sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

A tartaruguinha Lotty

Esta tartaruguinha, comprada na Prénatal, foi oferecida à Joana pelos avós maternos quando ela nasceu.
É um bichinho muito simpático: a barriga é um espelho, as antenas dão estalidos ao toque, cada pata oferece uma textura diferente, cada botão nas costas tem um som distinto e existe ainda um guizo dentro dela.


Ora bem, anteontem procedi às apresentações e acho que a Joana gostou da tartaruguinha pois não se coibiu de lhe tocar na carita!







Já sou grande!

Ontem, às 15:42,a Joana envergou a última fralda Dodot tamanho 1! Assim, o último pacote de fraldas deste tamanho (falamos em 27 fraldas no total) durou 91 horas, isto é, quase 4 dias, numa média de 8 fraldas por dia.

Inauguramos a fralda tamanho 2 às 17:57, sendo que a bolotinha fez a sua inauguração com um mega-cocó, 10 minutos depois!



As 27 fraldas que compõem o cada pacote de fraldas Dodot tamanho 1



Entretanto, o pacote cresceu, sendo que o tamanho 2 comporta 62 fraldas



A fralda tamanho 1



A fralda tamanho 2 também cresceu, reparem no elefante azul!

quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Colo é...

...o lugar onde o sol vem bater de mansinho, pincelando o nosso olhar de amor e os nossos abraços de eternidade.
Colo é o lugar onde os sorrisos se aninham para recriar, uma e outra vez, a plenitude de ter um filho.

Estas palavras brotaram de mim enquanto tinha a Joana a dormir um soninho nos meus braços, com a cabecinha encaixada na curva do meu pescoço.
Depois da mamada das 10:00, a bolotinha rendeu-se a uma tranquilidade tal que eu, pura e simplesmente, não tive coragem de a deitar na alcofa...estava ali, nos meus braços, um estado de simbiose total, o significado da vida, porquê quebrá-lo então?
Reclinei-me na cama, com duas almofadas atrás das costas, e assim fiquei, entregue a reflexões sobre o colo.
Sobre mim, a minha filha, entregue à minha protecção, à minha responsabilidade, à minha disponibilidade, ao meu amor, em suma, ao meu ser.

E pensar que o colo não nasce ensinado pois colo é sentimento!

Leituras

Este é o livro ao qual a mãe vai buscar, todos os dias, uma historinha para ler à bolotinha.
Trata-se de um livro que, como o próprio nome deixa antever, tem uma história para cada dia do ano e a Joana parece apreciar este momento de leitura pois fica sossegadinha e olha muitas vezes para a mãe!
Sou apologista da criação e manutenção de bons hábitos de leitura e penso que estes devem começar bem cedo. Aliás, a partir da 17ª semana de gestação da Joana, comecei a ler-lhe uma historinha por dia, alternando à vez com o pai.
Eu sempre gostei muito de ler, o primeiro livro que eu li foi “A Menina do Mar”, da Sophia de Mello Breyner, e espero poder inspirar a minha filha no delicioso mundo dos livros!


E, por falar em leituras, há duas revistas que me têm acompanhado mesmo antes de ter engravidado, a “Pais&Filhos” e a “Bebé d´hoje”. Esta última revista trás, este mês, um livrinho do Popi, muito giro. Quanto à “Pais&Filhos”, temos uma tigelinha e uma colher, a guardar para quando a Joana se começar a aventurar nas papas!

quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

Era uma vez a noite

Esta noite dormimos pela primeira vez com a luz apagada, seguindo a sugestão da pediatra no sentido da Joana começar a distinguir a noite do dia, habituando-se ao escuro. Até então, tínhamos dormido com um pequeno candeeiro acesso que emite uma luz muito suave. Experimentamos apagar a luz enquanto adormecíamos a Joana, com ela ainda acordada (ou meia-acordada!), e com ela já a dormir. Posso dizer-vos que, acordada, a Joana achou a ideia de não ter o candeeiro acesso um pouco estranha, tornando-se inquieta. Mas, com ela a dormir, não houve qualquer senão, sendo que ela, se acordou a meio da noite, não barafustou...E garanto-vos que acordaríamos se ela manifestasse o seu desacordo!

Hora do banho

Se a bolotinha pudesse escolher, dispensaria o banho com certeza!
Ontem ao fim do dia (hora habitual em que a Joana toma banho), tentamos aumentar a água da banheirinha para 38ºC mas, mesmo assim, a bolotinha não ficou convencida e desatou num “daqueles” choros desalmados...eu acho que o problema reside no facto dela não gostar de ficar despida: já lhe estou a tirar o body e parece que ela adivinha, pois começa a resmungar...sabem o que é que eu já pensei? E se ela apanhou algum susto enquanto esteve nos cuidados especiais? Eu sei lá, pode ter escorregado ou alguma enfermeira pode não ter sido suficientemente meiga na hora do banho porque todo este medo é, de facto, confrangedor.
Já revi os meus procedimentos, tenho sempre o quarto quentinho e as minhas mãos também, e tento sempre introduzir alguma variante para ver se consigo tornear o choro da bolotinha. Ora vejam a lista comigo:

1. Abro a toalha de banho, com capuz e 100% algodão, em cima da cama;
2. Coloco o body, calcinhas, babygrow e fralda a vestir à mão;
3. Começo por limpar os olhos da bolotinha com soro fisiológico, no sentido de fora para dentro e utilizo uma compressa para cada olho.
4. Lavo a carinha e as orelhas da Joana com algodão embebido em água morna previamente fervida;
5. Entretanto, a banheirinha fica pronta com a água a rondar os 37-38ºC;
6. Enrolo a Joana numa toalha (ainda vestida) e começo a lavar a cabeça (até aqui tudo bem);
7. Vou falando sempre carinhosamente com a bolotinha e sorrio-lhe;
8. Deito-a para secar a cabeça com pancadinhas leves;
9. Começo a despi-la (aqui começa o choro) e vou falando com ela na tentativa de a acalmar. Limpo-a na zona da fralda;
10.Banheirinha: o contacto com a água não é positivo. Tenho já preparada a esponja (natural) com gel de banho (“O primeiro gel de banho” da Uriage) e tento ser rápida.
Coloco a Joana semi-inclinada para trás, com a cabeça apoiada no meu antebraço. enquanto a mão a segura pelo ombro. A mão livre segura o rabinho da Joana e é a que depois a vai lavando, começando eu no pescoço para depois ir descendo. Apoio novamente o rabinho e tiro-a da banheira;
11. Deito-a em cima da toalha de banho e seco-a com pancadinhas leves;
12. Visto-lhe o body e não o aperto em baixo enquanto ela não tem a fralda nova. Visto-lhe as calcinhas e o babygrow. Penteio-lhe o cabelo. Agora ela já acalmou. Só houve uma vez em que consegui fazer-lhe uma massagem corporal com leite hidratante...gostaria de fazer estas massagens mais vezes porque sei que são calmantes mas, para já, ainda não tenho o aval total da bolotinha!

O que é que acham que eu posso mudar nestes pontos?

Li há instantes num artigo o seguinte:


- Colocar uma toalha no fundo da banheirinha : vou experimentar;
- Não deve voltar o bebé para lavar as costinhas: eu volto-a sempre e noto que ela se acalma um pouco nesta posição...


Talvez daqui a algum tempo a bolotinha comece a achar mais piada ao banho, sobretudo quando a mãe puser na água uns patinhos!

terça-feira, 27 de Novembro de 2007

Com um mês...

Eu adoro:

O colo da mãe e do pai: não há lugar mais quentinho, seguro e aconchegante para adormecer. Terei tempo para me habituar à alcofa e outros artefactos que os adultos concebem para nos deitarem a dormir. A mãe Natureza bem sabe que o colo é universal e gratuito! A mãe, mais do que o pai, fica por vezes com o braço que apoia o meu rabinho dormente porque é ela que passa mais tempo comigo ao colo. Agora é que a mãe vai começar a ficar com os braços musculados, eheheh...! Mas mãe...e quando eu for mais pesada, como é que tencionas resolver a questão? É que eu não vou abdicar do teu colo...!
Também é no colo da mãe que eu adormeço mais facilmente: o pai, decorridos 5 minutos de eu ter adormecido ao colo dele, vai logo deitar-me na alcofa. Ora, eu apercebo-me e fico logo de olho bem aberto! Calma, pai, nada de pressas!

As mantinhas polares:
são tão quentinhas! Gosto quando o pai faz uma espécie de embrulho comigo e com uma dessas mantinhas, é como se regressasse à barriga da mãe. A mãe já não tem tanto jeito para fazer esse tipo de embrulhos. Põe-me antes a manta pelas costas, aconchega-me os braços e eu, se tiver muito sono, adormeço. Se não, a mãe tem que passear comigo durante mais tempo!

A chucha verde com girafas cor-de-laranja da Chicco: prefiro as chuchas em borracha natural do que as de silicone, que são mais duras. Gosto de ser eu a segurar na argola da chucha e a determinar quando é que a quero, caso contrário, empurro-a com a língua!

O leitinho: habitualmente, acordo de 3 em 3 horas para me alimentar porque dormir queima muitas calorias! Comer, arrotar, passear, adormecer: os meus pais passam cerca de 2 horas neste ritual, quer seja de dia, quer seja de noite...às vezes colaboro mais, especialmente quando bebo muito leitinho! Realmente, não existe alimento melhor e temos que dar o exemplo aos adultos que nos dizem que é preciso beber muito leite para ter ossos bons!

O João-Ratão, o Gato-Tareco e o Paninho: estes são, para já, os meus 3 melhores amigos! O João-Ratão é um ratinho que era da mãe quando ela tinha 3 anos. Gosto de lhe puxar as orelhas em forma de guardanapo e de lhe sentir o focinho. O Gato-Tareco é o meu companheiro no fraldário: agarro-me a ele quando a mãe me muda a fralda e, quando tenho muita fome, meto a pata dele na boca! O Paninho é muito fofinho e, no centro, há uma abelhinha com duas asas que, ao toque, dão estalidos. É muito curioso...

A fralda de pano:
os pais usam a fralda de pano para limparem o leite que eu bolço. Mas eu não resisto a puxá-la para trás com as mãos! Para além disso, os pais sabem que eu estou pronta para beber mais leitinho quando, ao me limparem a boca com a fralda, eu começar com o reflexo de sucção.
No entanto, eu não gosto quando a fralda serve para esconder um pouco a luminosidade. Nos primeiros tempos, eu ainda aceitava isso, mas de há uns tempos para cá os pais deixaram de pôr a fralda por cima da alcofa porque eu tirava-a com as mãos e começava a chorar...é que eu gosto de ver tudo o que se passa à minha volta e a fralda assim pendurada fazia-me lembrar um fantasma...

A voz da mãe e do pai: realmente, existem diferenças entre a mãe e o pai! A mãe tem uma voz mais carinhosa, mais baixinha, que me acalma. Quando eu choro, a mãe vem ao quarto e eu, ouvindo-a falar, baixo um bocadinho o volume do meu choro. Também gosto quando a mãe canta para mim e me aninha para dormir. Com o pai é a brincadeira total! Ele tem um jeito mais vigoroso de falar comigo e eu gosto da maneira como ele me pega, pareço um avião! Só não gosto muito quando ele tem as mãos frias...gosto muito de olhar para a mãe e para o pai e acho que já sei quando o pai chega a casa pela maneira como ele abre e fecha a porta de entrada. À noite, quer o pai quer a mãe não falam tanto...será que é por estar escuro lá fora?

Massagens na barriga: quando eu estou mais irritada, com gases ou com prisão de ventre (também tenho dias “não”!), gosto quando o pai e a mãe me dão massagens na barriga, no sentido dos ponteiros do relógio. Fico mais aliviada e é quase certo que paro de chorar...

Estar deitada de barriga para cima, na cama dos pais: com ou sem massagens na barriga, gosto muito quando os pais me deitam na cama deles, por cima da colcha. Normalmente, quando estou num dia “não”, choro para ficar nesta posição! E depois fico a olhar para a cara deles ou para algum boneco que eles vão buscar. Quando deitada de barriga para cima, também gosto de brincar com as mãos e com os braços, sempre faço alguma ginástica, não é?!

Festinhas e beijinhos na cabeça: muito úteis para eu adormecer ao colo (mais os beijinhos) ou na alcofa (mais as festinhas). A combinação perfeita é festinhas e beijinhos na cabeça com a voz da mãe ou do pai.

Agarrar o cabelo da mãe: porque faz parte da mãe e porque basta-me esticar as mãos para brincar com o cabelo dela...mas acho que a mãe não acha muita piada a este passatempo porque, no minuto seguinte, está a abrir-me a mão...

Agarrar os dedos da mão da mãe e do pai: especialmente quando estou a comer!

Agarrar a camisola ou a blusa da mãe e do pai: quando estou para me render ao sono no colo da mãe ou do pai, agarro-me sempre à camisola ou à blusa para ficar bem aconchegada e assim não haver perigo de me deitarem logo na alcofa!

O Aero-Om: tem a cor e o sabor de um rebuçado, gosto mesmo muito! Então quando estou com gases, ajuda-me a ficar entretida durante um bocadinho...só um bocadinho!

Ainda estou a aprender a gostar:

Da espreguiçadeira: de início, esta engenhoca pareceu-me um pouco estranha mas agora até considero que pode ser minha aliada durante o tempo em que estou acordada. É que assim posso ver o que se passa à minha volta, estou junto do pai e/ou da mãe e, como se não bastasse, tenho 3 bonecos que me fazem companhia (o gato amarelo e vermelho é o meu preferido)...

Da mudança de fralda: sinceramente, depende dos dias! Há dias em que gosto, outros em que nem por isso. Custa-me um pouco ficar de rabinho ao léu por sentir mais frio sem fralda do que com fralda. A mãe tenta que eu relaxe, falando comigo e dando-me festinhas na barriga ou beijinhos nas bochechas. Mas, e aqui a mãe tem razão, com uma fralda nova fico mais contente!

Da alcofa: gosto da alcofa quando já estou ferradinha no sono, caso contrário prefiro o colo. Aliás, é ponto assente que, se me deitarem cedo demais na alcofa, eu abro o olho! Às vezes, quando tenho muito sono, sou capaz de adormecer na alcofa, sem ajuda do pai ou da mãe. Mas ainda preciso muitas vezes da chucha. Até hoje, não gosto de ter bonecos a dormir ao meu lado, gosto muito do meu espaço!

Da escova: também depende dos dias mas, de um modo geral, gosto que me penteiem quando estou distraída.

De cócegas nas costas: pois é, agora é que são elas! É que eu ainda não sei se gosto ou não...de uma coisa tenho a certeza, contorço-me toda!

De arrotar: demoro séculos a arrotar mas, de um modo geral, porto-me melhor com o pai do que com a mãe! Não me perguntem porquê porque eu também não sei. Acho que o colo do pai é mais propenso a essas coisas...continuo a achar que arrotar é uma perda de tempo por ser algo monótono!

Não gosto mesmo nada de:

Tomar banho: é o meu calcanhar de Aquiles. Independentemente da hora do dia, choro sempre. O quarto está quentinho, a água está amena, a mãe prepara sempre tudo antes e só me despe quando é mesmo para entrar na banheira mas eu, enfim, não me consigo controlar. Não gosto de estar nua, é verdade!

Mudar de body: também por ficar muito desprotegida, por mais rápidos que sejam os pais. Mas eu sei que é preciso quando bolço o leite e fico molhada...

Não compreendo:

Os soluços: porque é que eles existem e porque é que eles aparecem antes de eu adormecer ou quando saio do quarto? Os meus soluços são bem sonoros e geralmente passam quando bebo leitinho ou quando os pais me põem uma chucha na boca.


O bolçar: porque não me tira de todo o apetite! Depois de bolçar franzo um bocadinho o sobrolho mas, pouco depois, estou pronta para beber mais leitinho!

A consulta do primeiro mês

Esta manhã a bolotinha foi visitar a pediatra.
Com 51 cm de comprimento (acréscimo de 2 cm num mês), 3640 kg (acréscimo de 1kg num mês) e um perímetro cefálico de 36,9 cm (acréscimo de quase 4cm num mês), a médica achou a Joana em óptimo estado de saúde.
A passagem pela balança continua a ser uma missão “Choro Certo!” mas hoje portou-se melhor no consultório pois tinha a sua chucha preferida na boca.
Nos últimos dias, foram várias as questões que fui anotando para colocar à pediatra:

Prisão de ventre e gases: a bolotinha não faz muitos cocós por dia, o que me preocupava um pouco. Segundo a médica, basta que o bebé faça cocó uma vez por dia, sem ajudas, recorrendo ao Bebegel apenas em último recurso (por forma a prevenir a habituação dos intestinos). De facto, eu recorria ao Bebegel quando decorriam 24 horas sem a bolotinha fazer cocó mas hoje a médica ensinou-me uma massagem muito eficaz para estimular os intestinos (funciona mesmo porque, ao chegar a casa, a Joana tinha uma “fralda-senhor-cocó” para a mãe limpar!) e que, à partida, eliminará a necessidade de outras ajudas: deitada de barriga para cima, pressiono a barriga da Joana com movimentos circulares, ao mesmo tempo que junto os joelhos, empurrando-os de encontro à barriga. Segundo a médica, não há que ter medo de pressionar a barriga (eu vi como ela o fez e garanto-vos que não são festinhas!), porque nas palavras dela “Aqui não há nada que se parta...”
Em relação aos gases, o melhor remédio é arrotar, seguindo-se a tal massagem na barriga e, por último, o Aero-Om (8 gotas por dia, 4 vezes ao dia);

Higiene ocular: ontem, aquando da primeira mamada da manhã, notei que a vista esquerda da Joana estava lacrimejante e com filamentos esbranquiçados no canto do olho. Segundo a médica, não se trata de conjuntivite (que foi o que eu pensei de imediato), mas antes de um funcionamento ainda imaturo dos canais lacrimais. Se fosse conjuntivite, a Joana apresentaria hoje os mesmos sintomas, o que não foi o caso.
Conclusão, e a par de limpar todos os dias os olhos com soro embebido numa compressa esterilizada (no sentido de fora para dentro), quando uma vista está mais sensível, podemos colocar uma gota de soro no canto do olho para o limpar de qualquer impureza que o esteja a irritar;

Contacto com o recém-nascido: um adulto deve lavar sempre as mãos antes de pegar no bebé. Se houver mais crianças na família, importa que elas lavem as mãos e a boca antes de pegar no bebé;

Pele: nos últimos dias, reparei que a bolotinha tem umas borbulhas muito pequeninas e sem pus na zona do queixo, como se de uma alergia se tratasse. Segundo a médica, essas borbulhinhas têm a ver com secreções próprias da pele do bebé, não sendo motivo de preocupação;

Dia e noite: por forma a começar a diferenciar o dia da noite, o bebé deve tomar contacto com diversos graus de luminosidade e dormir com a luz apagada (ou com uma pequena luz de presença). Paralelamente, é bom o bebé não estar sempre no quarto pois importa ir associando cada vez mais o quarto à divisão onde se repousa e não à divisão onde se faz tudo. Por exemplo, levar o bebé para a sala e deitá-lo numa espreguiçadeira ou então colocá-lo num marsúpio e andar pela casa para ele se ir habituando a outros sons e divisões;

Respiração: pela manhã, noto que a Joana apresenta como que uma expectoração, uma espécie de arranhar na garganta, sendo que a situação se normaliza durante o dia. Segundo a médica, não é nada de preocupante uma vez que a Joana nasceu com 37 semanas, logo com o sistema pulmonar ainda em aperfeiçoamento. Pode ajudar levantar ligeiramente o colchão da alcofa na zona da cabecinha.

Alimentação: a Joana está actualmente a beber 150 ml de leitinho e, por vezes, parece ficar com fome. Segundo a médica, não convém ainda aumentarmos a dosagem para 180 ml porque o estômago de um bebé de um mês dificilmente comporta essa quantidade, sendo maior a probabilidade de bolçar.

Agora, só voltaremos à pediatra em 2008! E não fomos embora sem antes marcarmos as consultas até ao quarto mês, inclusive...

segunda-feira, 26 de Novembro de 2007

Um presente especial

Sem lugar para quaisquer dúvidas, a bolotinha presenteou-me hoje como seu primeiro sorriso! Já antes tinha assistido a alguns esgares que me fizeram pensar: “Será que eu vi um quase-sorriso?”E eis que, esta tarde, veio “o” sorriso, que abriu em mim um sorriso ainda maior. Foi durante a mamada das 15:00, um sorriso breve porque dividir as atenções entre o leitinho e a mãe não é tarefa fácil...!

Primeiro mês de vida

Meu amor:

Hoje fazes um mês de vida, parabéns!
Como o tempo voa, parece que foi ontem que te murmurei: “Bem-vinda, amor!”e parece que foi anteontem que soube que estava grávida de ti!
A nossa gravidez não foi fácil. Escrevo “nossa” porque a gravidez também foi tua: enquanto eu sentia-te viver dentro de mim, tu ias enchendo a vida de ti.
À excepção das tonturas, a gravidez foi um período maravilhoso e podes acreditar que, por ti, voltaria a sentir toda e mais alguma tontura, sem reservas!
O momento de te ver nascer foi indescritível e ficará para sempre gravado em mim: apaixonei-me por ti incondicionalmente mal vi a tua cabecinha emergir de mim e até o teu choro me pareceu o mais belo de todos os choros de recém-nascidos que eu já ouvira.
Infelizmente, tivemos um pós-parto pouco habitual e os abraços e beijinhos que trocamos nas tuas primeiras horas de vida souberam a pouco...durante nove longos e intermináveis dias estiveste ao cuidado de uma incubadora e, meu Deus, o quanto me custava apartar-me de ti, tocar-te ao longe, ver-te ao longe...sempre que estava junto de ti, puxava de uma cadeira e colocava o meu nariz de encontro à incubadora para te sentir mais perto de mim. Mesmo assim, enquanto não te pude segurar no colo, segurava a tua mão na minha e falava contigo, quer estivesses acordada ou a dormir. Era capaz de ficar horas assim, ao pé de ti, aguardando o momento de, finalmente, te ter de encontro a mim.
Os nossos primeiros dias em casa foram de adaptação, sendo tu a melhor professora que eu alguma vez tive! Aprendo tanto contigo a cada dia que passa, a ler o que precisas: terás fome, terás sono, terás a fralda suja, terás frio, terás calor, terás dorzitas de barriga, estarás com medo, precisarás de colo, de doses adicionais de miminho, precisarás de te deitar, quererás ver algo diferente do que o rosto dos pais ou os lençóis e mantas...
Confesso que foi um bocadinho difícil para mim ver o meu sono drasticamente diminuído por ter de te alimentar durante a noite mas agora já estou habituada. Acho que o sentido de responsabilidade crescente me colocou em constante sobreaviso para qualquer necessidade tua. Pareço um cão de guarda que, embora a dormir, tem sempre uma orelha espetada para cima, pronto para agir em caso de...mas, filha, posso dizer-te que tu és o meu melhor cansaço porque, vendo-te satisfeita e a dormir, eu caio na almofada e adormeço em três tempos!
Antigamente, ainda não eras nascida, um mero dia de mais trabalho fazia-me suspirar: “Minha nossa, estou mesmo de rastos, preciso de uma cura de sono!”, e deitava-me cedo para só acordar com o despertador. Agora já defino de outro modo o conceito de cansaço: Cansaço é tudo aquilo que fazemos com gosto, ansiando que o dia tivesse 48 horas ao invés das reduzidas 24...cansaço é o que fica depois de termos dado tudo de nós num determinado momento...
Olho para ti e sinto-me inundada de amor, de carinho, de uma necessidade urgente de te proteger de tudo o que te possa magoar. Às vezes, enquanto dormes, aproximo-me de ti e fico-te a ver e a ouvir respirar. Olho para cada detalhe teu como se fosse a primeira vez e agradeço a Deus a dádiva que me concedeu.
Parabéns, meu amor!
Desejo que a vida te sorria sempre. Eu e o pai aqui estaremos, fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance para te proporcionar o melhor de nós e deste mundo.

Da tua e sempre,


Mãe

domingo, 25 de Novembro de 2007

Confirma-se!

Hoje constatamos que as roupinhas de 0 meses da Joana já lhe estão, na sua maioria, pequenas!
Começamos pelas calcinhas, em que o recorte do pé já não acompanha o tamanho do pé da Joana, e terminamos nos bodies, sobretudo os da Absorba, que lhe ficam pouco acima da cintura...

Conclusão, bolotinha, vamos às compras em breve porque temos que aumentar o guarda-roupa para 1 mês!

Dentro de um mês...

...é dia de Natal! Como o tempo passa...
A Joana faz amanhã um mês de vida e não digo que o nascimento dela me parece ter sido ontem. Mas parece que foi anteontem!
O primeiro Natal enquanto família vai ser muito especial, de certo, mais completo, mais feliz, mais realizado.

E temos que começar a arregaçar as mangas na compra dos presentes de Natal se bem que a primeira tarefa a ser cumprida será a montagem da árvore de Natal no cantinho de sempre da sala de estar!

sábado, 24 de Novembro de 2007

Esta tarde...

...eu e o pai queríamos fazer um soninho. Pois sobrou para quem?! Para a mãe!
Estava a Joana já deitada na alcofa (de olho aberto mas sossegada) quando eu e o pai nos deitámos. Passados dez minutos, a bolotinha lembra-se “Isto aqui na alcofa é muito aborrecido, quero é brincar com o pai e com a mãe!”, e desata a chorar...não tinha fome, não tinha a fralda suja, estava confortavelmente vestida, os lençóis da alcofa estavam bem arrumadinhos, não queria muito o colo, não queria a espreguiçadeira, não queria ouvir o móbil...tinha era sono! “Onde dormir e como?”, perguntou-se a bolotinha. Pois bem, adivinhem? Missão “Cama dos Pais”!
Não é que eu seja adepta do cosleeping por achar que dificulta uma posterior adaptação à cama e a auto-regulação do sono, para além de achar perigoso no caso de um dos pais se virar na cama e... Mas, enfim, achei que ela precisava de miminhos e, por isso, deitei-a entre mim e o pai. Coloquei-lhe a chucha e, pouco depois, ela adormecia. Como eu fiquei com 10% da almofada (ela estava mais chegada a mim, o que não me permitia deitar a cabeça na almofada convenientemente), acabei por não dormir. Fiquei a vê-la dormir, com ambos os braços para cima, e o pai ao lado, a ressonar! Um retrato pitoresco, posso garantir-vos!

Manicure VIP!

Hoje à tarde cortei pela primeira vez as unhas das mãos à bolotinha. E que bem que ela se portou, estando acordada!
Primeiro, tentei cortar-lhe as unhas como se nada fosse, estando ela deitada de barriga para cima. Como ela encaracolava os dedos, coloquei-lhe a chucha e, aí sim, ela relaxou as mãos e não fez qualquer tipo de força para afastar a tesoura.
Estava um pouco descrente em relação à eficácia da tesoura de pontas arredondadas pois tinha lido de diversas mães que acharam que a tesoura cortava pouco ou nada...eu não tenho razão de queixa. Tenho uma tesourinha da Chicco que cumpriu muito bem a sua missão!
Em relação às unhas dos pés, tenho usado uma lima por as unhas ainda serem muito pequenas. Pois é, filha, dissemos adeus aos mini-arranhões, sobretudo na cara e mãos do pai e nas mãos da mãe, porque contigo és mais benevolente,eheheh...!

sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

Eu sou...

Uma gulosa!
Nem esperei para tirar o Bolo-Rei da caixa de plástico...nem esperei pelo pai...toca a cortar uma fatia!
Obrigada aos avós que trouxeram este bolinho-maravilha do Porto.


São servidas?!

Olá avós!

Hoje tivemos a visita dos avós maternos que já estavam cheiinhos de saudades tuas!
Chegaram à tarde e tu encontravas-te num soninho delicioso. Acordaste por volta das 17:00 e quem te deu leitinho foi a avó que ficou regalada contigo! O avô metia-se contigo (“Cu-cu, Cu-cu!”) e o Obi ficou muito pasmado a olhar para ti...o que pensará um cão quando olha para um bebé?!


Temos mais prendinhas, todas elas muito úteis:




Um saco-cama muito quentinho, tamanho M, da Zara Kids



Um casaquinho e gorro com orelhas de coelho, tudo da Laranjinha!



Para quando tiveres 3 meses, um conjunto de calças de ganga, casaquinho e gorro a condizer, tudo da Benetton



Ganchinhos e bandoletes, comprados no El Corte Inglès. Um pormenor: há um par de ganchinhos com joaninhas!

Pura coincidência...

...mas não deixa de ser engraçado!
Esta tarde, estava eu a finalizar a muda de fraldas, digo para a bolotinha:
- Agora a mãe vai pôr o creminho (anti-assaduras)...

E a Joana levanta as pernitas para cima, deixando à mãe caminho livre para o seu rabiosque!

Desafio

Em resposta ao desafio da Kella (www.quelahenry.blog.pt)...

Eu quero: continuar a ser feliz ou não fosse a felicidade o ingrediente principal de uma vida saudável a todos os níveis


Eu tenho: um coração enooorme!


Eu acho: que regressar ao trabalho após a licença de maternidade vai ser deveras difícil para mim...


Eu odeio: arrogância, intolerância, mentiras, hipocrisia...


Eu sinto saudades: de todos os entes queridos que já partiram


Eu escuto: todas as pessoas, sobretudo aquelas com as quais eu posso sempre aprender


Eu cheiro: bem! Não sou capaz de terminar o meu banho sem uma gotinha de perfume...


Eu imploro: para um Inverno não muito frio e sem gripes ou constipações


Eu procuro: aprender mais e mais com a vida


Eu pergunto-me: como estará o mundo quando a minha filha for adulta?


Eu arrependo-me: de por vezes ser branda demais com pessoas que não o merecem


Eu amo: a minha filha desde o primeiro minuto...


Eu sinto dor: quando as pessoas me desiludem


Eu sinto falta: da tranquilidade e segurança dos tempos em que era criança...


Eu me importo: com o bem-estar dos meus

Eu sempre: ponho tudo de mim em tudo aquilo que faço



Eu não fico: de pé atrás durante muito tempo: as dúvidas são para esclarecer!


Eu acredito: que tudo na vida tem um propósito


Eu danço: muito pouco. Mas ultimamente estou a treinar uns passinhos de dança com a minha filha ao colo (enquanto ela dorme, eu ensaio!)


Eu canto: enquanto embalo a Joana


Eu choro: nas despedidas (prolongadas)


Eu falho: como toda a gente


Eu luto: pelos meus ideais


Eu escrevo: qualquer coisa. Gosto muito de escrever!


Eu ganho: com os anos que passam


Eu perco: a paciência em certas situações


Eu nunca: acordo mal-disposta


Eu estou: em estado de graça porque ser mãe é uma continuidade dos tempos de gravidez!


Eu sou: feliz


Eu fico feliz quando: faço os outros felizes


Eu tenho esperança: de que as pessoas sejam mais tolerantes umas com as outras


Eu preciso: de saúde, amizade e amor


Eu deveria: viajar mais vezes

quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

Vigantol

Vigantol é o nome de um suplemento de vitamina D que a pediatra da Joana lhe receitou na primeira consulta.
Todos os dias, depois de uma das mamadas, a Joana toma uma gotinha deste suplemento numa colher. Se ela gosta da colher (e que bem que ela a deixa levar à boca!), o mesmo não se pode dizer do suposto sabor do líquido incolor que é o Vigantol. A bolotinha faz uma careta como quem diz: “Ughr, mas o que é isto?”Em jeito de curiosidade, o pai quis experimentar e disse que era uma espécie de óleo de fígado de bacalhau, versão light...e, a partir desse dia, deixou o Vigantol à inteira disposição da Joana, eheheh...

Huuum, aqui há gato!

Começo a desconfiar que hoje a bolotinha quer é colo, senão vejamos: acordou às 7:00 para comer e deixou ficar 40 ml de leitinho. Adormeceu. Deveria ter um soninho de 3 horas pelo menos (para a mãe também poder dormir um bocadinho!) mas voltou a acordar às 9:30. Bebeu 30 ml de leitinho e toca a adormecer no colo da mãe. Deito-a na alcofa e ela abre o olhito e começa a resmungar com os braços. Tem fome. Bebe mais 40 ml e cai num sono profundo...onde?!No colo da mãe, agarrada à camisola com ambas as mãos (“Desta vez ninguém me tira daqui, nem tu mãe!”)

quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

Ah, eh, agrh, ugh, brgh!

No primeiro soninho desta manhã, entre as 8:00 e as 11:00, a Joana fartou-se de “falar” a dormir: “Ah!”, “Eh!”, “Argh!”, “Ugh!”, “Brgh!”De quando a quando ia espreitar, pensando para comigo: “Agora é que ela acordou mesmo!” Qual quê, chegava ao pé da alcofa e ela mergulhava numa respiração profunda. Virava as costas e lá estava ela a “falar”, sempre com os olhos fechados...até com soluços ficou mas, mesmo assim, continuava com o seu soninho dialogante!

Vou no bom caminho!

Hoje, à hora do almoço, fomos pesar a bolotinha que, numa semana, aumentou 400grs, pesando agora 3670kg! Se agora já sinto a diferença de peso entre as primeiras semanas e o peso actual, o que fará daqui a alguns meses?! Será que um marsúpio pode vir a ajudar?
Bom, de qualquer modo, a Joana faz sucesso onde quer que vá! É uma mamã babada a falar mas apoiada em factos reais...as senhoras da farmácia, que são uma simpatia, ficaram derretidas com as três semaninhas da bolotinha:
Senhora A: Mas que linda que ela é...tão fofa!
Senhora B: Quanto tempo tem?
Mãe: Quase um mês...o tempo passa a correr, até parece que foi ontem!
Senhora B: Realmente o tempo passa muito depressa...tenho tantas saudades de ver os meus assim (a Senhora B tem 3 filhos)...
Senhora A: E os olhos dela! Vão ser azuis...
Mãe: Acha que sim?
Senhora A: Eu acho...este azul não tem a ver com o cinzento dos lactentes.
Pai: Joana, livra-te de não saíres aos pais...!
Senhora A: Pois, vocês têm os olhos castanhos...e os vossos pais?
Mãe: O meu pai tem os olhos azuis e a mãe do meu marido também...
Pai: Não, a minha mãe tem os olhos castanhos...
Mãe: Olha que não, a tua mãe tem os olhos claros!

Pai: Se calhar...

E assim ficamos! De qualquer modo, se o azul dos olhos da Joana se mantiver, o avô materno vai ficar todo contente!

A minha pele...

...voltou ao que era antes! Isto é, ontem comi um quadradinho de chocolate (umzinho!) e hoje fui presenteada com uma borbulha...durante a gravidez comia chocolate que era um disparate e a minha pele ficava incólume! Pois, pois, esse tempo já lá vai...

terça-feira, 20 de Novembro de 2007

O João-Ratão

Hoje a Joana conheceu o João-Ratão.
O João-Ratão é um ratinho que os avós maternos ofereceram à mãe quando ela tinha 3 anos...tem quase a minha idade e eu olho para ele com nostalgia, lembrando-me as fotografias que já vi com ele ao colo ou atrás das costas para ninguém ver,eheheh!Como a Joana esta manhã esteve desperta (só dormiu uma horinha entre as 9:00 e as 12:30), pu-la na espreguiçadeira (até ela “dizer” que queria ver outras “paisagens”) e depois deitei-a em cima da cama, com o João-Ratão ao lado. Acho que ela gostou do ratinho, sobretudo de empurrar o nariz e as orelhas dele!

Sorriso quentinho

Não raras as vezes, a Joana, quando está a adormecer, ri-se! E tem um sorriso tão bonito! Mal posso esperar pelo momento em que ela sorria para mim e/ou para o pai...

E hoje, como choveu a noite toda (e ainda está um pouco farrusco), gosto ainda mais de sentir a minha filha bem juntinha a mim: é um calor tão bom, tão único!

segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Senhor Beicinho

Pela primeira vez, a Joana presenteou-nos com um “Senhor Beicinho”!Foi esta manhã, quando o leitinho do biberão acabou todo no estômago da bolotinha. Quando a mãe lhe tirou a tetina do biberão da boca, foi vê-la fazer um beicinho irresistível com o lábio inferior, uma delícia! E não chorou, ficou só um bocadinho sentida por ter bebido tão depressa o leitinho :-)

Tal mãe, tal filha!

Agora que o frio chegou, a Joana continua a “passear” com as mãos durante os soninhos, o que nos obriga a colocar-lhe umas luvinhas para evitar as mãos frias.
Quando a deitamos da alcofa, procuramos tapar-lhe as mãos com o lençol e cobertor mas, quando a vamos ver no minuto seguinte, já ela tem as mãos junto da cabeça...nada a fazer!


E a quem é que ela sai?! Pois claro, à mãe!

Deixo-vos uma imagem minha, com sensivelmente um mês e picos, e uma imagem da bolotinha, com quase três semanas.

Vejam as diferenças!


A mãe


A bolotinha

Consulta de Nefrologia

Esta manhã a Joana teve consulta de Nefrologia, isto é, uma especialidade pediátrica que se debruça sobre o funcionamento dos rins.
Como sabem, o que despoletou o nascimento da bolotinha foi uma mega-bexiga, detectada na última ecografia, mega-bexiga essa que se esvaziou aquando do parto...
Contudo, e por precaução, fomos aconselhados a marcar uma consulta de Nefrologia pediátrica, apesar da Joana estar a fazer bons chichis e cocós diariamente.
Conseguimos chegar a tempo e horas, depois da bolotinha se lembrar, dez minutos antes de sairmos de casa, que queria “petiscar” algum leitinho!
Levamos connosco, juntamente com o Boletim de Saúde da Joana, o relatório da ecografia renal e suprarenal que a bolotinha fizera enquanto esteve nos cuidados especiais. Em relação aos resultados desta ecografia, nada a apontar. Agora, por mera precaução, iremos fazer no início de 2008, uma cistografia radiológica.
Este exame consiste em preencher a bexiga através de uma pequena sonda maleável com um líquido visível ao RX e seguidamente estudar o funcionamento da bexiga. Disse-nos a médica que este exame é o que permite detectar com maior rigor possível um fenómeno chamado refluxo urinário. Resumidamente, falamos em refluxo quando a urina, chegada à bexiga, volta a subir pelos ureteres, causando a longo prazo dificuldades renais.
Iremos fazer a cistografia no British Hospital, aconselhado pela médica como sendo o local onde o exame é feito com maior detalhe.Trata-se ainda de um exame desconfortável mas que terá que ser feito...de qualquer modo, a mãe pode acompanhar o decurso do exame e ir dando miminhos à filhota. Sinceramente, custa-me que ela tenha que fazer este exame porque não gosto nada de a ver chorar, sobretudo por desconforto. Mas se para prevenirmos situações complicadas no futuro tenhamos que realizar o exame, então que assim o seja...eu acho que o exame não vai revelar o tal fenómeno de refluxo urinário, caso contrário a bolotinha tinha dificuldade em urinar (o que não é de todo o caso). Mas vamos tirar a prova dos nove e decerto irá correr tudo bem!

domingo, 18 de Novembro de 2007

Progressos

Ontem ao fim do dia conseguimos que a Joana ficasse dez minutos na espreguiçadeira, nada mau!
Hoje foram cerca de vinte minutos, sendo que ela descobriu um gatinho amarelo e vermelho pelo qual se apaixonou...dos três bonecos suspensos, ela só olhava para o tareco!Aos poucos, a bolotinha vai aprendendo a gostar da espreguiçadeira, o que dá aos pais liberdade para, de perto, ir arrumando coisas, ler algumas (ainda poucas!) páginas de um livro e tirar fotografias :-)

sábado, 17 de Novembro de 2007

Que frio, bbbrrr...!

É impressão minha ou o frio chegou?

Mesmo com o aquecimento ligado em casa tenho frio...mesmo com uma camisola vestida tenho frio...

Parece que na próxima segunda-feira haverá trovoada e chuva forte. Bem, se assim for, que bom ficar em casa!

Não resisto...

Fui agorinha mesmo espreitar a Joana que está a dormir na alcofa: ela é tãããooo linda!

Passam os dias e eu cada vez mais apaixonada por ela!

Eu e a espreguiçadeira

Ao final da manhã de hoje, a bolotinha foi conhecer o Centro Comercial Colombo. Bem, conhecer talvez não seja a palavra mais indicada uma vez que passou todo o tempo a dormir! Mas que esteve lá esteve! Já são muitas as pessoas que estão a comprar presentes de Natal, as lojas competem na decoração mais natalícia e aconchegante e as crianças param loja sim, loja sim a olhar para as montras e, de seguida, para os pais!
Eu e o pai fomos à FNAC, onde o pai comprou um DVD e a mãe o último livro do Harry Potter, e depois seguimos para a Chicco, onde compramos uma espreguiçadeira para a Joana. Existem duas séries de espreguiçadeiras, uma com uma base de bonecos e outra sem. Optámos pela espreguiçadeira com bonecos por acharmos mais estimulante e colorida. Dos modelos disponíveis, escolhemos o dos “Moranguinhos” por ser o que nos pareceu mais fofinho.
Quase a chegar a casa, a Joana começa a acordar e a espreguiçar-se (o que ela adora esticar os braços para cima quando acorda!) e a primeira coisa que fazemos quando entramos em casa é dar-lhe leitinho. Enquanto isso, o pai monta a espreguiçadeira na sala (bastaram dois minutos, graças a Deus a Chicco é uma marca simpática em termos de montagem de artigos).
A primeira reacção da bolotinha à espreguiçadeira foi de curiosidade. Ficou deitadinha, a olhar em seu redor, mas pouco depois começou a chorar...deve ter estranhado a engenhoca! Eu acho que, com o tempo, ela vai gostar de passar um tempinho na espreguiçadeira, é uma questão de se habituar. Tanto para mais que a Joana começa a passar mais tempo acordada, sendo salutar que tenha um período de brincadeira e relaxamento. O que não é aconselhável é que o bebé durma na espreguiçadeira: se isso acontecer, devemos levar o bebé para o berço ou para a cama pois uma espreguiçadeira não tem a mesma sustentação para as costas que um colchão.


Na próxima mamada vamos apresentar novamente a Joana à espreguiçadeira...a ver vamos como ela reage!


sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

Paninho

Ontem ao fim da tarde, estava a Joana deitada na alcofa depois de comer, bem desperta, quando reparei que ela brincou intencionalmente com um brinquedo que lhe cheguei: um paninho da Chicco, com a carinha de uma abelha.
Era vê-la a tentar agarrar as asas e antenas da abelha com as mãos e com a boca! Estive uns bons minutos a deliciar-me com a perseverança dela e a lembrar-me do que a pediatra dissera há uma semana e meia, nomeadamente de que, durante o primeiro mês, o bebé mostra um interesse quase exclusivo pela face humana. Parece que a Joana começa a diversificar os seus focos de atenção! Verifico também que ela passa mais tempo acordada, especialmente entre as 18:00 e as 21:00, levando-me a mim e ao pai à conclusão de lhe comprar uma espreguiçadeira este fim-de-semana para ela começar a distrair-se um pouco.

Não pode ser só comer e dormir, não é amor?!

Ontem vinguei-me!

Pois foi e, digo-vos, soube tãããooo bem!

Desde Fevereiro que não comia maionese pois que a gema de ovo (crua), por si só ou utilizada na confecção de alimentos/condimentos, é tabu durante a gravidez; mas ontem investi num bife com batatas fritas e...maionese!

Uau, tirei a barriga da miséria, o meu colesterol que me desculpe mas teve mesmo que ser, eheheh...

quinta-feira, 15 de Novembro de 2007

Hoje, pela primeira vez...

...a Joana adormeceu sozinha na alcofa, com a sua eterna amiga chucha!
Digo-vos que ela não gosta mesmo nada de se deitar quando o sono ainda é leve ou quando o olhinho não se rendeu de todo ao João-pestana. A bolotinha é uma adepta acérrima de adormecer ao colo da mãe ou do pai, connosco a andar para a frente e para trás a treinar dos dotes musicais em volume mínimo...! Li algures a politica de adormecer ao colo não é a melhor mas...que fazer?! É que ela faz mesmo “daquelas” birras (sim, “aquelas”!) quando a deitamos na alcofa ainda o sono não acampou...nestes casos, deixamo-la chorar um bocadinho, embalamos a alcofa, ficamos por perto, cantamos, falamos mas qual quê, o colo é como o último cromo que falta na caderneta!

Afligem-me...

...as cólicas e o desespero que por vezes a Bolotinha sente devido à barriguinha dura. A mãe faz festinhas circulares no sentido dos ponteiros do relógio na zona do umbigo e sempre alivia. A propósito, ontem li um artigo que achei muito útil sobre as cólicas (fonte: Medicina&Saúde):

"Os recém-nascidos sofrem muito com as chamadas cólicas do terceiro mês. É clinicamente complicado distinguir a cólica e o choro, não raras vezes deixando os pais preocupados. Existe uma solução para este problema, mas é fundamental consultar um especialista antes de administrar qualquer tipo de fármaco ao lactente. Os pais também devem ser tranquilizados, afinal, trata-se de um problema transitório. A cólica, normalmente, caracteriza-se por episódios de irritabilidade, agitação e choro. Podem durar cerca de três horas por dia, surgindo três a quatro dias por semana, ao fim da tarde e noite. Afecta bebés com idades compreendidas entre os 15 dias e os 4-5 meses. Os pais, ao constatarem que o recém-nascido sofre, ficam nervosos, angustiados, ansiosos e, por vezes, sem saber o que fazer para atenuar a dor do bebé. Quando o bebé tem cólicas apresenta um choro muito intenso, fica congestionado, ruborizado, tende a encolher as pernas, a barriga fica espástica, tem muitos gases e, por vezes, prisão de ventre. «Para dizer que se trata de cólicas temos de excluir outras causas, por exemplo, se tem fome, ou se está desconfortável, e é importante que a mãe tenha a noção de que a criança, às vezes, chora porque quer que lhe prestem atenção», diz o Dr. Herculano Rocha, chefe de serviço de Pediatria do Hospital de D. Maria Pia, no Porto. Além do mais, o Dr. Martins Roque, pediatra, director do Departamento de Medicina do Hospital de D. Estefânia, explica que «um recém-nascido tem o seu período de adaptação ao exterior, normalmente, com a duração de dois ou três meses. O choro está, muitas vezes, ligado à intenção do bebé chamar a atenção ou reclamar, seja contra o frio, o calor ou contra a dor. É neste fenómeno que se pode inserir a cólica, que se traduz por um choro intenso, sendo difícil sossegar a criança». Acalmar o bebé, tranquilizar os pais Embora não haja consenso entre os especialistas em relação ao tratamento das cólicas, é importante diminuir a ansiedade da mãe, dizer-lhe que o problema é passageiro e, obviamente, acalmar o pequeno ser. «Antes de qualquer procedimento, a mãe deve falar, acarinhar e manter uma interacção positiva com a criança, uma vez que não existem certezas sobre a causa das cólicas e, como tal, não há um tratamento adequado», salienta Herculano Rocha, prosseguindo: «Não há medicamentos específicos para as cólicas, mas sim os que interferem na motilidade intestinal, ou medicamentos como o Aero-om, que tendem a diminuir os gases.» «O Aeoro-om ajuda a acalmar a criança», explica Martins Roque, argumentando: «A verdade é que para muitos pode parecer inócuo, mas verificamos que ao parar com o medicamento as cólicas voltam. Não sabemos se é por razões psicológicas, mas a verdade é que funciona.» Por outro lado, o Dr. Libério Ribeiro, pediatra e presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, indica que «não há nenhuma panaceia totalmente eficaz para as cólicas do lactente. A educação dos pais nas relações com o filho é o primeiro passo e talvez o mais importante. O aleitamento materno e a utilização de leites especiais podem ser necessários. A administração de chás de ervas (maçã, anis, camomila, canela e menta) é aconselhada por alguns médicos, embora de resultados discutíveis». «Há medicamentos em gotas que, pelo seu efeito antiespasmódico ou antiflatulente, conferem algum alívio ao bebé», continua Libério Ribeiro, acrescentando: «Medidas como massajar a barriga do bebé ao mesmo tempo que se flectem os joelhos sobre o abdómen, ou deitar o bebé no colo de barriga para baixo, podem ajudar a aliviar as cólicas. No caso de haver prisão de ventre, podem ser utilizados medicamentos tipo laxante, que aceleram o movimento do intestino, mas nunca devem ser dados sem prévia indicação do pediatra.»Várias hipóteses As causas exactas das cólicas não são conhecidas, mas são colocadas várias hipóteses: alguns especialistas apontam a alergia ao leite materno, ou aos leites artificiais, mas a verdade é que quando se faz a substituição o problema não fica resolvido.Outra explicação para a ocorrência de cólicas tem que ver com a dificuldade na eructação e na passagem do ar através do intestino, havendo também quem «responsabilize» a imaturidade do aparelho digestivo e a alimentação. Existem, ainda, estudos que indicam que o final de uma gravidez com angústia e ansiedade se reflecte no recém-nascido através do choro e das cólicas. Todavia, não é um problema grave. Além disso, é passageiro. «É fundamental a nossa capacidade de tranquilizar os pais, de lhes dizer que a criança está bem, que não tem nenhum problema de saúde e que não há razão para estarem preocupados», alerta Herculano Rocha."

Flashback X: Papá, mamã, vamos para casa? (03/11/2007)

É a segunda vez que verifico que, depois da Joana estimular a maminha à noite, eu consigo produzir mais leite dessa mesma mama na primeira colheita da madrugada, que geralmente ocorre pelas 02:00. Realmente, não há melhor máquina de bombear o leite que a minha filha!
E, realmente, não há dia mais feliz porque hoje a Joana teve alta!
Quando chegamos à unidade de cuidados especiais, a Joana já tinha sido transferida para os chamados cuidados intermédios, isto é, já estava fora da incubadora, num berço normal e sem estar ligada a qualquer fio. Dormia um soninho bom, debaixo de um edredon quentinho. Quando a enfermeira, e mais tarde a pediatra, nos disse que a Joana ia ter alta hoje, ficamos radiantes! A nossa filha é uma mulher de rápidas concretizações: resolveu nascer de um dia para o outro e ter alta de um dia para o outro!
Como ela estava a dormir, resolvemos voltar a casa para reunir a roupinha que ela ia vestir para a viagem de regresso a casa (foi a mesma que ela vestiu, ainda que brevemente, depois de nascer, pelo simbolismo que encerra), montar o ovo no carro, colocar a alcofa dentro da caminha dela e ainda dar um pulinho à farmácia para comprar alguns produtos da Uriage para a Joana.
Tal era o êxtase que pouco ou nada comemos, a fome tinha quase desaparecido para dar lugar ao desejo crescente de inaugurar o momento de “Bem-vinda a casa, filha!”
Saímos de casa às 13:40 e estacionamos o carro no parque para evitar que a Joana apanhasse correntes de ar. O pai quis ir primeiro tomar um café e aproveitou para comprar uns bolinhos de bolacha em miniatura para celebrar o momento.
Até sairmos, dei banho à Joana (tenho que aprender a ser mais rápida!), coloquei-lhe uma fralda, vesti-lhe a roupinha interior e dei-lhe duas mamadas (com soninhos pelo meio).
O banho e a muda de fraldas foram supervisionados por uma enfermeira, que nos guiava nas melhores técnicas – a prática é a melhor professora e não há melhor professora do que a nossa filha! O pai também assistiu e ajudou-me no acto de vestir a roupinha interior à Joana.
No fim da segunda mamada, e depois e arrotar, acabamos de vestir a Joana – ficou linda, é como se estivesse a reviver o momento em que a tive nos braços pela primeira vez! Instalamo-la no ovo e a pediatra entregou-me o boletim de saúde da Joana. Confesso que, ao me despedir da pediatra e da enfermeira que estavam de serviço, sento um nó na garganta, um nó de agradecimento (e também de reconhecimento) por terem cuidado tão bem da minha filha.
Ao descermos a alameda, já com o hospital a ficar para trás, comentei com o pai:”Que alivio, agora á não deixo o meu coração para trás!” E é verdade, senti-me plena, feliz por ter finalmente a minha filha comigo!
A viagem para asa decorreu sem sobressaltos.
Os primeiros momentos da Joana em casa foram de “reconhecimento do território”. Quis logo mamar duas vezes, sendo que á segunda vez fez uma daquelas birras...estava com fome mas não conseguia segurar o mamilo...por fim, com muito miminho e colinho do pai, a Joana acalmou para mamar.
O jantar foi rápido, pois estávamos sempre alerta para qualquer desconforto da Joana. De facto, acho que ela estranhou um bocadinho a alcofa mas, ao inicio da noite, já lhe parecia um lugar acolhedor.
Agora é que é mudar fraldas, bodies e toalhas! Logo nas primeiras mudas, a Joaninha resolveu presentear os pais com um “chichi em repuxo” depois de abrirmos a fralda suja. Sim, há que esperar um bocadinho para pormos uma fralda nova. De perninha ao léu, pés para cima, a Joana pode muito bem fazer das suas. E, uma coisa boa, ela não tem chorado quando lhe mudamos a fralda: falamos com ela e conseguimos que a bolotinha colabore connosco.
Neste exacto momento, a Joana dorme o sono dos justos na alcofa. Com que sonharão os bebés?!
Eu aproveito para pôr algumas coisas em dia e também para descansar.
Que dificuldades tenho sentido? Ora bem...tenho mais dificuldade com a alimentação da Joana: em primeiro lugar, como eu estou a usar bicos de silicone, vejo que a bolotinha nem sempre consegue pegar-lhes convenientemente, o que gera nela alguma agitação. Já tentei não colocar bicos mas os meus mamilos não cooperam – como são pequeninos e sensíveis, a sucção da Joana não se produz eficazmente, mesmo quando eu faço a prega; em segundo lugar, a Joana tende a adormecer a meio da mamada ou a ficar mais preguiçosa, o que me obriga a mudar-lhe a fralda para ela acordar (o destapar e os “beliscões” nos pés não funcionam); em terceiro lugar, acho que ela arrota pouco, uma ou duas vezes após mamar. Pergunto-me se não deveria ser mais...


Na segunda-feira, dia 5, o pai regressa ao trabalho, lá terá que ser...a licença de paternidade não foi a que ele idealizou, pois a Joana esteve no hospital, mas foi a possível. Contudo, em Dezembro, o pai terá 15 dias de férias para estar junto dos seus dois amores!


O berço da Joana nos cuidados intermédios



A mãe já não pode esperar mais tempo: toca a entrar no hospital!


A nossa bolotinha no ovo, prontinha para ir para casa!

quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

E hoje...

...a Joana conheceu a sua amiga balança da farmácia mais perto de casa.
Como convém vigiarmos o peso do bebé semanalmente, lá foi ela toda bonita, num fatinho cor-de-rosa e gorro branquinho. E, numa semana, aumentou 300 grs, encontrando-se já na casinha dos 3kgs!

Bem que ela me parece mais pesadita ao colo, eheheh!

Flashback IX: Papá, mamã, estou quase a ter alta! (02/11/2007)

Esta noite, pela primeira vez, consegui virar-me de lado na cama e adormecer.
Durante as visitas da manhã e da tarde, a Joana reservou para os pais o soninho, deixando a gestão das birras para as enfermeiras. Pela manhã foi submetida a análises ao sangue (resultados ok) e à tarde fez um ECG (resultado ok) e levou a vacina contra a BCG. Explicou-nos a enfermeira que, no sítio da pica, aparecerá uma borbulha branca, com pus, que formará uma crosta, secando com o tempo. Não é preciso, pois, desinfectar com Betadine ou tomar qualquer antibiótico.
Ficamos igualmente a saber que o grupo sanguíneo da Joana é B RH+, logo não sai à mãe, que é O RH+.
O soninho da tarde foi uma doçura. Adoro ter a minha filha nos braços, dar-lhe beijinhos na cabeça, acariciar-lhe as bochechas e falar com ela, mesmo a dormir. O soninho dela era tão bom que até tinha a boca aberta!
Contava dar-lhe a maminha nesta visita mas, segundo a enfermeira, a Joana não quis esperar pela mãe! Fez uma birra de tal ordem que só acalmou com 50 ml de leitinho no estômago! 50 ml, já!
Entretanto, o “companheiro de corrida” da Joana, o Miguel Maria, teve hoje alta – o Miguel nasceu no mesmo dia que a Joana, 30 minutos antes, também de cesariana, também com 37 semanas e também com dificuldades respiratórias. Entre nós e os pais do Miguel nasceu uma cumplicidade reconfortante por os quadros clínicos dos nossos filhos serem muito parecidos. Também queremos levar a Joana para casa! Mas sabemos que, até ela encontrar o seu equilíbrio, estará melhor entregue junto de uma equipa de neonatologia especializada. As saudades da Joana crescem dia após dia e, quer eu quer o pai, estamos desejosos de recompensar estes dias de um pós-parto atípico. Pensamos que a alta da Joana poderá vir no domingo ou durante o início da próxima semana, espero que sim!
A visita da noite, que se prolongou até às 23:15, voou. Chegamos um pouco antes das 21:00 para dar a maminha à Joana e esta dormia, dormia...
Tivemos que a acordar pelas 21:15 e ela ora mamava, ora dormia. Depois de um pequeno soninho no colo dos papás, a Joana quis mamar mais um pouco. Puxava de tal modo pelo mamilo d mãe que eu contorcia-me na cadeira! Toca a dormir mais um pouco e a encher a fralda de “presentes”, até ser o pai a mudar a mudar a fralda. Se eu ontem ia limpando a maior parte do cocó à parte plastificada da fralda, o pai ia trocando a parte de trás pela da frente! Pais de primeira viagem têm destas coisas giras, eheheheh! Paralelamente, aprendemos os dois uma coisa: não tirar logo a fralda suja à Joana. Deixá-la um bocadinho de rabinho ao léu, com a fralda suja aberta, pois a Joana resolveu fazer mais um mini-cocó...
Depois da fralda, a bolotinha quis comer mais um pouquinho e a enfermeira optou por lhe dar um biberon de “Miltena”, um leite de fórmula hipoalergénico, que a Joana “atacou”, esfomeada! Verificamos que, uma fórmula eficaz de a fazermos arrotar, é sentá-la no nosso joelho ou na caminha (sentar mesmo!) e dar-lhe pancadinhas nas costas. É mais eficaz do que a ter ao colo, na posição vertical.
Mais um cocó (cuja cor já mudou de verde escuro para amarelo mostarda) e toca a dormir.Mas antes ainda ficou a olhar para os pais, com uma expressão sedutora que nos amarrou à cadeira! Fechava os olhos e abria-os, abria a boca e olhava para nós. Viemo-nos embora quando o João-pestana começou a ganhar, o coração quentinho com a possibilidade da Joana ter alta este fim-de-semana, de acordo com a enfermeira.

Flashback VIII: Olá maminha! (01/11/2007)

O primeiro dia de Novembro começou soalheiro mas com algum vento. De facto, os “calores”da gravidez já lá vão e eu não posso deixar de olhar para os meus pés que continuam inchados.
Levo comigo quatro saquinhos com o meu leite, tirado às 22:00, 02:00, 05:00 e 09:00.
Agora que a Joana começou a beber mais leite, ontem só ficou uma saqueta em stock e eu não pude deixar de ficar um pouco apreensiva uma vez que o leite que eu consigo extrair é pouco. Contudo, penso para mim, quando a Joana começar a pegar na mama, talvez consiga “produzir” mais. Ontem à noite, estava ela à espera do jantar, eu e o pai pusemos-lhe um dedo na boca e...o que ela chuchava! A sucção dela é bem superior à da máquina de bombear leite! Espero que os meus mamilos sensíveis correspondam à fome da Joana!
Durante a visita da manhã, que durou cerca de 2 horas, a bolotinha, que já pesa 2535 kg, passou quase todo o tempo a dormir um soninho muiiito bom...disse-nos uma enfermeira que ela tinha sido um pouco “massacrada” com picas aqui e ali mas que não rabujara durante o banho, o que foi uma excepção!
Pouco tempo depois, a Joana foi submetida a um raio-X aos pulmões: a bolha de liquido que existe num dos pulmões já é diminuta, o que é óptimo.
Entretanto, ela acorda e eu e o pai pegamos-lhe ao colo: estes momentos são tão bons, tão reconfortantes...então quando ela olha para nós, tem lugar uma contemplação, um namoro intenso que as palavras não conseguem descrevem.
Regressamos às 15:00 com a possibilidade da Joana começar a conhecer a maminha da mãe. E assim foi! Quando chegamos, estava ela a protestar com fome e, após algumas tentativas de pegar no mamilo, optou-se por colocar bicos de silicone, aos quais ela aderiu melhor. Ter a minha filha ao colo a mamar encheu-me o coração de ternura, amor e admiração pela Joana. Ela mamou cerca de 20 minutos na mama esquerda, que é a que dá mais leite, e depois caiu num sono imperturbável. Ainda esteve alguns minutos no colo do pai, a olhar para ele e para mim, mas quando veio para o meu colo e a embrulhei numa mantinha de lã, ela rendeu-se ao sono...calcei-lhe ainda as primeiras botinhas cor-de-rosa, que ainda lhe estão largas, depois de achar que os pezinhos dela estavam a arrefecer. Tão querida!
A primeira mamada, para além de ser inesquecível e de me conceder um sorriso de felicidade, foi igualmente cómica: quando ela estava mais agitada, alternava um choro breve com uma chucharia desenfreada no bico de silicone (era ver o meu mamilo a ir atrás da “fúria” dela!)...o pai ria-se e dizia:”Ó filha, ataca aí a situação!”
Durante a estadia da Joana fora da incubadora, optou-se por, durante a mamada, fazer a extensão do tubo de oxigénio para junto do nariz dela por forma a evitar que ela se cansasse em demasia. Eu acho que a Joana se portou muito, muito bem!
No regresso a casa, passámos pelo Pingo Doce onde eu e o pai compramos 3 pacotes de fraldas Dodot para recém-nascidos: para os chichis e cocós que ela tem feito, precisamos de reforços!
A visita da noite, tirando um doce soninho que a Joana fez ao meu colo em posição canguru, foi dolorosa. Quando chegamos, um pouco antes das 21:00, a Joana estava a chorar com fome. Preparei-me de imediato para lhe dar de mamar: primeiro a mama esquerda (que é a menos sensível), sem o auxilio do bico de silicone. Não fui bem sucedida. A enfermeira bem tentou ajudar, fazendo-me uma prega no mamilo, mas só acabou por me magoar. Dorida, retraí-me, e colocar o bico de silicone foi a solução final. Mesmo assim, a Joana não mamou muito e chorou,chorou...quanto à mama direita, a mais sensível, não colaborou de todo.Conclusão, tivemos que alimentar a Joana através da sonda. Confesso que me senti atrapalhada enquanto a Joana chorava desalmadamente e a tentava mudar de posição. Senti-me igualmente culpada por não estar a produzir o leite que a Joana precisa, se bem que tenha presente que sentimentos de culpa não ajudam em nada. Para além disso, como diz o pai, há leites de fórmula que podemos introduzir na alimentação da Joana, alternando-os com o leite da mãe.
O pai também se viu um pouco grego para acalmar a Joana, sendo que ela ficou mais confortável depois de arrotar e sujar a fralda toda (mais tarde, tive a oportunidade de a mudar). Foi um cocó tão grande que escorregou pelos lados e sujou as minhas calças! Mais ou menos a meio da nossa visita nocturna, aparece a minha obstetra que pega na Joana ao colo (“A última vez que lhe peguei foi quando ela nasceu!”) e diz que ela está fofa e linda!
Mostrei-lhe os meus lindos pés e ela diz-me que eu não tenho descansado devidamente e que tenho sorte por não ter arranjado uma complicação pós-parto. Mas, com a minha filha nos cuidados especiais, não me passa pela cabeça ficar em casa ou reduzir o número de visitas...é compreensível.
Voltamos para casa perto das 23:30. A Joana lança-nos um olhar sedutor através dos vidros da incubadora e eu, meu Deus, tenho tanta vontade de a levar para casa...sinto-me triste por não estar sempre ao pé dela mas sei que, até a Joana ter alta, é ali que ela recebe o melhor tratamento.

P.S.: Hoje consegui voltar a colocar a aliança de casamento!

terça-feira, 13 de Novembro de 2007

Tcham-tcham...!

Hoje a Bolotinha bateu todos os recordes: a mãe passou 3 horas a alimentá-la e a tentar que ela adormecesse...3 horinhas, em vez de uma só!Estava muito irrequieta, ora pegava no leite, ora não o queria, ora ficava bem sentadinha, ora não ficava, ora queria ficar ao alto no colo da mãe, ora deitada, ora queria chupeta, ora não a queria...conclusão, só acalmou quando a mãe a colocou de barriga para baixo sobre o braço esquerdo...puffff filha, sê branda com a mãe!


P.S.: Tentei, por duas vezes, colocá-la na alcofa mas um querido vizinho lembra-se de começar a tocar saxofone...ggrrr!

Flashback VII: Finalmente, conseguimos pegar-lhe! (31/10/2007)

Hoje levo comigo 3 saquinhos com o meu leite, tirado às 02:00, 06:00 e 09:00.
A Joana continua a fazer fototerapia, já bebe 30 ml de leite e pesa 2530 grs.
E hoje, finalmente, conseguimos pegar-lhe! Sexta-feira fora a última vez e estávamos com sede de a sentir nos braços. Em primeiro lugar, ajudei uma enfermeira a dar banho à Joana e depois foi a vez do pai lhe pegar. Eu segurei-a a seguir e foi um deleite para nós ver como os olhos dela seguiam a nossa voz! O próximo passo será pegar-lhe sem a sonda que a alimenta e sem o fio do soro.
Quando deitada de costas, a Joana faz uma força incrível com o rabito e consegue levantar bem o pescoço, o que traduz uma boa tonicidade.
Numa das nossas visitas, tivemos a oportunidade de ver um “presente” dela: fez um cocó e um chichi que passou o resguardo do colchão! Foi tudo para lavar, eheheheh...
Em relação aos pulmões, estes estão a progredir significativamente. Também hoje a Joana fez uma ecografia à coluna, não tendo sido detectadas quaisquer anomalias.Por último, e esta quarta-feira, a mãe foi tratar da inclusão da Joana no seu seguro particular de saúde.



No colinho do pai



No colinho da mãe, "explorando" a maminha!

Flashback VI: A Joana faz fototerapia (30/10/2007)

Este dia foi recompensador para nós porque a Joana já não tem o reforço de oxigénio no nariz e aumentou de 15 para 20 ml a toma de leite!
Contudo, a presença de icterícia no rosto, braços, barriga e pernas levou-a a fazer fototerapia durante todo o dia. Não conseguimos ver os olhos dela por estarem tapados com uma venda. No entanto, quando a tiraram para ajustar uns fios, eu protegi-a da luz azul e ela olhou para mim, como quem diz “Olá mãe!”. Sorrio para ela e digo-lhe “Olá, filha!”.Como um olhar basta para fazer o meu dia!
Durante a manhã, a Joana faz um raio-X aos pulmões, que vão melhorando progressivamente, felizmente.
Antes do almoço, eu e o pai fomos registar a nossa bolotinha. Já és cidadã oficial, filha, com plenos direitos (e deveres também)!
Com o registo, a Joana recebe um NIC, isto é, um Número de Identificação Civil, que irá integrar o cartão do cidadão dela (a atribuição do NIC entrou em vigor a 23 de Outubro, portanto fomos poupados a algumas burocracias).À noite, quando me deitei, senti dores na zona dos pontos - será o útero a involuir? Espero que a minha falta de descanso não tenha repercussões negativas no processo de cicatrização...




A Joana a fazer fototerapia dentro da incubadora (o aparelho de fototerapia é móvel) e a agarrar o dedo da mãe

segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

E decorrida uma semana...

iiuuppiii, os meus pés voltaram ao que eram! Foi um inchaço complicado e demorado, que consegui “curar” com mais períodos de “pés para cima”!

Querido leitinho...

Ontem ao serão, a Joana decidiu que os 90 ml de leitinho não mais conseguiam suprir as suas necessidades: com 120 ml é que ficamos bem!Entretanto, no fim-de-semana que passou, o pai constipou-se, o que significa muiiiito cuidado para que a bolotinha não se constipe também...

Flashback V: Tenho alta (29/10/2007)

Esta segunda-feira foi, para mim, violenta e cheia de lágrimas. Por muito que me esforçasse, não as conseguia conter. Ia ter alta mas a Joana permaneceria nos cuidados especiais, o que significava fazer um regresso a casa incompleto.
Estive junto da Joana das 9:20 às 10:20 e vi-a comer (10 ml de leite) e a tomar banhinho. Tirada a touca, que a impossibilitava de abrir os olhos, pude rever o olhar dela e, quando a chamei pelo nome, os olhos dela seguiram a minha voz. Fiquei tão quentinha por dentro...!
Enquanto estive nos cuidados especiais, o pai foi à farmácia comprar discos de amamentação e um tubo de Lansinoh para os mamilos.
Pelas 10:30, regresso ao quarto para começar a arrumar as coisas, pois há que desocupar o quarto ao meio-dia. Em cima da cama, estão duas caixas-surpresa, uma da Chicco, com amostras de produtos, e outra com revistas, produtos de higiene para bebé e uma chupeta. Que miminho bom!
Entretanto, o pai chega e eu deito-me um pouco a descansar. Antes de sairmos do quarto, pouco depois do meio-dia, fomos os dois dar um beijinho de até já à Joana. Custa-me muito reviver o momento em que sai dos cuidados especiais e do hospital. Uma parte de mim ficava lá...caminhava mas parecia que estava algures noutro sítio...fechei os olhos quando entrei em casa mas, ao ver o berço da Joana prontinho para a receber, desatei num pranto inconsolável que me retirou a vontade de almoçar. Mesmo assim, como qualquer coisa, a pensar que, se não o fizer, a minha produção de leite irá ressentir-se.
Depois do almoço, eu e o pai fomos novamente à farmácia comprar uma bomba de extrair leite da Chicco (manual), dois soutiens de amamentação e uma faixa, também da Chicco, uma embalagem de paracetamol, uma embalagem de bicos de silicone, uma embalagem de toalhitas Uriage e uma tubo de Thrombocid para pés e tornozelos inchados. Pois, os meus pés e tornozelos ficaram irreconhecíveis desde ontem, inchados até dizer chega! O único calçado que me serve são umas sabrinas...bem, se começa a chover estou feita ao bife...e eu que durante a gravidez não tive quaisquer problemas relacionados com a retenção de líquidos...
Voltamos ao hospital para ver a Joana – como me sinto bem junto dela...em relação ao peso da bolotinha, actualmente ele conta um pouco mais que 2300 kg, menos 400 grs do peso que a Joana tinha ao nascer. É-nos explicado que esta perda de peso é normal nos recém-nascidos e que logo logo haverá uma recuperação.
Voltamos a casa para jantar e, depois deste, tento extrair leite com a bomba da Chicco. Nada. Tento com uma emprestada da Nuk. Também nada. Entro em pânico, choro, choro, choro. Culpabilizo-me por não conseguir extrair leite manualmente, por a Joana estar nos cuidados especiais, por tudo. Tenho tantas saudades da minha filha...o pai abraça-me e tenta consolar-me. Telefonamos para uma empresa de aluguer de bombas de leite da mesma marca que as do hospital, que me vem entregar a bomba ao hospital, durante a nossa visita da noite à Joana. Pago €60 pela bomba e, caso deseje permanecer com ela durante os próximos meses, terei que reembolsar €30. É um investimento “surpresa” mas pelo menos consigo extrair leite.Tudo vale a pena pela Joana.
A partir de hoje, eu e o pai vamos 3 vezes por dia ao hospital: de manhã, à tarde e à noite.
Não durmo bem. Tenho frio e constato que já perdi os “calores” da gravidez. Temos que pôr um edredon na cama, já começa a saber bem.

P.S.: A meio da noite consigo, finalmente, regularizar o meu trânsito intestinal, sem dores!

Laevolac: o tal "milagre" para os intestinos!


As caixas-surpresa!


Discos de amamentação


Dois soutiens de amamentação e a faixa

A bomba (manual) de tirar leite da Chicco


Bicos de silicone



Toalhinhas Uriage


Empresa de aluguer de bombas de leite


Finalmente, com esta bomba consigo tirar leite!

Flashback IV: Domingo (28/10/2007)

A Joana, desde que nasceu, e desde que está nos cuidados especiais, tem bebido 5 ml de leitinho através de uma sonda.
Foi algo duro chegar de manhã junto da Joana e ver-lhe colocado no nariz um tubo grosso de reforço de oxigénio (ela necessita de um reforço na ordem dos 30%). Esse mesmo tubo é segurado ou mantido no lugar por uma espécie de touca com fitas elásticas laterais que impossibilitam a minha filha de abrir os olhos. Mesmo assim, visito-a de hora a hora.
Em relação à estimulação da mama, começo a ver frutos e a sentir dores devido à subida do leite, dores essas que “atacam” até o meu braço esquerdo. Em quase todas as visitas que faço à Joana, levo comigo um saquinho plástico com leite que consegui recolher (estimulo cada mama durante 20 minutos, de 3 em 3 horas) – quero que a Joana comece a receber as minhas defesas e, quiçá, a melhorar rapidamente.
Recebo algumas dicas de uma enfermeira no alivio do desconforto causado pela subida do leite:

- Antes de extrair leite, colocar uma toalhinha quente sobre os seios e, no fim, uma toalhinha fria para relaxar;
- Para manter os mamilos hidratados, aplicar após cada estimulação Purelan ou Lansinoh. Estes são produtos equivalentes, à base de lanolina, que eu recomendo vivamente;
- Beber muita água;
- Evitar comidas picantes, salgadas e que provoquem gases, bem como restringir o consumo de café e chocolate;
- Usar um bom soutien e discos de amamentação.

Depois do almoço, sou transferida de quarto e de piso. Parece que há uma enchente de grávidas a dar à luz e, por conseguinte, a necessitar de ficar no mesmo piso que o bloco de partos. Não gosto muito da ideia porque isso significa ficar mais longe da minha filha. Ainda por cima, quando a transferência ocorreu, o pai tinha ido almoçar fora. Por conseguinte, tive que ser eu a arrumar mais ou menos as coisas e duas enfermeiras a colocar toda a bagagem num carrinho...
Penso no dia de amanhã: não me quero ir embora!


A refeição que a mãe mais gostou enquanto esteve internada: franguinho grelhado!


Um dos primeiros saquinhos com leite para a Joana

domingo, 11 de Novembro de 2007

Cólicas, soluços, arrotos & cia

Hoje de manhã, a mãe foi ao shopping e, como ainda és pequenina, ficaste com o pai no carro.
Tens estado com umas cólicas muiiiito incomodativas e soluços frequentes quando bebes o leitinho. Assim, fui à Chicco onde comprei um biberon Benessere e duas tetinas anti-soluço em borracha natural. Acho que valeu o investimento porque esta tarde “atacaste” o biberon com outra vontade, para além de me parecer que gostaste da tetina.
Depois, passei pela FNAC e comprei um livro que me foi recomendado por diversos médicos aquando do teu internamento nos cuidados especiais. Trata-se do livro “Conheça melhor o seu bebé”, da Prof.ª Dra Ana Neto que não é nada mais nada menos que a tua pediatra! Ainda vou na página 60 e estou a gostar muito de ler os conselhos práticos relativos a diversos domínios como alimentação, higiene, segurança, soninho, etc. Nos momentos de SOS serão uma boa ajuda!


P.S.:A Joana demora muito tempo a arrotar. Acontece o mesmo com os vossos filhos? Eu tento mudá-la de posição entre as mamadas, primeiro sentada, depois de pé ao meu colo e ando de um lado para o outro até ouvir um arroto. Mas demora séculos...que dicas é que vocês me poderão dar?

sábado, 10 de Novembro de 2007

Flashback III: O dia a seguir ao parto (27/10/2007)

Pouco ou nada dormi durante a noite, a pensar na Joana.
Acordava de hora em hora e ficava a olhar a penumbra.
Felizmente, não tive dores. É caso para dizer que não me deixaram sentir dores: de x em x horas, de dia e de noite, as enfermeiras vinham trazer reforços analgésicos.
O meu primeiro levantar foi assustador, parecia que as minhas tonturas se tinham agravado...era-me muito difícil manter o equilíbrio mas foi-me dito que as tonturas eram resultado da anestesia, em particular, e de ter feito uma cirurgia, em geral. Desejei muito que assim fosse. Acho que o síndrome vertiginoso que tive durante grande parte da gravidez me fragilizou de tal ordem a ponto de eu acreditar que as tonturas não iriam melhorar.
Contudo, se de manhã fui de cadeira de rodas ver a Joana, à tarde já fui pelo meu próprio pé, ainda que amparada no pai. Quis vestir-se e senti-me melhor sem o pijama, sem aquela letargia inerente a uma cirurgia.
A minha filhota continuava na incubadora, a tristeza que eu sentia era avassaladora. Via as outras mães com os seus filhos no quarto e perguntava-me porque é que eu tinha que ficar longe da minha bolotinha e ela longe de mim.
Depois do almoço, recebo a visita dos avós maternos que trazem mais presentes para a Joana, desde bonecos a lençóis e cobertores para a alcofa.Neste dia começo igualmente a estimular a mama através de uma bomba de leite eléctrica. Faço-o deitada e, mais tarde, venho a concluir que esta não é a melhor posição para mim porque...não sai nada!




A bomba com a qual a mãe extraiu leite enquanto esteve internada

sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

Olá, eu sou a Joana!

E hoje faço 15 dias de vida!

Eu a sonhar com...a mãe e o pai!


Olhem para mim com uma fralda nova!

Os meus famosos pés, conhecidos pelos pontapés que davam dentro da barriga da mãe!

Flashback II: A Joana vai nascer hoje!

Dia 26 de Outubro, céu limpo, sol quentinho.
Levanto-me às 8:00, tomo o pequeno-almoço e, cerca de uma hora depois, estava eu a preparar a minha mala, telefona-me a minha obstetra: a partir deste exacto momento, estou proibida de comer ou beber o que quer que seja. Sim, ela está a preparar-me para que o nascimento da Joana ocorra hoje. Pergunta-me ainda se dormi bem, se estou ansiosa e pede-me para estar no hospital pelo meio-dia para fazermos então a ecografia decisiva.
Entretanto, os avós e os tios ficam a par do possível nascimento da Joana e é uma fonte de telefonemas a enviar beijinhos! Os avós maternos, que estão no Porto, aprontam o saco de viagem, sendo que só depois de eu realizar a ecografia é que saberão se vão ou não fazer uma viagem relâmpago até à neta :-) A minha filhota é assim, de decisões rápidas!
Perto do meio-dia, e depois do pai ter colocado as malas no carro, saímos de casa. A sede começa a pesar, a fome nem tanto (o pai, de tanto subscrever a importância deste dia, até se esqueceu de almoçar!).
Não era ainda uma da tarde quando a minha obstetra me chama. Deito-me numa marquesa, virada para uma janela cujos estores descidos deixam passar a claridade do Sol. Olho para o branco do tecto. O pai está a meu lado. Sinto o gel frio no baixo vente e a pressão do Sonicaid. Invade-me a expectativa, como o ressoar de um tambor.Ouço: “Está na mesma”. Suspiro fundo e peço a Deus que me acompanhe. A Joana vai nascer hoje! Hoje! Esta tarde ou esta noite! A minha obstetra chama uma ecografista para analisar a mega-bexiga. Também ela é de opinião que devemos agir. É solicitada uma segunda opinião, de outra obstetra, que vai no mesmo sentido.
A minha obstetra passa-me uma ordem de internamento, sendo que o pai vai até à recepção tratar das burocracias. Enquanto espero por ele, telefono aos meus pais: “Podem vir, a bexiga da Joana continua na mesma, ela vai ter que nascer hoje.” Admiro-me com o meu sangue-frio mas, de quando a quando, vem-me um soluço à garganta. É um soluço de emoção, hoje vou ver a minha bolotinha!
A minha mãe emociona-se. Dou-lhe as últimas indicações de como chegar ao hospital, onde me localizar e que números de telefone é que ela poderá contactar para saber alguma notícia. Despedimo-nos com um até já. Até já, mãe! Até já, avó!
Às 14:02 dou entrada no meu quarto, juntamente com o pai. A enfermeira pediu-me para vestir uma bata com atilhos nas costas, indicou-me uns chinelos rasos de cor branca junto à cama e dois Microlax que deveria administrar por forma a limpar os intestinos. Quando estivesse pronta, era só accionar a “campainha”, inserida num pequeno comando rectangular que também tinha mais dois botões: um para acender e outro para apagar as luzes. Para além deste comando, tinha outro à mão, com três botões, para regular a altura da cabeceira, a altura dos pés e ainda a altura da cama.
Enquanto me preparava, o pai foi ao carro buscar as malas. É impressionante como ambos não estávamos nervosos, com aquela ansiedade que nos faz andar de um lado para o outro. Havia sim um friozinho na barriga mas nada mais. Eu acho que, se o parto fosse programado com antecedência, haveria lugar para o nervoso miudinho se instalar pois contaríamos os dias para o parto. Neste caso, como o parto chegou de surpresa, só houve lugar para os preparativos-chave: fazer malas e esterilizar biberons, chupetas e tetinas.
De intestinos limpos, acciono a campainha. Enquanto isso, chega o berço transparente da Joana com um edredon branco e azul e, aos pés do berço, um saquinho de alças, também ele azul, para colocar a primeira roupinha da bolotinha: um babygrow branco da Prénatal, um body e calcinhas brancas, um casaquinho branco e um gorro cor-de-rosa. Para além disso, tinha também à mão uma manta de lã em cor creme.
Eram cerca das 14:30 quando me foi colocado um cateter no braço esquerdo, um soro, uma pulseira rosa identificativa no pulso esquerdo e uma sonda urinária para quando a minha bexiga estivesse a “dormir”.
A enfermeira diz-me que havia mais duas futuras mães à minha frente e que depois era a minha vez de se conduzida até ao bloco de partos.
Deitadinha e sem querer ver televisão, recebo a “visita” da minha obstetra que me pergunta como estou e de uma enfermeira que trás consigo um termo de responsabilidade para eu assinar. Chega o pai. Por volta das 15:15, duas enfermeiras vêm-me buscar. Está na hora! À saída do quarto, recebo um beijinho de até já do pai, que conduz o berço da Joana. Lá vou eu sobre rodas. Contorno uma esquina e deixo de ver o pai. Duas portas amarelas abrem-se automaticamente e entro numa sala iluminada de luzes brancas. Há música clássica a tocar baixinho. Sou transferida para a mesa de operações e a minha caminha sai porta fora. Na sala, duas enfermeiras preparam instrumentos, frascos, compressas e recipientes redondos. Sou ligada a um esfigmomanómetro que irá medir a minha pressão arterial.
Aparece o anestesista que é uma simpatia. Achei-o parecido com o José Carlos Malato, o mesmo tipo de cara e sorrisos prazenteiros. Coloca-me à vontade, dizendo-me que, durante a administração da epidural, me irá explicando tudo o que faz. Vamos falando sobre as nossas profissões. O ambiente é de descontracção, também entre os profissionais. Até parece que não vou fazer uma cesariana!
Surge a minha obstetra toda “artilhada”: bata, chinelos de plástico e touca verdes, luvas brancas e uma espécie de meio funil transparente colocado à volta da boca e nariz.
Mais tarde, surge também uma ecografista.
Sento-me num dos lados da cama, bem na pontinha, com os pés assentes num banquinho. Chegou a hora de administrar a epidural: posição caracol, braços em torno dos joelhos e queixo bem junto ao peito. A primeira tentativa de epidural falha. À segunda é de vez, após ter sentido um desconforto passageiro provocado pela agulha oca.
Deito-me. Começo a sentir que da cintura para baixo o meu corpo adormeceu, excepto os pés (consigo senti-los ao longe). Olho para o grande e redondo foco de luz em cima de mim. É colocada uma cortina azul suspensa num pequeno varão metálico um pouco abaixo do meu peito.
Pouco tempo depois sinto movimentos ritmados dentro de mim, como se estivessem a remexer à procura de algo. Vezes há em que o meu corpo vai para a frente e para trás. O anestesista diz-me para não me assustar, que não sinto nada. E, de facto, assim é. Aguardo a chegada da minha bolotinha. Quantos minutos já terão passado?
Comento com o ecografista que a Joana, provavelmente, nascerá perto da hora em que a mãe nasceu, 16:30, ao que ele responde que será antes (a Joana nasceu às 16:07).
Assistir ao nascimento da minha filha é algo de inesquecível. É uma imagem que acompanhará a minha vida. Quando o anestesista me coloca a mão debaixo da nuca e diz: “Agora vai ver algo de muito bonito”, eu vejo a Joana surgir de mim, primeiro a cabeça, depois os braços e por fim os pés. Exclamo emocionada “Olá, filha!” e a minha cabeça volta a deitar-se. O anestesista congratula-me: “Parabéns, mãe!”.
Ouço-a chorar a caminho de uma sala de observações anexa e com amplos vidros. “Já sou mãe!”, o meu coração rejubila. “Tem um choro tão bonito!”, lembro-me de pensar. Continuo em estado de graça. O meu olhar detém-se na sala de observações, não vejo a Joana mas visualizo o movimento de médicos que a examinam: o Índice de Apgar regista uma pontuação de 10 ao primeiro e quinto minutos. Boa, filha!
Pouco tempo depois, já deveria eu estar a ser suturada, vem uma enfermeira com a Joana ao colo, embrulhadinha uma manta branca, para eu lhe dar um beijinho. A carinha da minha filha é linda, tão redondinha! Tem os olhos fechados. Beijo-lhe o nariz e digo-lhe “Bem-vinda, filha!”
A partir daquele momento, a Joana terá que ser levada para realizar exames à bexiga. Sinto saudades dela logo no segundo depois de a conduzirem para fora do bloco de partos. Tenho pena de não ter podido sentir a minha filha pele com pele, logo a seguir ao nascimento dela...era um momento que eu idealizara a partir de imagens em livros sobre a gravidez e o parto e que não se concretizou dada a necessidade de efectuarem um exame minucioso à bexiga da Joana.
Entretanto, fico pronta. Entra a minha caminha e sou transferida com a ajuda de duas enfermeiras. Começo a sentir frio. Muito frio (o bloco de partos estava um gelo...). Abrem-se as portas e lá vou eu rumo ao recobro, onde permaneço quase duas horas.
A enfermeira coloca-me um edredon aquecido, mede a minha tensão arterial, repõe o soro e “visita” a sonda urinária. Apalpa ainda o meu abdómen e examina os meus mamilos.
Chega o pai, todo babado: “A nossa filha é tãããoooo linda!”, exclama. Dá-me um beijinho e pergunta como é que correu a cesariana e como é que eu me sinto. Eu digo-lhe que estou pronta para outra e começo a bater o dente!
Acho que demorou tempo demais para me trazerem a Joana! Eu sei, ela estava a ser examinada mas as saudades eram enormes...quando ela finalmente chegou, vinha embrulhadinha numa manta branca e eu reparei que o babygrow lhe estava um
bocadinho grande, mesmo sendo para 0 meses. Abracei a minha filha, dei-lhe beijinhos e deitei-a junto ao meu peito esquerdo. Tão enroscadinha que ela estava! Reparei que ela gemia, pensei que sentisse frio, e puxei o edredon mais para cima.
A enfermeira pergunta-me se lhe quero dar peito, ao que eu respondo que sim. Contudo, a Joana não pega bem nos mamilos, nem mesmo nos bicos de silicone. A enfermeira decide, após algumas tentativas, preparar-lhe um biberon e, sim, ela pegou um bocadinho, não muito.
Eram cerca das 19:10 quando regresso ao quarto com a bolotinha. Telefono aos meus pais que estavam quase a chegar (estavam presos no trânsito à entrada de Lisboa). Entretanto, vêm os tios e avós paternos ver a Joaninha que continua a gemer. Tento consolá-la. Chega a minha obstetra com boas notícias: não há qualquer problema com a bexiga da Joana, tendo aquela esvaziado após o parto. Que alivio!
Aparece a enfermeira chefe com medicação (analgésicos), olha para a Joana prolongadamente e declara: “Esta bebé não está bem. Os gemidos, em vez do choro, não são bom sinal. Ela precisa de se aquecida.” A Joana é então conduzida para uma incubadora, na unidade de cuidados especiais.
No meio de tudo isto, chegam os meus pais e o jantar (sumo de maçã e um caldo de frango). Não tenho muita fome. Quero a minha filha!
Cerca das 21:00, a mesma enfermeira que cuidou de mim no recobro, incita-me a levantar. Ooops, estou um bocadinho tonta. Vou à casa-de-banho fazer a minha higiene intima para depois vestir um pijama e um robe e ir ver a Joana. O pai empurra a minha cadeira de rodas e, quando entro na unidade de cuidados especiais, o um coração cai-me aos pés: a Joana continua na incubadora, está toda despida (só tem a fralda posta) e fios coloridos (fios demais) partem do peito e da boca dela para uma máquina que mostra inúmeros (e incompreensíveis) gráficos. Sou inundada por uma tristeza que não se compadece com “A Joana está estável. Não se preocupe que ela vai ficar bem...”
Nunca pensei que os gemidos fossem sinal de que algo não estava bem. Será que, se tivéssemos actuado logo aos primeiros gemidos, ela teria necessidade de tanto aparato de fios? Mas como poderíamos nós saber?
O diagnóstico da Joana não tarda a chegar: Síndrome de dificuldade respiratória devido à existência de pouco surfactante nos alvéolos pulmonares dela. A cada movimento respiratório, a barriguinha dela é como que sugada para dentro (em vez de para fora), dando de seguida um salto brusco que nos aflige. Será que este respirar não lhe causa dor? Ela dorme. Faço-lhe uma breve festinha numa das bochechas e digo-lhe que a amo muito, para ser forte e ficar boa num instante.
Quero chorar e não aguento o caldo de frango no estômago. Logo ali, vomito.
Regresso ao quarto. Vou com o pai mas, ao mesmo tempo, vou sozinha. Ele conforta-me o melhor que pode e eu sei que ele precisa de ser confortado também. Mas não consigo encontrar forças dentro de mim para fazer o que quer que seja. O meu pensamento vai todo para a Joana, a todo o minuto.
É noite cerrada mas eu não tenho sono...

A pulseira cor-de-rosa identificativa da mãe

Bloco de Partos nº2: foi aqui que tu nasceste!


A caminha da mãe


Os quadros para os quais a mãe olhava muitas vezes enquanto deitada


O sofá-cama do pai e uma cadeira muito confortável

Sala dos Cuidados Especiais. A incubadora da Joana foi a primeira a contar da direita

quinta-feira, 8 de Novembro de 2007

E ao 14º dia...

caiu o restinho de cordão umbilical que unia a Joana à mãe. Quando, às 5:00, fui mudar a fralda à Bolotinha, vi que o aplique estava solto. Encontrei um bocadinho de sangue ressequido no umbiguito dela que está a ser difícil de retirar com álcool etílico (70 graus) e água morna.

Como é que vocês fizeram para limpar a fundo o umbigo depois do cordão se soltar?

Uma aventura no restaurante

Ontem a Joana foi jantar fora com os pais pela primeira vez. O pai estava desejo de ter uma refeição fora e lá fomos os três.
Contudo, antes de sairmos de casa, a bolotinha resolveu que tinha fome, portanto mais uma meia-hora de “entretenimento alimentar”! A meio do caminho, o pai teve que parar em plena A5 com os 4 piscas, vestir o colete reflector e ir ver a Joaninha porque esta chorava desalmadamente...como já era noite, ela ouvia as nossas vozes de reconforto mas não nos conseguia ver...será que foi isso que a fez chorar?
Já no restaurante, eu e o pai tivemos que comer à vez porque a bolotinha quis mais um pouco de leite e miminhos. E não pregava o olho! Eu e o pai tivemos o cuidado de escolher uma mesa situada numa zona tranquila do restaurante (que, sendo 4ª feira, estava longe de estar cheio) mas mesmo assim as luzes e os ruídos de fundo constituíram demasiados estímulos para ela. Claro, temos que descobrir o mundo aos poucos, não é filha?

Conclusão, a Joana ainda é muito pequenita para estas andanças. Talvez mais daqui a uns tempos possamos aventurar-nos novamente numa refeição fora de casa.

quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

A Joana vai à pediatra

Hoje de manhã a Joana teve a sua primeira consulta de pediatria. Como eu ainda não posso conduzir por causa dos pontos da cesariana (só o poderei fazer dentro de um mês), o pai acompanhou-nos.
Levantámo-nos (não os 3 ao mesmo tempo!) pelas 7:30 e, enquanto o pai se aprontava, eu dei banhinho à Joana, vesti-a e dei-lhe a primeira mamada do dia. Depois, foi a vez da mãe se arranjar e dos pais tomarem o pequeno-almoço.
Com filhos, raramente se consegue chegar a horas aonde quer que seja mas, vá lá, chegamos apenas 5 minutos depois da hora da consulta. A bolotinha portou-se muito bem no carro e teve uma pequena crise de soluços nos primeiros minutos da viagem. Nada que a assustasse!
Antes da consulta propriamente dita, a Joana foi vista por uma enfermeira. Comecei por despir a bolotinha que não demorou muito a desatar num pranto: quem gosta de ficar nu perante estranhos?! Verificámos que ela já recuperou o peso que tinha aquando do seu nascimento, tendo inclusive engordado 30 gramas! Neste momento, a Joana pesa 2790, reflexo das mamadas que passaram de 50 ml (no sábado) para 90 ml. Mas não foi só o peso que a senhora balança teve o privilégio de conhecer: também um grande chichi, como que a dizer “Eu estive aqui!”
Felizmente, a mãe veio com o saco da maternidade bem guarnecido de fraldas e toalhitas para qualquer eventualidade como esta.
Depois de receber todo e mais qualquer miminho do pai, fomos para o gabinete da pediatra que começou por fazer um levantamento do historial clínico dos pais e antecedentes familiares de natureza genética. De seguida, foram observados os reflexos da Joana: o reflexo de Babinski, o reflexo de Moro, o reflexo de orientação da boca, o reflexo de preensão, o reflexo da marcha, o reflexo do gatinhar. Foi impressionante ver a bolotinha dar os primeiros “passos”, como é que é possível que eles tenham este reflexo desde tenra idade e como é que o “perdem” até a aquisição da marcha ter lugar...quanto ao reflexo de gatinhar, ela demorou um bocadinho mas logo entrou em acção!
O que ela fez foi uma grande birra...tanto tempo só de fralda e só me fazem “maldades”!
A pediatra até disse que ela vai ter um “feitiozinho daqueles” quando for maior: é vê-la franzir o sobrolho e de olho vivaço a olhar a médica, como quem pergunta “Quem és tu?!”
Por último, ficaram algumas considerações sobre a alimentação, sono, comunicação, socialização, higiene e vestuário:

- O melhor alimento para um bebé é o leite materno;
- O bebé deve comer de 3 em 3 horas ou de 4 em 4 horas. Uma vez que o sistema de auto-regulação nos bebés de tenra idade (sobretudo durante o primeiro mês de vida) é ainda bastante primário, se ele não acordar por si, os pais deverão acordá-lo para comer, caso contrário o bebé pode entrar em hipoglicémia, ficando prostrado;
- O bebé deve arrotar sempre durante as mamadas;
- A uma mamada não corresponde necessariamente uma evacuação. É importante, contudo, que o bebé evacue pelo menos uma vez por dia;
- A temperatura do quarto não deve ser nem muito quente nem muito fria, sendo o ar condicionado é tabu (é maléfico para o sistema respiratório do bebé);
- O melhor brinquedo nesta idade é o rosto e voz humanas, sobretudo dos pais. Urge falar muito com o bebé, cantar-lhe e tocar-lhe, pois que constituem fonte de conforto e relaxamento;
- O bebé pode sair de casa no primeiro mês de vida, evitando contudo espaços fechados ou muito povoados;
- O gorro, para já, não se justifica. É melhor guardá-lo para o pico do Inverno. Eu não concordo muito com este ponto, acho que a Joana precisa do gorro quando sai para a rua, especialmente de manhã ou ao entardecer. Por isso, vou continuar a pô-lo;

Saímos da consulta com uma receita de Colimil (combate às cólicas, a administrar apenas em SOS) e de Vigantol (suplemento de Vitamina D).
Da pediatria, a mãe foi tirar os pontos da cesariana. Senti apenas um pequenino desconforto nas extremidades da sutura (que equivale a 10 pontos) e a comichão provocada pelo penso passou instantaneamente, felizmente! A cicatriz está óptima e agora deverei aplicar Betadine amanhã e depois. Posteriormente, creme hidratante.
Quanto a conduzir, só daqui a um mês, sendo que o músculo irá cicatrizar por completo dentro de 6 a 8 meses. Com a mudança do tempo, é provável que sinta picadas e deverei sempre que possível descansar bastante. É importante o uso de faixa após a realização de uma cesariana, uma vez que esta auxilia no processo de recuperação física da mãe (tenho usado a uma faixa da Chicco há cerca de 10 dias. Confesso que não acho muito confortável mas o que tudo o que ajuda à recuperação é bem-vindo).
E assim foi a nossa manhã!
Quer eu quer o pai somos mesmo babados pela nossa Bolotinha. Não é por ser nossa e por ser muito bonita, mas todas as pessoas se metiam com a Joana: no elevador, nos corredores, na sala de espera...!

terça-feira, 6 de Novembro de 2007

Flashback I: A última ecografia

Como o tempo passou! Hoje, dia 25 de Outubro, vou fazer a minha última ecografia e ver a minha bolotinha novamente. Estou cheiinha de saudades dela, já deve estar enorme!
Como a ecografia estava marcada para as 10:15, o pai ainda deu um pulinho ao trabalho para adiantar serviço.
Felizmente, não tivemos que esperar muito pela nossa vez. Demorámos mais a ser atendidos. O pai, que não tem paciência para pessoas “panhonhas”, estava já a fumegar com a administrativa que pouco domínio tinha do computador...conclusão, um procedimento que demora cerca de 5 minutos, acabou por durar o dobro. Mas, enfim, a mãe ainda teve tempo de comer um ou outro pedacinho de chocolate e um pão integral com compota de morango antes de ouvir chamar o seu nome.
Durante a minha gravidez, as ecografias foram realizadas por médicos diferentes. O que me realizou a última ecografia era um médico minucioso mas, ao mesmo tempo, descontraído.
A primeira imagem foi logo a da face da bolotinha, virada para nós! Até parece que estava a adivinhar e a fazer-se para a fotografia :-)
No entanto, quando o médico observou o aparelho urinário, soou um alarme: a bexiga da Joana estava enorme, era uma grande mancha preta que tinha quase o mesmo tamanho que o fémur dela...as imagens recolhidas limitaram-se à bexiga, era como se a análise ecográfica tivesse cessado. Olhei para o pai que estava a meu lado de pé. As nossas caras denotavam apreensão.
O médico referiu que a Joana poderia não estar a esvaziar adequadamente a bexiga e pediu-me para regressar dentro de 30 minutos, depois de andar um bom pedaço, para ver se a bexiga da bolotinha se esvaziava.
Se das outras vezes, saímos da sala das ecografias com um sorriso nos lábios, desta vez algo de diferente nos invadia: porque é que a bexiga estava tão grande, há quanto tempo é que ela estaria assim, será que a Joana estava em sofrimento?
Nesses 30 minutos de “pausa”, tentámos descontrair mas foi difícil. Eu falava com a bolotinha e pedia-lhe para esvaziar a bexiga. Voltámos para uma nova observação e a bexiga continuava na mesma.
Perguntei ao médico se o meu síndrome vertiginoso poderia estar por detrás da “bexiga preguiçosa” da Joana, uma vez que as tonturas me obrigavam a prolongados períodos de repouso e inactividade. Será que a minha inactividade forçada contribuira algum tipo de bloqueio urinário na Joana? O médico sossegou-me a esse respeito, dizendo que as duas coisas não estavam relacionadas.
Por diversas vezes o médico tentou com o Sonicaid, exercer pressão sobre a minha barriga na tentativa de ver a bexiga da Joana esvaziar-se. Nada.
Fui aconselhada a não esperar pela próxima consulta junto da minha obstetra, marcada para o dia 31. “Será melhor contactá-la o quanto antes para analisarmos esta situação. E peça-lhe que veja as imagens da bexiga”, foi o que o médico sentenciou.
Acrescentei que todas as outras ecografias não tinham detectado qualquer anomalia, sendo que a anterior fora realizada há pouco mais que um mês. “Frequentemente, as patologias do trato urinário só surgem a partir da trigésima segunda semana, pois o sistema urinário é dos últimos a ficar completamente formado. Esta bexiga pode denotar um bloqueio na uretra ou nos ureteres mas não me parece que esteja a afectar os rins...mesmo assim, fale com a sua obstetra e mostre-lhe as imagens”, explicou-nos o médico.
A preocupação invadiu-nos. Caminhámos em silêncio para o carro, eu de telemóvel na mão a tentar contactar a minha obstetra. Telemóvel desligado ou sem bateria, era o sinal que me era devolvido. Entramos no carro para regressar a casa. Tentaria contactar a obstetra entretanto.
Não tínhamos ainda percorrido metade do caminho quando eu disse ao pai: “Eu não me sinto nada bem em voltar assim para casa...e se fossemos directos às urgências? É que eu nem sei se a Joana está ou não em sofrimento e há quantos dias é que ela tem vindo a acumular chichi...” Meu dito, meu feito, demos meia volta e fomos directos às urgências. Fui imediatamente atendida por um enfermeiro que, ao olhar para a minha barriga, me perguntou se o parto seria hoje. Expus-lhe a situação e fui conduzida de imediato à unidade obstétrica. Entretanto, o hospital conseguiu contactar a minha médica que prontamente se deslocou até mim. Fiz outra ecografia, de curta duração, e mostrei-lhe as imagens recolhidas durante a manhã. Estávamos perante uma mega-bexiga cujas repercussões eram ainda desconhecidas. O que a minha obstetra disse a seguir como que me atirou contra a parede: “Vamos ter que repetir a ecografia dentro de 24 horas. Se se mantiver este quadro, teremos que induzir o parto. Não me parece que a Joana esteja em sofrimento uma vez que o volume de liquido amniótico está normal e a vitalidade dela é boa. Por isso, esta mega-bexiga é algo que muito recente que não convém prolongarmos. Pode não ser nada e ela entretanto esvaziar a bexiga, como pode ser alguma coisa. Em todo o caso, irei providenciar a presença de um cirurgião pediatra aquando do parto, se tivermos que o induzir amanhã, para que possamos agir de imediato caso algo de mais delicado seja detectado a nível urinário.”
Eu e o pai confrontamo-nos, pois, com a possibilidade de um parto “surpresa”. Creio que ambos não estávamos à espera de tal: o que era um dia de ecografia transformou-se num dia de preparação para um possível parto. No entanto, apesar de estarmos preocupados com a existência de uma mega-bexiga na barriguinha da Joana, tranquilizámo-nos com a antevisão de uma nova ecografia e suas consequências (ou era parto ou a Joana estava a ser marota) e com a segurança e profissionalismo que a minha obstetra nos transmitiu. Acho que, por muito que “surpresas” nos confrontem com o desconhecido, como é um primeiro parto, é um bálsamo sabermos, ou melhor, sentirmos, que estamos em boas mãos e que a segurança não será descurada.
Eram cerca das 16:30 quando chegamos a casa. A partir de agora não tenho mãos a medir: faço a alcofa da Joana, preparo o berço (o mobile musical foi montado no dia seguinte) e a mala dela. À noite, depois do jantar, o pai ajudou-me a esterilizar biberons, tetinas, chupetas e afins.
Não estou muito ansiosa. Claro que estou um pouco, é possível que amanhã a Joana nasça e é incontornável que ela nascerá de cesariana. Por um lado, espero que ela esvazie a bexiga até amanhã porque tenho receio que a Joana sinta algum desconforto; por outro lado, estou expectante no sentido de ansiar pelo nascimento dela, por a ter nos braços, por a inundar de beijinhos.A ver vamos...de toda a forma, estou preparada para o que der e vier.

O meu charme é irresistível!

Uma prendinha dos colegas de trabalho do pai!

sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

Uma semaninha de vida!

A nossa bolotinha faz hoje uma semana de vida, parabéns amor!
Encontro-me a recuperar bem mas o descanso é pouco, confesso, pelo menos a minha obstetra recomenda mais “pés para cima” para combater o inchaço que se abateu sobre os meus pés e tornozelos.
Estou a preparar os “flashbacks” relativos aos momentos antes do parto, ao parto propriamente dito e ao pós-parto. Dentro em breve já os terei aqui no blog da Joana.

Para já, uma fotografia das primeiras botinhas calçadas pela filhota!