segunda-feira, 31 de Março de 2008

A desidratação

Como saber se o meu bebé está desidratado?Se o nosso bebé está desidratado isso significa que ele está a perder o muitos líquidos ou não está ingerindo o suficiente.
As causas de uma desidratação são, geralmente, febre, vómitos, calor excessivo ou diarreia.


Urge contactarmos o pediatra do nosso filho se ele apresentar as seguintes características:

• Não urinou durante o dia;

• A urina apresenta uma cor escura (concentrada);

• Ele fica rapidamente cansado;

• Boca e lábios estão secos;

• Quando chora, não derrama lágrimas.


O que pode estar a provocar a desidratação e como a evitar?

Febre: a febre está entre as causas mais comuns da desidratação. Quando o nosso bebé tem febre, ele sua e a água evapora através da pele, diminuindo o corpo a sua temperatura. Normalmente, um bebé desidratado respira mais rápido do que o normal, também fazendo com que o corpo elimine líquidos através da respiração. É surpreendente a quantidade de líquidos que uma criança pode perder quando está com febre. Para cada grau que a sua temperatura se eleva após 38ºC, ela pode perder até 12,5% da percentagem de líquidos no seu corpo. Por isso, há que oferecer bastantes líquidos ao bebé!;

Calor excessivo: os riscos de desidratação aumentam no Verão. E a maior causa é a diarreia causada por vírus e alimentos contaminados.Importa termos muito cuidado com os alimentos, colocando-os sempre no frigorifico e nunca dar nada que tenha estado exposto ao sol por mais que 3 horas ao bebé.De igual modo, uma actividade excessiva durante um dia quente também conduz à perda de líquidos.Do mesmo modo, é importante que as divisões onde o bebé se encontra estejam frescas e não abafadas;

Diarreia: os bebés com diarreia precisam de um cuidado especial, pois a desidratação pode avançar muito rapidamente.

Há que levar o nosso filho imediatamente ao
médico se ele apresentar saliva densa, estiver pálido e com olhos fundos ou com a fontanela afundada;
Vómitos: viroses e infecções virais podem causar vómitos. Se o nosso bebé está a ter dificuldade em manter líquidos dentro do seu estômago, ele pode desidratar-se facilmente.

Mais sintomas da desidratação: a criança fica apática, com os olhos fundos, sem brilho e vigor. A pele fica acizentada ou pálida, seca, sem elasticidade e grossa. Sede intensa (ou falta dela) também é um indicativo da doença, bem como batimento cardíaco acelerado.

Como poderemos combater a desidratação?

Para além de algumas sugestões acima indicadas, deveremos oferecer ao nosso bebé água fervida arrefecida, a qualquer momento do dia, com especial ênfase para o antes, o durante e o depois das refeições.

Um novo sabor: Alface

E a sopa de ontem contou com um novo sabor: alface!
Assim, à “sopa-base” constituída por batata, cebola e cenoura, adicionamos duas folhas de alface lisa, previamente lavadas com Amukina.
Eis a nova sopa:




Eis o que sobrou...:



A bolotinha adorou!

domingo, 30 de Março de 2008

SOS Feridas

Como tratar feridas em bebés e crianças?

A este propósito, encontrei um texto muito útil no portal da Deco que aqui partilho com vocês:

"Limpar
Os arranhões, cortes, lacerações (rasgos de tecidos) e perfurações com objectos pontiagudos são as feridas mais comuns e também as mais fáceis de cuidar em casa. Antes de fazer os tratamentos, há que lavar bem as mãos. Se estiver a sangrar muito, pressionamos suavemente a zona afectada com uma compressa ou um pano limpo. De seguida, lavamos a pele à volta da ferida com água e sabonete, para evitar que a sujidade passe para o interior. Como o sabonete pode causar irritação, há que passar a ferida apenas por água da torneira, para reduzir a contaminação. Com uma compressa ou algodão sem fibras, retiramos a sujidade de dentro para fora da ferida e passamos por água novamente. Se quisermos jogar pelo seguro, podemos aplicar um anti-séptico e secamos a zona com um pano limpo.

Desinfectar com um anti-séptico
A iodopovidona é a substância mais eficaz contra todo o tipo de bactérias. Encontramo-la, por exemplo, em Betadine, Dinasepte, Ectodine e Septil. Por serem muito agressivos, não se recomendam a grávidas, mulheres que amamentem e crianças com menos de ano e meio. Os doentes com problemas na tiróide ou alérgicos ao iodo devem falar com o médico antes de começarem a usá-los.
Como segunda escolha, aparece a cloro-hexidina, presente no Bepanthene e Cytéal. Estes produtos anti-sépticos encontram-se à venda nas farmácias e não estão sujeitos a receita médica. Em geral, são bem tolerados e podem ser usados por grávidas e pessoas com alergia ao iodo. A sua eficácia contra as bactérias é inferior à da iodopovidona.

Ir ao médico
Urge dirigirmo-nos ao hospital, se:
- a ferida for larga e profunda, mesmo que sangre pouco. Pode precisar de levar pontos;
- houver um tecido branco ou uma camada de gordura expostos;
- a ferida mostrar sinais de infecção, como calor, inchaço, vermelhidão ou pus;
- provocar dores ou febre;
- tiver um objecto ou resíduos e não nos ser possível retirá-los;
- a ferida foi causada por uma mordedura humana ou animal;
- há uma grande perda de sangue e não conseguimos estancá-lo;
- o doente não tiver a certeza se tem a sua vacina contra o tétano em dia.

Conselhos úteis
Para pequenas feridas, a limpeza é o passo mais importante. Ao lavar a área à volta da ferida, utilizemos água e sabonete, mas devermos enxaguar muito bem se utilizarmos sabontete.
Não usar produtos como álcool, água oxigenada ou mercurocromo.
Aplicar o anti-séptico apenas se for uma ferida suja, extensa ou com sinais de inflamação, pois estes produtos podem causar hipersensibilidade e irritações na pele. Nalguns casos, limpar a ferida é suficiente.
Não utilizar dois anti-sépticos ao mesmo tempo. Muitos são incompatíveis entre si.
É melhor comprarmos unidades individuais destes produtos. São mais práticas, fáceis de usar e evitam a contaminação. Asseguremo-nos de que as embalagens não entram em contacto com a ferida para evitar um futuro contágio.
A maioria das substâncias anti-sépticas não deve ser usada mais de 7 dias, depois de aberta a embalagem.
Há que manter sempre estes produtos fora do alcance das crianças e, se possível, podemos comprar embalagens de abertura difícil."


Fonte:
Deco (www.deco.pt)

Não tenho recordação...

...de uma noite mal dormida desde que a Joana nasceu.
De um modo geral, e durante o primeiro mês de vida da bolotinha, ela acordava de três em três horas para mamar (de dia e de noite) mas, a partir do segundo mês e meio, já começou a dormir em média sete horas seguidas durante a noite.
Pois bem, a excepção foi a noite de sexta-feira para sábado, em que a Joana acordou por volta das 02:00 e esteve cerca de uma hora e meia a oscilar entre o dormir e o choramingar: dormia um bocadinho, acordava e chorava. Não tinha fome, tinha a fraldinha limpa, a temperatura do quarto estava adequada e a roupinha estava confortável.
Durante o primeiro biberon do dia, seriam umas 07:00, medi a temperatura da Joana no seu rabito, devolvendo-me o termómetro 37,8ºC. Segundo me explicaram no HCD, só estamos perante um quadro febril se a temperatura for igual ou superior a 38ºC, medida desta zona do corpo (que é uma das mais fidedignas). Assim, decidi aguardar e, à tarde, a bolotinha já não tinha febre.
Tirando este senão, a Joana esteve sempre bem-disposta e comeu bem.Hoje, a bolotinha acordou a reforçar um “hobby” que se tem vindo a manifestar há dias que é meter a fralda de pano na boca e trincá-la! Ela consegue estar uma boa meia-hora assim: tira e põe a fralda, trinca-a, muda-a a de ângulo, palra, guincha e volta ao ataque da fralda...!

sábado, 29 de Março de 2008

Não se esqueçam!

Os relógios vão adiantar 60 minutos na madrugada de amanhã, dia 30 de Março, altura em que entra em vigor a chamada «Hora de Verão».
Em Portugal Continental e na Madeira, a mudança ocorre às 01:00 horas, adiantando os relógios para as 02:00 horas. Nos Açores, a hora muda às 00:00 horas. A mudança da hora deve-se a uma directiva comunitária que determina que os países da União Europeia devem entrar na hora de Verão no último domingo de Março e adoptar a hora de Inverno no último domingo de Outubro, independentemente do fuso horário em que se encontrem.

A minha primeira sopa

A primeira sopa da Joana teve lugar no dia em que ela completou 5 meses.
Assim, dez dias após a introdução da primeira papa, a bolotinha comeu a sua primeira sopa à hora do almoço e o resultado foi muito positivo. Felizmente, a Joana não sai aos pais, que eram uns “piscos” para comer :-)
De acordo com a pediatra, a primeira sopa, a chamada “sopa-base”, é constituída por água (mais ou menos 2 conchas pequenas de água), batata, cenoura, cebola e um fio de azeite (e nada de sal!).Relativamente à batata, podemos substitui-la por batata-doce se a criança tiver dificuldade em se adaptar ao sabor da sopa.
Assim, na quarta-feira passada, a avó preparou a primeira sopinha da bolotinha, num pequeno tacho. Refiro aqui que o tacho deverá ser em inox ou esmalte. O ideal é utilizarmos uma panela de vapor, que permite uma melhor manutenção de todos os nutrientes dos alimentos (este fim-de-semana vou comprar uma porque vale a pena o investimento).
Eis como a “sopa-base” da Joana foi feita: enquanto pomos ao lume o tacho com a água, vamos partindo em cubos uma batata média e uma cebola pequena. Pegamos uma cenoura e cortamo-la às rodelas (não muito grossas). Estando a água a ferver, colocamos a batata, a cebola e a cenoura e juntamos um fio de azeite. Eu utilizo sempre o azeite virgem extra que é o que dispõe do grau de acidez mais baixo. De facto, a acidez, dentro do mesmo tipo de azeite, deve ser a mais baixa possível. Em termos comparativos, se o azeite virgem extra dispõe de um grau de acidez máximo de 0,8%, o azeite virgem tem um uma acidez máxima é de 2% e o azeite convencional 1%.
Refira-se também que a água não deve ser em demasia, cobrindo apenas a batata, a cebola e a cenoura.
Deixamos cozinhar em lume brando durante 15 a 20 minutos.
Posteriormente, colocamos o preparado num copo liquidificador e, com uma varinha, reduzimos tudo a puré.


E eis a primeira sopa da Joana, feita pela avó:


O grande momento, registado pela mãe:


E ontem, uma vez que os meus pais foram passar o fim-de-semana ao Porto, preparei eu a sopa da Joana.
A batata cortada aos cubos:


A cebola cortada às meias-luas pequenas:



A cenoura cortada às rodelas:


O resultado final:


E o que sobrou...:


Amanhã, isto é, quatro dias após a primeira sopa, vamos adicionando progressivamente um dos seguintes alimentos: alface, feijão-verde, alho francês, aipo, nabiça, abóbora e alho.
De acordo com a pediatra da Joana, a introdução de novos alimentos deverá ser faseada, com intervalos de 4 dias (por forma a despistar eventuais alergias), sendo que deveremos oferecer um alimento novo de cada vez à base da primeira sopa. Assim, a sopa não deve conter mais de quatro legumes diferentes:

* 2 a 3 de cor verde (alface, feijão-verde, etc);
* 2 a 3 de outra cor (cenoura ou abóbora, cebola, alho francês, batata ou batata-doce, etc).

Não é raro acontecer que a cenoura, quando utilizada durante mais de 4 dias, provoque alguma obstipação no bebé. Assim, poderemos substituir a cenoura por abóbora e ir variando sempre.

Quinze dias após o puré de legumes, vamos cozinhar a sopa de legumes com a carne, que retiramos no final da cozedura. Neste caso, não deveremos adicionar azeite pois a carne já contém gordura.Quatro dias volvidos, oferecemos a carne ao bebé, seguindo os passos abaixo:

* Cozinhar a carne e a sopa de legumes separadamente;
* Depois dos legumes estarem cozidos, retirar duas conchas e juntar a esta porção 20 grs de carne cozida;
* Triturar a mistura até obter uma sopa homogénea;
* Juntar um fio de azeite (pois a sopa não tem a gordura da cozedura da carne).
E que carnes poderemos nós utilizar? Frango, peru, borrego ou vitela (coelho e avestruz apenas a partir dos 9 meses e carne de porco apenas a partir do segundo ano de vida e sempre bem passada).
A cada 5/7 dias, poderemos trocar 2 a 3 legumes da listagem acima por legumes novos.

A partir dos 6 meses, poderemos introduzir os seguintes legumes: espinafres, agriões, chuchus e beterraba.
A partir dos 8/9 meses, a couve-portuguesa, a couve-flor e o nabo (é natural que estes legumes causem alguma flatulência) e, a partir do primeiro ano de vida, ervilhas, feijão, grão e tomate.

Assim sendo, e neste momento, a bolotinha está a fazer ao almoço uma sopa e, ao jantar, depois do banhinho, uma papa, sendo as demais refeições lácteas.
Resumindo e concluindo o plano de diversificação alimentar, de acordo com o folheto facultado pela pediatra da Joana (folheto esse elaborado pelo Centro da Criança do HCD):

4 meses
- Substituir uma refeição de leite por uma refeição de papa sem glutén.

4 meses e meio
- Uma papa sem glutén;
- Uma sopa de legumes;
- Restantes refeições de leite.

5 meses
- Introdução da carne;
- Uma sopa de legumes com carne;
- Uma papa sem glutén;
- Restantes refeições de leite.

6 meses
- Introdução da fruta.
- Uma sopa de legumes com carne + fruta;
- Uma papa com glutén;
- Restantes refeições de leite.

Alguns tópicos adicionais sobre a fruta:
- A fruta deve ser fresca, madura, dada crua e ralada;
- Podemos começar pela banana, pêra ou maçã;
- Podemos oferecer a fruta como sobremesa no final da sopa ou, apenas a partir dos 8 meses, acrescentada a um iogurte;
- Não dar laranja ou pêssego antes dos 11/12 meses e não dar kiwi ou morangos antes dos 18 meses;
- Antes do primeiro ano de vida, podemos variar a fruta com melão, uva, ameixa, melancia, consoante a época do ano. Entre os frutos tropicais, a papaia é muito nutritiva e um fruto a recorrer caso o bebé sofra de obstipação, podendo ser introduzida logo pelos 6 meses.

8 meses
- Introdução do iogurte (que deverá ser natural. Importa não adicionarmos açúcar ou mel), em substituição de uma refeição de leite. Como o sabor do iogurte natural pode desagradar ao bebé, podemos misturar fruta natural. Refira-se que os iogurtes com sabores devem ser introduzidos mais perto do primeiro ano de vida e os famosos “suissinhos” apenas no segundo ano de vida;
- Duas sopas + fruta;
- Uma papa com glutén;
- Um iogurte;
- Restantes refeições de leite.

9 meses
- Introdução do peixe (pescada, linguado, solha, dourada, robalo, tamboril, besugo, etc);
- Uma sopa de legumes com carne;
- Uma sopa de legumes com peixe;
- Fruta, iogurte e leite.

10-11 meses
-Introdução da gema cozida misturada na sopa. Começamos por introduzir meia gema, não dando mais do que duas vezes por semana;
- Depois dos 12 meses já poderemos dar o ovo inteiro.

Gostaria de acrescentar a este resumo alguns tópicos adicionais que penso serem pertinentes:

- Oferecer água à criança durante e após a refeição;
- Os legumes deverão ser sempre frescos;
- A tábua de corte não deve ser em madeira e deve ser bem lavada;
- Na preparação dos alimentos, evitar as poeiras (tais como janelas abertas) e a presença de animais domésticos na cozinha, bem como moscas e insectos;
- Os alimentos não deverão ser guardados em recipientes feitos em cobre, alumínio, ferro, loiça decorada, plásticos com cor ou esmalte estalado;
- Podemos congelar a sopa. O ideal é prepararmos uma sopa todos os dias mas por vezes o dia-a-dia não nos permite esta disponibilidade. Assim, podemos preparar uma sopa para duas refeições e congelar a sopa que iremos dar no dia seguinte ao bebé. A congelação deverá ainda ser iniciada antes dos alimentos arrefecerem por completo por forma a evitar o desenvolvimento de bactérias;
- De acordo com o livro “1, 2, 3 uma colher de cada vez”, a descongelação deve ser feita de modo apropriado para cada tipo de alimento. Assim, “a forma mais adequada e, principalmente para peças grandes de peixe e carne, é retirá-las do congelador e deixar algumas horas no frigorífico de modo a que a descongelação resulte lenta e adequada. Não deve descongelar alimentos dentro de água, muito menos com água quente. “;
- A temperatura do frigorífico deve ser, no máximo, de 4ªC. Importa limparmos o frigorífico profundamente todos os meses.


E, ao longo de todas estas etapas, dar-vos-ei conta dos paladares da bolotinha, bem como de toda a informação que puder partilhar com vocês.

sexta-feira, 28 de Março de 2008

20 coisas...

...de que goste!
Encontrei este desafio no blog da mamã do Pedro e do Tiago (www.sandraeamaro.blogspot.com) e decidi compilar as 20 coisas de que mais gosto.
Aqui estão elas:


Gosto da minha filha, do meu marido e da minha família;
Gosto de estar com a minha filha...sempre e a todo o segundo, a brincar ou a gerir as suas birras!;
Gosto de viajar dentro e fora de Portugal;
Gosto de andar de avião;
Gosto do Verão (mas não demasiadamente quente!);
Gosto de chocolates, especialmente chocolate de leite;
Gosto de ler;
Gosto de ouvir música;
Gosto de ver um bom filme. Actualmente, não vou ao cinema, pelo que os Dvd’s têm constituído uma boa alternativa;
Gosto de estudar. Aliás, sempre gostei! Quando a Joana for maior, um dos meus projectos relacionados com o estudo prende-se com o tirar um mestrado;
Gosto de actualizar os meus conhecimentos sobre puericultura;
Gosto dos vossos cantinhos e de ir construindo “A cegonha cor-de-rosa”;
Gosto dos dias de Inverno chuvosos, em que estou em casa, no quentinho!;
Gosto da comida do Norte de Portugal, ou não fosse eu natural do Porto;
Gosto de bolos: bolas de Berlim, palmiers e pastéis de nata, são os meus preferidos;
Gosto de pessoas humildes, genuínas e honestas;
Gosto de uma boa anedota;
Gosto dos meus amigos;
Gosto do aroma de pão quente, relva cortada, chocolate e maresia;
Gosto de sorrir e de cultivar o optimismo.
Passo-vos o desafio!

Presentes do pai

Os mais recentes presentes do pai foram estes dois porta-chupetas, na tentativa da Joana se voltar a apaixonar por elas...mas, confesso, até agora o sucesso não tem sido muito pois qualquer tentativa de colocar uma chucha à bolotinha é prontamente boicotada com um piparote da língua.

Quem sabe daqui a algum tempo?!

quinta-feira, 27 de Março de 2008

Cadeirinhas para o carro

Segundo a Deco, é obrigatório o uso de um sistema de retenção (cadeira ou assento) para transportar crianças até aos 12 anos de idade ou altura inferior a um metro e meio.
As cadeirinhas encontram-se dividas em vários grupos, consoante o peso da criança:


Grupos 0 e 0+
Até 10 kg (dos 0 aos 9 meses) e até 13 kg (dos 0 meses até 1 ano), respectivamente. Estas cadeiras devem ser instaladas no sentido inverso ao da marcha do veículo, com as costas viradas para a frente do automóvel. A criança fica presa com o cinto da cadeira e esta é mantida no lugar através do cinto de segurança de três pontos de fixação. As cadeiras deste grupo não podem ser colocadas no banco da frente se o carro tiver airbag para o passageiro. Em caso de acidente, aquele pode ser activado e bater na cadeira com muita intensidade, o que poderá ser fatal para a criança.

Grupo 1
Dos 9 aos 18 kg (dos 9 meses aos 4 anos). Estas cadeiras são instaladas no sentido da marcha do automóvel, no banco de trás, e presas com o cinto de três pontos de fixação. Por uma questão de segurança, e desde que a cadeira o permita, é aconselhável mantê-la de costas para a estrada, desde que a criança esteja confortável.

Grupo 2/3
Dos 15 aos 36 kg (dos 3 aos 12 anos). Neste grupo, estão os assentos que elevam a criança, para que possa ser presa com o cinto de segurança do automóvel. Sem esta elevação, o cinto fica na zona do pescoço, o que poderá magoar a criança em caso de acidente ou travagem brusca. Regra geral, os modelos têm, além do assento, um apoio traseiro com protecções laterais, que conferem maior segurança em caso de colisão lateral e são úteis caso a criança adormeça durante a viagem. Por esta razão, são desaconselhados os assentos elevatórios que não têm aquelas protecções.

E como escolher e fazer uma boa mautenção da cadeirinha para o carro?
Eis algumas sugestões:

* Comprar uma cadeira adaptada às dimensões da criança e passar para um modelo de um grupo superior sempre que o crescimento o justificar, ou seja, quando a cabeça ou os pés (neste caso, apenas para os grupos 0 e 0+) passarem os bordos ou o corpo ficar apertado dos lados. No caso das crianças com menos de 12 anos e um metro e meio, mas cujo peso ultrapasse os 36 kg, podemos adoptar duas soluções. Se a criança tiver, pelo menos, 135 cm, basta prendê-la com o cinto do carro. Se a altura for inferior, podemos prendê-la com o cinto dos adultos, mas, para evitar que a precinta abdominal magoe o pescoço, passemos esta preinta para trás das costas. Nunca a colocar por baixo do braço porque pode esmagar o tórax, em caso de colisão!;
* Os assentos elevatórios, que sobem a criança para que possa ser presa com o cinto dos adultos, são de evitar. Segundo testes realizados pela Deco, o apoio das costas e da cabeça são essenciais para garantir um bom suporte e uma protecção mínima em caso de colisão lateral;
* Antes de comprar, convém experimentar a cadeira no carro e sentar nela a criança. Se tal for impossível, podemos verificar, com o vendedor, se a poderemos devolver ou trocar, caso não se adapte ao automóvel. De facto, nem sempre os cintos de segurança têm o tamanho necessário para prender a cadeira ou a base desta não se adapta ao formato dos bancos;
* Urge seguir sempre as indicações de instalação e montagem do manual. Podemos guardar este último no carro, dentro do porta-luvas, por exemplo. Poderemos precisar dele mais tarde, se trocarmos de automóvel ou para adaptar o cinto de segurança, à medida que a criança cresce;
* A cadeira deve ficar firme depois de instalada: os movimentos para a frente ou laterais devem ser mínimos;
* Quando trancado, o fecho do cinto deve estar bem encaixado, na vertical e o cinto não deve ficar torcido;
* Nos modelos com cinto de segurança próprio, podemos regular o comprimento do mesmo em função da espessura da roupa da criança, de forma a não ser possível colocar mais de um ou dois dedos entre a criança e o cinto. Depois de trancado, o fecho deve situar-se na zona das ancas e não sobre o estômago;
* Caso utilizemos o cinto do automóvel, este deve passar ao nível dos ombros e não no pescoço, para não magoar a criança;
* Não colocar uma cadeira no banco da frente, no sentido contrário ao da marcha do veículo, se o airbag do passageiro estiver activado. Pode ser mortal em caso de colisão;
* Verificar regularmente o estado da cadeira, das fixações e dos cintos e substitui-los, sem hesitar, quando apresentarem sinais de desgaste. Se já tivemos um acidente, é importante não voltarmos a utilizar a cadeira em causa, pois, mesmo que aparente estar em condições, poderá ter ficado com os fechos ou os apoios fragilizados; * Quanto às cadeirinhas emprestadas, a APSI recomenda prudência: é preciso ter a certeza absoluta que a cadeira não esteve envolvida em nenhum acidente e, se assim for, não poderá ser usada. Depois, para avaliar o desgaste, é importante saber quantas crianças já transportou. Bem conservada e estimada, e desde que a mola do arnês funcione em perfeitas condições, uma cadeirinha poderá servir para três crianças.

E, por último, a homologação!
Para uma cadeirinha ser considerada segura, é necessário que esteja homologada de acordo com determinadas normas técnicas de segurança. Esta homologação garante que o sistema de retenção foi submetido a testes que comprovam a sua fiabilidade. Mais do que o preço, é esta a garantia que o equipamento é seguro. Por isso, antes de adquirir a cadeirinha onde vamos transportar o nosso bebé, deveremos certificar-nos que o produto possui uma etiqueta com a sigla ECE R44/03. Esta etiqueta contém informação relativa à categoria - universal (em princípio, adaptável a qualquer automóvel), semi-universal ou específica - e ao peso da cadeira (no caso do grupo 0 e 0+, o peso indicado deverá ser -10kg ou -13kg). No centro deverá ter um E maiúsculo - trata-se do distintivo de homologação europeu - e por baixo deste um número, começado por 03, a indicação da homologação. Deveremos escolher a cadeirinha que melhor se adapta ao nosso bebé, em função do peso e tamanho, e ao nosso automóvel (os cintos de segurança do banco de trás podem não ter comprimento suficiente para prender a cadeira, virada de costas). Por isso, não hesitemos em experimentá-la antes de a comprar!

Fontes:
Deco
Apsi
Revista Pais&Filhos

Eu seguro!

De quando a quando, a bolotinha já faz questão de segurar o seu copinho de água!

Claro que com uma pequena ajuda da mãe, mas a autonomia crescente revela-se nestes pequenos gestos, não é filha?!

quarta-feira, 26 de Março de 2008

Pijamas para crianças: um alerta

Hoje, enquanto almoçava, ouvi uma notícia no telejornal que mereceu toda a minha atenção: a Deco testou 15 pijamas estampados para crianças e detectou a presença de substâncias perigosas, que podem causar alergias e irritações cutâneas.
Este serão, visitei o site da Deco (
www.deco.pt) e encontrei a notícia em questão, que passo de seguida a transcrever:
“Os pijamas Billy Blue BG Folich, Chicco Chi by Night, Noddy (Verbaudet), Ruca (Fábrica de Tecidos Jacinto) e Prénatal Little Giants Club acusaram ftalatos. O último também continha formaldeído, um químico cancerígeno. Estas substâncias, além de alergias e irritações na pele, acumulam-se no organismo e podem causar problemas de saúde a longo prazo. São potencialmente perigosas, sobretudo, para as crianças, cujo sistema imunitário ainda não está totalmente desenvolvido.
A lei sobre os químicos nos têxteis não contempla todas as substâncias nocivas.
Por isso, a associação de consumidores avaliou os pijamas com base na norma Öko-Tex Standard 100, uma espécie de manual de boas práticas dos fabricantes, de adesão voluntária. No caso dos ftalatos, também teve em conta a directiva europeia dos brinquedos e outros produtos de puericultura. Apesar de não referir o vestuário, esta directiva deveria ser-lhe aplicada: as crianças pequenas podem levá-lo à boca e mordê-lo, como fazem com os brinquedos.
É essencial que a Comissão Europeia proponha uma lei completa sobre a matéria, com limites para as várias substâncias nocivas no vestuário, quer se destine a crianças ou adultos. “Deve ainda criar mecanismos de controlo e fiscalização e estabelecer penas exemplares para os infractores”, exige a DECO. O mesmo reivindicam as associações de consumidores de Espanha, Bélgica e Itália, que encontraram problemas semelhantes nos pijamas de criança.
A DECO já enviou o caderno de exigências e os resultados do estudo à Direcção-Geral do Consumidor, pedindo medidas que protejam as crianças.Os consumidores devem lavar a roupa antes de vesti-la pela primeira vez e, quando possível, optar por vestuário com o Rótulo Ecológico Europeu ou a etiqueta Öko-Tex, recomenda a TESTE SAÚDE.”

Os meus cinco meses...

...são, como os pais dizem, os cinco meses mais bonitos das suas vidas!
Para os assinalar, fiz uma retrospectiva e há, de facto, alguns marcos dignos de registo, tais como a independência da chucha e a introdução da papa na minha alimentação.
Mas vamos pormenorizar o meu retrato aos cinco meses.


Os meus calcanhares de Aquiles

* Não gosto de esperar muito tempo pelo leitinho: quando tenho fome, é difícil aplacarem o meu apetite com colo ou com brincadeiras;
* Quando estou acordada, não gosto de estar muito tempo sozinha. Começo logo a chamar a atenção, sobretudo através de guinchos cada vez mais agudos e de muito palrar;
* Não gosto quando o carro pára nos semáforos ou numa fila de trânsito, acordo quase de imediato e rabujo para que o trânsito desbloqueie!;
* As minhas birras de sono são quase diárias e sucedem preferencialmente ao fim do dia. Normalmente, os pais conseguem que eu durma depois de beber um biberon de leitinho e, por vezes, consigo adormecer sozinha na minha cama. Mas, para isso, é preciso que o sono seja muiiiito porque eu adoro ter companhia até me render ao sono por completo. Adormecer ao colo ou com chucha já faz parte do passado...

As minhas preferências e algumas constatações

* Pegando no ponto anterior, desabituei-me da chucha...não me perguntem como mas o que é certo é que nem as chuchas para quatro meses me apelam...mas consigo vislumbrar uma utilidade nas chuchas, que é trincá-las!;
* O colo continua a ser para mim um miradouro privilegiado para observar tudo aquilo que me rodeia;
* Já babo em fio e a comichão nas gengivas é muita. Tudo o que consigo agarrar vai à boca!;
* Gosto da papa, sobretudo da Cerelac, sabor Milho e Arroz. Também me habituei bem à colher, que já conhecia desde que comecei a tomar o Vigantol;
* Dou gargalhadas, guinchos e adoro palrar;
* Gosto de observar os outros a falar e tudo aquilo que fazem. Olho alternadamente para as pessoas e já sei quando elas se metem comigo: quando gosto das suas expressões, sorrio a bom sorrir!;
* Já respondo ao meu nome;
* Consigo virar-me de lado;
* Seguro muito bem a cabeça e, quando deitada de barriga para baixo, ergo-me nos braços até ao nível da cintura;
* Adoro brincar no Parque Lúdico, na espreguiçadeira, com brinquedos musicais, aos aviõezinhos e os beijinhos na barriga;
* Adoro mudar a fralda;
* Destapo-me com facilidade, em menos de trinta segundos: começo a “pedalar” com toda a força e não há lençóis, mantas ou cobertores que resistam muito tempo em cima de mim...normalmente, vão direitinhos para os meus pés!;
* Levo os joelhos de encontro ao peito. A minha próxima conquista será agarrar os pés com as mãos;
* Gosto de me sentar e já faço uma força incrível nas pernas quando os pais me colocam de pé a fazer “tem-tem”.

Estou crescida, não acham?!

Tudo em ti

Tudo em ti
é vida em flor
Tudo em ti
é o mais terno amor.
Nestes teus cinco meses
seria impossível contarmos as vezes
que os nossos olhos te abraçaram
e que os nossos corações te amaram
a cada dia
cada vez mais,
nesta vida
cada vez mais,
para todo o sempre!


Parabéns, filha, pelos teus cinco meses de vida!

terça-feira, 25 de Março de 2008

Aos poucos...

...vou criando uma biblioteca de etiquetas dos textos que vou escrevendo por forma a facilitar a pesquisa de temas.
É uma tarefa que levará o seu tempo pois eu quero que tudo fique muito bem catalogado!

1,2,3 segundos...

...é o tempo que demora até a bolotinha se destapar!

No fim-de-semana, a bolotinha acordou quase destapada (valeu-nos o quarto estar quentinho) e, na espreguiçadeira, não há mantinha que se segure durante muito tempo nas pernas da bolotinha! É vê-la dar à pernoca e, zás, mantinha no chão...ou então, quando a Joana está deitada, um, dois, três, mantinha para os pés!

segunda-feira, 24 de Março de 2008

O pai não resistiu...

...e, quando eu cheguei ao seu trabalha com a bolotinha, ele levou-a para uma visita guiada ao open-space onde trabalha!E parece que a Joana fez um sucesso tremendo, sorrindo para todos, incluindo para o chefe do Pedro, que rematou: “Por acaso não me estás a dar graxa, pois não?!”, ao que a bolotinha respondeu com mais um sorriso de orelha a orelha :-)

Uma nova papa

Decorrida uma semana da introdução da primeira papa (Milupa-Sabor Arroz), ao almoço de sábado decidimos variar e preparar a papa da Cerelac-Sabor Arroz e Milho. E o resultado foi: papa aprovada!
A avaliar pela consistência, penso que esta papa corresponde mais ao conceito de papa cremosa, mais do que a da Milupa. De facto, enquanto que a papa da Milupa é branca, a da Cerelac aproxima-se da cor baunilha e é mais apelativa ao olhar. O modo de preparação é igualmente distinto: enquanto que, para a papa Milupa, colocamos 4 colheres de sopa generosas de papa em 130 ml de água, na papa Cerelac, para 150 ml de água, colocamos 9 colheres de sopa rasas.
Paralelamente, e uma vez que a Joana fará as papas de cereais até perto dos 6 meses, é sempre bom irmos alternando entre o arroz e o milho por forma a não haver qualquer tipo de saturação de um determinado sabor.
De igual modo, e durante esta semana, notei que os intestinos da Joana ficaram um pouco presos, apesar da bolotinha ingerir água com frequência. Pois hoje, com a introdução da nova papa, notei uma ligeira melhoria, apesar de ter presente que a nova dieta alimentar da Joana tem reflexo no funcionamento do seu organismo.
Quanto ao leite (Nidina 1, da Nestlé),a bolotinha conhece dias em que bebe muito bem os seus biberons e outros em que é uma pisca! Comparativamente ao leite que a Joana fazia antes da diversificação alimentar (Nidina 1 HÁ), acho este novo leite mais líquido, não tão encorpado como o primeiro. É certo que a Joana substituiu uma refeição de leite por uma de papa e que esta trás outro valor nutricional ao plano diário de alimentação da bolotinha...para além disso, a Joana está a espaçar mais as refeições (estas já não têm lugar, obrigatoriamente, de 3 em 3 horas), apesar de continuarem a ser as habituais cinco e, aquando do biberon, gosta mais de trincar a tetina do que propriamente beber o leite...enfim, há dias e dias no que toca ao leite. Eu, confesso, fico algo preocupada quando a Joana tem um dia menos bom no plano alimentar. Normalmente, no dia seguinte, o apetite regressa em cheio, pelo que acredito que estas ligeiras oscilações façam parte da adaptação da bolotinha ao seu novo padrão alimentar.

De resto, e a caminho dos cinco meses (já?!), a Joana continua a ser uma bebé encantadora, comunicativa, observadora e com uma personalidade que não deixa margens para dúvidas: ela sabe muito bem o que quer!

domingo, 23 de Março de 2008

Para a Susana

Um filho é, sem dúvida, uma dádiva, uma realização sem precedentes, uma bênção.
Ontem, a mamã da Sammy (www.samanthasofia.blogspot.com), iniciou uma corrente de amizade para com a Susana (www.sonhoterumfilho.blogs.sapo.pt), uma futura mãe fantástica que luta contra a infertilidade há 17 anos, sendo que neste percurso teve a infelicidade de perder as suas duas gémeas às 22 semanas de gestação...
Quando li o apelo da mamã da Sammy, não hesitei em segui-lo e deixar aqui uma mensagem de apoio para com a Susana.

Sigam esta corrente de força, de perseverença e vamos ajudar a fortalecer o pensamento positivo de que uma estrelinha brilhará em breve na vida da Susana!

Votos de uma Páscoa muito feliz!

São os nossos votos para vocês que nos acompanham!

sábado, 22 de Março de 2008

Um amigo pode...

”Eu não posso acabar com todos os seus problemas, dúvidas ou medos, mas eu posso ouvir-te e juntos podemos procurar soluções. Eu não posso apagar as mágoas e as dores do teu passado nem posso decidir qual será o teu futuro, mas no presente posso estar contigo sempre que precisares de mim. Eu não posso impedir que tu caias, mas posso oferecer-te a minha mão para te levantares. As tuas alegrias, triunfos, sucessos e felicidades não me pertencem, mas os teus risos e sorrisos fazem parte dos meus maiores bens. Não posso tomar decisões por ti, nem posso julgar as decisões que tomas, mas eu posso apoiar, encorajar e ajudar se me pedires. Eu não posso traçar ou impôr limites, mas posso apontar caminhos alternativos, procurar contigo medidas de crescimento, formas de encontrar meios de ser tu mesmo sem medos. Eu não posso salvar o teu coração de ser partido pela dor, pela mágoa, perda ou tristeza, mas posso chorar contigo e ajudar-te a juntar os pedaços. Não posso dizer quem tu és ou como deverias ser: eu só posso te posso amar e ser teu amigo!”

Montserrat Caballé em ponto pequeno

Foi o que ouvimos esta manhã, ao acordar!
A bolotinha, ao nosso lado, ia palrado melodiosamente e em “Dó” maior, depois de beber o seu leitinho...não conseguimos vislumbrar um melhor início de dia:-)

sexta-feira, 21 de Março de 2008

Era tanto o sono...

...que a bolotinha adormeceu a meio da papa, sentada no meu colo, o que é um facto inédito.

De facto, do adormecer ao colo, enquanto bebé pequenina, a Joana passou a adormecer unicamente deitada, pelo que esta tarde nem eu nem o pai queríamos acreditar na bolotinha que adormecera de babete!

Passeio Matinal

E nesta Sexta-feira Santa, fomos até à Margem Sul, mais precisamente até ao Convento dos Capuchos (fundado em 1558 por D. Lourenço Pires de Távora), perto da Costa da Caparica, terminando no belíssimo miradouro um pouco mais à frente, do qual obtivemos uma vista soberba sobre as praias da Caparica, Lisboa e sobre a serra de Sintra.
Como não estava muito vento, a bolotinha também usufruiu desta paisagem e, de regresso ao carro, colhi uma flor amarela para lhe dar, sendo que ela ficou muito admirada a olhar para as pétalas!

E, durante este fim-de-semana prolongado, aproveitaremos o sol para mais passeios que sabem sempre tão bem!

quinta-feira, 20 de Março de 2008

E as borbulhinhas...

...que a Joana tinha nas bochechas desapareceram conforme chegaram, felizmente!
Contactei a pediatra neste sentido, pois pensei que fosse alguma reacção que a Joana estivesse a fazer à papa, pois foi quando a introduzimos que as borbulhas surgiram.
Mas não, a pediatra referiu que, muito provavelmente, seria um acaso mas para estarmos atentos ao reaparecimento destas borbulhas na face ou noutra zona do corpo da bolotinha.

Contudo, agora que olho para as borbulhinhas já secas penso que foi o sistema digestivo da Joana a dar sinal de que sentiu a mudança na alimentação.

Ternura é...

...quando a bolotinha coloca as suas duas mãozinhas nas minhas bochechas enquanto eu lhe dou muitos beijinhos na face, antes de ela tomar o seu banhinho!
Ternura é chegar a casa depois de um dia de trabalho e ter a Joana a querer abraçar a mãe com as suas mãos nos meus ombros.
Ternura é deitá-la e vê-la adormecer...

Ternura é vê-la acordar e assistir ao seu primeiro sorriso do dia, que é sempre tão transbordante...!

quarta-feira, 19 de Março de 2008

O presente do Dia do Pai...

...foi um desenho da mão da bolotinha, aos quatro meses e meio!
Durante o passado fim-de-semana, eu e a Joana aproveitamos uma saída do pai, para pormos mãos à obra e fazermos a prendinha do Dia do Pai.

O pai recebeu este presente logo pela manhã, antes de sairmos de casa para mais um dia de trabalho, e adorou, acarinhando a bolotinha e colocando a moldura em cima da sua mesinha de cabeceira!

Dia do Pai

O dia de hoje é dedicado ao pai da Joana e também ao meu pai, as minhas duas grandes referências masculinas.
E nada melhor do que assinalar este 19 de Março com uma receita:


“Juntar a força de uma montanha,
A majestade de uma árvore,
O calor de um sol de Verão,
A calma de um mar tranquilo,
A generosidade da natureza,
Os confortáveis braços da noite,
A sabedoria das eras,
O poder do voo da águia,
A alegria de uma manhã de Primavera,
A fé de uma semente que brota,
A paciência da eternidade
E o centro da necessidade de uma família.
Mexer bem e,
Quando não houver mais nada a acrescentar,
A receita estará concluída.
Olhemos bem para este delicioso alimento
E inventemos um nome para ele...


Que tal ‘Pai’?”

terça-feira, 18 de Março de 2008

Retinopatia da prematuridade

Segundo o Dr. Augusto Magalhães (coordenador do Grupo Português de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia). a retinopatia da prematuridade (RDP) é uma doença do desenvolvimento da vascularização da retina que, nos bebés que nascem prematuramente, se encontra incompletamente desenvolvida.Esse desenvolvimento fora do ambiente uterino pode dar-se de forma anómala levando a alterações capazes de destruir a estrutura do globo ocular e consequentemente à cegueira.O risco é maior para os nascimentos com menos de 31 semanas de gestação, com peso inferior a 1250 gramas e ainda para os prematuros com maior instabilidade cardio-respiratória no período neo-natal.A RDP é uma das maiores causas mundiais de cegueira infantil; é a segunda causa nos EUA e a primeira em alguns países com economias emergentes como a China e alguns países da América Latina.As características clínicas, os factores de risco, as etapas evolutivas da doença e a sua história natural são bem conhecidas graças a estudos multicêntricos, como o Cryo-ROP Study e o ETROP. Nestes estudos ficou claramente provado que o tratamento com crioterapia ou laser é eficaz quando administrado no momento correcto. É por isso necessário que todas as crianças de risco sejam rastreadas em tempo útil.Em Portugal nascem cerca de 1020 crianças por ano com muito baixo peso em risco elevado de desenvolver a doença. Destas, apenas 67% são observados por um oftalmologista. A incidência de RDP observada é de 20,4%. Esta cobertura insuficiente deve-se à necessidade de múltiplas observações a cada um destes prematuros e à falta de recursos humanos qualificados nos hospitais com unidades neonatais.Com a melhoria dos cuidados neonatais, a tendência é para um aumento da incidência da RDP em Portugal e para o aparecimento de formas cada vez mais graves, o que levará à necessidade de maiores recursos humanos e técnicos para evitar as consequências da doença. Torna-se, por isso fundamental a implementação de um programa nacional de rastreio, de registo e tratamento da RDP.As regras para a realização de um rastreio, vigilância e tratamento eficazes estão bem definidas internacionalmente: é obrigatória a observação e vigilância oftalmológica de todas as crianças que nasçam com menos de 32 semanas de gestação e/ou com menos de 1500 gramas. A não observação desta regra pode, para além das questões de ordem ética, colocar problemas de ordem médico – legal aos responsáveis pelas unidades de saúde onde se dão os nascimentos. É por isso necessário criar em Portugal mecanismos capaz de garantir que todos os recém-nascidos sejam diagnosticados e tratados correctamente e em tempo útil. Os novos sistemas digitais capazes de registar as imagens do fundo ocular e de as enviar através de uma rede informática para centros de observação com oftalmologistas experientes na avaliação e tratamento da doença poderá facilitar muito a criação de um programa nacional de rastreio, registo e tratamento da RDP. A qualidade e a fiabilidade dos últimos modelos com uma câmara de grande ângulo fazem destes equipamentos um precioso auxiliar na economia de tempo e de recursos humanos qualificados em oftalmologistas pediátricos treinados.Em Portugal, existem cerca de 20 hospitais com unidade de cuidados neonatais onde nascem mais de 20 prematuros de baixo peso por ano. A instalação de 20 unidades digitais de registo e a criação de centros de observação estrategicamente localizados permitiria a criação de uma rede nacional capaz de garantir a observação de todas as crianças de risco por oftalmologista pediátricos especializados nesta patologia.

Penso que, aos poucos, vamos conseguindo que, em cada unidade pediátrica, exista um meio de diagnóstico e tratamento para a saúde oftalmológica dos bebés prematuros.

O reinado das chuchas...

...está, cada vez mais, a dar lugar à própria mão da bolotinha que ela fecha e coloca na boca, chuchando-a com vigor!De facto, durante a semana passada comprei-lhe uma chucha da Chicco e um conjunto de 3 chuchas da Nuk, todas elas indicadas a partir dos 4 meses de vida, pois pensei que o formato da chucha a partir dos 0 meses já não agradasse à Joana. Afinal, não é uma questão de formato, é mesmo uma questão da bolotinha já estar emancipada em relação à chucha. Lembro-me de ela ter aderido à da Chicco duas ou três vezes mas, desde então, decide empurrar a chucha com a língua ou então encerra a boquinha a sete chaves e “adeus, chucha!”

segunda-feira, 17 de Março de 2008

Mãe, mais depressa s.f.f.!

A papa de ontem teve como mote esta frase: ao meu colo tinha uma bolotinha insaciável, que abria a boca à colher e que se impacientava quando a mãe não era rápida o suficiente a levar a colher ao prato e deste para a boca da Joana!
No entanto, hoje a bolotinha este como o tempo: não colaborou muito com a avó, sendo que a maior parte da papa se alojava no queixo e no babete. Mesmo assim, dos 150ml de papa, sobraram 50ml...
A juntar à aventura da papa, a Joana decidiu que hoje só queria miminho: dormir nada, espreguiçadeira nada, cama nada, fraldário nada, sentada nada...apenas ao colo e ao alto!
Lembram-se de, num texto que escrevi durante o fim-de-semana, ter mencionado que a pediatra indicou apenas papas dos sabores Milho e/ou Arroz para a Joana? Pois bem, lembrei-me de tantas outras mães que referem variar os sabores da papa de 3 em 3 dias ou de 4 em 4 dias...coloquei esta questão à pediatra mas ela foi peremptória, afirmando que os sabores Milho e/ou Arroz serão para manter até ao final do quinto mês de vida da Joana...eu pergunto-me: será que a bolotinha não vai enjoar? Tudo bem que daqui a 8 dias iniciaremos as sopas, mas mesmo assim...
Hoje vou voltar a contactar a pediatra pois reparei que, desde ontem, a Joana apresenta em ambas as bochechas pequenas borbulhas sem pus. Tudo começou na bochecha esquerda, com duas borbulhas, e hoje à tarde, apareceram outras duas, desta feita na bochecha direita. Constato que as fezes da Joana mudaram ligeiramente de textura e de cor, que ela deseja beber mais água e penso se estas borbulhas não serão uma reacção à nova dieta alimentar...penso que sim, mas quero certificar-me junto da pediatra (depois confirmo-vos este dado).

E, neste momento, já em casa, a bolotinha acabou de tomar o seu banhinho e de beber 190 ml de leitinho. Estamos no Parque Lúdico e o sono não tarda!

O meu primeiro copo

De acordo com a pediatra da Joana, o bebé poderá iniciar a sua familiarização com o copo a partir dos 4-5 meses, podendo nós, pais, oferecer-lhe água entre as refeições.
O primeiro copo da bolotinha foi comprado há precisamente uma semana, numa farmácia perto da casa dos avós maternos. Trata-se de uma farmácia com um atendimento muito personalizado e que conta com uma vasta área de artigos de puericultura.
Assim, e depois de comparar os copos da Nuk, da Avent e da Chicco, decidi-me por um da Nuk por 3 motivos: em primeiro lugar, pelo bico em silicone maleável (atributo comum ao copo da Avent, mas não ao da Chicco, cujo bico é feito de plástico, logo mais duro); em segundo lugar, devido ao formato e padrão de cores que achei apelativos e, em terceiro lugar, pelas pegas anatómicas. De facto, enquanto que o da Nuk tem as pegas para baixo e num plástico anti-derrapante (favorecendo as primeiras tentativas do bebé em agarrá-las), o copo da Avent tem as pegas para cima, sendo estas em plástico liso.
Estou muito satisfeita com o copo da Nuk e a Joana parece também gostar dele, apesar de ainda se encontrar em fase de habituação no que toca ao beber água por um copo e não através de uma colher!
Por ora, a Joana tem bebido água fervida arrefecida; no entanto, li n’ “O grande livro do bebé que também podemos recorrer a água mineral engarrafada. No entanto, e sobre este ponto, convém atendermos ao teor de cálcio da água mineral, que varia de marca para marca. Isto porque as águas com muito cálcio favorecem a obstipação...Por acaso, quando estava grávida da Joana, bebia com frequência água mineral da marca Pingo Doce que, no rótulo, indicava “Adequada a lactentes”.
Relativamente à lavagem do copo, eu lavo o copo propriamente dito e a tampa com detergente, enxaguo muito bem e seco-os. Quanto ao bico e ao aro, lavo-os primeiro com detergente, enxaguo muito bem e fervo-vos numa panelinha, uma vez por dia.
De acordo com a pediatra, deverei continuar a esterilizar chupetas, tetinas e bicos até ao sexto mês de vida da Joana.
Em relação aos pratos e talheres, foi-me referido que eu poderia lavá-los na máquina da loiça mas eu prefiro lavar tudo (que não é muito) à mão, pelo menos até a bolotinha ser maior.

E hoje serão os avós maternos a dar a papinha à Joana, a ver vamos como decorre!

domingo, 16 de Março de 2008

Faz hoje um ano...

...que escrevia a seguinte carta:

“Olá meu amor!
Soube que estava grávida de ti no dia 16 de Março, entre as 17:10 e as 17:15. Soube que tinhas já 5 semanas e 3 dias de vida e quando o médico, que não teria mais que 35 anos, me comunicou a boa-nova, quis chorar de alegria! A minha voz decerto fraquejou quando ele me perguntou, pouco tempo depois de me colocar um gel frio no abdómen, quando é que o meu último período menstrual tinha vindo.
Vou-te contar como a minha tarde se passou até te “encontrar”. Saí do trabalho pelas 15:15. Pedi ao Pedro para me chamar um táxi e, já na entrada da empresa onde trabalho, vi um aproximar-se. Pensei que era aquele! Mas não.Trazia um passageiro, um jovem moço, vestido como que para ir a uma entrevista, que saiu precisamente no mesmo local onde a mãe trabalha.Pois bem, nem esperei duas vezes, entrei eu no táxi! Este foi conduzido por um senhor que se encontrava em formação. Deveria ter uns 40 anos. Era simpático mas ao mesmo tempo cansativo...ou então era eu que ansiava por um momento de introspecção. Mas mostrei-me sempre uma boa ouvinte perante as suas conversas de trânsito, perigos à noite, aulas de formação, inclusive uma senhora que ia perdendo o seu voo a caminho do aeroporto, perante o trânsito desenfreado da 2ª circular.
O taxista não sabia onde era o HCD e eu, que nunca fora pela 2ª Circular até lá, também não. Sabia o caminho pelo Cais do Sodré mas fiquei a saber o caminho alternativo. Seguimos até à Estação do Oriente, viramos para a Alameda dos Oceanos, enquanto eu via as pessoas na rua, umas a passear, outras em trabalho. Seguimos a placa “Hospital” e chegamos ao HCD pelas traseiras. Chegara sã e salva, eram 16:00. Paguei, sai do táxi e encaminhei-me para a entrada.
Se estava ansiosa? Claro que estava, já me conheces! Bem no fundo, tinha quase a certeza que estava grávida mas não queria depositar todas as expectativas nesta espécie de certeza. E se não estivesse, então ficaria “arrasada”, como já acontecera em Dezembro e Janeiro, quando o período se atrasou dois dias no máximo e depois veio...não queria fazer um teste de gravidez. Tinha medo! Preferi esperar por este dia, afinal o método seria infalível e estaria submetida ao “teste da verdade” uma única vez.
Fui directa à sala de espera das ecografias. Já sabia onde era aquando da marcação da mesma, na recepção central. O sistema electrónico de senhas não funcionava, as pessoas tinham que estar em fila até serem atendidas. Não esperei muito pela minha vez. Depois de ser atendida, fui sentar-me perto de um monitor. Telefonei ao Pedro a dizer que já lá estava e que aguardava a minha vez. Pousei o saco do almoço e a minha carteira na cadeira do meu lado esquerdo e comecei a beber a minha garrafa de água. Recomendaram-me que bebesse 1 litro antes da ecografia, imagina! Acho que consegui beber meia garrafa de água e, passada uma hora, a minha bexiga já queria explodir. Lembro-te que a última vez que tinha ido à casa de banho fora no trabalho!
Li um pouco da revista “Visão” que trouxera comigo (um artigo sobre a reestruturação da Função Pública) e depois comecei a observar a sala, as pessoas, os gabinetes. Foi então que me apercebi que estava sentada longe das portas dos gabinetes que tinham assinalados “Ecografia” nas suas portas. Mudei de lugar. Vi jovens casais, ela grávida, ele um pouco ansioso. Para te ser franca, senti-me um bocadinho sozinha. Queria ter o pai perto de mim mas tal não foi possível. Um casal, que se sentou quase à minha frente, era muito querido: ela estava na recta final da gravidez. Ele acariciava a barriga dela muitas vezes. Respirava-se felicidade!
Pelas 17:05 mando uma mensagem de telemóvel ao pai, a dizer qualquer coisa do género: “Já são x e ainda não me chamaram...espero que não demore muito tempo porque a minha bexiga está a arrebentar. Dou-te um toque quando sair.”
Não tive que esperar muito tempo: cerca de 3 minutos depois ouço uma voz masculina chamar o meu nome atrás de mim. Levanto-me. Estou ansiosa mas lembro-me de sorrir. Passo com cuidado por uma senhora com as pernas cruzadas (não fosse eu cair!) e dirijo-me para o fundo da sala, perto da porta de entrada, onde me aguarda um senhor de estatura média, relativamente jovem. Cumprimento-o e entro para uma salinha azulada pelas luzes difusamente ligadas. Pensei que fosse ele o doutor mas não, disse-me que era o assistente. Disse-me para pousar as coisas numa cadeira de assento forrado a pele preta e para depois me deitar numa marquesa encostada à parede oposta da sala. Deito-me com a minha bexiga pesada e penso como correrá a ecografia com sonda vaginal. Espero que não doa, espero conseguir relaxar. Entra o médico, jovem. Diz que primeiro vamos fazer uma ecografia abdominal, sem recurso à sonda. Pega numa bisnaga e faz verter um gel azulado e fresco perto do meu umbigo. O assistente confirma o meu nome e data de nascimento. O médico pega no aparelho ecográfico, encosta-o à minha barriga e o gel espalha-se. Respiro fundo. Atrás de mim, está um o ecrã para onde o médico olha. Eu olho para o branco do tecto e da parede. Como a minha bexiga está pesada, até o médico o nota. Ouço-o a dizer “Huum...”, seguido de “Quando foi a sua última menstrução?” Eu respondi nervosamente que o meu último período menstrual tinha ocorrido a 6 de Fevereiro e que até ao dia de hoje estava atrasado, ao que ele respondeu “Acho que não vai vir tão cedo, tem aqui um saco gestacional de 5 semanas e 3 dias. É muito pequenino ainda mas está aqui. Parabéns! É o seu primeiro filho?”
Creio que não estava preparada para esta catadupa de dados tão felizes. Esperava-o, ansiava por este momento de confirmação e tê-lo ali, naqueles segundos...bem, queria perpetuar aquela certeza para sempre. Para quê fazer um teste de gravidez comprado na farmácia se poderia receber assim uma noticia tão importante e fundamental?!Sentia os meus olhos húmidos. Fiquei tão emocionada, eu sei lá, só queria celebrar, dançar, rodopiar!
Assim sendo, e tendo sido detectado um saquinho gestacional, já não ia fazer a ecografia com sonda. Estava pronta! O médico falava tão depressa que eu nem tinha tempo para falar, para perguntar “E agora...?” Disse-me apenas que agora era marcar uma consulta com a minha obstetra. “Mais uma vez parabéns” e saiu da sala. Eu levantei-me da maca depois de limpar com papel o gel do abdómen. O assistente escrevia num cartão pequeno, do tamanho de um cartão Multibanco, o tipo de exame realizado e a data em que poderia levantar as imagens. Agradeci, peguei na minha carteira, em cima da cadeira, e no meu saco preto (onde tinha a garrafa de água e a revista), encostado às pernas da cadeira, no chão. Saí da sala e a primeira coisa que fiz foi dirigir-me à casa de banho. Estava tão feliz que acho que até tremia ligeiramente. Não tinha frio. Fechei a porta e olho para o espelho. Vejo lágrimas nos meus olhos e murmuro “Estou grávida!”, com um sorriso que nunca tive nos meus lábios! Volto a olhar para o espelho e sorrio antes de voltar a abrir a porta. Saio rumo à entrada do hospital e, ao passar a porta, dou um toque de telemóvel ao pai. Ele liga-me quase imediatamente Penso que a primeira coisa que lhe digo é “Olá pai!” e depois conto-lhe como correu a observação ecográfica. Deviam ser umas cinco e dez da tarde. Depois de falar com o Pedro, encaminho-me para um táxi. Quem me leva a casa é um taxista de cabelo preto, penso que de estatura baixa, com o banco do condutor bem puxado para trás. Gosta de música clássica e não fala. Agradeço para mim mesma, pois estou num autêntico estado contemplativo e pleno.
Passo pela Praça do Comércio e deixo-me abraçar pela luz do entardecer: ela vem aquecer-me ainda mais e eu penso que os meus dias são agora tão diferentes, tão mais completos. Penso no meu bebé, menino ou menina, tanto faz, e sorrio. “

E, ao reler este texto que escrevi no dia em que soube que iria ser mamã, as lágrimas vêm rolar na minha face...ainda hoje não consigo traduzir por palavras a felicidade intensa e imensa que eu senti há um ano atrás.
Obrigada, meu amor, por existires e fazeres de mim e do pai as pessoas que hoje somos!

Dois miminhos bons

Esta semana o nosso cantinho recebeu dois miminhos especiais, um da mamã Filipa (www.filipamarques4.blogspot.com) e outro da mamã Peixinha (www.mamapeixinha.blogs.sapo.pt):

Dois "Super-Mãe" da Filipa



E um miminho personalizado da mamã Peixinha!



Obrigada, Filipa e mamã Peixinha, pelo vosso carinho!

E, para tidas as mamãs, futuras mamãs e bebés que tanto nos inspiram, um grande beijinho nosso :-)

sábado, 15 de Março de 2008

E amanhã...

...será um dia muito especial!

A primeira papa!

A primeira papa foi um sucesso e teve lugar poucos minutos depois das 12:10.
Seguindo a sugestão da pediatra da Joana, compramos duas marcas de papas, a Milupa e a Cerelac, sendo que começamos hoje com a papa Milupa Arroz (láctea e sem glúten). De facto, optamos por comprar as duas marcas por uma questão de preferência da bolotinha. E, por ora, temos a Milupa aprovadíssima!
Em termos comparativos, posso dizer-vos que, enquanto esta última marca tem embalagens de 250 grs para o sabor Arroz, a Cerelac, que combina os sabores Milho e Arroz, conhece embalagens de 500 grs.
Assim, por volta do meio-dia, comecei a pôr a mesa para a Joana: um individual, uma fralda de pano, um babete (bordado pela avó materna quando a mãe ainda estava grávida), um copo da Nuk com água fervida e arrefecida, uma colher da Chicco com cabo angulado e uma tartaruga, um dos bonecos preferidos da Joana.
Na cozinha, aqueci um pouco de água que coloquei no reservatório do prato “Papa Quente”, da Chicco, prato esse que já vos apresentei anteriormente e que recomendo vivamente (um pormenor sobre a temperatura da água que vai para o reservatório: esta não deve ser superior a 50ºC por forma a evitar uma papa a escaldar...). Coloquei 150 ml de água fervida e arrefecida no prato com 5 colheres de sopa de Milupa e mexi muito bem até todos os grumos desaparecerem.
Enquanto mexia a papa, pensava para comigo: “Se calhar estou a fazer papa em demasia para a primeira vez da Joana...as mamãs que já passaram pelas papas referem que o ideal é fazermos cerca de 90 ml de papa para não desperdiçarmos mas, bem, eu acho que estou a fazer uma boa aposta!” E sabem quanto é que a Joana deixou? 30ml!
Mas vamos voltar ao grande momento. De prato na mão, vou para a sala, e entretanto o pai já se encontra a pôr o babete na Joana. Sento-a no meu colo, primeira colherada, a Joana abre a boquinha (a colher não é um utensílio de todo desconhecido para ela) e toca a saborear! Alguma papa foi parar ao babete e houve alguma que “acampou” em torno do queixo da Joana, mas nada de mais. O engolir é que foi mais demorado mas posso dizer-vos que também esta etapa foi superada. Lentamente, com a colher pouco cheia, a Joana foi comendo a sua primeira refeição de papa e eu, sentada, ia alternado entre o babete e a colher com o coração cheio de orgulho!
Às tantas, a Joana aborrece-se com a colher e começa a espernear. Tentei entretê-la com a tartaruga e nada. O pai tentou as suas macaquices, também nada...lembrei-me que, nas primeiras papas, convém não forçarmos o bebé a comer por forma a ele não ganhar aversão à refeição mas eu constatei que a bolotinha ainda estava com fome...assim, pego no biberon fluxo papa da Chicco, que também já vos dei a conhecer, e ela adere imediatamente. Pois claro, aqui está o nosso amigo biberon novamente! Contudo, só em último recurso é que deveremos socorrer-nos deste biberon pois a papa deve ser dada exclusivamente com a colher...mas, tudo bem, foi a primeira papa da Joana e ela portou-se muito, muito bem!
Terminada a refeição, e tendo a bolotinha já arrotado, mudei-lhe a fralda, dei-lhe um bocadinho de água (ela adorou o copo!) e coloquei a Joana na espreguiçadeira. Enquanto ela se entretinha com a Baby TV, fui lavar todos os utensílios da papa (recomenda-se que estes sejam lavados imediatamente após as refeições por forma a não ficarem pegajosos, evitando também que os resíduos da papa se instalem em locais onde a lavagem poderá não chegar).
Poucos momentos depois, encontro uma Joana novamente a espernear. Tem sono, sem dúvida. Mas tem também um “ratinho” no estômago. Vou então preparar-lhe um biberon de 90 ml com o novo leite recomendado pela pediatra (Nidina 1 da Nestlé). A bolotinha bebe 30ml e adormece!
E assim teve lugar a primeira papa da Joana, sendo que esta refeição demorou cerca de uma hora.
Optamos por dar a papa à Joana à hora de almoço por forma equilibrar melhor as refeições de leite com a papa. Dentro de 10 dias, a Joana começará com as sopas mas até lá, questiono-me: deverei, manter sempre os sabores Arroz e Milho ou poderei ir variando os sabores de 3 em 3 dias ou de 4 em 4 dias? Por acaso, esta questão escapou-me aquando da consulta de ontem da bolotinha...assim, vou contactar a pediatra a propósito desta questão. O que é que a vossa experiência dita?
Por último, compramos também tetinas da Chicco (anti-regurgitações e soluços), indicadas a partir dos 4 meses de vida. O fluxo das tetinas continua a ser normal, o que muda é o aro dos biberons “Papafácil”, aro esse que permite ajustar a saída do leite: girando no sentido do sinal “+”, aumentamos a intensidade do fluxo, ao passo que girando no sentido do sinal “-“, reduzimos esse mesmo fluxo (actualmente, a Joana bebe o seu leitinho na posição intermédia).

No momento em que escrevo este texto são 14:36 e a Joana dorme serenamente na sua caminha...fui agorinha mesmo vê-la e encontrei-a a dormir com uma carinha deliciosa, como sempre, aliás :-)



A mesa posta!



As duas embalagens de papa: Milupa e Cerelac



A primeira papa: huuummm!

O babete bordado pela avó materna


É a vez do pai dar a papa!

As novas tetinas

sexta-feira, 14 de Março de 2008

A consulta

Eram cerca das 14:00 quando saímos, mãe e filha, da casa dos avós maternos, rumo ao HCD, onde a consulta da bolotinha estava marcada para as 15:10. De facto, saímos com alguma antecedência para viajarmos tranquilamente e escaparmos, dentro da medida dos possíveis, à concentração de funcionários da Função Pública em greve, junto ao Terreiro do Paço. E, de facto, conseguimos, pois chegamos cerca de 30 minutos antes da hora da consulta!
O pai juntou-se-nos passados alguns instantes, depois de celebrar um almoço da empresa onde trabalha.
Antes da consulta propriamente dita, a Joana foi pesada e medida. Portou-se muito bem, não chorando nem fazendo um chichi-surpresa na marquesa ou na balança. E, por falar em peso, a bolotinha regista uns generosos 6725grs (P75)! Quanto ao comprimento, a Joana situa-se igualmente no P75, com 64,50cm e, no perímetro cefálico, contamos 41,50cm (P75).
A consulta em si correu muito bem, à excepção da fase de observação: a Joana, de facto, não gosta de ser tocada aqui e ali com alguma insistência, choramingando mesmo quando os pais a tentavam entreter. Era vê-la a olhar para a face da Prof.ª Ana Neto, a pediatra, para que o beicinho desse a sua entrada triunfal!
Depois de rodar a cabeça da Joana para um lado e para o outro, a pediatra aconselhou-nos a variar a posição de dormir da bolotinha. De facto, ela revela uma forte preferência para dormir com a cabeça para o lado direito. Doravante, teremos que colocar um rolinho nas costas e cabeça da Joana para que, durante o sono, a cabecinha também esteja virada para o lado esquerdo. Segundo a pediatra, este procedimento evitará com que a Joana venha a ter um torcicolo, moldando igualmente melhor o formato da cabeça. A bolotinha não é uma bebé com uma cabeça pontiaguda ou proeminente, tem uma cabecinha linda e redondinha, mas convém, de facto, que durante os seus primeiros meses de vida, o bebé durma com a cabecinha para ambos os lados (e não apenas quase sempre para um lado, descurando o outro).
Após a observação, a pediatra informou-nos sobre a tão esperada diversificação alimentar.
Assim, durante os próximos 10 dias, iremos substituir um biberon por uma refeição de papa sem glúten, tendo-nos sido recomendadas as marcas Milupa ou Cerelac e os sabores arroz e/ou milho.
Paralelamente, as papas podem ser lácteas ou não lácteas. A pediatra recomendou-nos as papas lácteas mas eu, sinceramente, não fiquei muito convencida pois, enquanto que as papas não lácteas são preparadas com o leite que o bebé está a tomar, as papas lácteas são preparadas com água fervida...Qual é a vossa opinião? Será que as papas lácteas são menos ricas do que as papas não lácteas, precisamente por não serem confeccionadas com o leite que o bebé já está a tomar e ao qual já se encontra habituado?
Paralelamente, no intervalo das refeições, poderemos dar ao bebé água fervida e, em relação ao sentar na cadeirinha de refeições, tal não deverá suceder até aos 6 meses, altura em que o bebé começa a sentar-se com maior agilidade, apresentando-se os seus músculos igualmente mais fortes para esta nova aquisição.
Relativamente às refeições lácteas da Joana, e uma vez que eu já não me encontro a amamentar, o seu leitinho passará do Nidina 1 HA, para o Nidina 1 da Nestlé.
No início, não será necessário preparar uma grande quantidade de papa pois o mais provável é a Joana não comer tudo, estando mais concentrada em “investigar” os novos sabores e em exercitar o seu reflexo de extrusão. A propósito deste reflexo, diz-nos “O grande livro do bebé” o seguinte: “Chama-se assim ao acto reflexo do bebé que consiste em expulsar para fora da boca os alimentos que sejam colocados na parte anterior da língua. O bebé tem que aprender a ‘enrolar’ a comida para trás e, muitas vezes, os pais esquecem-se deste pormenor e interpretam o reflexo como a criança não querendo comer, cuspindo. Este reflexo mantém-se até aos 4-6 meses, o que explica porque é que algumas crianças têm mais dificuldade em começar a comer à colher. Este reflexo é muito importante na prevenção de acidentes – o bebé pequeno rejeita os pequenos objectos que a sua própria mão possa pegar e colocar na boca.”
Terminada a consulta, esperamos cerca de 10 a 15 minutos para a”visita” às vacinas DTPa Hib VIP – Vacina contra a difteria, tétano e tosse convulsa (DTP), as doenças causadas por Haemophilus influenzae b (Hib) e a poliomielite (VIP) - (2ªdose), e ainda a 2ª dose de Prevenar. Começamos pela DTPa Hib VIP, constituídas por umas gotinhas com sabor amargo mas mascaradas de sacarose. Mesmo assim, esta última não convenceu a bolotinha, que fez uma careta como que dizendo “não sei muito bem a que é que isto sabe mas não é coisa muito boa...”. Após a administração desta vacina combinada (prevista pelo PNV), passamos para a 2ª dose da vacina Prevenar. E não é que a Joana não chorou?! Segundo a enfermeira, esta 2ª dose não dói muito, talvez por isso a reacção da Joana tenha sido favorável. Devo dizer-vos que ficamos surpreendidos com a enfermeira que nos atendeu hoje. Habitualmente, é uma outra enfermeira que nos atende, igualmente simpática e carinhosa. Mas a enfermeira de hoje excedeu em muito as nossas expectativas: esclareceu-nos sobre todo e qualquer pormenor relativo às vacinas que a Joana tomou hoje e, mais importante, deu um beijinho na perna da Joana antes de administrar a vacina! Este gesto simples encheu-nos o coração, é tão importante sabermos que há profissionais de saúde realmente vocacionados para o que fazem...
Como habitualmente sucede, aguardamos meia hora para verificarmos se não tinham lugar sintomas secundários gravosos, tempo em que a Joana esteve a tomar o seu leitinho e a mudar a fralda.
No momento em que escrevo, a Joana tem estado bem-disposta. Talvez um bocadinho mais rabugenta e mais “pisca” para beber o seu leitinho, mas nada de mais.

E, amanhã, começaremos com as papas!


E por aqui passou uma vacina!

Na expectativa...

...da consulta de pediatria da bolotinha, consulta essa que terá lugar esta tarde.
Estou, de facto, expectante em relação à nova etapa alimentar da Joana, o que é que a pediatra me irá aconselhar, que esquema iremos seguir, que dificuldades poderemos encontrar e como as tornear, como implementar uma rotina alimentar mais sólida havendo ainda espaço para esclarecer algumas dúvidas que tenho e que foram surgindo com as leituras dos livros “1,2,3 uma colher de cada vez” e “O grande livro do bebé”.
Comparando a Joana da última consulta com a Joana de hoje, noto uma diferença abismal: é uma bebé mais crescida, muito interactiva, ainda mais observadora, simpática e reivindicativa. As suas preferências encontram-se bem vincadas, bem como os seus desagrados. No contacto connosco e com outros adultos que lhe sejam familiares (como os avós, por exemplo), a Joana revela um grande poder de sedução, rindo-se e escondendo depois a sua carita no peito do adulto que a segura. Quando algo não lhe agrada, ela riposta, alto e a bom som, e não me refiro a chorar, mas antes a um palrar com sentimento e expressividade!
Olho para a minha filha e sinto saudades do tempo em que ela era recém-nascida e adormecia no meu colo, bem enroscadinha, mas, simultaneamente, estou a adorar esta fase, bem mais interactiva. De facto, cada vez estou mais convicta de que todas as etapas desenvolvimentais dos nossos filhos são especiais precisamente por assistirmos ao crescimento de um amor imparável.
A nossa última aquisição para a fase das papas da Joana foi um biberon “Take-up”, da Chicco, com fluxo para papa e pega anatómica. Eu penso que a bolotinha não terá quaisquer dificuldades em adaptar-se à colher. Este é já um utensílio que lhe é familiar da vitamina D “Vigantol”, que a Joana toma diariamente.
Mas, como poderão haver dias e dias, compramos um biberon através do qual a Joana poderá ingerir a sua papa. Aliás, esta ideia partiu da minha mãe que, em conversa sobre o tema, referiu que, quando eu era bebé, havia no mercado uns biberons com uma colher na extremidade. Assim, a papa escorregava por um curto canal, enchia a colher e o bebé, nos dias em que estivesse mais renitente para comer, ficava na mesma com a papa no estômago, sem lutas e choros...assim, quando vi este biberon na Chicco, não hesitei em comprá-lo, numa lógica de “Nunca se sabe...!”
Sim, porque a prioridade é, sem dúvida, a colher :-)

quinta-feira, 13 de Março de 2008

Sonhos de criança

Por vezes questiono-me sobre o conteúdo dos sonhos dos bebés: biberons, chuchas, faces, sorrisos, palavras, paisagens, cores, sons...Há dias, li um artigo muito interessante sobre o lado menos bom dos sonhos, os pesadelos, artigo esse escrito pela Dra Lara Alves, psicóloga clínica.Diz-nos esta psicóloga que os sonhos podem ser tão angustiantes que as crianças têm medo que o dia acabe, resumindo-se ao medo de dormir. E porque é que tal sucede? De facto, tal como acontece com os adultos, os sonhos de uma criança são como um barómetro do seu bem-estar emocional. As causas mais comuns dos pesadelos em crianças passam pelo mau ambiente familiar, com a separação/divórcio dos pais, abuso sexual, doenças, sentimentos de isolamento, falta de apoio ou protecção, medo da mudança, medo dos pais, medo dos professores, dos exames/testes, morte, situações traumáticas, stress e ansiedade no geral.Os pesadelos podem ser variados, de acordo com a imaginação de cada criança mas, normalmente reflectem o turbilhão emocional da sua vida em vigília. Podem sonhar com a morte dos pais por terem medo de ficar sozinhas, ou ter sonhos violentos com um dos pais em que a criança se vê impotente para ajudá-lo, decorrentes talvez de um divórcio. Especialmente em casos de divórcio dos pais, ocorrem frequentemente sonhos muito violentos em que a criança se vê a matar animais ou a assistir à morte de um dos pais. É comum também a criança sonhar que é perseguida ou apanhada numa armadilha, temas estes tipicamente associados ao sentimento de vulnerabilidade. Às vezes os sonhos reflectem o que a criança pensa que lhe fizeram, isto é, revelam a cólera disfarçada por causa da situação em que se encontra. Estes sonhos acabam por representar uma maneira segura da criança descarregar sentimentos de destruição, vingança ou rejeição, sem ser castigada ou sem arriscar mais perdas ou, de fazer algo que lhe foi categoricamente proibido como simplesmente chorar…Normalmente os sonhos perturbadores começam com pequenas situações assustadoras, como a criança a ser perseguida por uma minhoca gigante ou ficar sozinha o aumento de pressão em casa, por exemplo a desintegração do casamento dos pais. Os seus sonhos revelam muitas vezes a consciência intuitiva que muitas crianças possuem sobre acontecimentos que se dão no seio da família e que os pais teimam em não revelar pensando estar a proteger a criança (quando possivelmente a estarão a traumatizar).Os sonhos mais perturbadores e angustiantes são normalmente aqueles que envolvem a morte. Importa explicar aos nossos filhos que os sonhos com a morte indicam em geral que algum aspecto da vida acabou, não significando realmente que alguém irá morrer literalmente. Em casos de divórcio é comum a criança sonhar com os pais mortos e, aqui, é necessário fazer compreender aos filhos que os pais não vão morrer mas sim terminar a sua vida em conjunto.A autora deste texto propõe igualmente algumas estratégias que pais e educadores poderão recorrer se se depararem com uma criança angustiada com os sonhos: Importa criarmos um ambiente carinhoso, de aceitação e de não-julgamento em que a criança se sinta segura para falar. Os sonhos não são bons/maus ou certos/errados, por isso não é de todo bom dizer a uma criança que ela é má por causa dos seus sonhos. De igual modo, não nos deveremos zangar nem trivializar os sonhos pois que estes constituem um importante meio de comunicação. Há que ouvir o que a criança diz e fazer abertamente perguntas que lhe permitam contar a história à sua maneira. Podemos encorajá-la a explorar o sonho. Por exemplo: “Como é que te sentias no sonho?”, “Encontras-te alguém que te ajudasse?” ou “Qual foi a melhor/pior parte do teu sonho?” Ao ouvir, estamos a mostrar à criança que damos valor ao que ela tem a dizer, aumentando a auto-estima da criança e a confiança em si.Deveremos deixar a criança expressar os seus sentimentos sobre o sonho e a sua história no seu próprio ritmo e isto passar por não forçarmos a criança a falar. É importante também que respeitemos a confidencialidade que a criança deposita em nós, não comentando os seus sonhos à frente de pessoas com as quais ela não se sinta tão familiarizada.Poderemos ajudar a criança a estabelecer ligações com acontecimentos da vida real. Se tiver um sonho que a perturbe, há que a ajudar carinhosamente a descobrir com o que se relaciona. Ao trabalharmos os sonhos, as crianças podem tornar-se muito mais conscientes de todas as pressões psicológicas a que estão sujeitas. É necessário ter ainda em atenção que algumas crianças acreditam que, se falarem nos sonhos, eles acabam por se realizar, outras acreditam que, se caírem em sonho e se atingirem o fundo da sua queda, nunca mais acordam. Tanto adultos como crianças têm alguns mitos. Importa ajudarmos as crianças a compreenderem o que são os sonhos e a razão por que sonhamos. Terão assim muito menos medo!Se verificarmos que não conseguimos construir uma ponte entre a realidade e os sonhos dos nossos filhos, deveremos consultar um especialista, não correndo pois o risco dessa angústia extravasar para a vida real uma vez que é nessa altura que começam a surgir as reacções agressivas para os pais, a cólera para os professores, o desinteresse por tudo, o isolamento e a rejeição dos amigos. E, muitas vezes, a depressão...
Importa, pois, estarmos alertas para qualquer sinal que esteja a interferir negativamente com a rotina da criança e...agir!

Bbbrrr...!

...é este o som que tem marcado esta semana e não é um "Bbbrrr" de frio, antes de bolhinhas de baba, acontecendo sobretudo quando a bolotinha está deitada :-)

quarta-feira, 12 de Março de 2008

Eu sou a Joana!

É curioso: nós, pais, ainda não nos habituamos a chamar a Joana única e exclusivamente pelo seu nome próprio, sendo sempre com “petits-nons” que interagimos com ela diariamente.
Ora, desde que a nossa bolotinha foi para os avós que estes começaram a usar com maior frequência o nome “Joana” para chamar a sua atenção. E não é que a nossa filhota, desde a semana passada, começou a reagir ao seu nome quando a chamamos?!

É um de nós a chamar “Joana...” e a bolotinha a virar a cabeça na nossa direcção!

Roupinha de 6 meses...já!

E com 4 meses e meio, a nossa bolotinha já veste roupa de 6 meses!
De facto, reparamos no passado fim-de-semana que alguns babygrows lhe ficavam curtos bem como algo justos na zona da barriguinha. Assim, decidimos experimentar vestir-lhe uma roupinha para 6 meses, tamanho este que lhe serve como uma luva.

Filha, como tu cresces!

Sobre as “Mil e uma Noites”

As “Mil e uma Noites” é o título de uma das mais famosas obras da literatura árabe, sendo composta por uma colecção de contos escritos entre os séculos XIII e XVI, tendo como cenário a região entre o Egipto e a Pérsia.
O que deixa o leitor interessado em ler estes contos é o facto deles estarem interligados. A obra conta a história do rei Périsa, da Pérsia, que traído pela esposa mandou matá-la. Desse momento em diante decidiu passar cada noite com uma mulher diferente, que era degolada na manhã seguinte. Dentre as várias mulheres que desposou, Sherazade foi a mais perspicaz, iniciando um conto que despertou o interesse do rei em ouvir a continuação da história na noite seguinte.
Graças à sua perspicácia, Sherazade escapou da morte e escreveu um infindável número de contos. As “Mil e uma Noites” tornaram-se conhecidas no Ocidente a partir de 1704, graças ao orientalista francês Antoine Galland. O livro passou por diversas adaptações, sendo que a versão actual se baseia nas traduções de Sir Richard Burton e Andrew Lang.

Curiosamente, lembro-me de ter visto um livro de contos das “Mil e uma Noites”, algures no sótão da minha casa no Porto...

terça-feira, 11 de Março de 2008

A saúde auditiva do bebé

Ouvir bem desde a infância é um precioso auxiliar no desenvolvimento das capacidades cognitivas, na competência linguística e no bem-estar emocional da criança. Hoje em dia sabe-se que aproximadamente uma em cada 300 crianças nasce com um problema auditivo grave e que quanto mais cedo o identificarmos, mais possibilidades teremos de obter os melhores resultados no seu tratamento. Muito embora o exame auditivo universal dos recém-nascidos contribua para elucidar este aspecto em grande parte, os pais podem fazer bastante para se certificarem de que o seu filho ouve adequadamente. Importa retermos que este exame não detectará uma perda auditiva adquirida mais tarde durante a infância.
Segundo a guia de controlo elaborada pela National Campaign for Hearing Health (Campanha Nacional de Saúde Auditiva), fundação americana sem fins lucrativos, e tendo em conta a idade do nosso filho, podemos responder às perguntas com alguém que cuida da criança habitualmente, incluindo nós mesmos, os avós, as amas e/ou as educadoras. Se respondermos “Não” a qualquer uma das perguntas ou se tivermos alguma dúvida, importa marcar uma consulta com o pediatra do nosso filho, para que este o examine. Os testes formais de audição não fazem parte dos exames
de rotina; geralmente realizam-se quando os pais expressam a sua preocupação ou se existem factores de risco especiais numa determinada criança, por exemplo, num bebé prematuro. Não ficar em silêncio é o mote!


Guia de controlo da audição (Sim/Não)


Até aos três meses

- Reage a sons altos

- Acalma ao ouvir a voz de um adulto da sua referência

- Vira a cabeça para nós quando lhe falamos

- Acorda com vozes e sons altos

- Sorri quando lhe falam

- Parece conhecer a nossa voz e, quando está a chorar, acalma


Três a seis meses

- Olha para cima ao ouvir um som novo

- Responde ao "não" e às mudanças de tom de voz

- Imita a nossa própria voz

- Gosta de guizos e de outros brinquedos que emitem sons

- Começa a repetir sons (tais como ó, á, e ba-ba)

- Fica assustado com uma voz forte


Seis a dez meses

- Responde ao ouvir o seu próprio nome, ao som do telefone e à voz de alguém, mesmo que não seja alta

- Conhece o nome de alguns objectos (chávena, sapato) e expressões ("olá", "adeus")

- Balbucia, mesmo quando está sozinho

- Começa a responder a ordens como "Vem cá"

- Olha para coisas ou imagens quando alguém fala delas


10 a 15 meses

- Brinca com a própria voz, divertindo-se com o som e as sensações do mesmo

- Aponta ou olha para objectos ou pessoas familiares quando lhe pedem que o faça

- Imita palavras e sons simples; pode usar algumas palavras soltas com sentido

- Diverte-se a brincar com as mãos e com jogos como "Onde está?"


15 a 18 meses

- Obedece a ordens simples como "Dá-me a bola"

- Utiliza frequentemente palavras que aprendeu

- Utiliza frases com duas ou três palavras para conversar e pedir coisas

- Sabe 10 a 20 palavras


18 a 24 meses

- Compreende perguntas simples a que pode responder com "sim” ou “não" (por exemplo, "Tens fome?")

- Compreende frases simples ("na caneca", "em cima da mesa")

- Gosta que lhe leiam histórias

- Aponta para imagens quando lhe pedem que o faça


24 a 36 meses

- Compreende "agora não" e "mais não"

- Escolhe objectos pelo tamanho (grandes, pequenos)

- Obedece a ordens simples como “Vai buscar os sapatos” e “Bebe o leite”

- Compreende várias palavras que definem acções (correr, saltar)

Espero que este guia vos tenha sido útil!

segunda-feira, 10 de Março de 2008

"A vida está nos olhos!"

“É preciso a certeza de que tudo vai mudar!

É necessário abrir os olhos e perceber
que as coisas boas estão dentro de nós:
onde os sentimentos não precisam de motivos
nem os desejos de razão.
O importante é aproveitar o momento e aprender a sua duração.
Pois a vida está nos olhos de quem sabe ver...
Se não houve frutos,valeu a beleza das flores.
Se não houve flores,valeu a sombra das folhas.
Se não houve folhas,valeu a intenção da semente.”

Autoria: Henrique de Souza Filho, poeta brasileiro

Já não quero chucha!

É assim que a nossa bolotinha está para adormecer, pelo que ultimamente tem adormecido a mamar ou então na sua caminha.
Com quase quatro meses e meio, a chucha é , para a Joana, um veiculo para trincar e não para a transportar para o delicioso mundo dos sonhos.

Será que a era das chuchas ainda vai regressar ou será este o salto emancipatório da bolotinha?!

domingo, 9 de Março de 2008

Meu amor,

No momento em que te escrevo esta carta, dormes serena a meu lado, na tua caminha, junto da tua abelhinha de peluche, boneco do qual tu tanto gostas.
Observar-te, encher os olhos de ti, todos os dias, e estando tu acordada ou a dormir, é para mim e para o pai um privilégio, uma fonte de júbilo sem precedentes. O facto das nossas vidas terem gerado a tua existência, enche-nos de felicidade, de amor, engrandecendo o nosso coração de ti.
O inicio deste ano de 2008 tem sido marcado por muitos episódios de violência nas ruas, violência essa nua, crua, ingrata, inexplicável e ensurdecedora.
Provavelmente, um dia mais tarde, mesmo antes de saberes ler, vais perguntar a mim e/ou ao pai o que é a violência, precisamente porque ela parece estar em todo o lado: nos telejornais, nos recreios da escola, nas palavras e atitudes de muitas pessoas que não conhecemos mas que vivem na mesma sociedade que nós.
Páro de escrever e pergunto-me qual será a melhor resposta que te poderei dar...no fundo, penso que a violência é um grande mal-entendido, resultante da falta de diálogo, de compreensão, da solidão, do rancor...a violência é como uma bruxa que só o é porque vem vestida de negro, tem uma vassoura, um chapéu pontiagudo e um coração que, de tantas cicatrizes, deixou-lhe no rosto e mãos marcas que ela deseja vingar nos outros.
A violência, meu amor, existe e assusta-me pelo simples facto de não desejar que ela te assuste e te coloque lágrimas nos olhos.
Enquanto pais, queremos o melhor para ti, todos os dias, e isso passa também por desejar que nada te faça sofrer. Penso que para um pai é igualmente avassalador ver o seu filho chorar por razões alheias à nossa vontade ou controlo.
Um dia, meu amor, serás adolescente e tomarás as tuas próprias decisões com base no teu parecer e na opinião dos pais. Quer eu quer o pai concordamos que a tua educação passará por reconhecer os pontos de vista dos demais como sendo válidos e assentará em transmitir-te valores como a tolerância, a integridade, a humildade, o respeito, a persistência e realização das nossas metas de vida, o saber escutar, o diálogo, o fazer o bem e um valor que nos move todos os dias que é a felicidade connosco próprios, com os nossos, com o próximo e com o mundo.
Com diz o poeta argelino Khalil Gibran, que a mãe muito admira:


(...)
“Vós sois os arcos dos quais vossos filhos

são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito
e vos estica com toda sua força para
que suas flechas se projetem rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria.
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
também ama o arco que permanece estável.”

Assim, meu amor, desejamos que sejas uma cidadã no sentido pleno, inteiro da palavra.
E lembra-te sempre do seguinte:
* A diferença não deverá ser alvo de comentários depreciativos (por exemplo, se um menino for de outra cor, se um menino não for bom aluno, se um menino não tiver muitos amiguinhos, etc);
* Cada um de nós tem o direito à sua opinião, por isso importa respeitá-la. É muito saudável trocarmos pontos de vista sobre determinado assunto e saber ouvir mas nunca impôr ou forçar o nosso ponto de vista;
* Face a uma provocação, importa não reagirmos exageradamente, pois esta reacção significa que perdemos o controlo da situação e assim estaremos a dar espaço para futuras provocações. Explicar a razão pela qual não gostamos da provocação, perguntar o porquê da mesma são alternativas bem melhores que reacções imediatas e muitas vezes impensadas.

Se, por qualquer circunstância, os pais não estiverem fisicamente contigo, por exemplo, quando estiveres na escola, fala sempre com um adulto da tua confiança, como um professor teu preferido.
Nunca escondas palavras ou sentimentos pois o importante neste mundo é falarmos sobre as coisas boas e sobre as coisas menos boas que, infelizmente, também sucedem.
Dos pais poderás sempre esperar um abraço bem aberto, acolhedor e repleto de amor.


E sabes uma coisa: o melhor do nosso mundo és tu, filha!

Lavagem de brinquedos

Esta manhã aproveitei o sol quentinho para lavar alguns brinquedos da Joana e, tendo em conta o tema, deixo-vos aqui algumas dicas de manutenção dos brinquedos.
Assim:


* Para brinquedos de tecido ou de peluche (por exemplo, os brinquedos da espreguiçadeira), deveremos colocá-los numa pequena bacia com água morna e um pouco de detergente delicado (eu utilizo o detergente Norit) e deixar repousar durante 1 hora, sensivelmente. Seguidamente, mudamos a água da bacia, enxaguamos muito bem os brinquedos e deixamos secar;




Quanto aos brinquedos de tecido ou de peluche que contenham um dispositivo musical (como a abelhinha musical que podem ver abaixo), é recomendado passarmos um paninho embebido em água morna e deixarmos secar;



* Para brinquedos de plástico ou borracha que contenham um dispositivo musical, poderemos embeber uma compressa com soro esterilizado, espremê-la e lavar cuidadosamente o brinquedo;



* Para brinquedos electrónicos, como telemóveis ou painéis luminosos, podemos utilizar um pano seco e macio por forma a não danificar o circuito electrónico;



* Para brinquedos unicamente de plástico ou borracha (tais como argolinhas, chaves de plástico, patinhos, etc), poderemos fervê-los durante 5 minutos.


Quanto ao procedimento de secar, recomendo que os brinquedos não fiquem directamente expostos ao sol para evitar o desbotamento ou a sua descoloração.
A maioria dos peluches pode ir à máquina da roupa, recorrendo a um detergente delicado e num programa para roupa delicada. Eu não sou muito adepta deste procedimento, apesar de ser muito prático, preferindo antes lavar tudo à mão, pois não é invulgar os bonecos saírem algo deformados da máquina, ainda que o programa não seja de todo agressivo...


Por fim, deixo-vos a simbologia da lavagem:


Lavar à mão (atender à temperatura indicada no símbolo):



Temperatura da lavagem a não ultrapassar(atender aos graus indicados):




Passagem a ferro (atender à temperatura do ferro, expressa através do número de bolinhas):


Proibida a passagem a ferro:



Permitida a secagem na máquina de secar roupa (atender à temperatura, expressa através do número de bolinhas):


Proibida a secagem na máquina de secar roupa:


Pode ser tratada com lixívia ou cloro:



Proibida a utilização de lixívia ou cloro:


Em relação aos símbolos circulares, indicativos de lavagem a seco, as letras no seu interior indicam o tipo de dissolvente adequado a cada tipo de peça e são úteis para os especialistas em lavagem a seco.

sábado, 8 de Março de 2008

Reflexão sobre o viver

No dia do 93º aniversário de uma senhora que vivia nos Estados Unidos, a Nadine Stér, uma jornalista perguntou-lhe o que ela faria de diferente se pudesse viver de novo. E a resposta, publicada no jornal, serve até hoje de filosofia para muitas pessoas, senão vejamos:

"Se eu pudesse começar de novo, atrever-me-ia a cometer mais erros. Relaxaria. Faria mais exercícios, seria mais tola. Levaria menos coisas a sério e iria aproveitar mais as oportunidades que me aparecessem. Teria viajado mais, escalado mais montanhas e nadado em muitos rios. Teria comido mais gelados. Teria, talvez, mais problemas verdadeiros e menos imaginários. Veja só, eu sou uma dessas pessoas que viveu sensata e tranquilamente dia após dia, hora após hora. Ah, tive os meus momentos, mas se eu pudesse fazer de novo, teria mais deles - só momentos - um após o outro, em vez de viver os anos à frente. Tenho sido uma dessas pessoas que nunca sai para qualquer lugar sem um termómetro, uma bolsa de água quente, um impermeável e um pára-quedas. Se eu pudesse ter a minha vida de volta começaria a andar descalça na Primavera e assim iria até o Outono. Eu dançaria mais, me divertiria mais nos carrosséis, iria apanhar mais flores".

E na manhã...

...do Dia Internacional da Mulher, fomos com a bolotinha caminhar nas redondezas do Oceanário, no Parque das Nações.
Apesar do céu se apresentar nublado e de o vento querer fazer-se sentir, este passeio matinal soube tão bem! A Joana adorou, sempre muito observadora e comunicativa, palrando de quando a quando com os pais :-)
E o porquê de ser hoje o Dia Internacional da Mulher? Com efeito, neste dia, corria o ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher".

Um beijinho, pois, a todas vocês!

sexta-feira, 7 de Março de 2008

Sobre a intolerância à lactose

A intolerância à lactose corresponde à produção insuficiente ou nula de lactase, que é uma enzima essencial no processo digestivo da lactose. A lactase é produzida pelas células do intestino delgado e a sua função é separar a lactose em dois tipos de açúcar menos complexos chamados glicose e galactose. Esse processo permite que a glicose seja absorvida pela corrente sanguínea. Se não houver lactase suficiente para realizar essa tarefa, a lactose inalterada chega ao intestino grosso e começa a fermentar, produzindo ácidos e gases.
Nem todas as pessoas com com produção insuficiente de lactase apresentam os sintomas característicos da intolerância à lactose.A lactase é produzida em grande quantidade durante os primeiros dois anos de vida, havendo depois um declínio constante em sua produção. Portanto, muitos podem com o tempo desenvolver este quadro clínicoMuito raramente os bebés recém nascidos não produzem lactase e ficam muito doentes na primeira semana de vida, pelo facto de o leite materno também conter lactose, não crescendo nem se desenvolvendo até que a lactose seja removida da sua alimentação.
Quando a intolerância é diagnosticada, os médicos recomendam substituir o leite por suplementos alternativos.
E quais os sintomas da intolerência à lactose?
Os sintomas variam de intensidade e podem aparecer até várias horas após a ingestão de alimentos ou bebidas que contenham lactose. A severidade dos sintomas depende de vários factores, incluindo a quantidade de lactose que cada um consegue tolerar bem como a idade, etnia e tempo de digestão habitual.Os sintomas são:

* Náuseas
* Cólicas
* Inchaço abdominal
* Flatulência
* Diarreia
As causas da intolerância a lactose podem ser de origem genética ou transitória, classificadas em três tipos decorrentes de diferentes processos: deficiência congénita da enzima, diminuição enzimática secundária a doenças intestinais e deficiência primária ou ontogenética. O primeiro caso, genético, é um caso muito raro, quando a criança já nasce sem a capacidade de produzir a principal enzima responsável pela digestão do açúcar do leite. Pelo facto de o leite materno também conter lactose, o bebé sofre os sintomas desde o seu nascimento e não ganha peso e pode até se desidratar. Quanto mais cedo o problema for diagnosticado, melhor.O segundo caso, diminuição enzimática secundária a doenças intestinais, é bastante comum em crianças no primeiro ano de vida e ocorre devido à diarreia persistente, pois há morte das células da mucosa intestinal (produtoras de lactase). Assim, o indivíduo fica com deficiência temporária de lactase até que estas células sejam repostas.E o terceiro caso, deficiência primária ou ontogenética, é estatísticamente o mais comum na população. Com o avançar da idade, existe a tendência natural à diminuição da produção da lactase. Esse fato é mais evidente em algumas raças como a negra (até 80% dos adultos têm deficiência) e menos comum em outras, como a branca (20% dos adultos). É particularmente difícil fazer um diagnóstico baseado apenas nos sintomas porque, muitas vezes, as pessoas manifestam este tipo de sintomatologia mas como resultado de outros problemas intestinais ou do consumo de alimentos que causam alguma irritação no intestino delgado. Os médicos usam testes específicos de diagnóstico. Há três tipos de testes que podem ser feitos:* Teste de tolerância. Consiste em fornecer lactose pura ao paciente e durante as horas seguintes, amostras de sangue indicam os níveis de glicose. Se a pessoa for tolerante à lactose, a concentração de glicose no sangue aumenta, e se for intolerante ela aumenta muito pouco ou não aumenta. Este teste não é usado em crianças muito novas, pois a grande carga de lactose pode causar diarreia e desidratação, acarretando sérios problemas;.* Monitorização da quantidade de hidrogénio nos gases exalados pela respiração, após a ingestão da lactose. O hidrogénio é produzido na fermentação da lactose pelas bactérias quando ela chega ao intestino grosso, onde não deveria chegar. O hidrogénio é absorvido pelo intestino, transportado pela corrente sanguínea até os pulmões e, então, exalado pelo ar expirado. Se o paciente consumir leite, por exemplo, e a concentração de hidrogénio do ar exalado aumentar, isto indica que a lactose não foi propriamente digerida. Este teste, assim como o de tolerância à lactose, não é usado em crianças muito novas pelo mesmo motivo. Alguns medicamentos e alimentos, podem interferir no teste.* Teste de acidez das fezes. Detecta os ácidos produzidos pela má digestão da lactose. Este teste é útil em crianças muito novas e pode fornecer alguma ideia se a criança é intolerante à lactose.
Relativamente ao tratamento, não existe um que aumente a produção de lactase, mas os sintomas podem ser controlados através da dieta. Crianças com deficiência de lactase não devem consumir leite de fórmula ou alimentos que contenham lactose, até tolerarem a digestão deste açúcar. A maioria das outras crianças ou adultos não necessitam de remover completamente a lactose da sua dieta, no entanto, não existem quantidades específicas a serem consumidas por dia. A tolerância é variável entre indivíduos e num mesmo indivíduo, ao longo do tempo. Aqueles que reagem mal, mesmo a quantidades muito pequenas de lactose, devem dirigir-se a um médico.

Simples...

...que é este desafio que encontrei no cantinho da Mara (www.mara-barriguitas.blogspot.com), senão vejam: este desafio consiste em enumerar 6 coisas que adoremos...:

- Adoro a minha filha, o meu marido e os meus pais;


- Adoro animais, especialmente cães e concretamente o Óscar, o cocker spaniel dos meus pais!;


- Adoro chocolate, especialmente chocolate de leite;


- Adoro ler, viajar e passear;


- Adoro ir construindo este cantinho e conhecer pessoas extraordinárias como vocês!;


- Adoro o despontar da Primavera, a indolência do Verão, a serenidade do Outono e o aconchego do lar no Inverno...

quinta-feira, 6 de Março de 2008

Miminho original!

Este miminho muito original foi-nos oferecido pela mamã do André (www.filipamarques4.blogspot.com) e, à semelhança da Filipa, quero dedicá-lo a todos os pais e futuros pais muito babados dos seus filhotes!

Sem dúvida que o amor por um filho é algo de transcendente e incrivelmente bom...:-)

Boquinha & cia

Como vos contei anteriormente, a Joana está numa fase em que mete as mãos e os dedos na boca, deixando-os repletos de baba que escorre pelo queixo.
Por vezes, os dedos que ela põe na sua boca são os nossos: quando está ao nosso colo, agarra-os com força e dirige-os para a boca, onde os chucha e trinca (suavemenente!).
E tudo o que é boneco, a bolotinha também os leva à boca. Quando não consegue metê-los na sua boca, como sucede, por exemplo, com a barriga de um boneco, fica muito indignada e emite um “Ué!” de sobrolho franzido!Há cerca de uma semana, fomos a uma caixinha que temos com bonecos para idades mais avançadas, bonecos esses que fomos adquirindo ao longo da minha gravidez, e encontramos uma tartaruga-mordedor, cujas patinhas coloridas contêm um relevo distinto, emitindo igualmente um estalido próprio quando manuseadas. No topo da tartaruga, existe também um botão que, quando premido, emite um som parecido com o de uma buzina e, quando agitamos o boneco, ouvimos o som de um guizo. A Joana adora esta tartaruga, especialmente as suas patinhas, que chucha e trinca com afinco!

quarta-feira, 5 de Março de 2008

500 anos...

...é o tempo médio de decomposição de uma fralda descartável!
Foi com satisfação que esta tarde ouvi na rádio que o governo está a estudar a hipótese de criar um ecoponto destinado precisamente à reciclagem de fraldas descartáveis.

E que cor é que vocês acham que este novo ecoponto deveria ter? Eu apostaria no branco ou então no vermelho...e que esta ideia seja concretizada brevemente!

Os primeiros passos na leitura

Estava eu no meu último ano de Psicologia infantil quando comprei estes quatro livrinhos na FNAC, a um preço unitário de €3,32.
Esta colecção, intitulada “Ler é Crescer”, foi recomendada por uma professora minha, a Profª Teresa Leal, para os primeiros passos no mundo da leitura, caso nos deparássemos, na nossa prática clínica, com crianças com dificuldades na aquisição de competências de leitura ou, simplesmente, quando tivéssemos os nossos próprios filhos.
Todos os livrinhos encerram um conto tradicional ou então uma história de uma personagem conhecida dos mais pequenos. Paralelamente, esta colecção está dividida em quatro níveis que correspondem a níveis crescentes de complexidade no domínio da leitura.
Assim, no nível 1, encontramos nas páginas do livro frases muito simples, escritas em letras grandes e num vocabulário familiar, sendo as ilustrações predominantes;
No nível 2, temos frases ligeiramente maiores que compõem histórias simples. As letras continuam a ser grandes e as ilustrações dominantes;
No nível 3, encontramos frases mais longas e uma tónica no aumento do vocabulário;
No nível 4, encontramos uma estrutura frásica mais variada, parágrafos mais longos e histórias maiores. As ilustrações ocupam aqui meia página, em todas as folhas.

Em suma, são livrinhos pequenos, de capa dura, muito didácticos e apelativos para a criança.

terça-feira, 4 de Março de 2008

A auto-estima

Os primeiros anos de vida de uma criança são fundamentais na construção de uma auto-imagem positiva, de um sentido de si próprio enquanto pessoa competente e capaz de superar com êxito os obstáculos com que se depara.
E como podemos nós favorecer esta construção? Segundo Brazelton, o primeiro passo passará por transmitir à criança amor e carinho. Mas é igualmente importante veicularmos modos de pensar e “ferramentas” de resolução de problemas. Tudo isto vai sendo naturalmente adoptado pela criança à medida que observa os pais, os seus modelos sociais de referência. Para além desta identificação, do amor e do carinho que transmitimos aos nossos filhos, é igualmente importante equilibrarmos o nosso apoio, a nossa presença, com o “desafio” da liberdade de fazer algo sozinho. Por exemplo, se uma criança está a brincar com um puzzle simples, é essencial que os pais se mantenham afastados, observando-a enquanto ela tenta encaixar as peças, virando-as de um lado e do outro e depois, se não conseguir o resultado que deseja, as deixe cair, frustrada. Quando a criança volta ao ataque, conseguindo o encaixe das peças, o melhor que os pais lhe poderão dizer é: “Boa, conseguiste sozinha!” Deste modo, estaremos a reforçar um êxito, uma vitória, o ser capaz de, apesar dos pequenos contratempos de não conseguirmos o que desejamos à primeira vez.
Se nos tivemos “intrometido” antes, para mostrar à criança como se faz ou até para a encorajar a tentar, estaríamos a reduzir o triunfo da criança para metade, se bem que esta demonstração seja importante, no inicio, quando a criança não está familiarizada com uma dada tarefa ou quando a frustração começa a ser angustiante para a criança.
Como poderemos reforçar a auto-estima nos nossos filhos?
Passo a transcrever algumas sugestões do Dr Brazelton (“O grande livro da criança”):


“1 a 4 meses
Incline-se sobre o bebé para estimular os seus sorrisos e vocalizações. Quando ele sorrir, sorria. Mas depois espere até ele voltar a sorrir ou a vocalizar. Quando o fizer, incentive-o com uma imitação suave. Enquanto ele for repetindo isso inúmeras vezes, observe a sua expressão para ver se ele reconhece as suas próprias aquisições quando exibe estes comportamentos. Não faça isto de modo opressivo.

4 a 6 meses
Quando se inclinar sobre ele, vocalize suavemente. Espere que ele a imite. Quando ele o fizer, mostre pela expressão do seu rosto que reconhece o que ele fez.

6 a 8 meses
Jogue com ele, escondendo-se e mostrando-se de novo, de novo a levá-lo a imitar a sua brincadeira. Depois deixe que seja ele a conduzir o jogo.
Quando lhe der de comer, deixo-o segurar uma colher ou uma caneca.


8 a 10 meses
Brincando com o mesmo tipo de jogo, tape-lhe o rosto com um pano e deixe que seja ele a retirá-lo.
Deixe-o começar a agarrar com as mãos dois ou três bocadinhos de comida para comer sozinho. Não se preocupe se ele os deixar cair.

10 a 12 meses
Deixe-o imitá-la, bebendo alguns goles de uma caneca e utilizando uma colher. Deixe que seja ele a escolher os alimentos que vai comer com os dedos, dando-lhe apenas alguns pedacinhos de cada vez.


12 meses
Deixe-o continuar a comer sozinho com as mãos, a segurar o seu biberon e a imitá-la com uma caneca.

16 meses
Deixe-o usar um garfo para agarrar os alimentos. Deixe-o decidir se quer ou não comer, mas não experimente inúmeras coisas para tentar agradar-lhe.
Entre o primeiro e o segundo ano de vida
Dê-lhe oportunidade para brincar com outras crianças da mesma idade. Prepare-o antecipadamente. Não o deixe só com eles enquanto não vir que ele está preparado para isso, mas encoraje-o eventualmente a ficar num grupo sem a sua presença. Não interfira nas brincadeiras deles. Mesmo que mordam, se arranhem e puxem os cabelos uns aos outros, isto poderão ser oportunidades para aprender, se os pais se mantiverem à parte. Contudo, não deixe o seu filho muitas vezes com um companheiro excessivamente agressivo ou passivo. Ele não aprenderá tanto com ele como aprenderia com um do seu género. Não o force a compartilhar os seus brinquedos. Deixe que sejam as outras crianças a ensiná-lo.

Entre os 3 e os 5 anos
Encoraje-o a brincar independentemente com os irmãos ou com os amigos. Mantenha-se à parte das crises que surgirem. Recompense-o pelos seus êxitos na aprendizagem sobre os outros. Encoraje-o a brincar regularmente com uma ou duas crianças, para que ele possa conhecê-las bem, compreendê-las e confiar nelas. Elas transmitir-lhe-ão um sentido de competência para com os outros e ensiná-lo-ão a compartilhar e a ser atenciosos para com os sentimentos das outras pessoas.”

Por último, gostaria de vos deixar o impacto que algumas frases ou apreciações que são tecidas acerca do comportamento do nosso filho têm nele.
Começarei pelas frases negativas e pelo sentimento que cada uma delas provoca na criança e termino com frases positivas e reforçadoras de um sentido de auto-estima e auto-confiança nos nossos filhos.~

És um desarrumado = Não sei arrumar
Estás sempre a aborrecer-me = Sou aborrecido
Deverias aprender com o teu primo/amigo = O primo/amigo é melhor do que eu (este sentimento poderá mais tarde desencadear comportamentos de rejeição ou ciúmes)
Assim nunca chegarás a lado nenhum = Nunca vou conseguir (mais tarde, este sentimento irá adquirir contornos de receio perante tarefas futuras da criança)
Estou a ficar farta de ti = Ninguém gosta de mim
Vais ficar de castigo = Tristeza, vingança
Se continuares assim vou castigar-te = Medo
Não sabes estar quieto? = Sou nervoso
Só me dás desgostos = Tristeza
Cada dia te portas pior = Eu sou assim, não me sei portar bem...
És um mentiroso = Eu só sei mentir
Não sei quando é que vais aprender x = Nunca mais vou aprender
Assim nunca terás amigos = Tristeza, receio, medo
Vou contar ao teu pai = Receio, medo

As frases que fazem a diferença...

Tenho a certeza de que és capaz = Sou capaz
Muito bem, eu sei que tu farás o que está correcto = Sou capaz
Tens um bom coração = Sou bondoso
O João diz que tu és um amigo excelente = Eu confio no João, o João é meu amigo
Se precisares de ajuda, estarei aqui para ti = Confiança
Sei que fizeste isto sem querer = Não vou repetir esse comportamento
Estou muito orgulhosa de ti = Satisfação
Sabes que te amo muito? = Sou amado
Parabéns pelo que fizeste = Satisfação, repetição desse mesmo comportamento
Que surpresa boa me fizeste! = Satisfação, alegria
Noto que a cada dia estás a portar-te melhor = Vontade de melhorar
Acredito no que me estás a dizer, confio em ti = Segurança, confiança
Sabes que eu quero o melhor para ti = Amor
Mereces o melhor = Amor, satisfação
Podes chegar onde quiseres = Eu sou capaz de...
Tenho a certeza de que as tuas próximas notas na escola serão melhores = Vou esforçar-me mais

Os filhos agradecem e respondem também muito melhor com um gesto de aprovação e algumas palavras de ânimo. Um “Força, campeão!” pode fazer com que a criança chegue muito mais longe do que ela e os seus pais jamais pensariamEm suma, se a criança se sente querida e aceite, terá uma atitude mais positiva, será capaz de colocar-se metas realistas e, deste modo, auto-motivar-se para alcançar outras metas, metas essas ainda mais elevadas.

Eu ponho a música a tocar!

A nossa bolotinha, quando está no Parque Lúdico, já levanta as pernitas de encontro à sua barriga e, com os joelhos ou com os pés, faz movimentar os bonequinhos suspensos, desencadeando uma de várias melodias.E o que ela palra enquanto observa as luzinhas, os bonecos e ouve as músicas. No domingo, gravei no telemóvel as “conversas” da bolotinha para comigo, para consigo e para com a bonecada e, quando reproduzi o que gravara, a Joana ficou muito compenetrada a olhar ora para o telemóvel ora para nós!

A certa altura pensei que ela se sentia assustada, mas não, estava apenas concentrada, como quem pergunta: “Será que esta voz é minha?!”

segunda-feira, 3 de Março de 2008

Março...

...começou em cheio, sem dúvida!
Com um sol fabuloso, foi com agrado que puxamos do guarda-fatos roupa condizente com a Primavera e começamos a ouvir, da janela da sala da nossa casa, o chilrear dos passarinhos.Inclusive, encontramos já pessoas na praia e, mais, dentro de água. E posso dizer-vos que não eram surfistas!

Ontem de manhã...

...estivemos aqui, a passear entre os rectângulos de verde, com a nossa bolotinha a dormir!
Há dois fins-de-semana, sensivelmente, que a Joana acorda cedo e depois já só faz pequeninos sonos de meia hora ou quarenta e cinco minutos. Conclusão, aos sábados e domingos levantamo-nos pelas 07:00/08:00 e depois já não regressamos à cama! Temos uma bolotinha que começa a palrar, a rir, a pedir colo, a olhar e a querer agarrar os bonecos e, assim sendo, aproveitamos as ocasionais sonecas à tarde para pormos o sono em dia.
Notamos que a Joana está, progressivamente, a deixar de dormir durante o dia (e quando o faz é por pouco tempo), preferindo estar entretida com os pais, com o Parque Lúdico, com a espreguiçadeira ou com a Baby TV.À noite, felizmente, é uma bebé que nos dá as noites todas, sem qualquer interrupção!

domingo, 2 de Março de 2008

E quem sai assim...

...só pode fazer furor, não acham?!
A nossa bolotinha está com umas calças rosa-bombom da Benetton, com uma camisinha branca de gola redonda e com um casaco de malha, não muito quente, também cor-de-rosa.

Olho para a Joana e apetece-me encher as bochechinhas e toda ela de beijinhos!

Um miminho bom!

A mamã do Pedro, a Nany (www.o-meu-cantinho.blogspot.com), dedicou-me este miminho que eu muito agradeço pois que esta mamã é uma inspiração em termos de carinho com que escreve, aprendendo eu também muito com os seus textos.

Segundo as regras, deveremos dedicar este miminho a 10 blogs inspiradores e, à semelhança da última vez, ao invés de os publicar aqui, irei a cada blog deixar esta surpresa!

sábado, 1 de Março de 2008

Tira-nódoas

Por vezes, dou por mim a perguntar como tirar esta ou aquela nódoa.
Pesquisando sobre o assunto, encontrei algumas dicas que aqui partilho com vocês:


* Nódoas de frutas, incluindo sumo de frutas: em primeiro lugar, fervemos um pouco de água e vertemos por cima da nódoa. Se não sair totalmente colocar a nódoa de molho durante alguns minutos e em seguida lavar com lixívia se a roupa for branca. Se a roupa for de cor, podemos socorrer-nos de um detergente para cores, colocar um pouco sobre a nódoa, deixar repousar durante meia hora e depois enxaguar e esfregar o local da nódoa levemente, lavando a peça de roupa de seguida.
* Para nódoas de sopa nos babetes, fraldas e roupa : podemos recorrer a sabão azul e branco, espalhando-o sobre a nódoa, esfregando levemente e enxaguando a peça de roupa;
* Manchas de ovo: cobrir a nódoa com sal e deixar actuar durante cerca de uma hora lavando de seguida.
* Nódoas de cóco: o ideal é lavar de imediato a peça de roupa. Neste caso, podemos emergi-la num recipiente com água morna e um pouco de detergente delicado. Deixamos actuar durante meia hora, depois enxaguamos, esfregamos levemente e lavamos normalmente na máquina da roupa. Se a nódoa tiver algumas horas e estiver ressequida, convém deixarmos a peça de roupa de molho de um dia para o outro e repetir o procedimento. Se a peça de roupa for branca, podemos recorrer à lixívia.
* Manchas de sangue: um qualquer tradicional shampoo servirá para retirar uma nódoa de sangue. Em primeiro lugar aplicar um pouco de shampoo directamente na nódoa. Mergulhar a nódoa em água morna e esfregar um pouco. Dependendo da antiguidade da nódoa poderemos ter de esfregar durante algum tempo mais. Em seguida lavar a peça. Se não resultar podemos também experimentar colocar água oxigenada (10 º) directamente na nódoa, lavando de seguida.
* Manchas de erva: tratar localmente com detergente e lavar de seguida
* Para as manchas de esferográfica:
a) Em tecidos: deixar a peça de roupa durante algumas horas imersas em leite, depois esfregar a mancha com vinagre ou limão, mas tudo isto com muito cuidado por forma a não descolorir ou manchar o tecido;
b) Em couro: colocar por alguns instantes uma esponja embebida em água morna com amoníaco. Depois esfregar com um pano macio e seco.Se for um couro mais resistente poderemos utilizar éter esfregando com um pano o local da mancha.
Para as manhas de esferográfica, podemos também aplicar um pouco de laca na nódoa e escová-la com uma escova de dentes. De seguida, lavamos a peça de roupa.
* As manchas de mel saem colocando sobre a mancha uma solução de bicarbonato de sódio dissolvido em água quente. Depois lavamos e enxaguamos com água fria.
* Manchas de gordura (banha, manteiga, maionese, óleo de cozinha, etc): passar éter sobre a mancha. Polvilhar com pó de talco e lavar com água quente e sabão.
Também podemos, antes da lavagem, aplicar um spray de remoção de nódoas ou um pouco de detergente líquido. De seguida, lavamos à temperatura máxima mas suficientemente segura para o tecido.
* Manchas de chocolate:
1) Aperte sem esfregar a parte manchada entre dois papéis absorventes. Os restos retiram-se com álcool a 90º;
2) Humedecer a mancha com glicerina e lavar em água morna.
* Pastilha elástica: colocar a peça de roupa dentro de um saco plástico. De seguida, colocar o saco no congelador, durante cerca de uma hora, por forma a congelar a pastilha. Retire a peça do congelador e dobrar o tecido na zona da nódoa por forma a quebrar a pastilha, retirando os pedaços.
* Manchas de doces ou bebidas açucaradas: Lavar com água morna e um pouco de álcool.
* Manchas de ketchup: Utilizar glicerina, água e sabão. Contudo, a nódoa deverá ser tratada o mais rapidamente possível.
* Manchas em tecidos com estofo (por exemplo, sofás), saem se friccionarmos o tecido com creme de barbear.
* Para eliminar manchas em sapatos claros ou de camurça, podemos esfregá-los com uma batata crua;
* Para eliminar manchas de graxa, podemos colocar um pouco de margarina sobre a nódoa, deixar actuar por instantes e depois lavar com água e sabão.
* Para manchas de tinta de iodo/Betadine: ferver o tecido em leite, deixar arrefecer e lavar com sabão.
* Para manchas de café: lavar com água morna e glicerina ou passar uma pedra de gelo sobre a mancha ou esfregar sobre a mesma uma mistura de bicarbonato de sódio dissolvido em água. Para manchas de café antigas, podemos esfregar o local com um pano humedecido em vinagre. Para manchas de café em roupas de algodão branco, podemos humedecer com água oxigenada o local da mancha e, logo de seguida, lavar com sabão.
* Para manchas de ferrugem, podemos lavar o local com sumo de limão e água morna.
* Para a roupa amarelada pelo tempo, vamos distinguir entre os vários tipos de tecido:
- Para roupas de algodão e linho: Ferver o tecido numa panela bem limpa por 1 hora numa solução de sal e bicarbonato de sódio.- Seda branca: Depois de ser lavada e enxaguada, encubrir a peça de roupa por completo num recipiente com água e 1/2 litro de leite. Alguns minutos de molho são suficientes.- Seda colorida: Se a cor for forte (exemplo, rosa-choque), acrescentar à última água, uma ou duas colherzinhas de chá de açúcar. Enrolar a peça numa toalha limpa, bem apertada, e passar a ferro ainda húmida. Se notarmos que a roupa pode desbotar, não a deixemos de molho: ensaboamos e enxaguamos rapidamente. - Lycra branca: Depois de lavada e enxaguada, deixar a peça de roupa durante alguns minutos de molho, numa solução de água e bicarbonato de sódio. De seguida, secamos a peça de roupa à sombra.- Lycra de Cor: Neste caso, não poderemos deixar a peça de roupa de molho. Ela deverá ser lavada separadamente e à mão com detergente.- Nylon Branco: O fermento em pó é óptimo para evitar que roupas de nylon branco fiquem amareladas depois da lavagem. É só mantê-las por alguns segundos numa solução de água com um pouco de fermento em pó.
* Manchas de bolor: pôr um pouco de água oxigenada (10º) e deixar durante alguns minutos ao sol.
* Manchas de vinho tinto: aplicar de imediato papel absorvente sobre a nódoa ou, se não tivermos papel absorvente à mão, podemos socorre-nos de 7Up ou vinho branco ou ainda usar creme de barbear: a espuma é óptima para remover manchas.
* Manchas de cerveja: Deixar cair sobre as manchas umas gotas de água oxigenada ou amoníaco. Depois lavar normalmente.
* Manchas nos punhos e golas de camisas: Humedecer a gola e os punhos e esfregar com sabão. Decorridos alguns minutos, passar sobre a nódoa uma lixa para as unhas. Enxaguar e lavar normalmente.
* Manchas de transpiração: esfregar a zona suja em vinagre e de seguida lavar com água o mais quente possível (desde que seja seguro para o tecido).
* Manchas de baton: aplicar um pouco de pasta de dentes, que não gel, na nódoa e lavar de seguida. Se não resultar podemos experimentar aplicar localmente detergente, deixar actuar durante cerca de uma hora e lavar de seguida. Se mesmo assim ainda permanecerem pequenos restos, experimentemos usar um pouco de amoníaco e água.
* Manchas de perfume: colocar a nódoa de molho em água fria durante alguns minutos. Se não resultar, aplicar um spray de remoção de nódoas ou um pouco de detergente líquido, enxaguar e lavar de seguida;
* Manchas de alcatrão: urge actuarmos rapidamente antes da nódoa secar. Com uma faca, raspar a zona suja por forma a tirar o máximo possível de alcatrão. Seguidamente colocar a nódoa virada para baixo sobre papel absorvente. Substituir o papel com frequência para uma melhor absorção. Esfregue também com detergente. Por último, lavar a peça à temperatura máxima, suficientemente segura para o tecido.
* Manchas de nicotina nos dedos saem facilmente se esfregarmos uma mistura de sumo de limão com água oxigenada.

Bem-vindo,Março!

Mês da Primavera, mês do Dia do Pai, mês da Páscoa!

E, curiosamente, tudo começado com “P”...a excepção é o Dia Internacional da Mulher, a 8 deste mês.