Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Coaching Parental

Há dias, enquanto levava a Joana à creche, ouvi uma entrevista muito interessante na M80, com duas psicólogas, sobre um tema assaz actual e que nos interessa a todos nós, pais.
Trata-se do Coaching Parental que tem como principais características as seguintes:
- Visa construir pais mais confiantes na educação que dão aos filhos e das competências e qualidades que possuem;
- Facilita a identificação das metas que os pais pretendem alcançar na educação dos filhos e que mudanças serão necessárias implementar para alcançar essas metas. Por exemplo, “Eu quero que o meu filho aprenda a dormir sozinho. Como poderei alcançar esta meta da melhor forma possível, com o mínimo de noites perdidas?” ou “Como poderei eu ajudar o meu filho a fazer os trabalhos de casa sozinho?”, entre muitos outros exemplos;
- Procura reforçar a confiança e a auto-estima dos pais, motivando-os para encontrarem estratégias feitas à sua medida para implementar a mudança. De facto, não há uma única estratégia para lidar com um determinado ponto educativo, como por exemplo, as birras. Cada casal deverá dispor das suas próprias estratégias, adaptadas ao seu filho, distinto dos demais;
- Permite a descoberta de formas novas e criativas de tirar o máximo prazer e satisfação da vida familiar, com o mínimo de stress possível e reduzindo a um mínimo as faltas de paciência.

De acordo com as duas psicólogas fundadores deste movimento em Portugal, Sandra Azevedo e Ângela Coelho, “o Coaching Parental é uma excelente alternativa para todos os pais ou mães que pretendem sentir-se mais confiantes e competentes neste papel, e que gostariam de aprender novas alternativas para lidar de forma positiva com as situações mais angustiantes e difíceis do seu dia a dia enquanto pais.”

De facto, o Coaching Parental permite que os pais deixem de se sentir zangados, frustrados, ansiosos ou culpados. Ou, pelo menos, diminuir a frequência destes sentimentos tão negativos, sobretudo para as crianças.
Quantas vezes não ouvimos pais que se dizem culpados pela falta de tempo que dedicam aos filhos depois de um intenso dia de trabalho? E quantas vezes ouvimos coisas como “estava tão cansada, tão aborrecida, que perante as birras dos meus filhos, dei dois berros e uma palmada a cada um...depois, senti-me tão culpada...parece que os meus filhos me olharam de modo diferente naquele momento, como que a perguntar para onde teria ido a mãe tão carinhosa...”?
Todos nós, enquanto pais, temos dias menos bons. É uma realidade incontornável. Acontece a todos e não nos devemos sentir culpados por uma acção muitas vezes impensada, fruto de uma cabeça quente. Agora, o que está ao alcance de cada um é procurar substituir estas reacções por outras bem mais construtivas e benéficas para todos. Vamos imaginar: chegamos a casa cansados de um dia de trabalho. Temos que fazer o jantar, dar banho e a sopa aos nossos filhos, brincar com eles, adormece-los. E isto em quantas horas? Pois, é quase nenhum o tempo que temos para respirar. Mas de que nos serve extravasar o nosso cansaço sobre a forma de “dois berros” ou uma palmada? Ficamos satisfeitos ou aliviados depois de o fazer? Será improvável. Porque não substituir, então, estes momentos de stress por outros bem mais saudáveis? Funciona em parte como a alimentação saudável: pomos de parte a “funk food” e incorporamos, na nossa alimentação, produtos mais ricos, a todos os níveis. Falar é fácil? Sinceramente, penso que poderemos substituir esta frase, que traduz algum cepticismo, por uma frase que traduza acção, vontade de descobrir novos coping skills, ou competências para lidar com a, b, c e/ou d.
O Coaching Parental tem como modo de funcionamento privilegiado as workshops, com uma duração que não chega a uma hora. Normalmente a “aula” começa com os pais a descreverem o seu final de dia ideal, depois do trabalho. O que gostavam de fazer, com quem e onde. A partir daí desenvolvem-se acções que permitem, às pessoas que interagem frequentemente com crianças e respectivas famílias, descobrir e utilizar competências para atingir os objectivos a que se propõem.

Para mais informações, poderão consultar o site:
http://www.familycoaching.pt/

6 comentários:

Um pedaço de azul... um BloGui diferente disse...

É um assunto muito interessante. Mesmo. É que muitas vezes sinto isso mesmo, mas por acaso até sou daquelas que consegue contornar, na maioria das vezes, esse sentimento negativo e pensar em coisas boas. Resulta sabes, o Gui até fica mais bem disposto. Mudo de humor imediatamente após ter tido uma sensação ou um pensamento menos agradáveis... resulta.
beijos e parabéns pelos assuntos interessantes que continuas a abordar

Vera disse...

Que belo post!!
Deve ser uma ajuda imensa, principalmente acho que me ajudaria bastante visto que sou mãe de primeira viagem:) e não sou, claro:)
Não conhecia de todo. Que ideia tão interessante, gostei sim!
Bjs

Cristiana disse...

Muito interessante! Vou adicionar aos favoritos!
beijoquinhas

© Tété £ Xavier disse...

Já tinha lido sobre isso e acho muito interessante pelos motivos óbvios.
O problema é que na prática tudo mudo mas o fulcral de tudo é manter a calma que tudo se consegue ;o)
Beijos
Tété & Xavier

MarGui disse...

Eu acho isso excelente, porque isto de ser mãe não é facil e há momentos em que precisamos de uma ajuda para nos sentirmos melhor e por sua vez cuidar melhor dos nossos pimpolhos.
beijocas

silvia disse...

Muito interessante... Obrigado irei pesquisar.
Silvia