que é um chavão muito bonito? Seja sincero e ponha as cartas na mesa, especialmente quando, à frente do nome da empresa, aparece "Particular"...;
3. "Forte capacidade de trabalho": É muito ou pouco capaz de trabalhar?! Isto é, a capacidade de trabalhar manifesta-se todos os dias, dia sim dia não, ocasionalmente ou raramente?;
4. "Vontade de ter novos horizontes na vida": Que bonito!;
5. "Sem limite de idade" (um dos requisitos de um anúncio que solicita comercial para empresa de eventos): Está a ser realista?;
6. "Envio de duas fotografias: rosto+corpo inteiro juntamente com o CV" (um dos requisitos de um anúncio que pretende recrutar hospedeiras/promotoras): O que terá mais peso: as fotografias ou o CV? Dentro das fotografias, valorizarão mais o rosto (com muita ou pouca maquilhagem?) ou a fotografia de corpo inteiro (ainda pode ser em biquini, apesar dos dias ainda estarem um pouco frescos...)?;
7. "Orientação para a venda de produtos sofisticados": Quer dizer que procuram atrair clientes que tenham uma carteira recheada para comprar esses mesmos produtos. Já agora, estes são provenientes de Rodeo Drive, Beverly Hills?;
8. "Só para comerciais ambiciosos!": Bom chamariz!;
9. "Precisa-se promotoras e hospedeiras: se és uma pessoa simpática, dinâmica, com espirito de equipa e queres participar em Feiras, Congressos e Promoções, inscreve-te já! Envia-nos o teu CV com fotografias (cara e corpo inteiro), as tuas medidas e a tua disponibilidade horária por email, fax, correio ou pessoalmente". Alinea a): Sáo suficientes as medidas do peito, cintura e anca ou também querem as medidas do meu tornozelo? Ou referem-se às medidas de altura...e/ou "largura"? Alinea b): O facto de enviar as minhas medidas significa que estou habilitada a um novo, resplandecente e gratuito guarda-roupa? Alinea c): Como poderei enviar pessoalmente o meu CV, fotografias, medidas e disponibilidade horária? Não será mais cómodo passar pessoalmente pelas vossas instalações?!;
10. "Disponibilidade imediata. Admissão imediata": Mesmo que eu me atrapalhe na entrevista, já tenho a admissão garantida, não é? Paralelamente, quando for à entrevista poderei levar a minha marmita uma vez que começarei logo a trabalhar, correcto?;
11. "Precisa-se de comercial que trabalhe só com comissões e sem horário fixo": Desgraçado do comercial...;
12. "Disponibilidade para Formação": Ninguém nasce ensinado, não é verdade?;
13. "Precisamos de menina para estagiar num gabinete de contabilidade": E porque não um menino? Os meninos também são giros!Já não chega dizer que as nossas empresas pretendem admitir colaboradores ao abrigo de condições precárias, muitas sem respeito pelas competências dos candidatos. Infelizmente, as pessoas precisam de trabalhar (muitas têm mais que um emprego) e, por isso, aceitam a "simpática oferta". E, ao aceitar, têm que arrumar muito bem as suas expectativas de sucesso (não vão elas querer escapulir-se das gavetas), maquilhar o sorriso todos os dias e, no caso dos licenciados, colocar a licenciatura num envelope com um selo de €0.30...é como o nosso país, as nossas empresas reconhecem uma licenciatura. Infelizmente não aprendemos com outros modelos de gestão económica (aprender, não reproduzir, porque cada pais tem idiossincrasias únicas) e continuamos a baixar a fasquia...até quando e até onde?
Contudo e felizmente, existem excepções...!

Exultante!

É como fica a Joana sempre que vê a máquina fotográfica: quer agarrá-la, ri-se, solta guinchinhos, move-se para a frente e para trás!

Mesmo que ela esteja a uma distância razoável, a Joana faz questão de se esticar toda para a frente para tentar a sua sorte :-)

Liberdade florida

Fui ontem presenteada com um selo muito especial, o da Liberdade Florida, oferecido pela mamã Marina (www. bebekinhojoaopedro.blogspot.com)

Este prémio é dedicado a todas as mulheres que lutam pela igualdade de direitos no trabalho em caso de gravidez e maternidade.
Por conseguinte, é um miminho válido para todas nós, mães e, assim, ofereço-o a vocês que nos visitam!

terça-feira, 6 de Maio de 2008

O meu primeiro dia de formação

Correu muito bem e os conteúdos abordados foram deveras interessantes.
Estou a dois passos da Avenida da Liberdade, pelo que, durante a hora de almoço, aproveito para passear um pouco.
Penso que o que mais me custa é já não poder passar essa mesma hora de almoço com a Joana pois é impossível fazer o trajecto Baixa de Lisboa-Oeiras e vice-versa numa hora apenas...mas, para mitigar as saudades, imprimi três fotografias da bolotinha e colei-as na contracapa do meu caderno de apontamentos :-)

E, claro, no final do dia voo para a ir buscar e enchê-la de miminhos!

Dádá-adá-dádádá-adá...

...este foi o som que dominou todo o final de tarde e serão de ontem.

Deliciamo-nos a ouvir a Joana a palrar: por nós poderíamos estar a noite inteira nesta contemplação!

Sopa de chuchu

À semelhança do que aconteceu com os agriões, a Joana não aprecia chuchu. E, para ser franca, tem ela toda a razão! Quer eu quer o pai provamos um pouco da sopa e franzimos o nariz...não sei muito bem a que é que sabia, só sei que era enjoativo.

Penso que a bolotinha gosta mesmo é que sabores clássicos!

segunda-feira, 5 de Maio de 2008

O meu primeiro mealheiro

Hoje a Joana abriu a sua primeira conta poupança, tendo direito a um porquinho mealheiro, branquinho, sendo que dentro da caixa a Joana encontrará vários potinhos com tintas para poder, um dia, pintar o seu porquinho. De facto, desde que a bolotinha nasceu, eu e o pai pensamos em abrir uma conta para a nossa filha pois, nos dias que correm, toda a poupança é necessária para assegurar um futuro risonho. Concretizamos hoje este projecto e todos os meses aumentaremos a importância que se encontrar na conta.

Para os pais que tencionam abrir uma conta para os seus filhos, a documentação necessária é:

* O número de contribuinte e o assento de nascimento do filho;
* O bilhete de identidade de ambos os pais;
* O número de contribuinte de ambos os pais;
* Dois comprovativos de morada, um do pai e outro da mãe;
* O último recibo de vencimento da mãe e do pai.

Parabéns, filha!


A Joana e a crosta láctea

Na semana passada, ao observar o cabelo da Joana, constatei a presença de umas escamas esbranquiçadas presas a alguns fios de cabelo. Pergunto-me: “Mas o que é isto?” e, imediatamente a seguir, exclamo: “Espero que não seja crosta láctea...!”
De facto, confirmei este diagnóstico. Com a ajuda de um pente da Chicco, muito macio, passeio-o pelo couro cabeludo da Joana e vi zonas de pele amarelada e seca, mas apenas no cimo da cabeça. À medida que ia passando o pente, saiam pequenos floquinhos de pele seca.
Contactei a pediatra que me indicou a utilização do gel e shampoo Pédiatril, da Avène. Assim, antes da Joana tomar banho, aplico-lhe o gel, massajando suavemente o seu couro cabeludo. Deixo actuar durante meia hora e depois lavo a cabeça com o shampoo, enxaguando muito bem. Por ora, noto francos progressos!
Segundo li no site
http://www.saudeinformacoes.com.br, a crosta láctea é uma forma de dermatite seborreica, sendo muito frequente durante o primeiro ano de vida do bebé. A crosta láctea geralmente ocorre no couro cabeludo, mas também pode aparecer nas sobrancelhas, pálpebras, atrás das orelhas, dos lados do nariz e na área da virilha. A crosta láctea é caracterizada por escamas espessas amareladas e oleosas, causadas por glândulas sebáceas excessivamente activas. Quando o óleo dessas glândulas seca e se transforma em flocos, obstruindo os ductos, as glândulas rapidamente segregam ainda mais óleo na tentativa de desobstruir esses ductos. O resultado é o desenvolvimento de obstruções ainda mais profundas e de mais escamas espessas, amarelas e oleosas com grupos de cascas secas e amareladas. Embora esse estado pareça gerar comichão, isto não ocorre.A crosta láctea ocorre mesmo que lavemos a cabeça do nosso filho diariamente.
Perante a ocorrência da crosta láctea, importa agirmos com rapidez por forma a combatermos uma possível infecção por bactéria ou fungos.
Normalmente, é receitado um shampoo antisseborreico ou um shampoo de alcatrão; se o estado persistir, passa-se para a aplicação de um creme à base de esteróides, como triancinolona ou hidrocortisona.Se aparecer uma infecção bacteriana, o pediatra poderá receitar um antibiótico, como a eritromicina. Entre os sinais de infecção bacteriana encontram-se exsudação, lesões abertas ou crostas acastanhadas.Se aparecer uma infecção for fungos, um creme fungicida, como miconazol ou clotrizamol, pode ser receitado.
Se estivermos a amamentar o nosso filho, importa evitar comer açucares refinados pois tanto a bactéria como os fungos proliferam na presença do açúcar.
A mãe deverá também evitar ingerir gorduras animais saturadas e investir na ingestão de peixes como o salmão.
De um modo geral, podemos dizer que não há como prevenir a crosta láctea.Para evitar o acumular de células mortas na pele, importa escovarmos ou pentear suave e completamente o cabelo do bebé todos os dias, secando o cabelo muito bem após o banho. Urge não retirarmos as escamas com os dedos pois tal poderá causar uma infecção.Quando ensaboarmos ou pentearmos o cabelo do nosso bebé, importa verificarmos se há sinais de infecção local. Se nos apercebermos de que a área está quente e vermelha ou que o couro cabeludo está a desenvolver uma secreção com aparência de infecção, urge consultarmos o pediatra do nosso filho.

Jogos

Quem gosta de jogos (de tabuleiro, de cartas, de computador...), ponha o dedo no ar!

Sempre gostei de jogos:

1. Puzzles: lembro-me de começar com os de duas ou três peças, formando o corpo humano, e acabar num de dez mil peças, retratando uma paisagem de São Francisco. Demorei quase um ano a completar este último...;

2. Jogos do tipo “Vamos às compras no supermercado”, onde o dinheiro de cartão era rei e as imagens de produtos alimentares contribuíam para aumentar o apetite!;

3. Jogos do tipo “Animais da Quinta”, onde posicionamos cada animal no seu respectivo lugar (cavalo/estábulo...);

4. A macaca e o jogo do elástico, jogados nos intervalos das aulas, no recreio, a qualquer hora do dia!;

5. Master Mind: conheci uma época em que este jogo era viciante para mim...todos os dias, sem perdão, jogava com os meus pais, ao serão, depois do telejornal;

6. Monopólio: o que eu mais gostava era “comprar” ruas de elevado valor monetário, nem tanto construir edifícios...;

7. Mikado e Solitário: igualmente viciantes;

8. Paciências: de vez em quando ainda as jogo no computador....;

9. Jogo da Memória e Trivial Pursuit: intemporalmente irresistíveis!;

10. Sopa de Letras: em diferentes línguas, até!;

11. Diferenças: sobretudo nos jornais;

12. Sonic e Mahjong: jogo o Sonic há quase dez anos e o Mahjong há dois anos;

13: Sudoku, mais recente. Penso que já completei dois ou três de dificuldade máxima. Já não é mau...!

Infelizmente, nunca tive muita apetência para palavras cruzadas, damas e xadrez...mas gostava de aprender!

domingo, 4 de Maio de 2008

Obrigada, filha!

Neste Dia da Mãe, o meu melhor presente foi a tua vida!

Obrigada, filha, por este dia tão especial, em que brindaste a mãe com muitos sorrisos, sílabas, abraços, festinhas e ainda um postal assinado por ti!

Dia da Mãe

Mãe. Penso que esta é uma das palavras mais belas que existe. É meiga, terna, suave. É aconchegante. É uma âncora. É uma cotovia que canta na alvorada. É o desabrochar da mais bela flor.
Há um ano sentia a intensidade da palavra “Mãe” de modo diferente, mais profundo, como se eu fosse uma árvore e as minhas raízes abraçassem lentamente a terra. Dentro de mim a Joana vivia há 12 semanas. Dentro de mim nascia, aos poucos, uma mãe.
Há um ano almocei com os meus pais no restaurante “Porto de Santa Maria”, no Guincho, e jantei com os meus sogros, no “Pátio Antico”, em Paço de Arcos. Foi um dia atarefado, sem dúvida, aproveitando eu cada minuto para acariciar a minha barriga. Ainda pequena mas, ao mesmo tempo, plena de vida.
Hoje é Dia da Mãe e, ao meu lado, a minha filha presenteia-me com um sorriso de “Bom dia!”, como sempre acontece.
Hoje é Dia da Mãe e, à semelhança dos restantes dias, vamos celebrar o nosso amor. A diferença é que o iremos comemorar com maior intensidade ainda, procurando eu mergulhar no fundo de mim e sentir, com todo o seu esplendor, o significado da palavra “Mãe”.
Para mim, ser mãe é uma benção que queremos partilhar com o mundo. É viver mil vezes numa vida, é estar antes de ontem, depois de amanhã e no aqui-e-agora sem relógio. É ter o coração ocupado vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana com um amor que nos engrandece, que é o amor por um filho.
Ser mãe é correr atrás das nuvens num dia de sol e alcançar o sol num dia de chuva.
Ser mãe é errar e aprender com os erros. É ter presente que ser a melhor mãe do mundo é relativo porque o melhor é um caminho que se percorre e não uma meta estática.
Ser mãe é chorar de alegria, é acreditar, é esperar, é não ter tempo para nada e, ao mesmo tempo, tempo para tudo. E é, sobretudo, sentir-se recompensada todos os dias, tanto com um grão de areia como com um abraço do tamanho do mundo.
Ser mãe é estar em vários lugares numa vez só, é fazer mil e um papéis ao mesmo tempo, é partilhar, acreditar e batalhar por uma vida melhor.
Ser mãe é superar obstáculos que nunca julgamos superáveis, é amar avassaladoramente como se o amanhã não existisse.
Ser mãe não é uma promessa, é uma certeza. Ser mãe não é uma árvore, é uma floresta. Ser mãe são as quatro estações no ano, é ser mais um abraço, é ser o olhar que sustém, é ser o beijo que enaltece.
Ser mãe é ser vida. E ser vida é termos no nosso olhar os olhos dos nossos filhos. É termos no nosso coração a vida deles e, no nosso sangue, o seu respirar.
Ser mãe é dizer “Amo-te!” todos os dias.
Ser mãe é faltar-nos, como agora, as palavras que descrevem a melhor vivência, a melhor realização que se pode ter. Ser mãe é tudo isto e tanto mais...

Um feliz Dia da Mãe para todas as mamãs!

sábado, 3 de Maio de 2008

Adorei!

Passavam poucos minutos das 19:00 quando sento a Joana na sua cadeirinha para comer a papa. Sem dúvida que a da Cerelac é a sua preferida. Agora, “apaixonou-se” pela papa com sabor a pêra e não quer outra coisa!
A cada refeição de sopa ou papa dou à Joana uma colher, uma tacinha ou uma mera embalagem de cartão (achatada) para ela se entreter. Pois bem, hoje, enquanto ela segurava na sua mão uma colher, e eu ia e vinha com a colher da papa, a Joana resolve fazer o movimento semelhante ao meu, nomeadamente o de levar a colher à boca!
Conclusão: eram duas colheres para uma boca só! Fiquei extasiada...tento chamar o pai bem baixinho, para que a Joana não se apercebesse, mas qual quê, ela ouve bem...mal vê o pai, pára com a colher no ar, deixa-a cair e devolve-lhe um grande sorriso de “Olá pai, estou a comer a papa toda!”

Irresistível :-)

A revolta dos agriões

Ontem introduzimos agriões na sopa da Joana e o resultado foi desastroso!
É a primeira vez que a bolotinha torce o nariz a um legume. Ontem boicotou a sopa e hoje o caminho ia sendo o mesmo. Apesar de ter fome, não queria estar na cadeirinha nem ao meu colo. A solução que encontramos para que a Joana comesse a sopa foi o pai pegar-lhe e, de pé, ir e vir com a colher. As mãos da Joana queriam o prato (ou a sopa?!), ela virava-se para todos os lados e, quando se lembrava da colher, “atacava-a” literalmente, inclinando-se para a frente e trincando-a com força :-) Eu e o pai muito nos rimos com as investidas da Joana. Ela queria comer mas o apetite conhecia vagas como esta!
Este foi o melhor resultado que conseguimos com a sopa de agriões:




Marota!

Diálogo de uma criança, prestes a nascer, com Deus

“A criança perguntou:

- Dizem que vou ser enviado à Terra amanhã...Como é que eu vou viver lá, sendo pequeno e indefeso?
E Deus disse:
- Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para ti. Ele está à tua espera e tomará conta de ti.
A criança:
- Mas diz-me: aqui no céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir. O que é suficiente para que eu seja feliz. Será que eu vou ser feliz lá?
Deus:
- O teu anjo irá cantar-te e sorrir-te...A cada dia, a cada instante, sentirás o amor do teu anjo e serás feliz.
Criança:
- Mas eu não conheço as palavras...
Deus:
- Com muita paciência e carinho, o teu anjo vai ensinar-te a falar.
Criança:
- E o que é que eu farei quando eu quiser falar contigo?
Deus:
- O teu anjo juntará as tuas mãos e vai ensinar-te a rezar.
Criança:
- Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?
Deus:
- O teu anjo vai defender-te mesmo que isso signifique que arrisque a sua própria vida.
Criança:
- Mas eu serei triste porque não te verei mais.
Deus:
- O teu anjo vai sempre falar-te sobre mim, e eu estarei sempre dentro de ti.

Nesse momento, havia muita paz no céu. Mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas.
A criança,apressada, pediu suavemente:
- Deus, acho que estou pronto...diz-me, por favor, qual o nome do meu anjo...
E Deus respondeu:
- Chamarás o teu anjo de... mãe!”

sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Assinatura do meu contrato de formação

Aconteceu hoje, às 11:00, sendo que iniciarei a formação não no dia 5 mas no dia 6.
Estou ansiosa por começar :-)

Rendo-me...

...e vou provar esta nova delícia de chocolate da Carte d’Or.

Mas que sacrifício, eheheh!

Veredicto do peru e um alho enigmático

No passado dia 30, introduzimos o peru na sopa de legumes da Joana e, como esperava, a “simpatia” não foi muita. De facto, penso que, no que diz respeito às carnes, a preferência da Joana vai para a vitela e para o frango e menos para o borrego e para o peru.
Encontramos, pois, dois “conquistadores” e dois “suplentes”!

A sopa de peru:



O que sobrou, isto é, quase tudo...:


Relativamente ao alho enigmático de que falo no cabeçalho deste texto, eu introduzi-o a 27 de Abril, coincidente com os dias de calor que têm estado (e que vão continuar durante este fim-de-semana). Dado o seu sabor forte, optei por o retirar da sopa da Joana passados 3 dias, precisamente porque tinha receio que ocorresse alguma rejeição. Mais ou menos ao mesmo tempo que introduzo o alho, aparecem na face da bolotinha umas borbulhas muito pequeninas, espalhadas pelas bochechas. A pele encontra-se seca e eu tenho assegurado a sua limpeza frequente com soro e passado Cicalfate, creme este indicado para irritações cutâneas. Entretanto, as borbulhas alastraram-se para as costas (com uma localização preferencial na zona das omoplatas e ombros), para a nuca e, ontem, encontrei algumas espalhadas pela barriga.
Apesar de ter retirado o alho há já 3 dias, as borbulhinhas continuam a ganhar terreno, pelo que estou na dúvida se será alguma reacção alérgica ou apenas fruto do calor...
Nas zonas que vos indiquei, tenho aplicado o Cicalfate, sobretudo depois do banho. Seco muito bem a pele e deixo-a apanhar um pouco de ar antes de vestir a bolotinha (sempre com roupinhas de algodão). Por vezes, deixo-a apenas de body, o que é do seu agrado, e dou-lhe sempre bastante água.
A pediatra da Joana diz-me que é uma natural reacção ao calor. E, de facto, numa vez anterior, a Joana fez borbulhinha semelhantes na zona da nuca que desapareceram conforme o calor deu lugar a uma semana de chuva...
Mas, lá está, o alho deixou-me alguns receios.


Na próxima segunda-feira a Joana terá a consulta dos 6 meses (com vacinas) e, consoante a observação da pediatra, veremos se as borbulhinhas generalizadas serão ou não fruto do calor e/ou se existe algum produto mais especifico do que o Cicalfate para administrar nestas ocasiões.

quinta-feira, 1 de Maio de 2008

As últimas conquistas da bolotinha

A Joana tem passado o dia de hoje a palrar algo muito parecido com “Olá!”, que é uma palavra que nós lhe dizemos com muita frequência. Assim, é vê-la abrir a fechar a boca num “ulá-ulá-lá-lá-ulá-uá-ulá-lá-uá” contínuo, agarrando ambos os pés com as mãos e sorrindo a cada aproximação nossa.

Paralelamente, e desde terça-feira, que temos notado que a Joana, quando deitada de barriga para cima, faz força do pescoço e ergue bastante bem a cabecita. Upa!

Raríssimas...

...é o nome de uma associação para a qual todos/as nós poderemos contribuir.A Raríssimas (http://www.rarissimas.pt/home.php) é uma associação de deficiências mentais e raras que existe para apoiar doentes, famílias, amigos de sempre e de agora que convivem de perto com doenças raras.Segundo esta associação, “a vida de um paciente portador de uma alteração rara está pautada por avanços e recuos. Acreditamos que as associações de apoio têm a grande responsabilidade de ajudar as famílias a lidar melhor com o problema, de descodificar as mensagens e informações, de dar a mão quando tudo parece estar confuso.Existimos porque há pessoas raras, com necessidades raras.”
Os objectivos da associação Raríssimas é andar de mãos dadas com os doentes e famílias. Para isso, organiza congressos e seminários, forma potenciais voluntários, pesquisa doenças raras, efectua estudos epidemiológicos, presta apoio domiciliário ao portador e família e realiza parcerias internacionais.A Raríssimas encontra-se dividida em núcleos locais, que correspondem a uma tipologia de doença rara ou tipologias de doenças raras que permitam o seu agrupamento. O público em geral poderá ter acesso aos núcleos através da Internet.Em articulação com o Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração da Pessoa Deficiente, a associação tenciona emitir pareceres com vista à criação ou alteração de legislação que vise a plena cidadania das pessoas portadoras de doenças raras e deficiência mental e suas famílias.Vamos, pois, ajudar estas famílias que tanto necessitam de apoio moral, psicológico e financeiro.

Obrigada, mamã Margarida (www.gemeos-duasvidas.blogspot.com), por nos alertares para a existência da associação Raríssimas!