Já adivinharam o que é que eu hoje vou jantar! Pois é, uma bonita, douradinha e rechonchudinha alheira de Mirandela!
Lá foi então o pai ao Pindo Doce buscar o pitéu! Com este tempo o que é que apeteceria mais se não uma alheira, digam lá...e como amanhã vou tirar sangue, preciso de um jantar que me mime de facto!
Eu costumo fazê-las no forno mas o pai vai prepará-las "à moda do Chefe Pedro", isto é, na frigideira,eheheh!
P.S.:São agora 17:40, lanchei há cerca de uma hora e já estou a pensar no jantar...grávida sofre...!!!
domingo, 30 de Setembro de 2007
Tempo farrusco = Alheira de Mirandela!
Uma semana k.o.
Esta semana não foi muito fácil para a mamã, que sentiu muitas tonturas, obrigando-a a repousar o mais possível, isto é, cama!
quarta-feira, 26 de Setembro de 2007
Ena,mais coisas giras!
A Joaninha já tem cortinas e um tapete para o quartinho dela, presentes dos avós maternos. Vejam só se não são queridos...!


Etiquetas: presentes
segunda-feira, 24 de Setembro de 2007
Não encontro...
Não estou a conseguir encontrar um avental impermeável para dar banho à Joana quando ela nascer...só vejo os de pano...Onde é que compraram os vossos?
Etiquetas: diversos
domingo, 23 de Setembro de 2007
Chegou o Outono!
Já começou o Outono, estação que vai abraçar a Joana!Estive a pensar numa coisa: quando a filhota já tiver nascido, vou pedir para ver a placenta. Ela não deve ser muito fotogénica mas quero conhecer, como diz um artigo fabuloso publicado há tempos na revista Pais&Filhos, “o anjo da guarda que alimenta, purifica e oxigena o seu filho enquanto ainda não o conhece”...
Etiquetas: diversos
sexta-feira, 21 de Setembro de 2007
Amniocentese
A amniocentese é o teste invasivo mais comum e consiste em recolher uma amostra de liquido amniótico que é analisada em contexto laboratorial.
No laboratório, o liquido recolhido é centrifugado com velocidade para que as células da pele do bebé se juntem numa bolinha (essas células desprenderam-se da pele do bebé e passaram para o líquido amniótico).
Depois, essas mesmas células são estimuladas a crescer numa cultura de tecido, o que requer tempo e muita perícia. Têm de ser conduzidas à fase em que se dividem activamente para se poder realizar a análise cromossómica.
Realizei a amniocentese no dia em que começou o Verão, 21 de Junho, pelas 12:15. Não dormira bem mas não estava com sono. O meu marido acompanhou-me e, de ansioso que estava, só quis esperar do outro lado da porta do gabinete onde entrei, algo a tremer, com os olhos húmidos e a respirar bem fundo.
Já deitada e sem qualquer anestesia, a enfermeira limpa-me a zona abdominal com Betadine enquanto a médica realizava uma ecografia para monitorizar qual o melhor local onde inserir a agulha. A Joana, como sempre, rodopiava pelo que decorreram alguns minutos antes dela sossegar. Ela chegou, inclusive, a mostrar o rabito à médica, como quem diz: “Se fazes mal à minha mãe....!”
Ouço a embalagem da seringa a ser aberta. Não olho. Já vi o tamanho da agulha num livro, isso basta.
A médica volta a olhar para o monitor e diz: “Vai sentir uma picadela.” Olhei para o tecto branco e pensei que a tal “picadela” se assemelhava à que sentimos quando recebemos anestesia no dentista ou quando tiramos sangue. Qual quê! Quando ela espeta a agulha um pouco acima da minha linha do biquini, o meu coração parece que bate no tecto! Devo ter ficado lívida, nem me lembro de respirar! Agarro a mão da enfermeira e são os meus olhos que falam: “Não a conheço de lado nenhum mas, por favor, deixei-me agarrar a sua mão porque isto dóooooiiiiiii!”Coitada, por pouco não ficou com a mão esmagada!
O tempo que aquela agulha esteve dentro da casinha da Joana pareceu-me interminável. Peço a Deus que acabe logo, não quero que a Joana fique com pouco líquido...espero que ela esteja sossegada...o que pensará a minha filha que está a acontecer?
“Pronto, já temos aqui uma amostra de liquido amniótico limpinha, sem vestígios de sangue”, declara a médica. Mais tarde, vim a saber que, se a amostra tivesse nem que fosse um grão de sangue, a amniocentese teria que ser repetida passada uma a duas semanas....
A enfermeira coloca-me um penso e eu levanto-me devagar. Sinto a minha perna esquerda presa. Os meus passos são de algodão, tenho medo que um passo em falso provoque alguma fuga de liquido amniótico.
Antes de ir para casa, fico uma hora deitada,em repouso. Quero muito afagar a minha barriguinha para aninhar a Joana mas tal não é permitido por poder desencadear contracções.
A viagem de regresso a casa foi feita com muito cuidado: curvas, paragens e arranques suaves e evitar buracos e lombas. Quando estamos bem nem nos apercebemos da diferença que faz um piso de qualidade...e as ruas de Lisboa, meu Deus, estão tão maltratadas!
Chego a casa e vou direitinha para a cama. A recomendação médica é ficar em repouso absoluto durante 3 dias mas, como eu quero rodear-me da melhor recuperação possível, fico 4. Só me levanto para visitar a casa-de-banho.Lavo-me à gato e como deitada. É a minha mãe que cuida da casa e prepara as paparocas saudáveis: nada de comidas que prendam o intestino porque uma obstipação nestes dias é persona non grata! É também a partir desta altura que começo a tomar suplementos de magnésio que, entre outros benefícios, previne a ocorrência de contracções pré-termo.
Durante o primeiro dia era como se tivesse uma colecção de vidrinhos no baixo ventre e senti algumas dores durante a noite, obrigando-me a tomar um Bem-u-ron.
No segundo e terceiro dia, surgiram algumas pontadas fininhas mas nunca houve fuga de líquido amniótico ou contracções que ameaçassem um aborto espontâneo.
Tive sempre muito cuidado ao virar-me na casa, ao levantar e ao deitar. Só penso na Joana que, no dia a seguir à amniocentese, começa a mexer! Que bom!
A partir do 5ª dia já me posso sentar, com muitas almofadas atrás das costas, e nada de esforços!
Passada uma semana, regresso à médica para uma avaliação do volume de liquido amniótico e do bem-estar da Joana: está tudo óptimo.
A espera pelo resultado da amniocentese foi feita a contar todos os dias. Foram duas semanas agonizantes. No dia 5 de Julho, às 10:57, recebo a feliz notícia de que está tudo bem com a Joana, resultado negativo!Choro de alívio e de gratidão, abraço a barriga, faço dois ou três telefonemas e vou a correr contagiar com a minha alegria as colegas de trabalho mais chegadas, supervisora incluída!
No momento em que escrevo este texto, dou-me conta que eu e a Joana já passamos por duras tarefas. E, por isso, sinto um amor e admiração ainda maiores pela minha bolotinha linda!
O pai...e agora é que vais ficar babado até dizer chega (eheh), foi simplesmente o melhor marido e pai possível :-) Um abraço bem rechonchudinho nos dois grandes amores da minha vida!
Etiquetas: amniocentese, gravidez
quinta-feira, 20 de Setembro de 2007
Rastreio bioquímico versus Rastreio integrado
Os testes de rastreio e diagnóstico de anomalias do feto constituem um domínio gerador de alguma ansiedade. Confirmada a feliz gravidez, quantas vezes não nos perguntamos se o nosso bebé estará mesmo bem? “Claro que sim, vai ser um bebé super saudável!”, pensamos. E quando chega a altura de efectuarmos um teste de rastreio (e eu recomendo a sua realização, pois ficarmos apenas pela medida da TN é insuficiente), ansiamos pela confirmação de que está tudo bem com o nosso bebé.
Os testes de rastreio bioquímico medem duas, três ou mais substâncias presentes no sangue da mãe para prever se o bebé corre ou não o risco de sofrer de Síndrome de Down, de outras anomalias cromossómicas ou de um defeito no tubo neural, como a espinha bífida.
Os testes bioquímicos são normalmente realizados entre as 15 e as 16 semanas de gravidez, sendo o teste duplo o mais conhecido. Este teste mede duas substâncias presentes no sangue, a alfafetoproteína e a beta HCG livre. Em bebés com Síndrome de Down, o nível de AFP tende a ser inferior e o de HCG superior. O teste duplo detecta 2 em 3 casos de Síndrome de Down e 4 em 5 casos de defeito no tubo neural. O teste triplo acrescenta ao cálculo outra hormona, o estriol, e o teste quádruplo (ou Teste de Bart) inclui ainda duas outras substâncias, a inibina A e a proteína A associada à gravidez (PAAP-A). Depois de analisada a amostra de sangue, os resultados são inseridos num programa de computador juntamente com a idade da mãe e a idade gestacional exacta, estando os resultados geralmente prontos decorridas duas semanas.
O teste integrado constitui o avanço mais recente em termos de rastreio pré-natal. Trata-se de uma combinação de testes, ao longo de duas fases, que proporciona uma taxa de detecção elevada (85%) de Síndrome de Down, Síndrome de Edward e defeitos no tubo neural, como a espinha bífida. Também apresenta uma taxa de falsos positivos bastante inferior aos dos outros testes existentes (1%).As duas fases que compreendem o rastreio integrado constituem no seguinte:
Fase 1:Esta fase deve ser preferencialmente realizada às 12 semanas. É realizada uma ecografia detalhada para determinar a idade gestacional exacta, sendo igualmente medida a TN. Além disso, extrai-se uma amostra de sangue para medir os níveis de proteína A associados à gravidez (PAAP-A).
Fase 2: O ideal é realizar a segunda fase pelas 15-16 semanas. São medidos quatro marcadores bioquímicos: a alfafetoproteína, o estriol não conjugado uE2, a inibina A e a gonadotrofina coriónica humana fracção beta (B-hCG livre).
Eu optei por realizar o rastreio integrado precisamente por ser o mais rigoroso na detecção de anomalias cromossómicas fetais, apesar de não ter qualquer receio acerca da saúde da Joana, que teve uma primeira ecografia e uma medida da TN óptimas.
Infelizmente, a CUF Descobertas ainda não realiza o rastreio integrado pelo que, por indicação da minha obstetra, dirigi-me à Clínica Médica e Diagnóstico Dr Joaquim Chaves, em Miraflores.
Pelas duas fases do teste paguei pouco mais que €10 por ter seguro de saúde particular, caso contrário o valor sobe para cerca de €70. Digo-vos que vale a pena pagarmos esta importância para termos um quadro o mais completo possível da saúde do bebé e que é fundamental fazermos as 2 fases do teste. De facto, algumas grávidas obtêm um resultado negativo na primeira fase e pensam que não vale a pena prosseguirem para a segunda fase. Errado! No meu caso, a primeira fase deu-me um resultado negativo
(risco de 1:549) e na segunda um resultado positivo (risco de 1:289).!
Foi no dia 15 de Junho, recém-chegada de férias, que a minha obstetra me telefona a comunicar que a segunda fase tinha dado um risco positivo e que, por conseguinte, teria que ser submetida a uma aminocentese para tirar quaisquer dúvidas levantadas pelo dito resultado. Fiquei em pânico e, a partir daquele momento, tudo o resto deixou de ter importância. Só a Joana importava. Como é que a saúde dela poderia estar em risco? Então, se a minha filha tivesse algum problema grave, o meu corpo não teria já desencadeado um aborto espontâneo?
Estava com 20 semanas, exactamente a meio da gravidez. E, até saber o resultado da amniocentese (5 de Julho), fui-me abaixo. Apesar de tentar (e querer!) ser forte para que o impacto na Joana fosse mínimo, chorei todos os dias, em qualquer lugar, em casa, no carro, na rua, nas compras....Queria pensar positivo, preparar-me física e psicologicamente para a amniocentese mas foram dias de muita angústia.
No dia em que soube que do risco positivo na segunda fase, desembrulhei um par de botinhas cor-de-rosa que me passaram sempre a acompanhar. Sentia-me mais calma, mais confiante num desfecho feliz quando as segurava no meu colo em casa, no carro ou em momentos em que tinha que me refugiar no meu local de trabalho. O risco era pequeno (1:289) mas era um risco, estava lá, existia. E ver-me confrontada com valores fundamentais da nossa existência, como a vida e a morte, foi esmagador. A Joana estava já tão enraizada em mim, como é que eu poderia conceber o meu dia-a-dia sem ela, se tudo em meu redor tinha outra cor simplesmente pelo facto dela existir?
Os meus grandes apoios nesta fase crítica foram, como sempre, o meu marido e os meus pais. Eles souberam exactamente o que dizer e quando o dizer. Ampararam-me e deram-me espaço ao mesmo tempo. Mas, infelizmente, não podemos mostrar a nossa vulnerabilidade a todas as pessoas que conhecemos, por muito difícil que nos seja “escondê-la atrás das costas”. Houve uma pessoa, bastante próxima até, que teve a indelicadeza de sugerir que eu era psicologicamente frágil por não estar a conseguir dar a volta à questão. Se ao menos tivesse a frontalidade de mo dizer olhos nos olhos...se, pelo menos, também tivesse passado pelo mesmo talvez não se achasse no direito de alvitrar opiniões destrutivas....não tolero desconsiderações, mas esta teve que ficar fechada num arquivo recôndito da minha memória porque tinha uma amniocentese pela frente, da qual falarei no próximo texto.
Posso adiantar-vos o mais importante, um resultado negativo, e o fundamental, o facto de ter sido a minha filha a ensinar-me uma lição de vida, a minha heroína! Parece que durante os dias que antecederam o resultado da amniocentese, a minha filha dizia-me “Mãe, eu estou bem, vai correr tudo bem!”. E não é que sim?!
quarta-feira, 19 de Setembro de 2007
Ressonância magnética
A Ressonância Magnética é uma técnica de diagnóstico que utiliza um campo magnético para produzir imagens das estruturas existentes no corpo, sendo por isso diferente das técnicas que utilizam radiação (radiografias, TAC) e os centigramas.
A Ressonância Magnética é, pois, uma técnica que comporta riscos mínimos para a grávida e para o bebé. Aliás, o técnico que me realizou o exame referiu que eram muitas as grávidas que faziam uma Ressonância Magnética devido à ocorrência sistemática de tonturas.
Quando se realiza este exame, os átomos do corpo são submetidos a um campo magnético muito forte, o que faz com que os seus núcleos emitam sinais. Estes sinais, principalmente os emitidos pelos átomos de hidrogénio das moléculas de água, são detectados e analisados por um computador que, com base neles, constrói então uma imagem tridimensional.
Uma vez que as moléculas de água são particularmente sensíveis ao campo magnético, a Ressonância Magnética é muito eficaz em mostrar diferenças na quantidade de água existente nos diversos tecidos, o que é importante na detecção de tumores ou outras anomalias nos tecidos moles do organismo, como é o caso do cérebro, espinal medula, coração e olho.
Antes do exame, é entregue uma folha que descreve a Ressonância Magnética quanto à finalidade e procedimentos. Após assinarmos esta folha, é-nos pedido que retiremos todo e qualquer objecto metálico (brincos, anéis, pulseiras, colares, óculos, etc) e dispamos a nossa roupa, menos as cuecas. Vestimos uma bata e calçamos umas polainas. Entramos na sala onde a Ressonância Magnética é realizada. A porta de entrada, preta e pesada, assemelha-se a uma porta que dá acesso a uma câmara frigorífica! Uma das paredes da sala é envidraçada, atrás da qual se encontra o técnico que nos realiza o exame e vários computadores.
Dou de caras com o meu maior receio: uma mesa que desliza para dentro de um túnel cor creme. Penso: “Ai, meu Deus!”. Eu que não gosto de passar muito tempo em espaços fechados vou ter que fazer frente a esta minha ansiedade! Confesso que disse para mim mesma: “Acho que não me vou portar bem...”
Sento-me na borda da mesa e peço ao técnico para fazermos um teste: eu deslizo para dentro do túnel mas, se me sentir mal, peço para sair imediatamente. Vamos lá então. Metade do meu corpo já está dentro do túnel quando eu declaro: “Pronto, já chega, tire-me daqui!”. Volto a deslizar para fora, sento-me e tento controlar a minha respiração acelerada. Que horror, aquilo é mesmo claustrofóbico! Pergunto ao técnico quanto tempo dura o exame, ao que ele responde: “Vinte a sessenta minutos, conforme a sua colaboração e dependendo da qualidade das imagens captadas.” “Então e se eu me sentir mal durante o exame e tivermos de o interromper, as imagens recolhidas até aí são guardadas?” O técnico abana negativamente a cabeça: “Se tivermos de interromper o exame, teremos de o repetir do início...”
Oopss, vais ter que te controlar, der para onde der!
O técnico tenta sossegar-me e diz: “Quando estiver lá dentro, se olhar para a ponta dos pés, pode ver um pouco da janela envidraçada, portanto não vai ficar de todo enclausurada.”
Peço então para a minha mãe estar presente. Felizmente, tal é possível, sempre é um ponto de apoio que temos num ambiente tão híbrido.
Deito-me novamente na mesa. O técnico coloca uma espécie de almofada em U em torno da minha cabeça e prende as suas extremidades. Assim, não há hipótese de mexer a cabeça durante o exame, o que poderia inviabilizar o resultado final. É distribuído a mim e à minha mãe um conjunto de tampões para os ouvidos uma vez que, durante o exame, irei ouvir sequências de sons metálicos algo intensos, que provoca algum desconforto. O técnico acrescenta que o bebé pode ficar inquieto mas assegura que não há riscos para o mesmo. Coloco instintivamente a mão sobre a minha barriga. É-me entregue uma espécie de bombinha de borracha (semelhante à que é utilizada para medir a tensão arterial) que devo premir se desejar interromper o exame.
E lá vou eu! Penso em coisas boas e que logo logo estarei pronta. Olho em meu redor, só vejo botões imbutidos no túnel. Concentro o meu olhar na ponta dos pés. Vejo as mãos da minha mãe sobre os meus tornozelos. Vocês nem imaginam o conforto que foi ter a minha mãe a fazer-me festinhas nos tornozelos e nas pernas durante cerca de 40 minutos, de pé! De vez em quando, eu fazia um sinal de ok com o polegar para ela saber que, apesar de tudo, ia conseguir aguentar até ao fim.
Foram cerca de 6 a 7 sequências de sons metálicos parecidos com os ruídos de pneus pneumáticos. A Joana devia pensar: “Mas onde é que a minha mãe está?!” E bem dava pontapés e reviravoltas dentro da casinha dela. Eu fazia-lhe festinhas e falava com ela em pensamento: “Estamos quase prontas, amor, é só mais um bocadinho, vês como estamos a ser valentes?!”
Instaurara-se o silêncio, o exame terminara e começo a deslizar para fora do túnel. O sorriso que eu trazia nos lábios! Não, não era de ter adorado o exame, era de estar de volta ao “mundo real”,eheheh!
Não é um exame simpático, claro que não. Se o fizerem num hospital privado (eu fi-lo na CUF Descobertas) e tiverem seguro de saúde particular, é provável que necessitem de autorização prévia: têm que ligar para a seguradora para esta autorizar a comparticipação, caso contrário o valor a pagar é de €750!
Etiquetas: gravidez, ressonância magnética
terça-feira, 18 de Setembro de 2007
Síndrome vertiginoso
Dia 30 de Março, 6ªfeira. Passavam poucos minutos do meio-dia quando uma tontura me levou ao chão. Tudo se desenrolou num ápice: de um momento para o outro, começo a ver tudo a andar à roda, a uma velocidade incrível, e senti que podia desmaiar a qualquer momento. Quem me salvou de cair redonda no chão foi uma colega de trabalho que veio a correr em meu auxilio, me segurou pela cintura e me fez deitar em pleno open-space. Foi embaraçoso ter tantas pessoas à mina volta, incluindo um coordenador e uma pessoa da Administração...Mas, naquele momento, eu só queria ficar bem. Estava grávida de 7 semanas.
Até ao dia de hoje, tive mais 3 tonturas dessa natureza, todas em casa, felizmente.
Nunca pensei vir a desenvolver um síndrome vertiginoso durante a gravidez. No início, pensava-se que as tonturas eram provocadas por uma queda de tensão ou quebra acentuada dos níveis de açúcar no sangue. Aí, foi-me aconselhado a comer de hora em hora. Às vezes, custava-me tanto comer sem ter fome...!Ficava com aquela sensação de estômago empanturrado...Mas comparando esta sensação com a possibilidade de sofrer uma nova tontura, preferia claramente a primeira opção.
No entanto, as tonturas voltaram, sendo que em 3 dias tive 2 tonturas, seguidas de vómitos e dores de cabeça lancinantes.
O meu marido, alarmado, telefona à minha obstetra e tenho indicação para seguir imediatamente para as urgências de obstetrícia. Durante as observações clínicas, fiz sempre ecografias curtas para atestar o bem-estar da Joana (que esteve sempre bem) e houve um dia em que saí do hospital às 3 e picos da manhã...sentia-me exausta...voltei 2 dias depois ao hospital, desta vez para uma consulta de neurologia. Tinha que ser despistada a natureza e origem dessas tonturas tão inclementes e incapacitantes. Tive medo. A palavra “neurologista” causa-nos muitas vezes um arrepio e muitos “E se...”. Acho que a pergunta que mais frequentemente me assaltava era “E se eu tiver um tumor no cérebro?”
Fui atendida pelo neurologista de referência da CUF Descobertas que, prontamente, solicitou a realização de uma ressonância magnética (RM) nessa mesma tarde (num outro texto, falar-vos-ei deste exame).
Estávamos no dia 21 de Julho. Realizada a RM, fui novamente atendida pelo neurologista que colocou uma placa enorme repleta de imagens do meu cérebro num quadro iluminado. Foi a primeira vez que vi o meu cérebro. Fiquei “esmagada” perante a imponência da natureza que nos rege. Observadas as imagens, o médico declara “Está tudo bem”. Respiro de alívio. A minha mãe, que viera do Porto, emociona-se. O meu marido, pragmático nos momentos difíceis, responde aliviado “Ainda bem”. Mais tarde, a minha mãe confessa: “Antes de mostrarmos a RM ao médico, falei com ele aparte sobre quais as consequências para a Joana se fosse detectado algum problema neurológico. Ele respirou fundo e respondeu que, se assim fosse, teria que desistir da Joana...”
Felizmente, meu Deus, que tudo correu bem. Emocionei-me deveras ao pensar que a Joana teria a vida em risco de forma incontornável.
Na semana seguinte fui a uma consulta indicada pelo neurologista na CUF Infante Santo, uma consulta denominada “Consulta de vertigens”. As coisas que uma pessoa aprende: não sabia da existência desta especialidade, pelos vistos as tonturas /vertigens são mais comuns do que aquilo que pensamos, sendo as grávidas um grupo de risco.
Podemos dizer que a “Consulta de Vertigens” é um ramo paralelo e complementar da especialidade de otorrinolaringologia e que o síndrome vertiginoso resulta de uma inflamação no ouvido médio ou de uma acumulação excessiva de liquido no ouvido interno. Em suma, o ouvido desempenha um papel fundamental no nosso equilíbrio; se ele estiver “doente”, o nosso equilíbrio ressente-se.
Impõe-se aqui uma boa e uma má noticia: a boa noticia é que fiquei a saber que a causa das tonturas se deve ao tal síndrome vertiginoso, que tem cura. A má noticia é que essa cura só pode vir depois do parto e do período de aleitamento isto porque a medicação existente tem efeitos nocivos sobre o bebé. Conclusão: terei que conviver com isto durante mais algum tempo...mas também já faltou mais!
Como é que podemos prevenir um síndrome vertiginoso? Deixem-me dizer-vos que isto pode acontecer a qualquer uma de nós e em qualquer fase da gravidez, com maior ou menor intensidade. Há casos em que a grávida tem que fazer a gravidez quase sempre deitada...
Eu recomendo a realização de um check-up aos ouvidos antes da mulher pensar engravidar porque depois não há medicação que se possa tomar!
Etiquetas: gravidez, sindrome vertiginoso, tonturas, vertigens
segunda-feira, 17 de Setembro de 2007
Programa Nacional de Vacinação (PNV)
As vacinas são o meio mais eficaz e seguro de protecção contra certas doenças. Mesmo quando a imunidade não é total, quem está vacinado tem maior capacidade de resistência na eventualidade da doença surgir.
A vacinação, além da protecção pessoal, traz também benefícios para toda a comunidade, pois quando a maior parte da população está vacinada interrompe-se a transmissão da doença.
O Programa Nacional de Vacinação, da responsabilidade do Ministério da Saúde, inclui as vacinas contra a tuberculose, a poliomielite, a difteria, o tétano, a tosse convulsa, o sarampo, a papeira, a rubéola, a meningite pelo meningococo C e a hepatite B.
Recém-nascido
BCG (Tuberculose)
Aos 2 meses
DTPa – 1.ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa)
MenC - 1ª dose (meningites e septicemias causadas pela bactéria meningococo)
Aos 4 meses
DTPa – 2.ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa)
Aos 5 meses
MenC - 2ª dose (meningites e septicemias causadas pela bactéria meningococo)
Aos 6 meses
DTPa – 3.ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa)
Aos 15 meses
Dos 18 aos 24 meses
DTPa – 4.ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa)
Dos 5 aos 6 anos
DTPa – 5.ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa)
Dos 11 aos 13 anos
Td – 1.ª dose (Tétano, Difteria – dose reduzida)
Para os adolescentes que não a fizeram quando recém-nascidos:
1ª dose da vacina contra a Hepatite B (VAHB)
1 mês depois: 2ª dose da vacina contra a Hepatite B (VAHB)
6 meses depois da 1ª dose: 3ª dose da vacina contra a Hepatite B (VAHB)
De 10 em 10 anos
Reforço da vacina contra o tétano, difteria e tosse convulsa
Para além das vacinas integradas no PNV, é possível fazer outras, como as inoculizações contra a varicela, doenças invasivas (bacteriémia, septicemia, pneumonia bacteriémica e meningite provocada pelo streptococus pneumoniae), gripe, cancro do colo do útero e febre amarela.
Etiquetas: vacinas
domingo, 16 de Setembro de 2007
Uma maçã, sff!
Um estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Aberdeen, na Escócia, concluiu que comer maçãs durante a gravidez pode ajudar a prevenir a asma nos bebés.
Nesse mesmo estudo, foram entrevistadas 2000 grávidas sobre os seus hábitos alimentares. Posteriormente, os investigadores acompanharam a evolução da saúde dos filhos durante 5 anos e concluíram que as mães que comiam 4 ou mais maçãs por semana, revelaram menores probabilidades de vir a ter uma criança asmática.Uma boa noticia, então! Durante a minha gravidez, tenho investido nas maçãs (as “Golden” são as minhas preferidas), kiwis, bananas e nectarinas. Estes são os frutos que mais gosto. Também aprecio laranjas, especialmente em sumos fresquinhos.
No âmbito desta notícia, vivam as maçãs!
Etiquetas: gravidez
sábado, 15 de Setembro de 2007
Olá, bebé!
Ontem fui fazer a penúltima ecografia e bem tive que esperar pela minha vez: o exame estava marcado para as 17:10 mas só vi a minha pituquinha duas horas depois pois houve dois partos-surpresa aos quais a médica teve que assistir. Se, durante a espera, me sentia cansada, depois da ecografia parece que as duas horas foram vinte minutos! Ver a nossa bebé reduziu a pouco o inconveniente da espera, de facto :-) Bem, foi da maneira que a Joana comeu mais chocolate do que o normal para estar bem desperta aquando da observação (shiiiuuuu, comi metade de uma tablete de chocolate de leite!). Verdade seja dita que ela passou a tarde inteira num rodopio, a arrumar a casinha que ia ser gravada em dvd. Era cada pontapé que, por vezes, me cortava a respiração. Isso é que é entusiasmo, amor!
A consulta da passada segunda-feira deixou-me, a mim e ao pai, preocupados devido à pouca altura uterina prevista para a minha semana gestacional (27 cm). Eu bem tinha escrito que achava estranho a Joana ter estagnado o seu desenvolvimento. O que sucede é que nem sempre cabemos nas medidas padrão por vários motivos: constituição física, tamanho do útero, tamanho do feto, posição deste...; a minha bolotinha, que já deu a volta (!), está enroscadinha, muito quentinha! Logo, quando a obstetra mediu os 27 cm, estes chegaram só até ao rabiosque porque as pernitas estão encolhidinhas.
A Joana está linda, encontrando-se a placenta e o cordão umbilical de boa saúde. O fémur mede 5,9cm e a Joana conta com 1731 gramas, muito formosos e bem distribuídos. Durante a observação ela estava muito compenetrada, colaborou muito bem, deu um ou dois pontapés e mostrou as pernocas. O coração apresenta uma boa vitalidade.
O pai ficou todo babado, fazendo perguntas e soltando exclamações!Já temos quatro dvd’s com o crescimento da Joana e confesso, depois do jantar, fui ver a minha pituquinha novamente porque...já estava cheia de saudades!
Etiquetas: consulta, ecografias
quinta-feira, 13 de Setembro de 2007
Barriguinha, barriguinha...
Depois de tentar muitos cremes e loções, encontrei um produto que alivia e muito a comichão provocada pelo esticar da pela na zona da barriga. Trata-se de um óleo à base de sementes de jojoba e girassol chamado Eucerin. Tem um aroma suave, espalha-se bem e é rapidamente absorvido pela pele, deixando-a macia e hidratada e não gordurosa ou peganhenta. O preço ronda os € 15 nas farmácias convencionais, sendo cerca de €1 mais económico nas parafarmácias.
Costumo aplicar o Eucerin após o banho, quando a pele está mais receptiva, em movimentos circulares. A Joana também gosta, especialmente das massagens logo pela manhã ou eu não apanhasse pouco tempo depois de colocar a tampa um pontapé estratégico , com quem diz: “Então mãe, já acabou?!”
quarta-feira, 12 de Setembro de 2007
A Fase dos Doces
Penso que a maioria das mulheres, por volta do 4º-5º mês de gravidez, conhece uma fase muito curiosa, a que eu dou o nome de “A Fase dos Doces”.
A minha primeira manifestação deu-se a meio de um dia de trabalho, deveriam ser umas 15:00 ou 16:00, quando me deu vontade de comer uma fatia, pelo menos uma, de bolo de aniversário. Daqueles com cobertura e recheio de doce de ovos...pois bem, no fim de um dia de trabalho, eu e o Pedro fomos ao hipermercado comprar a dita sobremesa , estampada com um “Feliz aniversário”!
Depois vieram os palmiers (com ou sem recheio), os pastéis de nata e as inesquecíveis bolas de Berlim! Agora estou um bocadinho mais contida, mas não com os chocolates, que têm que ser Mars. Caso contrário, nada feito!
Os meus dentinhos, esses, é que conhecem os meus “tormentos”! Que bom estar grávida...!
P.S.: Com tanto açúcar, a minha glicose não disparou, uf!
Etiquetas: gravidez
terça-feira, 11 de Setembro de 2007
A chuva, finalmente...!
São 21:30 e chove torrencialmente em Lisboa...fora os trovões...!
Etiquetas: diversos
segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
Dia C, de Consulta
Hoje foi dia de consulta e bem tive eu que esperar porque a minha obstetra teve que realizar um “parto-surpresa”. Nem as novas cadeiras acolchoadas na sala de espera me consolaram, uma vez que agora é-me cada vez mais difícil aguentar sentada durante longos períodos de tempo: sinto um desconforto tal na zona dos rins e cóccix que tenho que fazer passeatas regulares.
Fui primeiro atendida por uma enfermeira muito simpática que não me repreendeu por causa do peso (iupi!) mas sim devido à obstipação que, de quando a quando, me visita: “Tem que comer mais farelo de trigo torrado!”, diz-me ela e eu, só de pensar naqueles cereais, até perco o apetite...!
A tensão arterial estava boa e nada de pés, tornozelos ou mãos inchados. Nada de varizes ou caimbras, azia ou enjoos/vómitos, queixas urinárias ou hemorragias/corrimento.
Depois desta primeira fase, regresso à sala de espera até me chamarem para a consulta propriamente dita. Apesar de ter esperado uma eternidade (ainda bem que levei algo para comer), entreti-me a ver os bebés que iam aparecendo nas suas alcofas ou “ovo” – um deles, mesmo à minha frente, era um amor: deitadinho no seu ovo azul (era um menino com cerca de um mês de idade, não mais), com uma chupeta transparente, olhava para o pai com um ar tão apaixonado...! Este dificilmente conseguia manter a leitura da revista que trouxera consigo e toca a fazer cócegas na barriguita daquele pimpolho!
A consulta em si correu bem: as últimas análises ao sangue estão óptimas (farei as próximas no início de Outubro) e foi definido um novo plano de medicamentos: ferro duas vezes ao dia, magnésio duas vezes ao dia, Centrum Materna uma vez ao dia e um outro suplemento vitamínico, de nome Viterra, também uma vez ao dia.
Ouvi o coração da Joana, apesar dela estar sempre a “fugir”, marota! Quando a médica mediu a minha altura uterina, não é que a Joana se lembra de lhe dar um pontapé na mão, como quem diz: “Mas que ideia é essa de querer tirar as medidas ao meu recém adquirido T3?!”
Aliás, a minha altura uterina deixou a médica com a “pulga atrás da orelha” – para o meu número de semanas, uma altura de 27cm é pouco, referiu ela...
Das três, uma: a) O meu útero é pequeno; b) A Joana é pequenina (o que me custa a crer) ou c) A Joana está toda enrroscadinha, apesar de ainda não ter dado a volta.
Conclusão: vou fazer já esta sexta-feira uma nova ecografia para medir, entre outros aspectos, a posição da placenta e o volume de liquido amniótico. No domingo, dia em que a minha médica estará de banco no hospital, irei mostrar-lhe os resultados. Vamos lá ver...até agora a Joana tem estado no percentil 50, sendo que fiz a última ecografia no dia 30 de Julho. Por isso, acho estranha a possibilidade da Joana ter “estagnado” ou que tenha surgido algum problema de saúde...espero que não...estás bem, não estás, amor?
domingo, 9 de Setembro de 2007
Crianças
Enquanto psicóloga infantil, comecei cedo a ler a revista Pais&Filhos que, para mim, é uma fonte de boas práticas.
Sempre gostei de crianças: na minha meninice adorava observar as diferenças entre os meninos e as meninas (“Porque é que as meninas preferem brincar com bonecas do que jogar futebol?”, “Porque é que os meninos costumam dizer que as meninas são ‘esquisitas’?”) e entretinha-me a misturar brinquedos. Aliás, a minha colecção de Barbies e mobílias em miniatura não ficava nada atrás de muitos e muitos carrinhos que eu zelosamente guardava dentro de uma enorme caixa verde-alface, depois de intermináveis corridas na alcatifa do meu quarto.
Na adolescência, punha-me a pensar (o que nós divagamos na adolescência, não é?!): “Parece que, com os anos, complicamos mais as coisas, ou então o mundo complica-se a ele mesmo. Não deveria ser o contrário, isto é, à medida que nos vamos tornando mais maduros e independentes, as coisas não deviam ser mais simples?”
Penso que a grande impulsionadora do meu gosto por estas questões foi a minha pediatra. Adorava aquela médica, até a bata branca! Conjugava o tom firme com momentos de brincadeira (nem imaginam a quantidade de brinquedos que ela tinha dentro do consultório, fenomenal!), olhava para qualquer criança como se fosse um filho, recebia pais e filhos de braços abertos e acompanhava-os à porta no final de cada consulta. Aliás, desde cedo que, à pergunta “O que é que queres ser quando fores grande?”, eu respondia “Médica de bebés!”, muito entusiasmada, em bicos de pés!
Entretanto, no secundário, “descobri” a psicologia e nunca mais me separei dela.
Regressando à revista Pais&Filhos, gostaria de partilhar com vocês algumas definições imaginadas com muito talento e inspiração pelo escritor Gonçalo M.Tavares.
São definições que um menino, o menino Andersen, decidiu escrever, descontente com as que encontrava no dicionário.
Vejam só se não são deliciosas:
Cama: é o sítio da casa onde se guardam os sonhos. É uma espécie de caixa de sonhos. Claro que quando estás bem acordado não os consegues ver. Bem podes revistar a cama toda, levantar os lençóis e os cobertores, espreitar por baixo: não verás nenhum sonho. Há certas coisas – como os sonhos – que só conseguimos mesmo ver quando estamos a dormir. Com a sonolência vem uma espécie de visão raio-X que vê os sonhos.
Cadeira: é o sítio onde as crianças descansam depois de desarrumar a casa toda. A cadeira também poder ser o sitio onde as crianças ganham forças para a seguir desarrumar a casa toda.
Diminuir: diminuir o barulho é aumentar o silêncio. Diminuir a luz é aumentar a escuridão. Portanto, diminuir uma coisa é aumentar o seu oposto.
Espelho: é a máquina de filmar mais antiga do mundo. Apenas não guarda o que filma. Quando estás à frente dessa máquina – que é o espelho - nota que ela não te tira apenas fotografias: filma por completo todos os teus movimentos. É uma máquina de filmar que não está fixa à parede. Mas podes levá-la debaixo do braço. Em vez de filmares um amigo, aponta-lhe um espelho. A grande vantagem é que o espelho é uma máquina de filmar que não precisa de bateria nem de pilhas.
Lixo (Caixote do): é o local onde se põem as coisas que sobraram do dia anterior. No caixote do lixo concentra-se o passado das tuas alegrias. Por exemplo, pensa nas cascas de uma laranja. Elas são ou não os restos do prazer que antes tiveste ao comer a laranja? Assim, quando transportares o lixo num saco e te perguntarem o que levas na mão, responde: são os restos das minhas alegrias de ontem.
Mosquito: animal que está mal sintonizado.
Etiquetas: crianças, dicionário infantil
sexta-feira, 7 de Setembro de 2007
Queridos quilinhos...
Como é que tem sido o osso aumento de peso durante a gravidez: gradual, súbito, oscilante, mais do que desejariam ou menos do que estavam à espera?
O meu aumento tem sido gradual, se bem que por vezes me questione se não poderia ser um bocadinho menos...só um pouquinho...Com 1,75 de altura, comecei a gravidez com 60 quilos e a 18 de Julho tinha 69. Na segunda-feira terei um novo indicativo do meu peso, depois digo-vos.
De um modo geral, uma mulher de estatura média, engordará aproximadamente entre 10 a 15Kg durante as 40 semanas de gestação. Se estiver à espera de gémeos, o aumento poderá situar-se entre os 16 e os 18kg.
Normalmente, o aumento de peso é ligeiro durante o primeiro trimestre, devido aos célebres enjoos. A partir daí, a mulher ganha cerca de 0,7-1kg por semana até às ultimas duas semanas, altura em que ganha pouco peso.
Para onde vão, pois, os nossos queridos quilos?!
Podemos distinguir dois grandes domínios que dão vida aos ponteiros da balança:
Por um lado, o peso do bebé, da placenta e do liquido amniótico. Por outro lado, o peso que a mulher ganha durante a gravidez e que inclui o peso crescente do útero e dos seios, o aumento do volume sanguíneo, dos depósitos de gordura e a retenção de líquidos.
Vamos considerar um aumento de peso de 12,7 a 13kg e um bebé que, à nascença, pese entre 3 a 4kg. Temos, então, a seguinte distribuição do aumento do nosso peso:
Bebé: 3-4kg
Placenta: 0,7kg
Liquido amniótico: 1kg
Gordura da mãe: 2,5kg
Sangue avolumado: 1,5 kg
Retenção de água: 2,5kg
Seios: 0,5kg
Útero: 1kg
De facto, a Mãe Natureza é fantástica no suporte que faculta a uma nova vida que vai crescendo dentro de nós...
quinta-feira, 6 de Setembro de 2007
Casa nova
Psiu, bolotinha, a mãe acha que os avós maternos vão comprar uma casa em Lisboa para estarem mais perto de ti!
Avós mais babados que estes...?!
Etiquetas: diversos
quarta-feira, 5 de Setembro de 2007
A Joana em pessoa
Esta semana, a nossa bolotinha completa 30 semaninhas e, curiosamente, estamos na 30ª posição no BabyBoom!
Na próxima 2ª feira, dia 10, termos uma nova consulta de obstetrícia – estou com imensas saudades de ouvir o teu coração bater e tenho algumas dúvidas a colocar à médica, dúvidas essas cada vez mais relacionadas com a preparação para o parto! Ainda é cedo, eu sei, mas sabes como a mãe gosta de se preparar com antecedência para os grandes acontecimentos!
A Joana tem-se alimentado bem e até agora não tem revelado apetites exóticos. Movimenta-se bem no seu T2+1, com boas perspectivas de mudança para um T3 durante a próxima semana. Apenas sou de opinião que ela poderia dormir um bocadinho mais, não é filha?! Lembra-te que Roma e Pavia não se fizeram num dia, apesar de gostares muito de arrumar a tua casinha!
Mas cada vez mais me convenço que o horário dela é o meu horário e não vice-versa.
Para comemorar as tuas 30 semaninhas, eu e o pai decidimos criar aqui um mini álbum com as 3 melhores fotografias que temos de ti, ao longo do teu desenvolvimento:
9ªSemana: A tua primeira fotografia, num Studio com vista para o coração da mãe. As tuas mãos e pés eram como quatro pompons, que tu mexias a teu bel-prazer. Parecia que sabias que estavas a ser idolatrada! Puseste um sorriso de orelha a orelha em 3 pessoas: na mãe, no pai e na médica! 
O médico aponta para que sejas uma menina, apesar de manteres as pernas bem juntinhas! A minha intuição estava certa, ao contrário da maioria dos familiares que dizia que vinha a caminho um menino, eheheh!

21ª Semana: A ecografia morfológica, onde ilustraste a ginástica que fazes dentro da barriga da mãe. Aqui vemos-te de perfil, com umas bochechinhas lindas, a segurares as tuas pernitas com os braços.
Parabéns, amor, nesta tua 30ª semana de vida! Que venham mais 10 dentro da barriga da mãe e depois muitas, muitas mais nos braços da mãe e do pai :-)
Etiquetas: ecografias, gravidez
terça-feira, 4 de Setembro de 2007
Rastreio auditivo neo-natal
A perda de audição é, geralmente, invisível.
De acordo com uma brochura informativa do Hospital CUF Descobertas, estima-se que em cada 1000 crianças nascidas, uma ou duas tenham um défice auditivo significativo, sendo que 90% dos bebés nascem sem quaisquer factores de risco associados e no seio de famílias sem défices auditivos.
Assim, e porque a audição é fundamental para a aquisição da linguagem, é importante que seja efectuado um rastreio auditivo neo-natal por forma a que a reabilitação auditiva tenha lugar antes dos 6 meses de idade.
O referido rastreio é breve, indolor, inofensivo e é realizado enquanto o bebé dorme. O exame consiste na colocação de uma sonda no canal auditivo do bebé que emite um som de fraca intensidade. O registo da resposta do ouvido interno ao estimulo sonoro emitido pela sonda permite averiguar se o bebé ouve ou não.
O aparelho analisa as características dos sons e dá uma de duas respostas possíveis:
“Passa”: significa que, nesse momento, a audição do bebé é normal;
“Refere”: significa que não foi possível detectar os sons provenientes do ouvido interno, devido a razões várias, tais como a criança agitar-se durante o exame, haver secreções no canal auditivo externo, haver liquido no ouvido médio ou a criança, de facto, ter um défice auditivo. Neste caso, o teste será repetido nas primeiras semanas de vida do bebé e se o resultado obtido for “Passa”, não será necessário efectuar mais exames.
No caso do resultado continuar a apontar “Refere”, aconselha-se a realização de exames complementares e a observação e avaliação da situação por parte de um otorrino. Será que alguns casos de atrasos na aquisição da linguagem, falta de atenção, insucesso escolar, entre outros, não terão também por base um défice auditivo?
segunda-feira, 3 de Setembro de 2007
Hora “P”...
...“P” de “Parto”.
O dia ou o momento do parto é aquele que, para a maioria das futuras mães, causa mais angústia e ansiedade. Precisamente por ser algo pelo qual nunca passamos antes (e não teremos nós mais receio quando algo de desconhecido mas inevitável se aproxima?).
Será que vou sentir muitas dores?Será que estarei horas à espera da dilatação completa?Será que o pessoal médico terá toda a paciência e mais alguma comigo?E se eu me descontrolar e esquecer os exercícios de respiração que aprendi nas aulas?Será que o meu bebé vai sentir dor?
Como estas e muitas outras questões nos assaltam impiedosamente à medida que o parto se torna cada vez mais real por estar temporalmente mais próximo, não é? Parece que não há pensamento positivo que nos valha. Ou então, aquele que resta, começa a apresentar muitos buraquinhos, como o queijo suíço!
Pois é, mas por outro lado a dor pode ter diferentes cambiantes:
Ponto assente é que ela é inevitável, em resposta à nossa reacção corporal (nunca passamos por esta “prova”);
Segundo ponto é que é essa mesma dor que vai aproximando o nascimento do nosso bebé (todas nós queremos muito esse momento...e rápido!)
Ponto 3, as pessoas que nos assistem estão lá para isso mesmo: já acompanharam muitos partos e acalmaram mulheres com personalidades de “a” a “z”. Concerteza terão uma rápida capacidade de resposta em caso do parto ter que ser por cesariana, por exemplo.
O parto é incontornável, por isso há que confiar em nós, nos outros e sobretudo pensar que o nosso bebé está a caminho, cada vez mais próximo dos nossos braços e miminhos! Não é este um pensamento fantástico?! Conhecerão de certo relatos de mães que dizem mais ou menos o seguinte: “Quando colocaram o meu bebé em cima de mim, parece que tudo em redor deixou de existir, ficou em suspenso! Quando acabaram de fazer os pontos eu até exclamei que aquilo que eu imaginava sentir era tão exagerado! Estava a olhar para o meu bebé lindo e era isso que realmente importava...o resto não tinha qualquer comparação!”
Precisamente a pensar no parto, comecei hoje a praticar alguns exercícios físicos localizados, técnicas de relaxamento e de respiração que quero partilhar com vocês.
Imagino tudo isto como vitaminas que me irão ajudar na “Hora P”!
Aqui vão então os “TPC’s” diários:
Exercícios pélvicos
Contraia os músculos à volta da uretra, vagina e ânus. Deve sentir os músculos pélvicos elevarem-se. Mantenha a postura durante alguns segundos e depois relaxe lentamente. Repita até perfazer 10 contracções de 10 segundos cada e descanse um pouco entre elas.
Repita outras 10 vezes, agora a um ritmo maior.
De igual modo, quando urinar, interrompa o fluxo a meio, depois relaxe até a bexiga se esvaziar por completo.
Aliviar as dores nas costas
Alongamento para as costas: sentada de joelhos e com as pernas ligeiramente afastadas ara dar espaço à barriga, estique os braços para a frente ao longo do chão. Sinta a coluna alongar-se.
Movimento à gato: de gatas, joelhos e braços afastados à largura dos ombros, arqueie a coluna, contraindo os músculos das nádegas e encolhendo a pélvis. Permaneça assim, depois solte devagar até as costas estarem planas. Repita cinco vezes.
Joelhos abraçados: deitada de costas, abrace os joelhos com os braços (dê espaço à barriga) e rode suavemente de um lado para o outro para libertar a tensão na pélvis e na parte inferior da coluna. Alivia bastante a zona lombar.
Torção espinal: deite-se de costas com as pernas flectidas, os pés juntos e os braços abertos à altura dos ombros. Deixe cair levemente os joelhos para um lado, enquanto vira a cabeça para o lado oposto. Sinta a coluna torcer levemente. Volte a levantar os joelhos e repita para o outro lado.
Exercício de relaxamento
Arranje um momento e um local onde não seja incomodada. Deite-se numa posição confortável.
Feche os olhos, mantenha a cabeça e pescoço direitos e relaxados e deixe cair o maxilar inferior.
Respire calmamente e sinta a cabeça esvaziar-se de todas as preocupações: imagine que estas são uma lista que vai saindo em fio das suas têmporas.
Imagine um cenário agradável, como uma praia de areia quentinha, a espuma das ondas a refrescar a pele, o vento a percorrer o cabelo, as nuvens no céu a correrem devagarinho; ou então, imagine que está no campo, sobre a sombra fresquinha de uma árvore, pés descalços sobre a erva acabada de regar, o cantarolar dos pássaros e o cheiro de pêssegos ou outros frutos suculentos.
No fim do exercício, respire fundo diversas vezes e levante-se devagar.
Praticar a respiração controlada
Ao subir escadas, inspire profundamente pelo nariz. Deixe entrar o ar em todo o tórax. Agora, expire pela boca de forma prolongada, esvaziando por completo todo o ar dos pulmões (sinta que estes se vão esvaziando cada vez mais e lentamente. A expiração deve demorar mais tempo do que a inspiração.
domingo, 2 de Setembro de 2007
Miminhos
Este sábado, os avós maternos vieram a Lisboa e trouxeram uns miminhos para mãe e para a Joaninha: pacotinhos de sumo de mirtilo e doce de mirtilo. Pois sim, bolotinha, também vais provar o mirtilo, sei que para comer estás sempre a postos!Sobretudo nos últimos meses de gravidez, quando a bexiga começa a ficar encolhidinha, convém bebermos ou comermos algum alimento com mirtilo pois este fruto previne a ocorrência de infecções urinárias.

A familia Mirtilos já dentro do frigorífico!

Etiquetas: brinquedos, Infecções urinárias (gravidez)
sábado, 1 de Setembro de 2007
Olá pé!
Ontem senti o contorno do teu pézinho pela primeira vez! Tens andado tão efusivamente às voltas na tua casinha que, no meio de tanto pontapé bom, consegui quase apanhar os teus dedinhos e calcanhar. ;-)
Etiquetas: gravidez
Momentos relaxantes a duas
Desde início de Julho que tenho dedicado diariamente uma horinha inteira ao relaxamento físico e psicológico, através da escuta de um CD que, passo a publicidade, recomendo a todas as futuras mamãs e seus bebés. Trata-se de um CD intitulado “Pregnancy-relaxing music for a balanced life”. Comprei-o há já algum tempo na FNAC e lembro-me de ter custado entre €5-€7, não mais que isso. Todas as 8 músicas são muito calmas, uma delícia. Uma vez até cheguei a adormecer, eheheh...! Mas normalmente estou acordada a fazer festinhas na casinha da Joana. Deito-me confortavelmente, fecho os olhos e até a Joana relaxa com a mãe. Que bom....!









