quarta-feira, 30 de Abril de 2008

30 de Abril, 16:33

O mês de Abril foi, para mim, um mês de revoluções laborais, no sentido pleno da asserção!
Infelizmente, o meu regresso ao trabalho após a licença de maternidade foi claramente marcado por uma discriminação descarada, tendo eu sido confrontada com uma mudança de departamento e com uma diminuição salarial (vide texto escrito a 18 de Abril). Estes factos impulsionaram-me a procurar uma nova oportunidade laboral. Encontrei-a no dia 16 de Abril, junto de uma multinacional espanhola do sector da Banca, tendo começado a trabalhar no dia 21 (vide texto escrito a 21 de Abril). Novamente aqui sou confrontada com um dado que não me fora revelado ao longo da entrevista, nomeadamente a de que eu estaria a substituir uma pessoa que fora de baixa de parto. Fiquei desiludida, não tanto pelo trabalho ser temporário mas mais pelo facto de não terem sido sinceros comigo. Penso que o facto de uma empresa estar a precisar de recrutar um(a) colaborador(a) com urgência não deverá ser mote para o(a) contratar a todo o custo, omitindo factos importantes como aquele que me foi dado a conhecer no meu primeiro dia de trabalho.
Recomecei à procura de um novo emprego que, felizmente, não tardou em aparecer. Durante a passada semana realizei vários testes psicotécnicos, na passada segunda-feira fui à segunda entrevista e hoje, às 16:33, obtive a confirmação de que fora contratada para uma empresa multinacional do ramo segurador. Estou muito, muito feliz porque, para além do salário ser bastante atractivo, tenho à minha frente sólidas possibilidades de pertencer, a médio prazo, aos quadros da empresa. Sinto-me mais motivada do que nunca!Na próxima segunda-feira inicio uma formação de um mês para depois começar a todo o gás.

O futuro aguarda-me e promete!

Alertas

Alerta 1: Assaltos

Cada vez mais são os menores que assaltam em Lisboa e, segundo a PSP, fingem ser surdos-mudos e podem ser encontrados junto às caixas do Multibanco na zona da grande Lisboa. São cidadãos dos países de leste, têm idades entre os 15 e os 20 anos e estão ali para concretizarem um assalto. A PSP lançou o alerta no passado dia 17. Os suspeitos ainda não foram todos detidos, mas a polícia está determinada a acabar com os assaltos. Por isso, divulgou os modos de actuar deste grupo, para que os cidadãos possam estar atentos às burlas usadas para assaltar.«Estão junto às caixas ATM. Têm umas pastas pretas. Fingem que pertencem a uma associação de deficientes auditivos e apelam à caridade das pessoas», explicou uma fonte policial ao 'Portugal Diário'.
Com a 'conversa' travada, o primeiro passo da burla está dado. Depois da pessoa estar distraída pela abordagem, o que só acontece após ter marcado o código secreto no Multibanco, um dos assaltantes carrega numa das teclas que assinalam os valores mais elevados. «Quando a vítima ainda se está a aperceber do que está a acontecer, já os suspeitos retiraram o dinheiro e fugiram», adianta a mesma fonte.
A PSP recebeu já algumas queixas que relatam este modo de actuar.
Uma outra abordagem ocorre nos parques de estacionamento.
Segundo a PSP, na próxima vez que estacionarmos num parque de estacionamento na cidade de Lisboa, não nos admiremos se começarmos a ver uma criança a esvaziar o pneu traseiro do nosso automóvel: estamos a ser assaltados!

«Quando a pessoa sai do carro para ver o que está a acontecer na zona traseira do automóvel, um grupo de jovens aproveita o facto do veículo estar aberto e dos bens do condutor estarem 'à mão', e levam tudo o que encontram», explicou fonte da PSP. A PSP deteve dois indivíduos e identificou um menor por estarem ilegais no país.
Estes três cidadãos são suspeitos de estarem envolvidos nestes assaltos, no entanto, existem mais suspeitos.
A polícia recomenda atenção por parte dos cidadãos e caso venha a ser vítima apresente queixa de imediato, na esquadra mais próxima.

Alerta 2: Burlas

Ontem recebi um email-alerta de uma colega minha cujo conteúdo versava o seguinte:

“Olhem bem para a fotografia da caneta abaixo e recordem-na sempre!


Passei um cheque para um lojista no valor de 123,50 Euros e usei a caneta dele.Dias depois o cheque caiu na minha conta como 580,00 Euros... e o banco pagou. Quase tive um colapso na hora em que vi o meu extracto...Agora estou com um processo aberto no banco, para apurar o ocorrido, e espero ter o meu dinheiro de volta.
Portanto, cuidado! Está a ser comercializada uma caneta que pode se apagar o que se escreveu com ela. Esta caneta esta à venda. Não é preciso dizer mais nada sobre o cuidado que se deve ter ao aceitar uma caneta na hora de preencher um cheque. Por favor, divulgem este email a um maior número de pessoas possível!”

Onde é que vamos parar?!
Mas o que é que está a acontecer a este mundo em que vivemos?!

O alho e o borrego

Os últimos sabores que a Joana teve oportunidade de experimentar foram o alho e o borrego na sopa de legumes. Sinceramente, não me parece que a bolotinha seja grande apreciadora desta carne. Ela come bem a sopa mas fica um ligeiro “senão” no ar, ao contrário do que acontece com a vitela, que é devorada num ápice!
O alho, esse, agrada à Joana se bem que, no fim da sopa, ela fique sempre com um hálito “simpático”! No entanto, e uma vez que o alho tem um sabor forte, vou retirá-lo mais cedo da dieta da Joana, substituindo-o por outros legumes. Já constatei que não existe qualquer tipo de alergia ao alho, por isso, estou tranquila em substitui-lo após 4 dias.
Segundo o plano alimentar facultado pela pediatra, a partir dos 6 meses poderei introduzir agriões, espinafres, chuchus e beterraba.
E hoje será a vez de introduzirmos o peru na sopa!

A sopa de borrego (introduzido a 26 de Abril):



O que sobrou:


A sopa com alho (introduzido a 27 de Abril):



O que sobrou:

terça-feira, 29 de Abril de 2008

Ontem caiu-me o coração ao chão...

...quando, parada numa fila de trânsito, olho para o lado e vejo uma grávida a fumar. Como se nada fosse. Esta inconsciência incomodou-me. Pensei no bebé. Pensei nas sequelas que ele poderá sofrer. Sequelas essas desnecessárias. Sequelas essas fruto de um egoísmo cego. Não compreendo. O que leva uma mãe a continuar a fumar? Mesmo sabendo dos efeitos nefastos no desenvolvimento do bebé, como é que uma grávida fumadora põe à frente da saúde do filho o seu próprio vicio? Onde mora a consciência? Onde moram os sentimentos de culpa? Onde moram os valores? Onde mora o amor pelo filho ainda por nascer?
Infelizmente estes casos acontecem. Infelizmente não são poucos, apesar de eu acreditar que o contrário é que é válido, que as (futuras) mães colocam sempre a saúde dos seus filhos em primeiro lugar...
Risco de aborto espontâneo, risco de parto prematuro, insuficiência respiratória, descolamento da placenta, atrasos neurológicos e de crescimento, são alguns dos danos que o tabaco, o álcool e outras drogas provocam no bebé.
Pesquisando sobre o assunto, encontrei igualmente referência a alguns factores ambientais que poderão ser prejudiciais ao bom desenvolvimento do feto.
São eles:
- A inalação de vapores provenientes de gasolina, cola, verniz, líquidos de limpeza, tintas voláteis, aerossóis domésticos e produtos para limpar o forno;
- A realização de Raios-X.
Hoje em dia, o acesso à informação é extremamente fácil. E, mesmo quando ele não o é, como no caso de populações social e economicamente desfavorecidas, penso que o bom-senso acaba por imperar. Quero acreditar que sim. Imagino o bebé que está no ventre da mãe e que, em fracções de segundo, sem querer, sem poder parar, sem ter escolha, é bombardeado com agentes químicos. Penso no bebé. Penso na mãe. Apagar o cigarro é tão fácil que, dada a sua simplicidade, é ensurdecedoramente cruel quando ele se mantém acesso...

Estamos no Messenger!

Só não garantimos que seja sempre :-)
Assim, poderão encontrar o nosso endereço na barra lateral direita, logo abaixo do nosso perfil.

Até já!

segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Ena...Miminho!

Recebemos este miminho fantástico da mamã do João e do Zé Pedro, a Sofia (www.sofia-em-blog.blogspot.com) e queremos dedicá-lo a todos/as vocês que nos visitam!

Viva o sol!

A pensar nos dias fabulosos de Verão que têm estado, decidimos comprar alguns artigos essenciais para a bolotinha.

Um chapéu de sol:




Ao contrário do que acontecia com os gorros de Inverno, a Joana não estranhou o tira e põe de diferentes modelos de chapéus...ainda que, qualquer dia, tenhamos a bolotinha a fazê-lo ela própria!
Refira-se aqui que, na escolha de um chapéu, deveremos preferir um de cor clara, em fibra natural e muito leve. Caso contrário, corremos o risco de criar um “efeito de estufa” que pode aquecer a cabeça da criança, expondo-a ao perigo de um golpe de calor.

Uns óculos de sol da Chicco:



Existem óculos de sol para 3 diferentes faixas etárias: a partir dos 0 meses, a partir dos 12 meses e a partir dos 24 meses.
Quer eu quer o pai gostamos de dois modelos em cor-de-rosa, um mais claro e outro mais garrido. Optámos pelo primeiro, como podem ver na fotografia acima.
Estes óculos de sol garantem uma absorção de 100% dos raios UVA e UVB, sendo as lentes polarizadas, anti-choque e inquebráveis.
De acordo com a Chicco, as lentes polarizadas asseguram:
- Uma maior protecção dos olhos, mesmo nos casos de elevada sensibilidade;
- Uma visão confortável e repousante;
- Uma maior profundidade de campo;
- Uma melhor percepção das cores.
Relativamente à manutenção e limpeza, recomenda-se a não utilização de detergentes abrasivos.

Um creme de protecção solar 50+, da Avène, em embalagem de 100ml.


Escolhemos este creme em detrimento do da Chicco (cuja embalagem era menor, bem como o preço) pois, segundo nos foi indicado na farmácia, a linha da Avène para bebés contém princípios minerais, que garantem uma melhor protecção da pele do bebé, nomeadamente:
- “Uma elevada protecção contra os raios solares UVA e UVB;
- Uma protecção de longa duração, graças a uma elevada fotoestabilidade e a uma notável resistência à água e à transpiração;
- A perda de vitamina E induzida pelos raios UV é restabelecida.”



O próximo passo será a escolha de um bikini ou fatinho de banho :-)

domingo, 27 de Abril de 2008

Chegaste assim...

Chegaste assim, de mansinho, sem avisar ou pedir licença.

Chegaste como o amanhecer de um dia de Primavera, trazendo contigo uma brisa ululante, que vem abraçar as pétalas de múltiplas flores.

Chegaste assim, de mansinho, e procuraste a minha face, descobrindo-a milímetro a milímetro.

Foi assim a tua primeira festinha, meiga e sem pressa.

Foi assim a tua primeira festinha, quando te dava a sopa e tu quiseste tocar na minha face.

Como se fosse a primeira vez.

Como se todas as vezes do mundo desaguassem num mar de pequeninas ondas, onde o tempo das coisas não existe mas sim o tempo do amor, embalado pela brisa ululante e perfumada que trouxeste contigo e que veio descansar no nosso olhar.

Foi assim que eu senti a primeira festinha da Joana na minha face.
Uma festinha que teve como ponto de partida um esticar do braço e um abrir da mão da bolotinha, em direcção a mim. Aproximei-me, devagarinho, e senti uma pequenina mão sobre a minha bochecha direita.
Sem pressas, fazia deslizar os dedos ao longo da minha face enquanto os nossos olhares se entretinham a namorar.
Foi uma festinha diferente de todas as outras às quais a bolotinha desde cedo nos habituou. Ao invés de uma festinha energética, vigorosa, conheci uma festinha suave como o amanhecer.

Passavam poucos minutos das 13:00.


Transbordei, mais uma vez, de um amor sem igual, o amor por um filho...

“Mãe galinha ou mãe baldas?”

Tomei conhecimento deste questionário através da mamã da Matilde (www. procuroervilhinha.blogspot.com) e decidi colocar-me à prova!
Obtive uma pontuação de 28 pontos, que corresponde ao seguinte resultado:

“Nem tanto ao mar nem tanto à terra. É uma pessoa equilibrada e a relação com os seus filhos é uma prova disso. Não descura as suas responsabilidades mas vigia-os discretamente à distância, deixando-lhes margem de manobra para as opções que devem ser eles a fazer. Desta forma, está a criar seres que, mais tarde, serão adultos autónomos e responsáveis. Continue assim...”

sábado, 26 de Abril de 2008

Há seis meses, nasci contigo...

Nasci para te amar
Nasci para te abraçar
Nasci para te ver sorrir
Nasci para te consolar
Nasci para te proteger
Nasci para te acompanhar
Nasci para te incentivar
Nasci criança
Nasci mulher
Nasci mãe
Nasci para ti.

Parabéns, meu amor, pelos teus seis meses de vida!
Parabéns, meu amor, por me acordares com um sorriso,
Parabéns, meu amor, por me realizares:
Com tudo o que és,

Com tudo o que serás!

Os meus seis meses são...

...formidáveis e imparáveis!
Continuo a não gostar muito do ovo se bem que, quando estou com muito sono, adormeço com facilidade no carro (o pior é quando paramos no trânsito ou nos semáforos!).
Quando tenho fome, demonstro-o claramente: resmungo e só fico satisfeita quando vejo a colher da sopa, da papa ou então o leitinho a aproximarem-se.
Sou um bom garfinho, verdade seja dita. Mas prefiro a sopa à papa. Como de tudo mas penso que o que estranhei mais foi a beringela e o aipo. Os meus legumes preferidos até hoje são o alho francês, a cenoura e a alface. E, em relação às carnes, prefiro a vitela e o borrego (e não tanto o frango e o peru, apesar de os comer muito bem).
Começo a estranhar algumas pessoas, sobretudo aquelas que fazem “caretas” exageradas. Não sei porquê mas tudo isso me parece pouco natural e, assim, viro a cabeça ou começo a chorar.
Andar de colo em colo também não é coisa que me fascine: tendo a ficar muito inquieta e, claro está, mostro o meu desagrado chorando. Gosto sim do colo dos pais: é fantástico passearmos a uma altura que nos permita ver tudo o que se passa à nossa volta!
Também não gosto de ficar muito tempo sozinha, se bem que me entretenho muito bem a falar com os meus botões ou então a brincar. Mas, ao fim de algum tempo, prefiro de longe a companhia da mãe ou do pai, preferencialmente. A verdade é que os adoro! Sigo-os com o olhar para todo o lado e quando estou ao colo de alguém que não eles procuro sempre não os perder de vista, olhando por cima do ombro ou inclinando-me para os lados.
Sento-me muito bem, ainda que com algum apoio, e quero estar cada vez mais tempo de pé. E, de pé, começo a dar saltinhos de vez em quando. O porquê é que ainda não descobri mas penso que assim os músculos das pernas ficarão mais em forma para o meu gatinhar e andar. E, por falar em gatinhar, quando estou de barriga para baixo (e que bem que eu me ergo já!), tendo a flectir ambas as pernas, se bem que ainda não saio do lugar. De igual modo, também já consigo agarrar em ambos os pés com as mãos, o que se torna divertido. Por vezes, quando a mãe ou o pai trocam a fraldinha, fico a admirá-los! Por acaso até tenho uns pés bonitos :-)
Tenho uma enorme curiosidade por tudo, pequeno ou grande: deito a mão a tudo, gosto de sentir as diferentes texturas, se faz ou não barulho e, claro, é raro o objecto que não vai à boca.
Os dentinhos ainda não fizeram a sua aparição, se bem que a minha gengiva inferior está um pouco grossa, relativamente à gengiva superior. Trinco tudo: a minha mão, os meus dedos, a chucha, os anéis de dentição, os dedos dos outros, o nariz do pai, a minha fraldinha de pano, a colher da sopa ou da papa, o bocal do meu copo de água...
Adoro bonecos, sobretudo os que emitem som e também um gato cor-de-laranja que a avó materna comprou no El Corte Inglês e que está no fraldário. Pego-lhes com as duas mãos e abano-os para cima e para baixo, o mesmo acontecendo com a fralda de pano, a minha amiga inseparável para adormecer. De facto, adoro adormecer com uma fralda de pano encostada à minha face, é aconchegante.
Gosto de cócegas na barriga, de soltar gargalhadas, de “palrar”, de dar guinchinhos, de pontapear o ar com ambas as pernas quando estou deitada de barriga para cima e acordo sempre bem-disposta!

Adoro estes meus 6 meses :-)

sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Um dia quente...

...muito quente, foi o que conhecemos hoje em Lisboa.
Fomos almoçar à Brasserie de l’Entrecôte na marina de Cascais e, apesar de estarmos na esplanada, numa zona sombreada, o calor fazia-se sentir e muito.
Apesar da Joana estar com umas calcinhas-pirata de cor verde e com uma camisolinha de manga curta, em algodão, estava com as bochechas um pouco vermelhas e a transpirar na nuca. Felizmente, para além de um saco de bebé apetrechado com tudo e mais alguma coisa, levamos connosco o copo da água que a bolotinha muito apreciou.
A capota do ovo estava puxada para cima, por isso nada de sol na cabeça ou no corpo.
Sem dúvida que uma das nossas próximas compras incluirão um chapéu de sol, uns óculos de sol e também um protector solar porque, cada vez mais, os dias serão de Verão.
Neste momento, já em casa, a bolotinha está apenas com um body de manga curta vestido e que bem que ela está, toda contente, a segurar os pés com as mãos e a “palrar” mil e uma coisas :-)

Eu confesso que não me dou muito bem com o calor excessivo, sendo a minha temperatura ideal a que não se situa acima dos 30ºC. Conclusão: quando o calor aperta, tenho sempre comigo uma garrafa de água bem fresca e não dispenso o ar condicionado ou, se estiver de férias, uma piscina e um guarda-sol!

Compras para a Joana

Quando os nossos filhos iniciam a diversificação alimentar, os babetes maiores são de extrema utilidade. Quantas vezes, quando a Joana está sentada na cadeirinha, não rebola um pedacinho de papa ou sopa para o seu regaço...nestes casos, e em vez de cair em cima da roupa, é amparado pelo babete.
Este foi, pois, o mais recente conjunto de 3 babetes que comprei para a bolotinha:






E, a pensar no soninho, comprei um CD da Fisher Price, intitulado “Baby Wellness”, com músicas calmas, apropriadas para criar um ambiente relaxante e acolhedor aquando da hora de dormir. Uma vez ia adormecendo primeiro que a Joana... :-)


Vamos ajudar!

Há cerca de uma semana, a mamã do Martim (http://taniangelo.blogspot.com), deu-nos a conhecer o PRAVI, Projecto de Apoio a Vitimas Indefesas (www.pravi.org).
No primeiro sábado de cada mês, no Fórum Montijo, a PRAVI estará a reunir rações para cães e gatos, comida em lata, areão, mantas, cobertores, edredons, toalhas, panos, coleiras, trelas, comedouros, camas, casotas, medicamentos, desinfectantes, desparasitantes em comprimidos, pipetas para parasitas, ajuda monetária bem como a angariar voluntários.
Eu aderi automaticamente a esta ideia pois sou uma acérrima defensora dos direitos dos animais. Choca-me, agora que as férias se aproximam, a indiferença, a crueldade, o egoísmo com que muitas pessoas abandonam os animais porque desejam ir de férias...que mensagem é que os adultos, ao cometerem este crime, passarão aos seus filhos?!

Vamos dar carinho a quem precisa, vamos ajudar quem necessita, vamos estar presentes para causas nobres como esta!

quinta-feira, 24 de Abril de 2008

A vitela e a nabiça

Ontem ao almoço, a bolotinha provou pela primeira vez a vitela na sua sopa de legumes e digo-vos que adorou! A coloração da sopa escureceu e o aroma que dela advinha até a mim me fez crescer água na boca :-)
A nabiça veio hoje substituir a beringela e o resultado foi pacífico.
Até agora, não temos episódios de alergia a apontar, felizmente!

A sopa com vitela:


O que sobrou:



A sopa com nabiça:




O que sobrou:

Em vez da chucha, os dedos!

Pois claro, a bolotinha não se deixa ficar por colocar apenas um dedo na boca, mas sim vários ao mesmo tempo. É raro a Joana chuchar no polegar pois a sua preferência vai para a exploração da quase totalidade das mãos.
No passado fim-de-semana, compramos um “colar” de almofadinhas refrigeradas que muito alivio têm trazido à comichão que a bolotinha sente nas gengivas. Foi uma boa compra!



Na exploração dos dedos:




O "colar" de almofadinhas refrigeradas:


Vacina do Rotavírus 78,9% eficaz

Foi este o cabeçalho de um breve artigo que li na revista “Bebé d’hoje”.
Assim, e segundo um grupo de cientistas da Universidade de Tampere, na Finlândia, descobriram que esta vacina é capaz de evitar os episódios de gastroenterite por Rotavirus em 78,9% dos bebés.
Os investigadores aplicaram uma dose a 2574 bebés e apenas 24 padeceram da doença. Ao contrário, administrou-se um placebo a 1302 crianças e 94 delas sofreram uma gastroenterite por Rotavirus.
Segundo um estudo realizado em Portugal pela Spirituc para a Sanofi Pasteur MSD, mais de 62% dos portugueses desconhecem o Rotavirus e os seus sintomas. Quando se falou na existência de uma vacina contra o Rotavirus, 79,4% dos pais afirmaram estar dispostos a vacinar os filhos. Contudo, quando confrontados com o preço actual da vacina, apenas 49,5% dos pais mencionaram a intenção da compra.
De facto, quer o Rotavirus quer a Prevenar deveriam ser integradas no nosso PNV, precisamente pela sua relevância clínica. Não é um luxo, é uma necessidade, para bem das nossas crianças!


Fonte: Revista Bebé d’hoje

quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Quero estar de pé...

...cada vez mais!
A bolotinha começa, progressivamente, a revelar preferência por estar de pé e, quando deitada de barriga para baixo, mexe as pernas com toda a velocidade...foi difícil captar este último momento mas, com a câmara fotográfica sempre a disparar, consegui uma boa imagem!

E, sentada, não são raras as vezes em que ela cruza as pernitas :-)





De pé! Nem imaginam a força que a Joana faz nas pernitas para se pôr de pé ou o seu contorcionismo, quando está ao colo, para que a ponham de pé...


Deitada de barriga para baixo...pernita para cima e para baixo!



De perninha cruzada!

A agarrar um dos pés. Devo dizer-vos que ontem, pela primeira vez, a bolotinha presenteou-nos com o agarrar dos dois pés com ambas as mãos, estava ela deitada no Parque Lúdico

Estou a ler!

A Joana adora mexer nas páginas de uma revista ou livro!
Habitualmente, ela apanha apanha as páginas com a palma e, com os dedos, amachuca-as para sentir a sua textura e, sobretudo, para saber que daí advém algum barulho!Já com os livros de páginas duras, o virar torna-se mais fácil mas o barulho...hum, não se faz sentir.

No entanto, este último também não foge a um “tratamento VIP”, que consiste em ser levado para cima e para baixo, como numa montanha-russa!



A mãozinha direita a tentar fazer uma festinha no bebé...


Página vira página vira página...



O livrinho que também pode ir à banheira

terça-feira, 22 de Abril de 2008

As novas papas

Como vos contei anteriormente, a Joana começou a enjoar as papas dos sabores Milho e Arroz, recomendadas pela pediatra aquando da consulta dos quatro meses.
Assim, sugeri a introdução de novos sabores e foram-me indicados a maçã, a banana e a pêra.
Pois bem, eu e o pai compramos a papa” Multifrutos” da Cerelac, a papa “Pêras”, da Milupa e ainda a papa “Banana e Pêras”, também da Milupa. Foi esta última que mais agradou à bolotinha, logo no primeiro contacto, apesar de termos começado pela “Multifrutos”, seguida da papa “Pêras”. Com a “Multifrutos” tentamos dois dias e pouco ou nada a Joana comeu. Com a papa “Pêras”, o resultado foi pior, pelo que só tentamos um dia.


Quando seguimos para a papa “Banana e Pêras”, a bolotinha comeu quase tudo pelo que acho que encontramos uma papa vencedora!

Fotogénica!

Este é o adjectivo que define a bolotinha nas inúmeras fotografias que lhe tiro.

Se, no início, a Joana ficava muito séria a olhar para a máquina fotográfica, agora já se ri, abre os braços e, claro, quer ser ela a dirigir aquela caixinha mágica!

Miminho “Obrigada!”

Ontem recebemos um miminho da mamã Margarida e da minha afilhada Bia (http://gemeos-duasvidas.blogspot.com), miminho este que é atribuído a todos os blogs e que comporta as seguintes regras:

1. Deixar o miminho no blog desejado;
2. Deixar a palavra “Obrigada” na vertical e completar com palavras;
3. Deixar um recado nos blogs que vocês escolheram.




O brigada!
B eijinho
R iso
I ntemporal
G randioso
A mor
D ádiva
A braçar

segunda-feira, 21 de Abril de 2008

O meu primeiro dia de trabalho

Gostaria de vos trazer as boas noticias que eu própria estava à espera mas, infelizmente, o meu novo trabalho não se está a revelar à altura das minhas expectativas por um simples motivo: na entrevista não me disseram que eu iria substituir uma pessoa que foi de licença de maternidade...
Procurei o Técnico de Recursos Humanos que me entrevistou e coloquei-lhe esta questão, respondendo-me ele que este era “um pequeno pormenor, uma nuance”, pois que, naquele momento, a empresa procurava urgentemente um colaborador. Confesso que me encontro algo triste e decepcionada. Mas tenho que pôr isto para trás das costas e regressar à procura de um emprego melhor e mais estável! É uma questão de tempo, bem sei, mas espero que tudo se desenrole o mais rapidamente possível...

A sopa com carne

No sábado ao almoço, a Joana comeu a sua primeira sopa com carne, mais concretamente com frango e...gostou!
Confesso que no início estranhou um pouco mas, com persistência, conseguimos que, dos 180ml, restassem apenas 30ml, o que se traduz numa óptima refeição.
Assim, e depois de fazermos a sopa de legumes com o caldo das quatro carnes aconselhadas pela pediatra (frango, peru, vitela e borrego), os passos que seguimos foram:


- Cozinhar a carne (cerca de 20grs) e a sopa de legumes separadamente;
- Depois dos legumes estarem cozidos, adicionar a carne e um fio de azeite;
- Reduzir tudo a puré.

A sopa ficou com uma textura agradável, nada granulada, pois cortei o frango aos pedacinhos.E sem dúvida que a aquisição da cadeirinha da Joana se revelou bastante útil pois, ultimamente, notava na Joana uma inquietação em ficar sentada ao meu colo. Virava a cabeça de um lado para o outro, pegava na toalha de mesa, pegava no babete, esticando-o...até que trouxe para o pé de si mais um babete colorido, um pratinho e uma colher de plástico, para ela segurar e fazer banzé, enquanto a colher ia e vinha do prato da sopa ou da papa!

Ser mãe é...

Aceitando o desafio da mamã da Inês, a Sílvia (http://thereason.blogs.sapo.pt), vou completar a frase acima, passando-vos de seguida o testemunho!
Mas, primeiro, as regras:

1. Colem este selinho no vosso blog;
2. Escrevam uma frase sobre o que representa para vocês ser mãe;
3. Desafiem as vossas amigas a fazer o mesmo;
4. (opcional) Referenciem o blog de origem e o de quem vos enviou.


E, agora, para mim, ser mãe é:

M aravilhoso
A mar incondicionalmente

E smagoradoramente belo!

domingo, 20 de Abril de 2008

Campanha "Obrigado, mãe!"

Tomei conhecimento, através da mamã do Guilherme, a Raquel (www.persiana.blogs.sapo.pt), de uma campanha muito importante que está a decorrer e à qual todas nós poderemos aderir com facilidade.A Ajuda de Berço e a Crioestaminal estão a desenvolver a Campanha “Obrigado Mãe!”, que se irá prolongar até 4 de Maio, data em que é assinalado o Dia da Mãe. A campanha consiste no seguinte: a partir de dia 3 de Abril e até dia 4 de Maio (Dia da Mãe), qualquer pessoa poderá entrar no website http://www.obrigadomae.com e escrever uma mensagem alusiva ao tema (Maternidade, Dia da Mãe, Influência da Mãe na vida).

Por cada mensagem recebida, a Crioestaminal irá doar 1 € à Ajuda de Berço!

Vamos ajudar!

A cadeirinha de refeições da Joana

Hoje compramos, na Prénatal, a cadeirinha de refeições da Joana.
Depois de consultarmos as opções existentes nos hipermercados, na Chicco e na Bébéconfort, optamos pelo modelo “Cookie” da Prénatal por possuir uma excelente relação preço versus qualidade/segurança.
Eis as suas características:


- A cadeira pode ser utilizada entre os 5 meses e os 36 meses ou até aos 15kgs;
- A cadeira dispõe de 4 rodas, 2 posteriores com travões de segurança e 2 anteriores, de formato circular, o que permite a sua fácil deslocação;
- A cadeira de refeições está equipada com um cinto com 4 pontos de fixação e um separador entre pernas amovível, de plástico;
- A altura da cadeira conhece 6 diferentes posições;
- O encosto e o apoio dos pés são reguláveis em 4 posições;
- Existem dois tabuleiros amovíveis e reguláveis em 5 posições. De igual modo, quando a criança for maior, poderemos tirar os tabuleiros por forma a que a criança possa comer à mesa;
- Quando fechada, a cadeira não ocupa muito espaço, o que é óptimo!

A cadeirinha:




A Joana na cadeirinha:



O prato é o primeiro alvo:


E para que serve um prato vazio?!Pois claro, para levar à boca!:


Os dois tabuleiros:



O padrão:

Hoje foi também o dia de inaugurarmos um novo legume, desta vez o aipo. Como a Joana estava com algum sono, o que sobrou foi mais do que nas últimas vezes mas penso que o sabor foi, globalmente, do seu agrado.

A primeira refeição na cadeirinha:


A sopa com aipo:


O que sobrou...:

Olá, estou aqui!

Lembro-me perfeitamente de ter sentido, pela primeira vez, a Joana mexer dentro de mim. Estava eu na 16ª semana, sensivelmente, quando sinto algo parecido com uma suave dança de borboletas no meu baixo ventre...e até aos pontapés mais “ferozes” foi um salto!
De um modo geral, a partir das 20 semanas, as futuras mamãs começam a sentir mais facilmente as deslocações do bebé de um lado para o outro e, inclusive, podem notar uns pequenos altos na sua barriga. Isto significa que devido aos seus movimentos, a parede do útero se encostou à parede abdominal.
Quando o bebé atinge os 5 meses de gestação, é um bebé um pouco maior e os seus músculos também têm mais força. Nesta altura, a futura mãe começa sentir os seus movimentos mais facilmente. Como o bebé também já consegue movimentar a cabeça, os braços e as pernas, a mãe sente já os seus movimentos em distintas partes do abdómen.
Ele poderá estar a espreguiçar-se ou simplesmente a dar umas “cambalhotas” enquanto brinca, nadando no líquido amniótico. As grávidas referem, geralmente, que o bebé se movimenta muito mais durante a noite (não as deixando dormir) do que durante o dia. É curioso pois a Joana sempre me deu boas noites de sono, excepto nas duas ou três semanas que antecederam o parto, em que tinha dificuldade em adormecer devido a dores nas costas. Mas insónias ou pesadelos, nunca tive, felizmente.
O facto da criança se mexer mais durante a noite acontece pelo facto dela dispor de mais espaço dentro do útero materno nos momentos em que a mãe está deitada. Se durante o dia a mãe experimentar colocar-se numa posição mais cómoda, e evitar estar dobrada ou sentada, provavelmente conseguirá sentir o bebé de igual modo. Entre o sexto e o fim do oitavo mês a mãe começa a observar facilmente os altos que surgem repentinamente na sua barriga e pode já distinguir quando se trata de um pé, de uma mão ou da cabeça... Nesta altura, estes altos surgem facilmente porque as paredes do útero já se encontram muito distendidas e, basta que o bebé se encoste para que se note a sua presença.
Durante esta fase a criança efectua entre 20 e 60 movimentos a cada meia hora: pedala, chucha no dedo, “nada” de um lado para o outro, dá voltas... movimenta-se exercitando-se.
Quando finalmente chega o nono mês, o espaço torna-se pequeno para as suas dimensões e o bebé movimenta-se muito menos do que era habitual. Começa a preparar-se para nascer, já deu a volta e encolhe os braços e as pernas. Desta forma estará pronto para fazer a viagem pelo canal de parto.
O mito de que uma criança que se movimentava muito dentro da barriga da mãe será uma criança irrequieta, não tem quaisquer bases científicas. A verdade é que se o bebé se movimenta é porque está saudável, ou seja, recebe correctamente o aporte de oxigénio e nutrientes para crescer.
Mesmo a mãe mais inexperiente pode interpretar algumas das mensagens que o seu bebé envia através dos seus toques, carícias e pontapés. Depois de uma refeição, o bebé começa a movimentar-se mais energicamente. Isto deve-se ao facto do bebé ter recebido novo aporte de energia através dos nutrientes que a mãe ingeriu.
- Ao andar, o bebé não se movimenta. Ao caminhar, a mãe embala o bebé e ele adormece;
- Quando se sente nervosa, o bebé também se sente assim já que a mãe liberta duas hormonas (adrenalina e noradrenalina) que actuam sobre o seu sistema nervoso e ele de imediato reage;
- Se a mãe se apercebe de uma enorme “agitação” dentro de si, significa que o bebé está a dar algumas piruetas no líquido amniótico;
Muitas vezes o bebé tem soluços, por isso dá pequenos pontapés com ritmo na parede uterina. Ao contrário do que se possa pensar, os soluços são um indicador do bom estado de saúde do feto. Se a mãe entrar num local com muito ruído, o bebé começa a movimentar-se mais intensamente. Desta forma, ele protesta contra a situação.
Frequentemente, a futura mãe preocupa-se porque o bebé não se está a movimentar com o ritmo habitual. Nestes casos, a futura mãe deve realizar um exercício simples para verificar se tudo está bem com o bebé.
A mãe deve deitar-se sobre o seu lado esquerdo e durante trinta minutos contar o número de movimentos que o bebé efectua. Este exercício deve ser feito três vezes ao dia.
No final do dia, devemos adicionar o número total de movimentos e compará-lo nos três ou quatro dias seguintes. Quando este número baixa gradualmente de dia para dia, devemos consultar de imediato o nosso obstetra. Este exercício costuma ser prescrito a mulheres com problemas de saúde, muitas vezes motivados pela própria gravidez como, por exemplo, a diabetes gestacional ou o mau funcionamento renal.
Quando a mãe pretender sentir mais facilmente os movimentos do seu bebé, deve experimente deitar-se com as pernas estiradas e colocar a mão sobre o ventre. Certamente iremos identificar o seu pezinho ou a sua mãozinha quando lhe tocamos.
Inclusive, a criança, ao sentir a sua mão, irá movimentar-se um pouco mais. Quando a mãe se senta ou deita numa posição incómoda para o bebé, ele dará sinal de que não está confortável e pede-lhe que mude de posição. Assim que o faz, os movimentos param. Os pontapés do bebé dentro do útero materno são uma prova de que tudo está bem com ele e que se está a desenvolver correctamente.


Fonte: Sapo Bebé (www.bebe.sapo.pt)

sábado, 19 de Abril de 2008

Desafio à vista!

Aceitei este desafio da Mamã Aninha (http://my-little--angel.blogspot.com), sendo as regras as seguintes:


1. Colocar o link da pessoa que nos enviou o desafio;
2. Colocar as regras no blog;
3. Partilhar seis coisas sem importância para nós;
4. Indicar seis pessoas a quem passamos o desafio;
5. Avisar essas pessoas deixando um comentário no seu blog.

Assim, as 6 coisas que não têm qualquer importância para mim são:

1. As opiniões destrutivas que, como diz o nome, não motivam nem incentivam;
2. Telenovelas;
3. Motas e discotecas: juntei as duas coisas devido ao substantivo que partilham, ruído!;
4. Desportos e filmes violentos;
5. Barcos: fico horrivelmente enjoada...acreditam que, numa viagem que fiz à Indonésia, cheguei a ficar doente devido a uma viagem de 3 horas de barco?!
6. Pontos de venda e de demonstração de tudo e mais alguma coisa nos centros comerciais e hipermercados.
Como eu estou curiosa acerca das respostas de mais do que 6 mamãs, passo-vos a todas vocês este desafio :-)

O verdadeiro significado...

... das palavras “desafio” e “enigma” encontram-se neste link: http://www.profcardy.com/desafios/

Todos eles são de experimentar!

sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Finalmente, finalmente, finalmente!

Depois de 75 dias de uma procura incessante, eis que, na próxima segunda-feira dou inicio a uma nova etapa profissional, mais estável e estimulante!
Tudo aconteceu muito rápido: na segunda-feira à noite enviei a minha candidatura por email, na quarta-feira fui à entrevista e hoje, às 10:10, comunicaram-me que tinha sido seleccionada. Irei trabalhar numa empresa espanhola de serviços de gestão, mais propriamente no sector da Banca, e encontro-me muito feliz com esta janela que se abriu para mim e, no fundo, para o meu marido e para a nossa filha.
Não fico com saudades da empresa que deixo. Não sei se feliz- ou infelizmente. Se poderia ter sido diferente? Não sei, tenho algumas dúvidas.
Ao longo de toda a minha experiência profissional, primei pelo rigor, profissionalismo, dedicação e excelência. Onde quer que estive, destaquei-me por estes valores, que sempre defendi e faço prevalecer.
Quando regressei da minha licença de maternidade, destacaram-me para um departamento distinto daquele em que me encontrava antes da Joana nascer. Este destacamento foi possível pois o meu contrato, de regime de prestação de serviços, contemplava a cláusula de que o colaborador, consoante as necessidades da empresa, poderia exercer funções noutro departamento que não o seu departamento-chave.
Para além de ser destacada, vi-me confrontada com uma diminuição significativa do meu ordenado. Logo no primeiro dia quis chorar de indignação. Estava petrificada mas não cruzei os braços. Dirigi-me ao meu supervisor e este mostrou-se muito ocupado. Dirigi-me ao meu antigo supervisor e obtive a mesma resposta. Dirigi-me à coordenadora, idem aspas. Dirigi-me à gestora de clientes, que me despachou em três tempos, dizendo que poderíamos muito bem conversar noutro dia...não pensei duas vezes: nessa mesma noite, redigi uma carta aos Recursos Humanos expondo a minha situação.
Dois dias depois, sou chamada pela gestora de clientes. Num tom arrogante e desprezível, perguntou-me o porquê de eu ter redigido uma carta aos Recursos Humanos, quando poderia perfeitamente ter ido ao seu encontro, uma vez que a sua porta estava sempre aberta... (não estava ela muito ocupada?!). De facto, ao escrever uma carta aos Recursos Humanos (que, por sua vez, passou pela administração da empresa e só depois chegou à gestora de clientes), incomodei, fiz barulho, chamei a atenção. E isso a gestora de clientes não queria...pois, o silêncio e o status quo são sempre confortáveis para quem não se depara com destacamentos e com variações salariais.
Acrescentou que não seria justo tirar pessoas que entretanto tinham sido contratadas para o meu antigo departamento só porque eu tinha chegado de licença de maternidade...desculpe?! Vamos falar de justiça, disse-lhe eu. Vamos falar de uma perspectiva socialmente válida, confrontei-a. É justo para uma colaboradora como eu (que, ao segundo mês de lá estar, ganhou um prémio de melhor colaboradora pelo Banco que representava), ir de licença de maternidade e só me comunicarem dos novos projectos que tinham para mim no meu primeiro dia de regresso ao trabalho? É justo, para uma mãe, ser destacada de departamento quando, no seu lugar, estão estudantes sem encargos? É justo, para uma colaboradora que sempre deu o melhor de si, ter uma recepção como a que tive, em que eu própria tive que pedir para me apresentarem o novo supervisor? É justo para uma colaboradora-mãe ver o seu salário drasticamente diminuído?
E sabem qual foi a resposta: que eu própria, depois de receber o meu “primeiro” ordenado, poderia constatar se ele satisfazia ou não as minhas necessidades!
A partir deste dia soube com o que poderia contar e não perdi um segundo: respondi a anúncios e fui a entrevistas.
Foram dias difíceis, confesso. Não tanto pelo ordenado mas sim pela minha motivação que era quase nula. O que impediu que ela esmorecesse por completo foram duas ou três pessoas de referência que conheci na empresa e com as quais tive o gosto de conviver. O que impediu que ela se esgotasse foi a minha filha. Por ela trabalhei a contra-gosto durante estes dias. Por ela contei as horas e vesti, mais uma vez, a camisola. Mas vesti-a do avesso porque os valores que eu julguei que a companhia tinha eram, afinal, muito pequeninos.
Assim, sinto-me feliz por abraçar, a partir de segunda-feira, um novo desafio profissional. Por ter direito à estabilidade e ao respeito que mereço. Desde o dia 4 de Fevereiro que estive a marcar passo mas agora acabo de sair pela porta da frente, aliviada, segura, confiante e afortunada.

E, por último, esta novidade vem, coincidência ou não, no dia em que eu e o Pedro comemoramos 6 aninhos de namoro!

Miminho delicioso

Hoje recebi um miminho muito querido, da mamã da Inês (www.ssbpt.blogs.sapo.pt) e da mamã do Pimpo e da Pimpa (www.pimpo-pimpa.blogspot.com), a quem eu muito agradeço.
Dizem as regras o seguinte:


1. Este selo deve ser atribuído aos blogs que considerem "mimosos" (ou seja, blogs que considerem ser ternurentos, simpáticos e agradáveis de se visitar);

2. Apenas quem recebeu este selo pode publicá-lo indicando o link da pessoa que o atribuiu e posteriormente o link de 5 outras pessoas a quem deseja atribuir o selo;

3. Devemos exibir a tag do selo no nosso blog;

4. (Opcional) Poderemos fazer publicidade a quem teve a ideia para este selo, neste caso a bloguista Cozinhar com os Anjos (
www.cozinharcomosanjos.blogspot.com).

E agora, se me dão licença, vou a alguns cantinhos muito especiais entregar em mão este miminho :-)

No entanto, e antes de terminar este breve texto, tenho uma mega, super, hiper, astronómica novidade para vos dar...por isso, até já!

O exemplo...

...foi o que a bolotinha deu à mãe ao comer a sopa com um novo legume, nomeadamente a beringela.Confesso que não sou grande apreciadora deste legume pelo que estava algo reticente sobre a receptividade da Joana quando vi a cor e o aroma da sopa...mas, qual quê, boquita aberta a cada aproximação da colher!



quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Inauguração oficial de...

...”Dois dedos de conversa”, um mural de recados que criamos hoje para todos/as aqueles que nos visitam!
Podem encontrá-lo na coluna da direita, logo a seguir ao Arquivo.

Encontramo-nos (também) lá :-)

Leites de fórmula

O leite materno é, sem dúvida, o alimento de eleição durante os primeiros 6 meses de vida, havendo quem prolongue este verdadeiro seguro de saúde por mais tempo.
No entanto, nem sempre a amamentação é possível ou suficiente e, neste caso, é necessária uma alternativa que complemente o leite materno, respondendo às necessidades nutritivas, estruturais e funcionais do bebé.
Assim, os diferentes leites de fórmula existentes no mercado classificam-se pelos seguintes grupos:

* Para lactentes ou leites 1: até aos 4/6 meses, altura em que o leite é a única fonte alimentar do bebé. Este tipo de leite é elaborado a partir de leite de vaca e o seu conteúdo em proteínas, hidratos de carbono e gorduras é o adequado para a etapa de crescimento do bebé. Além disso, encontra-se enriquecido com ferro, vitaminas e minerais essenciais;
* De transição ou leites 2: dos 4 aos 12 meses, quando a diversificação alimentar tem lugar. Se o bebé tiver sido alimentado a peito até esta idade e a mamã decide deixar de amamentar, o leite de transição substitui o leite materno ou então poderá ser um complemento deste. Se já tiver bebido leite para lactentes, convém que o leite de transição seja da mesma marca;
* De crescimento ou leites 3: dos 12 aos 36 meses. Estes leites são também de transição, visando prevenir a introdução precoce do leite de vaca. Está enriquecido com ácido fólico, sendo a gordura animal substituída pela vegetal. Podem ser em pó ou líquidos (estes são um pouco mais caros).

Os leites de fórmula têm como fonte proteica o leite de vaca, em formulações distintas consoante a idade do bebé. Além disso, possuem apresentações com indicações particulares:

* Hipoalergénicos: à base de proteínas do soro de leite hidrolisado, em substituição das proteínas inteiras do leite. Para casos em que a criança mostre alguma intolerância ou reacção alérgica às proteínas do leite de vaca ou não o digira correctamente (má absorção). Nestes preparados, as proteínas são submetidas a um tratamento especial para que o intestino possa absorvê-las sem problemas e não se produza recusa ou reacções adversas como vómitos, diarreia ou urticária;

* Anti-obstipantes: à fórmula juntaram-se substancias e/ou modificou-se o conteúdo de alguns nutrientes para que, por um lado, o intestino do bebé absorva melhor as gorduras e o cálcio, evitando a formação de fezes duras e, por outro lado, favoreça o trânsito intestinal e se equilibre a flora intestinal;

* Anti-cólicas: possuem um reduzido teor em lactose, o que minimiza o risco de gases e cólicas intestinais. Na sua fórmula, juntaram-se proteínas de soro parcialmente hidrolisadas, nucleótidos, ácido palmítico e prebióticos, que reduzem a formação de gases e estimulam a maturação do sistema digestivo;

* Saciedade: permitem uma digestão e absorção mais prolongadas, aumentando a sensação de saciedade mas não alterando o aporte proteico;

* Para desconforto digestivo: com proteínas parcialmente hidrolisadas e reduzido teor em lactose, facilitam a digestão e absorção em bebés com maior imaturidade digestiva e sintomas associados como gases, cólicas e obstipação.

Situações mais particulares encontram soluções nos leites e fórmulas infantis para fins medicinais específicos:

* À base de proteínas de soja: fórmulas indicadas para casos de intolerância ou alergia às proteínas do leite de vaca;

* Sem lactose ou anti-diarreicos: para situações em que há falta de lactase (enzima que metaboliza e degrada a lactose no organismo) como após diarreias ou gastrenterites agudas. Nestes leites, a lactose foi substituída por um outro hidrato de carbono. Quando se trata de uma diarreia ocasional, o bebé deve tomá-lo até que recupere uma actividade gastrointestinal normal;

* Anti-regurgitação (bolsar): adequados a crianças que não aumentam de peso devido à perda excessiva de nutrientes associados à regurgitação. Na sua composição juntou-se amido pré-cozido ou farinha de semente de alfarroba, substâncias que fazem com que o leite seja mais espesso e dessa forma ajude a reduzir a quantidade e a frequência das regurgitações;

* Para prematuros ou recém-nascidos de baixo peso: estão indicados para bebés nascidos antes das 37 semanas ou para aqueles que nasceram com um peso inferior a 2500grs. Estes leites possuem um teor proteico mais elevado, dominado por proteínas solúveis de modo a melhor a absorção. Paralelamente, este tipo de leite costuma manter-se até a criança alcançar as 3500grs de peso;

* Dietas semi-elementares: fórmulas completas indicadas para situações de má absorção grave;

* Dietas elementares: fórmulas que proporcionam uma absorção rápida e eficaz com um mínimo de digestão.

Por último, importa termos presente as seguintes recomendações:

* Idealmente, o biberon deve ser preparado e consumido na altura;
* Nunca utilizar sobras;
* O leite deverá ser preparado de acordo com as instruções da embalagem, adicionando a medida recomendada à dose certa de água fervida;

* Nunca reaquecer um leite de fórmula devido à alteração significativa das suas propriedades.

A escalada do Monte Evereste

Ou talvez não!
A última proeza da bolotinha consiste, sempre que eu ou o pai lhe pegamos ao colo, em querer escalar as nossas barrigas, como se tivéssemos degraus...mas, infelizmente, os pezitos escorregam e vêm bater na cintura :-)

Mas não pensem que a Joana se deixa ficar por aqui: temos uma bebé persistente!

quarta-feira, 16 de Abril de 2008

O borrego

Ontem ao almoço foi a vez de introduzirmos o caldo de borrego na sopa de legumes, o que reuniu o consenso absoluto da bolotinha!
Fizemos 210 ml de sopa, ao invés dos habituais 180ml, pelo que o que sobrou foi um pouquinho mais. Hoje, para a mesma quantidade sopa, sobraram apenas cerca de 30ml. Não é nada mau!


E, só de pensar em borrego, vem-me à ideia borrego ou cabrito assado com batatinhas a acompanhar, huuum!


As papas

Esta tarde contactei a pediatra da Joana a propósito das papas.
Com efeito, na consulta dos quatro meses, a pediatra sugeriu a introdução das papas Cerelac e/ou Milupa nos sabores Milho/Arroz e Milho.
Ora, há alguns dias constatei que a bolotinha já não estava tão receptiva às papas, apesar de eu as alternar com frequência.
Assim, procurei o parecer da pediatra que me indicou a introdução dos sabores pêra, maçã ou banana.
Vamos experimentar, então!

Os bonecos e eu

Os bonecos começam a ser, para a bolotinha, mais interactivos. É vê-la pegar num, muito concentrada, levá-lo à boca e depois abaná-lo para cima e para baixo.
Os seus amiguinhos preferidos neste momento são um gato cor-de-laranja que ela tem no muda-fraldas e ao qual se agarra enquanto eu lhe mudo a fralda, colocando-o em cima da sua barriguinha! Depois da fralda mudada, costumo sentá-la um bocadinho e ela, sempre agarrada ao gato, começa a dar-lhe autênticas sapatadas nas orelhas (o que o gato sofre...!). Aqui, costumo dizer-lhe: “Não se bate no gatinho, o gatinho é amigo! Olha, vamos fazer festinhas no gatinho...vês, festinhas (e demonstro-lhe)”. Houve uma vez em que a mão dela se abriu para tocar mais carinhosamente no gato mas, depois de duas festinhas, a bolotinha achou que era altura para mais acção...!
Para além do gato, ela adora uma lagartinha musical da Chicco, sobretudo as suas patinhas coloridas.E, quanto aos bonecos da espreguiçadeira, estes também são alvo de muito exercício físico: é ver a bolotinha a pegar na cauda do gato ou nas patinhas de uma joaninha que tem um espelho e a fazê-los saltar no arco que os sustém!

terça-feira, 15 de Abril de 2008

Indisciplina na sala de aula

Que recordações guardam dos vossos tempos de estudante?
Dos 3 aos 11 anos, frequentei um colégio e, a partir daí, o ensino público. Recordo-me da imagem do professor ser respeitada, com uma ou outra excepção de professores que, pela sua personalidade, não dispunham das ferramentas necessárias para se imporem. O caso mais flagrante foi o de um professor de Francês, que tive no 10ºano, e que mal conseguia dar as aulas devido ao barulho de alunos que se sentavam ao fundo da sala.
Estas aulas eram dadas mas só as acompanhava quem estivesse sentado na primeira ou na segunda fila.
Sempre fui uma aluna que gostou de estudar e que se sentava na primeira fila. Para mim, a docência era uma profissão a seguir, até que, no 10ºano, conheci a Psicologia e nunca mais a larguei!
Formei-me em Psicologia do desenvolvimento e educação da criança e estagiei num agrupamento de escolas que serviam alunos provenientes de meios sócio-económicos desfavorecidos. Eram comuns a indisciplina, o bullying, o contacto precoce com álcool e drogas e os casos de alunos vítimas de maus-tratos domésticos. No inicio, todos estes casos tiveram um profundo impacto em mim pois nunca pensei que certas situações tivessem realmente lugar e que as relações entre pais e filhos fossem, tantas vezes, desprovidas de amor e de formação. No final do meu estágio tive tantos alunos agarrados a mim a chorar, a pedir que não me fosse embora, que o meu coração, a partir daí, ficou ainda mais desabotoado para as questões de educação de crianças e jovens.
Assim, é com especial interesse mas também com algum pesar que assisto às recentes notícias de indisciplina na sala de aula.
A este propósito, estive a ler um artigo interessante, escrito pela Dra Armanda Zenha, artigo esse intitulado “Indisciplina e agressividade numa escola perto de si”.
Diz-nos a Dra Armanda Zenha que, uma primeira causa da indisciplina e da violência “é a crescente desvalorização social da imagem do professor. Para ela tem contribuído largamente o actual ME, ao passar a ideia de que os docentes trabalham pouco, ganham muito e são os principais ou quase exclusivos responsáveis pelos insucesso e abandono escolares, a fim de fazer passar medidas legislativas, apesar da rejeição de toda uma classe profissional. Como se pode, pois, pretender que o professor continue a ser visto, pelos seus alunos, como uma autoridade dentro da sala de aula e da escola (não confundir autoridade com autoritarismo)?Uma outra razão prende-se com a ausência de uma política de apoio às famílias. A escola a tempo inteiro, que agora que se pretende alargar aos 2.º e 3.º ciclos, ajuda a que os estabelecimentos de ensino se transformem em armazéns em que os meninos/adolescentes ficam guardados durante todo o dia, enquanto os seus pais trabalham, às vezes em vários empregos, para fazerem face a uma vida difícil, em que o ordenado cada vez é mais curto do que o mês. Não seria mais benéfico, por exemplo, que os apoios à família passassem antes por políticas sociais e laborais, que permitissem que os filhos passassem mais tempo em casa acompanhados por um dos progenitores?Outro problema é o estilo permissivo de educação que vigora em muitas famílias. Passando pouco tempo com os filhos, a braços ainda com o trabalho doméstico (principalmente as mães), pouco tempo sobra para diálogo, muitas vezes roubado pela televisão ao jantar. Não é raro que os pais tendam a compensar os filhos dando-lhes ou permitindo-lhes (quase) tudo. É uma forma de evitar discussões desagradáveis. Impor regras dá trabalho, implica tempo, requer assertividade, ou seja, um conjunto de condições difíceis de reunir quando se chega a casa tarde, exausto, sem paciência e com trabalho pela frente. E assim, as crianças crescem aprendendo a não obedecer a regras, a ter os seus caprichos satisfeitos, a não resistir à frustração do "não".Uma outra causa relaciona-se com a (quase) ausência de equipas multidisciplinares nas escolas, incluindo psicólogos e assistentes sociais (em número suficiente) e de uma rede de estruturas sociais de apoio às famílias e às crianças ou jovens que actue em interacção com a escola. Quando esta sinaliza alunos ou famílias problemáticas, resta-lhe, na maior parte dos casos, a participação à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco. A sua intervenção nem sempre se faz sentir, e a imprensa já tem dado eco da sua insuficiência de técnicos. O trabalho de parceria entre autarquias, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, PSP (Escola Segura), Tribunal de Menores e outras instituições é de extrema importância. Jovens provenientes de famílias destruturadas, onde se dialoga através de violência verbal ou física, tenderão a reproduzir essa forma de estar. Sem um diagnóstico dos problemas da família e um programa de intervenção para os resolver, nada se alterará e a escola ficará sozinha, sem possibilidade de resposta. Já li sobre experiências, noutros países, em que visitadores domiciliários levam a cabo programas de desenvolvimento de competências parentais ou em que certos subsídios são cortados quando as famílias não desempenham os seus deveres parentais, como o de promover a assiduidade dos filhos.Muitos pais dão valor à profissão docente e compreendem que para ensinar é preciso haver disciplina, colaborando com os professores e a escola. Há uma minoria, contudo, que secunda as atitudes de indisciplina ou de agressão dos filhos. A sua ida à escola não visa a informação e o diálogo para resolver um problema, mas antes o confronto que, por vezes, passa do verbal ao físico. E assim surgem histórias, algumas relatadas na imprensa, outras no tribunal, mas a maioria sofrida em silêncio, de professores ou auxiliares de acção educativa insultados, ameaçados ou agredidos fisicamente pelos pais, pelas medidas disciplinares que tomaram. É nestes casos que penso que os conselhos executivos deveriam, obrigatoriamente, fazer a participação ao Ministério Público, funcionando esta como queixa, sem que os profissionais ofendidos tivessem de a apresentar individualmente.Quanto aos alunos, os estabelecimentos de ensino precisam de ter regras claras, e tanto os professores como os auxiliares de acção educativa e os órgãos de gestão devem aplicá-las com coerência e prontidão. No entanto, as escolas carecem de instrumentos eficazes e céleres (não o novo Estatuto do Aluno) e os professores e auxiliares de acção educativa, de formação específica para lidarem com situações de indisciplina, de forma a conseguirem prevenir problemas e a serem mais assertivos e eficientes no seu tratamento, quando ocorrem. À escola cabe intervir em primeira linha, pedindo, se tal for necessário, a intervenção e colaboração de outras entidades.”
Ainda a este propósito, ouvi há dias num telejornal o Dr Quintino Aires, psicólogo, tecer igualmente a sua perspectiva sobre este assunto. Dizia-nos ele que, a indisciplina na sala de aula espelhava as relações entre pais e filhos, defendendo que estes últimos deveriam tratar os pais pela terceira pessoa do singular e não por “Tu”. Com efeito, tal conferiria uma noção distinta de autoridade e respeito para com os pais e, posteriormente, para com os professores e demais adultos. Eu penso que o facto dos nossos filhos nos tratarem por “Tu” não significa que haja menos respeito no seio familiar. O respeito constrói-se ao longo da educação de uma criança e, muitas vezes, não são as palavras que marcam a diferença mas antes a atitude. Uma atitude coerente, ponderada, que reflicta respeito, ao mesmo tempo, amor.

Vou onde me leva a minha mão

A bolotinha começa, cada vez mais, a ter os olhos nas pontas dos dedos pois é com enorme curiosidade que ela estende a mão a tudo o que estiver na sua proximidade.
No fim-de-semana passado, por exemplo, fomos a uma farmácia comprar tetinas para os biberons da Joana e, enquanto a mãe pagava, o pai aproximou-se, com a Joana ao colo, de uma prateleira de produtos para o cuidado facial. Pois por pouco alguns frascos não vieram abaixo...!
O mesmo acontece com os bonecos, com o prato da sopa ou da papa, com a toalha da mesa de refeições, com o cabelo da mãe que ela não larga (tenho que o prender!) e com tudo o que estiver ao seu alcance.

De igual modo, a Joana quando quer ver alguma coisa faz claramente por isso: quando alguém está com ela ao colo (eu, o pai ou outro familiar ou amigo) e a bolotinha quer ver algo que ainda não está na sua imagem completa, ela estica-se toda para o lado ou para cima para ver melhor, não vá perder pitada do que se passa :-)

segunda-feira, 14 de Abril de 2008

"S" de...

Encontrei este desafio no blog da mamã do João, a Mara (www.mara-barriguitas.blogspot.com), desafio este que consiste em nomear uma palavra que comece pela primeira letra do nosso nome.

Nome: Sofia

Palavra com 4 letras: Sofá
Veículo: Alguém se lembra de algum começado por “S”?!
Cidade: Singapura
Nome de Rapaz: Santiago
Nome de Rapariga: Sofia
Ocupação: Secretária
Peça de Vestuário: Saia
Celebridade: Seal
Comida: Salada russa, com ovo, cenouras, ervilhas, maionese e atum!
Algo que encontramos no WC: Sabonete
Uma razão para estar atrasado: Sono prolongado da bolotinha!
Animal: Sapinho. Confesso que não gosto muito deste animal, foi por isso que coloquei o seu diminutivo para me parecer mais fofinho...!
Parte do corpo: Sobrancelhas
Palavra que te descreve: Sorridente



Passo-vos o desafio!

Bola e rebola

Ontem ao fim do dia, enquanto dava banho à Joana, constatei o quanto ela cresceu pois, subitamente, a banheira pareceu-me pequena para a quantidade de salpicos que os pés da bolotinha faziam nascer!Para além disso, há já alguns dias que a tarefa de a vestir se tem revelado uma autêntica aventura: bola e rebola para um lado, bola e rebola para o outro lado!

Ainda não chegamos ao ponto da imagem ao lado mas podem ter uma ideia de como a bolotinha é deitada, enquanto a seco e visto :-)

domingo, 13 de Abril de 2008

O alho-francês

Sempre fui uma grande apreciadora de creme de alho-francês, pela sua textura aveludada, sabor e aroma.

E parece que a Joana também o é, pois a introdução deste legume foi um sucesso!


Os telemóveis

Esta manhã li a seguinte noticia no DN, com o cabeçalho “Telemóveis vão permitir vigiar filhos”:

Cada vez mais serviços, cada vez menos privacidade
Localizar, sejam carros ou pessoas, é uma das grandes inovações tecnológicas dos pequenos aparelhos que invadiram o nosso quotidiano e rapidamente se tornaram imprescindíveis, os telemóveis. A primeira chamada por telemóvel foi feita em Nova Iorque em 1973, mas o invento só chegou a Portugal 18 anos depois.Localização Celular é o serviço da Vodafone lançado em finais de 2000 para empresas. Basta disponibilizar um telemóvel para cada funcionário que o sistema permite localizá-lo, nomeadamente "no interior dos edifícios e zonas densamente arborizadas", anuncia a operadora. A localização é feita através do cartão SIM, circuito impresso tipo smart card utilizado para "identificar, controlar e armazenar dados do telefone celular" e é também possível nas outras operadoras. A TMN chama-lhe Localizz e a Optimus Geo SMS. Entretanto, o sistema foi alargado aos automóveis, o que permite sempre saber onde está cada viatura. Agora, pretende-se alargar o serviço a particulares, de forma a que seja possível a localização de pessoas, tendo o porta-voz da TMN garantido que o seu lançamento está para breve. O público-alvo são as crianças e o sistema surge como uma forma dos encarregados de educação garantirem a segurança dos menores. Esta é a versão soft, porque também se pode considerar que os pais estão a violar a privacidade dos filhos. O serviço causou polémica em França quando foi introduzido pela Alcatel, há cinco anos. O telemóvel avisa os pais mal os filhos se afastam do percurso habitual, o que levou os menores a protestar, dizendo que estavam a ser "policiados".A porta-voz da TMN reconhece que "este tipo de serviços são um pau de dois gumes". E argumenta: "Podemos considerar ter uma utilização que entra na privacidade, mas a localização de uma criança pode ser, também, uma questão de segurança."Àqueles serviços, juntam-se o sistema de GPS ou Google Map, que permitem saber sempre onde estamos. Nós e os outros. E o Aqui Perto, informações sobre restaurantes, farmácias, etc., por localidades. As operadoras justificam que qualquer daqueles serviços pode ser retirado sempre que o cliente quiser e que não há interferência humana no tratamento da informação. Dados que apenas são disponibilizados a pedido dos tribunais e das autoridades policiais. Aliás, é na localização de pessoas desaparecidas que se tem revelado uma boa ajuda.


Qual é a vossa opinião?
Eu penso que esta é uma ferramenta bastante útil nos casos de crianças desaparecidas, se bem que a pessoa que leva a criança pode danificar o seu telemóvel ou cartão...
Os casos de crianças raptadas têm, em mim, um impacto avassalador: o que leva um adulto a destruir, de um momento para o outro, a vida de uma criança e da sua família? Mesmo que a criança seja encontrada, os danos psicológicos são irreversíveis, o medo subsiste e os pilares de uma relação de confiança ficarão com graves brechas.
Como é que os pais de crianças desaparecidas vivem o dia-a-dia, sem noticias, agarrados a uma esperança que, com o decorrer do tempo, se vai diluindo (ou talvez não)? Como é que estes pais lidam com o desassossego permanente das suas almas, com um coração que está sentido de amor misturado com saudade e desespero?
Este é, sem dúvida, um tema que daria pano para mangas.
Regressando ao tema do artigo do DN, relativamente aos outros casos, penso que esta medida poderá ser igualmente saudável se os pais a souberem gerir ponderadamente. É natural haver um dia ou outro em que a criança ou o adolescente não vá logo para casa depois das aulas. Penso que a questão da privacidade só se coloca se houver uma excessiva sobre-protecção dos nossos filhos, se todos os seus passos forem monitorizados com um “sei-o-que-fizeste-depois-das-aulas” e utilizarem o sistema móvel como moeda de “presta-atenção-porque-eu-estou-a-ver-te!”
Com efeito, o conceito de liberdade não se traduz num laissez-faire, laissez-passer, assentando antes numa base de autonomia e confiança. Com efeito, a criança necessita de explorar o mundo por si, sabendo no entanto que os pais estarão presentes para a auxiliar no que for necessário. É esta dualidade que vem reforçar um sentido de si positivo, expresso em relações interpessoais salutares, numa sólida auto-estima e num espírito criativo e feliz.
Como em tudo na vida, tudo exige ponderação e equilíbrio. Por conseguinte, sou a favor desta medida quando lida num contexto de confiança versus autonomia.

sábado, 12 de Abril de 2008

Porque é que será...

...que quando a bolotinha boceja, eu bocejo e, quando eu o faço, ela fica muito admirada a olhar para mim?!

Huuum, parece-me que o João-Pestana toma partidos :-)

De nós para vocês!

Recebemos um miminho muito ternurento da mamã da Gabriela, a Cátia (www.mamacatia.blogs.sapo.pt) e que muito queremos agradecer.

Este miminho é dedicado a todas vocês que nos lêem e que também nós temos o privilégio de vos acompanhar!

Era uma vez o frango...

Hoje ao almoço, a Joana provou pela primeira vez o sabor do frango, se bem que misturado com os legumes. E o resultado foi positivo, como podem ver na fotografia ao lado.

Já provamos o peru e a vitela, estamos agora no frango e depois só falta o borrego para começarmos a passar a carne juntamente com os legumes!

sexta-feira, 11 de Abril de 2008

11 de Abril

Faz hoje um ano em que eu e o pai vimos a nossa bolotinha pela primeira vez.
Como vos contei ontem, a minha primeira consulta de obstetrícia fora adiada do dia 30 de Março para o dia 11 de Abril, pelas 17:00.
Fui sozinha, acompanhada das minhas primeiras análises e da minha primeira ecografia, datada do dia 16 de Março, tinha a Joana pouco mais que 5 semanas.
Relativamente às análises estava tudo bem. O senão foi a ecografia...com efeito, a minha obstetra indicara uma ecografia com sonda e não uma ecografia pélvica. Ora, no dia 16 de Março, o ecografista realizou-me apenas o segundo tipo de ecografia, revelando a existência de um embrião (se bem que ainda muito pequenino) e de um saco gestacional. A questão é que a minha obstetra só via o saco gestacional e não o embrião...Caiu-me o mundo aos pés quando ela me disse não ser invulgar existir saco sem embrião. Não podia ser, eu tinha todos os sintomas de estar grávida! Quis manter a calma mas foi-me difícil. Confesso que as lágrimas teimavam em aparecer...não era possível, eu sabia que não era...
A médica, que ao longo de toda a minha gravidez foi uma excelente obstetra e também uma primorosa companheira, indicou-me que estaria de banco durante essa noite (estávamos numa quarta-feira) e, para desfazermos quaisquer dúvidas, aconselhou-me a fazer uma nova ecografia. Assenti e combinamos que eu estaria nas urgências obstétricas às 20:00.
Regressei a casa pesarosa. Lembro-me de estar a preparar o jantar e de chorar copiosamente. Ao mesmo tempo, queria afastar todo o receio que me envolvia para que o bebé não o sentisse. “Eu só quero ouvir o coração do meu bebé bater, só isso, só quero isso...”, dizia eu ao Pedro que me tentava consolar.
O meu apetite para jantar era pouco ou nenhum.
Pelas 20:00 chegamos ao HCD. Estávamos os dois ansiosos, pensativos, as palavras iam rareando à medida que os minutos passavam. Perguntei a uma enfermeira de serviço pela minha obstetra, ao que ela me respondeu que um parto de urgência estava a decorrer, pelo que teria de esperar mais um pouco.
Entretanto, a noite caíra. No meio do escuro, via as luzes dos candeeiros e, aqui e ali, as janelas de casas próximas.
O relógio marcava as 21:00, sentia-me exausta.
Até que, pouco depois das 21:30, ouço, no meio do silêncio da sala de espera, a obstetra chamar o meu nome. Levanto-me. Sinto o frio do receio mas consigo sorrir à medida que me encaminho para o gabinete. O Pedro vem comigo, também ele estava expectante.
“Então vamos ver o que temos aqui...!”, exclamou a minha obstetra, indicando-me uma marquesa onde me deitei. Revimos novamente a consulta, mais para conhecimento do pai, e a minha obstetra desliga as luzes do tecto. Respiro fundo e olho para o tecto. Volto a respirar fundo e olho pela janela, para o escuro ponteado de luzes de candeeiros e janelas. Exclamo para mim: “Vamos, bebé, eu sei que estás aí!”
Sinto o gel frio sobre o meu abdómen. Fecho os olhos com força. E, quando os volto a abrir, olho para o pequenino ecrã, onde vejo o dom mais maravilhoso da Mãe-Natureza:




“Não há dúvidas, está aqui!”, exclama a minha obstetra. “Olhem, tão giro, a mexer os pés e as mãos, conseguem ver?! Que fofinho...olhem, lá está ele outra vez a mexer!”
Os meus olhos encheram-se de lágrimas e toda eu estava naquele ecrã. O momento em que vi as mãozinhas e os pequeninos pés da Joana mexerem, a toda a velocidade, ficará para sempre gravado na minha memória. Eu e o pai rimo-nos, de felicidade, de êxtase...até a médica se entusiasmou e ficava deleitada a olhar para o ecrã!
“Agora vou tirar fotografias para vocês levarem para casa, as primeiras fotografias do bebé!”.
Foram tiradas três fotografias e, nessa mesma noite, eu e o Pedro enviamos uma para os nossos pais que, como podem imaginar, ficaram apaixonados pela neta que, dentro de 31 semanas, chegaria.No regresso a casa, tudo voltara a ter um outro aroma, um outro sabor, uma outra existência. E, nessa mesma noite, o amor pela nossa bebé pequenina, de 26mm, cresceu até ao infinito!

Da mamã Alice, com amizade

A mamã da Matilde, a Alice (www.umpaisemaravilhas.blogspot.com), presenteou-nos com um miminho muito ternurento e, sem dúvida, com uma mensagem cada vez mais importante, nomeadamente o cultivo da amizade.
As instruções seguem os seguintes passos:


1. Copiar o selo aqui ou no Gospel Gifts (http://gospel-gifs.zip.net);
2. Nomear 10 blogs amigos, visitando cada um deles e comunicando-os da nomeação.

Para mim, 10 blogs são muito poucos pois são muitas as pessoas que me são queridas e que, ao longo da vida deste cantinho, eu tenho tido o privilégio de conhecer e acompanhar.

Por isso, as “cartas” que eu tenho a entregar ultrapassam o número dos dedos da minha mão e, assim sendo, irei a cada um dos cantinhos entregar em mão este miminho tão especial!

quinta-feira, 10 de Abril de 2008

11 de Abril: uma antevisão

Faz amanhã um ano em que vi a Joana pela primeira vez, com 9 semanas e 2 dias.
Foi um dia deveras atribulado e inesquecível, que irei contar-vos amanhã!
Até lá, vamos retroceder um bocadinho no tempo...
Eu tinha a minha primeira consulta de obstetrícia marcada para o dia 30 de Março, pelas 16:20, tinha a Joana pouco mais de 7 semanas. Só que, à hora do almoço, estava eu tranquilamente a trabalhar, quando sou acometida por uma tontura bastante forte. Naquele momento senti-me desmaiar e lembro-me de ter chamado por uma colega minha que prontamente fez-me deitar no chão e beber água com açúcar. Instantes depois, vejo a quase totalidade do open-space à minha volta, a saber se eu estava bem e/ou se precisava de alguma coisa. Eu só estava bem deitada, verdade seja dita e, à mínima tentativa de me erguer, via tudo a girar...por conseguinte, foi com algum esforço que duas pessoas me ajudaram a sentar numa cadeira, enquanto eu telefonava ao Pedro.
Enquanto ele não chegava, o meu supervisor (na altura a esposa dele estava no final da gravidez...) ajudou-me a descer as escadas até à recepção, onde eu fiquei sentada à espera que do Pedro. Quando ele me viu disse que eu estava translúcida...eu tremia, sentia frio, sentia calor e tinha uma vontade incontrolável de vomitar. Foi o Pedro que me levou para o carro, pois era pouca a força que eu tinha nas pernas...meu Deus, sentia-me um farrapo!
Infelizmente, não fomos a tempo de ir para o HCD, local que eu elegera e elegi para ser seguida. Pelo caminho, vomitei tudo e mais alguma coisa: o carro, eu, o Pedro, ficou tudo numa lástima...começo a tremer mais, a cabeça ameaça explodir e eu sinto o Pedro e dar meia volta, colocar os quatro piscas e seguir a toda a velocidade para o HSFX, o hospital que, naquele momento, se encontra mais próximo.
Foi com prontidão que efectuaram a minha ficha de inscrição e me sentaram numa cadeira de rodas, levando-me para as urgências de obstetricia. Entretanto, quem conduzia a minha cadeirinha, encostou-me algures no hall e desapareceu...eu, que ao mínimo movimento de cabeça via tudo girar, encontrei-me sozinha num corredor onde só ouvia vozes ao longe. Tudo me incomodava: sons, luzes...até que ergo um pouco o olhar e vejo uma senhora que deveria estar a acompanhar alguém. Peço-lhe para chamar uma enfermeira porque eu estava a sentir-me francamente mal e com vontade de vomitar novamente...
Pareceu-me uma eternidade a chegada da enfermeira, que me levou para um quarto com duas marquesas. Depois das perguntas de diagnóstico (para as quais eu, francamente, não tinha qualquer disposição dada a recorrência de vómitos que me assaltavam nessa altura), colocaram-me a soro. A meio da tarde, fiz análises ao sangue e, pouco tempo depois, à urina. Pois acreditam que tive que ser eu, pelo meu próprio pé, a ir à casa-de-banho com o tripé do soro atrás?! Esperava, pelo menos, alguma ajuda, por pequena que fosse, pois sentia-me debilitada. Entretanto, com o esforço de andar com o tripé, notei que um dos tubos do cateter ficara entupido de sangue, já tinha eu regressado da casa-de-banho. Tento chamar uma enfermeira mas em vão. Não tinha qualquer dispositivo sonoro à minha disposição, guiava-me apenas pelos passos que ouvia no corredor e, às tantas, já estava de tal maneira desesperada que chamava pelo meu marido. Ninguém me acudia, como era possível?! Finalmente, entra uma enfermeira que recolhe a minha amostra de urina, trás os resultados das análises ao sangue (tudo bem) e desentope o tubo do cateter...peço para poder ver o meu marido. Nem uma resposta me devolve. Fiquei indignada mas remeti-me ao silêncio. E assim fiquei a tarde inteira, num quarto que me parecia isolado do mundo. Penso que devo ter dormitado pois, quando entra uma médica obstetra no quarto, sinto-me algo melhor. Todas as análises estavam bem, daqui a nada iria comer um iogurte e, caso continuasse estável, teria alta. Fiquei tão feliz! Finalmente, iria sair dali. O senão era que a hora da minha consulta no HCD já tinha passado...bem, teria que a remarcar.
Passada cerca de meia hora, entra uma nova paciente no quarto onde eu estava. A cortina que separava as duas marquesas é corrida e eu só ouço um “Deite-se, vou dar-lhe este comprimido e quando vir que está a perder sangue avise-me...”. Fiquei atónita...mas onde é que estava a privacidade à qual todas nós temos direito?! Mais tarde vim a saber, pelo Pedro, que a senhora que entrara tinha perdido os seus gémeos aos 3 meses de gestação...
Eram cerca das 17:30 quando tive alta. Suspirei de alivio quando, já pelo meu próprio pé, me dirigia para o carro.Eu tenho conhecimento de algumas mamãs que tiveram os seus filhos no HSFX e que ficaram com uma excelente impressão do atendimento e acompanhamento. Infelizmente, creio que o meu caso foi uma excepção...mas, passando à frente, a minha consulta de obstetrícia ficara agendada para o dia 11 de Abril, pelas 17:00...e amanhã saberão como correu e como é que eu vi a Joana pela primeira vez!

As vacinas

Ontem, por volta do meio-dia, a Joana recebeu a segunda dose das vacinas Prevenar e MenC. Enquanto esperávamos que nos chamassem, a Joana não quis estar no ovo, preferindo vir para o meu colo e, de pé em cima das minhas pernas, observar o que a rodeava.
No entanto, a boa disposição passou logo que a bolotinha recebeu a primeira pica. Custa-me sempre muito começar a vê-la ficar vermelha, fechar os olhos e desatar num pranto inconsolável. Desta vez, no meio das lagriminhas dela, ouvi um “Ma...ma”, sílabas estas que eu tenho presenciado há já algum tempo quando ela chora ou quer chamar a atenção. Abracei a cabecinha dela, enchia de beijinhos enquanto também eu fechava os olhos de quando a quando...agora as próximas vacinas terão lugar em Maio, aquando da nova consulta de pediatria da Joana.
Durante a meia hora que aguardamos por possíveis sintomas secundários gravosos, a Joana bebeu a quase totalidade de um biberon, se bem que, aqui e ali, chorasse um bocadinho. Durante a tarde de ontem fez um soninho muito bom e, por ora, tem estado relativamente bem. Um bocadinho mais irritada, talvez, um apetite menos expressivo, mas nada de mais.
Durante a meia hora de espera que vos falei acima, não pude deixar de reparar num casal que estava perto de mim e da Joana, vindos de uma consulta. A mãe estava muito preocupada com a descida de percentil do seu filhote, que deveria ter mais um mês ou dois que a Joana. Segundo ela, o filho estava no P5, acrescentando “isto não está bem, não compreendo esta descida...temos que lhe dar mais papa...os filhos das minhas amigas estão todos na média ou acima da média, este é que desce...”. Notei alguma desilusão nas palavras desta mãe, o que me deixou algo constrangida. O pai, esse, tentava sempre desdramatizar a preocupação da mãe, dizendo: “Deixa lá, ele está óptimo...pronto, em vez que crescer, encolhe, é um liliputianozito...e logo a altura que era o teu orgulho...vá, não fiques assim!”
Confesso que estive tentada a confortar aquela mãe mas não o fiz porque, pelas expressões faciais dela, poderia ser mal interpretada.
Concerteza que todos nós, pais, temos alguma curiosidade em saber em que percentil se situa o nosso filho, se está acima da média, se na média, se abaixo.
Como refere o Dr Mário Cordeiro, n’ “O grande livro do bebé”, os percentis não são medidas absolutas, importando antes o seguinte:

* “Os vários percentis do bebé estão mais ou menos em sintonia? Ou seja, especialmente o peso e a estatura estão equivalentes? (embora possa haver pessoas mais pesadas sem serem gordas e pessoas mais leves sem serem magras);

* O bebé tem tido uma evolução regular, sem se desviar rapidamente em muitos degraus da escala? O cruzamento de curvas de percentis só tem significado se for muito rápido e apenas num parâmetro, ou se for muito grande;

* O percentil do bebé está acima do 95 ou abaixo do 5? Quando assim é, ainda estamos na normalidade, mas acima do 97 e abaixo do 3 (que as nossas curvas não contemplam) a probabilidade de poder existir uma doença é maior, embora ainda minoritária (estamos a falar de probabilidades e não de certezas!)”.


Por isso mesmo, os percentis são auxiliares de leitura do desenvolvimento do bebé e não certezas absolutas! O ideal é um saudável e equilibrado desenvolvimento da criança pois ficarmos presos a números, a estatísticas, só atrapalha!

quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Seis melodias, um desafio!

Ontem recebi um desafio musical da mamã da Leonor, a Tanita (www.eamanhaehoutrodia.blogspot.com), desafio esse que consiste em enumerar seis (e apenas seis!) músicas que marcaram a minha vida até hoje.
Pois bem, vamos lá:

* We all stand together, Paul McCartney: uma música da minha infância. Lembro-me perfeitamente de ficar fascinada a olhar para os sapinhos, para a sereia e para o ursinho Ruppert!;
* One moment in time, Whitney Houston: pela mensagem de perseverança que transmite;
* We are the world, USA for Africa: sempre que ouço esta música fico arrepiada. O que me sensibiliza nela é o espírito de união, tolerância e ajuda que deveria existir entre os povos;
* Imagine, John Lennon: pelo facto da sua lírica ser cada vez mais actual;
* Barcelona, Freddy Mercury e Montserrat Cabellé : os Queen foram emblemáticos em toda a minha adolescência mas escolho esta música porque foi uma das últimas actuações do Freddie Mercury e também por o dueto com a Montserrat Caballé ter sido arrebatador;
* Kiss from a rose, Seal: foi a música que marcou a minha entrada enquanto noiva e, anteriormente, uma música que acompanhou todo o namoro.

Passo-vos as notas musicais para comporem a vossa pauta!

O que andou a bolotinha a fazer...

...para acordar esta manhã atravessada na cama e toda destapada?!Quando ela se começar a sentar ou a tentar pôr-se de pé vamos ter que erguer as grades da caminha. Por ora, ainda temos a metade a grade que está mais perto do meu lado da cama.

Daqui a algum tempo, toca a subir a fasquia!

terça-feira, 8 de Abril de 2008

Novos sabores

Ontem a Joana iniciou o feijão-verde em substituição da alface e hoje foi a vez do caldo de peru dar lugar ao de vitela.

Parece que temos mais uma fórmula de sucesso!



E dos 180 ml de sopa sobrou...quase nada!

Maestro...!

Como vos contei anteriormente, a Joana, quando deitada, adora erguer as pernitas e, no passado fim-de-semana descobriu a beleza infinita dos seus pés.Pois bem, agora é ela quem marca o ritmo do ginásio da Chicco: com ambos os pés, toca na roda musical que despoleta várias músicas. É vê-la fazer girar a rodinha para uma música e outra e outra...!

segunda-feira, 7 de Abril de 2008

A boa-nova da minha gravidez...

...teve lugar há precisamente um ano, no final de um almoço em casa dos meus pais, no Porto.
Depois de trocar um olhar cúmplice com o Pedro, que estava sentado à minha frente, começo por dizer “E agora...temos uma coisa muiiiito importante para vos dizer!”
Tinha este segredo bem guardadinho dentro de mim, à espera de ser desembrulhado quando fosse visitar os meus pais. Nem imaginam a ansiedade que se apoderou de mim durante a semana que antecedeu a nossa ida ao Porto. Eu queria contar logo mas, por outro lado, não queria que fosse ao telefone...assim, aguentei firme e, nesse sábado, já tinha todas as palavras preparadas. Só que, no momento-chave, emocionei-me e as palavras transformaram-se num chorar a rir! Foi mais forte do que eu, finalmente toda a emoção, toda a magia estava ali. Parece que o mundo parou e que só existíamos eu, o Pedro, os meus pais e a Joana. Olhei para a minha mãe e vi que ela tinha os olhos brilhantes: “Eu bem andava desconfiada...quando me disseste que tinhas enjoado os iogurtes de banana eu achei muito estranho! Mas que bom, mas que bom...e então de quantas semaninhas estás?”
Na altura estava com oito semanas, sensivelmente, e de facto, uma das coisas que me fez suspeitar de que estaria grávida foi ter enjoado os meus iogurtes preferidos. Desde sempre que adoro iogurtes de banana, independentemente da marca...ora, ter mudado de um sabor que adorava para outro que não reunia a minha preferência de todo (falo do sabor a morango), levantou algumas suspeitas!
Olhei para o meu pai, uma pessoa com um coração maior que ele mas que raramente chora. Encontrei-o emocionado, com as lágrimas nos olhos, a tentar encontrar as palavras que pudessem exprimir a esmagadora felicidade que sentia ao saber que, dentro de alguns meses, seria avô...francamente, nunca o vira tão feliz!
É verdade, ri, chorei, chorei e ri, abraçada aos meus pais e ao Pedro...
Pouco tempo depois, estávamos todos sentados no sofá a ver um livro que a minha mãe comprara quando esteve grávida de mim, um livro que ilustrava a evolução do corpo humano...e, com oito semanas, vi a fotografia de uma mãozinha linda, ainda com os dedos pouco definidos, e pensei na vida que estava dentro de mim. Uma vida dentro de outra vida. Dois corações, duas pessoas, um mesmo amor.
E, nessa mesma tarde, eu e a minha mãe fizemos as primeiras comprinhas para a Joana: duas chuchas da Chicco, dois biberons da Bebéconfort e um body da “Laranjinha”. Como ainda não sabia o sexo do bebé, embora suspeitasse desde o início que fosse uma menina, optei por comprar as chuchas e o body em cores neutras.No dia seguinte, domingo, demos aos pais do Pedro a boa-nova, antes do tradicional jantar de família que tem lugar neste dia. Obtivemos muitos parabéns e muitos abraços e, a partir desse dia, eu,
o Pedro e a Joana começamos a ser uma família para o mundo. Para sempre!

Manchinhas...? Onde?!

Hoje a Joana acordou definitivamente melhor e passou muito bem o dia, palrando e sorrindo, fazendo curtos soninhos e comendo melhor a sopa do que a papa, verdade seja dita!
Quanto às três manchas vermelhas que a bolotinha ontem apresentava na nuca, já só resta uma, que diminuiu de tamanho e cuja cor se encontra igualmente mais esbatida.
Tudo conduz para que as manchinhas tenham sido fruto do tempo mais quente e não de uma possível alergia ao peru...suspiro de alívio!


Agradeço a vossa atenção e carinho, como sempre fico inundada pela vossa ternura :-)

Olha os pés!

Este fim-de-semana a bolotinha começou a observar com toda a atenção os seus pés, virando-os e cruzando-os, enquanto eu lhe mudava a fralda.
Ela adora estar de pernoca para cima (de vez em quando até coloca a mão sobre um dos joelhos!) e agora parece que inauguramos um “Olá, pés!”
Achei tanta piada ao olhar dela, um misto de curiosidade e fascinio: “Agora ponho o pé assim e agora assim...ficam bonitos de todos os ângulos que os vejo!”

domingo, 6 de Abril de 2008

Dói-Dói Trim-Trim & Pediatra

O Domingo começou para nós às 06:30, com uma bolotinha aborrecidita, estado de espírito este que se manteve durante todo o dia. Hoje não foi, de facto, um dia “sim” em termos de alimentação e de sono.
Há já alguns dias que temos notado que a Joana apresenta um certo desconforto nas gengivas, querendo levar tudo à boca para trincar, inclusive os seus próprios dedos e os nossos. A baba aumentou de intensidade (se bem que ainda não é necessário colocarmos-lhe um babete) e a gengiva inferior apresenta-se ligeiramente mais espessa mas não vermelha.
Para o efeito, hoje decidimos comprar-lhe duas argolas de dentição da Nuk, que esterilizamos e colocamos no frigorífico pois o frio alivia a comichão das gengivas. E a Joana gostou de as trincar e de as fazer deslizar pelos maxilares de um lado para o outro.
Até então tínhamos recorrido a uma tartaruga cujas patinhas têm diferentes relevos e também à chucha, que a Joana trinca com afinco (afinal a chucha tem alguma utilidade para a bolotinha!).
No entanto, a tarde conheceu uma ligeira pioria da sua disposição: a sopa e a papa não a conquistaram muito e, os seus curtos soninhos, eram interrompidos por um choro agudo e súbito, sendo que a Joana esticava-se muito e ficava vermelha de fazer força, como se tivesse dores no baixo-ventre. Sem dúvida que a introdução de novos alimentos na dieta da Joana veio alterar-lhe a flora intestinal, pelo que começamos desde logo a oferecer-lhe mais água para evitar a obstipação.
De um modo geral, a bolotinha não estava bem ao colo (estranhamos), nem deitada, nem na espreguiçadeira, nem sentada; a meio da tarde chegamos a ir passear com ela de carro, o que a ajudou a adormecer, mas tal foi por pouco tempo. Quando chegamos a casa, a única posição que a Joana aceitava era ficar sentadinha no meu colo, com a cabeça encostada ao meu peito e os dedos na boca. Tão quietinha que, novamente, estranhamos. Ela que é toda observadora e energética...
Ora, depois do banhinho, notei a presença de três grandes manchas vermelhas na nuca, do tamanho de moedas de vinte cêntimos. Chamei o pai e decidimos contactar o Dói-Dói Trim-Trim. Tivemos um atendimento excelente, tendo sido realizado um diagnóstico exaustivo por parte da enfermeira que nos atendeu e que, posteriormente, nos colocou em espera por breves instantes para consultar a opinião de um pediatra.
Faço aqui um parêntesis para acrescentar que ontem, dia em que introduzimos o caldo de peru, notamos a presença de umas pequeninas borbulhas na zona da nuca, que eu associei ao tempo mais quente e a uma possível transpiração nesta região. No entanto, depois do banhinho de hoje, as borbulhas tinham aumentado exponencialmente de tamanho, não apresentando contudo grânulos ou pus.
Com 37,5º de temperatura, medida no rabinho, a enfermeira do Dói-Dói Trim-Trim aconselhou-nos a dar à Joana um Ben-u-ron e a consultar de imediato a pediatra pois poderia ser o caso de estarmos perante uma reacção alérgica ao peru.
Quanto à vinda dos dentitos, foi-nos recomendado o gel “Pansoral”, a aplicar nas gengivas da Joana com movimentos suaves. Trata-se de um gel à base de camomila e alteia, duas plantas que contribuem para acalmar afecções da cavidade bocal.
Depois de termos contactado o Dói-Dói Trim-Trim, telefonamos à pediatra da Joana que nos sossegou, afirmando que as manchas vermelhas na nuca se devem ao tempo mais quente. Por conseguinte, não retiramos o peru da sopa da Joana, a não ser que as manchas piorem de tamanho ou aspecto. Assim, estaremos alerta para estas manchas e manteremos a pediatra informada.
No momento em que escrevo este texto (são quase 22:00), a bolotinha adormeceu após ter bebido 60ml de um biberon de 150ml. Não é muito mas hoje o apetite dela esteve, também ele, doentito.

Espero que ela tenha um soninho reparador e que amanhã já esteja melhor, tanto de apetite como de disposição e que as manchas desapareçam. Dorme bem, meu amor!

O primeiro sabor da carne

Ontem ao almoço, a Joana comeu a sopa de legumes com o primeiro caldo de carne, nomeadamente 20grs de um peito de peru.
Assim, quinze dias após a introdução da sopa de legumes, tivemos indicação da pediatra para cozinhar os legumes com a carne (que poderá ser frango, peru, borrego ou vitela), retirando-a no final da cozedura para, de seguida, reduzir tudo a puré.
Nas primeiras colheres, a Joana estranhou um pouco, mas não rabujou...senti-a apenas indecisa, como quem se questiona: “Huuum...será que gosto ou não?!”
Considerei o balanço positivo: dos 180ml de sopa, a Joana deixou pouca quantidade no prato.
No fim, era sopa por todo o lado, inclusive no meu ombro! Normalmente, opto por colocar um avental quando sento a Joana no meu colo para comer a papa ou a sopa à mesa de refeições. São preciosos auxiliares uma fralda de pano, um babete grande, um copinho com água (ofereço água à Joana a meio da refeição) e ainda um boneco para a entreter. O que a bolotinha adora fazer sempre que vê a colher aproximar-se é agarrar o meu pulso com as suas duas mãozinhas! Não, não é para afastar a colher, mas antes para ter a certeza de que a sopa ou a papa não fogem :-)
No entanto, nem tudo são rosas: por vezes, há dias em que a Joana está mais rabugenta e aí o pai entra em acção – com a bolotinha ao colo, vira-a para mim e eu, também de pé, vou fazendo aviõezinhos com a colher.


E, na passada quinta-feira, a bolotinha, depois de 150ml de papa, ainda fez um biberon de 120ml de leite...isso é que foi um senhor-apetite!



O rescaldo da primeira sopa com sabor a carne

sábado, 5 de Abril de 2008

Meiguices...


Os bebés prematuros e a alimentação

É com regularidade que eu visito o portal “Médicos de Portugal” (www.medicosdeportugal.iol.pt), pois aqui encontro muitos artigos interessantes sobre o desenvolvimento infantil.

O mais recente tema versa sobre a alimentação de um bebé prematuro.


Segundo a comunidade médica, um bebé prematuro é aquele que nasce antes das 37 semanas de gestação. De um modo geral, o desenvolvimento dos seus intestinos e sistema nervoso processa-se mais lentamente. De acordo com a Dr.ª Teresa Tomé, Presidente da secção de neonatologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), “quanto menor for o número de semanas, maior o número de complicações que podem surgir, sobretudo relacionados com a nutrição”.De facto, para um bebé prematuro, é muito complicado mamar ou ingerir o leite. “Estes bebés ainda não têm capacidade de chupar e de deglutir. A coordenação de sucção e deglutição é mais tardia”, afirma a pediatra. Apesar dos bebés prematuros nascerem fora do tempo estipulado, podem ser crianças perfeitamente saudáveis, não devendo os pais entrar em pânico com esta situação mas sentirem-se parte do processo de recuperação e crescimento dos mesmos. Os recém-nascidos prematuros necessitam de mais nutrientes do que os de termo. “Estes bebés têm de manter o ritmo de crescimento que tinham na vida intra-uterina”, explica Teresa Tomé. Inicialmente, numa primeira fase de internamento do bebé, “a nutrição faz-se por via intra-venosa". A isto chama-se alimentação parentérica, direccionada para a circulação. Em simultâneo, pode optar-se pela alimentação entérica, onde se acrescenta um pequeno volume de leite, de forma a estimular o intestino do bebé. “Na alimentação entérica, é idealmente preferido o leite materno”. Como os bebés não podem ir ao seio mamar, “a mãe extrai o leite, coloca no biberão e dá-se ao bebé através de uma sonda”. “Tanto para os bebés prematuros como para os bebés de termo, o leite materno é o ideal”, afirma a pediatra. São conhecidos vários suportes ao aleitamento materno, quer nos centros de saúde, quer em ambiente hospitalar.“O leite materno ultrapassa as vantagens nutricionais, dado que é extremamente importante do ponto de vista psicológico. Há evidência científica que indica que o leite materno diminui mais tarde a ocorrência da obesidade e das doenças comuns, como por exemplo, a diabetes e a hipertensão”, explica Presidente da secção de neonatologia da SPP. Não é pois de estranhar que haja quem afirme que o leite materno é um verdadeiro seguro de saúde. A alimentação através do leite materno permite ainda estimular o contacto físico entre as mães e os seus filhos. “Uma vez que o bebé está internado, o leite materno vai fazer com que as mães se sintam uma parte útil do crescimento do bebé enquanto está internado”, explica Teresa Tomé. A mãe transmite, assim, factores biológicos que constituem enormes defesas para o bebé. A partir das duas semanas, “o bebé começa a tomar um suplemento de ferro e um suplemento vitamínico. Por vezes, é também necessário suplementar o leite materno com um reforço nutricional. Normalmente, há uns produtos intitulados fortificantes do leite materno que vão reforçar a composição desse leite, no que respeita à aquisição de vitaminas e proteínas, de forma a garantir um melhor crescimento”, fundamenta Teresa Tomé.Ainda não são conhecidas as necessidades ideais para o bebé crescer. Por outro lado, sabe-se que “o bebé tem de crescer bem, através de boas escolhas nutricionais”. Actualmente, a Organização Mundial de Saúde preconiza o aleitamento materno em exclusivo, até aos seis meses, se possível. “Defende ainda a manutenção do aleitamento materno, não exclusivamente, até aos dois anos”, conclui a pediatra.

sexta-feira, 4 de Abril de 2008

E porque hoje é sexta-feira...

...eis uma curiosidade acerca dos nomes dos dias da semana, nomes esses que foram criados em função dos planetas, do Sol e da Lua:

Dies Solis (dia do Sol): Domingo
Dies Lunae (dia da Lua): Segunda-feira
Dies Martis (dia de Marte): Terça-feira
Dies Mercuri (dia de Mercúrio): Quarta-feira
Dies Lovis (dia de Júpiter): Quinta-feira
Dies Veneris (dia de Vénus): Sexta-feira

Dies Saturni (dia de Saturno): Sábado
Votos de um bom fim-de-semana para vocês!

As birras

Quem não as conhece?!
Ontem ao serão estive a ler um artigo sobre as birras no portal “Canal Bebés” (
www.bebes.clix.pt) e decidi compilar aqui as ideias centrais desse mesmo artigo.
Uma criança que não está acostumada a ouvir “não”, pode crescer sem capacidade para resistir às frustrações. Habituada a ter tudo o que quer, não entende porque é que, a partir de certa altura, o mundo deixou de girar à sua volta e ela já não consegue o que quer com tanta facilidade.


O que é que pode causar uma birra:

* Uma predisposição genética, cansaço ou fome;
* Uma frustração incontrolável ou grande aborrecimento ou um teste à sua própria vontade e individualidade;
* Choque de personalidades entre a criança e a pessoa que está a cuidar dela ou inveja de outras crianças ou de determinadas situações;
* Não saber o que quer, uma vez que tem tudo e a escolha torna-se difícil ou então revolta por a deixarem fazer tudo o que lhe apetece e a escolha tornar-se complicada ou ainda revolta por não a deixarem fazer nada, por estar demasiado controlada e só ouvir “nãos”;
* Ser uma criança doente, as pessoas deixam-na fazer o que quer sem se aperceberem que ela também e, até mais do que as outras crianças, tem de aprender a lidar e controlar as suas emoções;
* Problemas na família que a criança naturalmente não compreende e que a afectam;
* Ambientes pouco indicados para a criança: com muito barulho, confusão e stress ou então demasiado silenciosos;
* Uma forma de experimentar chamar a atenção dos adultos ou de conseguir o que quer.

Como lidar com as famosas birras...

Mantenhamo-nos firmes, não cedendo à birra e ensinando a criança a lidar com as suas próprias emoções. Procuremos, acima de tudo:
* Mantermo-nos calma, evitando discutir, expondo as razões que nos levam a tomar uma dada atitude;
* Sermos honestas e falar abertamente com o nosso filho acerca da birra e do que a está a provocar;
* Deixá-lo sozinho ou ignorá-lo quando a reacção que tem não for a melhor, dizendo-lhe isso mesmo e facultando alternativas;
* Dizer “não” quando tiver de ser e mantê-lo enquanto acharmos necessário e não ralhar ou bater, uma vez que isso não ajudará em nada o nosso filho, apenas contribui para aumentar a intensidade e a frequência das birras;
* Sermos sensatas nos horários que lhe impomos, preparando-o aos poucos para comer ou tomar banho
, depois da brincadeira. A rotina ajuda a evitar birras;
* Fazê-lo ver o que perde por estar a fazer birra e não lhe dar ideias para fazer birras, procurando distrai-lo e ensiná-lo a canalizar a sua energia para coisa úteis;
* Evitar as perguntas que tenham um não como resposta imediata, como por exemplo “Queres ir dormir?” e brincar com ele dando-lhe toda a sua atenção sempre que se porta bem, por forma fazer ressaltar a grande diferença que existe entre o portar-se bem e o fazer birras;
* Elogiar o bom comportamento do nosso filho e demonstrar-lhe o nosso apreço e gosto que tal se verifique mais vezes.

De facto, pais meigos e compreensivos criam crianças meigas e compreensivas. Por vezes não é fácil, mas a paciência cultiva-se no dia-a-dia, bem como a formação do nosso filho!

quinta-feira, 3 de Abril de 2008

A abóbora

Foi hoje a rainha da sopa da Joana e o resultado foi bastante positivo!

A bolotinha comeu a sopa por volta das 13:30, o que coincidiu com a minha hora de almoço e, por isso, assisti a uma filhota que comeu a sopa toda :-)



Huuum!

Hora de almoço prolongada = compras!

Pois é, ontem aproveitei uma hora de almoço prolongada para fazer algumas compras para a minha bolotinha.
Comprei-lhe mais alguns babygrows para 6 meses, condizentes com o tempo fabuloso que tem estado, e deparei-me com uma disparidade de tamanhos gritante: se, para umas marcas, os babygrows para 6 meses correspondem a uma determinada estatura, para outras já a estatura é maior ou menor...de facto, há dias comprei dois babygrows para 6 meses que terei que trocar pois deixam à zona do pezito pouca liberdade de movimentos. Os que eu comprei hoje já lhe estão óptimos, felizmente. Por isso, mamãs, guardem sempre os talões de compra e nunca retirem as etiquetas das roupas antes de as experimentarem nos vossos filhotes pois pode acontecer terem que as trocar!
Para além dos babygrows, comprei um conjunto de três babetes grandes, óptimos para serem sujados com papa e com sopa!
Por último, trouxe dois brinquedos comigo: um livrinho em tecido e uma lagartinha musical da Chicco.
O livrinho retrata vários animais domésticos e da quinta, é muito colorido e fofinho. A primeira reacção da Joana quando lhe dei o livrinho foi levá-lo à boca e, de seguida, trincar a argola cor-de-laranja que se encontra no topo da lombada do livro!
A lagartinha tem cinco patinhas multicolores e, no seu corpo, três núcleos de tecido que, quando pressionados, emitem uma melodia distinta. Com a lagartinha, a Joana adora segurar na pega que se encontra no topo do corpo do bichito e abaná-lo com força para a frente e para trás!

Ainda estive a “estudar” as argolas de bonecos para colocar no ovo (e, futuramente, na cadeirinha) do carro mas não encontrei uma suficientemente apelativa...fica para breve!


Os babetes. A bolotinha também tem uns plastificados, que são igualmente úteis quando o bebé inicia a diversificação alimentar



O livrinho



A lagartinha

quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Gestos

Adoro quando, ao fim de um dia de trabalho, coloco a Joana no ovo, dou-lhe um beijinho e ela, com os seus dedinhos da mão, toca na minha face!

É uma festinha muiiito especial na mãe :-)

Mãe,compra-me uma bicicleta!

Provavelmente, ouvirei este pedido da bolotinha daqui a largos meses mas, inspirada no tempo fabuloso que começa a fazer sentir-se (shiiuuu, chuva, é para ficares longe!), pensei nos agradáveis passeios de bicicleta, ao fim-de-semana, num calçadão à beira-mar.
Ora, que pontos deveremos seguir na compra de uma bicicleta para os mais pequenos?
Eis algumas sugestões da Deco:

* Urge levarmos connosco o futuro ciclista, para verificar se este se adapta bem à bicicleta. Para uma postura correcta, a criança não deve estar nem muito direita, nem muito curvada; ao pedalar, os joelhos não devem tocar no guiador, nem subir muito.
A titulo indicativo, podemos guiar-nos pela seguinte tabela:

Número da Roda Altura da criança
10 0,80-1,05
12 0,90-1,10
14 1-1,15
16 1,05-1,20
20 1,20-1,30
24 1,30-1,55
26 ou mais Mais de 1,60


*Uma bicicleta com cinco velocidades é o ideal. O sistema gripshift é o mais prático, pois a mudança das velocidades faz-se no punho;
*Há que verificar se o selim, o guiador e as manetes das mudanças são reguláveis. Só assim poderá adaptar-se a bicicleta ao crescimento da criança;
*O sistema de travões deverá ser do tipo cantilever, mais seguro e fácil de limpar;
*As mudanças devem ter uma protecção: em caso de queda, pode evitar maiores danos na bicicleta;
*Para não ser necessário fazer muita força ao pedalar, os pneus estreitos são os melhores, de preferência com uma faixa central lisa;`

*Quanto a acessórios de segurança, não nos esqueçamos do capacete e dos reflectores traseiros nos pedais e nas rodas.

Relativamente ao capacete...

*Para ter uma ideia do tamanho correcto (em centímetros), podemos medir o diâmetro da cabeça da criança com uma fita métrica;
*O modelo deverá ter cores vivas ou bandas reflectoras, para ser visto na estrada;
*É importante a criança experimentar o capacete antes da compra, pois este deve aderir bem, sem apertar ou comprimir a cabeça. Deve, ainda, ficar na mesma posição quando a criança se inclina ou abana a cabeça;
*O fecho não pode abrir-se inesperadamente. Para nos certificarmos de que tal não acontece, forçamos um pouco a correia. Contudo, a criança deve conseguir abri-lo apenas com uma mão;
*Uma protecção especial ao nível do queixo evitará que a pele da criança fique entalada quando se aperta o fecho;
*Após uma queda ou choque violento, há que comprar outro capacete. Poderemos não notar danos, mas a capacidade de absorção do choque pode já não ser suficiente para proteger a cabeça...




Lembro-me dos meus primeiros passeios de bicicleta, primeiro com as rodinhas, e depois sem as mesmas, conquistando o meu equilíbrio, graças a uma colega de colégio chamada Joana. Nunca mais me esquecerei da minha primeira passeata sem rodinhas: estávamos no Verão, perto do jardim da Praça Velásquez, no Porto, e a minha bicicleta era verde e branca...foi tudo tão rápido que, quando dei por mim, estava a pôr os dois pés no chão!

terça-feira, 1 de Abril de 2008

A mamã Sara

Esta tarde tive o enorme prazer de conhecer a mamã do André e do Salvador, a Sara, (www.maeprincesa2.blogspot.com), que é uma mamã excepcional e muito simpática!

Como trabalhamos perto, combinamos um breve encontro a meio da tarde, onde eu tive a possibilidade de ver o Salvador, um amor de bebé :-)

Upa!

Desde o final da semana passada que noto que a bolotinha faz uma força enorme para a frente, quando sentada na espreguiçadeira: afasta as costas da mesma, como que querendo sentar-se. Já colocamos as costas da espreguiçadeira mais direitas mas, de quando a quando, lá está a Joana a querer “levantar-se”.

Felizmente, há já algum tempo que lhe colocamos o cinto, caso contrário a bolotinha deslizava pela espreguiçadeira rumo ao chão...